Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 12 de Dezembro de 2018
08/09/2010

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Agencia EFE
08/09/2010

China diz que piloto foi responsável por acidente de avião da Embraer

Pequim, 8 set (EFE).- As autoridades da Administração de Aviação Civil da China (CAAC, sigla em inglês) acusaram o piloto do avião da Embraer que se acidentou no último dia 24 no aeroporto da localidade de Yichun, no nordeste do país, causando 42 mortes, de ser o responsável pelo acidente.

Segundo o site "Sohu.com", um dos mais importantes do país asiático, as conclusões oficiais da investigação do acidente ainda não foram publicadas, mas apontam diretamente para erros do capitão do aparelho, Qi Quanjun, que sobreviveu ao acidente.

O diretor de Aviação Civil da China, Li Jiaxiang, afirmou que as análises do cenário do acidente mostraram que o piloto cometeu um erro "muito básico".

"O avião fez ação de aterrissar quando ainda não tinha chegado ao início da pista do aeroporto. Ele não teve um julgamento básico sobre o processo de aterrissagem", segundo Li.

O piloto, de 40 anos, tinha 4.250 horas em voos comerciais, e antes fez parte das forças aéreas do Exército de Libertação Popular (ELP) chinês.

Os relatórios de imprensa assinalaram que Qi Quanjun se retirou do ELP aos 33 anos para passar à aviação civil, onde fez testes para se tornar piloto dos aviões Boeing 737, sem conseguir a qualificação. Em seguida, conseguiu permissão para pilotar os Embraer E-190, de menor envergadura.

Os registros mostram Qi começou a capitanear este tipo de aeronaves no dia 7 de abril de 2009.

No dia 24 de agosto, um E-190 da companhia chinesa Henan Airlines se acidentou perto da pista de aterrissagem do aeroporto Lindu, na localidade de Yichun, na província de Heilongjiang, e ficou envolvido em chamas com 96 pessoas a bordo, no primeiro grande acidente da aviação chinesa nos últimos seis anos.

O incidente colocou em xeque a qualificação dos pilotos da aviação comercial chinesa, depois que foi provado que cerca de 200 pilotos da Shenzhen Airlines, proprietária da Henan Airlines, mentiram em seus currículos sobre a experiência de voo acumulada.

 

 

Revista Veja
08/09/2010

Piloto causou acidente com avião da Embraer, conclui China
Aeronave saiu da pista ao tentar aterrissar e se incendiou; mais de 40 morreram

O acidente com o avião da Embraer na China - que deixou mais de 40 mortos no último dia 24 - foi causado pelo piloto, afirmou a Administração de Aviação Civil da China (CAAC, na sigla em inglês). O relatório oficial sobre o caso ainda não foi divulgado, mas de acordo com o site Sohu.com, falhas do capitão Qi Quanjun, que sobreviveu, teriam provocado a queda da aeronave.

"O avião fez menção de aterrissar quando ainda não tinha chegado ao início da pista do aeroporto. Ele não fez uma avaliação sobre o processo de aterrissagem", declarou o diretor da CAAC, Li Jiaxiang, que define este como um "erro básico".

Qi Quanjun tem 40 anos e somava mais de 4.200 horas de voos comerciais. Ele chegou a fazer parte do Exército de Libertação Popular chinês, mas saiu aos 33 anos para ingressar na aviação civil. Chegou a fazer testes para pilotar aviões boeing mas, por falta de qualificação, obteve permissão para aeronaves menores, como o Embraer E-190, da Henan Airlines. A companhia já teve seu quadro profissional questionado após ficar comprovado que muitos pilotos mentiram a respeito das horas de voo acumuladas.

O acidente - O avião da Embraer estava com 96 pessoas a bordo quando caiu perto da pista de aterrissagem do aeroporto de Yichun, nordeste do país. No início, autoridades locais haviam relacionado o acidente ao nevoeiro que atingia a região. Ao tentar aterrissar, a aeronave saiu da pista e se incendiou.

 

 

Agencia EFE
08/09/2010

O presidente da Ryanair diz que copilotos são desnecessários

Londres, 8 set (EFE).- O executivo-chefe da companhia aérea europeia de baixo custo Ryanair, Michael O'Leary, conhecido por suas pouco tradicionais medidas para economizar, afirmou que os copilotos não são necessários nos aviões modernos, pois "o computador já se encarrega praticamente de tudo".

Com o fim dos copilotos, "as companhias aéreas economizariam uma fortuna", disse O'Leary, em entrevista ao jornal britânico "Financial Times", acrescentando que "nos trens só há um maquinista, e se ele sofrer um ataque cardíaco pode haver uma colisão".

