RIO DE JANEIRO - 01 DE JUNHO DE 2008

Coluna Claudio Humberto
01/06/2008

Solange subiu no telhado

Sem pressa, mas decidido, o Planalto procura alguém para o lugar de Solange Vieira na presidência da Agência Nacional de Aviação Civil. Apesar do sorriso bonito, a moça tem dificuldades de relacionamento.

 

 

O Globo
01/06/2008

 

 

O Estado de São Paulo
31/05/2008

Alta do petróleo abate uma companhia aérea por semana
A britânica Silverjet é a vítima mais recente da alta do combustível, de 65% em um ano
Agências Internacionais

A escalada dos preços do petróleo tem feito vítimas em série no mundo da aviação. Desde o início de abril, nada menos que seis empresas fecharam as portas nos Estados Unidos - uma sétima ainda pediu concordata -, segundo dados da Associação do Transporte Aéreo do país (ATA). Levando-se em conta o período iniciado em 25 de dezembro, o número total de empresas que fecharam as portas no país sobe para 10.

Os problemas, claro, não estão restritos às empresas dos Estados Unidos. Ontem, a britânica Silverjet tornou-se a mais recente vítima do aumento dos preços do petróleo, segundo informações do jornal Financial Times. A empresa pediu falência, ficando sob intervenção. A companhia aérea especializada no segmento de negócios, que havia começou a voar de Londres para Nova York e Dubai no ano passado, pousou sua frota depois de não conseguir obter fundos de emergência de investidores do Oriente Médio.

Juntando a Silverjet às empresas americanas, a média de companhias aéreas que sucumbiram à crise é de praticamente uma por semana desde o início de abril.

Segundo informações da ATA, cada dólar a mais no barril de petróleo adiciona US$ 456 mil aos custos anuais com combustível das empresas aéreas americanas. Com o aumento do preço do barril acumulado nos últimos doze meses, o combustível para os aviões já subiu mais de 65%. “As empresas aéreas simplesmente não têm como pagar por isso”, disse um porta-voz da ATA ao jornal britânico The Observer.

Além de terem de enfrentar o aumento dos custos, as empresas aéreas ainda vêm se deparando com uma dificuldade extra: os fornecedores de combustível estão exigindo das companhias o pagamento adiantado para fornecer o produto. Segundo fontes da indústria aérea, as empresas de petróleo têm negado crédito às grandes companhias americanas, e essa prática já começa a ser levada para a Europa e a Ásia.

Essa combinação de preço alto com falta de crédito pode trazer uma mudança substancial no panorama atual da aviação. “A indústria aérea está em uma encruzilhada”, disse ao Observer Ray Neidl, analista de aviação do banco Calyon. “Acreditamos que, nos Estados Unidos, pelo menos 20% da oferta atual de assentos deve desaparecer, o equivalente à combinação das empresas US Airways, Continental Airlines e Frontier Airlines.”

REFLEXO

A crise das empresas aéreas já começa a se refletir também nos fabricantes de aviões. Ontem, a companhia americana de baixo custo AirTran Airways anunciou ter pedido à Boeing o adiamento da entrega de 18 aviões modelo 737-700. A entrega dos aviões, que deveria ser em 2009 e 2001, passará para 2013 e 2014. “Como resultado dos constantes preços recordes dos combustíveis, estamos postergando nossos planos de crescimento”, disse a empresa em um comunicado.

Esta semana, a americana JetBlue já havia informado que a entrega de 21 aviões Airbus A320, prevista para acontecer entre 2009 e 2011, havia sido adiada para 2014 e 2015. A empresa também citou o aumento dos custos com combustível como principal motivo para o adiamento. Segundo a JetBlue, o novo prazo vai ajudar a moderar sua taxa de crescimento em 2009 e, depois disso, vai melhorar sua liquidez.

 

 

O Estado de São Paulo
31/05/2008

United e US desistem de fusão

Os planos para a fusão entre as companhias aéreas americanas United Airlines e a US Airways foram suspensos - pelo menos por enquanto - após Glenn Tilton, presidente da UAL Corp., revelar que a empresa, controladora da United, está perto de um acordo para a formação de uma aliança com a Continental Airlines. Tilton comunicou ontem essa possibilidade a seu colega da US Airways, Doug Parker, segundo duas fontes próximas às negociações revelaram ao The Wall Street Journal.

