Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
18/08/2010

<< Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>

Administradores.com.br
18/08/2010

Faltam pilotos para suprir demanda crescente do setor
O crescimento do transporte aéreo de passageiros no país há 14 meses consecutivos traz à tona mais um desafio ao setor
Alberto Komatsu

O crescimento do transporte aéreo de passageiros no país há 14 meses consecutivos traz à tona mais um desafio ao setor, além dos gargalos de infraestrutura aeroportuária. Faculdades que formam pilotos admitem que a quantidade de graduados por ano corre o risco de não ser suficiente para atender ao cenário de continuidade dessa expansão prevista para os próximos três anos.

O descolamento entre o acelerado ritmo da necessidade de novos pilotos e a menor oferta de novos profissionais graduados pode ser comprovada com a análise de dois dados distintos.

De 2001 a 2008, faculdades de ciências aeronáuticas formaram 1.589 novos pilotos, ou média de 198,6 por ano. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, que atualmente reconhece 12 universidades voltadas para o setor aéreo.

Levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por sua vez, mostra que as empresas aéreas de voos regulares precisam de mais pilotos do que os que estão sendo formados todos os anos. Em 2008, por exemplo, haviam 19 companhias com 4.488 pilotos e co-pilotos.

Como no ano anterior 23 empresas aéreas de voos regulares empregavam 4.169 pilotos, entraram no mercado 319 profissionais de 2007 para 2008. As faculdades de ciências aeronáuticas formaram 170 novos pilotos em 2007 e no ano seguinte 200.

"Acredito que vai faltar piloto. As empresas aéreas estão dando preferência para alunos formados em ciências aeronáuticas", afirma o diretor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC Rio Grande do Sul, Elones Ribeiro. Segundo ele, a maior dificuldade dos alunos são os altos custos do curso.

Três anos de aulas teóricas na PUC-RS custam em torno de R$ 40 mil. Horas de voos em simuladores e bimotores para habilitar o aluno valem mais R$ 70 mil, um investimento total de R$ 110 mil.

"No início, o curso era freqüentado pelos filhos das famílias de classe alta do Rio e de São Paulo. Hoje, ele atrai mais a classe média. Alguns alunos contam com ajuda do ProUni (Programa Universidade para Todos, do governo federal, que concede bolsas)". diz Ribeiro, que por 10 anos foi instrutor de voo da Varig.

A PUC-RS foi a primeira a oferecer esse curso, em 1994, após uma parceria com a extinta Escola Varig de Aeronáutica (Evaer), fundada em 1952 após a Varig ter se inspirado no modelo da companhia aérea alemã Lufthansa de preparação de pilotos.

O alto custo para se estudar pilotagem de avião numa faculdade dificultaram a formação da turma de 2010 na Universidade de Uberaba (Uniube), que criou essa disciplina em 1999.

O diretor do curso de ciências aeronáuticas da Uniube, Wander Montandon, diz que de 55 candidatos, apenas 40 pagaram inscrição. Só 28 fizeram a prova - o resto desistiu - e apenas 12 passaram, quantidade que não era viável economicamente para abrir uma turma, conforme conta Montandon.

"Não formamos pilotos em quantidade suficiente para atender ao crescimento da demanda. Todas as empresas aéreas estão comprando mais aviões e precisam de mais tripulação", afirma o diretor do curso de pilotos da Uniube. A faculdade também faz parcerias com aeroclubes para complementar a formação de novos pilotos.

Dados da Anac mostram que 308 escolas de aviação e aeroclubes já emitiram neste ano 192 licenças de pilotos para companhias aéreas. Ano passado, foram 230. Em 2008, mais 333 documentos.

A Anac já investiu R$ 4,7 milhões em dois programas de bolsas para pilotos. A agência entra com 75% do valor e o estudantes arcam com os 25% restantes, diz o superintendente de capacitação e desenvolvimento de pessoas do órgão regulador, Paulo Henrique de Noronha.

O primeiro programa, de 2008, formou 134 pilotos. O segundo está em processo de reformulação das provas, mas a ideia é oferecer 213 bolsas. Até o final do ano, a Anac pretende aplicar mais R$ 1,6 milhão para bolsas voltadas à formação de mecânicos de manutenção, com duração de dois anos.

