RIO DE JANEIRO - 13 DE MAIO DE 2008

O Estado de São Paulo
13/05/2008

OceanAir vai demitir mais 600 funcionários
Em crise, empresa já havia cortado 200 empregos no mês passado
Mariana Barbosa

A OceanAir anunciou um novo plano de reestruturação que prevê a demissão de cerca de 600 funcionários. É o segundo corte na companhia em menos de um mês. Em meados de abril, a empresa havia anunciado a demissão de 200 funcionários, com a interrupção do vôo para o México e o cancelamento do plano de voar para Angola. Com as duas demissões, o quadro de funcionários da OceanAir cairá para 1.100.

Para reduzir custos e estancar sucessivos prejuízos, a empresa decidiu padronizar a frota e concentrar as operações em destinos mais rentáveis. O número de cidades atendidas foi reduzido de 37 para 25. Dentre os destinos abandonados estão Uberaba e Araçatuba. A Ponte Aérea Rio-São Paulo será mantida, assim como vôos para as principais capitais, como Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador.

Em um comunicado divulgado ontem, a empresa afirma que o objetivo é “concentrar e otimizar a malha aérea, com a redução de custos, adequação do quadro de funcionários e melhor aproveitamento das aeronaves.”

Com uma malha considerada por muitos analistas como “irracional” e uma frota pouco eficiente, a OceanAir nunca conseguiu alcançar nem 5% do mercado. A empresa absorveu as operações da BRA no final do ano passado e acabou atingindo, em janeiro, um pico de 4,64%. Mas, de lá para cá, a participação só caiu, atingindo 3,3% em abril.

A OceanAir pretende operar uma frota padronizada de dez Fokker 100. Estão sendo devolvidos três Fokker 50, um Fokker 100 e dois Boeings. Os Boeings, originalmente da BRA, haviam sido repassados à OceanAir como garantia.

No comunicado, a empresa diz ainda que a intenção é alinhar a OceanAir à gestão da Avianca, empresa colombiana adquirida pelo Grupo Synergy, de German Efromovich, em 2005. “A Avianca passava por momentos difíceis e, hoje, cresce de forma consistente e apresenta resultados positivos.”

A empresa atribui a necessidade de mudanças à “crescente alta do petróleo no mercado mundial.” Na época em que anunciou o fim de sua presença no mercado internacional, em 14 de abril, a empresa afirmou que a reestruturação era uma forma de preparar a companhia para a chegada de novos concorrentes.

Com esse novo modelo, a OceanAir se prepara para enfrentar a Azul Linhas Aéreas, a nova companhia de David Neeleman, prevista para começar a operar no início de 2009, com jatos E-195, da Embraer, de 118 lugares.

Nenhum executivo da OceanAir estava disponível para conversar com a reportagem. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, não deve haver mais cortes este ano. “A intenção é enxugar, atingir a rentabilidade para depois voltar a crescer”, explicou um porta-voz da companhia.

O grupo diz ter a intenção de voltar a crescer a partir de 2009, com a chegada dos primeiros aviões Airbus A319, A320 e A330, parte de uma encomenda de US$ 2,65 bilhões anunciada em novembro. O pedido envolve 28 aviões, dos quais 14 A319 e 7 A320, para uso em vôos domésticos, e 7 A330-200, para vôos de longo curso.

NÚMEROS

25 é o total de destinos que passarão a ser atendidos pela OceanAir a partir das mudanças, 12 a menos que na malha atual

10 aviões Fokker 100 farão parte da nova frota, seis a menos que na frota atual

800 é o número total de demissões anunciadas pela empresa este ano

 

 

O Estado de São Paulo
13/05/2008

Em 4 anos, SP terá capacidade técnica para receber até o dobro de vôos
Controle de tráfego avança mais rápido que infra-estrutura e daria conta de 3.º aeroporto na região metropolitana
Camilla Rigi

Se o crescimento do setor aéreo dependesse só do controle de tráfego, nos próximos quatro anos a Área de Controle da Terminal São Paulo - que abrange uma área que vai do Aeroporto de Congonhas, na capital, ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas -, estaria apta a absorver até o dobro de vôos que são realizados hoje. “Não poderíamos esperar a infra-estrutura. Saímos na frente. Estamos preparados para uma possível demanda”, afirmou o chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP), coronel Jeferson Ghisi Costa. De janeiro a dezembro de 2007, o setor aéreo no País cresceu 11,9%.

