CLIPPING ELETRÔNICO DA TGV - RIO DE JANEIRO - 16 DE SETEMBRO DE 2008

O Estado de São Paulo
16/09/2008

Velha Varig começa a pagar aos empregados
Mariana Barbosa

Mais de dois anos depois da venda em leilão judicial, os funcionários da velha Varig começarão a receber uma pequena fração de seus créditos trabalhistas. Cada um dos cerca de 14 mil credores trabalhistas receberão até cinco salários mínimos (R$ 2.075,00).

Os pagamentos serão feitos a partir da primeira quinzena de outubro. Todos os credores deverão se cadastrar no site do agente fiduciário, no endereço www.oliveiratrust.com.br/credores . O cadastramento começa na sexta-feira.

O pagamento é resultado do acordo de antecipação das debêntures fechado com a Gol no ano passado. Pelas regras do leilão judicial, o arrematante - no caso, a VarigLog - tinha o compromisso de emitir duas debêntures de R$ 50 milhões em até dez anos. Quando comprou a Varig da VarigLog, a Gol se propôs a pagar antecipadamente, com deságio total de R$ 5 milhões.

A primeira debênture já foi para o caixa do fundo de pensão Aerus. Dos R$ 47,5 milhões da debênture dos trabalhadores, nem tudo vai ser distribuído agora. Há cerca de R$ 20 milhões comprometidos com decisões liminares a favor de alguns poucos credores trabalhistas. Dependendo do andamento desses processos, poderá haver um novo rateio no futuro.

Os valores a serem distribuídos representam uma fatia muito pequena do passivo trabalhista que a Varig tinha ao entrar em recuperação judicial em 2005: R$ 238,8 milhões. Se forem incluídas as dívidas acumuladas após a Varig entrar em recuperação judicial, de acordo com sindicatos de trabalhadores do setor aéreo, a conta sobe para R$ 1 bilhão.

 

 

O Estado de São Paulo
16/09/2008

Pilotos deixam de relatar situações de risco, por medo de ações judiciais
Para Cenipa, criminalização de acidentes fez notificações caírem de 90, no ano passado, para 9, em 2008
Bruno Tavares

A criminalização dos dois maiores acidentes aéreos da história do País - a colisão entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, em 2006, e a tragédia com o Airbus da TAM, no ano passado - fez despencar o número de relatórios confidenciais para a segurança de vôo (RCSV) encaminhados por tripulantes à Aeronáutica. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) recebeu 9 notificações neste ano, ante as 90 registradas em 2007.

A emissão do RCSV não é obrigatória, mas se tornou uma das principais ferramentas de que os militares do Cenipa dispõem para elaborar planos de prevenção. Embora possam ser anônimos, não é difícil identificar o emissor do documento. “Quando um tripulante elabora um relatório e depois vê aquilo sendo usado judicialmente, ele se sente inibido e deixa de colaborar”, disse ontem o chefe do Cenipa, brigadeiro Jorge Kersul Filho. “Não estou dizendo que a Justiça não deve investigar, mas nossas ações devem correr em paralelo.”

A legislação sobre o assunto veta a utilização de RCSV “para relato de fatos que constituam crime ou contravenção penal de qualquer natureza”. Na prática, porém, as notificações têm servido como prova em ações tanto na esfera cível quanto na criminal. Também há temor por parte das empresas de que ocorrências consideradas corriqueiras, como uma arremetida, causem pânico entre passageiros e parem em CPIs.

“Essa exposição desmedida jogou no lixo um trabalho de mais de 30 anos da FAB. Agora, será difícil reverter essa desconfiança dos tripulantes”, diz Ronaldo Jenkins, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). O primeiro sintoma de que tripulantes e companhias haviam criado resistência aos relatórios surgiu após o acidente da Gol. De 2005 para 2006, o número de RCSVs caiu 76% (de 159 para 38).

