RIO DE JANEIRO - 04 DE SETEMBRO DE 2008

O Estado de São Paulo
04/09/2008

SkyWest, dos EUA, compra 20% da Trip Linhas Aéreas
Maior empresa aérea regional americana adquire o máximo de ações permitido por lei
Mariana Barbosa

A SkyWest, maior empresa aérea regional americana, vai anunciar hoje a compra de 20% do capital votante da Trip, maior empresa aérea regional brasileira, revelam fontes do setor. Esse é o primeiro investimento de uma operadora estrangeira no mercado de aviação brasileiro. A participação de 20% do capital com direito a voto corresponde ao limite máximo permitido pela legislação brasileira para o setor.

A Azul Linhas Aéreas, que o americano David Neeleman pretende lançar até o final do ano, nasce como um investimento brasileiro, uma vez que o empresário nasceu no Brasil e tem dupla cidadania. A Azul tem sócios americanos, mas todos são fundos de investimento.

SkyWest e Trip iniciaram negociações há mais de cinco meses. A iniciativa partiu de José Mário Caprioli, presidente da Trip. Com a retração do mercado americano, a Skywest separou 10% de seu capital para investir em outros mercados. Além do Brasil, a empresa analisou o México e a China.

Apesar da limitação de 20% no capital estrangeiro, o crescimento de dois dígitos da aviação brasileira nos últimos anos atraiu Jerry Atkin, presidente da SkyWest. De janeiro a julho, a aviação brasileira cresceu 10%. Em 2007, o crescimento foi de 11,9% e em 2006, de 12,3%.

“Vamos ajudar a treinar pessoas e, com nosso poder de compra, podemos ajudar a reduzir custos. Vamos ajudar a organizá-los para que possam ampliar a operação de 10 a 20 aviões e se transformarem em uma grande operadora regional”, declarou Atkin à publicação Regional Aviation News, em maio. Na entrevista, Atkin contou que estava negociando a compra de uma empresa latino-americana, mas não revelou o nome.

Em comparação à SkyWest, a Trip é uma microempresa. Enquanto a SkyWest faturou US$ 1,8 bilhão no primeiro semestre, com porte similar à da Gol, a Trip deve fechar o ano de 2008 com receita bruta de R$ 290 milhões. A SkyWest opera 442 jatos regionais e turboélices e atende 159 cidades. Com 18 turboélices, a Trip voa para 60 municípios.

Mas apesar das dimensões, ambas operam de forma similar, servindo cidades pequenas e médias com aviões de até 75 lugares e em parceria com grandes operadoras. A SkyWest é parceira da United, Delta e Midwest. A Trip, da TAM. Enquanto a Trip opera com sua própria bandeira, a SkyWest funciona como empresa terceirizada. Os aviões levam o nome das parceiras e a SkyWest é responsável pela operação e pessoal. A venda de bilhetes e os custos operacionais ficam por conta das parceiras.

A Trip é uma das companhias que mais cresce no Brasil. Saiu de 0,47% de participação em 2007 para 1,16% em julho deste ano. Em novembro, se fundiu com a Total, sua maior concorrente.

Liderança regional

Receita: A SkyWest registrou receita operacional de US$ 1,8 bilhão no primeiro semestre. A Trip deve fechar o ano de 2008 com receita bruta de R$ 290 milhões.

Frota: A SkyWest opera com 442 aviões e a Trip com 18.

Abrangência: A Skywest atende 159 cidades e a Trip, 60.

 

 

O Estado de São Paulo
04/09/2008

Aprovada estatização das Aerolíneas Argentinas

O senado argentino converteu em lei o projeto de estatização das Aerolíneas Argentinas e sua subsidiária Austral. As empresas, que pertencem ao grupo espanhol Marsans e enfrentam uma grave crise financeira,têm 9 mil empregados e dívidas de US$ 900 milhões. O Partido Peronista, que governa a Argentina, conseguiu aprovar o projeto com 46 votos, contra 21 da oposição. As duas empresas contam com uma frota de 70 aviões, mas 40% estão fora de serviço. Elas controlam 80% do mercado de aviação no país.

