RIO DE JANEIRO - 12 DE AGOSTO DE 2008

Jornal do Brasil
12/08/2008

Piloto vai ao Senado acusar fundo americano no caso Varig/Variglog
Paulo Marcio Vaz, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O caso Varig/Variglog volta à pauta do Senado nesta quarta-feira, quando o comandante Élnio Borges Malheiros, presidente da Associação dos Pilotos da Varig (Apvar), vai ser ouvido durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN). O novo depoimento de Malheiros – em 9 de julho, ele falou sobre o assunto na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) – atende a um requerimento do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O objetivo, segundo o parlamentar, é: - esclarecer denúncia sobre suposto favorecimento, pela Casa Civil da Presidência da República, ao fundo americano de investimentos Matlin Patterson, durante o processo de compra da Varig pela Variglog.

- Em decorrência de novos fatos sobre a transação que envolveu a compra e venda da Varig e Varilog, o comandante Élnio Borges certamente tem informações que irão complementar os esclarecimentos que já prestou perante a Comissão de Serviços de Infra-Estrutura - afirma Flexa Ribeiro, na justificativa do requerimento.

Localizado em Bruxelas, na Bélgica, o comandante Malheiros falou por telefone com a reportagem do Jornal do Brasil. Ele não quis adiantar o conteúdo do depoimento desta quarta, mas ressaltou que está se preparando para falar sobre a suposta influência do fundo Matlin Patterson em ações do Judiciário e do Executivo.

– Os fatos novos dizem respeito a assuntos que demonstram o exercício de força feito pela Matlin Patterson e de como ela consegue influenciar os poderes Judiciário e Executivo – adiantou.

Malheiros chega ao Brasil nesta quarta e segue para Brasília. O comandante classificou seu depoimento no Senado como uma “apresentação”.

– É um conjunto que estamos preparando para poder apresentar no Senado. Mas não tenho como adiantar o conteúdo – insistiu.

Em 9 de julho, em seu depoimento na CI, o comandante classificou de “fraude” a negociação feita em 2006. Na época, a Variglog era controlada pelo fundo de investimentos americano Matlin Patterson junto aos sócios brasileiros Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Luis Eduardo Gallo, da empresa Volo do Brasil. Segundo Malheiros, os sócios da Volo seriam, na verdade, testas de ferro da Matlin Patterson. A legislação brasileira proíbe que grupos estrangeiros controlem mais de 20% de empresas aéreas nacionais.

Novos diretores

Em 1º de abril, por decisão do juiz auxiliar José Paulo Camargo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, os sócios brasileiros foram afastados da direção da Variglog por “gestão temerária”. Foi dado um prazo para a Matlin Patterson apresentar os nomes de novos diretores brasileiros, visando atender à legislação. As pessoas apresentadas são a chinesa naturalizada Chan Lup (51% das ações) e o americano, também naturalizado, Marcussen Miller (29%).

Denúncias sobre uma suposta atuação da Casa Civil na ação que resultou na venda da antiga Varig para a Variglog foram confirmadas pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação (Anac), Denise Abreu, que também prestou depoimento na Comissão de Infra-estrutura do Senado. Denise disse que foi pressionada pela ministra Dilma Roussef para beneficiar o Matlin Patterson na operação de compra da Varig. O advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também foi acusado, por Audi, de ter praticado tráfico de influência ao usar o nome de Lula para “abrir portas”.

 

 

Coluna Claudio Humberto
12/08/2008

Carga pesada

É bagagem de mão a mala de documentos da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil Denise Abreu, comparada com a papelada que o presidente da Associação dos Pilotos da Varig, Élnio Borges, vai apresentar em audiência pública na quinta, no Senado, sobre a VarigLog.

