Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019
18/04/2010

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O Estado de São Paulo
18/04/2010

Movimento em Cumbica aumenta 50%
Volume de passageiros no aeroporto passou de 2,9 milhões em 2007 para 4,4 milhões no primeiro bimestre deste ano
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO / LETICIA DE CASTRO

O maior aeroporto do país está no limite. Em três anos, mesmo com a restrição imposta aos pousos e decolagens, em 2009, o número de passageiros em Cumbica, na Grande São Paulo, cresceu 50% entre janeiro e fevereiro, 20 pontos percentuais acima da média nacional.
Nos dois meses, 4,42 milhões de usuários passaram pelos mesmos dois terminais de três anos atrás, quando 2,9 milhões de pessoas usaram o aeroporto.
Há filas para tudo, pessoas dormindo no chão e "gargalo" no horário de pico, de manhã e no início da noite, e espera de até 40 minutos para conseguir pegar a bagagem.
Até o final do ano, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estima que o movimento nos aeroportos do país cresça 17%. Até março, a demanda dos voos domésticos subiu 35% e a dos internacionais, 12,8%.
Ou seja, o que é ruim pode piorar, mas a Anac iniciou estudos para restringir voos em outros aeroportos -Brasília, Confins, Salvador, Fortaleza, Cuiabá e Viracopos- para ao menos tentar garantir que o excesso de voos não afete a segurança.
"Cumbica é caótico. A estrutura é até boa, mas a demanda é maior que a capacidade de atendimento. As filas são enormes", diz a administradora Raíssa Pinho, 25, que chegou de São Luis (MA) na sexta e levou cerca de três horas entre o desembarque e a entrada no ônibus que a levaria para o hotel.
Para pegar a bagagem na esteira, foram 40 minutos. Depois, mais uma hora e meia à espera do ônibus. "A fila não estava organizada, havia um bolo de gente no local de embarque", disse, abatida pelo cansaço da viagem de sete horas. Moradora de São Luis, Raíssa vem a São Paulo com frequência. A trabalho, viaja pelo menos uma vez por mês, para Vitória, Recife e Rio. "Aqui, a situação [do aeroporto] está pior."

Demora

A promessa do terceiro terminal de Cumbica e da ampliação de Viracopos, renovada a cada ano pela Infraero, continua nos planos do Ministério da Defesa, mas a demora fez o governo paulista reagir.
Na quarta-feira, diante de autoridades do governo federal, o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), criticou a inação do governo em tentar solucionar o caos aeroportuário em São Paulo.
Ao comentar que em quatro anos o Estado licitou e concluiu o trecho sul do Rodoanel, Goldman cobrou: "Há anos estamos conversando sobre aeroporto e não sai do lugar, não acontece nada. E vamos ter um drama terrível nesse Estado nos próximos anos, cada vez mais, porque você não faz aeroporto de um dia para o outro".
Na mesma quarta-feira, Carmen Melo ficou aproximadamente 40 minutos em pé esperando a liberação da bagagem. "Minha chegada estava prevista para 8h30, mas só saí do aeroporto às 10h", disse.
Procurada, a assessoria do ministro da Defesa, Nelson Jobim, enviou uma nota.
"O governo federal, desde 2007, realiza estudos para a construção de um novo aeroporto na área metropolitana de São Paulo. O projeto, no entanto, destina-se ao atendimento da demanda de médio e longo prazo da região, e não à necessidade imediata".
O Ministério da Defesa renovou a promessa da ampliação de Viracopos e a possível melhoria do aproveitamento de outros aeroportos, como o de São José dos Campos.
 

 

 

G1 - O Globo
18/04/2010

Aumentam cancelamentos de voos em Cumbica devido a caos aéreo
Até as 11h deste domingo, 23 partidas e chegadas tinham sido suspensas.
G1/SP

O caos no transporte aéreo na Europa, provocado pela erupção de um vulcão na Islândia que espalhou uma nuvem de cinzas pelo continente, causou o cancelamento de 23 voos até as 11h deste domingo (18) no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), foram 12 chegadas e 11 partidas suspensas.

A previsão antes do cancelamento era de 19 pousos de aviões vindos de países europeus e 18 decolagens durante todo o domingo. Das 12 chegadas já suspensas, quatro são de Paris, duas de Londres, duas de Frankfurt, uma de Milão, uma de Munique, uma de Zurique e uma de Buenos Aires (o avião faria escala em São Paulo, antes de seguir para Londres). Entre as partidas canceladas, quatro são para Paris, duas para Londres, duas para Frankfurt, uma para Zurique, uma para Munique e a última para Amsterdã.

A nuvem que se espalhou com a erupção do vulcão é composta por partículas de vidro, areia e rocha. Especialistas acreditam que as cinzas expelidas pelo vulcão podem danificar seriamente os aviões, entupindo as turbinas e fazendo com que os motores parem de funcionar em pleno ar.