United e US Airways mantiveram conversas a respeito de uma fusão por mais de dois meses. Depois de diversos avanços e recuos nas negociações, Tilton manifestou preocupações com a possível fusão durante um almoço ontem com Parker, e disse que a United se considera próxima de um acordo de parceria com a Continental.

A proposta tem a vantagem de não embutir os custos de uma fusão, além de não precisar da aprovação do governo. Se a United seguir esse caminho, desmentirá a teoria amplamente aceita de que o projeto de fusão anunciado em abril pela Delta e pela Northwest Airlines levaria a pelo menos mais um anúncio semelhante nos EUA. Porém, com a disparada dos preços dos combustíveis, o aperto no crédito e a desaceleração da economia, as fusões parecem mais arriscadas do que nunca.

 

 

O Estado de São Paulo
31/05/2008

Brasileira morre em Honduras
Avião da Taca derrapa ao tentar pousar em Tegucigalpa, invade estrada e deixa 5 mortos
Ap, Afp, Efe e Reuters

A embaixatriz brasileira Janneth Shantall e pelo menos outras quatro pessoas morreram ontem quando um avião da companhia aérea Taca derrapou ao aterrissar no aeroporto de Tegucigalpa, em Honduras, invadindo uma estrada ao lado do aeroporto. Janneth era mulher do embaixador brasileiro em Honduras, Brian Michael Fraser Neele. Segundo informações dadas ao Estado pela embaixada em Honduras, o embaixador sofreu fraturas múltiplas e está internado em um hospital particular da cidade. A polícia hondurenha disse que pelo menos 81 pessoas ficaram feridas no acidente.

Segundo autoridades locais, o Airbus - A320, que vinha de El Salvador com 124 pessoas a bordo, teve dificuldades para pousar por causa da neblina. Na primeira tentativa de aterrissagem, o avião teve de arremeter.

“Na segunda tentativa, vi que o avião pousou na frente do terminal, num sinal de que havia aterrissado muito adiante”, disse o ex-ministro de Indústria e Comércio de Honduras Norman García, que estava no avião. O chefe da Comissão Nacional de Emergência, Marcos Burgos, ressaltou ainda que a pista estava bastante molhada no momento do pouso.

Entre os cinco mortos, está o piloto salvadorenho César D’Antoni. O presidente do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE), o nicaragüense Harry Brautigam, que estava no vôo, morreu de um ataque cardíaco quando era atendido no Hospital-Escola de Tegucigalpa. O diretor do BCIE para Honduras, Carlos Montoya, declarou a uma rádio local que estava “consternado” com a morte do presidente da instituição.

Pelo menos um dos mortos era o motorista de um carro atingido na estrada. De acordo com o chefe do serviço de resgate, Carlos Cordero, equipes de socorro tentavam retirar duas pessoas que estavam presas sob as ferragens do avião. Autoridades disseram que pelo menos um carro, um táxi e uma moto foram atingidos pelo avião. Os bombeiros tiveram de conter o vazamento de cerca de 7 mil litros de combustível e evitar um incêndio nas turbinas do Airbus, que se partiu em três.

Esse é o oitavo acidente da história da companhia - um consórcio de empresas aéreas de El Salvador, Costa Rica e Peru. Em apenas três, no entanto, houve mortos.

Com uma pista curta, rodeado por montanhas e com aparelhos obsoletos, o aeroporto de Tegucigalpa é considerado um dos mais perigosos do continente por especialistas. O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse ontem que seu gabinete estuda usar a pista da base aérea americana de Soto Cano, 64 quilômetros ao norte da capital, para pousos e decolagens de aviões maiores.

 

 

O Estado de São Paulo
31/05/2008

Embaixador está fora de risco
Mariana Della Barba

O embaixador brasileiro em Honduras, Michael Fraser Neele, que estava no avião da empresa Taca que derrapou ontem ao aterrissar no aeroporto de Tegucigalpa, está internado num hospital particular. Neele sofreu fraturas múltiplas e sua mulher, Janneth Shantall, morreu no acidente, informou ao ‘Estado’ uma funcionária da embaixada brasileira em Honduras.