 

 

O Estado de São Paulo
12/08/2008

CEF muda critério de preços para obras em aeroportos
Alteração foi definida para tentar acabar com a queda-de-braço entre TCU e Infraero; auditoria aponta superfaturamento de R$ 3 bilhões
Tânia Monteiro, Rosa Costa e Pedro Dantas

Um dia depois de o Estado revelar a queda-de-braço entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), por causa dos custos das obras em nove dos principais aeroportos do País, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou que a Caixa Econômica Federal (CEF) já montou uma tabela com parâmetros especiais para definir o valor da construção civil pesada para serviços aeroportuários. A tabela de custos especiais da CEF está agora sendo analisada por órgãos do governo (como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE) e universidades (como a USP e a Unicamp).

“O TCU não pode comparar a construção de rodovias com a de pistas que recebem aviões de grande porte. As obras são diferentes, os valores são diferentes e os critérios de comparação têm de ser diferentes”, disse Jobim, fazendo coro com as reclamações da Infraero expostas na reportagem do Estado publicada na edição de ontem. Auditoria do TCU em nove aeroportos, que estão com as obras paradas ou quase parando, calculou que há um superfaturamento em torno de R$ 3 bilhões nos contratos.

OUTUBRO

“Espero que esse trabalho de análise da tabela da CEF com os preços de obras aeroportuárias termine em outubro. E as obras continuem a partir daí sem problemas”, disse Jobim. O TCU também confirmou ao Estado a existência da nova tabela da Caixa.

“A Infraero é presa por ter e por não ter cachorro. Se colocamos um preço alto, o TCU nos acusa de sobrepreço. Se colocamos um preço baixo, as empresas não se interessam por concorrer pela licitação e alegam que não é possível realizar a obra por aquele valor”, disse ontem no Rio o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi.

De acordo com ele, outra solução seria o TCU adotar como referência os preços praticados nos países vizinhos. Gaudenzi, que classificou a fiscalização do TCU como “percalço”, disse que o temor pelo embargo de obras e licitações faz muitas vezes a estatal praticar preços nas concorrências que não atraem empresas.

Em carta enviada ao Estado, a Casa Civil disse ontem que “não recebeu nenhuma orientação e/ou determinação do TCU” no sentido de “estudar um novo mecanismo oficial de medição específica para as obras aeroportuárias”. E acrescentou: “Não é verdade que, ‘quase seis meses depois nada foi apresentado pelo Executivo’.” Era o que o TCU havia informado ao Estado.

A Casa Civil disse que “as providências para a criação desse sistema começaram em maio de 2007, com a assinatura de convênio pela Infraero com a CEF para desenvolver um instrumento próprio de medição de custos para obras aeroportuárias.”

 

 

O Estado de São Paulo
12/08/2008

Controlador é preso pela 2ª vez

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta), sargento Carlos Henrique Trifilio, foi preso ontem em São Paulo pelo Comando da Aeronáutica. Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, o sargento cumprirá pena administrativa de 6 dias de detenção, por ter faltado ao serviço, sem comunicar a ausência.

É a segunda punição administrativa de Trifilio. Em junho de 2007, o sargento foi preso por 20 dias por ter concedido uma entrevista sem autorização, em que criticou o controle de tráfego.

Em outubro de 2007, a Febracta apresentou notícia-crime contra o Comando da Aeronáutica. A entidade acusa a FAB de colocar em risco a segurança do tráfego aéreo ao ordenar que oficiais responsáveis pelas equipes de controladores deixassem seus postos nos Centros de Controle de Tráfego Aéreo (Cindactas) durante a paralisação nacional dos controladores em 2007.

 

 

O Estado de São Paulo
12/08/2008

Com 15,4%, julho tem o menor índice de atrasos de vôos em 15 meses

O índice de atrasos na aviação regular caiu em julho ao menor índice já registrado em 15 meses. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em julho de 2007, 42,7% dos vôos no Brasil decolavam com atrasos superiores a 30 minutos. Um ano depois, o índice de atrasos recuou para 15,4%.

Segundo a Anac, o índice está dentro do padrão de países desenvolvidos. A agência informou que no Reino Unido, por exemplo, os atrasos acima de 30 minutos em 2008 estão entre 15% e 18%. No Brasil, por sua vez, os atrasos acima de 30 minutos não chegaram a superar a marca mensal de 25% entre janeiro e julho deste ano.

