<< Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>
  • Valor Online - 16:35h
    30/11/2010

    TAM retoma normalidade nos voos domésticos
    (Eduardo Laguna | Valor)

    SÃO PAULO – Após os transtornos observados entre o domingo e ontem, a TAM voltou a operar dentro da normalidade. Os índices habituais de pontualidade e regularidade foram retomados ao longo da segunda-feira, segundo informa a companhia aérea.

    Conforme dados registrados pela Infraero, 6,8% dos 548 voos domésticos da TAM programados até as 16h desta terça-feira tiveram atrasos, enquanto 4,2% foram cancelados.Ontem, os índices de atrasos e cancelamentos da companhia alcançaram 17,8% e 15,5%, respectivamente – segundo o balanço das 17h.

    A situação levou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a suspender a venda dos voos domésticos da TAM com decolagem até sexta-feira.

    Apesar dos problemas, a empresa garantiu hoje que está preparada para atender à demanda de alta temporada. A partir de amanhã, colocará em prática um plano de contingência para acomodar o aumento de fluxo de passageiros gerado pelo período de fim de ano e férias.

    O plano inclui aeronaves extras e reforço nas equipes de tripulação e de atendimento nos aeroportos, além de distribuição de material informativo para os passageiros.

    "Em dezembro começam a voar 40 novos comandantes, 60 copilotos e 130 comissários", afirma, em nota, Líbano Barroso, presidente da TAM Linhas Aéreas.

    A companhia voltou a alegar que os atrasos e cancelamentos acima da média foram ocasionados por remanejamentos na malha aérea, como resultado da interrupção de operações em aeroportos no Rio de Janeiro e São Paulo com as chuvas da noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira.

    Por conta disso, parte “significativa” da  tripulação foi deslocada para outros aeroportos, o que teve impacto na escala de trabalho da empresa, afirma a TAM, que repetiu que está colaborando com a auditoria conduzida pela Anac na empresa.

    A companhia também disse que tem um efetivo de tripulantes suficiente para suas operações - de 840 voos diários, na média. Atualmente, a TAM conta com um quadro de 8,35 mil tripulantes, entre comandantes, copilotos e comissários.

     

     

    O Globo Online - 11:29h
    30/11/2010

    Air India - Trapalhada de copiloto faz avião despencar 2 mil metros

    A trapalhada de um copiloto foi, segundo um relatório, a causa do incidente no qual um Boeing da Air India Express despencou cerca de 2 mil metros e colocou em risco a vida dos 113 passageiros e da tripulação a bordo. Relatório do órgão regulador da aviação na Índia aponta que o copiloto, de 25 anos, esbarrou o joelho na coluna de controle da aeronave no momento em que o comandante havia saído para ir ao banheiro.

    Em pânico, o copiloto não soube o que fazer e não tomou nenhuma ação para permitir a entrada do piloto no cockpit. O comandante teve de utilizar uma senha especial para entrar, desperdiçando 30 preciosos segundos.

    O relato do incidente, reconstruído a partir das análises dos dados da aeronave, dos diálogos registrados e do testemunho dos próprios envolvidos, faz parte de um relatório da Diretoria-Geral de Aviação Civil (DGCA), divulgado na imprensa indiana.

    O voo IX-212 percorria a rota entre Dubai e a cidade indiana de Pune. O Boeing 373 sobrevoava o espaço aéreo de Mumbai a mais 11 mil metros de altitude no dia 26 de maio deste ano, quando deu início a uma trajetória de queda livre.

    "O relatório diz que o copiloto admitiu ter entrado em pânico durante o incidente. Se alguém entra em pânico e congela quando está no controle, é de se perguntar a razão de ele estar no cockpit", disse ao "Indian Express" o consultor de segurança aérea A. Ranganathan.

    Segundo o relatório, a aeronave despencou mais de 600 metros até o capitão entrar na cabine. Durante a operação de emergência, foram mais 1,4 mil metros de queda.

    Ninguém ficou ferido, mas houve pânico na cabine e bebidas e alimentos foram lançados pelos ares.

    Sucessão de errosO "Hindustan Times" observou que, mesmo após voltar para a cabine, e tendo colocado a aeronave de volta no curso correto, o piloto da Air India Express cumpriu um procedimento arriscado, o de puxar com força o controle do avião - o que poderia ter feito colapsar outros controles da aeronave.