Hoje a Área de Controle de São Paulo atende a 1.700 vôos diariamente. Segundo a Aeronáutica é o espaço mais sobrevoado da América do Sul. Mas, para que o crescimento do setor ocorra sem obstáculos, é preciso ampliar a infra-estrutura em solo, com mais pátios para estacionamento de aeronaves e pistas. O avanço técnico já suporta até um terceiro aeroporto na região metropolitana - uma das promessas do governo Lula.

Para o especialista em infra-estrutura aeroportuária e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Cláudio Jorge Pinto Alves, a solução para São Paulo é investir no Aeroporto de Campinas. “Congonhas já está no limite e Guarulhos também não deve crescer muito mais.” A ressalva é que não basta ampliar o aeroporto: tem de haver um acesso rápido, como um trem, para que exista interesse dos passageiros.

Ontem, a Aeronáutica apresentou a torre de controle reformada de Congonhas, que ganhou equipamentos mais modernos e começa a operar hoje. Agora, todas as telas são sensíveis ao toque, o que acelera o trabalho dos controladores. O investimento foi de R$ 3,5 milhões. Há dois anos, o Controle de Aproximação da área (APP), que monitora todos os aviões que sobrevoam a área, também passou por revitalização.

Os planos não se concentram em São Paulo, segundo o presidente da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Ciscea), brigadeiro Carlos Vuyk de Aquino. Outros 18 APPs devem ser modernizados até o fim de 2010, além das torres de controle dos Aeroportos de Campo Grande e de Fortaleza.

 

 

O Estado de São Paulo
13/05/2008

No meio da serra, Jundiaí vira pólo da aviação geral
No 1.º trimestre, aeroporto registrou mais de 1/3 dos pousos e decolagens do ano passado inteiro
Camilla Rigi e Diego Zanchetta

Encravado entre os 191,7 quilômetros quadrados da Serra do Japi, umas das maiores áreas estaduais de preservação permanente, o Aeroporto de Jundiaí, a 55 quilômetros de São Paulo, registrou no primeiro trimestre 14.071 pousos e decolagens, mais de um terço das operações realizadas ali em todo o ano de 2007, que foram 36.874. O crescimento da movimentação fez com que a Aeronáutica anunciasse, ontem, a transferência da torre de controle provisória do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, para a cidade do interior.

“Acreditamos que ela (a torre) deva ficar lá por dois anos, até que o Daesp (Departamento de Aviação do Estado de São Paulo) construa uma estrutura definitiva”, disse o presidente da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Ciscea), brigadeiro Carlos Vuyk de Aquino.

A projeção do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP) é de que, até o fim do ano, o movimento em Jundiaí - um dos principais centros no País de aviação para jatinhos, táxis aéreos e helicópteros - cresça 17%. No ano passado, o aeroporto já havia crescido 15% em relação a 2006. O aumento de movimento nos três primeiros meses deste ano, quando houve restrições à aviação executiva em Congonhas, foi de 69,5% em Jundiaí. Foram 156 pousos e decolagens diários de janeiro a março, ante 92 no mesmo período de 2007.

Mesmo com a volta de parte dos pousos de pequenas aeronaves em Congonhas, a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) avalia que o terminal de Jundiaí - cuja pista principal em 2007 foi ampliada em 220 metros, e que tem oito novos hangares - vai ajudar a absorver o crescimento natural do setor. Entre 2005 e 2007 a aviação geral cresceu 41% no País. “Jundiaí é uma boa opção operacional para absorver a demanda”, disse o diretor-executivo da Abag, Adalberto Febeliano.

