RIO DE JANEIRO - 05 DE NOVEMBRO DE 2008

Folha de São Paulo
05/11/2008

Gol não vai herdar dívida da velha Varig, diz juiz
Decisão definitiva sobre o caso será dada pelo STF
JANAINA LAGE DA SUCURSAL DO RIO

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio, responsável pelo processo de recuperação judicial da Flex, a velha Varig, afirmou ontem que a Gol não terá de arcar com as dívidas da companhia aérea.

A discussão sobre a herança de dívidas foi retomada após uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que definiu a Justiça do Trabalho como a esfera competente para julgar processo movido por uma ex-funcionária da empresa aérea.

Segundo Ayoub, a decisão do STJ "não muda nada" no processo de recuperação da velha Varig. "Compete ao juiz da vara empresarial dizer se há ou não sucessão e só. E já me pronunciei dizendo que não há."

Na prática, qualquer trabalhador pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar seus direitos, mas a decisão da vara empresarial já indica de antemão que esses valores não poderão ser cobrados dos novos donos da Varig. O Sindicato Nacional dos Aeronautas estima que as dívidas trabalhistas superem os R$ 600 milhões.

A decisão definitiva sobre a hipótese de os novos donos terem de arcar com as dívidas da companhia será dada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo Ayoub, já há um parecer da Procuradoria Geral da República afirmando que a competência para julgar se há ou não sucessão de dívida é da 1ª Vara Empresarial.

O juiz afirma que a recuperação judicial da velha Varig pode acabar em janeiro do próximo ano. Nesse prazo, ele espera que seja fechado o quadro geral de credores da empresa. Com o término do monitoramento judicial, a Flex voltaria para a Fundação Ruben Berta, que foi afastada da gestão da companhia por decisão judicial.

Ele ressalta, no entanto, que a empresa deverá cumprir as premissas definidas no plano de recuperação judicial ao longo dos próximos 20 anos. Ayoub destaca que quase 10 mil trabalhadores participaram do rateio de recursos da ordem de R$ 48 milhões.

 

 

Folha de São Paulo
05/11/2008

Embraer tem pior resultado em 11 anos e perde R$ 48 milhões
FÁBIO AMATO DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

A Embraer anunciou ontem que obteve prejuízo liquido de R$ 48,4 milhões no terceiro trimestre de 2008. Este é o primeiro resultado negativo registrado pela empresa em 11 anos.

Em comunicado, a fabricante brasileira de jatos atribuiu seu desempenho financeiro à "alta volatilidade da taxa de câmbio ocorrida ao final do mês de setembro", às vésperas do início da crise internacional.

De acordo com a Embraer, o prejuízo veio com operações financeiras contratadas por ela com o objetivo de cobrir riscos com a valorização do real. A empresa cobriu esse risco usando instrumentos para liquidação futura, que são os chamados derivativos.

A Embraer é uma empresa que recebe mais dólares de seus clientes do que paga aos seus fornecedores. Empresas com esse perfil utilizam esses instrumentos financeiros para neutralizar o risco cambial, ou seja, de variação muito grande no valor do dólar entre uma operação e outra, já que essa variação tem impacto no resultado da empresa em reais.

"Contratam uma instituição financeira e fazem uma operação que fixa o valor do dólar em relação ao real no futuro. Se o dólar fica acima desse patamar, a Embraer paga diferença. E foi isso que aconteceu agora, por isso ela registrou o prejuízo", afirmou a doutora em economia e professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Maryse Farhi.

No terceiro trimestre de 2007 a Embraer obteve lucro liquido de R$ 306 milhões. No segundo trimestre de 2008, o lucro foi de R$ 176,3 milhões. A receita liquida entre julho e setembro deste ano foi de R$ 2,6 bilhões, 3,3% inferior à registrada em igual período do ano passado (R$ 2,7 bilhões).

A Embraer afirmou ainda que entregou 48 aviões no trimestre, um a mais do que em igual período de 2007, e reafirmou a sua previsão de despachar entre 195 e 200 aeronaves neste ano, além de dez a 15 jatos executivos Phenom 100. A carteira de encomendas firmes da fabricante fechou em US$ 21,6 bi (cerca de R$ 45 bi) no dia 30 de setembro, valor recorde.

Em uma conferência realizada ontem, o vice-presidente financeiro da Embraer, Antônio Luiz Pizarro Manso, disse que o prejuízo foi decorrência de um trimestre atípico em relação ao câmbio e apontou que o resultado negativo deve ser compensado no quarto trimestre com a valorização do dólar.