    Além disso, o piloto não havia pedido ao seu braço direito que mantivesse os cintos afivelados durante sua ausência.

    Na aviação internacional, a norma é que, ao deixar o cockpit, o piloto peça a um membro experiente da tripulação que fique do lado de dentro, para facilitar a entrada do comandante em caso de emergência.

    O episódio levou o órgão indiano de aviação a recomendar as "providências cabíveis" no caso, o que os jornais consideram se tratar de mais treinamento para os funcionários da empresa.

    Investigações recentes afirmaram que erro humano também foi a causa do acidente que matou 158 pessoas em um voo da Air India, a companhia prinicipal do mesmo grupo estatal, quatro dias antes, no dia 22 de maio.

    O inquérito atribuiu a causa do acidente ao piloto "sonolento", que estaria "desorientado" por ter dormido durante a maior parte do voo de três horas.

    O avião, também um Boeing 737, aterrissou em Mangalore em altura e ângulo errados. A aeronave saiu da pista, bateu em um barranco e pegou fogo. Apenas oito pessoas sobreviveram.

     

     

    Administradores.com.br
    30/11/2010

    Em nove anos, companhias aéreas só lucraram entre 2003 e 2005
    Sem considerar receitas extras, a operação de voo registra prejuízo de R$ 5,3 bi desde 2006
    Alberto Komatsu

    Nos anos 2000, o setor aéreo só ganhou dinheiro com o transporte de passageiros entre 2003 e 2005. O consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio lembra que nessa época o acordo de compartilhamento de voos entre a TAM e a Varig puxou para cima os preços das tarifas. E o impacto desse reajuste, conta ele, perdurou até meados de 2005, pois a parceria foi desfeita em meados de 2004.

    A partir de 2006, até 2009, o setor aéreo acumulou prejuízo de R$ 5,3 bilhões em seus voos, sem considerar receitas extras.

    "Em 2001 e 2002 o resultado negativo foi influenciado pelo impacto dos atentados terroristas de 11 de setembro. Em meados de 2003, houve recuperação também porque o antigo Departamento de Aviação Civil [órgão que antecedeu a Anac] fez um congelamento de oferta. Com isso, as tarifas também subiram", afirma Sampaio.

    Em 2006, quando começou a série de quatro anos consecutivos de prejuízo ao setor, Sampaio destaca a crise da Varig. "Em 2007 e 2008, houve um crescimento acelerado de TAM e Gol. As empresas de médio e pequeno portes também cresceram, pois entraram na competição com tarifas baixas", diz.

    O diretor de mercado de capitais da Gol, Rodrigo de Macedo Alves, diz que o período de 2006 a 2009 foi de transformações. "Desde 2006, tivemos os acidentes da Gol e da TAM e o caos aéreo, com a greve de controladores de tráfego aéreo. Nesse período também compramos a Varig e os nossos planos de manter voos de longa duração não deram certo".

    Tanto Alves, da Gol quanto Beting, da Azul, dizem que a conta do setor aéreo tem chances de ser superavitária com a busca por mais receita de outros serviços como venda de lanches a bordo e assentos mais confortáveis. Na Gol, serviços extras respondem por 11% do faturamento, mas a ideia é chegar a 15% em 2011.

    O anuário da Anac revelou pela primeira vez os resultados da Azul, que iniciou suas atividades em 15 de dezembro de 2008 e já é a terceira maior em fluxo de passageiros. Apesar da receita bruta de R$ 392,5 milhões, ela teve margem de lucro negativa de 38%, evidenciando as dificuldades de se ganhar dinheiro no setor. "De maneira geral, estamos muito satisfeitos com os resultados", diz o diretor de marketing da Azul. O levantamento da Anac mostra que a regional Trip já tem a quarta maior receita, de R$ 449,6 milhões em 2009. Perde apenas para TAM, Gol e Webjet.

    "É muito provável que sejamos hoje a terceira maior empresa em termos de receita", diz o diretor de marketing e vendas da Trip, Evaristo Mascarenhas. Segundo ele, o resultado de 2009 foi obtido com a estratégia de ampliar o número de cidades que não eram atendidas. Em 2009, a companhia atendia 75 cidades e quer ampliar esse total para 84 em 2010. O gerente de relações com o investidor da TAM, Jorge Helito, defende que sejam incluídos no anuário da Anac receitas e gastos de outros serviços.