"Em 25 anos e após cerca de dez milhões de voos, só um de nossos pilotos sofreu um ataque cardíaco, e mesmo assim conseguiu fazer o avião aterrissar", disse.

O'Leary reconheceu que nos voos internacionais de longa distância os dois pilotos são necessários, mas nos mais curtos, como os da Ryanair (que só voa na Europa e norte da África), os comissários de bordo podem substituir o copiloto, cujo única tarefa, segundo ele, "é assegurar que a pessoa ao comando não está dormindo e se vai bater a cabeça nos controles".

Por outro lado, O'Leary explica na entrevista que não está interessado na compra de nenhuma companhia aérea do mercado, mas pretende adquirir 200 aviões Boeing por um preço total de US$ 15 bilhões.

A Ryanair disse ter comunicado a Boeing e Airbus há alguns meses verão o interesse em comprar de 200 a 300 aparelhos, desde que conseguisse preços e condições ideais, mas acrescentou que por enquanto ainda não está negociando.

 

 

G1 - Globo
08/09/2010

FBI investiga ameaça de bomba em avião tailandês em Los Angeles
Ameaça é um rabisco num espelho de um banheiro do avião.

O FBI, a polícia federal americana, investiga uma ameaça de bomba em um avião da companhia aérea tailandesa Thai Airways, que decolou de Bangcoc, e pousou nesta terça-feira (7) no Aeroporto Internacional de Los Angeles. A porta-voz do FBI, Laura Eimiller, informou que as autoridades do terminal foram notificadas às 19h15m (23h15m no horário de Brasília) da suposta ameaça no voo 794. A ameaça é um rabisco num espelho de um banheiro da aeronave, visto a uma hora da aterrissagem.

O avião, um Airbus A340-500 com 179 pessoas a bordo, aterrissou com segurança depois das 20h (meia-noite em Brasília) e foi levado para uma zona remota do aeroporto, onde os passageiros abandonaram a aeronave.

Eimiller disse que o avião e as bagagens estão sendo examinados por especialistas e por cães. Passageiros e tripulantes estão sendo interrogados. "O FBI está tomando todas as precauções para conduzir uma investigação completa", disse a porta-voz.

 

 

Valor Econômico
08/09/2010

Rolls-Royce pode perder pedidos para novo jato da Airbus
Daniel Michaels e Peter Sanders

Uma proposta da Airbus para instalar novas turbinas num de seus aviões mais vendidos enfrenta a resistência do principal fornecedor, a Rolls-Royce PLC, que pode perder para concorrentes americanos boa parte de um lucrativo segmento de mercado. A Airbus, filial da European Aeronautic Defence & Space Co., pode anunciar já neste mês planos de oferecer motores novos e mais eficientes em sua linha campeã de vendas de aviões de um corredor, a A320, disseram executivos da empresa.

Mas executivos da britânica Rolls-Royce, principal fornecedora da atual família A320, dizem que a Airbus deveria esperar mais e desenvolver um avião totalmente novo porque obteria melhorias maiores em consumo de combustível.

"Se você analisar os benefícios da readaptação e todos os custos, não há nenhum benefício líquido", disse o vice-presidente de marketing estratégico da Rolls-Royce, Robert Nutall. "Não podemos fazer o modelo de negócios funcionar." A Airbus, por sua vez, citou a falta de novas tecnologias, como materiais e design, para propor novas turbinas em vez de novos aviões.

Executivos da Airbus disseram mês passado que querem anunciar este ano uma nova opção de turbina na família A320, mas ainda estão analisando se têm equipe suficiente para o projeto.

"O argumento empresarial é realmente muito convincente", disse o diretor-presidente da Airbus, Tom Enders. A Airbus espera poder oferecer a opção para as entregas a partir de 2015, a um preço mais alto, e continuar oferecendo as atuais turbinas.
 

Os concorrentes americanos da Rolls-Royce - a General Electric Co. e a divisão Pratt & Whitney da United Technologies Corp. - já comunicaram à Airbus que podem oferecer as novas turbinas para o jato, disseram representantes das duas fabricantes.

Turbinas desse tamanho geralmente custam cerca de US$ 10 milhões por avião. Durante a vida útil do aeronave, cada turbina também gera uma fonte de receita para peças de reposição e manutenção com potencial várias vezes maior que o valor da turbina em si.

A Rolls-Royce expandiu bastante sua fatia do mercado de turbinas nos últimos anos - principalmente às custas da Pratt - concorrendo agressivamente para que seus motores fossem escolhidos para uma variedade de jatos de passageiros e executivos.

