RIO DE JANEIRO - 13 DE OUTUBRO DE 2008

Valor Econômico
13/10/2008

Air France-KLM se aproxima da Gol depois de perder parceria com TAM
José Sergio Osse, Valor Online, de São Paulo

Dois dias após a TAM anunciar sua entrada na aliança global Star Alliance e o fim da parceria com a Air France-KLM (AF-KLM), a empresa franco-holandesa fechou acordo "interline" com a Gol. Dessa forma, a companhia substitui a antiga parceira pela maior concorrente dela no Brasil e na América do Sul. O acordo passa a valer plenamente dentro de duas semanas.

O acordo "interline" é o primeiro passo em direção a uma parceria operacional de compartilhamento de vôos, chamada no jargão de "code-share". No primeiro caso, embora o passageiro viaje com apenas um bilhete e sem a necessidade de múltiplos embarques (um em cada companhia), as receitas são divididas de acordo com o trecho operado por cada uma das parceiras. Assim, num vôo Belo Horizonte-São Paulo-Paris, a Gol, que faria o trecho BH-São Paulo, fica com a receita desse trecho e o restante vai para a AF-KLM.

O "code-share", por sua vez, pressupõe que toda a receita da viagem vá para a empresa que vendeu a passagem. Assim, a Gol receberia todo o valor do bilhete BH-Paris, como se o vôo fosse totalmente operado por ela, apenas pagando algumas taxas para a parceira. Para o passageiro, há pouca mudança, já que, nesse sistema, também terá apenas um bilhete e um procedimento de embarque.

"Seria para nós como um sonho ter um acordo de code-share com a Gol, mas isso não depende apenas da nossa vontade, mas também de aspectos técnicos", afirmou ao Valor Online o vice-presidente Internacional da AF-KLM e número-dois na estrutura da empresa, Erik Varwijk. "Ainda não estamos certos de quando poderemos chegar a um 'code-share', mas certamente estamos muito interessados nisso, pois traria muitos benefícios para as duas empresas", acrescenta.

Segundo a diretora-geral da AF-KLM no Brasil, Isabelle Birem, atualmente cerca de 30% dos passageiros que hoje são transportados pela companhia vêm de outras cidades que não São Paulo ou Rio de Janeiro, onde têm início seus vôos. Esses 30%, explica, passarão a ser atendidos pela nova parceira.

O interesse em obter um substituto para o papel da TAM rapidamente se explica pela importância da América Latina - que tem o Brasil como maior mercado - no plano estratégico da companhia franco-holandesa. "Nossa taxa de crescimento na América Latina e no Brasil é muito superior à nossa média mundial, o que faz desses mercados alta prioridade em crescimento para nós", afirma Varwijk. Ao entrar na Star Alliance, que é liderada pela Lufthansa e United Airlines, a TAM teve que suspender o acordo com a Air France, líder da aliança SkyTeam. Mas a empresa brasileira pôde manter um acordo amplo com o grupo Lan, da aliança Oneworld, para a América do Sul.

O executivo acredita que a crise global afetará, mais cedo ou mais tarde, o volume de tráfego no setor aéreo. Para ele, isso vai reverberar ainda por bastante tempo, afetando inclusive o ritmo de negócios no ano que vem. "A qualidade do tráfego já está mudando", afirma ele, que explica que a empresa já começou a rever suas expectativas de expansão. "Mas não acreditamos que teremos uma queda, apenas um ritmo de crescimento menor. O que não quer dizer que não tenhamos que ser cuidadosos."

No tráfego para a América Latina, afirma o vice-presidente para as Américas do grupo, Christian Herzog, não houve ainda nenhuma retração sensível na demanda. "Para os vôos partindo do Brasil, as taxas de ocupação são de cerca de 79% saindo de São Paulo e de 80% saindo do Rio", explica Isabelle.

Com relação ao dólar mais alto no Brasil, Varwijk afirma que ainda é preciso esperar para avaliar os efeitos sobre a operação da empresa. Ele lembra, porém, que a variação cambial "sempre tem dois lados" e que uma queda na demanda no Brasil causada pela desvalorização do real pode levar a um aumento no volume de passageiros europeus, aproveitando os preços mais baixos em dólar no país.