O coordenador do curso superior de tecnologia em pilotagem profissional de aeronaves da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Marcos Galvão, elogia a iniciativa da Anac, mas diz que ainda há poucas bolsas para alunos praticarem em aeroclubes.

Ele se preocupa com a baixa quantidade de pilotos com boa formação, que passaram por cursos de graduação. "Bons profissionais existem, mas haverá dificuldades. Mesmo assim, sou otimista de que a oferta de pilotos se ajuste à demanda do setor", diz.
 

 

 

Avião Revue
18/08/2010

Uma aviação comercial democrática

Com as companhias aéreas de menor porte ganhando mais espaço no mercado e um novo público que começa a voar, a aviação comercial brasileira se abre para todos

Mesmo com os problemas relacionados à infraestrutura em alguns aeroportos, a aviação comercial brasileira não para de crescer. Os Dados Comparativos Avançados divulgados pela Anac - Agência Nacional de Aviação Civil -, mostram que, no primeiro semestre deste ano, o mercado doméstico registrou um crescimento na demanda de 27,58%.

Que o setor evolui a taxas de dois dígitos há pelo menos três anos não é novidade. Durante esse período, foi cunhado o termo "duopólio" para resumir a liderança absoluta de TAM e Gol/Varig no mercado doméstico. NO entanto, nos últimos meses, as duas maiores empresas aéreas do país viram as companhias menores conquistarem mais espaço.
 

 

 

ZERO HORA
18/08/2010

TAM garante que não dribla a lei

Depois de uma reunião com autoridades, em Brasília, o presidente da TAM SA, Marco Bologna, reiterou que o negócio com a chilena LAN não é uma fusão e procurou afastar dúvidas sobre o alcance do negócio. A complexa estrutura vem suscitando interpretações de que teria como objetivo driblar a legislação brasileira, que permite apenas 20% de capital estrangeiro nas aéreas.

Bologna e o presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso, estiveram com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira. Jobim e Solange evitaram comentar o encontro. O ministro apenas divulgou nota informando que “ouviu e tomou notas e aguardará a elaboração dos documentos jurídicos” para então se posicionar. Segundo Bologna, os documentos devem ser entregues no próximo mês e a operação anunciada no fim da semana passada poderá ser concretizada em até nove meses. Segundo os executivos, foi uma visita de cortesia para apresentar os detalhes da operação que, caso seja aprovada pelos órgãos reguladores e acionistas das duas empresas, resultará na criação da 11ª maior companhia aérea do mundo.

– Não tem drible (na legislação) porque o capital votante continua na mão da família Amaro. Não é uma clássica fusão, onde várias companhias se juntariam numa única – ponderou o executivo, lembrando que o desenho proposto foi a forma de atender a regulação de transporte aéreo e de capital estrangeiro de cada país onde TAM e LAN operam – além de Brasil e Chile, Argentina, Equador e Peru.

– No momento em que submetermos de maneira definitiva os documentos é que o órgão regulador irá se manifestar – disse Bologna.

Pelo acordo anunciado, será criada uma holding (empresa-mãe) que comandará todas as decisões estratégicas dos dois grupos. As aéreas serão mantidas como unidades de negócios independentes. Para alguns analistas, o acordo seria uma forma de driblar a lei e disfarçar a efetiva compra da TAM pela empresa chilena.

 

 

Valor Econômico
18/08/2010

Aumento de rotas está nos planos

 negócio entre as companhias aéreas TAM e a LAN Chile cria oportunidades de novas rotas para os continentes europeu e africano, além de melhorar a eficiência das conexões das duas empresas, ampliando a taxa de ocupação das aeronaves. "São possibilidades que começam a se abrir. Vamos analisar", afirmou o presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso, que esteve ontem pela manhã em reunião com analistas e investidores, em São Paulo.

Antes mesmo da fusão, a TAM prevê iniciar em dezembro os voos diários de São Paulo para Bogotá, enquanto a LAN deverá abrir no próximo ano uma filial no mercado colombiano. Vale lembrar que a união das companhias está prevista para um prazo de seis a nove meses, a depender da aprovação dos acionistas e órgãos reguladores.

Segundo os executivos da empresa aérea brasileira, a fusão não é baseada em custos, de modo que não está ancorada na redução do quadro de funcionários.