 

 

O Estado de São Paulo
04/09/2008

Avião sai da pista e pára no muro de Congonhas
Bimotor tentou abortar decolagem; tripulantes tiveram ferimentos leves
BRUNO TAVARES, DIEGO ZANCHETTA e RENATO MACHADO

Pouco mais de um ano após a tragédia com o Airbus A320 da TAM, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, voltou ontem a ser palco de um acidente aéreo. Durante o procedimento de decolagem, um bimotor com três pessoas a bordo varou os 1.940 metros da pista principal. O muro do aeroporto impediu que a aeronave modelo King Air C-90, da fabricante americana Raytheon Aircraft, caísse sobre a Avenida Washington Luís. Os tripulantes - um piloto, um co-piloto e um passageiro - não tiveram ferimentos graves.

O acidente ocorreu às 14h36, na cabeceira que margeia a Washington Luís e a Avenida dos Bandeirantes. Segundo fontes da Aeronáutica, o piloto decidiu abortar a decolagem ao perceber uma pane no motor esquerdo. Ao tentar frear o turboélice, teria perdido o controle da aeronave e só conseguiu parar depois de bater no muro do aeroporto. Pousos e decolagens foram imediatamente suspensos - tanto na pista principal quanto na auxiliar - para o trabalho das equipes de resgate. Às 16h16, o Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP), órgão militar encarregado do controle do tráfego aéreo, autorizou a retomada das operações.

Os três tripulantes do avião foram levados por ambulâncias da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) para o Hospital Municipal Artur Ribeiro de Saboya, no Jabaquara, também na zona sul. Estavam no bimotor o piloto Hadi Sani Yones, de 41 anos, o co-piloto Maurício Nunes Dias, de 33, e o passageiro Ronaldo Mendes da Silva, de 38. Yones e Silva passaram por exames e receberam alta ainda durante a tarde. Já Dias, que teve um corte na cabeça, foi transferido no início da noite para o Hospital Vera Cruz, em Campinas, no interior do Estado.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que tanto a habilitação dos pilotos quanto as licenças da aeronave estavam em dia. Para evitar mais transtornos, técnicos da Infraero optaram por rebocar o avião depois das 23 horas, quando o aeroporto é fechado. A investigação do caso já está sendo conduzida por militares do 4º Centro Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Ceripa 4).

PROPRIEDADE

O avião acidentado tinha como destino São José dos Campos, a 91 quilômetros da capital. Segundo a Assessoria de Imprensa da Anac, o bimotor está registrado em nome da Ultrafarma Saúde S.A. Em nota, porém, a rede de farmácias e drogarias informou que, em 28 de agosto, a aeronave foi negociada com a Líder Táxi Aéreo, “se encontrando, desde essa data, sob sua responsabilidade”. Também em nota, a Líder afirmou que o avião, prefixo PT-PAC, “não pertence à frota da empresa, que não tem nenhuma responsabilidade sobre o evento e nenhum de seus funcionários estava a bordo”.

 

O Estado de São Paulo
04/09/2008

Terminal tem dia de caos aéreo
Atrasos e cancelamentos de vôos irritam passageiros;
jogador de vôlei teve de gastar R$ 2 mil em nova viagem

Renato Machado e Naiana Oscar

Oito dias depois de chegar da viagem a Pequim, onde disputou a Olimpíada, o jogador da seleção brasileira de vôlei Dante enfrentou uma pequena maratona ontem para embarcar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Com a mulher e as filhas, ele ficou aproximadamente uma hora e meia dentro da aeronave que era a quinta na fila para decolar, quando um bimotor saiu da pista e provocou o fechamento do aeroporto.

Dante foi uma das muitas pessoas que lotaram o saguão de Congonhas na tarde de ontem e sofreram com atrasos e cancelamentos. O ponta da seleção iria embarcar para Uberlândia, em Minas, e de lá seguiria de carro para Itumbiara, em Goiás, onde moram seus familiares. Como seu vôo foi cancelado, o jogador gastou aproximadamente R$ 2 mil para comprar passagens em outra companhia aérea. “Um acidente como esse sempre provoca medo para nós que vamos embarcar logo em seguida, mas temos de enfrentar e seguir adiante. O que podemos fazer é cobrar do poder público mudanças para dar mais segurança”, diz o jogador.

