Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019
21/05/2019

Avançar >   Última >>

viatrolebus.com.br
21/05/2019

Novo Boeing “797” poderá ter apenas um piloto no cockpit

O novo modelo de aeronave da Boeing, apelidada de 797, poderá ser construída com um espaço apenas para um piloto no cockpit, segundo analistas do setor.

Há rumores de que a fabricante de aviões norte-americana anunciará um novo avião de médio porte (NMA, na sigla em inglês), no Paris Air Show, no próximo mês.

Os mesmos analistas avaliam que os planos teriam sido adiados pela crise no modelo 737 Max, quando dois aviões sofreram acidentes com mortes de todos os ocupantes.

Nas últimas semanas, analistas da Jefferies, um banco de investimentos, interrogaram executivos de companhias aéreas e empresas de leasing sobre o que gostariam de comprar da Boeing.

Chegaram a conclusão de que o modelo poderia ter um design completamente novo, onde um segundo piloto ficaria em solo e seria capaz de “monitorar várias aeronaves” ao mesmo tempo.

A Jefferies disse em um comunicado que a tecnologia pode estar a disposição em um período de 10 anos, mas os clientes da Boeing considerariam a capacidade “valiosa”.

O vice-presidente de Pesquisa e Tecnologia da Boeing, Charles Toups, disse em fevereiro que os jatos de um piloto provavelmente começariam com voos de carga nas próximas décadas.

O Boeing 797

O NMA poderá transportar entre 200 e 250 passageiros, com o alcance de um avião maior. Uma variante plus-size poderia acomodar até 290 passageiros e executivos disseram a Jefferies que uma aeronave de fuselagem larga (com dois corredores) é uma preferência provável.

 

 

oglobo.globo.com
21/05/2019

Governo decide fechar a pista principal do Santos Dumont para obras em agosto
Boa Parte dos voos será transferida para o Galeão, mas quantidade ainda não foi definida

O governo federal vai fechar a pista principal do aeroporto Santos Dumont, no Rio, em agosto, para que a Infraero faça uma obra de manutenção profunda no asfalto. É que o prazo de validade do pavimento, segundo autoridades, vence em janeiro de 2020. Com isso, os movimentos de aviões no terminal ficarão reduzidos à pista secundária, que tem limitações ainda mais rígidas que a principal, o que vai afetar a malha de voos das companhias aéreas. Para continuar operando no Santos Dumont, elas terão de passar a usar aviões menores ou com menos combustível. Boa parte dos voos será transferida para o Galeão , como antecipou o colunista do GLOBO Ancelmo Gois no domingo .

O número de voos que serão realocados ainda não pode ser quantificado pelo governo, porque o plano depende das estratégias que serão definidas pelas empresas aéreas. Atualmente, o Santos Dumont recebe, em média, 243 movimentos por dia, entre pousos e decolagens. No ano passado, as autoridades do setor chegaram a cogitar o fechamento total do aeroporto para a realização da obra, mas as empresas demonstraram interesse em manter operações no terminal, ainda que de forma mais restrita.

Apesar de haver estudos no governo com a possibilidade de realizar as obras à noite, técnicos explicam que, devido à tecnologia de pavimentação, não é possível fazer remendos de forma a preservar a operação durante o dia. Todo o asfalto terá que ser retirado e substituído.

Condições seguras
Técnicos do governo lembram que, em 2009, a Infraero realizou o mesmo tipo de obra na pista principal do Santos Dumont, que se estendeu por dois meses. Na ocasião, as operações foram concentradas na pista auxiliar, e parte dos voos foi transferida para o Galeão.

— O plano ainda não foi apresentado à Anac. Mas as discussões com autoridades, Galeão e aéreas vêm deste o ano passado. O foco está em realizar a obra no período que gere o menor impacto aos passageiros. Com planejamento, é possível transferir operações e ampliar a segurança — destaca Rafael Botelho, superintendente de infraestrutura aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Anac e Infraero reiteram que as condições do Santos Dumont são “absolutamente seguras”. A avaliação existe, apesar de um ofício enviado pelo operador do Galeão às autoridades este mês, reforçando conteúdo de outras cartas enviadas desde meados de 2018, no qual alerta para supostos riscos de segurança no aeroporto concorrente. Entre os problemas apontados estão a ausência de Certificado Operacional e a suposta desobediência ao limite de operações permitidas no Santos Dumont. Procurada, a Infraero não comentou o assunto do certificado.

