RIO DE JANEIRO - 16 DE AGOSTO DE 2008

 

 

O Estado de São Paulo
16/08/2008

No chão, Vasp pode ir à falência
Justiça proíbe Canhedo de deixar o País

O Tribunal de Justiça de São Paulo está na iminência de decretar oficialmente a falência da Vasp, companhia que parou de voar em 2005 e está há dois anos em processo de recuperação judicial. A decisão de decretar a falência foi tomada pelos próprios credores, em assembléia realizada no dia 17 de julho.

Pouco depois, o juiz Alexandre Lazzarini, da 1ª Vara de Falência e Recuperação de Empresas, expediu ordem à Polícia Federal impedindo que o empresário Wagner Canhedo, controlador da Vasp, e sua família, deixem o País.

O juiz Lazzarini também vem determinando a devolução das áreas mantidas pela Vasp nos aeroportos do País. Uma da últimas áreas a ser devolvida é justamente o hangar de Congonhas. Segundo a Infraero, “a reintegração (dessa área) encontra-se em fase de execução”.

As áreas da Infraero estavam entre os principais ativos da Vasp e hoje estão sendo disputadíssimas por outras companhias. No mercado, comenta-se que a Azul Linhas Aéreas, que deve iniciar operações até o final do ano, estaria negociando a possibilidade de ficar com as áreas do aeroporto Santos Dumont, no Rio. A intenção seria transferir para o antigo hangar da Vasp a área operacional da empresa.

A Infraero foi um dos principais credores a votar a favor da decretação da falência, ao lado de alguns advogados trabalhistas e do fundo de pensão Aeros. Os sindicatos de aeronautas e de aeroviários votaram contra. “As chances de recebermos alguma coisa vai ser muito pequena”, diz o representante do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Marco Reina. “São 5 mil credores trabalhadores e o cobertor é curto para pagar todo mundo.”

A dívida da Vasp é estimada em R$ 2,5 bilhões. Além dos aviões, a empresa possui 450 imóveis, avaliados em R$ 200 milhões.

Mas a Vasp ainda pretende lutar pela sua sobrevivência. Segundo o interventor da companhia Roberto de Castro, a empresa vai entrar com recurso para tentar impedir a decretação de falência. “O argumento a favor da decretação é de que a empresa não cumpriu com seu plano de recuperação. Mas nós fomos impedidos de cumprir o plano justamente por decisões judiciais”, defende Castro. “O plano dependia da venda de ativos, mas o próprio Tribunal de Justiça concedeu liminares nos impedindo de vendê-los.”

SUCATA

Os “esqueletos” dos Boeings 737-200 da Vasp chamam a atenção durante a feira de jatos executivos Labace, que acontece até hoje no hangar da companhia aérea em Congonhas . A Vasp possui uma frota de 31 Boeings, todos em franco processo de depreciação.

 

 

O Estado de São Paulo
16/08/2008

Famílias querem que Anac reveja indenização

As famílias das vítimas do vôo 3054 da TAM querem que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reveja o valor do reajuste do seguro obrigatório (Reta) que as companhias aéreas devem pagar em caso de acidentes. Ontem, em reunião com o diretor da agência Marcelo Guaranys, os representantes das famílias alegaram que, pelos cálculos do Ministério Público de São Paulo, o valor das indenizações deveria chegar a R$ 140 mil. Na segunda-feira, a Anac determinou que o valor a ser pago é de R$ 40.950. Em nota, a Anac alegou que o reajuste foi determinado de acordo com a tabela de correção monetária usada pelo governo.

 

 

Folha de São Paulo
16/08/2008

Embraer vende aviões militares para o Chile
FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

A Embraer anunciou ontem a venda de 12 aviões de combate Super Tucano para a Força Aérea chilena. O Chile será o terceiro país na América Latina a operar o Super Tucano. Antes, a Embraer já havia vendido o mesmo tipo de aeronave para a própria FAB (Força Aérea Brasileira) e para a Colômbia.

O valor do negócio não foi divulgado. A título de comparação, em 2005 o governo colombiano pagou US$ 234 milhões por 25 aeronaves do modelo.

Em nota, a Embraer informou que deve começar a entregar os aviões à Força Aérea chilena no segundo semestre de 2009. As aeronaves serão usadas para "treinamento tático" dos pilotos chilenos, segundo o documento.

Ainda de acordo com a nota, o acordo inclui um pacote de suporte logístico (ILS na sigla em inglês) e um sistema de treinamento e apoio a operações que abrange a aeronave e estações de apoio em solo.

De acordo com a Embraer, o negócio "será uma grande oportunidade para ampliar a parceria" entre a fabricante brasileira e a Enaer (Empresa Nacional de Aeronáutica de Chile). A parceria entre as duas empresas começou há mais de dez anos.

Turbo-hélice de ataque leve, o Super Tucano tem capacidade para transportar 1.500 quilos de armamentos e atinge 590 km/h.

No Brasil, o avião é utilizado pela FAB para treinamento de pilotos e no Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia).

Em 2005, a Venezuela havia assinado contrato para comprar 36 Super Tucano, mas o negócio foi barrado pelo governo dos Estados Unidos.

 

 

Folha Online
16/08/2008 - 17h56

Parentes das vítimas do vôo da TAM têm acesso à caixa preta

Amigos e familiares das vítimas do vôo 3054 da TAM, que matou 199 pessoas no dia 17 de julho de 2007, se reuniram na manhã deste sábado, em Brasília, com representantes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e puderam ouvir os 30 minutos de gravação da caixa preta do avião.

A reunião teve início às 10h com uma palestra e uma simulação do acidente. De acordo com Eduardo Sato, membro da Afavitam (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo TAM 3054), a divulgação da gravação para uma comissão de três pessoas teve o objetivo de identificar uma pessoa que estaria voando na cabine, supostamente sem autorização. Mas a mãe da suposta comissária não identificou a voz da filha.

Segundo Sato, nenhuma nova informação foi dada pela Aeronáutica. O relatório, que ainda não foi concluído pelo Cenipa, ainda investiga as causas que fizeram a manete do avião ficar posicionada de maneira contrária ao indicado.

De acordo com informações dadas pela Aeronáutica aos familiares das vítimas, ainda não há previsão para a conclusão do relatório. Após seu término, no entanto, ele deve ser enviado para a França, onde passará por uma tradução. De acordo com a Aeronáutica, o envio do documento para uma comissão exterior é fundamental "para que eles possam avaliar o conteúdo e encaminhar seus comentários".

Após o encontro com representantes do Cenipa, os amigos e familiares das vítimas se reuniram no aeroporto de Brasília para protestar. Por volta das 13h, os manifestantes fecharam o check-in da TAM. A situação já foi normalizada.

Às 15h, os familiares iniciaram um encontro com o delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos Barbosa. De acordo com Sato, o delegado informou que o inquérito policial deve ser encerrado no próximo mês, mesmo que o relatório do Cenipa não esteja concluído. Segundo o delegado, a investigação técnica é importante, mas não imprescindível.

A própria Aeronáutica destaca que o relatório final "não é o principal produto de uma investigação técnica, mas sim as recomendações de segurança nele contidas. É o resultado final das inúmeras ações que são tomadas para a prevenção de acidentes aeronáuticos e, nesse sentido, a principal ferramenta utilizada para o aprimoramento dos níveis de segurança operacional".

 

 

Coluna Claudio Humberto
15/08/2008

Futuro incerto

Foi adiado sine die o depoimento no Senado do presidente da Associação dos Pilotos da Varig, comandante Élnio Borges, que prometia levar um baú de documentos sobre a VarigLog.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br