As empresas ainda não tomaram uma decisão sobre como ficará a situação das alianças internacionais a partir do início da fusão. Enquanto a TAM é membro da Star Alliance desde maio, a LAN é integrante da Oneworld.

"No futuro, vamos pensar na aliança", disse Barroso, apontando a possibilidade de as duas alianças serem preservadas. (EL)

 

 

Valor Econômico
18/08/2010

Acordo prevê ações classe A e B na TAM
Modelo foi desenhado para garantir alinhamento de interesses de controladores e minoritários.
Fernando Torres

As aéreas TAM e LAN criaram uma estrutura sofisticada para garantir o alinhamento de interesse de acionistas minoritários e controladores, uma vez que a família Amaro precisa manter 80% do capital votante da companhia área brasileira, por força da legislação, enquanto os demais investidores terão papéis apenas da nova controladora, a Latam.

Para contornar esse problema, a TAM Empreendimentos e Participações (TEP), empresa dos Amaro que controla atualmente a TAM S.A., passará a deter essa participação por meio de uma nova holding, chamada de HoldCo. Essa nova holding terá duas classes de ações. Os papéis classe A terão direito voto, mas não terão valor econômico relevante. As ações classe B não terão direito a voto, mas representarão essencialmente o valor econômico. Feito isso, as ações classe B serão convertidas em ações da Latam ou em recibos de ações negociados no Brasil ou em Nova York, na mesma razão de 1 para 0,9 que valerá para os acionistas minoritários.

É isso que permitirá que a família Amaro, por meio da TEP, possua 13,5% das ações da Latam, ao fim da transação. Se fossem convertidas apenas as ações ON além dos 80% e também as preferenciais detidas pelos controladores (equivalentes a 24,7% do total), a fatia no capital da controladora seria menor, em torno de 7%.

Segundo a companhia, essa estrutura foi formatada para garantir um "total alinhamento de interesses entre a família Amaro, controladores da LAN e minoritários" de ambas as empresas.

Outra empresa da família, a Amaro e Aviation, que detém atualmente 10,55% do capital votante da TAM mas não é considerada controladora, ficará com 1,1% do capital da Latam.

Se o direito econômico permanecesse na TAM, que será uma controlada, poderia haver conflitos no futuro. Em um exemplo: na hipótese de a TAM ter lucro e a Latam prejuízo, a família Amaro poderia receber dividendos mesmo que os sócios da controladora não tivessem esse direito. O mesmo valeria para o caso contrário.

Essa estrutura também impede que haja um futuro prêmio extra apenas para a família Amaro, em detrimento dos minoritários, caso a legislação permita que estrangeiros detenham mais de 20% do capital votante de uma companhia aérea. Havia dúvida entre os investidores se, numa eventual elevação da participação da Latam na TAM, no futuro, se a relação de troca seria a mesma anunciada agora. Segundo a empresa brasileira, "não haverá prêmio adicional". "Caso a LAN venha a aumentar a participação acionária em ações classe A (com voto), possivelmente isso se dará por meio da conversão de ações classe B em classe A", disse a companhia.

O Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565) diz que a empresa que explorar serviços aéreos públicos só terá concessão para atuar se tiver "pelo menos quatro quintos do capital com direito a voto, pertencente a brasileiros, prevalecendo essa limitação nos eventuais aumentos de capital".

No mercado de dívida internacional, os investidores seguem apostando em que a Latam assumirá a dívida da TAM, embora as empresas não tenham informado isso. O rendimento dos bônus de 2020 da TAM caiu 1,23 ponto percentual ontem, a 7,87%.

 

 

O Globo
18/08/2010

Oposição diz que Piñera sabia de Latam
Presidente chileno teria demorado a vender ações por causa de fusão
Geralda Doca

Membros da Concertación, bloco de oposição ao governo do Chile, acreditam que o presidente Sebastián Piñera demorou a vender suas ações na LAN porque sabia das discussões sobre a fusão com a TAM, afirmou na segunda-feira a mídia local. Os rumores surgiram porque o nome do site da nova empresa, Latam, foi registrado em 17 de fevereiro, quando Piñera ainda controlava a aérea. Segundo o vice-presidente do Partido pela Democracia (PPD), Guido Girardi, Piñera teria participado das discussões sobre a fusão.