A tesoureira Maria Helena Negretti, de 54 anos, não teve o vôo cancelado, mas iria embarcar somente tarde da noite para São Luís. O atraso na sua decolagem foi o último infortúnio de uma seqüência de dias em que, segundo ela, “deu tudo errado”. Na tarde de terça-feira, em Alto de Pinheiros, ela foi assaltada quando chegava a uma agência bancária. Além do prejuízo de R$ 5 mil, ela conta que foi agredida. “Só me faltava essa de acidente e vôo atrasado”, diz Maria Helena.

Mesmo com um pequeno acidente perto do saguão e a lembrança da tragédia com o avião da TAM, a maioria dos passageiros estava tranqüila a respeito das viagens e queria embarcar logo. “Eu tenho de acreditar nas estatísticas de que os acidentes são minoria”, diz a estudante de Moda Priscila Franco, de 26 anos. Ela acabou perdendo dois compromissos: às 18 horas, teria uma prova de História da Moda e, às 23h40, teria um evento em que atuaria como atendente trilíngüe. “Talvez consiga chegar ao segundo, se conseguir vaga em outro vôo.”

O médico David Ferez, de 50 anos, já estava na sala de embarque quando soube que seu vôo para Belém, às 16h30, estava suspenso. A informação era de que no Aeroporto de Guarulhos os vôos já estavam lotados e a viagem de trabalho teria de ficar para hoje. “Só soube do motivo porque liguei meu laptop e li na internet sobre o acidente.”

CURIOSOS

Os curiosos que passavam pela Avenida Washington Luís fizeram o trânsito ficar pior. De dentro dos carros, as pessoas tentavam fotografar a aeronave. Entre 16 e 17 horas, era praticamente impossível transitar no Corredor Norte-Sul. Às 16h30, um helicóptero da PM desceu na Avenida dos Bandeirantes, bloqueada nos dois sentidos, para resgatar um motoqueiro acidentado. O caos foi observado na área de embarque e desembarque de Congonhas, onde dezenas de taxistas tentavam “caçar” passageiros no período em que o aeroporto foi fechado.

De uma calçada da avenida, o segurança Alex Aguiar de Lima, de 28 anos, acompanhou o momento em que o avião derrapou e saiu da pista. “Ele foi caindo bem devagar. Se estivesse mais rápido teria invadido a avenida”, disse. Segundo Lima, o piloto, o co-piloto e o passageiro saíram sozinhos da aeronave e subiram a cabeceira da pista - a versão foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros. “Eles pareciam bem apavorados. Aqui nós também ficamos”, disse.

O comerciante César Sousa, de 33 anos, viu o acidente de seu estabelecimento - vizinho do antigo prédio da TAM Express,atingido por um Airbus em julho do ano passado. “Eu estava aqui no acidente da TAM. Foi cruel. Quando acontece algo assim, a gente imagina o pior.”

 

 

O Estado de São Paulo
04/09/2008

Em Congonhas, 14,6% de atrasos

O acidente em Congonhas teve poucos reflexos no número de atrasos e cancelamentos de vôos pelo País. Dos 1.511 vôos programados para ocorrer entre 0 e 19 horas de ontem, 134 (8,9%) atrasaram mais de 30 minutos e 81 (5,4%) haviam sido cancelados, segundo informações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

Em Congonhas, dos 206 vôos previstos, 30 (14,6%) tiveram atrasos e 27 (13,1%) foram cancelados, o dobro do registrado em dias normais. Durante o fechamento do aeroporto, 12 vôos foram alternados para Cumbica e 3 para Viracopos. No início da noite, a Aeronáutica classificava o tráfego aéreo em São Paulo como “normal”.

Por operar prioritariamente a ponte aérea Rio-São Paulo, o Aeroporto Santos Dumont foi o que mais sentiu os reflexos do acidente. Das 14h45 às 15h55, não houve pousos ou decolagens.

