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Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019
19/10/2010

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Valor Econômico
19/10/2010

American sai do vermelho e não descarta uma fusão
Mike Esterl

A controladora da American Airlines, a AMR Corp., deve divulgar amanhã o primeiro lucro trimestral em dois anos, um sinal de que a maré está virando para uma das empresas que ficaram para trás nesse setor surrado.

A aérea, que tem sede nesta cidade do Texas, tira proveito de uma retomada ampla do setor, que já tirou outras empresas americanas mais eficientes do varmelho no começo deste ano, quando a recessão do país perdeu fôlego. Com perspectivas melhores, a American deve colher uma receita maior nas lucrativas rotas internacionais no próximo ano.

Depois de cair da primeira para a terceira posição no ranking das empresas aéreas americanas pelo critério de tráfego, nos últimos dois anos, que foram marcados por fusões de rivais, a American afirma que não descarta a possibilidade de um negócio próprio. Analistas do setor listam a US Airways Group Inc., a Alaska Air Group Inc. e a JetBlue Airways Corp. entre os principais alvos.

"Nós não descartamos nada. Todas as opções estão na mesa", disse o presidente da American, Thomas Horton, ao Wall Street Journal. Ele não quis falar sobre candidados específicos para uma compra ou fusão.

Mas os executivos da American também insistem que novas alianças internacionais e o fortalecimento dos centros de conexão da empresa nas maiores cidades americanas vão permitir que ela prospere por si própria, e eles não se sentem sob pressão para fazer uma aquisição explosiva.

Este mês, depois de mais de uma década de tentativas malsucedidas, a American lançou uma joint venture com a British Airways PLC para aumentar a receita nos voos transatlânticos. As autoridades reguladoras americanas também deram um sinal verde preliminar, em outubro, para que a American fortaleça sua aliança com a Japan Airlines Corp., o que deve dar a ela maior presença na Ásia.

A American calcula que vai gerar pelo menos US$ 500 milhões em receita anual nova com as joint ventures com a British Airways e a Japan Airlines, assim como com um pacto de cooperação mais modesto assinado recentemente com a JetBlue no mercado americano. A empresa informou este mês que está chamando de volta 800 funcionários que haviam sido licenciados.

Nos EUA, a empresa está cada vez mais se focando nos seus centros de conexão nas áreas metropolitanas mais populosas: Nova York, Los Angeles, Chicago e Dallas-Fort Worth. Ela tem uma posição de liderança em Miami, seu trampolim para a América Latina, onde a American é a maior empresa aérea americana.

"Você quer ser grande onde importa", disse Beverly Goulet, vice-presidente de desenvolvimento corporativo da American.

A American está hoje atrás da United Continental Holdings Inc., que se tornou a primeira companhia americana por tráfego aéreo, depois da conclusão da fusão da United Airlines, da UAL Corp., com a Continental Airlines Inc. este mês. A Delta Air Lines Inc. é a número 2, tendo superado a American com a compra da Northwest Airlines, em 2008.

A American tem muito chão a percorrer para recuperar a diferença. Ela tem custos trabalhistas altos e aviões antigos e menos eficientes no consumo de combustível que seus rivais. A empresa deve ter prejuízo para o ano completo de 2010, no que estará sozinha entre as grandes companhias aéreas americanas. A última vez que a AMR apresentou lucro em um ano inteiro foi 2007. A ação da empresa despencou 20% este ano, embora as ações das concorrentes tenham se valorizado.

Muitos analistas esperam que a empresa apresente lucro anual em 2011, embora sua margem operacional deva ficar atrás da dos concorrentes por pelo menos mais um ano.

Os custos trabalhistas continuam sendo uma grande barreira para a American. Os custos trabalhistas estavam em US$ 0,043 por assento disponível por milha no primeiro semestre de 2010, os mais altos entre as dez maiores empresas aéreas americanas. Já os custos trabalhistas da United e da Delta estavam em US$ 0,036 e US$ 0,0351, respectivamente, de acordo com o Departamento de Estatísticas de Transportes dos EUA.

A diferença é em parte explicada pelo fato de que a American não recorreu à recuperação judicial na última década, diferentemente de várias companhias, que reduziram salários e benefícios mais agressivamente. A American estima que as companhias aéreas rivais tenham uma vantagem competitiva, no que se refere a custos trabalhistas, de US$ 600 milhões de dólares anuais.

