RIO DE JANEIRO - 16 DE MAIO DE 2008

Site VideVersus
16/05/2008

Embraer tem alta de 8% no lucro do trimestre e soma US$ 20 bilhões em encomendas
 
A Embraer apresentou no primeiro trimestre de 2008 receita líquida de R$ 2,3 bilhões e lucro líquido de R$ 63,4 milhões, o que representa altas de 32% e 8,4%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa destacou no período o anúncio de novos clientes como Air Moldova, Jetscape e a mais nova empresa aérea brasileira, Azul Linhas Aéreas Brasileiras, criada pelo empresário David Neeleman. Ainda no primeiro trimestre, a Finnair e a Lot Polish Airlines, que já operam os E-Jets, anunciaram pedidos de aeronaves dessa mesma família. A Embraer divulgou ainda os nomes de clientes cujos pedidos firmes já estavam na carteira, mas não haviam sido revelados, tais como Petroecuador e Universal Airlines.

Com isso, a carteira de pedidos firmes da Embraer atingiu ao final do primeiro trimestre, o nível recorde de US$ 20,3 bilhões, resultado da combinação das ordens anunciadas para a família Embraer 170/190, que já acumula um total de 835 pedidos firmes e 840 opções de compra, com bom desempenho de vendas de aeronaves para o mercado de aviação executiva, com destaque para as aeronaves da família Phenom, que ultrapassaram 750 pedidos firmes em carteira. No primeiro trimestre, a Embraer entregou 45 jatos para os segmentos de aviação comercial e aviação executiva, mostrando melhora na comparação com o primeiro trimestre de 2007, quando o total de entregas foi de 25 aeronaves.

 

 

Coluna Claudio Humberto
16/05/2008

Espertinhos do ar

A “moda” no exterior está chegando aqui: leilão de overbooking nas empresas aéreas. Passageiros chegam no último minuto em vôos superlotados. Não querem viajar, mas faturar a indenização.

 

 

O Globo
16/05/2008

 

 

Mercado e Eventos
15/05/2008 - 14:29h

Gol é a primeira companhia com cartão UATP

O cartão UATP (Universal Air Travel Plan - Plano Universal para Viagens Aéreas) foi o escolhido pela Gol para expandir a participação no mercado corporativo. A companhia aérea será a primeira a aceitar o cartão UATP como forma de pagamento diretamente através de seu site.

O objetivo é contar com uma estrutura de baixo custo, baixo preço e serviço de alta qualidade. "O Brasil é um mercado de grande crescimento, tanto para o UATP quanto para a Gol, companhias posicionadas para se tornarem líderes no setor corporativo", disse Ralph Kaiser, presidente e executivo-chefe do UATP.

"Agora, será mais fácil para os clientes corporativos de todo o mundo comprarem as passagens GOL e desfrutarem dos serviços da Companhia, que incluem qualidade, segurança e preços baixos", disse Eduardo Bernardes, diretor Comercial da Gol. Para mais informações, visite o endereço uatp.com ou www.voegol.com.br.

 

Coluna Claudio Humberto
15/05/2008 | 00:00

Céu nublado na Anac

A renúncia do diretor de Operações, brigadeiro Allemander Pereira, revelada ontem no site claudiohumberto.com.br, tumultuou ainda mais a gestão de Solange Vieira na Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil “aparelhada” por seus colegas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Mês passado, ela e seus economistas pesquisaram o sistema regulatório da Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. In loco.

 

 

Invertia
15/05/2008 - 09:19h

Gol: estamos prontos para enfrentar a Azul

O presidente da Gol, Constantino Júnior, afirmou em entrevista à revista Época Negócios que não teme a chegada da Azul ao mercado brasileiro e que sua companhia aérea está pronta "para enfrentar" a empresa de David Neeleman, também dono da americana de baixo custo JetBlue.

