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13/08/2010

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O Globo Online - 21:13h
13/08/2010

TAM e LAN formam gigante na aviação da América Latina
Por Cesar Bianconi e Brad Haynes

SÃO PAULO/SANTIAGO (Reuters) - As companhias aéreas TAM, do Brasil, e LAN, do Chile, anunciaram nesta sexta-feira acordo para unir as empresas e formar uma gigante na aviação na América Latina, com receita anual de 8,5 bilhões de dólares e fôlego para competir globalmente.

A nova empresa, que se chamará Latam Airlines Group e será criada por uma transação de troca de ações, ocuparia o 11o lugar no ranking mundial em tráfego aéreo, segundo informaram LAN e TAM, com 46 milhões de passageiros transportados no ano passado para 115 destinos em 23 países. Juntas, as companhias têm 40 mil funcionários.

"A consolidação na indústria aérea está acontecendo em todo o mundo. Os mercados emergentes e a América Latina estão vendo forte aumento da demanda. Agora poderemos nos beneficiar mais dessa tendência", afirmou Enrique Cueto, da LAN, que será o presidente-executivo da Latam Airlines.

No ano passado, a colombiana Avianca se juntou à Taca, de El Salvador, para formar um grande grupo de aviação regional.

Em julho, British Airways, American Airlines e Iberia tiveram aval da União Europeia para aprofundarem a aliança Oneworld em rotas transatlânticas. A Comissão Europeia também aprovou a fusão da British com a Iberia.

TAM e LAN esperam sinergias anuais de 400 milhões de dólares com a união, que serão integralmente capturadas três anos após a conclusão do negócio. A expectativa é que um acordo definitivo seja assinado dentro de dois a três meses.

A aliança foi anunciada minutos antes do fechamento dos mercados acionários. As ações preferenciais da TAM ganharam força no final da tarde, com notícia na mídia falando da operação, antes mesmo do anúncio oficial, e encerraram com expressiva alta de 27,64 por cento, a 36,20 reais, na Bovespa. As ordinárias, com liquidez reduzida, dispararam 18,99 por cento, para 31,01 reais.

As ações da LAN na Bolsa de Santiago avançaram 7,74 por cento, a 13.900 pesos chilenos.

TROCA DE PAPÉIS

Pelo memorando de entendimentos firmado entre as companhias, a TAM, listada nas bolsas de valores de São Paulo e de Nova York, terá seu capital fechado. Os donos de ações preferenciais da TAM, sem poder de voto, receberão 0,9 nova ação da LAN por cada papel que possuem da empresa brasileira.

Além disso, 20 por cento das ações ordinárias da TAM serão substituídas por novos papéis da LAN na mesma relação de troca atribuída aos detentores de preferenciais. Dessa forma, será respeitado o limite máximo legal de participação estrangeira no capital votante de empresas aéreas do Brasil, que é de 20 por cento.

A família Amaro, que controla a TAM, continuará com 80 por cento das ações ordinárias da companhia aérea brasileira, que estará fora da bolsa de valores após todo o processo societário, se transformando em uma subsidiária da Latam Airlines.

A LAN será rebatizada como Latam e continuará a ter papéis nas bolsas de Santiago e de Nova York, e também recibos de ações na Bovespa (BDRs, na sigla em inglês).

A LAN terá que emitir 99,4 milhões de novos BDRs para trocar pela totalidade das ações preferenciais e por 20 por cento das ordinárias da TAM, de acordo com cálculos da Reuters. Isso colocaria o valor do negócio em 2,7 bilhões de dólares, com base no preço de fechamento da ação da LAN em Santiago nesta sexta-feira.

ESTRUTURAS SEPARADAS

As duas empresas usam aviões Airbus e também Boeing no caso de rotas longas, o que deve dar a ambas poder de fogo no momento de negociar compra de aeronaves.

As marcas TAM e LAN Airlines serão mantidas, "uma vez que cada companhia continuará a atuar com sua respectiva marca", informaram as empresas.

Segundo fato relevante da TAM, a administração da Latam Airlines será feita de modo compartilhado pelos acionistas controladores. O atual vice-presidente do Conselho da TAM, Mauricio Rolim Amaro, será o chairman da Latam. O presidente-executivo será Enrique Cueto, hoje no comando da

LAN.

Ainda conforme o documento, TAM e LAN manterão as estruturas individuais de diretoria e de governança corporativa que possuem atualmente.