Segundo Jonathan Root, analista de crédito do setor aéreo da Moody's Investors Service, a empresa conseguiu comprar tempo por causa de sua "boa liquidez", depois de captar US$ 6 bilhões com financiamentos no ano passado, quando o mercado de capitais estava descongelando. A American, que tem cerca de US$ 2,5 bilhões em dívida vencendo no ano que vem, encerrou o mês de setembro com estimados US$ 4,8 bilhões em caixa e investimentos de curto prazo.

Existem também sinais de uma melhora potencial das relações entre a American e os sindicatos.

 

 

Valor Econômico
19/10/2010

Avianca prepara plano de expansão na América Latina para próximo ano

A companhia aérea colombiana Avianca quer ser uma das maiores empresas de aviação comercial da América Latina, segundo o presidente da Avianca Brasil, José Efromovich, que é também membro do conselho de administração da companhia.

"Não vou esperar até 2011 se uma boa oportunidade [de negócio] aparecer antes. Em seis ou oito anos, só restarão cinco ou seis grandes empresas aéreas na América Latina. E vamos ser uma delas", afirma Efromovich. O executivo nega que haja atualmente conversações em fase adiantada com empresas como a brasileira Gol e a Aerolíneas Argentinas, conforme fontes do setor.

"Não existe disponibilidade no curto prazo", diz. Um possível negócio entre a Avianca e a Gol ou até mesmo com a Aerolíneas Argentinas seria uma forma de reação à união do grupo chileno LAN com a brasileira TAM (Latam Airlines), firmada em agosto.

De acordo com o executivo, a Avianca quer alcançar no ano que vem um índice de pelo menos 80% de integração com a Taca, de El Salvador, antes de negociar outra fusão com alguma empresa latino-americana. A união com a Taca foi anunciada em outubro de 2009 e formalizada em meados de fevereiro.

O processo de consolidação protagonizado pela Avianca teve outro lance em meados de março. Foi quando a companhia comprou 100% das ações da Aerogal, do Equador. Cerca de 80% de participação foi comprada pela Avianca e os 20% restantes pelo controlador da Taca, a Kingsland Holding Limited.

A fusão entre a Avianca, controlada pelo grupo brasileiro Synergy, e a Taca criou uma empresa com faturamento anual de US$ 3 bilhões. A Avianca ficou com 67% da nova empresa e a Taca com os 37% restantes. No Brasil, a empresa passou a adotar a bandeira Avianca após um acordo de uso da marca, pois no papel ela permanece como Oceanair Linhas Aéreas.

A Avianca Brasil anunciou ontem seu primeiro voo diário internacional com a nova marca, ligando São Paulo a Bogotá, a partir de 16 de novembro. No ano que vem, a empresa vai operar mais duas frequências para o exterior, mas as cidades ainda não foram definidas. Segundo Efromovich, estão sendo analisadas quatro possibilidades, nas Américas do Sul e e América do Norte. Mas somente duas novas rotas serão anunciadas no ano que vem.

Para 2011, a Avianca vai inaugurar voos para três cidades brasileiras que ainda não são atendidas por ela. A empresa também programou a chegada de seis aeronaves da Airbus, modelo A319. Sua frota atual conta com três aviões desse modelo e 14 Fokker 100, rebatizados de MK28.

 

 

Folha de São Paulo
19/10/2010

Avianca Brasil passará a operar um voo diário São Paulo-Bogotá

 Avianca Brasil (ex-OceanAir) vai estrear no mercado internacional com um voo diário de São Paulo (aeroporto de Guarulhos) para Bogotá, a partir de novembro. O voo se soma à frequência diária que a Avianca da Colômbia já faz para o Brasil. Para a nova rota, a empresa vai usar um dos três Airbus A319 atualmente em uso na ponte aérea. As passagens custarão a partir de US$ 665,50, mais taxas.

Segundo o presidente da companhia, José Efromovich, o grupo Synergy, controlador das duas empresas, deve formalizar em novembro a decisão de aumentar a frota da Avianca Brasil com mais seis Airbus ao longo de 2011.

As aeronaves fazem parte do pedido de 70 jatos feito à fabricante.