 

 

O Estado de São Paulo
16/09/2008

Arremetidas no PR e no DF assustam os passageiros
Relato de um 'quase acidente' no Acre foi lembrado; FAB afirma que não havia risco em nenhum dos casos
Tânia Monteiro

Duas arremetidas de dois vôos da TAM, em Brasília e Curitiba, na manhã de ontem, deixaram os passageiros assustados, principalmente depois da notícia de que um avião da FAB e um da Gol quase colidiram, em 18 de junho, em Rio Branco, no Acre, conforme o Fantástico, da Rede Globo. A primeira arremetida ocorreu no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, quando o piloto do vôo 3836, que saiu de Porto Alegre às 7h30, fazia o procedimento final para o pouso e preferiu abortá-lo, porque o avião não estava estabilizado. O segundo caso foi em Brasília, quando o vôo 3718 estava na fila para aterrissar, mas teve de voltar a ganhar altura porque outra aeronave, da Ocean Air, não havia desocupado a pista. Nos dois casos, e em Rio Branco, a FAB diz que não houve risco de acidente.

Em Curitiba, o aeroporto operava por instrumentos, quando o 3836 ia pousar, por volta das 8h35. Segundo a Aeronáutica, a arremetida foi comunicada e realizada, por decisão do piloto. Já no 3718, que saiu de Congonhas, às 8h27 e pousou em Brasília às 10h14, passageiros relataram que houve mais um caso de 'risco de colisão' porque, quando iam descer, outro avião estava ocupando a pista, obrigando o piloto a acelerar e desistir da aterrissagem.

Para a Aeronáutica, o avião da Ocean Air, em vez de sair da pista principal de pouso na primeira interseção, liberando a área para a próxima aeronave, fez um percurso mais longo do que o normal. 'Mas não houve quase colisão', insistiu a Aeronáutica, ao justificar que 'a torre comandou a arremetida, que é procedimento normal'. A TAM não quis se pronunciar.

AMAZÔNIA

Em relação à denúncia apresentada pelo Fantástico, o comandante da FAB, Juniti Saito, reconheceu que 'houve um erro do controlador, que não deveria acontecer, mas, infelizmente aconteceu'. Segundo o brigadeiro, 'foi aberto um relatório de perigo para verificar o que houve e evitar que o mesmo problema ocorra novamente'. Saito ressaltou que os equipamentos que o Aeroporto de Rio Branco tem são os necessários para aquele local, onde o tráfego aéreo é relativamente pequeno.

O advogado da Federação dos Controladores do Tráfego Aéreo, Roberto Sobral, questionou o treinamento que está sendo dado para os novos militares que estão substituindo os antigos profissionais - 'que foram afastados por questões política'. Segundo Sobral, 'a situação é de risco' porque os novos operadores são inexperientes e o tempo de treinamento foi 'insuficiente', 'submetendo a população a riscos'. A FAB diz que os novos controladores estão habilitados.

TENSÃO NO AR

Gravação no Fantástico mostra falha de controlador no AC.

Piloto da FAB: O grifo 127 informa que livrou a 3 mil pés, descendo para 2 mil pés.

Controlador: Ciente, grifo 127.

Piloto da FAB: Grifo 127, na perna de aproximação.

Controlador: Está livre o procedimento x-ray. Grifo 127.

Piloto da FAB: Grifo 127, chamará.

Um minuto e meio depois, controlador autoriza o Boeing a fazer o mesmo procedimento.

Controlador: Informe iniciando a perna de aproximação.

Piloto da Gol: Já está na perna de aproximação, descendo pra 3 mil (pés).

Controlador: Já está autorizado, iniciar o procedimento X-Ray.

Piloto da FAB: Os caras em cima de mim. Tomei o maior susto.

Instrutor: O quê?

Piloto da FAB: Ó, o cara ali.

Instrutor: C...

Instrutor: Rio Branco, Gol pode prosseguir na aproximação final. O que aconteceu foi que o Gol passou por cima (...), quase bateu (...) Pode prosseguir (...) Está ok, Rio Branco? Copiou?

Controlador: Afirmativo (...)

Instrutor: Gol, confirme. Você entendeu que poderia prosseguir no ILS?

O piloto da Gol não responde se entendeu ou não se poderia continuar a aproximação por instrumentos e, na seqüência, aborta a aterrissagem.

Piloto da FAB: C...

Piloto da Gol: Gol 1938 está arremetendo.

 

 

O Estado de São Paulo
16/09/2008

FAB ampliará controle de helicóptero
Decea já planeja rotas para descongestionar tráfego entre o litoral fluminense e as plataformas de petróleo
Bruno Tavares e Alberto Komatsu

O crescimento da frota de helicópteros no País, sobretudo na capital paulista e nas regiões produtoras de petróleo, colocou em alerta os militares responsáveis pela prevenção de acidentes aeronáuticos no País. Diante da previsão de chegada de pelo menos 80 novos aparelhos até 2010, a Aeronáutica já planeja aumentar o controle nas áreas mais congestionadas. Até o fim deste ano, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) pretende criar rotas entre as principais cidades da Bacia de Campos, no litoral fluminense, e as plataformas de petróleo em alto mar.