O senador socialista Juan Pablo Letelier disse que o conhecimento da fusão explica a resistência de Piñera em se desfazer de suas ações, porque as negociações começaram muito antes da venda dos papéis do presidente, no fim de fevereiro.

O presidente do partido Democracia Cristiana, Juan Carlos Latorre, disse que é evidente que para alguns a fusão — anunciada na sexta-feira — não foi uma surpresa. Segundo ele, Piñera sabia dessa informação quando dono majoritário da aérea.

Executivos da TAM se reúnem com Defesa e Anac Os principais executivos da TAM informaram ontem ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, e à diretora-geral da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, que entregarão em setembro ao órgão regulador a documentação referente à união com a LAN. A estimativa é que o processo seja concluído em junho de 2011 — prazo para que as autoridades, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), aprovem o negócio.

Foi a primeira reunião com o governo para anunciar oficialmente o negócio. Ao deixar o Ministério da Defesa, o presidente da TAM S.A., Marco Antonio Bologna, disse estar confiante de que as autoridades aprovarão a operação. Também participou o presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso.

Barroso afirmou que, caso seja aprovado pelo Congresso o aumento de participação estrangeira nas aéreas brasileiras de 20% para 49%, é provável que o contrato para a composição acionária da TAM seja revisto — brasileiros ficaram com 80% da TAM e a LAN, com 20%.

Apesar do otimismo, o governo tem adotado tom cauteloso.

A assessoria de imprensa da Defesa informou que o ministro não vai se manifestar antes de receber a documentação.

A mesma informação é dada pela assessoria da Anac. Segundo interlocutores, a diretoria do órgão entende que a operação pode caracterizar um controle indireto da chilena sobre a brasileira, o que contraria o Código Brasileiro de Aeronáutica. Embora a TAM continue com 80% do capital votante, estará subordinada à holding estrangeira Latam — onde terá participação de 13,5%, contra 24% da chilena.

 

 

O Globo
18/08/2010

Anac fecha posto de atendimento em aeroportos
No Galeão, serviço foi encerrado ontem. Agência alega baixa procura e concentrará registro de queixas por 0800 e internet
Danielle Nogueira

Menos de um mês depois do caos aéreo provocado por atrasos e cancelamentos de voos da Gol, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fechou sete dos 10 postos de atendimento que mantinha nos principais aeroportos do país, sob alegação de que a procura é baixa. Ontem, foi a vez do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. Os três aeroportos onde os postos serão mantidos são os de Guarulhos (SP), Confins (MG) e Brasília. Mas não por muito tempo. A Anac acredita que eles terão suas atividades encerradas em 2011, como parte da estratégia da agência de concentrar o registro de queixas por telefone e internet.

De acordo com a Anac, o número de manifestações registradas pelo telefone (0800 725 4445) ou pelo site (www.anac.gov.br/faleanac) foi de 15,5 mil no primeiro semestre deste ano. No mesmo período, os três atendentes que trabalham no posto do Galeão receberam 723 registros, uma média de quatro por dia. Em Guarulhos, onde o movimento de passageiros é maior, foram 1.775. Os registros incluem reclamações, pedidos de informação, sugestões etc.

— A ideia é retirar todos os postos para melhorar a relação custo-benefício do atendimento.

Além disso, ao centralizar os registros na internet e por telefone, podemos padronizar os procedimentos e tratar os casos em grupos. Isso permitirá agilizar o atendimento — disse o chefe da assessoria de comunicação da Anac, Gerson Bonani, a quem está subordinada a gerência de relacionamento com usuários.

Postos de Congonhas e Recife já foram fechados Perguntado se a procura pelos postos de atendimento era baixa porque não havia divulgação adequada do serviço, Bonani disse que a agência estuda formas de melhorar a comunicação entre usuários e Anac. E lembrou que o 0800 e a internet funcionam 24 horas, enquanto os postos fecham às 22h. Além disso, o atendimento telefônico está disponível em inglês e espanhol.

Os atendimentos por telefone serão feitos de uma central em Brasília. Hoje, ela tem cem atendentes.

Mais 20 serão contratadas, número equivalente às vagas eliminadas com a desativação dos locais de atendimento.