     

     

    O Estado de São Paulo
    30/11/2010

    TAM não pode vender passagens até 6ª feira
    Ordem foi dada pela Anac após onda de atrasos causada por falta de comandantes
    Ana Bizzotto, Bruno Tavares, Glauber Gonçalves, Marcelo Portela e Nataly Costa

    Pelo terceiro dia consecutivo, passageiros da TAM enfrentaram transtornos nos aeroportos do País. O motivo, mais uma vez, foi a falta de tripulação, o que levou a companhia a cancelar e atrasar voos para diversos destinos. Na tentativa de estancar o problema, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou à empresa que suspenda a venda de passagens para todas as rotas domésticas com decolagem prevista até sexta-feira.
     

    Ontem, inspetores da agência foram enviados para o centro de operações da TAM, em São Paulo, a fim de verificar se os números apresentados pela empresa condizem com a situação atual. A auditoria deve durar uma semana e, nesse período, a companhia fica impedida de agregar novos voos a sua malha.

    Apesar de a punição imposta à TAM ter sido anunciada às 12h20, até as 16 horas era possível comprar bilhetes para os próximos dias. Segundo a Anac, o intervalo foi necessário para que a empresa adequasse seu sistema à restrição. Após esse horário, quem a acessava o site da TAM se deparava com aviso de bilhetes esgotados.

    Embora a empresa tenha informado ontem que os índices de atrasos e cancelamentos começariam aos poucos a cair, a expectativa de autoridades do setor aéreo é de que a malha da TAM só volte ao normal a partir de quarta-feira. Segundo balanço da Infraero, de 0 hora às 22 horas de ontem, 127 dos 804 (15,8%) voos programados apresentavam atrasos superiores a 30 minutos. Ao todo, 133 voos (16,5%) haviam sido cancelados.

    Em um dia normal, o porcentual de atrasos das empresas fica entre 10% e 12%. O de cancelamentos não passa de 5%.

    Os aeroportos mais afetados foram Cumbica, em Guarulhos, Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Santos Dumont (RJ).

    Em nota, a TAM voltou a atribuir ao mau tempo a culpa pelos atrasos e cancelamentos "acima da média". Segundo a companhia, os problemas foram reflexo dos "remanejamentos na malha aérea" provocados pelas "fortes chuvas que atingiram a Região Sudeste" entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, que interromperam temporariamente as operações nos aeroportos de Congonhas, Cumbica, Viracopos, em Campinas, além do Santos Dumont e do Galeão, no Rio.

    As informações contradizem as da Infraero - segundo a estatal, os únicos aeroportos fechados foram Congonhas e Guarulhos, na quinta e na sexta-feira. Nenhum deixou de operar no sábado ou no domingo. Ainda segundo a Infraero, Congonhas fechou na quinta, das 18h02 às 18h17, e novamente, das 21h12 às 21h35. Já Guarulhos fechou na sexta às 4h40, passou a operar por instrumentos às 5 horas, fechou às 6h42, e reabriu às 9h01. A TAM informou que os cancelamentos foram comunicados à Infraero, que é a responsável pela atualização dos voos nos telões dos aeroportos.

    Comandantes. Fontes do setor afirmam que os transtornos foram provocados principalmente pela falta de comandantes. A TAM nega - informa que tem em seus quadros 8,3 mil tripulantes - 6.143 comissários e 2.207 comandantes e copilotos, número suficiente para atender a demanda. "A verdade é que tanto a TAM quanto as demais empresas estão operando no limite de suas capacidades", adverte o comandante Gelson Dagmar Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas. "Os problemas meteorológicos interferem nas operações, mas o fato de operarem no limite faz com que uma coisa pequena tome grandes proporções.

    Os aeroportos mais afetados foram Congonhas, Santos Dumont e Cumbica.

    PARA LEMBRAR
    Gol e Webjet já tiveram falta de tripulantes

    Problemas de falta de tripulação como os enfrentados pela TAM atingiram este ano a Gol e a Webjet. Pela legislação, pilotos e comissários não podem trabalhar mais do que 85 horas no mês. Para não infringir a regra, as empresas optam por cancelar e atrasar voos.

