RIO DE JANEIRO - 14 DE MAIO DE 2008

Jornal do Brasil
14/05/2008

VarigLog corre risco de ser cassada
Empresa demite 960 funcionários, enquanto paga salário de ‘marajá’ a fiscais da Justiça
Cláudio Magnavita - Especial para o JB

Operando irregularmente há 45 dias, já que a atual composição acionária infringe o Código Brasileiro Aeronáutico, que proíbe uma companhia aérea nacional ser controlada e gerida por estrangeiros, a VarigLog tem apenas 15 dias para arranjar novos sócios e gestores brasileiros e deixar de contrariar o artigo 181 da legislação aeronáutica, que limita a apenas 20% a participação de estrangeiros nas empresas de aviação constituídas no Brasil.

A decisão do juiz José Paulo Camargo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, que afastou os sócios brasileiros, foi oficializada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dia 4 de abril. O juiz Magano, ciente de que sua decisão contrariava a legislação federal, deu prazo de 60 dias para que o fundo de investimentos americano Matlin Patterson procurasse no Brasil novos sócios e acionistas, para assim substituir os três brasileiros, afastados pela mesma decisão judicial.

Na sua decisão, o juiz constatou que o modelo original da sociedade foi criado com o objetivo de burlar a lei.

O processo, enviado pelo próprio Magano à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, mostra exatamente os indícios de formação de quadrilha e burla à legislação federal. Exposta a manobra realizada pelo Matlin Patterson, a nova participação nacional deverá ocorrer com aportes reais de capital, que na prática reduzirão a participação do fundo a apenas 20% do que é permitido por lei.

Para a presidente do Sindicato dos Aeroviários, Selma Balbino a empresa não pode ficar irregular eternamente:

– Se não aparecerem sócios brasileiros, não restará à Anac outra alternativa a não ser a de cassar a licença de operação da empresa que estiver em situação irregular. A nossa preocupação é com os funcionários que estão na ativa e com aqueles que, demitidos, ainda não receberam as suas indenizações, apesar da VarigLog ter dinheiro em caixa.

No último dia 30 de janeiro, o Sindicato enviou denúncias a Rubens Vieira, corregedor da Anac sobre os problemas que os funcionários estão enfrentando na empresa de carga e até agora não respondeu.

– A Anac, apesar de alertada pelo juiz Magano e pelo nosso Sindicato, continua completamente omissa neste caso – diz Selma Balbino.

A VarigLog está envolvida em uma disputa societária na Justiça, ainda em primeira instância. Está processada pela Gol Linhas Aéreas Inteligentes por indenização que ultrapassa os R$ 140 milhões, por despesas não declaradas no ato de venda da nova Varig, e tem passivo trabalhista de 960 demissões, além das indenizações das demissões de 2007 e 2008. O o fundo de investimentos norte-americano Matlin Patterson, segundo especialistas do setor, dificilmente achará no mercado um grupo empresarial brasileiro que invista mais de US$ 200 milhões para comprar a parte do Matlin Patterson e ainda assumir o ônus das disputas legais.

Apesar de comunicada oficialmente, a Anac, segundo a sua assessoria de imprensa, decidiu esperar passar o prazo de 60 dias dado para que a VarigLog se regularize, para só então passar a agir.

Além do controle do Matlin, a VarigLog tem como gestor judicial o argentino Santiago Juan Born, o que contraria duplamente a lei brasileira.

Mordomias na VarigLog

Enquanto a VarigLog reduz dois terços dos seus funcionários, com a demissão de 960 empregados e implanta um duvidoso programa de demissão voluntária, já que o anterior não foi honrado. Cresce o número de funcionários que procuram a ajuda dos sindicados para tentar receber suas indenizações, principalmente quando se sabe que a empresa tem em caixa US$ 86 milhões, depositados na Suíça, e R$ 140 milhões em ações da Gol, bloqueadas pela Justiça no Banco Itaú.