Números divulgados ontem pela Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe) mostram que o Brasil recebe de dois a cinco helicópteros novos por mês. 'Se as descobertas feitas recentemente se confirmarem, esse número tende a aumentar ainda mais. Temos de começar a nos preparar', disse o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Cenipa. Embora os helicópteros representem apenas 10% da frota total de 11 mil aeronaves do País, eles já respondem por 20% dos acidentes. Além de serem mais instáveis do que os aviões, as chamadas 'aeronaves de asa rotativa' tendem a ser expor mais. 'Uma coisa é pousar em Cumbica e outra é descer num heliponto sobre um prédio da Paulista.'

Os dois principais focos de preocupação do Cenipa são Rio e São Paulo. Com 470 aparelhos registrados, a capital paulista tem hoje a maior frota de helicópteros do mundo, a frente de metrópoles como Tóquio e Nova York. Já no Rio, o temor é pelo que está por vir. Atualmente, a Petrobrás usa 70 helicópteros para a atividade de exploração e produção de petróleo em plataformas marítimas, por meio de sete empresas de táxi aéreo terceirizadas. A frota usada pela empresa ultrapassa a da maioria dos Estados e chega perto do topo do ranking. É maior, por exemplo, do que a do Distrito Federal (41), a quarta maior do País, atrás apenas de São Paulo (470), Rio (198) e Minas (103). 'Nos próximos anos, a Petrobrás deverá alterar o perfil da frota e contratar um maior número de aeronaves. Com as distâncias que envolvem as áreas do pré-sal, aeronaves de maior porte e maior autonomia se tornarão técnica e economicamente mais viáveis', diz o gerente-geral da Unidade de Serviços de Transporte e Armazenamento da Área de Exploração e Produção da empresa, Ricardo Albuquerque Araújo.

O secretário de Planejamento do Guarujá, Mauro Scazufca, conta que a estatal, em parceria com a Aeronáutica, está investindo na modernização e na revitalização de hangares no aeroporto da cidade, que também será usado como uma base de operações do pré-sal. Segundo ele, a Petrobrás estima uma demanda de 200 embarques diários de helicópteros no Guarujá, saindo da base aérea de Santos. Há três meses, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou o uso do aeroporto para aviação geral - anteriormente, só recebia helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB).

A expansão da operação de helicópteros da Petrobrás, porém, poderá esbarrar num gargalo, avalia Ismael Monteiro Júnior, da diretoria de Offshore da Abraphe. Segundo ele, a demanda da Petrobrás por pilotos e equipes de apoio marítimo pode exceder a quantidade de profissionais qualificados. 'Hoje, o pré-requisito para um piloto que trabalha para a Petrobrás é um mínimo de 500 horas de vôo. A empresa estuda flexibilizar essa regra, com a condição de que o profissional seja graduado em aviação civil.' Atualmente, diz ele, os helicópteros usados pela Petrobrás voam, em média, 100 mil horas por ano. Em 2010, a estimativa é de dobrar essa quantidade, que nem leva em conta a demanda que será criada pelas descobertas no pré-sal. A robusta operação da Petrobrás já levou a uma superutilização do Aeroporto de Macaé.

A Petrobrás, segundo o superintendente do Aeroporto de Macaé, Hélio Batista Júnior, responde por 99% da operação de helicópteros para plataformas marítimas. O aeroporto tem capacidade para 135 mil passageiros por ano, mas atendeu 399 mil em 2007. A Infraero, conta ele, planeja ampliar o atendimento para até 500 mil pessoas e está investindo R$ 6 milhões em equipamentos.

 

 

O Estado de São Paulo
16/09/2008

TAM estuda investimentos em 2 aeroportos
Empresa anuncia novos vôos internacionais partindo do Rio, para Nova York e Miami
Fabiana Cimieri

A holding TAM, companhia de investimentos que engloba TAM Jatos Executivos, TAM Mercosur e TAM Linhas Aéreas, vai analisar a possibilidade de investir nos Aeroportos do Rio e de Campinas. Para isso, aguarda a conclusão dos estudos encomendados pelo Ministério da Defesa para definir o modelo de concessão que transferirá a gestão do Aeroporto Internacional Tom Jobim e de Viracopos para a iniciativa privada.