     

     

    O Estado de São Paulo
    30/11/2010

    Nos aeroportos de São Paulo e Rio, filas e impaciência
    Ana Bizzotto, Glauber Gonçalves

    No Aeroporto de Congonhas, na zona sul, a espera na fila do check-in da TAM durante a manhã chegava a uma hora. Todos os guichês de check-in automático, em que o próprio passageiro retira o cartão de embarque, estavam desligados, o que contribuiu para aumentar as filas.

    Os guichês 10 e 11 da TAM foram reservados para atender os passageiros, mas não havia demarcação da fila, o que contribuía para bagunçar a ordem de atendimento. Um grupo de funcionários se aglomerava neles para atender ao amontoado de passageiros irritados que se aglomeravam do outro lado do balcão.
    Nos telões, não constavam informações sobre a maioria dos voos cancelados: número, destino, horário e a situação desses voos simplesmente não apareciam na tela. A TAM afirmou que os cancelamentos foram informados à Infraero. Já a estatal disse que a inserção de informações no Sistema Informativo de Voos (SISO) é realizada pelas empresas aéreas. Ontem, disse, os painéis de Congonhas não apresentaram problemas técnicos.

    Antes de sair de casa, a empresária Cristiane Gerfi, de 35 anos, ligou para a TAM para saber se o voo para Cuiabá, marcado para 13h12, estava confirmado. "Me disseram que podia vir para o aeroporto porque estava tudo certo, mas quando cheguei me falaram que havia sido cancelado. É um absurdo", desabafou Cristiane, que teve de cancelar uma reunião. Ela e cerca de 20 passageiros que pegariam o mesmo voo foram levados em um micro-ônibus até Guarulhos para embarcar em outro voo às 14h35.
    No saguão do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, o economista José França, de 42 anos, que ia para Rondonópolis, no interior do Mato Grosso, estava com receio de perder as conexões. Após ter o voo cancelado, ele foi realocado em outro duas horas mais tarde. "Vou chegar em Cuiabá em cima da hora de fazer a conexão."

     

     

    Folha de São Paulo
    30/11/2010

    Aeroporto privado

    Aeroporto privado É promissora a intenção da iniciativa privada de financiar e construir, por conta própria, um terceiro aeroporto na região metropolitana de São Paulo. Prerrogativa da União, o setor aeroportuário sofre com a falta de investimentos para atender à demanda por voos, que cresce em ritmo "chinês" no país. A procura por transporte aéreo civil deu um salto de 30% neste ano, e empresários preveem aumento de mais de 10% em 2011.

    Interessadas nesse crescente mercado consumidor, as construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, associadas à TAM e à Gol, anunciaram o projeto, com custo estimado de R$ 2 bilhões. Se sair do papel, o aeroporto terá capacidade para 22 milhões de passageiros por ano -não muito inferior à de Cumbica.

    A atual legislação não impede que a União repasse a gestão de aeroportos à iniciativa privada. Mas é preciso chegar a um acordo sobre o modelo de exploração do empreendimento. As empresas interessadas já reivindicam, para o novo projeto, um regime específico de autorização de gestão, com menos interferência do Estado e sem prazo para acabar.

    É razoável que as regras para o novo aeroporto busquem acomodar o interesse financeiro da iniciativa privada. Mas cabe ao governo incluir num eventual edital de "autorização" garantias de respeito à concorrência. É indispensável estimular a operação de voos por outras companhias, além das duas interessadas no negócio.

    Nada impede, de toda forma, que se chegue a um acordo capaz de conciliar interesses de consumidores, investidores e empresas aéreas. Vai-se formando um consenso, afinal, sobre a necessidade de superar o atual modelo, como parece sinalizar a própria presidente eleita, Dilma Rousseff.

    De fato, é preciso caminhar para uma nova fase, na qual a aviação civil deixe de ser controlada pela Aeronáutica e atraia o interesse da iniciativa privada, com vistas a ampliar os investimentos e modernizar a gestão.

     

     

    Folha de São Paulo
    30/11/2010

    VASP - Procuradoria apura se houve fraude no leilão da fazenda de Canhedo

    DE SÃO PAULO - O Ministério Público Federal de São Paulo abriu ontem investigação para apurar se houve fraude no leilão da fazenda Piratininga, de propriedade de Wagner Canhedo (dono da falida Vasp), que ocorreu na sexta-feira, dia 26, no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

    Após arrematar a fazenda em leilão que ocorreu na quarta-feira, dia 24, o empresário Francisco Garcia Vivoni, do grupo Conagro, sustou o cheque da compra na sexta-feira.
    No mesmo dia, a Justiça do Trabalho invalidou a venda da fazenda. Ontem à noite o advogado do Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, Francisco Gonçalves Martins, informou que a fazenda não irá mais a leilão.