"É preciso lembrar que, no ano passado, o câmbio estava em um patamar semelhante ao que temos hoje e tínhamos bons resultados. De lá para cá fomos muito beneficiados pelo câmbio", afirma o vice-presidente. "Além disso, nos últimos dez anos, a variação cambial no Brasil foi significativa, o que não nos impediu de crescer."

A empresa, afirma Varwijk, tem grandes planos de crescimento na região, embora reconheça que não haverá nenhum vôo novo em 2009. Mesmo a crise não deve impedir essa expansão. "Temos fundamentos econômicos muito sólidos, que nos permitem enfrentar bem os desafios", diz.

 

 

Valor Econômico
13/10/2008

Decisão sobre fatia na Alitalia depende do CAI
Valor Online, de São Paulo

O interesse na Alitalia permanece vivo na Air France-KLM (AF-KLM), mas sem definição, ao mesmo tempo em que, nas ligações entre Europa e América do Norte, os acordos com a Delta Air Lines e a Northwest caminham satisfatoriamente.

Na Itália, a decisão de aceitar uma participação da franco-holandesa na aérea italiana está agora nas mãos do consórcio empresarial CAI, que deverá assumir o controle da companhia em dificuldade, com a bênção do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.

"A bola está com os italianos agora", afirmou o vice-presidente Internacional do grupo AF-KLM e segundo na hierarquia da empresa, Erik Varwijk, em entrevista ao Valor Online. "Nós temos interesse declarado na Alitalia, fizemos proposta de compra no início do ano que não teve sucesso e agora estamos interessados numa participação minoritária." Segundo Varwijk, a decisão sobre a entrada da AF-KLM na nova empresa deve ocorrer "rapidamente".

No lado norte do Atlântico, a parceria com a Delta e com a Northwest continua a se desenvolver, tendo por base o acordo de céus abertos entre os EUA e a União Européia que passou a valer neste ano. "Já recebemos autorização para criar uma joint venture com a Delta e com a Northwest das autoridades americanas e européias. Agora cabe a nós fazer a junção dos acordos que a KLM tem com a Northwest e que a Air France tem com a Delta em uma 'mega-joint-venture'", afirmou Varwijk. Segundo ele, esse novo grande acordo deverá estar em vigor a partir do ano que vem. (JSO)

 

 

Valor Econômico
13/10/2008

Grupo argentino tem interesse na concessão do aeroporto do Galeão
Janes Rocha, de Buenos Aires

A empresa Aeropuertos Argentina 2000 (AA2000), que tem a concessão de quase todos os aeroportos em seu país, está preparando o primeiro pouso no Brasil. Vai participar da concorrência para a concessão do aeroporto do Galeão (Tom Jobim), no Rio de Janeiro, o primeiro - junto com o Viracopos, de Campinas (SP) - a entrar para o Plano Nacional de Desestatização (PND) anunciado quinta-feira.

A companhia ainda está analisando os números, mas em uma estimativa inicial Ernesto Gutierrez, presidente da AA2000, acredita que serão necessários investimentos de US$ 1,2 bilhão para melhorar e ampliar o aeroporto carioca, aumentando sua capacidade de passageiros dos atuais oito milhões anuais para 25 milhões nos próximos três anos. A estimativa se baseia em projetos de porte e características semelhantes tocados atualmente pela AA2000: as ampliações dos aeroportos de Montevidéu, no Uruguai, e Guayaquil, no Equador.

Em entrevista ao Valor, Ernesto Gutierrez contou que ele e seu sócio, Eduardo Eurnekian, estavam há dois anos esperando a oportunidade de investir no Brasil. Neste período, tiveram reuniões com autoridades da Casa Civil, Ministério da Defesa e Infraero para demonstrar seu interesse e sugerir modelos de concessão.