— É uma certificação do operador aeroportuário, um manual sobre o funcionamento do aeroporto. Não tem a ver com segurança, cujas condições são monitoradas e estão plenamente garantidas. O Santos Dumont ainda não concluiu o processo de certificação, o que deveria ter ocorrido em 2016. Então, teve suas operações congeladas, elas não podem crescer — explicou Botelho.

A Portaria SIA 1046, de maio de 2016, impôs medida cautelar ao Santos Dumont limitando as operações semanais em 1.064 decolagens. Em 2018, a média de decolagens do aeroporto ficou em 800 por semana, diz a Anac.

A RIOgaleão, concessionária do Galeão, informou ter capacidade para receber os voos e passageiros do Santos Dumont, mas que ainda não foi notificada oficialmente da obra da pista.

A obra de manutenção da pista principal, pondera Botelho, ajuda a preparar o Santos Dumont para o processo de concessão de aeroportos à iniciativa privada, conforme já anunciado.Impacto nas tarifas

Com a operação restrita à pista secundária, conta uma fonte do mercado, uma possibilidade levantada seria criar um pool de companhias para operar a ponte aérea no Santos Dumont, como ocorria no passado.

— Uma opção seria que os slots (autorizações de horários de voos) fossem divididos de acordo com a capacidade de uma companhia operar dentro dos limites dessa pista lateral, com aviões menores. Essa companhia que cedesse as aeronaves para a operação poderia ser remunerada pelas demais integrantes do pool — disse a fonte.

A Azul informou que tem interesse em operar na pista auxiliar durante as obras.

Humberto Bettini, professor de engenharia de produção da USP, avalia que realocar voos exige cuidados:

— A tendência deve ser preservar a operação mais nobre ou ao menos parte dela no Santos Dumont, que é a ponte aérea Rio-São Paulo. Mas isso vai exigir um empenho para não haver alta de tarifas, pela redução da oferta.

O impacto no tráfego de passageiros, avalia Respicio Espírito Santo Jr., professor de Transporte Aéreo da UFRJ, será pequeno:

— Na ponte aérea, grande parte do tráfego é de negócios. Esse público precisa viajar, não há alternativa. O que a prefeitura tem que observar é que vai haver migração de tráfego urbano para o Galeão.

Alexandre Sampaio, presidente Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), acredita que não haverá prejuízo para a hotelaria carioca.

A Abear, que reúne as quatro maiores companhias nacionais, disse em nota que o diálogo acerca das obras no Santos Dumont, bem como sobre a reacomodação das aeronaves e voos, tiveram início no final de 2018 e ainda não estão concluídas.

"A Abear sempre atua com suas associadas na definição de cronogramas de obras em aeroportos junto às demais autoridades da aviação. A busca é sempre pela melhor alternativa comum, tendo a absoluta preservação da segurança e o menor impacto aos consumidores", disse a associação.

 

 

oglobo.globo.com
21/05/2019

Saída da Avianca do mercado brasileiro deixaria 18 rotas com apenas uma empresa
Estudo da Anac indica que viagens podem ficar mais longas e preços das passagens devem subir

Com a possível saída da Avianca do mercado, os viajantes devem passar a ter apenas uma opção de voo direto em, pelo menos, 18 das principais rotas que eram operadas pela companhia. Segundo levantamento feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a pedido do GLOBO, os trechos mais afetados partem de Guarulhos e Galeão. O reflexo imediato da mudança de cenário para o consumidor é o aumento no preço da passagem, além do inconveniente de ter que trocar um voo direto por outro com escala e conexão, levando mais tempo para chegar ao destino.