    "Será vendida a quem ofertar o melhor preço. As propostas têm de ser entregues ao Juízo Auxiliar de Execução no dia 9 de dezembro", disse o advogado, após fazer acordo com Justiça do Trabalho e Ministério Público do Trabalho para agilizar a venda.
    O imóvel foi transferido para representantes dos trabalhadores em razão de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho. A Folha não localizou o empresário para comentar o assunto.

     

     

    Folha de São Paulo
    30/11/2010

    Venda de passagens da TAM é suspensa
    Determinação da Anac vale nesta semana e visa conter problemas; desde sexta, 10% dos voos foram cancelados

    A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) ordenou a suspensão da venda de passagens pela TAM até sexta-feira para tentar conter os cancelamentos e atrasos, que desde a última sexta causam transtornos aos clientes.
    Nesse período, 348 voos da companhia foram cancelados (10% do total programado). Só ontem foram 117 até a conclusão desta edição. Outros 860 voos (24,7% do total) tiveram atraso.

    A Anac também iniciou uma auditoria na TAM e suspendeu, por uma semana, os pedidos de acréscimos de voos em sua malha aérea.
    A TAM argumenta que, por causa do mau tempo entre quinta e sexta-feira, aeroportos de SP e do Rio foram fechados, e as tripulações tiveram de ser deslocadas.
    Para que não extrapolassem o limite de jornada permitido pela legislação, a malha aérea foi remanejada.

    A Folha apurou que a TAM, assim como a Gol em julho e a Webjet em setembro, programou mais voos do que a tripulação tinha condições de realizar. A empresa tentou corrigir o problema na quinta e na sexta, cancelando voos de menor demanda.
    Em outubro, a TAM liderou as queixas trabalhistas no SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas). O SNA recebeu 39 denúncias de tripulantes da companhia, contra 13 da Gol e seis da Webjet. No mês anterior, a Gol liderou com 31 queixas, contra 22 da TAM e 15 da Webjet.

    Ontem, passageiros reclamavam que não vinham recebendo informação adequada da TAM. Alguns se deslocaram entre os aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Campinas para pegar voos alternativos.
    Foi o caso de 14 passageiros do voo que sairia às 13h12 para Cuiabá: eles fizeram o check-in em Congonhas e pegaram um ônibus para Guarulhos, de onde embarcariam depois das 14h.

    O advogado Vagner Moraes, 46, era um desses passageiros. Com o cancelamento, ele perderia o único voo diário de Cuiabá para Rondonópolis (MT) e teria de fazer o percurso restante de carro, em uma viagem de seis horas. "É um caos", disse.

     

     

    Folha de São Paulo
    30/11/2010

    OUTRO LADO - Empresa diz ter sido mais afetada pelo mau tempo

    A TAM alega que foi mais afetada pelos problemas meteorológicos -que prejudicam igualmente as outras companhias- porque o fechamento de Congonhas na quinta-feira ocorreu no período de maior concentração de operações da companhia no local, "gerando grande número de voos alternados para outros aeroportos".

    A empresa diz que tem tripulação suficiente para a demanda média de 840 voos diários em todo o país -8.350 tripulantes. "A prioridade da companhia é operar em total segurança e com respeito à Lei do Aeronauta, com seus limites de jornada, horas mensais e folgas." A TAM disse ainda que está colaborando com audiência interna conduzida pela agência.
    Sobre a reclamação de passageiros de que não estão sendo informados, a companhia afirma: "Nossas equipes nos aeroportos estão prestando as informações e o apoio necessários, de acordo com as normas vigentes de atendimento aos passageiros".