A presidente do Sindicato dos Aeroviários, Selma Balbino estranha as demissões na empresa:

– O juiz Magano tem tomado suas decisões baseado na questão social da empresa. Por isso não entendemos como é possível permitir a redução de dois terços da empresa e que os funcionários não recebam suas indenizações – declarou.

O Sindicato levou o seu protesto à Anac mediante documento protocolado e não compreende a passividade da agência neste processo.

– O que tem revoltado os funcionários que estão sendo demitidos, sem receber a verba rescisória, é a revelação da criação de uma casta de marajás dentro da empresa – afirma um dirigente sindical, explicando que provas disso constam no próprio processo judicial em torno do controle da VarigLog.

Na página 3.318, consta a correspondência revelando que o primeiro administrador judicial da VarigLog, José Carlos Rocha Lima, recebia mensalmente R$ 85 mil, um dos maiores salários da aviação comercial brasileira. O valor é três vezes maior que o salário do gestor judicial da Viação Aérea Riograndense, a antiga Varig, em recuperação judicial, que recebe mensalmente R$ 28 mil.

Além do milionário salário pago a Rocha Lima, causa revolta também no meio sindical a remuneração solicitada pelos três fiscais. Em correspondência datada de 18 de março, antes que passassem a receber uma atenção da mídia, Alfredo Luiz Kugelmas, Luiz Gaj e Oscar Spessoto, assinaram um documento, que consta na página 4.849 do processo, no qual pedem uma remuneração mensal de R$ 200 mil para ser rateada pelos três.

No final de abril, Kugelmas protocolou outro pedido ao juiz Magano, que consta na página 4.902, solicitando a inclusão do engenheiro civil José Cherington Neves Boarin também como fiscal judicial, com a remuneração mensal de R$ 75 mil, substituindo Oscar Spessoto, que se desligou do trabalho de fiscal.

 

 

Jornal do Brasil
14/05/2008

O vôo da Anac em céus de tormenta
Leandro Mazzini

Solange Vieira, presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, enfrenta uma turbulência em seu primeiro vôo solo no segundo escalão do governo – mesmo sob as asas acolhedoras do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Uma pequena rebelião instalou-se à sua porta. Um dos quatro diretores mais conceituados que a acompanhavam, o brigadeiro Allemander Pereira, entregou o quepe segunda-feira à noite, em carta para Jobim – conforme adiantou o Informe na sexta-feira.

Agora, a agência que – aparentemente – afugentou o caos aéreo, voa em céus de tormenta. Acontece que outro diretor, Ronaldo Seroa da Motta, pretende pegar carona no vôo de Allemander. Nos corredores da Anac, é dada como certa e iminente a saída de Seroa. Mas por que a Anac não tem controlado súbitas decolagens? Simplesmente o fato, contam os próximos de Allemander e Seroa, de que existe novato querendo ensiná-los a pilotar. O comandante Jobim entrou no circuito. Resta saber como o colegiado vai deliberar, sem dois dos cinco diretores.

 

 

Jornal do Brasil
14/05/2008

Embraer construirá nova fábrica nos EUA

A Embraer anunciou hoje que vai investir US$ 50 milhões (cerca de R$ 82 milhões) na construção de uma fábrica nos Estados Unidos dedicada à montagem final dos executivos. Esta será a primeira fábrica da Embraer no exterior voltada para a aviação executiva.

A nova unidade será erguida em uma área de 14 mil metros quadrados no aeroporto internacional de Melbourne, na Flórida. Para sair do papel, porém, o projeto ainda depende de aprovação dos governos estadual e municipal.

Em nota, a Embraer informou que o objetivo é fazer da unidade a sede de suas operações na área de aviação executiva nos Estado Unidos, principal mercado consumidor dos jatos brasileiros.

A empresa brasileira possui desde 2003 uma unidade na China, fruto de uma parceria com uma estatal chinesa do setor aéreo, que produz o modelo ERJ-145, voltado para a aviação comercial regional.