"Infelizmente, nesse trimestre apresentamos prejuízo, coisa que há muitos anos não tínhamos. Foi atípico, passamos por um processo de ajuste na variação cambial, mas. O que a gente vê e tem afirmado é que, quando o dólar sobe, vai trazer resultados positivos no médio e no longo prazo."

 

 

O Estado de São Paulo
05/11/2008

Gol se muda para prédio da Varig
Empresa vai economizar no aluguel
Mariana Barbosa, SÃO PAULO

A Gol Linhas Aéreas está se despedindo da Vila Olímpia, bairro paulistano onde passou os últimos dois anos e meio. Desde segunda-feira, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, e sua equipe começaram a despachar no prédio que era da antiga Varig, localizado na entrada do aeroporto de Congonhas. A mudança está sendo gradual e, até o fim do mês, todos os funcionários devem estar instalados em Congonhas.

A mudança faz parte da ordem de economizar que tomou conta da Gol nos últimos tempos. Adquirida em abril de 2007, a Varig já custou mais de R$ 1,2 bilhão à companhia, número que inclui o preço pago pela empresa e os prejuízos com sua operação. Ironicamente, a Varig que tanto prejuízo deu à Gol agora está ajudando no corte de custos.

Com o aluguel do metro quadrado comercial na Vila Olímpia avaliado em R$ 80, a mudança para Congonhas deverá representar uma economia mensal de R$ 200 mil. O prédio - na verdade um complexo de prédios de três andares, incluindo uma capela e uma barbearia - não chegou nem a ser reformado para abrigar a equipe da Gol. Exibe o mesmo charme decadente, com ares de anos 70, dos tempos da velha Varig. Em breve, o logo da Gol deve substituir o da Varig na fachada - a exemplo do que vem acontecendo nos aviões e em toda a operação doméstica do grupo desde que foi anunciada a fusão das duas bandeiras.

Quando a Gol deixou sua primeira sede na rua Tamoios, um prédio de quatro andares sem elevador, para se mudar para um bem mais imponente, de 15 andares, na Vila Olímpia, em maio de 2006, a Gol vivia o seu auge. Enquanto a velha Varig, que ainda não era sua, encolhia, a empresa exibia lucros trimestrais da ordem de R$ 100 milhões.

Na época, as ações da companhia haviam se valorizado mais de 180% desde a abertura de capital, em junho de 2004. Da mudança para a Vila Olímpia até hoje, contudo, as ações perderam quase 90% de seu valor.

Com essas e outras economias, a expectativa da companhia é de zerar o prejuízo no terceiro trimestre deste ano, cujo resultado está previsto para ser divulgado nesta sexta-feira.

 

 

O Estado de São Paulo
05/11/2008

Embraer quer fazer aviões maiores
Com aviões de grande porte, grupo concorreria com Boeing e Airbus
Beth Moreira

A Embraer estuda produzir aviões de grande porte, com capacidade para mais de 120 passageiros, que é o limite do maior avião produzido hoje pela empresa, o EMB-195. A informação foi dada ontem pelo vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores da companhia, Antonio Luiz Pizarro Manso, durante teleconferência com analistas para divulgação dos resultados do terceiro trimestre. Apesar do interesse, o executivo disse que os planos são de longo prazo. “Estamos estudando o desenvolvimento de um avião maior, um projeto que pode ser feito em parceria ou não”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de o projeto ser feito em sociedade com a Airbus, Manso respondeu que a empresa tem uma parceria de longa data com a controladora da companhia européia, a EADS, que foi acionista da fabricante brasileira e também sócia em uma das empresas da Embraer em Portugal. Sem dar detalhes, o executivo ressaltou apenas que a maior dificuldade do projeto seria a definição do motor a ser usado no avião.

PREJUÍZO

A Embraer anunciou ontem um prejuízo de R$ 48,4 milhões no terceiro trimestre, enquanto no mesmo período do ano passado teve lucro de R$ 306 milhões. O faturamento líquido foi de R$ 2,638 bilhões, 3,3% menor em relação aos R$ 2,728 bilhões apurados no ano passado. A pior anos resultados, segundo a empresa, deveu-se ao impacto da variação cambial.

A aviação comercial segue como a principal área de negócios da empresa, mas perdeu participação na receita no trimestre. A área representou 63,7% da receita líquida total da fabricante de aviões, totalizando R$ 1,68 bilhão. No mesmo período do ano anterior, respondia por 68,7% da receita.

