Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 15 de Outubro de 2018
26/09/2010

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Correio Braziliense
26/09/2010

Relatório mostra o que melhorou e o que ainda preocupa na aviação do Brasil
Renata Mariz

Foram necessárias 154 vidas para que o sistema aéreo brasileiro deixasse de ser uma caixa-preta para a sociedade. Trabalho excessivo e muito especializado para controladores de voo pouco qualificados, equipamentos reféns de zonas cegas e falhas no sistema de comunicação por voz entre pilotos e trabalhadores em terra são apenas alguns dos problemas graves escancarados com a tragédia do voo 1907 da Gol.

Quatro anos depois do acidente, que serão completados nesta semana, o funcionamento da aviação do país apresenta consideráveis mudanças. O próprio orçamento destinado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) ao programa denominado segurança de voo, por exemplo, aumentou — enquanto em 2006 o valor pago (já contando os restos a pagar) pela rubrica atingiu R$ 128 milhões, neste ano já são R$ 189 milhões, de acordo com dados levantados pela ONG Contas Abertas a pedido do Correio.

Entretanto, questões cruciais do sistema, alvo inclusive de um estudo encomendado pelo governo federal depois do desastre, continuam em aberto. A pesquisa, finalizada este ano pela consultoria McKinsey, comparou a estrutura da aviação nacional com a de países desenvolvidos e em desenvolvimento (Alemanha, Austrália, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, França e Reino Unido), constatando que só o Brasil não tem um planejamento integrado do setor — incluindo aeroportos, companhias aéreas e indústria. Outra diferença verificada é a subordinação da área ao Ministério da Defesa e não à pasta dos Transportes. O controle de tráfego aéreo para aviação civil vinculado a órgão militar também foi apontado como ponto fraco do país, além do fato de o órgão que investiga acidentes não ter independência, por estar ligado ao Comando da Aeronáutica, também responsável pelo controle de tráfego aéreo.

Ao fim, o relatório recomenda a transição da estrutura militar para civil, com o objetivo de ter qualidade técnica e independência no setor. O Ministério da Defesa foi procurado pela reportagem, mas não respondeu às perguntas encaminhadas sobre uma eventual desmilitarização. A Aeronáutica, por meio do Decea, destacou que houve aumento no número de controladores de voo, passando de 2.113, em 2006, para 2.828. A periodicidade do concurso para contratação também mudou. Antes acontecia duas vezes ao ano. Em 2007, houve quatro seleções. O ritmo até 2011, conforme o órgão, será de três concursos

anuais. Simulação real passou a ser feita na formação desses profissionais, após o acidente, bem como um programa de elevação do nível de inglês. O jato Legacy que se chocou com a aeronave da Gol, derrubando-a, era pilotado por americanos.

O Decea destacou também a modernização de radares e dos sistemas UHF e VHF, que auxiliam na navegação aérea. Para o comandante Ronaldo Jenkins, coordenador de Segurança de Voo do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, a maior diferença se deu na atividade de controle do tráfego aéreo. “São as mudanças mais nítidas para nós. Houve modificações em relação às áreas monitoradas de Brasília e também dos setores amazônicos”, afirma

Jenkins. Há também recomendações relacionadas à utilização correta de equipamentos cruciais no acidente, como o transponder, que não foi ligado pelo jato Legacy e poderia ter evitado a tragédia, desviando o avião menor automaticamente ao perceber a aeronave da Gol em rota de colisão.

 

 

Site Brasilturis
26/09/2010

BOEING aumenta a produção do 737

A Boeing anunciou que a taxa de produção da aeronave 737 Next-Generation aumentará para 38 aviões por mês no segundo trimestre de 2013. Esta decisão surge poucos meses depois de a empresa anunciar um aumento na produção do seu avião comercial mais bem vendido de 31 para 35 aeronaves por mês no início de 2012.

 

O presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes, Jim Albaugh, afirma que o aumento da produção é uma resposta à demanda dos clientes: “As companhias aéreas querem este avião o quanto antes para renovar suas frotas e atender aos seus clientes. Tomamos esta decisão após uma avaliação cuidadosa da Boeing e de nossos fornecedores parceiros”, explica.

 

Dentre os principais fatores para a decisão do aumento na taxa de produção, destaca-se o backlog da empresa – que conta com mais de 2.000 unidades encomendas do 737 Next-Generation – opções atuais que os clientes estão prestes a exercer e as campanhas de vendas em andamento. O aumento da taxa de produção não deve gerar impacto material nos resultados financeiros de 2010.

