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Sábado, 19 de Janeiro de 2019
19/07/2010

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Folha de São Paulo
19/07/2010

Air France registra o 4º problema em oito dias
Empresa não explica falha em avião que afetou 170 passageiros no Rio

Um voo da Air France previsto para sair do Rio às 19h05 de sábado foi cancelado, segundo a empresa, devido a problemas eletrônicos constatados na inspeção técnica da aeronave, um Airbus A330-200. Foi o quarto incidente envolvendo a companhia no país em oito dias.
O cancelamento afetou 170 passageiros, que tiveram de esperar cerca de 28 horas até serem embarcados ontem no final da noite, perto das 23h30, num novo voo. A chegada a Paris estava prevista para as 15h10 de hoje.
"Os passageiros foram informados sobre a reprogramação do voo antes do embarque e receberam da Air France toda a assistência, como hospedagem, traslados, refeições e ligações telefônicas", informou a companhia aérea por meio de uma nota.
Mas ontem à noite, durante o novo check-in, os relatos dos passageiros destoavam da versão da empresa.
A analista de sistemas Olga Costa, 48, disse que só soube do cancelamento do voo por volta das 21h. Tentou um endosso no bilhete para poder viajar por outra companhia, mas uma funcionária da Air France "sumiu com o papel", segundo ela.
"Cancelar por problemas técnicos é um bom sinal. Não pode é tratar as pessoas desse jeito. Foi péssimo", disse.
Wesley Guedes, 30, imediato da Marinha, afirmou que não havia ninguém da companhia dando informações na sala de embarque. "Não fomos tratados com nenhuma dignidade. Parecíamos um bando de bichos."

OUTROS PROBLEMAS
Na quinta-feira, outro voo da companhia, que sairia às 16h15 do aeroporto de Guarulhos com destino a Paris, já tinha sido cancelado. O motivo foi uma avaria na fuselagem do Boeing 777-200.
Dois dias antes, um problema no sistema de abastecimento de água dos banheiros da aeronave fez o voo AF 443 (Rio-Paris) retornar ao aeroporto do Galeão cerca de cinco horas após a partida.
No dia 10, um outro voo Rio-Paris precisou fazer um pouso não programado no aeroporto dos Guararapes, em Recife, por causa de uma falsa ameaça de bomba.

ACIDENTE
O acidente com o voo AF 447 da Air France que partiu do Rio com destino a Paris em 31 de maio de 2009 permanece sem explicação mais de um ano após a tragédia, que matou 228 pessoas.
Após o acidente, foram feitas diversas operações de busca em alto-mar, que resultaram na retirada de escombros da aeronave e de restos de corpos de algumas vítimas. A caixa-preta do avião, porém, considerada peça fundamental para esclarecer o caso, nunca foi encontrada pelas equipes.

 

 

O Estado de São Paulo
19/07/2010

TAM fecha acordo de US$ 100 milhões com a Pratt & Whitney
Companhia norte-americana fornecerá motores para dois novos Airbus A330
Clarissa Mangueira, da Agência Estado

FARNBOROUGH - A TAM fechou um acordo com a empresa norte-americana Pratt & Whitney para o fornecimento de motores PW4000-100 para dois novos Airbus A330 da companhia, em um negócio avaliado em mais de US$ 100 milhões. O contrato inclui também a instalação e motores de reserva para duas aeronaves A330-200 e um acordo de prestação de serviços pela Pratt & Whitney Global Service Partners de 12 anos. A Pratt & Whitney é uma divisão da United Technologies Corp.

"A experiência com a nossa frota de motores Pratt & Whitney já existente tornou a escolha simples", disse o presidente da TAM, Líbano Barroso, que participa da feira de Farnborough, uma das maiores do mundo, nos arredores de Londres. "Nós somos um cliente de longa data da Pratt & Whitney e temos muito prazer de continuar essa forte relação com essa nova encomenda."

A nova ordem de motores PW4000 se soma à compra de motores para oito novas aeronaves A330 anunciada anteriormente. A TAM opera atualmente onze aviões A330 com motores Pratt & Whitney modelo PW4168A e dois A330 com motores PW4170.

"Nós estamos muito satisfeitos que a TAM, líder de mercado na América do Sul, tenha selecionado novamente a Pratt & Whitney para motorizar suas novas aeronaves Airbus A330", ressaltou o presidente da Pratt & Whitney Commercial Engines & Global Services, Todd Kallman. "O motor PW4000-100 continua a ter um bom desempenho e a fornecer benefícios melhores do que esperado para companhias como a TAM", acrescentou o executivo. As informações são da Dow Jones.