Antes da transferência da torre, o Daesp deverá construir a base para a estrutura metálica. Todos os equipamentos também serão emprestados pela Aeronáutica. Mas os controladores devem ser contratados pelo Estado, segundo o chefe do SRPV-SP, coronel Jeferson Ghisi Costa.

Hoje a coordenação de pousos e decolagens em Jundiaí é feita por rádio pelos próprios pilotos. Eles sintonizam uma mesma freqüência para saber se há mais de um avião na região e o que cada um vai fazer. “Com a torre, o procedimento fica mais seguro, e acredito que muitos pilotos que não vão para Jundiaí passarão a ter o aeroporto como opção”, disse Febeliano.

Os equipamentos que serão emprestados com a torre são de última geração, iguais aos que foram instalados em Congonhas. Todas as telas são sensíveis ao toque e agilizam o trabalho dos controladores.

PROTESTOS

Em Jundiaí, o Ministério Público, entidades em defesa da Serra do Japi e moradores de condomínios próximos ao aeroporto já reclamam do fluxo de aeronaves na região. O aeroporto fica no entorno de uma mata da serra tombada pelo Ibama, com espécies de aves como maritacas e gaviões, além de esquilos e porcos-espinhos.

“O aeroporto não tem mais para onde crescer. As intervenções até agora, como o aumento da pista, obedeceram os trâmites legais. Agora, com os hangares instalados em volta da pista, não há nova margem para crescimento”, afirma o promotor de Meio Ambiente de Jundiaí, Cláudio Bataglini. “O Estado não pode deixar de estudar alternativas de aeroporto em cidades vizinhas, como Sorocaba, e saturar Jundiaí. Aqui não dá para descerem aeronaves maiores que as da aviação geral.”

Para Paola Esteves Teixeira, presidente do Conselho Gestor da Serra do Japi, as autoridades não dimensionam os riscos da circulação de aeronaves em Jundiaí. “Bem próximo da cabeceira do aeroporto temos uma indústria química. É perigoso, sem contar o risco de acidentes dos aviões com as aves”, alerta a ambientalista. “Com o aumento dos vôos, o reflexo negativo até agora tem sido mesmo o barulho. Não tivemos registro de incidentes após o crescimento no número de vôos, mas, em anos anteriores, aviões caíram porque não ganharam altitude antes de cruzar os morros da serra”, acrescentou.

O aeroporto também fica ao lado de um bairro residencial, cercado por condomínios de alto padrão. Moradores reclamam do barulho dos aviões e do trânsito gerado na Avenida Antonio Pincinato, paralela à serra. “Pela manhã, quando o movimento de pousos e decolagens é grande, estamos tendo congestionamentos que não existiam nesse trecho do bairro”, reclama Katia Soares, síndica do condomínio Ecovillage Japi 1.

 

 

O Estado de São Paulo
13/05/2008

Ferrovia será removida para ampliar aeroporto de Viracopos
Capacidade será de até 70 milhões de passageiros e de até 720 mil toneladas de carga por ano
Diego Zanchetta

Por causa da segunda pista planejada para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, parte da ferrovia que tangencia o atual sítio aeroportuário e que integra o corredor de exportação que liga Jundiaí ao Porto de Santos terá de ser remanejada. Uma portaria publicada na semana passada no Diário Oficial da União prevê a constituição de um grupo de trabalho interministerial para coordenar a remoção dos trilhos que estão sob o local onde ficará a segunda pista.

Para viabilizar as obras de ampliação de Viracopos, anunciadas no final do ano passado, um trecho de ferrovia mudará de lugar para se transformar em um ramal responsável por receber as cargas e os passageiros do terminal aeroportuário. A idéia é ativar a ferrovia como mais uma opção de entrada e saída de produtos, além de facilitar o trânsito de passageiros. Há um projeto para o futuro trem-bala São Paulo-Campinas passar por esse ramal.