A operação será encaminhada para avaliação de órgãos reguladores no Brasil e Chile, como Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

(Reportagem adicional de Elzio Barreto e Guillermo Parra-Bernal; Edição de Alexandre Caverni)

 

 

Folha Online - 18:15h
13/08/2010

Ações da TAM disparam 27% na Bovespa após vazamento de fusão

As ações da companhia aérea TAM dispararam no pregão da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) nesta sexta-feira, após o vazamento de informações sobre a fusão com a chilena LAN. Apenas na última meia hora de sessão, os papéis subiram 21,30 pontos percentuais. As ações fecharam o dia em alta de 27,64%, a R$ 36,20.

Ao longo de todo o dia, as ações da empresa registraram queda. Por volta das 16h, porém, quando as notícias sobre o negócio começaram a ser divulgadas, a tendência de desvalorização começou a ser revertida.

Às 16h20, os papéis passaram a subir e, às 16h52, quando a TAM divulgou comunicado ao mercado no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), já valorizavam-se em 6,34%, valendo R$ 30,16. A partir daí, dispararam até o fim da sessão, quando fecharam em alta de 27,64%.

A maior companhia aérea do Brasil anunciou nesta sexta que assinou memorando de entendimentos para se unir à chilena LAN, dando origem a um grupo batizado de Latam Airlines.

"O grupo formado por meio da operacão oferecerá serviços de transporte aéreo de passageiros para mais de 115 destinos em 23 países e serviços de transporte aéreo de carga para toda a America Latina e para o mundo, contando com mais de 40 mil funcionários", afirmou a TAM em nota enviada à CVM.

O acordo estabelece que a TAM fará uma oferta pública de permuta para fechar capital. Por meio da OPA, os atuais acionistas da TAM receberão, no final do processo, 0,9 ação da LAN por cada uma que detém da TAM. A empresa brasileira deixará de ser listada nas Bolsas de Valores de São Paulo e Nova York.

A LAN, enquanto isso, continuará a ter papéis negociados nas Bolsas de Santiago e de Nova York, e também BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na Bovespa.

De acordo com o comunicado da empresa, a relação de troca das ações da TAM por ações em forma de BDRs da LAN será igual para o acionista controlador da TAM e para os outros acionistas que não fazem parte do grupo de controle, "de forma a garantir o tratamento igualitário dos acionistas."

 

 

Folha Online - 17:50h
13/08/2010

TAM anuncia fusão com chilena LAN e saída da Bolsa

A TAM, maior companhia aérea do Brasil, anunciou nesta sexta-feira que assinou memorando de entendimentos para se unir à chilena LAN, dando origem a um grupo batizado de Latam Airlines.
"O grupo formado por meio da operacão oferecerá serviços de transporte aéreo de passageiros para mais de 115 destinos em 23 países e serviços de transporte aéreo de carga para toda a America Latina e para o mundo, contando com mais de 40 mil funcionários", afirmou a TAM em nota enviada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) hoje.

O acordo estabelece que a TAM fará uma oferta pública de permuta para fechar capital. Por meio da OPA, os atuais acionistas da TAM receberão, no final do processo, 0,9 ação da LAN por cada uma que detém da TAM. A empresa brasileira deixará de ser listada nas Bolsas de Valores de São Paulo e Nova York.

A LAN, enquanto isso, continuará a ter papéis negociados nas Bolsas de Santiago e de Nova York, e também BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na Bovespa.

As ações da TAM subiram 27,64% nesta sexta-feira na Bovespa, atingindo R$ 36,20.

De acordo com o comunicado da empresa, a relação de troca das ações da TAM por ações em forma de BDRs da LAN será igual para o acionista controlador da TAM e para os outros acionistas que não fazem parte do grupo de controle, "de forma a garantir o tratamento igualitário dos acionistas."

A LAN terá sua denominação social alterada para LATAM Airlines Group S.A., mas as empresas afirmam que as marcas TAM e LAN Airlines serão mantidas, uma vez que cada companhia continuará a atuar com sua respectiva marca.

A administração da LATAM será feita de forma compartilhada. Mauricio Rolim Amaro, hoje vice-presidente do Conselho de Administração da TAM, será presidente do Conselho da nova companhia. Enrique Cueto, vice-presidente da LAN, será o CEO (chefe-executivo) e vice-presidente executivo da LATAM.

Ontem, a companhia aérea anunciou prejuízo líquido de R$ 154,1 milhões no segundo trimestre, o que se compara ao ganho de R$ 555,1 milhões um ano antes.

