Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019
12/08/2010

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Agencia Senado - 18:25h
12/08/2010

Queda de avião no mar reacende dúvidas quanto à segurança do Aeroporto Santos Dumont

A queda, na Baía de Guanabara, do jatinho da Ocean Air prefixo PT-LXO, nesta quinta-feira (12), reacendeu os questionamentos sobre a segurança para pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O assunto vem sendo abordado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) desde junho do ano passado.

Na ocasião, o senador protocolou em cartório uma notificação contra a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Nela, Francisco Dornelles pede que as autoridades adotem, "com a máxima urgência", as medidas de segurança necessárias ao uso operacional do aeroporto.

Na notificação, datada de 4 de junho de 2009, o senador cita reportagem veiculada pelo jornal O Globo em 28 de maio daquele ano, sob o título "Santos Dumont no limite?", que traz denúncia do Sindicato Nacional dos Aeronautas. De acordo com essa denúncia, a camada porosa da única pista em uso do aeroporto Santos Dumont se encontrava vencida desde dezembro de 2007, o que aumentaria o risco de acidentes.

A notificação diz ainda que, de acordo com a publicação, "a ampliação do aeroporto esqueceu a parte operacional, deixando obras inconclusas que estão gerando dificuldades para a operação das aeronaves" desde que foi autorizado o aumento do número de voos operados pelo aeroporto, em março de 2009.

Em resposta ao senador, quatro dias após ser notificada, a Anac divulgou nota na qual afirma que o Santos Dumont possui todas as condições operacionais e de segurança. No texto, a agência ressalta que "a superfície de um sistema de pista tem a sua vida útil definida pelo número de movimentos operacionais no aeroporto, e não por tempo determinado". De acordo com a Anac, o movimento no Aeroporto Santos Dumont foi reduzido, a partir de 2006, com a transferência de voos para o Aeroporto do Galeão.

Ainda de acordo com a nota divulgada pela Anac na ocasião, a medição do coeficiente de atrito realizada pela Infraero em abril de 2009 na pista principal do Aeroporto Santos Dumont foi de 0,87. De acordo com a Anac, esse coeficiente é "bem mais seguro que os níveis considerados aceitáveis na Resolução nº 88 da Anac".

O texto acrescenta que a medição do coeficiente de atrito é atribuição da Infraero, conforme norma editada pela própria Anac, e deve ser feita a cada três meses, no caso do Aeroporto Santos Dumont. Mas, por aperfeiçoamento da segurança operacional, essas medições são realizadas a cada 15 dias.

A nota ainda ressalta que, nos primeiros cinco meses de 2009, foram efetuados mais de 24 mil pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont, sem qualquer ocorrência.

 

 

Revista Veja - 18:17h
12/08/2010

Avião que caiu na Baía de Guan. sofreu pane elétrica
Jatinho da Ocean Air teve que retornar ao Santos Dumont e piloto perdeu controle ao pousar

O Learjet que caiu nesta quinta-feira de manhã na Baía de Guanabara sofreu pane eletrônica cinco minutos depois de decolar do Aeroporto Santos Dumont. A informação é do diretor operacional da Ocean Air Táxi Aéreo, empresa à qual pertence o avião. Santos confirmou que o comandante Arantes, piloto de 62 anos de idade e 40 de brevê, estava indo para o Aeroporto Internacional Tom Jobim. O avião voava ainda em baixa altitude, a menos de cinco mil pés, quando todos instrumentos de navegação e comunicação se apagaram. Ele acionou o transponder, equipamento que avisa a radares em terra sobre a ocorrência de problemas. Voltou, conseguiu pousar, mas perdeu o controle da velocidade do avião, e tentou impedir a queda na água fazendo um “cavalo de pau”, ou seja, virando o avião bruscamente. O diretor da Ocean Air disse que o Learjet foi fabricado em 1986, e passou pela última vistoria anual há três meses.