O trecho que será remanejado foi construído pela Ferrovia Paulista S/A (Fepasa) em 1979, como um trecho de exportação entre Uberaba e Santos e, em 2002, foi concessionado para a América Latina Logística (ALL). A portaria do governo federal, contudo, não define o prazo para a conclusão do trabalho. O plano da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) para Viracopos prevê transformar, em 30 anos, o aeródromo campineiro em um dos maiores sítios aeroportuários da América Latina. No novo desenho para o aeroporto, há dois sistemas de pistas de pousos e decolagens e cada um deles conta com uma pista principal e outra secundária. A capacidade será de 60 a 70 milhões de passageiros por ano e um total de 570 mil operações de pousos e decolagens, considerando-se a construção da segunda pista. Os terminais de logística terão capacidade de processar até 720 mil toneladas de carga aérea por ano.

A implantação do projeto, porém, depende da aprovação da diretoria da estatal e dos órgãos que definem as políticas para o setor aéreo, já que cada instância que analisar o projeto poderá propor mudanças. O projeto, de longo prazo, ainda planeja pelo menos sete áreas que servirão como pátios de aeronaves. A segunda pista de pousos e decolagens - que ainda será construída - ficará em um complexo com mais um piso auxiliar.

A primeira etapa do projeto vai até o ano de 2015, com a construção da segunda pista e as interligações para taxiamento. A capacidade de movimentação será de 745 mil toneladas de carga por ano. A segunda etapa do plano está prevista para 2020 e prevê a construção de um novo terminal de passageiros, nos moldes do aeroporto de Atlanta, nos Estados Unidos. A terceira etapa está prevista para 2025, com uma terceira pista e novos hangares. De acordo com o projeto, em 2025, Viracopos terá capacidade de movimentar 4 milhões de toneladas de carga/ano.

 

 

O Estado de São Paulo
13/05/2008

Controlador preso por contestar Força Aérea

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta), suboficial Moisés Gomes de Almeida, foi preso ontem e cumprirá prisão administrativa por 15 dias, por determinação do Comando da Aeronáutica. Ele contestou decisões da Força Aérea e incitou colegas, por meio do site Orkut, há nove meses. Advogados do militar pretendem recorrer. Ele já havia sido preso uma vez, em junho.

 

 

Folha de São Paulo
13/05/2008

OceanAir reduz rotas e anuncia demissão de 600
Companhia aérea nega crise econômica e diz que medidas fazem parte de mudança na gestão para diminuir os custos
OceanAir justifica mudanças pelo aumento de preço do combustível; para analista, empresa não resistiu à competitividade do mercado

MARINA GAZZONI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A OceanAir anunciou ontem um plano de reestruturação que inclui redução de 37 para 25 destinos e corte de 600 dos 1.700 funcionários.

A empresa nega a existência de uma crise financeira e diz que as mudanças visam a consolidação de uma gestão de custos mais eficiente.

A OceanAir disse que a reestruturação se fez necessária pelo aumento dos custos com combustível, elevados com a alta da cotação do barril de petróleo, que subiu 29,4% em 2008.

O grupo brasileiro Synergy, controlador da OceanAir, seguirá o modelo de gestão aplicado na companhia colombiana Avianca, adquirida em crise financeira pelo grupo em 2005 e que, segundo ele, hoje apresenta resultados positivos.

Entre os 12 destinos que deixaram de ser atendidos a partir de ontem, estão Araçatuba (SP) e Uberaba e Juiz de Fora (MG). A empresa também cancelou sua única linha internacional no mês passado, com destino ao México.

Segundo a empresa, os clientes que compraram passagens para esses vôos serão remanejados para outras companhias. "São destinos que não se justificava manter do ponto de vista econômico", disse a OceanAir.

A frota também será reduzida de 16 para 10 aviões, todos Fokker MK-28. Com isso, a OceanAir se desfaz dos outros modelos de Fokker e dos Boeing-737 que assumiu da empresa aérea BRA, incorporada no ano passado.

Na época, o negócio foi bem visto por analistas como uma tentativa em diminuir o "duopólio aéreo" da Gol e da TAM, que, juntas, responderam por 85,6% do mercado doméstico de aviação em abril deste ano. A OceanAir vendeu 3,3% do total de passagens.