Além disso, a fábrica de Melbourne abrigará uma linha de montagem final (onde são feitas, por exemplo, a pintura externa e instalação de equipamentos no interior da aeronave) dos jatos Phenom 100 e Phenom 300 (respectivamente oito e nove assentos).

 

 

Jornal do Brasil
14/05/2008

Lucro cai 95,7% e TAM vai elevar preço de passagens
Empresa anuncia que alta será gradual, chegando a 7% até o fim do ano

A TAM planeja aumentar em até 7% o preço pago por cliente por quilômetro transportado, até o fim do ano, como forma de amenizar a alta do preço dos combustíveis, anunciaram ontem diretores da empresa durante a divulgação do balanço trimestral.

Segundo Líbano Barroso, vice-presidente de finanças e de relações com investidores da companhia aérea, no fim do ano o yield (preço pago por quilômetro) doméstico estará 7% maior do que em 2007. O dos vôos internacionais deve crescer 5%, em dólares.

– Os aumentos serão aplicados ao longo do ano, de modo a não reduzirem a porcentagem de assentos ocupados nos vôos – informou Barroso durante a teleconferência de resultados da empresa no primeiro trimestre. A TAM teve lucro de R$ 2,6 milhões, aproximadamente 95,7% menor do que no mesmo período do ano passado.

O mercado doméstico apresentou crescimento na demanda de 10,6% entre janeiro e março, quando comparado com o primeiro trimestre do ano passado, e um crescimento de 13,3% na oferta, na mesma comparação. Com isso, a taxa de ocupação da empresa apresentou uma redução, atingindo 67,2% no primeiro trimestre deste ano, contra 68,8% no primeiro trimestre de 2007.

No primeiro trimestre, o gasto com combustíveis subiu 48,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 844,8 milhões. Em conseqüência, o custo de assento por quilômetro da TAM cresceu 2,1%.

Expectativa

A empresa espera que o preço médio do barril de petróleo do tipo WTI, negociado em Nova York, fique em média entre US$ 115 e US$ 120 em 2008. Na virada do ano, o preço médio era esperado na casa dos US$ 90.

Diante das circunstâncias, parte do aumento do combustíveis deverá ser amenizada por mecanismos de hegde (proteção financeira), que cobrem cerca de 38% dos gastos.

Sobre a possibilidade de aumento de custos devido à determinação de ressarcir clientes que tiveram vôos atrasados, o presidente da TAM, David Barioni Neto, se mostrou despreocupado.

– Temos o menor índice de atrasos, e o impacto dos ressarcimentos será desprezível em nossos resultados – afirmou.

Frota cresce

A oferta doméstica da empresa – medida em número de assentos disponíveis multiplicado pelo número de quilômetros percorridos – cresceu 14,2% no trimestre passado, em relação ao mesmo período de 2007. Esse aumento ocorreu devido ao aumento da frota ativa no trimestre – comparado com o período de janeiro a março do ano passado – em 16 aeronaves A320 e três A321, compensado pela devolução de 13 Fokker 100 e outras três em processo de devolução, além da redução das horas voadas por aeronave, de 13 horas/dia para 12,6 horas/dia, na média do trimestre, no total da operação.

No mercado internacional, a participação da TAM aumentou de 62,9%, no primeiro trimestre de 2007, para 67,7%, no mesmo período deste ano, gerando um aumento no número de passageiros transportados por quilômetro de 61,3% no período (considerando as estatísticas da TAM Linhas Aéreas e TAM Mercosur).

 

 

Folha de São Paulo
14/05/2008

VarigLog começa a demitir 962, diz federação
DA FOLHA ONLINE

A VarigLog iniciou anteontem a demissão de 962 funcionários, sendo 850 aeroviários (trabalhadores administrativos) e 112 aeronautas (pessoal de bordo), segundo informou a Fentac (Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos). Hoje, 1.643 pessoas trabalham na companhia.