Para Pizarro Manso, o aprofundamento da crise não deve prejudicar os negócios da companhia. “Tivemos neste ano a postergação de cinco entregas para 2009, mas não há risco de cancelamento de nenhum contrato”, garantiu. Entre julho e setembro, a empresa entregou 48 jatos, um a mais que no mesmo período do ano anterior.

A participação do segmento de defesa e governo dobrou de um ano para o outro. Saiu de 4,11% no terceiro trimestre de 2007 para 8,8% neste ano. Segundo a empresa, a entrega de dois aviões - um ERJ 145 e um Legacy 600, para transporte de autoridades - foi responsável por essa variação.

O peso da aviação executiva na receita ficou estável no período. Em receita, no entanto, o segmento registrou queda de 3,3%, para R$ 388,8 milhões. A causa, mais uma vez, foi a variação do câmbio, que foi parcialmente compensada pelo aumento do preço dos aviões. Entre julho e setembro, a empresa entregou nove jatos Legacy 600, a mesma quantidade registrada em 2007.

 

 

Coluna Claudio humberto
05/11/2008

PO no Galeão

A construtora Paulo Octávio, do vice-governador do DF, é que vai reformar o terminal 2 do Galeão, no Rio. Vai abiscoitar R$ 64.7 milhões.

O pidão

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu ao presidente Lula a primazia na indicação do futuro presidente da Infraero, a estatal que vai promover a privatização do Galeão. Exatamente como ele pediu também.

 

 

Valor Econômico
05/11/2008

Embraer tem perda com dólar, mas espera reversão
Marli Olmos e Graziella Valenti, de São Paulo

A Embraer registrou no período de julho a setembro o primeiro prejuízo trimestral dos últimos 12 anos. Mas a empresa espera que a alta do dólar reverta o quadro nos próximos três meses e já faz até planos de crescimento. Em resposta à declaração do principal executivo da Airbus, Thomas Enders, sobre interesse da empresa européia em parceria com a fabricante de jatos brasileira, o vice-presidente financeiro da Embraer, Antonio Luiz Manso, disse que parcerias estão sempre sendo analisadas e confirmou ainda os estudos da Embraer para entrar no mercado de aviões de grande porte.

Segundo Manso, o motor continua sendo a grande questão a na discussão do ingresso da empresa no mercado de aviões de grandes. "Não há nada para o curto prazo, mas estamos avaliando o mercado para o longo prazo", disse. "No longo prazo isso pode ser, com ou sem parceiros", destacou Manso em resposta durante uma teleconferência sobre os resultados financeiros.

Com um resultado negativo de de R$ 48,4 milhões e margem líquida negativa de 1,8% no terceiro trimestre, esta foi a primeira vez que a empresa teve prejuízo desde o segundo trimestre de 1997, três anos depois da privatização da companhia.

No relatório aos investidores, a direção da Embraer apontou a alta instabilidade da taxa de câmbio no fim de setembro para justificar a perda. Mas mesmo em 2002, em outra situação de alto prejuízo financeiro, a companhia conseguiu reverter a situação e obter lucro.

Na avaliação da empresa, a tendência de desvalorização do real frente ao dólar pode acarretar perdas em operações de derivativos contratadas. Por outro lado, a Embraer aposta que essa perda poderá ser compensada com um volume maior de receitas operacionais, já que quase 97% das receitas vêm das exportações.

Conforme já havia adiantado quando surgiram especulações em torno das operações com derivativos, a Embraer reiterou em seu relatório que possui em sua carteira operações com instrumentos derivativos "para equalização de possível descasamento no fluxo de entradas e saídas em moeda estrangeira". Segundo a empresa, tais operações têm o propósito exclusivo de proteção dos riscos patrimoniais e de fluxo de caixa identificados, não tendo nenhuma característica de alavancagem ou especulação".

A Embraer possuía um total de R$ 1,6 bilhão em contratos derivativos chamados de NDF, que não possuem a mesma superalavancagem que os contratos feitos por Sadia e Aracruz. Essa ferramenta é, na verdade, uma compra ou venda de dólar a termo, no futuro, por uma taxa prefixada.

Embora a empresa possa não ter grandes perdas com esses contratos, é possível que, num cenário de valorização do dólar, perca parte dos ganhos que teria pelo fato de ser exportadora. Para o fechamento de dezembro, a empresa tem R$ 574 milhões vendidos por R$ 1,75 por dólar - ou seja, uma cotação acima dessa equivale a redução dos ganhos da companhia como exportadora. Para o encerramento de março, há uma posição de R$ 1 bilhão pela taxa de R$ 1,72 e há apenas R$ 95 milhões, para o encerramento de junho, por taxa de R$ 1,90 por dólar.