Segundo o consultor André Castellini, da Bain & Company, a empresa aérea não resistiu à competitividade do mercado. Para ele, o aumento da oferta de vôos provocado pelas novas aquisições de aeronaves da Gol e da TAM gerou queda nas tarifas. "A OceanAir não tem aeronaves modernas e escala para competir com seus concorrentes mais fortes [Gol e TAM]."

Para Castellini, as companhias com frota menor deveriam focar em vôos com menos de cem passageiros, que não compensam ser feitos por aviões de grande porte.

 

 

Folha de São Paulo
13/05/2008

Lucro da TAM cai 95,7% no 1º trimestre
DA REDAÇÃO

O lucro líquido da companhia aérea TAM caiu 95,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2007, ao passar de R$ 59,2 milhões para apenas R$ 2,6 milhões.

Segundo a empresa, na análise do resultado financeiro, houve despesa líquida de R$ 8,7 milhões, contra receita líquida de R$ 2,4 milhões no ano passado, "principalmente em razão de menores ganhos com a variação cambial, compensados parcialmente pelo rendimento sobre aplicações financeiras e ganhos com operação de hedge de combustível". O custo dos serviços prestados e despesas operacionais cresceu 28,5%, com destaque para alta em seguro de aeronaves (51%), pessoal (50%) e combustível (48%).

 

 

Folha de São Paulo
13/05/2008

Controlador de vôo cumpre nova prisão por mensagem no Orkut
LÍVIA MARRA
EDITORA DE COTIDIANO DA FOLHA ONLINE

O suboficial Moisés Gomes de Almeida, vice-presidente da Febracta (Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo), começou a cumprir ontem uma nova prisão disciplinar por ter publicado no site de relacionamentos Orkut textos que contestavam decisões da Aeronáutica e que convocava os colegas a manterem apoio às associações.

Publicadas em agosto do ano passado, as mensagens já foram retiradas do site. Uma delas pedia união da categoria, ainda que as detenções fossem o preço por refutar as decisões dos superiores. Almeida deve ficar preso até 27 de maio.

Em junho do ano passado, o controlador cumpriu dez dias de detenção por ter dado declarações à imprensa sobre a crise aérea. De acordo com a Aeronáutica, militares precisam de autorização para falar a qualquer veículo de comunicação.

A entrevista e as mensagens postadas na internet foram consideradas crime de insubordinação, e a prisão está prevista no Código Militar. A defesa do militar deve recorrer da decisão.

Outro lado

Procurada, a Aeronáutica informou que não se manifestaria sobre o caso, por considerar que a medida está dentro do regulamento.

Outros líderes da categoria também sofreram punições -com detenções ou afastamento- desde o início da crise aérea.

Controladores ouvidos pela reportagem voltaram a denunciar os mesmos problemas relatados desde o acidente com o vôo 1907 da Gol, ocorrido em setembro de 2006 e que desencadeou uma crise no setor.
Eles reclamam da pressão imposta pela hierarquia militar e apontam falhas em equipamentos de algumas regiões.

 

 

Jornal do Brasil
13/05/2008

Depois de reforma, torre de Congonhas é reaberta
Brigadeiro diz que segurança nos vôos vai aumentar
São Paulo

A Aeronáutica apresentou ontem a reforma da torre de controle do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A obra, que demorou pouco mais de seis meses para ser concluída, custou R$ 3,5 milhões. Congonhas foi o epicentro da crise aérea ao longo do ano passado.

Segundo o brigadeiro-do-ar Carlos Vuyk de Aquino, presidente da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica (Ciscea), com a nova torre, será possível oferecer mais segurança ao controle do tráfego aéreo no terminal, que é responsável por 600 operações diárias.

– Tratam-se de equipamentos mais modernos, e a segurança vai crescer. Trará mais fluidez no tráfego e um controle mais adequado – afirmou.

