Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Sábado, 19 de Janeiro de 2019
07/08/2010

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Terra Noticias
07/08/2010

Fim da Varig fez pilotos migrarem e gerou déficit
Daniel Favero

Os recentes atrasos e cancelamentos nos voos da Gol teriam sido ocasionados por falhas no sistema de escala. De acordo com funcionários da companhia, a carga de trabalho aumentou de maneira preocupante, colocando em risco até a segurança dos voos. Para o pesquisador da área de transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ) Elton Fernandes, após o colapso da Varig, em 2007, muitos profissionais brasileiros migraram para o mercado estrangeiro, gerando um déficit no País.

Os riscos à segurança ocasionados pelo cansaço não são um problema específico do Brasil. Pilotos americanos relatam incidentes após 14 horas de voo, e tripulantes de companhias do Oriente Médio afirmam que enfrentam uma carga horária até 55 horas maior do que a estabelecida pela legislação brasileira.

A lei nº 7.183, de 1984, que regulamenta a profissão do aeronauta, estabelece que a jornada de trabalho, contada entre a hora da apresentação do tripulante e encerrada 30 minutos após a parada final dos motores, não pode exceder 11 horas diárias, 85 mensais, 230 trimestrais ou 850 anuais para tripulações simples.

De acordo com os funcionários da Gol, o sistema de escalas comprado da empresa da companhia aérea Lufthansa, implantado em julho, não estava de acordo com a legislação brasileira. Os tripulantes reclamaram de excesso de horas de voos, trocas frequentes de diárias de escalas e acúmulo de funções. Uma comissária de bordo da empresa diz que eles passaram a ser responsáveis pela limpeza das aeronaves após as viagens. Em nota divulgada na terça-feira, a Gol afirmou que o seu quadro de 5 mil tripulantes tem a carga horária de trabalho de acordo com a legislação vigente do setor.

O diretor de Segurança de Voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho, afirma que, após a adoção do novo sistema de escalas da Gol, o Crew Link, o número de denúncias contra a segurança ou contra a legislação trabalhista subiu 400%. "A média era de 85 denúncias por mês, no entanto, no mês de julho, em virtude de uma mudança nos regimes de escalas, esse número subiu para 345. Deste total, 95% eram referentes às práticas adotadas pela Gol".

A Gol alegou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que houve falha no software, no entanto, a fabricante do programa disse que obedeceu os parâmetros estabelecidos pela companhia aérea e que a Gol não relatou problemas.

Para Camacho, as excessivas horas de voo representam um risco de segurança, principalmente para aqueles que trabalham no período noturno - entre 23h e 6h. "Ao enfrentar seguidas escalas nesses horários, a segurança é colocada em risco. Os hotéis brasileiros não estão preparados para receber um trabalhador que dorme de dia. Após 18 horas sem sono, a pessoa apresenta os mesmos sintomas de alguém que ingeriu duas ou três doses de whisky", disse Camacho.

Déficit de profissionais

De acordo com o pesquisador do Coppe/UFRJ, as queixas dos tripulantes podem ser um reflexo da falta de profissionais no mercado de trabalho. "Os pilotos ou vêm da aeronáutica, ou passam por uma formação que é cara e longa. Com o colapso da Varig, muitos profissionais foram atraídos por ofertas na Ásia e no Oriente Médio. Muita gente foi embora, até mesmo, porque os brasileiros têm se adaptado muito bem ao exterior", disse.

Para ele, até então, as empresas negociavam com esses profissionais de forma muito "confortável", mas com o aumento da demanda no mercado brasileiro, e também no resto do mundo, esse quadro pode ter se revertido. "Sei que o Oriente Médio não tem tradição em formar esses profissionais", disse, afirmando que a Emirates Airlines tem cooptado profissionais no Brasil.

Carga menor que no Exterior

Apesar das reclamações dos aeronautas da Gol, o limite máximo de 85 horas de voo por mês, nos casos de aviões a jato, ainda é menor do que o enfrentado pelos colegas que atuam no exterior. Nos Emirados Árabes, por exemplo, esse teto varia entre 120 e 140 horas por mês, segundo afirma o comissário da Emirate Airlines, que vive em Dubai, Daubert Voltz.

De acordo com outra comissária de voo da empresa árabe, Henriette Rainho, no Brasil, os colegas brasileiros são pressionados pelas empresas para ultrapassar os limites que voo para evitar cancelamentos. "O mesmo acontece com manutenção da aeronave, o que acaba sendo uma falta grave. Eles fazem voos mais curtos, mas com vários pousos e decolagens por dia", disse.