'Uma vez concluídos esses estudos, verificaremos a possibilidade de investimentos. Se os aeroportos puderem ser bem geridos pela iniciativa privada, para nós isso é muito importante. Precisamos ter uma infra-estrutura que funcione e propicie novos investimentos da indústria aeronáutica', disse ontem o presidente da TAM, David Barioni , que não descarta a utilização de outros parceiros no negócio.

NOVAS LINHAS

Ele anunciou ontem a abertura de duas novas linhas aéreas internacionais, com partida do Rio, após se reunir com o governador do Estado, Sergio Cabral Filho, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul. No dia 19, começam a operar vôos diários Rio-Miami-Rio. Em 1º de novembro, entra em operação, quatro vezes por semana, a linha Rio-Nova York-Rio. A TAM já possui um vôo diário partindo da capital fluminense para Paris.

Os novos vôos serão feitos em quatro Boeings 767-300, totalmente reformados para transportar 205 passageiros, 30 na classe executiva e 175 na econômica. Barioni não soube dizer o valor total do investimento, mas informou que foram gerados 800 novos empregos, além do custo da reforma das aeronaves e do treinamento da equipe. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a TAM opera 75% dos vôos internacionais.

CRESCIMENTO

O vice-presidente de Planejamento e Alianças da TAM, Paulo Cezar Castello Branco, disse que as novas linhas atendem à demanda dos consumidores, impulsionados pelo crescimento da economia fluminense. 'O Galeão é o segundo tráfego gerador do Brasil e o local em que mais investimos nos últimos anos', afirmou.

Para a TAM, quanto mais concentrada for a operação, melhor será o serviço oferecido, explicou Barioni, defendendo que os vôos nacionais continuem a ter saídas exclusivamente do Tom Jobim. A Anac estuda a possibilidade de permitir que o Aeroporto Santos Dumont possa receber outras linhas nacionais, além da Ponte Aérea e dos vôos regionais. Essa medida acabaria esvaziando o aeroporto internacional, mais afastado do centro da cidade.

'Cerca de 50% ou 60% do tráfego depende de conexão. Para nós o Galeão é muito importante porque temos muitas possibilidades', disse o presidente da TAM.

 

 

Folha de São Paulo
16/09/2008

TAM estuda disputar concessão
DA SUCURSAL DO RIO

O presidente da TAM, David Barioni, afirmou ontem que a empresa estuda investir na gestão de aeroportos por meio de sua controladora.

Segundo ele, a companhia aguarda a definição sobre o modelo de concessão dos aeroportos Tom Jobim (RJ) e Viracopos (SP). "A TAM Linhas Aéreas, não [deve investir], porque nosso business é transporte aéreo. A holding analisa, sim", disse.

Executivos da TAM anunciaram ontem o início de dois vôos a partir da capital fluminense para os EUA. A Azul Linhas Aéreas, que deve começar a operar neste ano, também pretende focar em vôos diretos a partir do Rio.
(JANAINA LAGE)

 

 

Folha de São Paulo
16/09/2008

Aeronáutica culpa controlador por incidente no Acre
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA ONLINE

O Decea (Departamento de Controle de Espaço Aéreo), da Aeronáutica, concluiu que o responsável pelo incidente envolvendo um Boeing da Gol e um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), em 18 de junho, perto do aeroporto de Rio Branco, no Acre, foi um controlador de vôo.

Em nota, o órgão afirma que descobriu "deficiências de procedimento (...) na coordenação da descida das aeronaves".

Os dois aviões estavam sob a responsabilidade do mesmo controlador, que teria ordenado a aproximação ao aeroporto numa distância de tempo de um minuto e meio. Os pilotos foram surpreendidos quando passaram a apenas 60 metros um do outro. Ambos arremeteram, evitando a colisão.

Segundo o brigadeiro Jorge Kersul Filho, do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), um relatório com as causas do incidente será divulgado até o fim do ano. Ele diz acreditar que não houve risco de colisão no ar.

 

 

Jornal do Brasil
16/09/2008

País tem aumento de acidentes aéreos

O número de acidentes aéreos na aviação civil aumentou consideravelmente no Brasil nos últimos anos. De acordo com levantamento divulgado, ontem, pela Aeronáutica, no ano passado 97 aeronaves se envolveram em acidentes – 31 a mais que em 2006 – matando 270 pessoas (contra 215 mortos em 2006).