De acordo com Aquino, o número de operações realizadas em Congonhas não sofrerá alterações. De acordo com o coronel-aviador Jeferson Ghisi Costa, chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo, os novos equipamentos têm capacidade para atender ao dobro do número de operações dentro de um prazo de quatro anos.

Algumas funções que antes eram realizadas por equipamentos analógicos, passam a ser realizadas com um toque na tela do computador, entre elas está a de informações sobre condições meteorológicas do terminal.

Antes, o operador precisava usar o telefone para obter os dados e informar ao piloto – o que levava de três a cinco minutos. Agora, basta acionar com um toque a tela do monitor para ter a informação sobre as condições do tempo.

Aquino e Costa negaram que a nova torre tenha sido reformada devido aos acidentes aéreos ocorridos no país nos últimos anos. Eles afirmam que o projeto existe desde 2003, foi revisto em 2005 e que a licitação para as obras ocorreu em agosto de 2007.

A nova torre começa a operar hoje, de forma gradual.

A torre fixa do aeroporto de Congonhas, de alvenaria, foi construída na década de 1950 e atualmente é tombada pelo patrimônio histórico. No fim do ano passado teve início uma reforma em sua estrutura interna que incluiu uma melhor disposição do espaço e novos e modernos equipamentos, que foram entregues ontem.

Durante a reforma da torre de alvenaria, as operações foram realizadas em uma torre provisória, metálica, posta ao lado da torre original. É essa estrutura metálica e alguns equipamentos que serão emprestados.

Aquino informou ainda que a FAB emprestará, por um prazo de dois anos, uma torre de controle provisória para o aeroporto estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí.

 

 

Valor Econômico
13/05/2008

OceanAir demite

Com os custos em alta, a companhia aérea OceanAir anunciou um plano de reestruturação pelo qual irá reduzir a frota, a malha e o quadro de funcionários. Segundo a empresa, o objetivo é "equilibrar e adequar as operações ao momento atual do mercado doméstico". Entre as medidas anunciadas estão a demissão de 600 funcionários, a redução de destinos atendidos de 37 para 20 e a diminuição da frota de 16 para 10 aviões, informou o ValorOnline.

 

 

O Globo
13/05/2008

 

 

Coluna Claudio Humberto
13/05/2008 - 00:00

Vôo de galinha

A aventura de German Eframovitch e sua OceanAir faz pouso forçado, reduzindo vôos e a frota e anunciando a demissão de 600 funcionários.

Viva o gordo
Projeto do deputado Mendonça Prado (DEM-SE) reserva 20% das poltronas de avião com medidas especiais para obesos. A cota é de brasileiros acima do peso, segundo estatísticas de saúde pública.

 

 

O Globo Online
12/05/2008 às 20h59m

Varig faz acordo com a Copa Airlines para integrar o transporte de passageiros
Erica Ribeiro - O Globo

RIO - A Gol Linhas Aéreas Inteligentes controladora das companhias aéreas Gol e VRG (Varig), fechou acordo de interline entre a Varig e a Copa Airlines, companhia aérea com sede no Panamá. A partir deste mês, as agências de viagem já podem emitir bilhetes de vôos domésticos da Varig conjugados com trechos internacionais da Copa.

O acordo deverá beneficiar especialmente os passageiros da Varig que saem de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Salvador com destino a países da América Central e do Caribe, aos Estados Unidos e a cidades da Colômbia, Equador e Venezuela, que poderão se conectar aos vôos da Copa - saindo de Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo - com apenas um bilhete.

Além disso, o passageiro pode despachar suas bagagens com a Nova Varig e retirá-las somente no destino final com a Copa. Passageiros que utilizam o programa de milhagem Smiles acumulam milhas somente nos trechos operados pela Varig. Desde setembro de 2007, a Varig participa do Multilateral Interline Traffic Agreement (Mita), um órgão da IATA que reúne empresas aéreas de todo o mundo.