     

     

    O Globo
    30/11/2010

    Anac agora mira na TAM
    Geralda Doca, Danielle Nogueira e Marcelle Ribeiro

    Uma semana após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ter se reunido com as principais companhias aéreas a fim de traçar um plano de contingência para o fim do ano, alguns dos principais aeroportos brasileiros viveram um novo dia de tumulto, com atrasos e cancelamentos de voos da TAM. Suspeitas de problemas no quadro de tripulantes fizeram com que a Anac proibisse ontem a maior empresa aérea do país de vender passagens com partida marcada até a próxima sexta-feira, 3 de dezembro. Voos adicionais também não serão autorizados até que o órgão fiscalizador saiba exatamente a causa dos atrasos e cancelamentos, que atingiram ontem 34% apenas nas rotas nacionais.

    Uma equipe de fiscais foi deslocada para a sede de operações da TAM e deverá apresentar um relatório detalhado dentro de uma semana, segundo a Anac. Em nota, a empresa disse que já suspendeu a venda de bilhetes para voos domésticos, conforme determinação da agência, e que os atrasos e cancelamentos “foram decorrência de remanejamentos na malha aérea”. Segundo a TAM, fortes chuvas que atingiram a região Sudeste entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira passadas interromperam as operações nos aeroportos de Congonhas. Guarulhos. Viracopos (Campinas), Santos Dumont e Galeão (Rio de Janeiro). Com isso, “parte significativa da tripulação foi deslocada para outros aeroportos. o que teve impacto na escala de trabalho.” Pela lei, a tripulação só pode voar até 85 horas por mês. 240 horas por trimestre e 900 horas anuais.

    Fontes da Anac desconfiam, no entanto, que a empresa tenha aproveitado a virada do mês e cancelado alguns voos para economizar horas da tripulação e, assim ,conseguir ficar dentro do limite da carga horária fixada pela legislação em dezembro, quando o movimento estará ainda mais aquecido. Além do crescimento usual da malha nessa época do ano, a quantidade de pedidos de voo extra, charter e fretamento feitos pelas empresas surpreendeu a Anac. Segundo dados do Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNEA), foram solicitados quase 2.200 voos adicionais para dezembro e janeiro, sendo a maioria encaminhada pela TAM.

    Sindicato decide hoje se fará greve

    Os atrasos diminuíram ao longo do dia, mas permaneciam acima da média do setor até o início da tarde de ontem. De acordo com balanço da lnfraero, até às 20h, dos 727 voos nacionais programados pela TAM, 118 (16,2%) atrasaram e outros 127 (17,5%) foram cancelados. Entre os internacionais, 1 3 dos 34 previstos (38,2%) partiram fora do horário. A média de atrasos, considerando-se todas as companhias, era de 12%, e de cancelamentos, de 9%.

    O diretor-executivo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Leonardo Souza, não acredita que as condições meteorológicas tenham sido a causa dos cancelamentos e atrasos em série de voos da TAM:

    —A aviação é sujeita a alterações por condições meteorológicas. mas as outras empresas não tiveram problemas. E que transtorno meteorológico é esse que leva quatro dias para ser resolvido? É no mínimo estranho. E só na TAM?

    De acordo com a companhia, sua malha aérea foi mais afetada, “pois a interrupção das operações em Congonhas na quinta-feira ocorreu no período de maior concentração de operações da companhia nesse hub (centro), gerando grande número de voos alternados para outros aeroportos”.

    Para Souza, funcionários da TAM ainda estão sendo submetidos a carga horária que excede o permitido pela legislação, e a atuação da Anac não é suficiente para evitar novos problemas nos aeroportos:

    —A Anac não fiscaliza o planejamento das empresas. Só atua quando o problema já está estabelecido. (Cancelar a venda de passagens da TAM agora) é botar cadeado depois que a porta foi arrombada — disse.

    O professor de transporte aéreo da Escola Politécnica da UFRJ Respício Espírito Santo concorda:

    —A Anac só age deforma reativa. O problema é justamente fato de que ela não diagnostica os problemas.

    Os sindicatos dos aeronautas e dos aeroviários decidem se farão greve por reajuste salarial esta semana. Eles se reúnem hoje. quando podem votar por um indicativo de greve, e amanhã vão conversar com as companhias aéreas. O mais provável é que, caso decidam cruzar os braços, a paralisação comece entre 10 e 15 de dezembro. Problemas semelhantes ao enfrentados pela TAM ontem ocorreram com Gol, em agosto, e Webjet, em setembro. A Anac aplicou multa recorde de RS2 milhões à Gol e suspendeu a venda de bilhetes pela Webjet. Ontem, as ações da TAM caíram 1,65% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a RS 41,60. Os papéis Gol PN recuaram 0,47%, a RS 27,33.