O piloto, o co-piloto e um terceiro funcionário da empresa aérea ficarão de licença por pelo menos três dias,e passarão por exames médicos e psicotécnicos que determinarão quando e se voltarão a voar. O primeiro laudo sairá em cinco dias. A operação de resgate da aeronave durou o dia inteiro. Só Às 17h30 a aeronave foi rebocada para o hangar no Santos Dumont, onde será periciada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e também pela seguradora. O diretor da OceanAir acredita que a seguradora deverá considerar perda total do avião, avaliado em 16 milhões de reais, já que ele ficou mais de uma hora e meia dentro da água salgada. Antes da reaberura, a pista principal passará por limpeza com a ajuda de um caminhão varredor, que aspira vestígios de areia e barro possivelmente trazidos pelos pneus dos guindastes e caminhões de resgate.

Segundo previsão da Infraero, a pista principal não deve reabrir antes das 23h, horário de fechamento do aeroporto. Assim, a limpeza continuará durante a madrugada e a expectativa é de que a partir das 6h da manhã, o aeroporto esteja operando em capacidade plena. Ao longo da quinta-feira, o aeroporto foi fechado várias vezes. De 226 previstos, 65 foram cancelados e 33 sofreram atrasos superiores a uma hora.

 

 

Estadão - 19:38h
12/08/2010

Pane pode ter causado acidente com jato no Rio, diz Ocean Air

Uma pane pode ter sido a causa do acidente com o jato executivo da Ocean Air que caiu na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, durante pouso no aeroporto Santos Dumont, informou o diretor de operações da companhia, Ricardo Santos.

"Houve uma pane logo após a decolagem para o (aeroporto) Galeão. O piloto contatou a torre de controle para poder pousar", disse ele à Reuters.

"O avião pousou e comeu toda a pista no pouso de emergência e, no final, por ineficiência dos freios ou em função dessa pane a aeronave caiu dentro da Baía de Guanabara." Santos acrescentou que o piloto ainda tentou dar um "cavalo de pau" para evitar a queda na água.

O diretor da Ocean Air afirmou que análises preliminares anistiam o piloto de qualquer erro ou falha que tenha contribuído para o acidente. "Falha humana está totalmente descartada. Foi com certeza uma falha mecânica e material", destacou ele, lembrando que o piloto da aeronave era bastante experiente, com mais de 40 anos de profissão. "Por conta da decisão dele é que pôde ser feito o pouso de emergência com os menores danos possíveis", afirmou.

Um laudo preliminar sobre o acidente será divulgado pela empresa aérea em 5 dias, e autoridades aeroportuárias abriram uma investigação paralela. "Em 5 dias saem as prováveis causas e depois teremos mais 30 dias para uma investigação conclusiva prorrogável por 90 dias", afirmou.

Segundo ele, os aviões da empresa de táxi aéreo são inspecionadas rigorosamente e atendem às regras da aviação brasileira.

Santos admitiu que a pista curta do Santos Dumont dificulta as manobras de pouso e decolagem no aeroporto. "O aeroporto é tranquilo e seguro, mas a pista com 1.360 metros é pequena em relação às demais, mas não foi a causa da pane", explicou.

O avião, segundo o executivo, teve perda total devido ao longo contato da água com a fuselagem e com o motor. O resgate da aeronave levou cerca de oito horas.

"A maré alta e a entrada de água foram fatores que complicaram a agilidade no resgate, mas foi algo previsível", disse ele, que admitiu que a empresa talvez tenha que assumir parte dos prejuízos causados aos passageiros em razão de atrasos e cancelamentos de voos no aeroporto durante todo o dia.

A Ocean Air Táxi Aéreo opera com 9 aviões no país.

 

 

Valor Econômico
12/08/2010

Juizados em aeroportos

Os juizados especiais instalados nos cinco aeroportos de maior movimento no País - Antonio Carlos Jobim e Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Congonhas e Guarulhos, em São Paulo; e Juscelino Kubitschek, em Brasília - atenderam 1.794 usuários nas duas primeiras semanas de funcionamento, uma média de 120 por dia. A maior parte dos passageiros (61,5%) queria apenas informações. Das demandas, apenas 689 (38,4%) foram reclamações, das quais 319 (46,3% do total) terminaram em acordo. A instalação das unidades judiciárias nos aeroportos foi regulamentada pelo Provimento nº 11, de julho deste ano, assinado pelo corregedor Nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. Desde que a medida entrou em vigor, em 23 de julho, o maior número de demandas ocorreu no aeroporto de Cumbica. Foram 636 atendimentos que resultaram em 335 reclamações. Desse total, 37,3% (125) resultaram em acordo.