Todas as companhias aéreas filiadas ao MITA podem fechar contratos de interline entre si. A Varig já tem acordos interline com as empresas Gol, Aegean, Air Comet, Air France, Air Moldova, Air One, China Airlines, CSA Czech, Delta Air Lines, El Al, Etihad Airways, Hahn Air, Iberia, Japan Airlines, KLM, Korean Air, LOT Polish Airlines, Malev, Mexicana, Qatar Airways, TAP Portugal, Turkish Airlines e Ukraine International Airlines.

 

 

O Globo Online
12/05/2008 às 20h47m

Congonhas reabre torre de controle nesta terça após reforma de oito meses
João Sorima Neto

SÃO PAULO - A torre de controle do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, será reaberta nesta terça-feira após reforma que durou oito meses. Os 49 controladores de vôo vinham realizando o trabalho de orientação de pousos e decolagens numa torre provisória, ao lado da principal, em forma de contêiner. As melhorias da torre, que tem 27 metros de altura e forma hexagonal (seis faces), incluíram troca de piso e do teto da cabine e modernização dos sistemas de computação.

- A torre é tombada pelo Patrimônio Histórico e sua fachada não pode ser modificada. Foi feita apenas a recuperação da face externa. A principal revitalização aconteceu dentro do prédio - explica o 1º tenente Ubiraci da Silva Pereira, especialista em controle de tráfego aéreo.

Os controladores de vôo, que se revezam em três turnos de oito horas, terão cadeiras e monitores ergométricos e um sistema de informação nas telas do computador que facilita a orientação aos pilotos no momento dos 38 pousos e decolagens que acontecem por hora. Essas informações, segundo o tenente Ubiraci, aumentam o grau de segurança das operações. Nas 17 horas em que o aeroporto permanece aberto, são realizadas, em média, 600 operações - entre pousos e decolagens.

Também há uma posição na torre que faz o controle do tráfego de helicópteros na região da Avenida Paulista e Engenheiro Luiz Carlos Berrini, locais onde há grande quantidade de heliportos.

- Antigamente, para saber as condições meteorológicas em uma cidade de destino, o controlador tinha que pegar o telefone e apurar. Perdia-se entre 3 e 4 minutos nessa tarefa. Agora, basta um clique e a informação está disponível on-line - afirma o tenente.

Luzes e cortinas da sala de controle agora serão reguladas automaticamente. Todas as CPUs dos computadores foram organizadas em uma sala no primeiro piso do aeroporto, em um espaço reservado para a Aeronáutica, o que vai facilitar a manutenção dos equipamentos, evitando risco na segurança durante uma pane. Os novos computadores foram comprados da empresa austríaca Frequentis. O equipamento antigo, será mantido como uma forma de backup.

Mesmo com a revitalização, que custou R$ 3,5 milhões, a torre de Congonhas terá que ser substituída por uma maior e mais alta, de 40 metros de altura. Construída há mais de meio século, a torre atual não permite, por exemplo, que os controladores tenham visão total dos aviões no solo. Um terminal da Infraero atrapalha a a visão dos aviões em áreas do pátio.

- Nessa hora, o trabalho de orientação aos pilotos é feito pelo pessoal de solo da Infraero e das companhias, que está mais próximo aos pilotos. Quando as aeronaves começam a taxiar para decolar, o trabalho é dos controladores, que aí tem visão completa da aeronave - explica o tenente Ubiraci.

Embora não ameace a segurança das operações, este defeito precisa ser corrigido, já que os controladores devem orientar os pilotos também no solo.

A nova torre também terá mais espaço para os controladores. Serão duas cabines com 45 metros quadrados. A atual tem 42 metros e é considerada apertada para abrigar equipamentos e profissionais.

Em julho do ano passado, o aeroporto de Congonhas foi palco da maior tragédia da aviação brasileira, quando um Airbus da TAM não freou e bateu num prédio da própria empresa - a TAM Express - provocando a morte de 199 pessoas. Depois do acidente, as pistas de Congonhas foram reformadas e receberam o grooving, ranhuras que aumentam a aderência das aeronaves na hora do pouso.