De acordo com ela, o Brasil tem fama de ser mais flexível com os funcionários na troca de escalas, e as empresas são conhecidas por "atuar por baixo dos panos" no que diz respeito à legislação. "A própria empresa aciona um funcionário em dia de folga ou coloca tripulantes que deveriam estar de reserva (substitutos) em alguma tripulação pra trabalhar, debaixo dos panos", disse. No entanto, para ela, algumas dessas mudanças são em benefício da própria tripulação. "Se o último trecho de um voo é Rio - São Paulo, um tripulante carioca pode ficar no Rio e ser substituído por alguém que vai assumir, como extra, em São Paulo."

Fadiga é um problema mundial

A fadiga é um problema recorrente na aviação internacional. A Nasa, responsável nos EUA pelo espaço e aeronáutica, possui o Sistema de Relatórios de Segurança, que reúne relatos anônimos de pilotos sobre e incidentes provocados pelo cansaço após horas de voo.

De acordo com o último relatório publicado em janeiro deste ano, pilotos descrevem os efeitos do cansaço, após muitas horas de voo e frequentes mudanças de turnos. São incidentes de erro na determinação de rota, e outros procedimentos, além de vários outros relatos de excessivas horas de voo, descanso precário, e mudanças em escalas.

De acordo com o relato de um dos pilotos, após quase 20 horas acordado, e trabalhando por 14 horas, ele notou os efeitos do cansaço ao protagonizar pequenos erros, na hora do pouso, que culminaram com a aeronave saindo da pista.

"A empresa continua a operar com o mínimo de funcionários, em turnos alternados para cobrir múltiplos turnos. Muitos pilotos reclamam que a fadiga compromete a segurança, mas a companhia segue ignorando, e alega que os pilotos estão apenas cansados", disse.

 

 

Terra Noticias
07/08/2010

Colapso da Varig foi mais fácil que estresse na Gol
Daniel Favero

Um problema no sistema de gerenciamento de escala da Gol fez o Brasil relembrar, entre segunda e terça-feira, o caos aéreo instalado nos aeroportos em meados de 2006. A falha impediu que tripulações que haviam atingido o limite de trabalho seguissem viagem, afetando os voos programados. Mas as reclamações não se limitam apenas aos passageiros nas salas de embarque. Uma comissária que atua na Gol desde 2007 disse ao Terra que o volume de trabalho se tornou insustentável após o problema, sofrendo mais estresse que durante o colapso da Varig, sua antiga companhia.

"Era mais fácil trabalhar sem receber salário do que receber direitinho e trabalhar dessa forma", disse a comissária, que não quis se identificar. Ela afirma que os colegas estão sobrecarregados com o número de horas de voo e que muitos pediram demissão, ou licença médica, piorando a situação.

"Após a implantação do sistema, as escalas começaram a ficar confusas e as horas de trabalho aumentaram. As pessoas começaram a ficar sobrecarregadas, nervosas, e muita gente começou a se afastar (...). A nova escala não respeita as folgas, nem o descanso, a gente sai de casa e não sabe onde vai dormir, nem quando vai voltar. Em um dia, minha escala chegou a mudar três vezes."

Em reunião com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Gol admitiu a falha no software NetLine/Crew como a causa dos problemas. A fabricante do sistema, a companhia alemã Lufthansa, disse, no entanto, que a aérea brasileira não comunicou problemas e que o programa foi elaborado com base na legislação trabalhista brasileira.

A lei nº 7.183, de 1984, que regulamenta a profissão do aeronauta, estabelece que a jornada de trabalho, contada entre a hora da apresentação do tripulante e encerrada 30 minutos após a parada final dos motores, não pode exceder 11 horas diárias, 85 mensais, 230 trimestrais ou 850 anuais para tripulações simples.

Os atrasos começaram a ser registrados no fim de semana, em pleno fim das férias escolares. Só na segunda-feira, dos 818 voos domésticos programados, 430 tiveram atrasos superiores a 30 minutos, além de 102 cancelamentos.

Gol diz que trabalha dentro da lei
Em nota divulgada na terça-feira, a Gol afirmou que o seu quadro de 5 mil tripulantes tem a carga horária de trabalho de acordo com a legislação vigente do setor. A companhia estabeleceu um plano de ação para evitar os atrasos e cancelamentos, deslocando cinco aeronaves Boeing 767, utilizados em fretamentos, para aumentar a capacidade de acomodação de passageiros.