A assessoria de imprensa do fundo americano Matlin Patterson, que controla a empresa transportadora de cargas, confirmou que a VarigLog vai fazer um corte de funcionários para adequar seu quadro ao número de aeronaves em funcionamento, mas não especificou quantas pessoas seriam desligadas.

Esse é o segundo anúncio na semana de demissões no setor de aviação. A OceanAir informou anteontem o corte de 600 dos 1.700 funcionários.

De acordo com os sindicatos dos funcionários de companhias aéreas, a diretoria da empresa se reuniu ontem com os funcionários no Rio para anunciar as demissões. A OceanAir não confirmou a reunião.
Os sindicatos dos aeroviários e dos aeronautas querem que a empresa cumpra as cláusulas de estabilidade da Convenção Coletiva de Trabalho, que tratam da redução de pessoal.

 

 

Folha de São Paulo
14/05/2008

FLEX FECHA ACORDO PARA OPERAR VÔO DA VARIG

A Flex fechou um acordo operacional com a Varig em que vai ceder aeronave e tripulação a partir de amanhã para a empresa. O vôo com aeronave da Flex ligará Rio, Brasília e Manaus. Eles permanecem na malha da Varig e continuam sendo comercializados pela empresa. A Flex é o novo nome da "velha Varig", a parte que está em recuperação judicial.

 

 

Folha de São Paulo
14/05/2008

Indenização para passageiros não afetará custos, diz empresa
DA SUCURSAL DO RIO

O presidente da TAM, David Barioni, afirmou ontem que a proposta do governo de indenizar o passageiro em caso de atrasos não afetará os custos da companhia. Na semana passada, o ministro Nelson Jobim (Defesa) e representantes das companhias aéreas discutiram a possibilidade de indenização por milhas ou dinheiro.

"Estamos aguardando a proposta do governo em relação às multas. Não haverá grande impacto por conta do índice de regularidade, que hoje já é bom e no decorrer do tempo tende a melhorar . O impacto é praticamente desprezível nos nossos resultados, mas ainda não temos certeza se a compensação será em espécie ou em milhas do plano de fidelidade", disse.

Questionada sobre o avanço da atuação em rotas internacionais no momento em que a Varig restringe suas operações no exterior, a TAM informou que os impactos em termos de custos com novas rotas se concentraram no quarto trimestre, com vôos para Montevidéu, Madri, Frankfurt e Caracas. A companhia deve adicionar um vôo Rio-Miami até o fim do ano e aumentar freqüências. (JL)

 

 

Folha de São Paulo
14/05/2008

Com alta do petróleo, TAM diz que aumentará preços
Empresa não divulgou impacto no valor médio dos bilhetes para o consumidor
Aumentos das passagens serão aplicados ao longo do ano, especialmente no segundo semestre, período em que há maior demanda

JANAINA LAGE DA SUCURSAL DO RIO

Com a alta no preço do petróleo, a TAM anunciou ontem que deverá aumentar os preços das passagens, durante entrevista para divulgação dos resultados no primeiro trimestre. O lucro da empresa foi de R$ 2,6 milhões, 95,7% menor do que o de igual período de 2007.

Segundo Líbano Barroso, diretor de relações com investidores da companhia aérea, a estimativa para 2008 era de US$ 85 por barril, com margem de refino de US$ 17,50. Atualmente, a companhia trabalha com a expectativa de barril médio de US$ 110 a US$ 115 e margem de refino de US$ 22,50. "Isso tem impacto significativo e estamos repassando parcialmente para os preços."

A companhia planeja aumentar o yield (preço pago por cliente por quilômetro transportado) até o fim do ano em 7% no mercado doméstico. O yield dos vôos internacionais deve aumentar 5% em dólares.

A companhia não divulgou o impacto no preço médio do bilhete para o consumidor e afirmou que os aumentos serão aplicados ao longo do ano, especialmente no segundo semestre, período de maior demanda. Apesar da perspectiva de preços mais altos, Barroso afirmou que a companhia ainda apresentará preços reais mais baixos do que os de 2006.