A embaixada disse não ter informações mais detalhadas sobre o estado de saúde de Neele, mas segundo o Itamaraty - que até ontem à noite se recusava a confirmar oficialmente a morte da embaixatriz - ele já estava fora de perigo. Segundo o Ministério de Relações Exteriores, ele estava internado em um hospital particular na capital salvadorenha. O diplomata brasileiro foi indicado para o cargo em agosto. Antes de Honduras trabalhou no Líbano, Turquia, Itália e Azerbaijão. Com Janeth, o número de mortes do acidente subiu para cinco.

 

 

O Estado de São Paulo
31/05/2008

Sucatinha sofre avaria e volta para El Salvador
Três ministros estavam no avião, que teve o pára-brisa rachado
Tânia Monteiro

Uma trinca na camada externa do pára-brisa do Boeing 737 da Força Aérea Brasileira (FAB) que serve à Presidência da República - o Sucatinha - obrigou três ministros e os demais integrantes da equipe de apoio à viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a El Salvador a retornarem à capital, San Salvador, após 20 minutos de vôo rumo ao Brasil.

Segundo o coronel André Fonseca, assessor militar da Presidência, o pára-brisa é formado por três lâminas superpostas que funcionam como reforço de segurança. Ele disse que a trinca ocorreu na camada externa, provocada, provavelmente, por “uma fadiga normal no material”. O Estado apurou que a trinca pode ter sido causada por um curto-circuito no sistema que desembaça os vidros do Boeing. A Aeronáutica não confirmou essa possibilidade.

Segundo o coronel, “não houve nenhum tipo de risco às autoridades e o pouso foi feito dentro das condições normais, sem qualquer procedimento de emergência”. No vôo estavam os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, além do staff que deu apoio à viagem presidencial.

O Sucatão, o Boeing 707 da Presidência, que deu apoio à viagem de Lula ao Haiti, estava em Boa Vista (RR), no final da manhã de ontem, aguardando as autorizações de sobrevôo dos países, para poder decolar e ir a El Salvador buscar os ministros e demais autoridades de volta ao Brasil.

Ontem mesmo, uma nova lâmina externa foi remetida pela FAB para El Salvador. O coronel André Fonseca disse que sempre que ocorre esse tipo de problema, o procedimento, por questão de segurança, é retornar ao ponto de origem. “É um procedimento normal de segurança, previsto nos manuais.”

CALMA


O ministro Miguel Jorge disse que ninguém ficou assustado com o procedimento da tripulação do Sucatinha porque todos foram informados sobre o que estava acontecendo.

Segundo Miguel Jorge, o avião ficou mais de uma hora voando para gastar o combustível porque estava bem pesado, carregado de equipamentos, com os tanques cheios. “Estes aviões estão muito velhos. Temos de trocá-los logo”, disse o ministro. “Mas foi tudo bem. Depois que soubemos, relaxamos e até jantamos a bordo, para só depois pousar”, contou.

 

 

O Estado de São Paulo
31/05/2008

Boeings serão aposentados

A aposentadoria da dupla Sucatinha e Sucatão, os dois Boeings que servem à Presidência há mais de 30 anos, começa a ser encomendada na segunda-feira. Na Embraer, em São José dos Campos, o comando da Aeronáutica assina o contrato de compra de dois jatos EMB-190, na sofisticada versão Lineage 1000. Cada um custará US$ 40 milhões - o primeiro Lineage deve ser entregue até o final do ano. Os dois jatos ficarão a serviço da Presidência e serão usados no apoio ao Airbus 319, o Aerolula.

 

 

O Estado de São Paulo
31/05/2008

As dificuldades da Airbus
Gilles Lapouge*

Nada é mais belo do que um avião da Airbus no céu, e nada mais agradável do que viajar em uma dessas aeronaves. Ao contrário, no que diz respeito à companhia Airbus e ao grupo EADS, que a controla, o panorama é menos luminoso. E, às vezes, até mesmo tenebroso. A gente chega a se perguntar como um grupo tão caótico consegue construir maravilhas mecânicas como essas.

Só na sexta-feira, dois sérios fracassos. Um deles financeiro, e refere-se a ex-executivos da EADS. O outro é industrial, e mostra que o acordo entre a França e a Alemanha, pelo menos quanto à Airbus, não é uma coisa simples.

Em primeiro lugar, o procedimento vergonhoso de ex-dirigentes. De fato, no dia 11 de abril de 2006, J.A. Michel, o presidente da Airbus, filial da EADS, anunciou que as entregas do gigantesco A380, a jóia da gama de aeronaves Airbus, atrasariam por causa de problemas técnicos (instalação dos cabos).