 

 

O Estado de Sâo Paulo
07/08/2010

Pane da Gol poupou voos fretados
Em quatro dias, empresa cancelou 10% dos 6.630 voos regulares; no mesmo período, deixou de realizar 4,1% dos 288 fretamentos
Bruno Tavares - O Estado de S.Paulo

Dados do tráfego aéreo nacional revelam que a Gol priorizou o cancelamento de voos regulares, em vez dos fretados, na tentativa de contornar a crise de falta de tripulação desta semana. A escolha favorecia a empresa e uma parcela de passageiros. Mas, para especialistas do setor, isso colaborou para os transtornos registrados nos aeroportos entre 31 de julho e o último dia 3.

A onda de atrasos e cancelamentos de voos da Gol foi iniciada no sábado e só começou a ser revertida na terça-feira. Nesses quatro dias, conforme números obtidos pelo Estado, a companhia tinha programado 6.630 movimentos (pousos ou decolagens) de voos regulares, dos quais 640 (10%) tiveram de ser cancelados. No mesmo período, a Gol previa realizar 288 movimentos de fretados. Deixou de realizar 12, ou seja, 4,1%.

O exemplo mais nítido dessa opção da empresa ocorreu na segunda-feira, no auge da crise. Naquele dia, a previsão era de que os aviões da Gol efetuassem 1.589 movimentos no País. Desses, 155 deixam de ocorrer. A programação de fretados também era elevada: 77 chegadas e 65 partidas, 142 movimentos no total. Registros oficiais mostram que, nessa data, um movimento de fretado da Gol foi cancelado.

Férias. Os voos fretados são frequentes nas férias. Como são "fechados" com antecedência, costumam transportar mais passageiros do que um voo regular e ter elevada taxa de ocupação. Enquanto a lotação de um voo regular no País hoje gira em torno de 65%, entre as grandes companhias, a taxa de ocupação de um voo charter chega a 90%. As configurações dos aviões também são distintas. Os voos regulares da Gol são realizados em jatos com capacidade para até 178 passageiros. Os fretados da empresa transportam 230 pessoas.

"Esses cancelamentos deveriam obedecer limites, que a própria empresa deveria estipular para evitar se queimar no mercado e desagradar seus clientes", avalia Respício do Espírito Santo Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo. Segundo ele, a escolha da empresa está ligada aos contratos já firmados com agências de viagens. "Os voos fretados já estão pagos, enquanto nos regulares a empresa vai captando clientes aos poucos."

O especialista reconhece que, até certo ponto, é mais fácil para a companhia realocar passageiros de voos regulares do que fretados. "Mas isso tem de ser muito bem orquestrado, para que uma parcela dos passageiros não seja prejudicada e para que não acarrete multa", assinala.

Na quarta-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que a Gol deve ser multada em cerca de R$ 2 milhões pelos cancelamentos de voos. A empresa foi ainda impedida de realizar fretamentos por tempo indeterminado.

"Está claro que houve uma proteção a um grupo de passageiros", diz o engenheiro aeronáutico Jorge Leal Medeiros, professor da Escola Politécnica da USP. "Os contratos de voos fretados costumam prever multas muito maiores em caso de cancelamento do que para um passageiro comum", avalia.

A Gol diz que, por não serem regulares e estarem em minoria na malha, o cancelamento de fretados causa mais transtorno aos passageiros, uma vez que eles não podem ser acomodados em outros voos. Além disso, argumenta, os fretados costumam ter como destino locais que não têm operações regulares, como Bariloche, na Argentina.
 

 

 

Folha de São Paulo
07/08/2010

Empresa alemã nega culpa no caos da Gol
Lufhtansa diz que software vendido para empresa brasileira não causou sobrecarga
MARIANA BARBOSA

Empresa responsável pelo programa que gera a escala de pilotos da Gol, a Lufthansa Systems divulgou uma nota ontem dizendo não ter encontrado "nenhum sinal de problemas técnicos ou funcionais na solução de gestão de tripulações" da empresa.
Problemas no software NetLine/Crew foram apontados pela Gol como causa da sobrecarga da tripulação, que a levou a cancelar centenas de voos desde o último fim de semana. A situação, diz a empresa, já está normalizada.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirma que aceitou a explicação da Gol e que não encontrou nenhum problema relativo à jornada e às condições de trabalho dos tripulantes da empresa.
Comandantes e pilotos podem trabalhar no máximo 85 horas a bordo por mês.
Para evitar que o problema se repita, a Anac proibiu temporariamente a Gol de vender voos fretados.