Os dados se referem aos acidentes e incidentes aéreos ocorridos no período de 1998 a 2007. Neste espaço de tempo, foram registrados, em todo o país, 654 acidentes aéreos que causaram a morte de 991 pessoas. Os anos com maior número de vítimas foram 2006 e 2007, com, respectivamente, 215 e 270 mortos.

 

 

O Globo
16/09/2008

 

 

O Globo
16/09/2008

 

 

O Globo
16/09/2008

 

 

Site da ALERJ
15/09/2008 - 19:45h

PRIVATIZAÇÃO DO AEROPORTO TOM JOBIM PREOCUPA COMISSÃO DE TRABALHO

Após o debate sobre o aeroporto internacional realizado na Assembléia Legislativa do Rio pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado Jornalista Roberto Marinho, no dia 11/08, a Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Alerj vai fazer uma audiência pública para tratar o tema sob a ótica dos trabalhadores do Tom Jobim. O encontro, que acontecerá nesta quinta-feira (18/09), às 10h, na sala 316 do Palácio Tiradentes, vai contar com a presença de representantes do Ministério Público, da Delegacia Regional do Trabalho (DRT-RJ) e de funcionários e da direção do aeroporto.

“Depois que a idéia de privatizar o Galeão foi amplamente divulgada, os funcionários ficaram preocupados com a garantia de suas vagas de trabalho. Eles não sabem se continuarão trabalhando na empresa ou se irão para outro lugar. Precisamos discutir essa questão, pois estamos lidando com famílias que precisam de uma posição”, ressaltou o presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PDT).

 

 

Site Baguete - Tecnologia e Informação em um só lugar
15/09/2008 17:47h

Gol virtualiza VRG
Márcia Lima

Após sete meses de projeto de virtualização, a VRG Linhas Aéreas, que opera a marca Varig, hoje pertencente a Gol, consolidou 100 servidores em três e gerou retorno sobre investimento da ordem de R$ 6 milhões por ano.

O projeto foi assinado pela gaúcha Service IT Solutions e pela Tivit.

“Foi preciso sete meses para que alinhássemos toda a área de TI da VRG com a Gol. Dentre as conquistas obtidas, a consolidação de 100 servidores em apenas três resultou em maior segurança da informação, qualidade de serviço, rápido ROI de TI, entre outros”, afirma Wilson Maciel Ramos, vice-presidente de Planejamento e TI da Gol.

Para que o parque tecnológico da Varig pudesse ser integrado e administrado pela equipe da Gol, foi necessário um amplo mapeamento dos aplicativos existentes. “Nosso maior desafio foi entender como funcionava a área de TI da antiga Varig e, num curto espaço de tempo, realizar essa transformação, sem que ocorresse descontinuidade na prestação dos serviços”, explica Wilson Maciel.

A Service IT, em conjunto com a IBM, mapeou o número de máquinas reais e seus aplicativos. Já a Tivit foi responsável pela virtualização e implementação do projeto de infra-estrutura de TI, que teve como objetivo a consolidação dos servidores da VRG.

Com a criação das máquinas virtuais, foi possível reorganizar em um único datacenter os diversos ambientes em que eram processados os dados da empresa aérea adquirida pela Gol.

Além disso, a centralização do datacenter da VRG aumentou o nível de segurança do ambiente tecnológico. Isso porque o novo equipamento possui isolamento lógico e alta disponibilidade, por conta do balanceamento de cargas no uso de recursos.

Segundo a empresa, além de ganho em espaço físico e atualização da infra-estrutura, a virtualização trouxe para a VRG maior produtividade para os colaboradores, devido ao ganho de desempenho da rede. Os novos servidores garantiram maior velocidade de processamento ao executarem aplicações de 32 e 64 bits, simultaneamente.

“É importante que um projeto desta envergadura esteja alinhado à governança e ao modelo de gestão de TI, além de preparado para suportar o crescimento dos negócios da empresa. Por isso, a virtualização foi uma escolha assertiva e trouxe tantas vantagens para a VRG”, diz Edson Leite, vice-presidente de Negócios da Tivit.

 

 

O Dia
15/09/2008 - 11:05h

Acordo para salvar Alitalia prevê corte de 3 mil postos

São Paulo - O acordo firmado entre o governo italiano e os sindicatos majoritários do país sobre o plano industrial para salvar a companhia aérea Alitalia prevê um corte de cerca de três mil postos de trabalho.

