Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 20 de Julho de 2019
15/10/2010

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ZERO HORA
15/10/2010

Em pleno voo, piloto morre

Para susto dos passageiros, um piloto da empresa aérea Qatar Airways morreu em pleno voo. O avião, um Airbus A330, saiu das Filipinas na manhã de quarta-feira e tinha como destino Doha, capital do Catar.

Após o incidente, o copiloto assumiu o comando da aeronave e fez um aterrissagem não programada no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, por volta das 11h35min (0h35min em Brasília). Até a noite de ontem, a empresa não havia divulgado a causa da morte do piloto, de 43 anos, mas ele teria se queixado de dores no peito – o que indicaria um infarto – antes de perder a consciência.

Em Kuala Lumpur, então, houve troca de tripulação, e a aeronave voltou a seguir a sua rota menos de duas horas depois. Um comunicado da Qatar Airways disse que, em nenhum momento, o incidente colocou em risco o voo ou a segurança dos passageiros.

 

 

Valor Econômico
15/10/2010

Mais aviões para atender a demanda
Alberto Komatsu

Em crescimento há 16 meses consecutivos, a demanda por voos domésticos está motivando as empresa aéreas brasileiras a rever para cima seus planos de expansão de frota. Azul e TAM aumentaram suas previsões e compraram neste ano aeronaves não programadas inicialmente. A Gol não descarta a possibilidade de fazer o mesmo a partir de 2014, mas não revela números. A regional Trip também deverá ampliar sua encomenda prevista para os próximos três anos.

"Se o Brasil confirmar esse crescimento atual nos próximos anos, poderemos rever o planejamento de frota para 2014", afirmou o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Gol, Leonardo Pereira.

Pela atual programação, o aumento de frota da Gol até o fim de 2014, em relação ao total de aviões em 2010, é de 11 aviões. A preços de tabela, o investimento programado equivale a US$ 880 milhões, considerando-se que cada Boeing 737-800, avião que a empresa tem dado prioridade em sua frota, custa cerca de US$ 80 milhões.

Pereira, também admite que a companhia poderá aumentar sua previsão de crescimento do mercado doméstico em 2010, prevista atualmente em 21%. De janeiro a setembro, a demanda doméstica acumula alta de 27%. Se a Gol revisar sua projeção, ela só deverá ser conhecida na divulgação do balanço do terceiro trimestre.

"Estamos em processo de avaliação e análise para o replanejamento da frota. Como o setor está realmente aquecido, deveremos fazer uma revisão para os próximos três anos. Ainda não temos números definidos, apenas a sinalização de que os números serão revistos para cima", afirma o presidente da Trip, José Mário Capriolli.

A Trip tem 38 aeronaves e vai encerrar este ano com 40. Para 2011, quer ter pelo menos 50 aviões entre turboélices da franco italiana ATR e jatos da Embraer.

Em julho, durante a feira internacional de aviação de Farnborough, na Inglaterra, a Trip já havia anunciado a compra de um avião da Embraer diferente do seu plano inicial. Naquela ocasião, a empresa anunciou a aquisição de dois modelos 190, para 106 passageiros.

A Avianca Brasil, antiga Oceanair, deverá promover uma alteração em seu plano inicial de frota. Isso porque ela deve anunciar na segunda-feira a primeira rota internacional com a nova bandeira. Segundo o site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Avianca foi autorizada a operar um voo diário entre São Paulo e Bogotá (Colômbia) a partir de 4 de novembro. A empresa deve operar aviões da Airbus, modelo A330.

Quando ainda era Oceanair, a empresa operou voos para a Cidade do México em meados de 2007 com um Boeing 767-200. Foi quando a companhia anunciou a intenção de voar para as cidades africanas de Lagos (Nigéria) e Luanda (Angola), mas essas rotas não chegaram a ser operadas.

"O mercado está aquecido, influenciado pela desvalorização do dólar", diz o especialista em negociação de aviões da consultoria Jet Design, Ricardo Mendes.

Em abril, a TAM foi a primeira a elevar suas compras e aumentou em US$ 200 milhões seu investimento em frota. Com esses recursos, ela ampliou de 5 para 11 o aumento de sua frota em 2010.

A Azul fechou a compra de 20 turboélices ATR 72-600, para 70 passageiros, que não estavam programadas em seu planejamento inicial de frota. O pedido inclui mais 20 opções de compra do mesmo modelo que, se forem exercidas, levam o investimento a US$ 850 milhões a preços de tabela.