Os dados são acompanhados pela Anac a partir de informações computadas pela Infraero nos 67 aeroportos administrados pela estatal e abrangem as operações das cinco maiores companhias da aviação regular nacionais - TAM, Gol, Varig, Webjet e OceanAir, que detêm 98% do mercado doméstico.

MUDANÇA DE CRITÉRIO

A agência destacou ainda que, se considerado o referencial de atrasos utilizado até o início do ano, de 60 minutos, a redução do índice seria ainda maior: de 25,8% em julho de 2007, para 5,5% no mês passado. Segundo a Anac, os aeroportos brasileiros receberam 2,4 milhões de passageiros a mais de junho de 2007 a junho de 2008 - as informações de julho ainda não estão disponíveis.

Segundo avaliação da Anac, a redução dos atrasos deve-se a uma série de ações das autoridades do setor e a adaptações feitas A expectativa é de que os índices de atraso continuem em queda durante o segundo semestre de 2008.

 

 

Folha de São Paulo
12/08/2008

FAB é acusada de prender militar como retaliação
Presidente de federação de controladores de tráfego aéreo, Carlos Trifílio, foi preso por seis dias
Entidade ingressou no STF com acusação ao Comando da Aeronáutica por acidentes aéreos; motivo de punição é falta ao trabalho, afirma FAB

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA SUCURSAL DO RIO

A Força Aérea Brasileira é acusada de ter detido ontem o sargento Carlos Trifílio, que preside a Febracta (Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo), como forma de retaliação.

A entidade ingressou no STF (Supremo Tribunal Federal), acusando o Comando da Aeronáutica de omissão de responsabilidade pelos acidentes com os aviões da TAM, em 2007, e da Gol, em 2006.

Para a federação, a prisão também seria uma forma de pressionar os controladores a não fazer novos protestos.

A "linha dura" foi adotada pelo Comando da Aeronáutica no ano passado, quando houve um motim dos controladores que marcou o período de caos no sistema de tráfego aéreo do país. Os problemas no setor se agravaram depois dos dois acidentes aéreos.

Oficialmente, Trifílio foi preso por ter faltado ao trabalho para ir a uma consulta médica. A FAB confirma que o sargento foi detido por essa razão e por ser reincidente e nega retaliação. Ao se ausentar, ele deveria ter comunicado o fato aos seus superiores. Trifílio ficará preso por seis dias na base aérea em São Paulo.

O sargento já havia sido preso na semana passada por cinco dias pelo mesmo motivo. No ano passado, Trifílio foi detido por conceder entrevistas à imprensa sobre o movimento dos controladores.

De acordo com o advogado Roberto Sobral, o sargento está doente e não aceita se submeter ao tratamento recomendado pela Aeronáutica. Como não é liberado para se consultar com outros médicos, acaba faltando ao serviço.

Punições

O advogado calcula que, pelo menos, 74 militares já foram punidos. Mas ele espera que o STF reconheça que a omissão do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e do seu antecessor, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, contribuíram para o cenário de insegurança que resultou no acidente com o avião da Gol em 2006. O procurador da República, Antonio Fernando de Souza, já recomendou, porém, o arquivamento da ação.

Conforme o advogado, desde o ano passado, a FAB iniciou um processo de remilitarização do tráfego aéreo e tem obrigado os controladores a marchar. A Aeronáutica disse que não iria comentar o assunto.
(ANDREZA MATAIS)

 

 

Folha de São Paulo
12/08/2008

Índice de atrasos de vôos em julho é o menor em 15 meses, diz Anac
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA ONLINE

O índice de atrasos de vôos nos aeroportos do país em julho foi o menor dos últimos 15 meses, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). De acordo com a agência, o total de atrasos superiores a 30 minutos foi de 15,4% dos vôos -contra 42,7% em julho de 2007, auge da crise aérea.

O levantamento foi feito com base em dados da Infraero (estatal que administra os aeroportos) e abrange as operações das cinco maiores companhias -TAM, Gol, Varig, OceanAir e Webjet.

Em nota, a Anac afirma que a redução nos atrasos deve-se "a uma série de ações das autoridades do setor e a adaptações feitas pelas próprias empresas aéreas".