     

     

    O Globo
    30/11/2010

    Passageiros revoltados
    Michel Filho

    SÃO PAULO. A manhã de ontem foi confusa para os passageiros da TAM que esperavam resposta da companhia aérea sobre quando conseguiriam embarcar em Congonhas. Às l1 h 50m, a fila nos balcões de check in tinha cerca de 50 pessoas, mas uma outra fila era formada por quem sofreu com atrasos ou cancelamentos de voos. Alguns passageiros esperavam desde domingo para viajar e recorreram ao Juizado Especial no terminal.

    O aposentado Luzardo Cardoso, de 73 anos, era um deles. Morador de Florianópolis, tem câncer de próstata e foi a São Paulo fazer uma cirurgia. Recém-operado, deveria ter voado para Santa Catarina no domingo, às 17h50m, mas o voo foi cancelado. Segundo ele, a empresa não explicou os motivos do cancelamento, nem pagou hotel ou alimentação. Com pressão alta, Cardoso voltou para o hospital, foi medicado e se hospedou, por conta própria, nas redondezas. Por volta das 13h, ele esperava um voo que deveria sair ontem às 15h15m, mas temia que fosse também cancelado. Sem malas, por não conseguir reaver a bagagem já despachada, com dreno e numa cadeira de rodas, Cardoso chorou enquanto aguardava na sala do Juizado Especial para saber se a TAM confirmaria seu embarque.

    — Eu estou com dor. Nunca pensei que no nosso país pudesse ter uma empresa desse tipo. Essa gente não tem consideração nenhuma — disse.

    Cardoso conseguiu embarcar às 15h30m. Mais tarde, quando já estava em casa, sua mulher, a assistente administrativa Maria Aparecida Pires, contou que o casal vai entrar na Justiça contra a TAM.

    Também à espera do embarque da TAM para Florianópolis, o eletricitário José Antônio Souza, de 53 anos, aguardava desde domingo. Indignado, buscava informações com uma funcionária da TAM que, segundo ele, bateu a porta em sua cara no saguão de Congonhas.

    —A TAM está fazendo escárnio com a cara das pessoas que estão aqui — afirmou Souza, que tinha compromissos de trabalho em Santa Catarina.

    A consultora ambiental Luana Padilha, de 34 anos, disse que não vai viajar de avião nas festas de fim de ano pois acredita que haverá caos aéreo.

    —Até vi que não será permitido o overbooking, mas a gente não sabe se as empresas vão cumprir — disse ela, que ia para ltajaí (SC) pela TAM, mas teve o voo cancelado.

     

     

    ZERO HORA
    30/11/2010

    Atrasos e cancelamentos de voos alertam para risco de caos aéreo no fim do ano
    Medida da Anac cancela venda de passagens da TAM a 18 dias do início da operação especial para tentar evitar crise

    Faltando 18 dias para o início da operação especial de fim de ano que visa evitar transtornos nos aeroportos com o intenso movimento de dezembro, a Anac cancelou a venda de passagens da TAM até sexta-feira em razão do elevado número de cancelamentos e atrasos de voos da companhia no país desde o fim de semana.
     

    A pouco menos de um mês do maior movimento nos aeroportos brasileiros, voltou a pousar sobre os passageiros a dúvida sobre a capacidade de atendimento nas viagens aéreas sem transtornos, filas e estresse nos balcões das companhias.

    Pela segunda vez em dois meses, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teve de recorrer a uma medida radical para evitar adiamentos e atrasos de voos, intensificados no último domingo: determinou que a TAM suspenda a venda de bilhetes até sexta-feira por ter registrado alto índice de cancelamentos no fim de semana.

    Veja alguns fatores que podem complicar a situação dos aeroportos nas festas de fim de ano, bem como possíveis soluções:

    O que pode provocar caos

    1) Excesso de trabalho

    Embora as companhias aéreas não admitam, o excesso da jornada de trabalho é apontado pelos sindicatos dos aeroviários e aeronautas como uma das principais causas dos atrasos e cancelamentos de voos no país.A sobrecarga das tripulações, conforme dirigentes sindicais, é um problema que se agravou neste ano. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) informa desconhecer qualquer descumprimento da jornada de trabalho por parte das companhias. As ações para evitar o caos

    2) Mercado aquecido

    O aquecimento da economia e o consequente aumento do poder aquisitivo da população resultaram na expansão do número de voos.Além disso, um novo viajante, o consumidor da classe C, impulsiona os negócios no setor e garante aumento na ocupação dos assentos. A demanda por transporte aéreo acumula, de janeiro a outubro deste ano, na comparação com igual período do ano passado, aumento de 25% no mercado doméstico e 21,3% no segmento internacional – considerando apenas as rotas operadas por companhias brasileiras.