Questionado sobre que modelos seriam mais adequados para resolver o problema dos aeroportos brasileiros, Gutierrez responde que uma possibilidade é a associação público-privada a partir dos modelos mexicano ou argentino. Ambos prevêem o agrupamento de aeroportos em um centro por região, e os que dão lucro financiam os que dão prejuízo. A diferença é que na Argentina há subsídios cruzados entre os aeroportos mais e menos rentáveis, e no México não. "No México, toda a rede de aeroportos do país foi dividida em três regiões, e o estado ficou como acionista minoritário em cada uma delas. Na Argentina, uma só empresa administra toda a rede e o estado também é acionista", explica Gutierrez. Segundo ele, este formato gera "contratos de última geração" em que o importante não é quem paga mais pela concessão, mas quem é o "melhor sócio para o Estado do ponto de vista de cumprir com suas obrigações com a sociedade".

"Privatização pura é um erro", afirma este empresário. Para ele, o estado tem um papel que não pode ser substituído nos aeroportos, nas áreas de segurança, controle de sanidade animal e vegetal, aduana, e outras atividades típicas de órgãos públicos. "A expertise da empresa privada é construir e administrar aeroportos", afirma.

Apesar de nunca ter entrado antes como investidora no Brasil, a AA2000 mantém um relacionamento de dez anos com a Infraero, conta Gutierrez. Por serem as maiores da América do Sul no setor, as duas empresas revezam a presidência e a vice-presidência do capítulo latino-americano da Associação Internacional de Aeroportos e têm "uma infinidade de acordos" conjuntos, entre eles capacitação de técnicos e especialistas.

AA2000 administra 37 aeroportos, sendo 34 na Argentina, os de Montevidéu e Guayaquil e o de Yerevan, capital da Armênia. É a principal empresa do grupo Corporación América S/A (Casa), multinacional com negócios nos setores de serviços aeroportuários (consultoria, free-shop, cargas, segurança, espaços publicitários nos aeroportos), agropecuária, imobiliário, construção e infra-estrutura. Com 1,4 mil funcionários, a AA2000 faturou em 2007 o equivalente a US$ 225 milhões. Para este ano a previsão é chegar a US$ 240 milhões, o que representa cerca de 80% do faturamento do grupo.

 

 

Valor Econômico
13/10/2008

BA demite 450

A British Airways vai demitir cerca de 450 funcionários com cargos administrativos que aderiram ao plano de demissão voluntária. A companhia aérea britânica disse que está agindo para aplacar os efeitos do desaquecimento econômico e os preços maiores do petróleo, segundo o "Financial Times".

 

 

Valor Econômico
13/10/2008

Com diversificação, Embraer amplia entregas em 34%
Marli Olmos, de São Paulo

A estratégia da Embraer de aproveitar o aumento do tráfego de passageiros nas regiões emergentes, o que , consequentemente, reduz a participação da América do Norte na sua carteira de clientes, continua tendo reflexo positivo no balanço de entregas e pedidos da companhia. Mas mesmo assim o mercado tem colocado em dúvida o desempenho da companhia. As ações ON terminaram a sexta-feira cotadas a R$ 9,56, com queda de 10,23% no dia. No mês, as perdas já somam 27,02%

O anúncio de um crescimento de 34% nas entregas de aeronaves no acumulado dos três trimestres na comparação com igual período de 2007, na sexta-feira, deu à companhia uma sinalização de que seus objetivos para o ano poderão ser alcançados, a despeito das turbulências no cenário mundial, que começaram a atingir as companhias aéreas já no início da alta do petróleo.

A direção da Embraer estabeleceu como objetivo, para 2008, a entrega de 195 a 200 mil unidades. Até o momento 145 jatos foram entregues. No mesmo período acumulado em 2007, o volume ficou em 108. Em 2007, a empresa entregou 169 jatos.

Apesar do resultado positivo, o ritmo do crescimento no acumulado dos três trimestres diminuiu em relação aos dois primeiros. Com total de 97 aeronaves, a empresa fechou o primeiro semestre com incremento de 59% em relação a igual período de 2007. Se a companhia conseguir repetir no último trimestre o volume de entregas dos últimos três meses de 2007 - 61 jatos -, a meta poderá até ser ultrapassada.

A Embraer depende cada vez menos dos clientes dos Estados Unidos e começa a avançar na Ásia, Oriente Médio e também na América Latina. Segundo o vice-presidente de aviação comercial da companhia, Mauro Kern, entre 2002 e 2007, o transporte aéreo na América Latina cresceu 43%, passando de 84 milhões de passageiros há seis anos para 120 milhões, no ano passado. "A América Latina mostra um crescimento diferenciado", disse o executivo em recente entrevista ao Valor.