Segundo Paulo Bittencourt Sampaio, consultor em aviação, a alta do petróleo é uma tendência mundial. O dólar tem contribuído para beneficiar os resultados das empresas, mas o petróleo teve efeito negativo e representa, em média, de 30% a 40% dos custos de uma companhia aérea. "O Lula segura os preços da gasolina, mas não os do querosene de aviação. O aumento de custos hoje, no entanto, é geral. Nos EUA, o número de companhias está diminuindo. As grandes negociam fusões para driblar a alta do petróleo e a recessão americana."

Procuradas pela reportagem, Gol e Varig não informaram se pretendem elevar os preços. O efeito da alta do petróleo foi um dos fatores citados pelo presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, em comunicado distribuído aos funcionários para justificar a suspensão dos vôos intercontinentais da Varig. A Gol teve prejuízo de R$ 74,1 milhões no primeiro trimestre do ano e também mencionou a alta do combustível como um dos fatores responsáveis pela piora no desempenho.

Na segunda-feira, a OceanAir anunciou um plano de reestruturação com redução de 37 para 25 destinos, padronização da frota e corte de 600 funcionários. A empresa justificou as mudanças com a alta do combustível. Segundo a OceanAir, a chegada de novas aeronaves a partir de 2009, com modelos que consomem menos combustível, pode contribuir para minimizar a alta de preços.

Em março, a FGV já havia estimado que as empresas estavam dispostas a aumentar os preços das passagens em 15,3% neste ano, segundo a 4ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo. Nos cálculos da fundação, caso consigam de fato elevar o valor dos bilhetes, este seria o primeiro aumento desde 2005. Se de um lado há maior pressão por conta da alta de insumos, por outro as companhias também precisam estimular a demanda.

 

 

Coluna Claudio Humberto
13/05/2008 - 23:32h

Allemander renuncia à diretoria da Anac

O major-brigadeiro-do-ar Allemander Jesus Pereira entregou nesta terça-feira, ao ministro Nelson Jobim (Defesa), a sua carta de renúncia ar cargo de diretor da Agência Nacional de Aviação Civil.

A rigor, Allemander era o único diretor da Anac efetivamente ligado ao setor aéreo. Ele já apresentou suas despedidas a colegas de trabalho, na agência, e também comunicou a decisão ao brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica.

A renúncia de Allemander foi antecipada nesta coluna há várias semanas. Suas divergências com a maioria da direção de Anac - sobretudo comsua presidente, a jovem e inexperiente Solange Vieira - provocaram um fato inusitado: as atas das reuniões de diretoria, cuja divulgação é determinada por Lei, foram mantidas sob sigilo exatamente para esconder as diferenças. Ele foi empossado no cargo no final de outubro do ano passado.

 

 

Site Brasilturis
13/05/2008 17:11h

FLEX e Varig fecham acordo operacional

A Flex Linhas Aéreas e a VRG – que opera a marca Varig – iniciam, na quinta-feira, dia 15, um acordo comercial e operacional assinado na última semana. Por meio do contrato, que segue o formato ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance, Insurance), a Flex cederá sua aeronave e tripulações, e garantirá a manutenção e os seguros para operar linhas da Varig.

Os vôos operados neste acordo permanecem na malha da Varig e continuam sendo comercializados pela empresa, não havendo qualquer alteração na rotina dos passageiros que utilizam estas linhas. No momento da venda dos bilhetes, o cliente será informado que o vôo naquela rota faz parte de um acordo entre as duas empresas e que será operado pelo equipamento Flex.

A parceria entre as duas empresas começa com a Flex operando o vôo RG 2212 saindo do Aeroporto Internacional Tom Jobim no Rio de Janeiro às 18h20m, com destino a Brasília, onde chega às 20h20m. A aeronave segue para Manaus às 21 horas chegando à capital amazonense às 23 horas. Em seguida a FLEX assume os vôos RG 2210 (Rio/Brasília) e RG2217 (Brasília/Rio). E, às 18h20, repete a mesma programação do vôo RG 2212.