O Ebitdar (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves, na sigla em inglês) somou R$ 289,2 milhões de abril a junho, avanço de 75,6% na comparação anual.

 

 

Aviao Revue - 17:00h
13/08/2010

Simulador de voo do Phenom 300 é qualificado pela ANAC, FAA e EASA
Ferramenta de treinamento de última geração já é utilizada por clientes em Dallas, EUA

 primeiro simulador de voo do Phenom 300  da Embraer CAE Training Services (ECTS) foi qualificado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), pela Federal Aviation Administration (FAA), dos Estados Unidos, e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA). A ferramenta de treinamento de última geração localizada no Centro de Treinamento SimuFlite da CAE em Dallas, Estado do Texas, EUA, já está sendo utilizada por clientes para qualificar pilotos do Phenom 300.

Este é o terceiro simulador de voo da ECTS a oferecer treinamento de pilotos para clientes Phenom e o primeiro dedicado ao Phenom 300. Os outros dois simuladores apoiam as operações do Phenom 100 e foram certificados no segundo semestre de 2009. Um deles também está localizado em Dallas e o outro no centro da CAE em Burgess Hill, no Reino Unido. A ECTS uma joint-venture entre a Embraer, fabricante de aeronaves mundialmente reconhecida, e a CAE, provedora de soluções para treinamento em aviação. Tal associação combina os produtos inovadores da Embraer com a avançada tecnologia em simulação, ferramentas para treinamento e rede de apoio da CAE no intuito de oferecer a pilotos e técnicos de manutenção instruções passo-a-passo por meio de atividades teóricas, de simulação e práticas.

 

 

Terra Noticias - 16:57h
13/08/2010

Funcionários da Gol em estado de greve em SP

Os funcionários da companhia aérea Gol decidiram entrar em greve na tarde desta sexta-feira, em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira, em São Paulo, na sede do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Segundo o diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho, novas assembleis definirão a pauta de reivindicações.

A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, disse na noite de quinta-feira que a Anac tem acompanhado as negociações entre os funcionários da companhia aérea Gol com a empresa e declarou que a agência tem um plano de contingenciamento para o caso de uma decisão por paralisar atividades nesta sexta-feira. "A Anac acompanha a situação e tem um plano se algo acontecer", disse.

 

 

R7 - Noticias - 10:12h
13/08/2010

Gol descarta greve de funcionários no país
Funcionários fazem assembleias hoje para discutir mudanças no esquema de trabalho

A Gol informou nesta sexta-feira (13) que não deve haver greve de funcionários nos aeroportos do país, mesmo depois dos problemas com atrasos e cancelamentos registrados no fim de julho. Uma falha no controle de escalas de trabalho fez com que funcionários excedessem as jornadas e, com isso, diversos voos tiveram que ser cancelados por falta de tripulação.

As falhas no esquema de trabalho dos funcionários irritou o SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários), que marcou para hoje reuniões em vários aeroportos do país para debater a possibilidade de uma nova paralisação. Em nota, o sindicato diz que os funcionários da empresa querem melhores salários, plano de saúde, fim do excesso de jornada e assédio moral.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Gol disse que os problemas de atrasos em voos não devem se repetir daqui para frente, porque o erro do software que monta as escalas de trabalho já foi corrigido.

- Realmente houve um problema no sistema, que encavalou horários dos funcionários. Algumas tripulações já haviam atingido o limite de 85 horas mensais para voar. Então a empresa teve que rearranjar malha, mudar equipes, cobrir outros voos. Isso acabou dando confusão. Levou alguns dias, mas foi corrigido.

Pela lei, um tripulante de avião a jato não pode exceder 85 horas de vôo em um mês. A legislação prevê um limite de jornada de nove horas e 30 minutos e cinco pousos para uma tripulação e jornada de trabalho de até 11 horas em um dia – condições como período noturno e se a tripulação é fixa ou muda ao longo das conexões de um voo alteram esse limite.

A Gol reconhece que alguns de seus tripulantes ultrapassaram esse teto e acabaram retirados da escala entre o dia 31 de julho e 3 de agosto. Isso teria feito com que os outros trabalhadores tivessem que ser realocados ou estender sua jornada para compensar algumas faltas.

O SNA diz que vai fazer reuniões nesta sexta, às 10h e às 22h, com os funcionários da companhia. Selma Balbino, presidente da entidade, reclama da lenta fiscalização do Ministério do Trabalho e da Anac (Agência Nacional em Aviação Civil) sobre o assunto.