A Azul, que deve começar a voar em janeiro de 2009, já encomendou 36 aeronaves Embraer 195. A nova companhia, que receberá investimentos de US$ 150 milhões, enfrentará concorrência da TAM e do grupo Gol. Juntas, as duas empresas comandam cerca de 90% do mercado doméstico de aviação brasileiro.

Constantino Júnior, 39 anos, diz que a Gol e a Varig (adquirida em 2006) podem "enfrentar qualquer rival no mercado. "Ele (David Neeleman) está indicando que oferecerá passagens mais baratas e serviços melhores. Estamos preparados para concorrer com a versão brasileira da JetBlue ou com qualquer outra companhia aérea", disse à revista.

Varig

O presidente da Gol também falou sobre os planos para a Varig. O plano da empresa é que a companhia aérea tenha "o melhor serviço disponível na aviação brasileira".

"O público vai perceber maios espaçamento entre poltronas, aviões modernos, serviços diferenciados, vôos ponto a ponto e novos sistemas de reserva", afirmou Constantino Júnior.

 

 

O Estado de São Paulo
15/04/2008

Anac veta heliponto na Santa Casa de São Paulo
Camilla Rigi

Os pousos de helicópteros na Santa Casa de Misericórdia, em Santa Cecília, região central de São Paulo, estão proibidos. Oficialmente, para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a área para pousos e decolagens que funciona há 30 anos não existe. Para não ser multada, a direção do hospital optou, há um mês, por não receber mais atendimentos que chegam pelo ar. Cerca de 35% dos resgates aéreos feitos pela PM tinham como destino a Santa Casa.

“Recebemos um ofício que diz que o heliponto não está de acordo com as normas de segurança. Mas, quando fizemos a última reforma, adequamos o local às normas internacionais”, disse o superintendente de hospitais da Santa Casa, Antônio Carlos Forte.

Há seis anos o antigo Departamento de Aviação Civil (DAC) fez vistoria no heliponto e orientou que ele fosse elevado em 20 metros, ou que antenas de prédios vizinhos fossem retiradas. “Não temos como fazer a obra”, disse Forte. A entidade fazia quatro atendimentos de helicópteros por semana.

Segundo a Anac, o correto para abrir um heliponto é apresentar o projeto com dimensões da área para pouso, peso e do tipo de aeronave que vai usar o local. No caso da Santa Casa, segundo a Agência, o projeto nunca foi enviado.

 

 

Valor Econômico
15/04/2008

Delta e Northwest

Os pilotos da Delta Air Lines aprovaram ontem uma mudança em seus contratos de trabalho que permitirá a fusão da empresa com a Northwest Airlines. Segundo a agência de notícias Bloomberg, a fusão criará a maior empresa aérea dos EUA.

United e US Airways

Uma possível fusão entre as americanas United Airlines e US Airways não atingiria a Lufthansa, segundo Wolfgang Mayrhuber, diretor da companhia alemã. "Tudo que ajude as duas empresas a melhorarem financeiramente é bom para o setor", disse o executivo à Bloomberg.

 

 

O Globo
15/05/2008

 

 

Zero Hora
14/05/2008 - 21:40h

Vencedores do Top Of Mind recebem prêmios na Capital
Grupos Gerdau e RBS ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, como as marcas mais lembradas
Rodrigo Muzell | rodrigo.muzell@zerohora.com.br

O palco do Grêmio Náutico União, na Capital, recebeu na noite desta quarta-feira os detentores das marcas mais lembradas pelos gaúchos segundo a pesquisa Top Of Mind para a entrega dos prêmios. O conglomerado siderúrgico Gerdau ficou em primeiro lugar, com 11,2% das menções dos 1,2 mil entrevistados pela Segmento Pesquisas, que realiza o levantamento promovido pela Revista Amanhã.