Crise

Desencadeada em setembro de 2006, com a queda de um Boeing da Gol, que deixou 154 mortos, a crise no setor aéreo teve seu ápice em 2007. Houve paralisações de controladores de tráfego aéreo, problemas nos equipamentos dos Cindactas (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo) e a explosão de um Airbus da TAM ao tentar aterrissar em Congonhas. O acidente deixou 199 mortos.

 

 

Invertia
12/08/2008

Gol tem prejuízo de R$ 216,77 milhões no 2º trimestre

A Gol, segunda maior companhia aérea do País, registrou um prejuízo líquido de R$ 216,77 milhões no segundo trimestre do ano, revertendo de maneira brusca o resultado apurado no mesmo período do ano passado, quando a companhia aérea teve um lucro de R$ 157 milhões.

A receita operacional líquida total atingiu R$ 1,457 bilhão, um aumento de 26,6% em relação ao resultado apurado no segundo trimestre de 2007.

Pela legislação dos Estados Unidos (USGAAP), a Gol teve um prejuízo de R$ 171,7 milhões de abril a junho deste ano, ante prejuízo de R$ 35,4 milhões no mesmo período do ano passado.

O resultado antes de juros, impostos, amortização, depreciação de aluguel de aeronaves (Ebitdar, na sigla em inglês) ficou negativo em 90,4 milhões de reais, ante resultado positivo de R$ 72,2 milhõesno segundo trimestre de 2007.

A margem Ebitdar ficou negativa em 6,2%, ante dado positivo de 6,3% um ano antes.

Como a empresa arrenda a maior parte de suas aeronaves, esses gastos representam uma despesa operacional significativa para a companhia.

Na semana passada, a Gol informou que iria reduzir seu plano de frota para os próximos dois anos, numa medida para reduzir custos frente à forte alta dos preços de combustíveis. Ao mesmo tempo, a agência de classificação de risco Moody's reduziu o rating da empresa.

A companhia aérea informou ainda que não iria pagar dividendos pelo resto de 2008 para liberar caixa para investimentos.

No relatório sobre seus resultados no segundo trimestre, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, voltou a afirmar que as medidas adotadas pela empresa são "necessárias" para que a companhia se prepare para a próxima fase de crescimento e estão "alinhadas" com a estratégia de "expansão rentável baseada na estrutura de baixo custo".

A agência Moody's reduziu o rating da Gol de "Ba3" para "B1" e apontou a perspectiva de novas reduções.

 

 

Valor Econômico
12/08/2008

WebJet tem maior índice de atrasos em julho, diz Anac
José Sergio Osse, Valor Online, de São Paulo

A WebJet foi a companhia aérea brasileira que mais prejudicou seus passageiros com atrasos de mais de 30 minutos em julho. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 31,5% dos vôos da empresa atrasaram mais de meia hora no mês passado. No total, conforme a agência, 15,4% dos vôos do país foram afetados por atrasos em julho.

Além da WebJet, a Varig, subsidiária da Gol, também apresentou resultado pior que a média da indústria em julho. A empresa registrou atrasos de mais de meia hora em 15,9% de seus vôos. Sua controladora, por outro lado, reverteu posição negativa no mês anterior, fechando julho com média de atrasos de 14,4%, abaixo da média geral - ao contrário do que ocorreu em junho.

O melhor desempenho foi obtido pela OceanAir. De acordo com a Anac, 13,2% dos vôos da companhia saíram atrasados em julho. O resultado é significativo, uma vez que, durante dez meses até abril, a empresa registrou o pior desempenho em atrasos entre as companhias do país. Em julho de 2007, a empresa teve atrasos de mais de meia hora em 56,2% de seus vôos. Naquele mês, a média da indústria foi de 42,7% das operações com atraso.

A Anac observou que a redução nos índices de atraso é fruto de medidas tomadas pela agência e por mudanças promovidas pelas próprias empresas. Do lado da Anac, foi elevada a fiscalização sobre as empresas aéreas, além de terem sido promovidas mudanças na malha aérea nacional. A agência afirma esperar que as quedas nos atrasos continuem durante a segunda metade deste ano.