A empresa também comprou mais cinco jatos da Embraer, modelo 195, para 118 passageiros, num pedido de US$ 211 milhões com valores de mercado. O plano de frota da Azul para 2010 previa inicialmente 21 aviões, mas ele foi ampliado para 26 unidades.

O mercado de negociação de aviões está aquecido em todo o mundo. Em julho, apenas Airbus, Boeing e Embraer fecharam pedidos na feira de Farnborough que ultrapassam US$ 50 bilhões, considerando-se pedidos firmes, opções e intenções de compra para cerca de 600 aviões.

 

 

Folha de São Paulo
15/10/2010

Solução passa por conceder aeroportos à iniciativa privada

Quanto mais crédito fácil para a população, quanto mais distribuição de renda, quanto mais empregos formais, quanto mais negócios, quanto mais crescimento sustentável, mais a sociedade dependerá da aviação.

E, quanto mais ela se torna essencial para o desenvolvimento do país, mais precisamos de aeroportos melhores. Teremos dois megaeventos esportivos mundiais no país num intervalo de apenas dois anos: a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Contudo, é lastimável constatar que as autoridades têm continuamente esquecido o quão essenciais são os aeroportos para o bem-estar da sociedade, para o crescimento da economia, para o desenvolvimento do turismo e para a imagem do Brasil.
Em um evento internacional recente realizado no Rio, o representante da Infraero afirmou que os aeroportos sob o manto da empresa não eram melhores porque não se tinha liberdade para investir recursos no que há de melhor, uma vez que a empresa se encontra limitada pela Lei de Licitações, pela fiscalização do TCU etc.
Em várias ocasiões, a empresa mostrou não possuir condições de investir recursos em fluxos contínuos e em volume e velocidade muito superiores aos anunciados.
Também já demonstrou que não conta com profissionais que detenham os mais modernos conceitos, conhecimentos e experiência sobre as múltiplas formas de um aeroporto ser um efetivo multiplicador social, econômico, de negócios e cultural.
Como se não bastasse, a Infraero é praticamente monopolista no segmento em que atua. Dados de 2009 da Agência Nacional de Aviação Civil apontam que 97% de todos os passageiros que viajam por via aérea no país passam pelos 67 aeroportos controlados pela empresa. Ora, o governo e vários segmentos da sociedade reclamam que duas empresas (TAM e Gol) detêm perto de 85% do mercado doméstico.
Assim, tanto a Anac como o governo têm feito de tudo para aumentar a concorrência e "quebrar" o duopólio. Mas, e o monopólio ineficiente da administração de aeroportos, por que ninguém quer "quebrar"?
Não podemos continuar vendo os principais aeroportos de tantos países "em desenvolvimento", como China, Índia, Malásia, Tailândia, Chile, Turquia e Rússia, nos darem verdadeiras surras de planejamento, investimento, tecnologia, modernidade de conceitos e práticas gerenciais, eficiência e beleza.
A solução passa, obrigatoriamente, por conceder a administração de alguns dos principais aeroportos (não todos) à iniciativa privada, autorizar a construção/gestão/operação de novos aeroportos de médio e grande portes por conta e risco de outros entes privados, assim como reestruturar e reconceber totalmente a Infraero.
RESPICIO ANTÔNIO DO ESPIRITO SANTO JR. é professor-adjunto da Escola Politécnica da UFRJ.

 

 

Folha de São Paulo
15/10/2010

Ineficiência diminui a capacidade de aeroporto
Conexão em Guarulhos dura até o triplo do tempo de similar no exterior
MARIANA BARBOSA

Não é só falta de obras. A ineficiência na gestão da aviação civil tem contribuído para a redução da capacidade dos aeroportos e também para o aumento da duração de voos e conexões. O aeroporto de Congonhas tem um tempo mínimo de conexão de uma hora entre voos domésticos, segundo levantamento feito pela Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) a pedido da Folha. O aeroporto central de Chicago, o Midway, oferece um tempo de conexão mínimo de 25 minutos.

O tempo mínimo de conexão é um dos principais indicadores de eficiência. É um dado estabelecido pelas companhias aéreas e leva em conta o tempo de liberação de bagagens, de acesso aos terminais, filas na alfândega e na imigração, manutenção das aeronaves, entre outros.

Questionada pela reportagem, a Infraero afirmou que o tempo de conexão "depende basicamente das empresas aéreas".
Na Europa e nos EUA, onde existe competição entre aeroportos, estes costumam se "vender" com base no menor tempo de conexão.