 

 

Ultimo Segundo
26/09/2010

Passageiros reclamam de filas no desembarque em Cumbica
Tempo de espera ultrapassa uma hora no maior aeroporto do Brasil, cujo movimento cresceu acima de 20% no ano
Klinger Portella

O casal de médicos gaúchos Sandro e Roberta Laste passou apressado pelas portas automáticas do desembarque internacional do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 7 horas do último dia 16. Foram pouco mais de oito horas de viagem entre Miami (EUA) e a cidade paulista e ainda faltava um voo até Porto Alegre, o destino final. Mas não foi a janela entre os voos que apertou os passos do casal.

O corre-corre foi provocado pelas longas filas que os dois encontraram no processo do desembarque em Cumbica. “Perdemos uma hora e meia”, diz Sandro Laste. Segundo o médico, "umas mil pessoas" se espremiam nas esteiras para retirarem suas bagagens. As filas também eram observadas nos guichês da Polícia Federal e da Alfândega. “Nossa infraestrutura aeroportuária é precária. A população cresceu, os tumultos aumentaram, mas a infraestrutura não mudou”, afirma o médico.

Não é apenas na percepção dos passageiros que o movimento no aeroporto está maior. As estatísticas comprovam isso. De janeiro a julho deste ano, o Aeroporto Internacional de Guarulhos recebeu 5,81 milhões de passageiros em voos internacionais, segundo dados da Superintendência de Planejamento e Gestão da Infraero, responsável pela administração dos aeroportos brasileiros. O movimento dos sete primeiros meses do ano é 23% maior que o observado em igual período do ano passado.

“Está uma bagunça coletiva. É uma falta de estrutura. Para pegar as malas é um transtorno”, complementa a professora Ana Lúcia Cabral, que chegava de Paris, após uma viagem de 15 dias de trabalho. Ela diz ter perdido três horas no processo de desembarque. “Uma hora a mais que o normal”, completa.

Os dentistas Adriane e Gláucio Soares, que costumam ir para Europa pelo menos uma vez por ano, disseram que as filas no aeroporto estão maiores que de costume. “Tinha bastante fila. Esperamos por mais de uma hora para desembarcar”, diz Gláucio. “Quando chegam vários aviões ao mesmo tempo, fica tudo muito apertado”, afirma Adriane.

Passo a passo

Quando descem da aeronave, os passageiros de voos internacionais têm algumas etapas a percorrer antes de cruzarem as portas automáticas do desembarque. A primeira delas é a fila da Polícia Federal, onde acontece conferência dos documentos. Divididos entre brasileiros e estrangeiros, as pessoas que chegam ao País enfrentam filas que se desenrolam ao longo do saguão do desembarque. Há relatos de que passageiros tenham ficado retidos dentro do avião para evitar o caos no espaço destinado à checagem do passaporte.

Em seguida, o passageiro vai retirar as malas, nas esteiras. Ali, a aglomeração chega a gerar confusões e muitas reclamações. "É um empurra-empurra para pegar as malas. O aeroporto no comporta mais tanta gente", diz o comerciante Cláudio Silva, que chegou de Miami e ainda iria para Fortaleza.

Depois disso, os passageiros têm a opção de entrarem na loja do Free Shop, onde podem comprar produtos importados livres da cobrança de impostos. Mais uma vez, é inevitável encarar longas filas. "Estava com dois perfumes na mala, mas desisti. Estava relativamente organizado, mas a fila era enorme, com umas 100 pessoas", diz a representante de health care Audrey Nicolini, que veio de Miami para participar de um casamento em São Paulo. Embora os perfumes tenham ficado, o presente do casal estava garantido: um jogo de panelas comprado nos Estados Unidos.

Na última etapa de desembarque, os passageiros passam pela fiscalização da Receita Federal para declararem os bens que trouxeram do exterior.

Preocupação

O comerciante Claudio Silva mostra-se preocupado com a situação, especialmente pelos eventos que o País vai sediar nos próximos anos, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. "Falamos em Copa do Mundo, mas, se fizermos um campeonato mirim com dez seleções no teremos infraestrutura no aeroporto, diz Silva, que esperou mais de uma hora para desembarcar em São Paulo. "A espera não é o problema, mas a falta de organização, sim", diz.

Já o empresário Nilton Silva, que mora em Orlando (EUA), e veio ao Brasil para férias de 45 dias em Porto Alegre e Fortaleza, não tem do que reclamar. “[O movimento] está normal. Não está nada problemático. No vi diferença entre Cumbica e Orlando”, afirma.

 

 


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