Todos os vôos operados pela Flex terão freqüência as segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domingos. Aos sábados, a empresa mantém seu programa de fretamentos destinado a operadoras e agências de turismo nacionais e internacionais.

 

 

Diário do Nordeste
13/05/2008 - 13:36h

Funcionários da Oceanair de Juazeiro do Norte são demitidos

No momento em que o Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, comemorava a conquista de mais um vôo diário, da linha Juazeiro – Recife – Brasília, perde quatro da Oceanair. Ao invés de seis, passa a ter apenas dois vôos diários. O anúncio pegou de surpresa a sociedade caririense e os próprios funcionários da Oceanair. Foram demitidos sem aviso prévio e apenas dois ficaram prestando informações e orientações aos passageiros. O primeiro dia sem vôos foi na segunda-feira (12), após o anúncio oficial na sexta (09). A empresa atendia a uma demanda de 9 mil passageiros por mês. A preocupação em torno do cancelamento envolve questões relacionadas ao processo de desenvolvimento de infra-estrutura e construção do terminal de passageiros.

A reestruturação da empresa, que passará ser Avianca Brasil, foi o principal motivo do fechamento. Cerca de 11 funcionários, de acordo com o superientende regional da Infraero, Edson Fernandes, ficam sem emprego, mas um responsável da empresa já se encontra em Juazeiro para resolver o problema trabalhista dessas pessoas.

Segundo Edson Fernandes, o anúncio pegou de surpresa a todos. Até pela própria situação da empresa em Juazeiro, diz ele. No Brasil, a Oceanair estava atuando com 40 bases e fechou 11 delas. Juazeiro estava na oitava colocação em número de passageiros. Nos primeiros quatro meses do ano, para se ter uma idéia, a empresa conseguiu ter quase o número de passageiros do ano passado. Conforme o superintendente da Infraero, isso representa 200% a mais. Foram 35 mil vôos, sete mil a mais do que em 2007. Por três meses, durante ano passado, a Oceanair deixou de operar, por conta de uma parceria de compartilhamento de vôos com a BRA, mas Edson Fernandes considera, mesmo assim, um grande aumento que não é justificativa para a empresa deixar de operar na região.

A manutenção das aeronaves e a diminuição no número das que estão em operação poderão também ser justificativas da empresa para a mudança de bandeira, no caso a Avianca Brasil. “O mais lamentável não é apenas o fato de perder a empresa, que prestou um serviço em Juazeiro, mas é não poder receber outra por não termos uma estrutura adequada”, afirma Edson Fernandes. Em fevereiro deste ano, deveria estar atuando na região a empresa TAM, que até encomendou pesquisa e se empolgou com o potencial da região. Mas a falta de estrutura para receber aeronaves de grande porte tem inibido a vinda de outras operadoras. O vôo inaugurado na segunda-feira pela Gol teve atraso por conta dessas limitações.

Mesmo com a recuperação feita há cerca de quatro anos pelo governo Lúcio Alcântara, por meio de um convênio com a Infraero, a pista de 1.900 metros se torna obsoleta em relação às exigências das empresas aéreas. Mesmo construída, não foi homologada. Ou seja, não existe oficialmente.

Cada uma das empresas teve que se adequar à realidade apresentada pelo aeroporto e se limitar com aviões de menor porte. Mais R$ 10 milhões tem de ser gastos para o reforço da pista. Essa é uma estimativa do superintendente regional. Essa verba está garantida até o final do ano, por meio de emenda da bancada federal dos deputados da região, mas há risco de perda por conta do não repasse de área do aeroporto pertencente ao estado para a Infraero. O projeto foi aprovado na Assembléia Legislativa e deverá ser sancionado pelo governo estadual.