Na 18ª edição da pesquisa, o Grupo RBS ficou em segundo lugar, com 8,6% das lembranças, e a General Motors, em terceiro com 8,3%. RBS e Gerdau se alternaram no primeiro lugar do levantamento em 14 oportunidades — a única outra empresa que recebeu o Top Of Mind foi a Varig, quatro vezes nos anos 1990.

Além do segundo posto na classificação geral, a RBS manteve a liderança em duas categorias: empresa em que gostaria de trabalhar (pelo quarto ano seguido) e empresa que mais investe em cultura (pelo terceiro ano). No segmento jornal, Zero Hora manteve a liderança, com 29,2% das menções, seguida do Diário Gaúcho (13,8%) e do Correio do Povo (6,5%).

— Esse reconhecimento nos gratifica por um lado, mas, por outro, aumenta nosso compromisso com a comunidade. É um estímulo para que continuemos inovando e investindo para agregar valor aos conteúdos que entregamos ao público — disse o vice-presidente das unidades de rádio e jornal do Grupo RBS, Geraldo Corrêa.

Para o diretor institucional da Gerdau, José Paulo Soares Martins, a liderança pelo segundo ano consecutivo é fruto da estratégia de agregar valor aos públicos relacionados à companhia: colaboradores, clientes e acionistas.

— Quando eles crescem, uma percepção positiva de nossa imagem cresce também junto à sociedade — afirmou.

Marcas fortes costumam ser resultado de uma posição de liderança de mercado, mas costumam se transformar em mais do que simplesmente a representação do êxito comercial de uma companhia. Para o diretor de redação da Revista Amanhã, a alternância no primeiro lugar entre RBS e Gerdau, ao longo dos anos, significa que essas empresas firmaram presença na mente do gaúcho — e isso é difícil de desfazer, mesmo com eventuais resultados negativos.

— É só ver o caso da Varig que, apesar de não ser a líder do mercado de aviação há vários anos, se manteve em primeiro no segmento de aviação até o ano passado — constatou.

 

 

Blog solange.guimaraes.zip.net - Jurídico
São Paulo, 12 de maio de 2008.


ATENÇÃO VISITANTES, ALUNOS E AMIGOS DO NOSSO BLOG. ARTIGO MUITO IMPORTANTE SOBRE OS RISCOS DA PREVIDÊNCIA PRIVADA
Gente, leiam com atenção o artigo a seguir sobre previdência privada e um caso real onde os direitos dos pensionistas foi violado, apesar da proteção que a lei concede, mas que não é respeitada pelo poder constituído. Trata-se do caso AERUS. Leiam e se possível, divulguem.

“FAÇA O QUE EU MANDO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”
Isaias Guimarães

Certamente, esta é a máxima predileta do Governo Federal! Enquanto pede aos brasileiros para cumprir a lei, a cooperar, pagar correta e honestamente os impostos, deixa de cumprir uma simples sentença judicial, favorável a um não tão pequeno grupo de brasileiros, lesados por sua incompetência, e má fé de alguns de seus colaboradores.
O assunto não é tão simples assim! A princípio seria apenas mais um desmando do governo, que em conseqüência, deixou à míngua nove mil chefes de família, aposentados da ex-maior empresa aérea brasileira, que durante 80 anos prestou serviços diferenciados de transporte aéreo aos seus milhares de usuários, ao redor do mundo.

O fato de nove mil famílias, cujos chefes, funcionários da Varig,quando ativos, haverem contribuído com boa parte de seus salários para obterem uma digna complementação de aposentadoria, missão que deveria ser cumprida de forma vitalícia, segundo a lei, e durou somente até o ano de 2006, não é o ponto mais importante, embora seja muito triste e desanimador.
Na verdade, o ponto mais importante, seria o descrédito da população com relação ao sistema nacional de previdência privada complementar.
O exemplo dado pelo governo com relação a conivência do órgão fiscalizador (SPC), com atitudes ímprobas da patrocinadora, Varig, traz a certeza de que nenhum investidor do sistema de previdência complementar no Brasil, seja de natureza aberta ou fechada, pode estar seguro de receber os benefícios prometidos.