 

 

O Estado de São Paulo
19/10/2010

Embraer fecha venda de até 125 jatos para empresa de Buffett

A Embraer anunciou ontem a assinatura de um acordo para venda de até 125 jatos executivos Phenom 300 para a NetJets, empresa que pertence à Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett. A preços de tabela, o valor do negócio pode superar US$ 1 bilhão. A empresa informou que esse é possivelmente o maior contrato já assinado pela companhia no segmento de aviação executiva.

Segundo a Embraer, o contrato inclui 50 pedidos firmes e outras 75 opções de compra. O Phenom 300 transporta até 11 ocupantes. O avião atinge velocidade de 839 km/h e tem alcance de 3.650 quilômetros.

A NetJets opera no negócio de propriedade compartilhada de aeronaves, permitindo que pessoas e empresas comprem uma parcela de um jato por uma fração do custo do avião.

 

 

O Estado de São Paulo
19/10/2010

Estado desiste de fazer Expresso Aeroporto
Governador diz que não houve interesse na linha capital-Cumbica porque governo federal não definiu a construção do 3º terminal
Renato Machado

O governo do Estado de São Paulo decidiu abandonar, pelo menos por enquanto, o projeto de uma ligação sobre trilhos entre o centro da capital e o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos - o Expresso Aeroporto. O governador Alberto Goldman (PSDB) reconheceu ontem que não foi aberta licitação para a obra porque o projeto não atraiu o interesse do setor privado.

O Expresso Aeroporto inicialmente operaria no modelo de parceria público-privada (PPP). O edital para a licitação chegou a ser lançado no segundo semestre do ano passado, mas foi interrompido por uma decisão judicial. A Secretaria do Transportes Metropolitanos obteve uma liminar para retomar o processo, mas informou que antes realizaria modificações no edital.

O governo agora reconhece que segurou a licitação por não haver interesse do mercado e culpou o clima de incerteza a respeito do futuro de Cumbica. Goldman afirmou que não há uma definição clara do governo federal sobre a construção do terceiro terminal de passageiros e por isso os empresários questionam se haverá demanda suficiente para operar o serviço de trens.

"Não tem empresa interessada na concessão. Por quê? Porque as empresas não sabem qual vai ser a demanda do Aeroporto de Guarulhos. E a razão inicial é que estava previsto o terminal 3 e o terminal não saiu", disse.

O governador disse que o terceiro terminal aumentaria de 18 milhões para pouco mais de 30 milhões a quantidade de passageiros por ano no aeroporto. Essa quantia seria suficiente para viabilizar a PPP. "Com 18 milhões não viabiliza economicamente. Mas não sai o terminal 3 e não se sabe quantas pessoas virão. Nenhuma empresa se dispõe a fazer um investimento."

O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) do governo federal também foi apontado como entrave ao Expresso Aeroporto. "Implica também no problema da demanda, já que você vai ter um trem que para aqui. Quantas paradas ele vai ter? Quantas vezes por dia ele vai parar?"

O projeto do Expresso Aeroporto previa que o trajeto entre um terminal próprio no centro e Cumbica duraria 20 minutos. O preço não havia sido definido, mas o teto estipulado seria de R$ 35. A previsão é de que começasse a operar no fim de 2012. Com a interrupção do projeto, também fica ameaçada a Linha 13-Ônix da CPTM, o Trem de Guarulhos. Isso porque a estrutura ferroviária usada seria a mesma.

Infraero. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) questionou todas as declarações do governador Alberto Goldman, principalmente as relacionadas com a suposta indefinição sobre o terceiro terminal de Cumbica. "A execução do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos Governador André Franco Montoro é um fato e está em andamento", informou.

A Infraero afirma que a primeira fase das obras vai começar em janeiro. Também informou que tem observado na execução de seu projeto a "existência do Expresso Aeroporto reservando área destinada ao empreendimento, tanto no Terminal 3 quanto nos Terminais 1 e 2 existentes". A empresa diz que mantém interlocução com o Estado.

 

 

O Estado de São Paulo
19/10/2010

Companhias aéreas não preveem alterações nos voos

Até ontem, as companhias aéreas que fazem o trecho Brasil-França não haviam remanejado voos por causa do problema com o abastecimento das aeronaves em Paris. Segundo a Air France, que hoje tem dois voos saindo de São Paulo e um do Rio para a capital francesa, não houve cancelamento das viagens.

A TAM, que tem 40 voos semanais, entre idas e voltas, também informou que não prevê alterações por causa do problema. Os voos saem de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

 

 


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