Esses funcionários, terceirizados, serão reaproveitados pela empresa prestadora de serviço.

A Anac esclareceu ainda que, nos postos de atendimento, as recepcionistas apenas registram a manifestação do passageiro, informando o número de protocolo para acompanhamento. O mesmo é feito pela internet ou pelo telefone. Abre-se então um processo administrativo para que a agência investigue cada caso. Se confirmado o descumprimento das normas, a empresa acusada de irregularidade é multada.

A conclusão do processo dura em média seis meses.

Além do Galeão, os outros aeroportos que tiveram seus postos fechados desde o início do mês foram Fortaleza, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre e Congonhas (SP).

 

 

Folha de São Paulo
18/08/2010

Acordo com LAN respeita a lei, diz empresa

O presidente da TAM S.A., Marco Antônio Bologna, disse que a fusão com a chilena LAN está de acordo com a lei brasileira. Segundo ele, 80% do capital votante da empresa será brasileiro, piso determinado pela legislação. O restante será controlado pela holding Latam.
Caso o projeto de lei que amplia para 49% a possibilidade de participação estrangeira em empresas de transporte aéreo seja aprovado pelo Congresso, a participação estrangeira deve aumentar.
"Caso, no curso da implementação da fusão, esse capital seja aumentado, a gente adaptará para a situação vigente", disse ontem Bologna, que se reuniu com o ministro Nelson Jobim (Defesa) e a diretora da Anac, Solange Vieira.
Sobre a Latam, a família brasileira Amaro deve ficar com 13,5% das ações, e a família chilena Cueto com 24%, formando o bloco de controle.

 

 

Folha de São Paulo
18/08/2010

TAM manda voos regionais a Cumbica
Com horários esgotados em Congonhas, empresa transfere rotas menos lucrativas e prioriza viagens nacionais
ANDREZA MATAIS

A TAM vai transferir a partir de segunda-feira, de Congonhas para Guarulhos, ao menos 17 voos que partem ou chegam do interior de São Paulo, Minas Gerais e Paraná operados pela Pantanal.
A mudança pode afetar 24 mil pessoas por ano, total de lugares nos voos alterados. A medida tem causado protestos de empresários, que terão de descer em Guarulhos e se deslocar de carro ou ônibus para chegar ao centro de São Paulo ou fazer conexões em Congonhas.
Em alguns casos, o viajante pode levar mais tempo de carro para chegar ao centro de São Paulo do que de voo.
A empresa vai utilizar esses horários que liberou em Congonhas para rotas mais lucrativas, como a ponte aérea Rio-São Paulo, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, entre outros.
Insatisfeitos, empresários e políticos do interior pressionaram a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a vetar as mudanças.
"Compensa ir para São Paulo de carro. Levo pouco mais de quatro horas", diz o empresário Sérgio Lopes Sobrinho, presidente da associação comercial de Marília, a cerca de 450 km da capital.
Diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de SP), Samir Nakad diz que a falta de opções de companhias deixa o interior de São Paulo refém das aéreas.
"Somos cidadãos de segunda classe. Um absurdo."
Porém, a agência diz que as empresas aéreas têm permissão legal para utilizar "slots" (horários de voos) como programarem.
Para a TAM, a mudança terá impacto econômico. O número de passageiros da empresa em Congonhas pode triplicar, pois as aeronaves dos voos regionais levam apenas 45 passageiros, enquanto as novas têm capacidade para até 174 assentos.

VOOS TRANSFERIDOS
Os horários em Congonhas estão esgotados, o que faz com que a única alternativa para aumentar voos ao aeroporto mais atraente seja comprar companhias que já tenham slots ou remanejar seus voos menos lucrativos para outros aeroportos.
Serão transferidos para Guarulhos os voos de Araçatuba, Marília, Presidente Prudente (todas no interior de São Paulo), Maringá (PR) e Juiz de Fora, em Minas Gerais. A empresa irá manter um voo para Bauru (SP) por Congonhas e transferir os outros três atualmente em operação para Cumbica, em Guarulhos.
A TAM/Pantanal alega que a transferência foi feita por "motivos estratégicos e operacionais" e que vai oferecer ônibus de graça "como cortesia" entre Congonhas e Guarulhos. A Pantanal atenderá 17 localidades.

 

 


<< Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>

Página Principal