O caos aéreo provocou uma corrida aos guichês de remarcação de passagens neste sábado (17) no aeroporto de Cumbica. Com a falta de voos, muitos passageiros de São Paulo desistiram das viagens ou aguardam em hotéis a liberação para os embarques.

 

 

Terra Noticias
18/04/2010

Empresas dizem que fumaça vulcânica não afetou aviões em teste
Reuters

As companhias aéreas KLM e Lufthansa realizaram neste sábado voos de teste na Europa e afirmaram que a fumaça vulcânica vinda da Islândia não danificou os aviões.
A holandesa KLM disse que espera devolver ao país sete aeronaves que estão na Alemanha e pedir permissão para reiniciar parte de suas operações se os próximos testes confirmarem que os aviões passaram intactos pela fumaça. O presidente executivo da empresa, Peter Hartman, afirmou que não foi encontrado nada incomum durante o voo ou na primeira inspeção, já em terra.

A alemã Lufthansa afirmou que dez aviões do grupo voaram de Frankfurt a Munique, mas não apresentaram problemas nas janelas da cabine, na fuselagem ou nos motores.

A fumaça do vulcão da Islândia provocou caos no tráfego aéreo europeu nos últimos dias, forçando aeroportos a interromper voos, já que ela pode prejudicar a parte eletrônica e comprometer a aerodinâmica da aeronave.

 

 

Site Jornal da Madeira.pt
18/04/2010

Dezasseis mil voos cancelados ontem
Cinzas com origem no vulcão da Islândia continuam a condicionar o tráfego aéreo
Agência Lusa

Cerca de 16 mil voos foram cancelados só no dia de ontem na Europa, na sequência do encerramento do espaço aéreo de vários países decorrente da nuvem de cinza vulcânica proveniente da Islândia.
Segundo os últimos dados da Agência Europeia para a Segurança da Navegação Aérea - Eurocontrol, em condições normais operariam 22 mil voos mas apenas partiram cerca de seis mil.

O Eurocontrol sublinhou que não é possível a aterragem e a descolagem de aviões civis na "maior parte do norte e centro da Europa".

De acordo com a agência, os países e zonas afetados são: Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, norte de França, a maior parte da Alemanha, Hungria, Irlanda, norte de Itália, Holanda, sul da Noruega, Polónia, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Suécia, Suíça e Reino Unido.

O tráfego aéreo mantém-se aberto no sul da Europa, incluindo em Portugal, Espanha, sul de Itália, Bulgária, Grécia e Turquia, onde os voos operam com normalidade.

As previsões indicam que a nuvem de cinza vulcânica continuará nos céus europeus por pelo menos mais 24 horas.

Na sexta feira, o Eurocontrol tinha anunciado que 17 mil voos haviam sido cancelados na Europa desde quinta feira.

O Instituto de Meteorologia da Islândia anunciou, entretanto, que os ventos vão continuar a arrastar as nuvens de cinza do vulcão em erupção pela Europa nos próximos quatro ou cinco dias.

Cinzas provenientes da Islândia são um perigo para a saúde pública

Esta foi a previsão avançada ontem à agência France Presse pela meteorologista de serviço no Instituto islandês.

O impacto do fecho do espaço aéreo está a custar cerca de 200 milhões de euros por dia às empresas aéreas - um impacto negativo que na sexta feira se fez notar com quedas nos valores em bolsas das principais empresas do setor.

Um cientista norte-americano alertou ontem que as nuvens de cinzas vulcânicas provenientes da Islândia, que estão afetar o espaço aéreo de vários países europeus, são um perigo para a saúde pública.

Segundo Jay Miller, investigador da Universidade do Texas (Estados Unidos da América) que estudou durante mais de 25 anos a atividade vulcânica na Islândia, as cinzas produzidas podem ser "um verdadeiro assassino" caso sejam inaladas pelas pessoas.
"Acontece quando a lava do vulcão a uma temperatura de 1.200 graus bate na água, que regista níveis de temperatura muito mais baixos", explicou o investigador, citado pelo site internacional de ciência, EurekAlert.

"O que é produzido é uma cinza muito fina que contém pequenas partículas de vidro e podem muito facilmente entupir um motor de avião. Se as pessoas inalarem as cinzas seria como rasgar literalmente os seus pulmões", reforçou Jay Miller.

O cientista disse ainda que a maioria das erupções dos vulcões na Islândia ocorrem, em média, de cinco em cinco anos e são relativamente moderadas.

As erupções mais violentas ocorreram em 934 AC e em 1783 e cobriram então a Europa com uma grande nuvem de cinza.

"Ben Franklin era embaixador em França em 1783 e testemunhou os efeitos das grandes nuvens de cinza que invadiram a Europa. O diplomata escreveu mais tarde que nesse ano não houve verão", concluiu o cientista.

 

 


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