 

 

Valor Econômico
12/08/2008

American Airlines terá vôos para o Nordeste e BH
Roberta Campassi, de São Paulo

A turbulência no mercado aéreo dos Estados Unidos não impediu a American Airlines de investir em novos vôos para o Brasil. A companhia cria, em novembro, dois vôos regulares diretos entre Miami, no sudeste do território americano, e o Nordeste brasileiro e entre Miami e Belo Horizonte.

A American, a maior companhia aérea mundial, foi a primeira empresa entre suas concorrentes americanas a anunciar vôos para outras capitais brasileiras além de São Paulo e Rio de Janeiro, os dois mercados mais tradicionais para vôos ao exterior. A expansão, que era planejada há mais de um ano, só foi possível depois que Brasil e EUA ampliaram o acordo que rege as operações aéreas entre os dois países, em junho deste ano. O número de vôos semanais permitido a partir de cada país passou de 105 para 154, sendo que a expansão será em três fases: 21 novas freqüências neste ano; 14 em 2009 e 14 em 2010. As empresas americanas já utilizavam todos os vôos, enquanto do lado brasileiro são utilizados 42, apenas pela TAM, única brasileira com vôos de longa distância ao exterior.

Segundo Dilson Verçosa Jr., diretor comercial da American Airlines no Brasil, a companhia terá um vôo diário na rota Miami - Salvador - Recife - Miami. A operação entre Miami e Belo Horizonte será feita três vezes por semana. Essas dez freqüências semanais foram autorizadas para a American pelo Departamento de Transporte americano (DOT) no fim de semana, dentro do total de 21 previstas na primeira fase da ampliação. As 11 freqüências restantes do lado americano devem ser distribuídas para outras empresas dos EUA.

Procurado, o DOT não informou se e quais outras companhias pediram autorização para ter novos vôos ao Brasil. As rivais da American no país, United Airlines e Continental, informaram que não terão novos vôos por enquanto. A Delta Airlines , que também compete com a American no Brasil, não deu informação, mas já disse, há alguns meses, que estudava dez cidades brasileiras para novas operações.

A expansão no Brasil ocorre num momento em que as companhias americanas fazem cortes em suas malhas, frotas e funcionários, principalmente dentro dos Estados Unidos, para tentar reduzir os estragos provocados pelo aumento recorde nos preços do combustível e uma economia em desaceleração. "Apesar de estar eliminando 10% da malha nos Estados Unidos, as operações internacionais da American vão bem", afirma Verçosa. "Os vôos no Brasil são lucrativos, a economia está madura e o país ganhou importância no cenário mundial." O executivo não fornece os resultados financeiros da American no país, mas afirma a média de ocupação dos vôos neste ano está em 85%.

O movimento da American marca também a importância que outras cidades do país vêm ganhando dentro do mapa da aviação. A companhia portuguesa TAP foi uma das primeiras a explorar novos mercados, como o Nordeste, Brasília e Belo Horizonte, com vôos diretos para a Europa. A TAM, nas últimas semanas, também anunciou ligações entre o Nordeste e Brasília para Buenos Aires.

Com os vôos ao Nordeste, a American vai concorrer mais diretamente com a TAM. Apesar de operar quase todos os vôos para os EUA a partir de São Paulo ou Rio, a empresa tem um vôo por semana entre Salvador e Miami e mais um vôo diário entre a cidade americana e Manaus.

 

 

Mercado e Eventos
12/08/2008

Anac certifica centro de peças de reposição da Embraer

O centro de peças de reposição da Embraer na China foi certificado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Brasil, em conformidade com o Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (RBHA), Parte 21, para conceder certificados de aeronavegabilidade para peças e equipamentos.

Um processo de auditoria qualificou os técnicos da Embraer China a emitir certificados de aeronavegabilidade para peças de reposição por meio do seu próprio sistema de qualidade na China, ampliando a extensão dos serviços e oferecendo mais flexibilidade aos clientes.