O Aeroporto está dentro de uma área de mais de 1 milhão de metros quadrados, incluindo a parte construída do terminal de passageiros, sem capacidade para absorver o número de passageiros que tem atualmente. Com os vôos cargueiros poderá ser facilitado o escoamento de produtos agrícolas da região e gerar novos investimentos no setor industrial. A burocracia, de acordo com Edson Fernandes, está emperrando o desenvolvimento da região. “Estamos de mãos atadas. Não podemos desenvolver melhorias sem que o governo doe a área. Vamos ficar um ano sem fazer projetos, que precisam passar por licitações e a sociedade perde o bonde do desenvolvimento. É lamentável que a gente fique nesse ciclo vicioso. Nem ele (o governo) age e nem deixa os outros fazerem. É desastrosa a omissão do governo”, diz ele. Essa crise chega a prejudicar outros setores, como o de abastecimento. Dois funcionários prestes a serem contratados, por conta do aumento da demanda no abastecimento, podem não ter mais o novo emprego.

O aeroporto, em Juazeiro, caso não tivesse cancelado os vôos, estaria quase com o mesmo número de João Pessoa, capital da Paraíba, atualmente com sete. Campina Grande, no mesmo estado, está com um vôo diário, e, Petrolina, em Pernambuco, com dois.

Ao todo, devem ser investidos cerca de R$ 30 milhões, R$ 20 desse total seriam destinados à construção de um novo terminal de passageiros. O convênio firmado no ano de 2002 entre a Infraero e o Governo, responsabilizando o Estado pelas obras no local, terá de ser modificado, já que o Governo Federal irá assumir tudo. “O aditamento vai dar amparo legal para a Infraero gerir às obras”, explica. Com isso, a Infraero entra com licitação dos projetos básicos para as novas mudanças. No caso do Terminal, com capacidade para 500 mil passageiros, a cada ano, a verba ainda está pendente para construção. Os recursos, poderão ser obtidos por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), mas ainda não estão garantidos.

 

 

O Estado de São Paulo
14/05/2008

TAM elevará preço de passagem
Depois de uma queda de 95% nos lucros, empresa vai reajustar tarifas em 5% a 7%
Mariana Barbosa e Wellington Bahhnemann

A TAM anunciou ontem que os preços das passagens deverão subir este ano, para compensar a alta do petróleo e o impacto da valorização do real na operação da empresa. A combinação de forte concorrência no mercado doméstico, com o real forte e a alta recorde do petróleo fez o lucro líquido da TAM despencar 95,53% no primeiro trimestre. A empresa registrou lucro de apenas R$ 2,6 milhões, pelos padrões de contabilidade brasileiros, em comparação a R$ 59,4 milhões em igual período do ano passado. Pela contabilidade americana, o lucro da TAM foi de R$ 46,7 milhões.

A receita bruta da TAM cresceu 22,6%, para R$ 2,3 bilhões.

Segundo o diretor financeiro da TAM, Líbano Miranda Barroso, a empresa deverá reajustar o chamado yield (valor pago por passageiro por quilômetro voado) em 5% no mercado internacional e em 7% no mercado doméstico. “O reflexo nos preços das tarifas deve ser diluído ao longo do ano”, afirmou Barroso, destacando que, mesmo com os aumentos, os preços das passagens devem ficar abaixo dos patamares de 2006. “Em 2007, os preços das passagens ficaram 19% abaixo dos preços de 2006. Se levarmos em conta a inflação média de 4%, significa que, em termos reais, os preços ficaram 23% abaixo dos valores cobrados em 2006.” De acordo com o executivo, os reajustes já estão ocorrendo, mas os maiores repasses devem vir a partir do segundo semestre de 2008, quando a demanda no mercado interno está mais aquecida. Na comparação ano a ano,as tarifas (yield) já subiram 5% no primeiro trimestre.