No Rio, por exemplo, são rotas para Brasília, Salvador e São Paulo (Congonhas). No caso de Guarulhos, as ligações prejudicadas são para Belém, João Pessoa, Juazeiro do Norte, Campo Grande, Foz do Iguaçu e Navegantes. Também estão na lista rotas de Recife para Petrolina e Salvador e de Salvador para Ilhéus.

Segundo os técnicos responsáveis pelo trabalho, o quadro é um reflexo da malha aérea no mês de abril, auge da crise da Avianca. Desde então, é possível que tenha ocorrido algum rearranjo na malha das empresas, mas o mercado continua altamente concentrado.

Segundo a Anac, o preço do bilhete em rotas com uma única companhia, considerando uma viagem de mil quilômetros, chega a custar 47% mais do que o valor cobrado nos trechos operados por três empresas. Em abril, quando a Avianca teve de devolver quase 50 aviões por falta de pagamento, a companhia sofreu redução de 45,5% na procura por bilhetes. Assim, sua participação no mercado despencou de 12,6% em março para 7,8% em abril e o número de passageiros baixou de 880 mil para 599 mil no período.

Já Azul, Gol e Latam tiveram crescimento. A que mais se beneficiou foi a Azul, uma vez que opera rotas semelhantes. Como a oferta de voos caiu 1% no mês passado e a demanda subiu 0,8%, a tendência natural é de alta nos preços.

Corrida para aprovar MP
A Anac alega que está monitorando o assunto, mas que não pode intervir no mercado, que é livre para definir preços de passagens e rotas a serem ofertadas. A solução para o problema na visão das autoridades responsáveis pela aviação civil passa pela abertura do setor ao capital estrangeiro. Isso traria para o mercado doméstico uma companhia low cost (de baixo custo e baixa tarifa) para forçar a concorrência. Por isso, o governo corre contra o tempo para aprovar a medida provisória (MP) que derruba a restrição aos investidores estrangeiros no setor.

A dificuldade é que duas mudanças foram apresentadas por parlamentares a esse texto: a franquia de bagagem e a obrigatoriedade de destinar 5% da malha para voos regionais. Isso, segundo o governo, afasta as empresas low cost. A MP, editada em dezembro, logo após a recuperação judicial da Avianca, perde a validade amanhã se não for votada.

Segundo o secretário de Aviação Civil (SAC), Ronei Saggioro Glanzmann, as assessorias parlamentares dos órgãos do setor foram mobilizadas para atuar no Congresso para aprovar a MP. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, foram acionados para não deixar a proposta caducar. Maia disse que é possível votar a MP no prazo. No entanto, não garante a aprovação da versão original.

O líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSLGO), disse que a base de apoio apresentará requerimento de preferência durante a votação da proposta no plenário para restabelecer o texto original:

- Não é bom para o país deixar essa MP caducar.

A ideia, segundo ele, é aprovar a proposta no plenário da Câmara nesta terça e no Senado na quarta. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse que será preciso vencer a obstrução dos partidos da oposição.

O governo ainda avalia se, diante da possibilidade de derrota, é melhor votar o texto como está, deixando o veto para o presidente Jair Bolsonaro. No entanto, neste caso, perduraria a insegurança jurídica, porque o veto pode ser derrubado pelo Congresso posteriormente.

Enquanto isso, a Air Europa entrou com pedido na junta comercial de São Paulo na sexta-feira para se instalar no Brasil e operar no mercado doméstico. Se a MP não for votada a tempo, o negócio fica em suspenso, deixando o caso num limbo jurídico. A companhia deu entrada no pedido durante a vigência da MP, mas ainda precisa de outros trâmites antes de poder atuar.

Caso a MP perca a validade, o governo tem a opção de acelerar a votação de outro projeto que trata da lei geral do turismo e transforma a Embratur em agência. A proposta aborda o fim do capital estrangeiro no setor aéreo e já passou pela Câmara. O texto não tem o apoio integral do Executivo. Se não houver mudança, volta a valer o limite de 20% de capital estrangeiro.

 

 


Avançar >   Última >>

Página Principal