 

 

O Estado de São Paulo
04/09/2008

Defesa descarta aumento da área de escape
Restrições à aviação geral e veto a destinos em Congonhas não se mantiveram; n.º de vôos caiu
DIEGO ZANCHETTA, BRUNO TAVARES e RODRIGO BRANCATELLI

A proposta apresentada pela Prefeitura de São Paulo de estender a área de escape do Aeroporto de Congonhas, feita no fim do ano passado, parou no Ministério da Defesa, que descartou a idéia. A Prefeitura chegou a mandar o plano de desapropriação de 2 mil imóveis para a ampliação da pista, mas, segundo a Assessoria de Imprensa do ministério, “foi avaliado que não haveria infra-estrutura urbana que comportasse o aumento no movimento de automóveis e passageiros na região do aeroporto”. De acordo com a Assessoria de Imprensa do prefeito Gilberto Kassab, não seria possível dar início às desapropriações se o governo federal não fosse parceiro no projeto, que custaria R$ 500 milhões.

A instalação de áreas de escape em Congonhas foi anunciada com alarde, assim como a construção de um terceiro aeroporto em São Paulo, que também foi engavetada e nunca mais comentada. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirma que Congonhas conquistou, em julho, segurança “absoluta”, após as mudanças realizadas no aeroporto. Mas só um item do pacote de medidas anunciado em 2007 para aumentar a segurança continua em vigor: o número de pousos e decolagens, que antes da tragédia do vôo 3054 da TAM chegava a 44 por hora, hoje é de 30 para a aviação comercial e 4 para a geral (táxis aéreos e jatos executivos). O terminal, porém, continua a ser um dos mais movimentados do País - só atrás de Cumbica, em Guarulhos.

Jobim assumiu o cargo há um ano, depois do acidente da TAM, prometendo um choque de gestão no setor aéreo. Mas em janeiro as restrições em Congonhas começaram a ser revistas. O ministro decretou a “inviabilidade técnica” da terceira pista de Cumbica, revogou a norma que proibia escalas e conexões em Congonhas (apontadas como culpadas pelo colapso da malha aérea) e recuou da decisão de vetar chegadas e partidas de vôos para mais de 1,5 mil quilômetros de distância. “Congonhas opera muito próximo do limite da segurança”, diz Respício do Espírito Santo Filho, professor de Transporte Aéreo da UFRJ e presidente do Instituto Cepta, especializado em estudos do transporte aéreo. “Ali não há margem para erros.”

 

 

Coluna Claudio Humberto
04/09/2008

Aeroportos: privatização em outubro

O BNDES cumprirá a ordem do presidente Lula e iniciará a privatização da Infraero em outubro, após submeter à Agência Nacional de Aviação Civil o modelo do edital de venda dos dois primeiros aeroportos, Galeão e Viracopos. A idéia de privatizar abrindo o capital da estatal Infraero era só conversa para fazer dormitar bovinos. O ministro Nelson Jobim (Defesa) defendia esse modelo com ardor, mas foi voto vencido.

Código alterado

Para estimular a privatização dos aeroportos, o presidente Lula vai enviar projeto ao Congresso alterando o Código Brasileiro de Aeronáutica, de 1968. Para autorizar a prática de atividades comerciais, hoje proibidas.

Derrapou geral

O avião bimotor que derrapou ontem na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tinha o prefixo PT-PAC. Faz todo o sentido.

Folha de São Paulo
04/09/2008

Bimotor derrapa e é contido por muro em Congonhas
Aeroporto ficou uma hora fechado e 12 vôos foram transferidos para Cumbica
As três pessoas que estavam a bordo do avião não sofreram ferimentos graves; trecho da av. Washington Luís foi interditado pela CET

DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Um avião bimotor modelo King Air derrapou ontem à tarde no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando tentava abortar uma decolagem. A aeronave só não caiu na avenida Washington Luís, quase no mesmo ponto da queda do Airbus da TAM, porque foi contida por um muro de concreto.

As três pessoas que estavam a bordo deixaram o avião caminhando, sozinhas, e não sofreram ferimentos graves.