AVALIAÇÃO
A Lufthansa Systems diz que tem feito avaliações regulares no programa vendido para a Gol. A empresa afirma que "não encontrou nenhum sinal de mau funcionamento técnico ou funcional nos últimos dias ou semanas que possa ter levado a transtornos operacionais".
Tampouco a Gol reportou, "por meio dos canais de serviços de gestão e atendimento ao cliente", qualquer problema, diz a empresa.
Segundo a Lufthansa Systems, o sistema começou a ser utilizado pela Gol em junho e foi configurado "de acordo com as regras e exigências recebidas" da empresa brasileira.
Ontem, a Gol afirmou que os problemas dos últimos dias não dizem respeito a imperfeições no software da Lufthansa Systems, mas "à adaptação de novas funcionalidades da ferramenta à realidade da companhia".
A empresa diz ainda que o software foi adquirido para "otimizar os horários e tornar a escala mais adequada aos tripulantes". E que sua equipe já está fazendo as "correções necessárias na configuração do software".

ERRO
Em relatório à imprensa sobre a normalização da situação da Gol, a Anac divulgou números errados sobre o crescimento da tripulação da empresa.
Foram 70 pilotos, e não 170, contratados no mês de julho. Alertada pela Folha sobre o erro, a agência disse que havia obtido os números com a Gol por telefone.

 

 

Folha de São Paulo
07/08/2010

Justiça manda cobrar multa por atraso em voo
FERNANDA BASSETTE

Após os atrasos e cancelamentos de voos da Gol, a Justiça Federal de SP reiterou que as empresas aéreas cumpram decisão de 2008 que determina multa diária de R$ 50 mil caso a companhia atrase ou cancele voos sem avisar com antecedência. Ainda cabe recurso.
A decisão de 2008 é resultado de uma ação civil pública movida em razão do caos aéreo de 2006.
A resolução mais recente da Anac, em vigor desde junho, é mais branda. Determina que a empresa pague alimentação ao passageiro, em caso de atrasos superiores a duas horas, e hotel, em caso de atrasos de mais de quatro horas.
Por causa dos problemas ocorridos na última semana, a Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP entrou com uma requisição pedindo ao juiz para fazer valer a decisão.
"Houve um claro descumprimento de ordem judicial. Com essa decisão em vigor, nenhum passageiro poderia passar por esses problemas. Se o voo atrasou, a empresa tem que prestar auxílio na hora", diz José Eduardo Tavolieri de Oliveira, presidente da comissão da OAB-SP.
A Gol foi procurada pela Folha, mas não respondeu.

 

 

Folha de São Paulo
07/08/2010

ANAC DIVULGOU Nº ERRADO DE CONTRATAÇÕES

Em relatório à imprensa em sobre a normalização da situação da Gol, a Anac divulgou números errados sobre o crescimento da tripulação da empresa. Foram 70 pilotos, e não 170, contratados no mês de julho. Alertada pela Folha sobre o erro, a agência disse que havia obtido os números com a Gol por telefone.
 

 

 

 

Folha de São Paulo
07/08/2010

Movimento nos aeroportos cresce 22,5%
Comparação é entre os primeiros semestres de 2009 e 2010; Cumbica teve 2,5 milhões de passageiros a mais
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO

Ainda à espera das obras de expansão para atender o fluxo esperado durante a Copa do Mundo de 2014, os aeroportos brasileiros voltaram a registrar recordes de movimentação de passageiros.
Ontem, após quase quatro meses sem divulgar dados, a Infraero publicou que passaram por seus aeroportos 71,4 milhões de pessoas até junho, alta de 22,5% sobre o primeiro semestre de 2009.
O número é igual a todo o movimento de 2003, embora a estrutura aeroportuária seja praticamente a mesma. Nesse ritmo, será o dobro de passageiros em sete anos.
Em um ano, o número de pessoas a mais nos aeroportos equivale a todo o tráfego acumulado em 2010 no aeroporto de Cumbica (Guarulhos, na Grande SP).
Os novos dados mostram que pouco adiantaram as medidas implantadas no segundo semestre do ano passado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para tentar evitar uma explosão no movimento em Cumbica.
Em seis meses, o principal aeroporto do país recebeu 12,48 milhões de passageiros -2,5 milhões mais do que de a janeiro a junho de 2009.
Como os horários de pico, especialmente em viagens internacionais, estão comprometidos, a Anac só autorizou novos voos em períodos de baixa procura, durante a madrugada.
Mesmo em Congonhas, que também sofre restrições para voos desde 2007, houve alta de 1 milhão de passageiros no período.
Em Viracopos (Campinas), usado como alternativa para desafogar Cumbica e Congonhas, o fluxo dobrou e chegou a 2,5 milhões de pessoas no primeiro semestre.

NOVAS MEDIDAS
As estatísticas da Infraero superam a previsão de acréscimo de 17% no movimento aeroportuário neste ano, feita pela Anac. A agência diz que continua a monitorar o tráfego para implantar restrições contra o aumento de voos em outros aeroportos.

 

 


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