 

 

O Globo
12/08/2010

Empresa promete rever jornada de trabalho
Novo encontro entre sindicato e aérea é previsto para dia 20

Paralelamente à reunião entre Constantino Júnior e os funcionários da Gol, representantes da empresa e do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) estiveram reunidos ontem, na sede do sindicato, no Centro. Na pauta estavam quatro reivindicações: redução das horas extras, isonomia salarial para funcionários que têm o mesmo cargo mas trabalham em diferentes cidades, queixas de assédio moral, além do pedido para que a empresa custeie o plano de saúde dos empregados.

De acordo com a presidente do SNA, Selma Balbino, a Gol prometeu rever a jornada de trabalho.

O excesso de horas trabalhadas foi uma das razões que levou ao cancelamento de centenas de voos da Gol há dez dias, causando caos nos principais aeroportos do país. Novo encontro está previsto para o dia 20.

Copiloto da Gol ganha 15% abaixo da média de mercado O SNA apoia a greve da Gol. A possibilidade de paralisação surgiu no último dia 2 de agosto.

O movimento partiu de um blog e correu a internet. Um dos pontos da agenda era o reajuste de 25% para copilotos. Nenhum dos sindicatos que convocou assembleia para decidir sobre a greve amanhã, porém, tem em sua pauta essa reivindicação.

— Os copilotos da Gol ganham cerca de 15% menos que a média do mercado. Não defendemos um percentual de reajuste específico. Mas há uma insatisfação e, por isso, convocamos a assembleia — disse Graziella Baggio, diretora do Sindicato dos Aeronautas.

O Simarj, que disputa com o SNA a representação dos aeroviários no Rio e é ligado à Força Sindical, é contra a greve. Um de seus representantes estava na reunião da Gol com os funcionários ontem no Rio. (D.N.)

 

 

O Globo
12/08/2010

Presidente da Gol tenta evitar greve
Constantino Júnior faz reuniões com funcionários. Assembleia será amanhã
Danielle Nogueira

O presidente da Gol, Constantino Júnior, iniciou ontem um périplo pelas principais bases da companhia numa tentativa de dissuadir os funcionários de entrarem em greve. O executivo esteve reunido com funcionários no Rio e em Brasília ontem e hoje estará em São Paulo, com o mesmo fim. O desempenho de Constantino será posto à prova amanhã, quando haverá assembleias em diversas cidades do país para decidir se haverá paralisação ou não. As convocações foram feitas pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos e Sindicato Nacional dos Aeronautas, todos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

No Rio, Constantino esteve com cerca de 50 funcionários em um auditório no prédio da administração da Infraero, no Galeão. O GLOBO teve acesso a parte da conversa, de aproximadamente uma hora e meia.

As principais reivindicações foram mudanças no plano de saúde — que teve reajuste de 35% em julho e é custeado integralmente pelos empregados — e reformas na área do check-in no Galeão, para dar mais conforto aos atendentes.

Constantino disse que a questão do check-in “é simples” de ser resolvida, mas que não será possível assumir os custos dos planos de saúde. Nos cálculos da Gol, isso oneraria a empresa em cerca de R$ 45 milhões.

— Absorver os custos dos planos de saúde elevaria muito os custos fixos da empresa. Mas vamos buscar alternativas — disse Constantino.

 

 

Folha de São Paulo
12/08/2010

Emirados atraem pilotos, jogadores e engenheiros

Diferentemente dos países da União Europeia, dos EUA e do Canadá, que atraem um contingente de imigrantes ilegais de baixa qualificação de mão de obra, o perfil dos brasileiros nos Emirados Árabes é de trabalhadores especializados, segundo avaliação do Itamaraty.

Há cerca de 1.200 brasileiros morando hoje no país, diz o Itamaraty, a maioria engenheiros e empregados de empreiteiras, jogadores de futebol e pilotos das antigas rotas internacionais da Varig e da Vasp, absorvido pela companhia aérea estatal Emirates.