O bico do avião ficou a cerca de quatro metros da pista lateral da avenida, sentido bairro, que foi interditada pela CET.

O trecho, que dá acesso à avenida dos Bandeirantes, ficaria fechado até a retirada da aeronave. A operação estava prevista para terminar no início desta madrugada.

A interdição do trecho provocou lentidão de 2,4 km no corredor norte-sul, sentido centro, e filas de até 8,7 km no lado oposto. Reflexos foram sentidos em avenidas próximas, como na dos Bandeirantes (4 km de filas no sentido marginal Pinheiros) e Ibirapuera (2,9 km, em direção ao aeroporto).

Por causa do acidente, o aeroporto foi fechado às 14h36 e reaberto uma hora depois -no período, 12 vôos foram transferidos para Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), e três para Viracopos, em Campinas (93 km de São Paulo). Além disso, 13 dos 45 vôos programados entre 14h e 17h tiveram atraso. Outros 19 foram cancelados. Congonhas deve operar normalmente hoje.

O bimotor seguia para São José dos Campos (91 km de São Paulo). O piloto, o co-piloto e o passageiro foram encaminhados ao hospital. Apenas o passageiro, cujo nome não foi divulgado, ainda não havia sido liberado até ontem.

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) não se pronunciou ontem sobre o acidente.

O local onde o avião bimotor deixou a pista fica a cerca de 10 metros do ponto onde derrapou o Airbus da TAM, em julho de 2007, no acidente que deixou 199 mortos.

Pessoas que testemunharam o acidente de ontem dizem que não houve explosão, somente o barulho da batida no avião no muro. "Ouvi o barulho, olhei e vi o avião descendo de bico", relatou o operador Gedielso Caldas, que estava bem em frente ao local em que o avião parou.

O manobrista Jairo Ferreira dos Santos, 24, disse que os passageiros deixaram o avião muito rapidamente. "Um ajudou o outro a sair. Ainda bem que era avião pequeno ou teria chegado aqui na garagem", disse.

Para Cláudio Jorge Pinto Alves, professor do departamento de transporte aéreo do ITA, a princípio não se pode atribuir o acidente a falhas no aeroporto, já que Congonhas tem "boa" estrutura para aviões de pequeno porte, como o King, que tem capacidade para sete pessoas. Não chovia e o céu estava claro.

Carlos Camacho, diretor de segurança de vôo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, afirma que agora o que se pode fazer é só especular sobre as causas do acidente. "Um problema no motor, no freio ou no sistema antiderrapagem são possíveis." Ele critica a estrutura do aeroporto no sentido de não permitir falhas simples, principalmente quanto a aviões de grande porte, em razão da falta de uma área de escape.

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o avião é da Ultrafarma, mas o laboratório diz que vendeu o bimotor à Líder em 28 de agosto. A Líder, por sua vez, nega a compra.
(MÁRCIO PINHO, JOSÉ ERNESTO CREDENDIO E RICARDO SANGIOVANNI)

 

 

Jornal do Brasil
04/09/2008

Cabral tem aval de Lula para assumir Galeão

Projeto é conceder aeroporto à iniciativa privada
Da Redação

O governador Sérgio Cabral disse ontem, em Londres, que obteve a "aprovação informal" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, para que o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, passe à administração do Estado por convênio. Assim que o acerto foi decidido, revelou Cabral, será feita uma concessão para que o setor privado cuide da gestão do aeroporto.

A revelação do governador veio um dia depois de criticar a situação do aeroporto, que tem problemas crônicos, como infiltrações e banheiros quebrados. Cabral também ressaltou o baixo orçamento do governo federal destinado ao Galeão para 2009, de R$ 47,4 milhões, o que corresponde a 1/3 dos recursos para o aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, cujo movimento é cinco vezes menor que terminal carioca.

– Eu acredito que a questão do orçamento para o Galeão vai estar superada com a nossa proposta de um convênio entre o Estado e o governo federal para que o Galeão passe à nossa administração e nós possamos concessionar ao setor privado. Tanto o presidente Lula quanto o ministro Jobim concordaram informalmente com a proposta. O presidente está do nosso lado. A gente tem que tirar o Galeão do sofrimento da Infraero – afirmou o governador.