A Rolls-Royce mostra resistência num momento em que tanto a Airbus e a concorrente americana Boeing Co. lutam para entregar um volume substancial de modelos de maior autonomia de voo. Esses aviões, como o 787 Dreamliner, da Boeing, e o concorrente A350, da Airbus, estão com atrasos em seu desenvolvimento e estouros no orçamento. Os fabricantes dependem dos lucros de seus campeões de venda, os modelos com um corredor, para cobrir as despesas com os novos aviões.

Mas os modelos de um corredor já têm mais de dez anos no mercado e as companhias aéreas querem atualizações. Os executivos da Airbus afirmaram recentemente que ainda não há tecnologia disponível para criar um substituto inteiramente novo para o A320 que propicie as economias de custo que realmente justifiquem um investimento de muitos bilhões. Em vez disso, a Airbus simplesmente quer oferecer novas turbinas.

Nutall, da Rolls-Royce, prevê que existirá a tecnologia para avião e turbinas totalmente novas por volta de 2020.

A Boeing afirma que vai tomar uma decisão sobre o futuro de seu avião mais vendido, o modelo de um corredor 737, até o fim do ano. O presidente da empresa, Jim McNerney, e outros executivos da Boeing deram a entender nas últimas semanas que preferem esperar e lançar um modelo inteiramente novo no fim da década, em vez de reformar o atual 737.

McNerney disse na teleconferência de divulgação dos resultados do segundo trimestre da empresa, em 28 de julho, que alguns clientes estão "nos pressionando por um novo 737", em vez de um avião atualizado com turbinas melhores. Mas outros, disse, parecem ser a favor de novas turbinas. Um porta-voz da empresa disse esta semana que nenhuma decisão foi tomada.

As turbinas do 737 são produzidas apenas pela CFM, uma joint venture entre a GE e a francesa Safran SA. Na família A320, a Airbus oferece turbinas da CFM ou da International Aero Engines, uma joint venture entre a Rolls-Royce e a Pratt & Whitney.

Executivos da Rolls-Royce dizem que estão satisfeitos com o formato atual da IAE.

Mas a Pratt & Whitney desenvolveu sozinha uma nova turbina chamada "Geared Turbofan" e pode abandonar a sociedade com a Rolls-Royce. A Pratt está fazendo lobby para que sua nova turbina seja selecionada para o maior número possível de aviões, como o A320 e o 737.

A empresa está "trabalhando ativamente com a Boeing e a Airbus para apoiar projetos de aviões", disse o vice-presidente da Pratt Bob Saia.

Se a nova turbina da Pratt & Whitney for escolhida, a Rolls-Royce pode ser espremida nesse segmento, dizem executivos do setor. A Rolls-Royce pode oferecer uma turbina concorrente própria, mas teria de gastar alto vpara desenvolvê-la.

A situação obriga a Rolls-Royce, segunda maior produtora de turbinas a jato, atrás apenas da GE, a tomar uma decisão estratégica difícil. A gigante industrial britânica está ocupada com vários novos projetos no setor de jatos. Suas turbinas estão sendo testadas no Dreamliner e a empresa é a única fornecedora do jato concorrente, o A350.

Para os menores A320 e 737, representantes da Rolls-Royce argumentam que as melhorias oferecidas pelas novas turbinas atualmente não são suficientes para compensar o custo de trocar as atuais. Modificar a engenharia dos pequenos aviões pode exigir investimento de até US$ 1 bilhão para cada um, dizem autoridades do setor. "Com base no que os clientes nos têm dito, não estamos convencidos do mérito" de apenas atualizar as turbinas dos aviões, disse Nutall.

Embora existam companhias aéreas interessadas na opção com as novas turbinas, muitos clientes estão dispostos a esperar pela economia maior. Executivos da gigante americana Southwest Airlines Co., companhia aérea de passagens baratas e a maior compradora de 737 no mundo, têm contestado abertamente a ideia de simplesmente acrescentar uma nova turbina.

"Chegou o momento de desenvolver um substituto para os aviões de um corredor mais usados no mundo", disse Mike Van de Ven, diretor operacional da Southwest, numa convenção do setor em junho. Ele disse que até mesmo as ofertas mais novas de turbinas só vão propiciar "melhorias mínimas" que não criarão economias suficientes para justificar um investimento de uma companhia aérea.

Para a GE e a Safran, a situação é mais simples do que para a Rolls-Royce. Elas estão felizes em manter as coisas como estão, mas também contarão com um novo tipo de turbina, porque sua joint venture, a CFM, se comprometeu este ano a produzir uma nova turbina até 2014 para um jato que os chineses planejam produzir. A CFM usaria esse projeto para atualizar as turbinas do A320 ou do 737, disse um porta-voz da GE.

 

 


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