A auditoria realizada pela Anac destacou o fato de a Embraer China não apresentar divergências relativas à infra-estrutura e processos operacionais da unidade. Esta certificação permite que a Embraer China otimize sua cadeia de suprimentos, reduzindo o tempo de entrega de peças e oferecendo mais agilidade dos serviços. Com essa realização, a Embraer fortalece seu compromisso de oferecer serviços de materiais de alto nível para melhorar a cobertura de apoio da crescente frota de aeronaves da Empresa no mercado.

 

 

O Globo
12/08/2008

 

 

O Globo Online
11/08/2008 às 23h45m

VarigLog começa a pagar rescisões trabalhistas
Diário de S.Paulo

SÃO PAULO - A VarigLog deu início ao pagamento das rescisões trabalhistas aos 962 ex-funcionários da empresa, demitidos no fim de maio. A quitação só foi possível graças à liberação de R$ 20 milhões, que estavam bloqueados pela Justiça dentro de uma disputa judicial entre os acionistas. Já os cerca de 700 empregados que ainda trabalham na companhia estão com os salários atrasados, informou o Sindicato dos Aeroviários no Estado (CUT).

Os dispensados começaram a receber no início do mês, segundo o secretário-geral da entidade, Ademir Martins. O sindicalista destacou que essa medida só foi possível graças a um aval do Ministério Público do Trabalho, que considerou necessário o desbloqueio de parte do dinheiro retido.

Os cortes foram efetuados dentro de uma reestruturação para tirar a empresa da crise. A iniciativa foi motivada devido a uma disputa judicial entre os sócios brasileiros e estrangeiros.

O Sindicato dos Aeroviários deve organizar até a próxima semana um novo protesto na VarigLog. Desta vez, a manifestação é contra o atraso nos salários de julho dos funcionários, que deveria ter sido pago no quinto dia útil de agosto. Procurada pelo DIÁRIO, a VarigLog não se manifestou.

 

 

Coluna Claudio Humberto
11/08/2008 - 10:06h

Senado volta a discutir caso Varig

A Comissão de Relações Exteriores do Senado vai ouvir, na próxima quinta (14), o presidente da Associação dos Pilotos da Varig, comandante Élnio Borges Malheiros, con o objetivo de esclares o suposto financiamento, pela Casa Civil, ao fundo americano de investimentos Matli Patterson, durante a comprar da Varig/ VarigLog.

A audiência será realizada em conjunto com a Comissão de Serviços de Infra-Estrutura, onde Malheiros já prestou depoimento no último dia 9 de julho. A Varig foi adquirida em 2006 pela Varilog (empresa de logística e transporte de cargas), controlada pelo fundo de investimentos Matlin Patterson juntamente com três sócios brasileiros - Marco Antônio Audi, Luiz Gallo e Marcos Haftel. Segundo Malheiros afirmou na CI, os três brasileiros seriam apenas testas-de-ferro do fundo de investimentos, reunidos na empresa Volo do Brasil. A audiência pública está marcada para as 10h.

 

 

Gazeta Mercantil
11/08/2008

AVIAÇÃO: Infraero vai investir R$ 400 mi em reforma no RJ

SÃO PAULO, 11 de agosto de 2008 - A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) apresentou hoje no Rio de Janeiro o projeto de reforma do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no valor de R$ 400 milhões. Segundo o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, o Terminal 2 será concluído e o Terminal 1 será totalmente reformado.

Gaudenzi afirmou que o prazo de conclusão das obras é de três anos e meio, independentemente do Rio de Janeiro ser escolhido ou não para sediar as Olimpíadas de 2016. A apresentação do projeto de reforma aconteceu em uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O Aeroporto Tom Jobim recebeu, na audiência, críticas do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que pediu sua privatização. Gaudenzi reconheceu que o aeroporto está em uma situação 'crítica', mas disse que, por enquanto, não há intenção do governo federal em privatizar o aeroporto. 'Enquanto não houver outra determinação, cabe à Infraero cumprir o planejamento estabelecido', disse.
As informações são da Agência Brasil. (Redação - InvestNews).

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