Foi um desastre: em primeiro lugar, para a imagem da Airbus, envolvida em um duelo feroz com a Boeing, e, em segundo lugar, no plano financeiro, pois esses atrasos obrigariam a Airbus a pagar indenizações monumentais às empresas que haviam feito as encomendas dos aviões. No dia seguinte ao anúncio, as ações da EADS despencaram 26%, e o co-presidente francês da companhia, Noël Forgeard, apresentou sua carta de demissão.

Meses antes desse episódio, em novembro de 2005 e em março de 2006, esse mesmo Noël Forgeard vendeu repentinamente certo número de ações, suas opções de ações da sociedade, o que lhe permitiu embolsar 4,3 milhões. Tudo levou a pensar que Noël Forgeard se beneficiara de informações privilegiadas que ele tinha sobre a empresa. Esse é um crime grave, muito grave. É por isso que Noël Forgeard, depois de uma longa prisão preventiva, começou a ser investigado na sexta-feira, depois de ser posto em liberdade mediante o pagamento de uma fiança de 1 milhão.

O caso não está concluído. E o pior talvez esteja por vir, porque dezesseis outros dirigentes da EADS-Airbus estão sendo suspeitos de ter agido de maneira semelhante. Também serão investigados. O que poderá ser dramático para o funcionamento do grupo.

O segundo “abacaxi” é de outro teor. Refere-se às péssimas relações entre as duas nações associadas na Airbus: França e Alemanha. As coisas não andam como deveriam. Os franceses acham que estão sendo maltratados pela EADS. Alegam que seus salários são 40% inferiores aos de seus colegas do outro lado do Reno.

A rivalidade existe também no plano da excelência técnica. Um dos graves problemas que atrasaram o A380 é o cabeamento das seções do gigantesco avião em Hamburgo (Alemanha). O problema obrigou os técnicos alemães a ir a Toulouse para terminar a montagem dos cabos. Na realidade, são os únicos que podem fazer isso porque as instruções, extremamente complexas, são escritas em alemão.

Conseqüentemente, uma multidão de técnicos alemães chegou a Toulouse, na França: nada menos que dois mil. Já há dois anos, eles se esfalfam em cima dos cabos. Parecem sempre enrolados nos cabos, como gatos com um novelo de lã...

A associação entre os dois países, entre duas experiências, duas línguas, dois orgulhos nacionais em um empreendimento “de altíssimo nível” é uma idéia sedutora. Mas, quando se passa da idéia para a execução, a aventura torna-se rocambolesca - às vezes sombria, até mesmo barroca.

Entretanto, tudo isso não impede, felizmente, quase misteriosamente, que os aviões Airbus sejam “maravilhosas máquinas voadoras”.

*Gilles Lapouge é correspondente em Paris

 

 

O Estado de São Paulo
31/05/2008

Tarifas mais baratas para América do Sul

As tarifas dos vôos entre o Brasil e a América do Sul podem ter desconto de até 80% a partir de amanhã. Essa é a segunda etapa da liberação gradual das tarifas na região, iniciada em março. A liberação total começa a valer a partir de 1.º de setembro. Antes de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciar o processo de liberação tarifária, as companhias estavam limitadas a um desconto de até 30% sobre o valor de referência da IATA.

 

 

Folha de São Paulo
31/05/2008

Acidente de avião mata mulher de embaixador do Brasil e mais 3
DA REDAÇÃO

Um Airbus A320 da companhia Taca, de El Salvador, derrapou ontem na pista do aeroporto de Tegucigalpa (capital de Honduras), cruzou uma avenida e bateu em um barranco, matando o piloto e dois passageiros, entre eles a embaixatriz do Brasil em Honduras, Jeanne Chantal Neele. Seu marido, o embaixador Brian Michael Fraser Neele, está entre as dezenas de feridos. Ele não corre risco de morte.

O outro passageiro morto é Harry Brautigam, da Nicarágua, que chefiava o Banco Centro-Americano de Integração Econômica. Uma quarta pessoa morreu em um carro atingido pelo avião.

Segundo sobreviventes, o avião havia voado em círculos sobre o aeroporto de Tegucigalpa, antes de tentar pousar em meio à forte chuva e neblina.