- Não podemos esquecer que as multas aplicadas pelo ministério e Anac são tão baixas, que acabam se tornando um incentivo ao desrespeito à legislação trabalhista e à regulamentação profissional.

 

 

Valor Econômico
13/08/2010

TAM apresenta prejuízo de R$ 154,1 milhões no trimestre

SÃO PAULO - A companhia aérea TAM saiu de um lucro de R$ 555,1 milhões no segundo trimestre de 2009 para um prejuízo de R$ 154,1 milhões no mesmo trimestre deste ano, segundo o padrão contábil internacional (IFRS). O resultado final foi prejudicado principalmente pela despesa financeira líquida de R$ 154,0 milhões. No segundo trimestre do ano passado, a empresa havia contabilizado receita financeira líquida de R$ 972,7 milhões. A maior parte da perda financeira foi cambial, no montante de R$ 392,1 milhões, 174,2% maior do que a perda registrada um ano antes.

A receita líquida aumentou 15,1%, para R$ 2,611 bilhões. O desempenho operacional foi impulsionado tanto pelas vendas de passagens domésticas, que cresceram 11,0%, atingindo R$ 1,427 bilhão, como pelo movimento nos voos internacionais, que geraram faturamento bruto de R$ 732,2 milhões, com alta de 25,4% frente ao segundo trimestre de 2009. O maior avanço, no entanto, ocorreu no segmento de carga, que apresentou evolução de 32,5% na receita bruta, para R$ 284,8 milhões.

As despesas operacionais subiram 6,3%, atingindo R$ 2,578 milhões no trimestre, em função principalmente das despesas com combustíveis, que avançaram 36,6%, para R$ 847,0 milhões. A alta reflete um preço médio por litro 24,2% maior e também o aumento de 10,1% no volume consumido, por conta da alta 9,9% na quantidade de horas voadas.

No entanto, a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e arrendamento de aeronaves (Ebitdar, na sigla em inglês) saltou 75,6%, para R$ 289,2 milhões. O Ebitda (que inclui o arrendamento de aeronaves) somou R$ 168,1 milhões, disparando 488,3% frente ao mesmo trimestre do ano passado.

A companhia informou ainda que sua dívida total atingiu R$ 7,695 bilhões em junho. Deste total, 84% são denominados em moeda estrangeira. Incluindo a dívida relacionada aos arrendamentos operacionais, que não são considerados no balanço, o total da dívida sobe para R$ 9,053 bilhões, sendo 86% em moeda estrangeira.

 

 

Valor Econômico
13/08/2010

Participação da Embraer no setor cresce para 6,4%

A Embraer cresceu a sua participação em dólar no mercado de aviação executiva, passando de 4,1% para 6,4% nos últimos dois anos, disse o vice-presidente executivo para Aviação Executiva da empresa, Luís Carlos Affonso. Em número de unidades, o crescimento foi bem maior, de 3,3% para 14%. Em 2009 o segmento de aviação executiva foi responsável por um faturamento de US$ 900 milhões. "Para este ano a nossa expectativa é de um incremento de 20%, cerca de US$ 1,1 bilhão", afirmou.

"A maior frota de jatos executivos no Brasil hoje já é do modelo Phenom 100", diz o executivo. Em 2010, segundo ele, a Embraer vai entregar 120 aeronaves executivas, entre os modelos Phenom 100 e Phenom 300, além de 17 Legacy e Lineage 1000. A frota de Phenom no mundo é de 150 aeronaves, sendo que 47 voam no Brasil.

Os investimentos da Embraer no programa de desenvolvimento dos seus jatos para o segmento de aviação executiva, de acordo com Affonso, somam mais de US$ 1 bilhão. O valor, segundo ele, inclui US$ 100 milhões investidos em serviços ao cliente. A Embraer conta hoje com o apoio de 38 centros de serviços no mundo, sendo seis próprios e os demais autorizados. (VS)

 

 

Valor Econômico
13/08/2010

Dassault mira o mercado de jato executivos
Gustavo Lourenção/Valor

Otimista com a rápida tendência de recuperação do mercado de aviação executiva nos países emergentes, a Dassault Falcon prevê crescimento de 7% a 10% na venda de aeronaves da companhia no Brasil nos próximos dois anos . "A aviação executiva começa a experimentar um ambiente mais favorável e mercados como o dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) serão os líderes em crescimento nesse setor", diz o principal executivo da Dassault Falcon, Jean Rosanvallon, que chegou ontem ao Brasil para participar da sétima edição da LABACE (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), em São Paulo.