 

 

Valor Online
12/05 - 20:29h

Tempo fecha contrato de cinco anos com Infraero para prestar serviços de saúde aos funcionários

ImprimirEnviarCorrigirFale ConoscoSÃO PAULO - A Tempo Participações firmou um contrato de cinco anos com a Infraero para prestar serviços na área de saúde por meio da sua controlada Gama Saúde. O contrato tem revisão anual, mas a Tempo preferiu não comentar valores. Os serviços prestados vão complementar uma rede própria da Infraero que é insuficiente para atender os 39 mil funcionários da companhia.

Segundo Guilherne Vergani, gerente do departamento de Relações com Investidores da empresa, a margem da operação é vantajosa, pois não exigirá investimentos da Tempo. O contrato prevê o uso da rede já instalada.

Como a estatal, que administra 97% do aeroportos brasileiros, vai complementar o atendimento de uma rede própria com a rede da Tempo, Vergani diz que o faturamento deverá variar conforme o uso dos serviços.

 

 

Mercado e Eventos
12/05/2008 - 19:20h

Varig e Copa firmam acordo interline

A Varig anuncia um acordo de interline com a Copa Airlines, companhia aérea baseada no Panamá. A partir deste mês, as agências de viagem já podem emitir e-tickets de vôos domésticos da VRG conjugados com trechos internacionais da Copa. O acordo beneficia os passageiros com origem em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Salvador que saem com destino a países da América Central e do Caribe, aos Estados Unidos e a cidades da Colômbia, Equador e Venezuela, pode se conectar aos vôos da Copa – saindo de Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo – com apenas um bilhete.

A Varig mantém também acordos interlines com a Gol, Aegean, Air Comet, Air France, Air Moldova, Air One, China Airlines, CSA Czech, Delta Air Lines, El Al, Etihad Airways, Hahn Air, Iberia, Japan Airlines, KLM, Korean Air, LOT Polish Airlines, Malev, Mexicana, Qatar Airways, TAP Portugal, Turkish Airlines e Ukraine International Airlines.

 

 

Coluna Cláudio Humberto
12/05/2008 - 17:10h

Esta você soube antes: OceanAir reduz frota, cancela vôos e demite 600

A empresa aérea OceanAir, caçula da aviação civil brasileira, anunciou neste segunda-feira uma estruturação que passa pela redução de vôos e a demissão de 600 funcionários. A empresa - que pertence a German Efromovich, amigo do ministro Nelson Jobim (Defesa) - reduzirá a frota de 16 para dez aviões, todos Fokker MK-28. Com isso a OceanAir se desfaz dos Fokker e dos Boeing-737 que assumiu da BRA. A partir desta semana, a companhia vai operar 25 destinos e não mais 37.

Passageiros ‘seqüestrados’ no Uruguai vão processar a GOL
Passageiros da GOL "seqüestrados" e confinados.

Os cerca de oitenta brasileiros do vôo 7489 de 6h10 da Gol, dia 5, Montevidéu-São Paulo, vão processar coletivamente a empresa aérea pelo que consideram um “seqüestro”.

A odisséia começou no check-in, com a alegação de “falta de teto”, como um passageiro relatou à coluna, por telefone, naquele dia, “mas o céu estava limpo”, segundo ele. Hoje, outros passageiros relataram novos detalhes da odisséia: a companhia separou uruguaios e argentinos “para não reclamarem”. Instalou, sem pagar a conta, um senhor paraplégico e um casal com bebê de colo, brasileiros, no hotel Ibis, na capital uruguaia.

Os outros brasileiros foram em três ônibus velhos para uma colônia de férias desativada a mais de 100km de Montevidéu, sem telefone, comida e condições de alojamento (fotos). Um representante da Gol proibiu que voltassem ao aeroporto de Montevidéu à noite, quando sairia um vôo à 1h da manhã. Mas um avião da Gol partira às 17h no dia anterior. Idosos, senhoras sozinhas, com fome e sem dinheiro, se arranjaram como puderam: sentaram na grama para esperar a sorte (foto). Quem teve, voltou ao Brasil 24h depois: às 6h10 do dia 6.

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