Cabral destacou o envolvimento de Lula na campanha para o Rio sediar as Olimpíadas de 2016. Ele disse acreditar numa solução rápida para o aeroporto, ainda neste semestre, lembrando que é preciso entregar o caderno de encargos ao Comitê Olímpico Internacional até o fim do ano.

– O presidente Lula é hoje o principal cabo eleitoral da Olimpíada de 2016 no Rio. Temos que provar, na prática, que seremos capazes de fazer as mudanças no Galeão ou não vamos conseguir a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil.

Cabral acrescentou que a concessão à iniciativa privada, após o convênio com o estado, é a "solução mais inteligente, mais rápida e mais compromissada com a campanha para 2016.

 

 

Valor Econômico
04/09/2008

Webjet já tem 11 aviões

A companhia aérea Webjet informou que comprou mais quatro aeronaves. Com as novas aquisições , a empresa que pertence desde 2007 à operadora de pacotes turísticos CVC chegará ao fim do ano com 11 aviões. Atualmente, a Webjet possui vôos para 15 destinos do país e detém 1,5% do mercado.

Congonhas nacional

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) baixou medida formalizando a proibição de vôos internacionais de qualquer modelo de aeronave no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que já não recebia há algum tempo esse tipo de vôo.

 

 

Mercado e Eventos
04/09/2008 - 10:54h

Cabral obtém aprovação de Lula para administrar Tom Jobim

Depois de audiência com executivos da British Airways, em Londres, o governador Sérgio Cabral anunciou que obteve a "aprovação informal" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Defesa, Nelson Jobim , para que o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim passe à administração do estado por convênio. Ele anunciou ainda que pretende fazer, imediatamente, uma concessão para que o setor privado cuide da gestão do aeroporto.

O Ministério da Defesa e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmaram que já estudam opções de modelo para retirar das mãos do governo federal os aeroportos. Na Defesa, o assunto está sendo avaliado pelo departamento jurídico da pasta, que estuda também mudanças no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), a fim de permitir ao setor privado explorar o serviço aeroportuário.

Segundo a assessoria de imprensa da Anac, ainda estão sendo discutidas questões importantes no processo, como, por exemplo, se o setor privado poderá explorar todo o aeroporto ou partes, quanto tempo vai durar a concessão e que tipo de contrapartida será exigida do interessado. O órgão também estuda o modelo ideal do leilão. Cabral chegou a afirmar que o Tom Jobim é pior que uma ' rodoviária de quinta categoria', e defendeu a privatização do aeroporto como solução para garantir o Rio na disputa para sediar as olimpíadas de 2016.

"Tenho certeza absoluta de que ainda neste semestre nós teremos uma solução definitiva para o Galeão, através desse convênio. Tenho certeza ainda de que nenhum obstáculo corporativo será capaz de impedir que o presidente faça esse convênio com o governo do estado. Ele está ciente de toda a situação. E o que nós estamos vendo no mundo moderno é que a administração dos aeroportos funciona quando ela está nas mãos do setor privado. Cabe ao poder público controlar a eficiência dos serviços dados à população", disse Cabral, que acrescentou que a concessão à iniciativa privada, após o convênio com o estado, é a "solução mais inteligente, mais rápida e mais compromissada com a campanha para 2016".

 

 

O Globo
04/09/2008

Coluna Ancelmo Góis
O risco da Flex

A Antiga Varig está com dificuldades para receber uns R$ 40 milhões da VarigLog e outros R$ 40 milhões da Nova Varig, que hoje é da Gol. O dinheiro é essencial para os próximos meses.

A continuar nessa penúria, a veterena terá de devolver ao banco americano Wells Fargo o Boeing 737-300 que circula com a marca Flex, criada em março.

Aliás...

Segundo Selma Balbino, do Sindicato Nacional dos Aeronautas, a Gol demitiu 80% do pessoal que absorveu da Varig.

Quase todos os mecênicos foram para a rua.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br