Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 19 de Janeiro de 2019
18/01/2019

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folhadelondrina.com.br
18/01/2019

'Foi muito tempo de pânico', relata passageira que estava em avião que fez pouso de emergência

Um avião turboélice da Azul, modelo ATR 72, fez um pouso de emergência no Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, na tarde desta quarta-feira (16). Uma passageira que estava neste voo, AD 2442, relatou à reportagem da FOLHA que ela e os demais passageiros passaram momentos de pânico dentro da aeronave.

A advogada de Londrina Yasmin Gomes Farinha relatou que estava no Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas com seu noivo, onde embarcaram normalmente para voltarem a Londrina.

"Quando faltava uns 20 minutos para chegar em Londrina eu tinha acabado de perguntar para meu noivo se já estávamos chegando. Aí ele disse que a hora que eu ouvir um barulho será porque o avião parou de acelerar e estará se preparando para aterrissar. Aí vai faltar uns cinco minutos pra gente chegar", lembra Farinha.

Após alguns minutos que a advogada havia feito a pergunta, o avião fez o barulho. "Quando eu falei isso e o avião começou a diminuir a velocidade, começou a aparecer fumaça dentro do avião. Aí uma das mulheres que estava na asa do lado direito começou a gritar dizendo que tinha fogo, avisando a aeromoça. Neste momento, todo mundo ficou assustado, mas logo em seguida ela disse que a hélice tinha parado. Aí todo mundo ficou tenso. Ninguém sabia o que ia acontecer", relata. Yasmin Gomes Farinha

De acordo com a advogada, além da equipe, outros pilotos, copilotos e uma aeromoça estavam voltando para Londrina neste mesmo voo. "As aeromoças começaram a acalmar todo mundo e ligaram na cabine no piloto, que informou que estava fazendo os procedimentos necessários e que todos teriam que aguardar e manter a calma. Foi muito tempo de pânico sem a gente ter informação de nada", conta.

"Em seguida, abriu a chamada do piloto que disse que houve um princípio de incêndio na hélice do lado direito e que a desligaram para voar com apenas um motor com a finalidade de que o incêndio fosse controlado", acrescenta.

Após mais alguns minutos, Yasmin Farinha relata que até o momento de pousar, o avião ainda sobrevoou por Londrina por um tempo com apenas um motor enquanto a velocidade estava sendo reduzida. "Ainda assim achamos que estava muito rápido. Ele só foi conseguir encostar o trem de pouso depois da metade da pista. E só conseguiu frear no limite da pista. Lá já estavam os bombeiros, que no fim não precisaram fazer atendimento. Todos estavam bem, apesar da tensão", avalia.

Pouso de emergência

Na tarde desta quarta-feira (16), a reportagem entrou em contato com as assessorias de imprensa da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que administra o aeroporto, e também da Azul. Ambas informaram que houve um problema técnico antes de pousar e o comandante solicitou o pouso de emergência às 15h23.

Conforme o Corpo de Bombeiros do local, houve uma pane elétrica em um motor, mas segundo a equipe, as aeronaves conseguem pousar tranquilamente com apenas um motor. De acordo com a assessoria de imprensa da Azul, a aeronave pousou às 15h29, e "tanto o pouso quando o desembarque dos passageiros aconteceu sem intercorrências". Não foi necessário nenhum tipo de combate dos bombeiros.

 

 

metrojornal.com.br
18/01/2019

Anac cancela registro de 10 aeronaves da Avianca

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou ontem que iniciou o processo para retirar 10 aeronaves Airbus A320 operadas pela Avianca do RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro). O pedido foi feito pela empresa de leasing dona das aeronaves, a GE Capital Aviation Services.

Com o cancelamento da licença, que pode ocorrer em até 5 dias úteis, a devolução das aeronaves é imediata, o que pode gerar impacto nos voos previstos para os próximos dias, segundo a agência.

Passageiros impactados por cancelamento de voo têm o direito ao reembolso integral do valor pago pela passagem; à reacomodação em voos da própria companhia ou de outra empresa ou à execução do serviço por outra modalidade de transporte. A comunicação do cancelamento deverá ser feita pela empresa aérea em até 72h do horário de partida do voo.

A Anac também recomenda aos passageiros que acompanhem a confirmação do voo pelos serviços disponíveis pela empresa aérea. Caso o passageiro compareça ao aeroporto por falha na prestação da informação, a empresa também deverá oferecer assistência material.

Na quarta-feira, a Aviaca, que está em processo de recuperação judicial, anunciou que vai cortar suas rotas para Santiago (Chile), Miami (EUA) e Nova York (EUA) a partir de 31 de março, o que deve afetar 40 mil clientes. A Avianca diz que já está entrando em contato com esses passageiros.

 

 


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