Vejamos, em continuação, o que aconteceu com os contribuintes, hoje aposentados, da virtualmente desaparecida Varig.
Já em 2001, se prenunciava o desastre. A Varig, em estado pré-falimentar, deixara de recolher ao Instituto Aerus, não só sua parte, porém também deixara de repassar os valores descontados em folha, de seus funcionários. Passaram-se cinco longos anos, sem nenhuma providência do órgão que fora criado especialmente para fiscalizar os planos de previdência complementar fechados. Pior que tudo, a Secretaria de Previdência Complementar, endossou 21 contratos ilegais, emitidos pela Varig, para “garantir” simbolicamente sua dívida que girava em torno de R$ 3.0 bilhões (em números atuais).

No ano de 2004, foi movida uma ação civil pública, denunciando os crimes, e requerendo a cobertura devida por parte do governo, já que se tratava o Instituto Aerus, administrador dos planos Varig de aposentadoria, de uma entidade regularmente reconhecida, e cuja fiscalização estava a cargo da Secretaria de Previdência Complementar, órgão vinculado ao Ministério da Previdência.
O Desastre anunciado aconteceu em abril de 2006. A Secretaria de Previdência Complementar, que negligenciava há muito tempo suas atribuições, não fiscalizando, “descobriu” que devido a dívida da Varig, o Instituto Aerus não possuía fundos suficientes para honrar o pagamento das pensões dos aposentados.

Diante disso, mesmo sendo totalmente culpada pelo ocorrido, já que fora conivente com a desonestidade da administração da Varig, a Secretaria de Previdência Complementar (SPC), decretou a liquidação dos planos de benefício Varig, por falta de recursos suficientes para cobrir as Reservas Matemáticas de seus aposentados.

A partir dessa data, teve início uma verdadeira “via crucis” para os mais de nove mil aposentados e suas respectivas famílias, que após contribuírem durante décadas com valores extras para garantir uma velhice tranqüila, em razão da irresponsabilidade, para não dizer, má-fé, de altos funcionários do Ministério da Previdência, mancomunados certamente, com diretores da Varig e do próprio Aerus, passaram a receber entre dez e cinqüenta por cento do que recebiam normalmente; situação que prevalece até os dias atuais.
Todas as denúncias já haviam sido compiladas em textos sobejamente suportados por provas irrefutáveis da responsabilidade do governo federal, via Ministério da Previdência, e assim, foi apresentada ao judiciário, através da já referida ação pública, de 2004.

No momento em que ocorreu a redução da suplementação, em abril de 2006, foi requerida a antecipação dos efeitos da Tutela, obrigando a União a se responsabilizar pela complementação das aposentadorias. Após a primeira recusa do judiciário, foi interposto Agravo de Instrumento, que resultou em sentença favorável exarada pela Desembargadora Federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Dra. Neusa Alves da Silva, em 18/07/2006.

Segundo a decisão, a União deveria se responsabilizar pelo pagamento das suplementações dos aposentados Varig, até então a cargo do Instituto Aerus de Seguridade.

O processo em questão, é o de nº 200601000164344 (TRF da 1ª Região), dele constando a sentença da Desembargadora, com observações pertinentes a responsabilidade da União, como nos seguintes trechos:

“.........cuja responsabilidade administrativa está diretamente vinculada à Secretaria de Previdência Complementar, órgão do Ministério da Previdência Social. Com efeito, a referida Secretaria tem a obrigação de fiscalizar os atos administrativos praticados pelos gestores do orçamento que lhe fora confiado pelos contribuintes do Fundo de Previdência, sejam eles, os contribuintes participantes ou patrocinadora”

“A atividade de fiscalização engloba também o conhecimento dos atos inerentes a administração e a destinação que vinham sendo aplicados ao saldo do fundo”