Segundo um analista ouvido pelo Valor, a alta do dólar ainda poderá beneficiar a empresa tanto quanto a queda no preço do petróleo. A redução de custo com combustível pode trazer segurança às companhias aéreas que poderiam pensar em cancelar pedidos.

Por ora, a Embraer não registrou cancelamentos. Mas clientes solicitaram a postergação para 2009 de entregas de pedidos de cinco aeronaves, programados para este ano. Mas o aperto no crédito ainda é uma questão que preocupa. Manso disse que a empresa está acompanhando a questão do crédito e poderá fazer empréstimos aos clientes desde que sejam operações de curto prazo. "Mas vamos primeiro aguardar as financiadoras das primeiras entregas se posicionarem", completou. A empresa entregou este ano 145 jatos comerciais e mantém o objetivo de chegar a 195 a 200 até dezembro.

A empresa tem um situação de caixa confortável. Conta com R$ 3,7 bilhões em aplicações e títulos. Levando em conta os R$ 2,7 bilhões de endividamento, o saldo em caixa está em R$ 916 milhões.

No terceiro trimestre, a receita líquida da Embraer foi de R$ 2,63 bilhões, uma redução de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa apontou a queda de 13% da taxa média de câmbio na comparação entre os trimestres para justificar a retração.

 

 

G1 - O Globo
04/11/08 - 23h36

Nove pessoas morrem em acidente aéreo na Cidade do México
Secretário de Governo Juan Camilo Mouriño está entre as vítimas.
Aeronave caiu perto de uma movimentada avenida da capital.

Um avião de pequeno porte com nove pessoas a bordo caiu sobre os carros perto da avenida principal da Cidade do México. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, todos os ocupantes da aeronave morreram.

O Secretário de Governo mexicano Juan Camilo Mouriño está entre as vítimas.

Uma rádio local disse que o avião que caiu é um Learjet com capacidade para 15 pessoas. 

A aeronave vinha de San Luis Potosí - as causas do acidente ainda são desconhecidas. De acordo com o órgão, estão no local carros de bombeiros e ambulâncias. 

O prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard, disse à imprensa que cinco pessoas gravemente feridas foram levadas a hospitais e que o incêndio causado pelo acidente já estava controlado.

 

 

O Globo Online
04/11/2008 às 17h41m

STJ: Varig terá pagar multa de R$ 15 mil por extravio de bagagem

O Globo BRASÍLIA - A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão que condenou a Varig a pagar indenização por danos morais e materiais no valor de R$ 15 mil à vítima de extravio de bagagem. A companhia pretendia reverter a decisão do o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que determinou o pagamento da indenização.

A Varig argumentou na defesa que, em se tratando de extravio de bagagem quando o passageiro já se encontra de volta ao local onde reside, não há que falar em dano moral decorrente do desconforto, incômodo, humilhação ou transtornos, enfim, não há de cogitar-se de dano moral, visto que o passageiro não teve sua honra ou imagem atingidas. A empresa cita, ainda, precedentes do STJ em que a indenização fixada foi de R$ 1 mil.

A defesa do passageiro Edvaldo Batalha de Souza argumentou que não se trata de extravio de bagagem no fim da viagem, mas de violação e furto da bagagem transportada. Segundo o passageiro, a bagagem extraviada continha importante acervo cultural.

Para o desembargador convocado Carlos Mathias, o recurso examina pedido de indenização decorrente da reparação pela dor e frustração da perda irreparável de importante acervo cultural que, nas condições presentes, o autor não poderá substituir.

Seguindo o entendimento do desembargador convocado, a Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso da Varig e julgou prejudicado o recurso adesivo apresentado pela vítima do extravio. Dessa forma, a decisão do Tribunal de 2ª instância ficou mantida com a determinação de a companhia aérea pagar a indenização, no valor de R$ 15 mil.

 

 

Mercado e Eventos
04/11/2008 - 16:32h

Vem realiza Check-C em avião da Siberia Airlines

A companhia Siberia Airlines anunciou que estará contratando os serviços de manutenção da empresa Vem Manutenção & Engenharia. No mês de setembro, a Vem entregou o Boeing B-767 para a companhia, após realizar um Check-C, que inclui reparos estruturais e em seu interior.

Alguns componentes elétricos e eletrônicos também foram reparados nas oficinas de Vem em Porto Alegre, onde foi realizado o Check. O vôo de experiência foi realizado pela equipe da Siberia Airlines, não sendo constatado qualquer problema.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br