    3) Carência de infraestrutura

    Os principais aeroportos brasileiros operam ou acima da capacidade ou no limite do número de passageiros. Sem espaço para abrir novos horários de voos nas rotas de maior procura, as companhias aéreas ficam com uma oferta restrita de assentos. Para o professor de transporte aéreo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Respicio Espirito Santo, há uma falha sistêmica no setor, que também prejudica as empresas aéreas.

    As ações para evitar o caos

    1) Plano de contingência

    Anac, Infraero, órgãos federais e empresas anunciaram na semana passada medidas para reforçar o atendimento no fim de ano. Férias foram canceladas e equipes de fiscalização, ampliadas. O tráfego aéreo terá um aumento de 14% nas posições de controle. E a Infraero planeja contratar 922 funcionários. Em Porto Alegre,a promessa é colocar em operação o Terminal 2 do aeroporto Salgado Filho,contribuindo para melhorar o fluxo de passageiros.

    2) Reforço na fiscalização

    A Anac vem apertando a fiscalização às empresas. Em agosto, multou Gol e Webjet por atrasos e cancelamentos de voos. Para a Gol, impôs multa de R$ 2 milhões. Para a Webjet, a pena foi de R$ 600 mil, também por falhas na organização da carga horária. Ontem, foi suspensa a venda de bilhetes da TAM para os destinos domésticos até sexta-feira. Para o fim do ano, a Anac promete manter inspetores 24 horas nos centros de operações das empresas. Um grupo de 120 pessoas trabalhará em 11 aeroportos de 17 a 31 de dezembro.

    3) Aviões reservas

    Na tentativa de evitar transtornos no período de maior movimento nos aeroportos, as companhias aéreas se comprometeram a manter 15 aeronaves reservas. As empresas assumiram o compromisso de antecipar a manutenção de aviões, não realizar overbooking (venda de passagens acima do número de assentos) e endossar bilhetes de outras aéreas. Haverá ainda reforço nas equipes e será incentivado o uso de formas alternativas de check-in, como pela internet.

     

     

    Valor Econômico
    30/11/2010

    Aval na recuperação judicial

    A suspensão das ações de execução contra empresa em regime de recuperação judicial não se estende aos seus acionistas, a menos que sejam sócios com responsabilidade ilimitada e solidária - aqueles que respondem com seu patrimônio pessoal pelo pagamento das dívidas da sociedade.

    Não sendo esse o caso, o sócio que se tornou avalista da empresa pode ser cobrado independentemente da recuperação judicial, pois o aval tem natureza autônoma. Com esse entendimento, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pelo prosseguimento de uma execução ajuizada pela Ansett Worldwide Aviation USA contra o ex-presidente da Vasp, Wagner Canhedo Azevedo, e sua esposa, Izaura Valério Azevedo.

    Os dois haviam avalizado notas promissórias emitidas pela falida companhia aérea como garantia de contratos de arrendamento mercantil de nove aviões Boeing 737-33A e seus motores. Quando a recuperação judicial da Vasp foi concedida, todas as ações de cobrança contra a companhia foram suspensas, por força do artigo 6º da Lei nº 11.101, de 2005, - Lei de Falências e Recuperação Judicial - pelo prazo de 180 dias. A execução das promissórias contra a companhia aérea foi suspensa, mas o juiz autorizou que a ação continuasse em relação a Wagner Canhedo e sua mulher.

    Em recurso ao STJ, a defesa defendeu a tese de que a suspensão das execuções, prevista no artigo 6º da Lei de Falências, "se aplica ou é estendida aos litisconsortes" ou seja, a eles próprios, avalistas da Vasp. Ao negar o pedido, a turma considerou que a superveniente falência da Vasp, em 2008, afastou o receio de que o prosseguimento da execução contra os sócios pudesse causar prejuízos à recuperação.

     

     


    << Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>