“Há fumus boni júris, sim, diante da prova indiciária até aqui oferecida, que poderá ser confirmada ou infirmada no decorrer da instrução”

“Quanto ao periculum in mora, é inafastável, olhando a questão sob o prisma do prejuízo imediato causado aos participantes do plano, estes que, com certeza não deram causa ao “débâcle” do sistema, não podendo, nem devendo ser atingidos pelos problemas ocasionados por sua péssima gerência”

“Acresça-se a essas considerações, o fato de constituir, o pagamento dos benefícios pleiteados, verba de caráter eminentemente alimentar, o que reforça a conclusão na direção da concessão da liminar reivindicada”

O governo federal, por mais incrível que possa parecer, ignorou solenemente a sentença, e conseqüentemente, a própria justiça, da qual se arvora autêntico paladino. Fez pouco caso do judiciário e de nós, pobres aposentados que ficamos a ver navios, ou seja: continuamos a receber apenas uma pequena parte daquilo que seria devido! Daquilo que deveria ser garantido pelo governo! Afinal, será que alguém se recorda ainda, para que servem os órgãos fiscalizadores mantidos pela União?

Conforme já dissemos acima, o governo se esquece que o acontecido com os nove mil aposentados da Varig, é apenas um exemplo da fragilidade da garantia que ele mesmo se propõe a dar a todos que investem em previdência complementar, senão vejamos:

A SUSEP está para os investidores em planos de previdência abertos, como a SPC para os investidores em previdência fechada, portanto, é mais que justo supor que pessoas da mesma estirpe, dirigem as duas entidades, já que ambas são vinculadas a ministérios, sendo a SUSEP ao Ministério da Fazenda e a SPC ao Ministério da Previdência.

Continuando o raciocínio, podemos estar certos de que, caso ocorram contratempos com as mega empresas financeiras que patrocinam os planos de previdência complementar, dentre elas os principais bancos privados do país, o governo deixará órfãos, mais de 5 milhões de pessoas que de boa fé contribuem mensalmente, esperando receber um bom pecúlio na aposentadoria.

O sistema de previdência complementar no Brasil acumula hoje, algumas centenas de bilhões de reais, imensa fortuna, aplicada nos diversos fundos de investimentos, o que cria uma cadeia de dependência muito grande em nossa economia.

Imaginemos uma crise financeira interna, assim como ocorre ainda em continuidade nos Estados Unidos, nos dias atuais, onde grandes bancos, como City, Merril Lynch e outros, contabilizam fabulosos prejuízos. Podemos garantir que isso não é tão difícil de acontecer, pois como diz o velho e sábio adágio: “quanto maior o tamanho, maior a queda”. Lembremos os casos de mega instituições como Banco Econômico, Banco Nacional, Bamerindus, Auxiliar e outros, falidos, em um passado recente.

A SUSEP, conforme já dito, é o órgão fiscalizador do sistema de previdência complementar aberta, porém, não há garantia nenhuma, a partir da vergonha que foi a fiscalização similar da SPC sobre os planos de previdência fechada, que esse órgão está de fato, fiscalizando. Mais ainda, em caso de crise, a SUSEP ficará ao lado de quem? Dos investidores que vem colocando seu suado dinheirinho mensalmente nos fundos de previdência, ou dos poderosos banqueiros, como fez o próprio governo federal, criando um barco salva vidas, chamado PROER para salvar banqueiros falidos?

Infelizmente, contrariamente ao procedimento ideal em uma plena democracia, tão propalada pelo nosso mui digno Presidente da República, o governo só age sob pressão, ou constrangimento. Ora, quem possui os quesitos necessários para pressionar e constranger, será sempre o chamado “quarto poder”. Mas a mídia, só dá destaque aos grandes escândalos ou grandes desgraças, que causam comoção popular, como o recente caso do assassinato da pequena Isabella! Não interessa a ela (mídia), notícias consideradas menores, sem muito clamor popular, como é o caso dos nove mil aposentados da Varig, que ao contrário dos beneficiados com a tal “bolsa família”, concedida pelo governo para remunerar pessoas que nada produzem além de filhos, trabalharam uma vida inteira, pagando mensalmente valores relevantes, para terem uma digna aposentadoria, e foram simplesmente roubados pelo próprio governo que apoiou e endossou todas as falcatruas da antiga Varig.