CONCORRÊNCIA

Para o executivo, a recuperação dos yields não deve prejudicar o movimento da empresa. “Mesmo recuperando os yields em 7% no mercado doméstico, ainda levando em consideração a inflação, os preços estarão alinhados com a nossa estratégia, que é a de estimular a demanda com preços adequados.”

“Além do impacto do dolár e do petróleo, esse resultado da TAM mostra que a concorrência no mercado doméstico anda bastante acirrada e isso vem pressionando os preços das tarifas”, afirmou o consultor de aviação e sócio da Bain&Co, André Castellini, que tem a TAM entre seus clientes.

No mercado internacional, explica Castellini, os resultados foram muito afetados pela valorização do real, dado que as tarifas das passagens internacionais são cotadas em dólar. “O real jogou contra nas operações internacionais”, diz ele. Na comparação ano sobre ano, as tarifas internacionais em dólar caíram 12%.

Apesar de o real forte ter tido impacto negativo nas receitas internacionais da TAM, a moeda valorizada ajudou a diminuir o impacto da alta do petróleo. O combustível de aviação aumentou 61% em dólar, mas em real o impacto foi de 19,1%.

Excluindo o petróleo, a TAM conseguiu obter uma redução de custos de 5,2% no trimestre, na comparação com o ano anterior. “A queda de custo não foi suficiente para compensar os aumentos do petróleo”, diz Castellini.

Mesmo pequeno, o resultado da TAM ficou bem acima do da Gol, que anunciou um prejuízo de R$ 74,1 milhões no primeiro trimestre, contra um lucro de R$ 91,58 milhões no mesmo período do ano passado. No caso da Gol, o fraco desempenho se explica pela incorporação da Varig, comprada no ano passado. Pelo padrão de contabilidade americano, a TAM registrou lucro de R$ 46,7 milhões no primeiro trimestre, contra um prejuízo de R$ 3,5 milhões do grupo Gol.

O mercado financeiro reagiu bem aos esforços de redução de custos da TAM. Ontem, as ações da TAM subiram 0,65%.

 

 

O Estado de São Paulo
14/05/2008

Embraer terá linha de montagem de avião nos EUA
Mariana Barbosa

A Embraer anunciou ontem um plano de construção de uma linha de montagem na Flórida, nos Estados Unidos, para a produção dos jatos executivos Phenom 100 e Phenom 300. A empresa pretende investir US$ 50 milhões na nova instalação, que deverá gerar cerca de 200 postos de trabalho na cidade americana de Melbourne.

O anúncio foi feito ontem em Melbourne pelo presidente da Embraer, Frederico Curado, com a presença do prefeito, Harry Goode, e do governador da Flórida, Charlie Crist.

Essa será a primeira linha de montagem da Embraer nos Estados Unidos. A nova unidade terá 14 mil metros quadrados e abrigará a montagem final dos Phenom, uma cabine de pintura, um centro de entregas e uma espécie de showroom de design de interiores, para auxiliar os clientes na escolha do interior das aeronaves.

A companhia não divulgou quais as etapas de produção serão realizadas na unidade americana. Tampouco foi divulgado quanto a nova planta vai representar em termos de aumento de capacidade produtiva. Pela capacidade atual, quem quiser encomendar hoje um Phenom 100 ou 300 só receberá o jato em 2012 ou 2013, respectivamente.

A concretização do investimento depende da aprovação dos governos estadual e municipal, que ontem assinaram um memorando de intenções. “O desenvolvimento dessa nova instalação permitirá à Embraer suprir as crescentes demandas de seu negócio de aviação executiva e reafirma nosso compromisso de continuamente buscar atender e superar as expectativas de nossos clientes”, disse o presidente da Embraer. “Estamos confiantes que nossa nova unidade em Melbourne, na Flórida, será um passo bem-sucedido e um marco especial para a empresa. Estamos na expectativa de rapidamente trabalhar com autoridades locais para finalizar a proposta e iniciar o desenvolvimento da nova instalação.”

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br -www.apvar.org.br