Para Kern, além do natural potencial de crescimento da região, na América Latina há elevada quantidade de aviões antigos, com mais de 30 anos, o que estimula a substituição em tempos de necessidade de economia. Além disso, ele acredita que mais companhias aéreas apostarão no uso de aeronaves com até 120 assentos, o mercado em que a empresa atua. "O número de passageiros aumentou, mas a quantidade de cidades atingidas nas rotas diminuiu", disse.

O mercado de aviação executiva também tem ajudado a empresa a crescer. A Embraer está na fase de expansão nesse segmento. Além dos 37 jatos para a aviação comercial, no terceiro trimestre também foram entregues nove jatos executivos e duas aeronaves para o mercado de defesa e governo.

No terceiro trimestre, a Embraer anunciou vendas de aviões comerciais para China, Áustria, Moçambique, México, El Salvador e Nigéria. Por outro lado, a companhia aérea dos Estados Unidos US Airways não confirmou cinco ordens firmes de compra. Com isso, essas ordens se transformaram em opções de compra. A carteira de pedidos firmes chegou a US$ 21,6 bilhões no final de setembro. Alta de 4,3% sobre o trimestre anterior.

 

 

O Estado de São Paulo
13/10/2008

Avião de pequeno porte cai próximo a Bauru

Um pequeno avião caiu ontem por volta das 18h30 na margem da Rodovia Marechal Rondon, entre Bauru e Agudos. Vindo de Rondônia, o aparelho pousou em Bauru, abasteceu e decolou rumo a Sorocaba. Na queda, o aparelho explodiu e incendiou-se. O piloto morreu dentro da cabine e, até o fechamento desta edição, não foi identificado.

 

 

Coluna Claudio Humberto
13/10/2008

Céu de brigadeiro

A empresa aérea Webjet, que começou em 2005 com apenas um avião, já tem oito e chegará a onze até dezembro. Metade da frota é própria.

Azul, empresa ‘favorita’ da Anac

Se depender da Agência Nacional de Aviação Civil, a nova companhia aérea brasileira, Azul, voa “na marra”: reprovada, terça (7), num teste de evacuação de passageiros, teve direito a “repeteco”, na quarta, em um avião EMB-190, “gentilmente cedido” pela fabricante Embraer. A deferência foi contestada na direção e na Ouvidoria da Anac, porque a lei exige dez dias para o segundo teste, com nova tripulação.

Em segredo

O teste, com três comissários e uma porta de saída, obedece às normas aprovadas em consulta pública quase secreta, como informou a coluna.

Salve-se quem puder

Comandado pelo gerente de comissários Alexandre Puppe, o teste dispensou a abertura da janela de emergência. Valei-nos!

Também quero

A TAM, sentindo-se injustiçada, também pediu à Anac a redução de comissários a bordo dos Airbus. É a crise mundial chegando de avião.

 

 

O Globo
12/10/2008

 

 

O Globo
12/10/2008


 

 

O Estado de São Paulo
11/10/2008

Embraer entrega 48 aviões no trimestre

A Embraer entregou 48 aviões no terceiro trimestre, apenas um a mais que em igual período de 2007. Já a carteira de pedidos firmes cresceu 4,3% no período e totalizava US$ 21,6 bilhões. A empresa reafirmou sua estimativa de entregar entre 195 e 200 aviões em 2008, além de 10 a 15 jatos Phenom 100. No acumulado do ano, as entregas totalizaram 145 unidades, com crescimento de 34% em relação ao mesmo período de 2007.

 

 

O Estado de São Paulo
11/10/2008

Trip começa a voar em duas novas rotas

A Trip Linhas Aéreas, controlada pelos grupos Caprioli e Águia Branca, inicia no dia 12 duas novas rotas: Vitória-Salvador e Salvador-Natal. A companhia também inicia uma nova freqüência entre Natal e Fernando de Noronha. Atualmente, a Trip atende 65 cidades no Brasil, e a meta é atingir 70 até o final do ano. “Cerca de 50% dos municípios atendidos contam apenas com vôos da Trip”, diz o presidente da empresa, José Mario Caprioli.

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