O Airbus levava 124 pessoas. Após a batida, os vôos foram transferidos para um aeroporto militar.

 

 

Folha de São Paulo
31/05/2008

Vôo na América do Sul pode ter descontos de até 80%
Até setembro, Anac liberará totalmente as promoções
DA SUCURSAL DO RIO

A partir de amanhã, entra em vigor a segunda etapa da liberação gradual de tarifas em vôos para a América do Sul definida pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Na prática, as empresas poderão oferecer descontos de até 80% nos preços das passagens do Brasil para países como Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Em março, a agência já havia permitido a oferta de descontos de até 50%. A partir de setembro, haverá liberdade total na definição dos preços dos bilhetes. O desconto pode ser aplicado sobre o valor de referência da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) por companhias brasileiras e estrangeiras, como TAM, Gol, Varig, Aerolíneas Argentinas, Lan, Pluna, American Airlines, British Airways, Lufthansa, Taca-Peru, Avianca e Lloyd Aéreo Boliviano.

Segundo Marcelo Guaranys, diretor da Anac, a medida visa estimular a concorrência e a redução do preço dos bilhetes para o consumidor, mas a decisão sobre a aplicação do desconto dependerá das companhias.

A liberação nos preços dos bilhetes para os países vizinhos é o primeiro passo da agência para a flexibilização tarifária de todos os vôos internacionais que partem do Brasil. A Anac tem planos de liberar os preços dos bilhetes em vôos para América do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania.

Na opinião de José Márcio Mollo, presidente do Snea (Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias), não deverão ocorrer mudanças significativas nos preços dos bilhetes em razão do aumento dos preços do petróleo. De acordo com ele, o querosene de aviação já subiu cerca de 30% este ano.

Ele avalia que as empresas brasileiras são capazes de enfrentar o aumento da competição na América do Sul, mas não teriam condições de enfrentar as estrangeiras com a liberação de preços para outros destinos. "As empresas não são contra a liberação, mas não têm condições semelhantes para concorrer. O governo precisa tirar os empecilhos antes de flexibilizar", disse. (JL)

 

 

Folha de São Paulo
31/05/2008

Combustível caro faz britânica suspender vôos
DA REDAÇÃO

A companhia aérea britânica Silverjet, que só tinha classe executiva, suspendeu suas operações e nomeou um interventor, depois que não conseguiu fechar um financiamento de emergência com um investidor do Oriente Médio para tentar compensar os prejuízos com a alta no preço do combustível.

Segundo as autoridades do Reino Unido, cerca de dez mil passageiros foram prejudicados com a medida, a maioria deles britânicos. A Silverjet começou a operar há 16 meses e não chegou a ter lucro.

 

 

Jornal do Brasil
31/05/2008

Turbulência nos céus americanos

A direção das companhias aéreas United Airlines e US Airways informaram ter desistido de realizarem a fusão de seus ativos. O principal motivo para a desistência é a crise que atinge o setor aéreo devido à escalada de preços dos combustíveis, com o barril de petróleo custando US$ 130.

O mesmo não ocorre com a junção entre a Delta Airlines e a Northwest. Assim que os órgãos reguladores americanos derem o aval para o negócio, as duas se tornarão a maior companhia aérea do mundo.

 

 

Revista Época
30/05/2008 - 17:49h

Um gol contra na madrugada
Ruth de Aquino

Até quando companhias aéreas brasileiras tratarão seus passageiros como gado? A história de descaso e humilhação vivida pelos passageiros da Gol – Linhas Aéreas Inteligentes –, no vôo Manaus–Curitiba com conexão em Guarulhos, São Paulo, na madrugada do dia 26 para 27 de maio, é de revolver o estômago. São vítimas anônimas do caos aéreo que não acaba nunca no Brasil. E da falta crônica de um padrão de atendimento digno.

Carla Coloniese e seu namorado, Leonardo Sant’Anna, partiram de Manaus no vôo Gol 1641 para pegar uma conexão em Guarulhos às 22h20 com destino a Curitiba, chegada final prevista às 23h25. Depois de uma madrugada em claro, sem acomodação nem café-da-manhã, o casal foi encaixado às 10h15 do dia seguinte num vôo que ia para Buenos Aires, Gol 7470, com escala em Curitiba.