Os Emirados Árabes tentam vender ao mundo a imagem de um novo Oriente Médio e têm atraído tanto estrangeiros mais qualificados quanto trabalhadores da construção de países próximos, como Índia e Paquistão.
O país árabe do golfo Pérsico, de maioria islâmica sunita, é formado por sete emirados -Dubai e Abu Dhabi são os mais conhecidos.

A repressão ao sexo casual em Abu Dhabi, onde a brasileira de 14 anos foi condenada à prisão, foi retratada recentemente no filme "Sex & The City 2", em que a personagem Samantha é detida por tentar transar na praia e fazer carícias em público.

Ao mesmo tempo, há vários prostíbulos disfarçados espalhados pelo país.

 

 

O Estado de São Paulo
12/08/2010

Legacy 650 será entregue ainda em 2010
Michelly Chaves Teixeira

Lançado nos Estados Unidos em outubro do ano passado, o Legacy 650, da Embraer, será apresentado ao público pela primeira vez na feira de aviação executiva que começa hoje em São Paulo. Entre as 56 aeronaves que estarão em exposição, o jato brasileiro de US$ 29,5 milhões é considerado a grande novidade da Labace, segundo maior evento do setor no mundo, atrás apenas da feira europeia.

O Legacy 650 tem alcance de 7.223 km, o que permite a realização de viagens sem escala entre Brasil e Miami, por exemplo. A primeira entrega do jato está prevista para o último trimestre do ano. Na projeção de 137 entregas de jatos executivos em 2010, dos quais 17 são Legacy e Lineage, linhas de maior porte, a Embraer já considera o modelo 650.

O vice-presidente para Aviação Executiva da Embraer, Luís Carlos Affonso preferiu não dizer quantas ordens firmes existem para este avião, que pertence ao segmento large. Ele destacou, porém, que das grandes aeronaves que a Embraer tem no portfólio para o mercado executivo, "este será o modelo que será entregue em maior quantidade". Segundo ele, "nos próximos dois anos, serão vendidos mais jatos 650 do que a versão 600", já no mercado. No mundo, há 150 jatos Phenom em operação e a empresa tem outras 150 vendas fechadas para esse modelo - 75% delas para o Brasil.

Faturamento. A fabricante brasileira espera faturar US$ 1,1 bilhão em 2010 com aviação executiva - alta de 22% ante a cifra arrecadada com aviões executivos no ano passado. Segundo Affonso, a meta para 2010 continua sendo a de entregar 137 jatos. Em 2009, foram entregues 127 jatos executivos, dos quais 110 eram Phenom. "No ano passado, entregamos só um Phenom 300, agora o mix de aviões mais caros vai aumentar, o que trará um incremento à receita."

As projeções foram mantidas a despeito da melhora das expectativas da Embraer para a aviação executiva no mundo. A empresa estimava, no começo do ano, que este segmento movimentaria US$ 14 bilhões no mundo e agora, espera que o valor gire até US$ 16 bilhões.

 

 

O Estado de São Paulo
12/08/2010

Aviação executiva voltará a crescer em 2011
Naiana Oscar

Depois de registrar taxas de crescimento acima de 10% ao ano no período que antecedeu a crise financeira mundial, o mercado global de aviação executiva vive um período de estabilidade. Estudos do setor preveem que a retomada deve acontecer no ano que vem.

Em 2007 foram entregues US$ 20 bilhões de dólares em jatos executivos no mundo. Esse valor global chegou a US$ 22 bilhões no ano seguinte e caiu para US$ 17 bilhões em 2009, por causa da crise. "Para 2010, num cenário de otimismo, devemos nos manter no mesmo patamar do ano passado", diz Cláudio Camelier, diretor de Inteligência de Mercado da Aviação Executiva da Embraer. A fabricante brasileira estima que nos próximos dez anos serão entregues no mundo cerca de US$ 190 bilhões em jatos executivos (10 mil aeronaves). Em 2029, a quantidade de quilômetros voados por passageiro pagante deve ser 2,7 vezes superior ao que é hoje.

 

 


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