Além das lentas conexões, Congonhas perdeu capacidade após os acidentes da Gol (2006) e da TAM (2007).
Hoje, o aeroporto opera com 38 movimentos de pouso ou decolagem por hora. No Midway, são realizados 64 movimentos/hora. A quantidade bem maior de movimentos em Chicago tem a ver com o tamanho e a quantidade de pistas (cinco).

Mas Congonhas já teve 48 movimentos por hora com duas pistas. "Foi uma redução na canetada", diz o professor de engenharia da USP Jorge Leal.

A falta de eficiência faz aumentar o tempo de voo. É comum voos da ponte aérea durarem uma hora pelo tráfego intenso, enquanto fora do pico é possível fazer o trajeto em 40 minutos.

MAPA DO PÁTIO

Os maiores problemas em Guarulhos e Congonhas, que concentram 25% do tráfego do país, estão localizados no pátio de aeronaves. Mas capacidade não depende apenas de área física.

Há dois anos, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) tentou aumentar a tarifa pelo uso do pátio de Guarulhos para forçar as estrangeiras a deixar os aviões parados no Galeão durante o dia, entre a chegada e a saída dos voos internacionais. Com isso, o pátio seria liberado para mais voos domésticos.

A pedido das estrangeiras, a Iata estudou o mapa do pátio. Redistribuiu as vagas e conseguiu fazer caber mais 12 aviões pelo menos, dependendo do porte. Hoje, o pátio comporta 78 aviões de grande e médio porte.

O aumento da fiscalização da Anac sobre as companhias no caso de atrasos, com multas maiores, também tem contribuído para aumentar a ineficiência nos pátios, afirma Elton Fernandes, professor de engenharia de produção da UFRJ. "Para evitar atrasos e não levar multa, as empresas se protegem e aumentam o tempo de solo das aeronaves."

 

 

O Estado de São Paulo
15/10/2010

Barulho pode afetar sabor de comida de avião, diz estudo
Alimentos parecem menos doces e salgados quando há som alto no ambiente; comida de avião pode ser uma das prejudicadas

Uma pesquisa conduzida por cientistas holandeses e ingleses pode dar pistas sobre os motivos que fazem com que alimentos servidos durante voos comerciais sejam considerados sem gosto. Segundo os cientistas, o barulho do ambiente pode interferir na percepção que as pessoas têm do sabor e da textura dos alimentos.

Para o estudo, publicado na revista científica "Food Quality and Preference", pessoas vendadas avaliaram os sabores doces e salgados e o aspecto crocante de pratos com e sem barulho ao fundo.

Elas também disseram o quanto gostaram ou não dos alimentos nas duas situações.

Os pesquisadores acreditam que os resultados do estudo podem ajudar a explicar o que leva a comida de avião a não ser apreciada por grande parte dos passageiros.

"Existe uma opinião geral de que comidas de avião não são 'fantásticas'", disse Andy Woods, um pesquisador dos laboratórios da Unilever e da Universidade de Manchester.

Woods afirmou que a pesquisa sobre a relação entre barulho e sabor foi a primeira no assunto e foi motivada pelo palpite sobre a comida servida nos voos.

"Tenho certeza que as companhias aéreas fazem o seu melhor - e por causa disso, começamos a nos perguntar se há outras razões pelas quais a comida não é tão boa. Uma das hipóteses foi a de que o barulho do avião tinha algum impacto", disse à BBC.

"A Nasa dá a seus astronautas alimentos com gosto muito forte, porque, por alguma razão, eles não conseguem sentir o gosto. Isso também pode ser por causa do barulho".

Mais crocante

Os 48 participantes do estudo comeram biscoitos doces e salgados enquanto escutavam barulho por fones de ouvido e em momentos silenciosos. Enquanto isso, eles marcaram a intensidade dos sabores e o gosto dos alimentos em uma escala.

O barulho usado na pesquisa foi o som branco, ruído que combina sons de todas as frequências.

Quando o barulho era alto, a intensidade dos gostos doce e salgado descritas pelos indivíduos foram menores do que na ausência de som.

No entanto, o som alto aumentou a sensação de "crocância" dos alimentos, que é transmitida por canais auditivos.

"Se o barulho de fundo é alto, nossa atenção pode se desviar da comida", explicou o pesquisador Andy Woods.

O estudo também sugere que a satisfação com a comida está relacionada com o quanto as pessoas gostam do que estão ouvindo. Os pesquisadores devem realizar novos experimentos sobre o assunto.

 

 


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