Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sexta-Feira, 22 de Fevereiro de 2019
20/09/2010

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tecnoblog.net
20/09/2010

Airbus quer criar avião com fuselagem transparente
Rafael Silva

Veja se você consegue enrolar sua cabeça em torno dessa ideia: a Airbus, fabricante de aviões, planeja fazer uma aeronave com a fuselagem completamente transparente. O que a empresa quer fazer é renovar completamente a experiência de voar que ela proporciona aos passageiros. Com uma visão transparente de 360 graus do que estiver ao seu redor, eu acho que eles conseguiriam.
 

Para criar tal aeronave, a Airbus planeja usar na parte de fora do avião uma cerâmica especial que ficaria transparente quando uma corrente elétrica a atravessasse. Já no interior, os engenheiros imaginaram assentos que se modificam livremente de acordo com a necessidade do passageiro. A empresa diz que tais aviões podem se tornar realidade já em 2050, pois parte dos materiais necessários já existem atualmente.

A Mulher Maravilha, no entanto, não pretende esperar quarenta anos. Sua assessoria de imprensa já emitiu um comunicado oficial dizendo que a super-heroína planeja entrar com uma ação na justiça europeia por quebra de direitos autorais. Ok, talvez esse parágrafo seja mentira.

 

 

Site DCI - Diario Comercio e Industria
20/09/2010

Aeronáutica divulga política para produzir cargueiro militar

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - O Comando da Aeronáutica realiza hoje e amanhã, na cidade de São José dos Campos, o 2º Workshop de Offset Projeto KC-390. O objetivo é divulgar a potenciais fornecedores a política de compensação comercial, industrial e tecnológica - conhecida como offset no meio aeronáutico - para o desenvolvimento do cargueiro militar KC-390 pela Embraer.

Com capacidade para transportar até 23 toneladas, o KC-390 tem o primeiro voo previsto para 2014 e entrada em serviço, para 2015. O projeto está orçado em US$ 1,3 bilhão. O workshop será aberto às 9 horas. Em seguida, haverá uma apresentação sobre o KC-390 da Subdiretoria de Desenvolvimento e Programas da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate. Algumas das empresas candidatas a fornecedoras do KC-390 participam de uma rodada de palestras no período da tarde. Entre elas: BAE Systems, Astronautics Corporation of America, GE Aviation, Israel Aerospace Industries, Northrop e Thales.

O workshop é organizado pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e será realizado no Parque Tecnológico. A política de offset adotada pelas forças armadas brasileiras já beneficiou a Embraer em várias ocasiões. A fabricante brasileira de aeronaves produziu 300 conjuntos de flaps para aeronaves da MCDonnel Douglas como contrapartida à compra de aeronaves MD-11 pela Varig. Depois que o Exército fechou a compra de helicópteros da francesa Aerospatiale, a Força Aérea da França encomendou 50 aviões Tucano da Embraer.

Workshop

Em maio passado foi realizado o 1º Workshop de Offset Projeto KC-390 e na ocasião a Embraer disse a intenção de produzir 180 aeronaves KC-390 nos dez primeiros anos. Em julho, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse planejar adquirir 28 aeronaves. O projeto do KC-390 está em de definição dos parceiros estratégicos. A estimativa da empresa é de que 80 fornecedores sejam credenciados para o programa. Quatro países já negociam participação no projeto: Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca. No caso do Chile, a participação do país se dará por meio da Empresa Nacional de Aeronáutica (Enaer) no desenvolvimento do avião e no fornecimento de parte da estrutura. O Chile também pretende adquirir seis aeronaves KC-390.

As negociações com a Colômbia contemplam a produção de peças usinadas para o KC-390 e aquisição de 12 aeronaves. Com Portugal se discute participação direta no programa, a compra de seis aviões.

 

 

Valor Econômico
20/09/2010

Investidores levantam dúvidas sobre viabilidade de oferta da LAN pela TAM
Ação da aérea brasileira caiu 18%
PorAlexander Cuadros e Eduardo Thomson

Os investidores estão duvidando da capacidade de a LAN conseguir completar a planejada tomada de controle da companhia aérea TAM, segundo demonstram os negócios com o papel da área brasileira. A ação da TAM fechou na sexta-feira valendo 18% menos que o preço de oferta de 13 de agosto feita pela chilena LAN - percentual até duas vezes maior que o desconto pago por combinações passadas de linhas aéreas globais um mês depois de terem sido anunciadas, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Temores de que o negócio de US$ 4 bilhões possa ser anulado ou retardado por agências reguladoras está impedindo a redução da diferença, disse Octavio Vaz, que ajuda a administrar US$ 3,3 bilhões na Global Equity .

O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, rebateu essa especulação em 2 de setembro, afirmando que a compra obedece a uma lei que limita o controle estrangeiro de companhias aéreas. O desconto encolheu por dois dias antes de se ampliar.

"Esse tipo de desconto só ocorre se o mercado pensa que ele não prosperará ou que se estenderá por tanto tempo que não compensará", disse Vaz por telefone, do Rio. "Não é Mantega quem decide. O mercado não o levou a sério."