Se tivesse sido só isso, já seria péssimo. Mas, acontece. Nos países civilizados, o costume é a companhia aérea acomodar os mais de 200 passageiros em hotel. Mas, aquela noite se tornaria inesquecível. Em Guarulhos, perto das 23 horas, a Gol informou que, devido às condições climáticas, o avião aterrissaria no aeroporto de Viracopos (Campinas).

Os passageiros foram levados de ônibus para Campinas, para seguir viagem de lá. Em Campinas, juntaram-se passageiros de outras capitais. A companhia tentou despachar todos numa aeronave, mas uma parte do grupo não coube. Descontrole total. Passageiros desembarcaram e retiraram as bagagens. Eram 3 horas da madrugada.

Quem tinha vindo de Natal embarcou em outro avião. O vôo Gol 1735 preparava-se para decolar, todos com cintos afivelados, quando, segundo o passageiro Macksen Cenerini, ouviram-se gritos: “Pelo amor de Deus... Socorro... Me tirem daqui!”. Será que havia uma criança no banheiro? Não, era um adulto, e estava tranqüilo. Apavorados com os gritos intensos e abafados, os passageiros olharam pelas janelas do avião e viram funcionários da Infraero abrindo o bagageiro, na parte inferior da aeronave. Uma funcionária saiu desesperada do compartimento de bagagens, e se sentou chorando em uma escada. Escapara de morrer congelada. O relato é confirmado pelo passageiro Rafael Sant’Anna. O vôo não decolou.

Enquanto isso, Carla e Leonardo embarcavam pela segunda vez numa aeronave em Campinas. Mas novamente foram intimados a desembarcar. A confusão na sala de retirada de bagagens era grande. A Gol, então, informou que passageiros com destino a Curitiba, Londrina e Maringá sairiam num vôo às 6 horas da manhã. Já eram 4 horas. Todos para a fila do check-in. Novo informe: como o aeroporto de Curitiba estava fechado, o vôo iria para Florianópolis e todos seriam levados de ônibus para Curitiba. No barato, mais quatro horas de viagem por terra.

No vôo entre Manaus e Curitiba, as vítimas anônimas do caos aéreo que ainda persiste no Brasil
Finalmente, a Gol ofereceu uma opção que parecia inteligente. Perguntou quem queria retornar a Guarulhos e pegar um vôo às 10 horas para a Argentina, com escala em Curitiba. Foi a escolha de Carla e Leonardo para despertar do pesadelo. A Gol não pagou nem café-da-manhã para os náufragos do vôo Manaus–Guarulhos–Curitiba. “Nós nos sentimos muito otários. Se, às 23 horas, em Guarulhos, nos tivessem dito que o vôo não prosseguiria, iríamos para um hotel descansar, ainda que fosse à nossa custa, e embarcaríamos pela manhã”, disse Carla. “Além do estresse e da humilhação, perdemos o dia de trabalho... Quem rende depois de uma noite dessas?”

Outra vítima, Rosane Teixeira, disse ter sido obrigada a desmarcar reuniões que agendara com três clientes da empresa para a qual trabalha. “Ainda teve a ressaca moral, porque me senti enganada e tratada com um desrespeito sem tamanho. Não encontramos ninguém da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para reclamar. Ou seja, o presidente Lula exige data e horário para a solução do caos aéreo, num país onde os funcionários da Anac não trabalham no horário em que somos destratados por uma companhia aérea.” Nem desculpas os passageiros ouviram.

Contatada por ÉPOCA para explicar o ocorrido, a Gol não respondeu.

Não dá para relaxar. Muito menos gozar. O senhor entende, não, ministro Nelson Jobim? Talvez em jatinho particular.

 

 

Coluna Claudio humberto
30/05/2008 - 18:19h

Anac: vôos para a América do Sul podem ficar até 80% mais baratos
A Agência Nacional de Aviação Civil informou que entrará em vigor no próximo domingo, dia 1º de junho, a segunda etapa da liberação gradual das tarifas aéreas para vôos entre Brasil e outros países da América do Sul.

A medida da Anac autoriza o desconto de até 80% nos preços das passagens aéreas de vôos que saem do Brasil com destino aos doze países da América do Sul. Segundo a agência, a intenção é reduzir os preços das passagens e aumentar a concorrência entre as empresas que fazem o trajeto, mas

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br -www.apvar.org.br