O tal programa “bolsa família” custa aos brasileiros, cerca de R$ 1,25 bilhões por mês! Já a complementação aos aposentados da Varig, que o governo deveria honrar, segundo sentença promulgada pela justiça, custaria menos de 2% desse valor.

Os aposentados da Varig não pedem, e nem querem esmolas, ou favores políticos! Querem, isto sim, a devolução, em forma de complementação de aposentadoria, do que pagaram com muito sacrifício durante anos a fio!

Por outro lado, a complementação determinada na sentença, seria provisória, já que todos os beneficiários contam com idade acima de 65 anos e, portanto, com pequena expectativa de vida.

Hoje, morrem cerca de 280 desses aposentados por ano, e como o benefício termina com a morte, essa complementação legal, seria certamente, decrescente e finita.

Ao contrário do que se espera, no entanto, a mídia critica, ao invés de apoiar, como no caso da revista Carta Capital de 30 de abril, em matéria assinada por Rodrigo Martins, falando sobre o estoicismo de um verdadeiro herói, que aposentado, aos 75 anos de idade, ainda tem disposição para lutar contra a injustiça do governo, que o relegou, assim como aos seus mais de 9 mil colegas, a esta situação de humilhação e descaso.

Ele certamente não está atrás dos tais “5 minutos de fama” como sugere a matéria! Na verdade, se ele comparece aos locais de tragédia, certamente não é para se promover pessoalmente e sim, por saber que somente em locais como esse, pode ser visto pelos “urubus” da mídia, que de forma indireta, podem divulgar aos quatro ventos, o descaso governamental, para com cidadãos honrados como ele. Eis um resumo da matéria:
“ Alguns curiosos não escondem o desejo de aparecer diante das câmeras. Ora fantasiado de anjo, ora de caveira, o aposentado Amaury Guedes, de 75 anos, busca os holofotes para advogar sua causa. “Quero aproveitar essa tragédia para divulgar a minha e de outros 8 mil funcionários mantidos pelos fundos de pensão Aeros e Aerus, que estão morrendo de fome por não receber os benefícios”, diz o ex-comissário da Varig, pouco antes de reclamar da falta de atenção da mídia. O desdém dos repórteres não é por acaso. Há tempos, Guedes utiliza a mesma estratégia. Já esteve fantasiado, por exemplo, no desabamento da Linha Amarela do Metrô e ao lado dos destroços do avião da TAM”

Diante da intransigência do governo e do descaso da mídia, um grupo de aposentados da Varig, planeja para breve, a tomada de algumas ações efetivas, tanto quanto radiciais, como:

- Greve de fome em Brasilia, que no caso dos idosos, todos com mais de 65 anos, equivale a um suicídio coletivo.
- Campanha durante a greve, pelo cumprimento da sentença, através de cartazes elucidativos, denunciando à população, os fatos como eles são.

- Envio de cópia desta matéria à Revista Veja, que tem sido porta-voz da população, denunciando atitudes graves e esquivas do governo.

- Realização de uma campanha nacional, já que os aposentados da Varig residem em diversos estados da União, para que a população deixe de investir em sistemas de Previdência Complementar, uma vez que comprovadamente, o governo nada garante.

A troca de idéias sobre as ações acima, vem sendo realizadas através de uma comunidade do ORKUT, denominada “Comissários/as aposentados Varig” Tópico “ Urgente-Aerus sob intervenção” (fórum).

 

 

Jornal A Tribuna - Santos-SP
13/05/2008

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