 

 

Valor Econômico
19/07/2010

Demanda cresce e dá impulso aos fabricantes de aviões
Daniel Michaels

A indústria aeropacial mundial se reúne hoje na maior feira anual do setor num momento em que os fabricantes de aviões estão supreendemente otimistas, apesar das incertezas econômicas.

Um grande motivo é que as empresas que arrendam aviões para terceiros voltaram a comprar e várias grandes encomendas de leasing são esperadas no Salão Aerospacial Internacional de Farnborough, realizado nos arredores de Londres.

No mundo todo, as companhias aéreas estão saindo da pior crise em décadas, elevando a demanda por aviões. Investidores e instituições financeiras começaram a despejar bilhões de dólares em novos arrendadores, enquanto bancos e gestores de recursos estão voltando a financiar compras de aviões.

Uma das maiores novas empresas - a Air Lease Corp., recentemente criada pelo pioneiro do leasing de aviões Steven Udvar-Hazy com US$ 3,3 bilhões em capital novo - vai anunciar na feira encomendas com a Airbus e a Boeing Co. de mais de cem jatos, com valor de catálogo de cerca de US$ 7,5 bilhões, de acordo com pessoas a par do assunto.

A Air Lease já fechou acordo para comprar 60 jatos comerciais de outras empresas de leasing e companhias aéreas, disse Hazy, que se recusou a comentar os novos pedidos.

A maior empresa de leasing de aviões do mundo, a GE Capital Aviation Services, da General Electric Co., também deve fazer uma grande encomenda à Boeing e à Airbus, disseram pessoas familiarizadas com os negócios. Um porta-voz da GE não comentou.

"Acho que você vai ver muitas encomendas de leasing neste salão aeroespacial", disse o diretor operacional para clientes da Airbus, John Leahy.

A Emirates Airline, de Dubai, uma aérea relativamente forte, vai encomendar mais de 30 jatos 777 da Boeing, com valor de catálago de mais de US$ 7 bilhões, segundo pessoas a par do negócio. Um representante da Emirates se recusou a comentar.

Mas para companhias aéreas com crédito mais limitado a volta da liquidez é crucial para a compra de novos aviões. Entre os que estão ganhando com a retomada estão os passageiros, que passam a voar em aviões novos e mais seguros, e as companhias aéreas, que reduzem os gastos com combustíveis graças a equipamentos mais modernos. Entre os perdedores estão os donos de aviões mais antigos, cujos valores estão caindo mais rápido que o normal por causa da chegada de novos modelos.

Por trás da virada está uma lição da recessão: jatos comerciais podem ser investimentos relativamente seguros - mesmo quando as companhias que os utilizam estão com dificuldades. Isso porque a maioria dos novos aviões pode ser trocada de mãos rapidamente entre os clientes, caso um não pague as contas.

"Você consegue financiamento para aviões porque eles produzem bom fluxo de caixa", disse Robert Martin, presidente da BOC Aviation, uma unidade do Banco da China e um dos maiores arrendadores de aviões do mundo. "E diferentemente de outros investimentos - como prédios - você pode mover um avião."

As empresas de leasing são donas de cerca de um terço de toda a frota de aviões comerciais, ante 23% em 1990, de acordo com a Ascend Ltd., um firma de consultoria de aviação de Londres. Executivos do setor esperam que essa participação chegue a 40% em poucos anos. A mudança ajudou a Boeing e a European Aeronautic Defense and Space Co., controladora da Airbus, a passar pela recente recessão sem cortar a produção. A estabilidade também protegeu milhares de empregos bem pagos na Europa e nos Estados Unidos.

O otimismo na Airbus, Boeing e seus fornecedores é particularmente notável porque várias áreas da indústria aeroespacial se deparam com perspectivas mais sombrias. Empresas contratadas pelo setor de defesa esperam cortes dolorosos, uma vez que os governos estão encolhendo os orçamentos militares para reduzir os déficits. Fabricantes de jatos executivos e helicópteros ainda estão sentindo os efeitos negativos da crise financeira.

A demanda por aviões comerciais vem de diversos fatores, entre eles a expansão mundial das empresas aéreas que vendem passagens mais baratas e o crescimento do tráfego aéreo em mercados efervecentes como Brasil, China, Índia e o Oriente Médio.

Representantes do setor admitem que as perpectivas para o negócio aéreo podem ser golpeadas por um novo choque global. Mas depois de enfrentar dois anos de alta dos preços dos combustíveis, reviravolta financeira, terrorismo e uma enorme erupção vulcânica, os representantes do setor dizem que estão melhor preparados que antes para lidar com turbulências.

 

 

 


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