Dona de uma participação confortável de 60% do mercado brasileiro de jatos executivos de longo alcance, a empresa espera terminar 2010 com 15 aviões vendidos e com isso superar o fraco desempenho de 2009 - menos de 10 aeronaves. A expectativa, segundo o executivo, é que a frota da Dassault no Brasil atinja 50 unidades até o fim de 2013. Atualmente, a empresa conta com pouco mais de 30 aeronaves, as quais já representam quase a metade da frota da fabricante na América do Sul.

"Os últimos dois anos foram muito difíceis para a aviação global, mas o Brasil foi um dos países que menos sofreu com o cancelamento de encomendas. Embora já tenha atingido um certo nível de maturidade no crescimento, depois de um boom de vendas entre 2005 e 2008, o país continua sendo estratégico para os negócios da Dassault no mundo", afirmou. A participação da Dassault nas vendas mundiais de jatos executivos, segundo Rosanvallon, é de 35%, mas no Brasil a meta da companhia francesa é superar os 65% no segmento de jatos acima de US$ 30 milhões.

Os modelos mais vendidos pela empresa no país, o Falcon 2000 LX, avaliado em US$ 32 milhões e com um alcance de 4 mil milhas náuticas, e o Falcon 7X , que percorre 6 mil milhas e custa por volta de US$ 52 milhões, foram um dos destaques da Labace. A feira, que vai até dia 14, já está sendo considerada a segunda maior do mundo em número de público e negócios.

Em função do bom resultado de vendas no Brasil, informou o executivo, a Dassault decidiu instalar no país o quinto centro de serviços da companhia no mundo, em Sorocaba (SP). Com investimento inicial de US$ 5 milhões, começou a operar há um ano.

A unidade, que acaba de ser certificada pela Federal Aviation Administration-FAA, agência reguladora americana, é autorizada a fazer manutenção e inspeção de estrutura de aeronaves em todos os modelos Falcon, exceto o Falcon 20 e o Falcon 100, além de manutenção em alguns modelos de motores. "Os investimentos totais para ampliar a atuação do centro, que também está apto para a demanda de serviços de outros países da América Latina, são da ordem de US$ 10 milhões", disse ele. A empresa também mantém mais de US$ 1,5 milhão em estoque de peças em Sorocaba e no Aeroporto de Congonhas.

O presidente da Dassault Falcon, do grupo francês Dassault Aviation, fabricante do jato Rafale, disse que caso a decisão do Brasil seja favorável ao caça francês, dentro do projeto do F-X2, a parceria com a Embraer na área militar poderá ser ampliada na área de jatos executivos. " Nossos jatos têm concorrência limitada com os da Embraer. Podemos trabalhar juntos".

 

 

Folha de São Paulo
13/08/2010

Jatinho tenta pousar e cai na baía de Guanabara
Avião da OceanAir precisou voltar ao Santos Dumont após decolagem
DIANA BRITO / JANAINA LAGE

Um avião da OceanAir Táxi Aéreo caiu na manhã de ontem na baía de Guanabara após uma tentativa de pouso no aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio.
O avião seguia para o aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador (zona norte), onde a apresentadora Xuxa embarcaria rumo a Recife.
No jato executivo Learjet-55 estavam o piloto José Arantes, o copiloto Thierry Goutier e um despachante da empresa, cujo nome não foi divulgado. Ninguém se feriu.
O diretor de Operações da OceanAir, Ricardo Santos, disse que o avião sofreu uma pane e precisou retornar.
Arantes relatou que o painel do avião "apagou" quando estava a 300 m de altitude. Às 8h48 o avião fez o pouso.
Ao tentar parar, o avião fez um giro de 180º, insuficiente para evitar que a cauda caísse no mar. O bico, no entanto, ficou encostado no quebra-mar e os tripulantes puderam sair sem dificuldades.
A aeronave só foi içada do mar pouco antes das 17h.

CANCELAMENTOS

Especialistas destacam a pista curta."Falta área de escape, mas, se fosse em Congonhas [zona sul de São Paulo), o resultado poderia ter sido bem pior", disse Moacyr Duarte, da Coppe/ UFRJ.
O acidente será investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
A Infraero afirmou que dos 267 voos previstos até as 19h, 52,8% tiveram problemas. Foram 87 cancelamentos, 54 atrasos e 16 chegadas transferidas para o Tom Jobim.
A pista principal foi reaberta às 19h17. Antes, precisou passar por uma limpeza.

 

 


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