Pelos termos do acordo, os investidores da TAM receberão 0,9 ação da LAN a cada ação da aérea brasileira que detiverem. O papel da LAN subiu 0,1%, indo a 14.612 pesos na quinta-feira, o que significa que 0,9 de cada ação vale R$ 45,35. A ação da TAM registrou queda de 2%, indo a R$ 37,30 no fechamento do pregão de São Paulo na sexta-feira. Enquanto os mercados chilenos permaneciam fechados na sexta-feira devido a um feriado nacional, os recibos de depósitos americanos (ADR) da LAN caíram 1,6%, a US$ 28,30.

A tomada do controle acionário deve ser aprovada pelos órgãos reguladores no Brasil e no Chile. A lei no Brasil exige que os acionistas controladores da TAM mantenham 80% das suas ações com direito a voto para preservar o limite máximo de 20% de titularidade estrangeira que vigora no país. A LAN deterá aproximadamente 70% da companhia combinada, a Latam Airlines Group. A Latam, por sua vez, terá "essencialmente" a totalidade das ações preferenciais da TAM, que têm um valor de mercado 77% maior do que as ações com direito a voto, e a TAM será retirada da bolsa, segundo os termos do negócio.

A conclusão do acordo depende de os órgãos reguladores do Brasil determinarem que a companhia satisfaz o "espírito da lei" que limita propriedade estrangeira, disse Cleveland Prates Teixeira, ex-diretor da agência antitruste do Brasil, que presta serviços de consultoria em assuntos relacionados com regulamentação.

O Congresso do Brasil tem debatido um aumento no limite sobre o controle estrangeiro das companhias aéreas desde 2004. Uma emenda recente a um projeto de lei introduzida em julho de 2009 permitiria aos estrangeiros deter a titularidade exclusiva em companhias aéreas brasileiras dependendo de acordos governamentais bilaterais. Os legisladores, em campanha pela reeleição em outubro, ainda não votaram o projeto de lei.

O desconto da TAM em relação ao preço oferecido pela LAN é maior que nos negócios feitos recentemente. A Northwest Airlines negociou com um desconto de 7,3% em relação à oferta da Delta Air Lines, uma queda de 11% numa média de 30 dias, um mês depois que a Delta propôs a tomada de controle em abril de 2008. A espanhola Iberia foi negociada com um desconto de 11% em relação a oferta de novembro de 2009 da British Airways. A TAM registra um desconto médio de 17% desde o anúncio da oferta.

Enquanto a compra de US$ 2,75 bilhões da Delta pela Northwest foi completada, outras fusões não ocorreram por conta de preocupações dos reguladores com concentração de mercado. A Ryanair fez tentativas frustradas de comprar a Aer Lingus em 2006 e 2008, e a United Airlines e a US Airways não chegaram a acordo sobre uma fusão de US$ 12,3 bilhões em 2001.

Outras companhias aéreas são mais atrativas do que a TAM, disse Greg Lesko, que ajuda a administrar US$ 750 milhões na Deltec Asset Management, em Nova York. "Até que esteja fechado, não está fechado", disse ele. "Nós gostamos de comprar o que a agente acha que está com desconto", afirmou.

A Deltec vendeu a maior parte de suas ações da TAM e comprou papéis da panamenha Copa Airlines, disse Lesko. A gestora, que não possui ações da LAN, manteve sua fatia na Gol. Essa última é negociada a 13,9 vezes o lucro reportado, enquanto a Copa tem índice de 11 vezes, a TAM de 33,8 vezes e a LAN, de 32 vezes, segundo dados da Bloomberg.

As assessorias de imprensa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) disseram que os órgão não comentariam a aprovação do negócio entre LAN e TAM.

O órgão regulador antitruste do Chile disse que vai investigar possível concentração de mercado em três rotas por conta da fusão. A agência não possui uma data limite para tomar uma decisão.

Em agosto, a TAM divulgou um prejuízo no segundo trimestre de R$ 154,1 milhões (US$ 87 milhões) com vendas líquidas de R$ 2,61 bilhões. A LAN obteve um lucro de US$ 60,6 milhões sobre receita de US$ 1 bilhão. Juntas, elas seriam a terceira maior companhia aérea do mundo por valor de mercado, depois da Air China e a Singapore Airlines.

"[O negócio] atende aos requisitos legais", Mantega disse numa entrevista em 2 de setembro. "Se não atendesse, não seria feito."

O desconto da TAM mostra que os investidores estão superestimando o risco de o negócio não ir adiante, de acordo com Stacy Steimel, que ajuda a administrar US$ 430 milhões de ações latino-americanas na Pinebridge Investments.

"Nós vendemos nossa posição na LAN e compramos TAM logo depois do anúncio", Steimel disse por telefone de Santiago. "TAM estava mais atraente do ponto de vista de avaliação do ativo. O desconto também pode estar relacionado ao fato de as pessoas estarem apostando que o acordo possa demorar mais do que o esperado para ser fechado."

 

 


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