O ministro do Trabalho italiano, Maurizio Sacconi, disse nesta segunda-feira à emissora de TV Canale Cinque que os cortes serão de aproximadamente três mil postos de trabalho, para os quais previu "um sistema de proteção muito sólido".

Porém, os cortes poderão chegar a 3,2 mil postos, de acordo com Raffaele Bonanni, secretário-geral do Cisl - segundo maior sindicato nacional -, em declarações ao jornal Corriere della Sera, oportunidade na qual avaliou o acordo. Segundo ele, esta é "uma premissa para o resto", embora tenha reconhecido que as negociações são "muito complexas".

Os quatro sindicatos majoritários (CGIL, CISL, UIL e UGL) chegaram a um princípio de acordo com o governo sobre o plano industrial proposto pelos futuros compradores da Alitalia, à beira da quebra e em processo de privatização.

No entanto, este acordo não conta ainda com o consentimento dos sindicatos minoritários, que reúnem pilotos, assistentes de vôo e pessoal de terra, que se mostraram muito críticos com o documento firmado sem sua participação.

A oferta de compra apresentada pela Companhia Aérea Itália (CAI), que reúne dez empresários italianos, prevê a criação de uma nova sociedade com ativos e rotas rentáveis da Alitalia e da AirOne, a segunda maior do país.

O plano industrial (2009-2013) da CAI prevê que a nova Alitalia tenha 12,5 mil funcionários (mil a mais do que os previstos na primeira proposta): 1,55 mil pilotos, 3,3 mil assistentes de vôos e 7,65 mil entre técnicos, empregados e executivos, diz o acordo.

A nova companhia concentrará sua atividade no transporte de passageiros, incluindo atividade de vôo, terra, gestão de bagagens e uma parte da manutenção, enquanto a atividade de carga poderá ser confiada a uma empresa externa com participação minoritária da CAI.

Com uma capitalização de 1 bilhão de euros, a nova companhia aérea aparentemente não cotará em bolsa antes de três anos e seus parceiros vão se comprometer a manter participação durante cinco anos.

As reuniões seguirão com os quatro grandes sindicatos nacionais e se espera que nesta tarde o governo convoque os representantes de pilotos, assistentes de vôo e pessoal de terra. Os cinco sindicatos que formam estes coletivos afirmaram neste domingo à noite que qualquer documento pactuado sem sua participação será "inútil e provocador".

As negociações com os sindicatos nacionais se centram agora na definição das modalidades de contratação, sobre a qual ainda não se chegou a um acordo, disse o ministro.

Quanto à possibilidade de haver cortes de salários de até 25%, Sacconi assegurou que na mesa de negociação "nunca se cogitou uma hipótese deste tipo", e acrescentou que poderá chegar a 6% ou 7%, no máximo, com o mesmo número de horas trabalhadas.

 

 

Coluna Claudio Humberto
15/09/2008

Galeão já tem donos prováveis

Oficialmente, o edital nem existe, mas uma administradora privada de aeroportos da Suíça e sua parceira, a empreiteira Odebrecht, são fortes candidatos a abiscoitar o aeroporto internacional do Galeão, no Rio. O modelo prevê dois passos: primeiro, o Galeão será estadualizado, como quer o governador Sérgio Cabral, e só depois vai ser promovida a licitação para privatizar a sua gestão pelo prazo mínimo de trinta anos.

 

 

O Estado de São Paulo
15/09/2008

Notas e Informações
A falência da Vasp

A companhia aérea Vasp teve sua falência decretada pelo juiz Alexandre Alves Lazzarini, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. É provável que os advogados da empresa recorram da sentença, mas tudo indica que o fim da Vasp está próximo.

A Vasp é um exemplo de gestão ruinosa desde antes da privatização, em 1990, quando operava com prejuízo de US$ 30 milhões anuais e devia US$ 750 milhões. Mas a situação agravou-se após a venda de 60% das ações do Estado de São Paulo para o Grupo Canhedo.

A privatização parecia ser a melhor saída para o governo paulista, mas o processo de venda foi obscuro. O Grupo Canhedo pagou US$ 43 milhões pelo controle, mas nada fez que justificasse o negócio. A empresa não foi capitalizada, como seria indispensável. Descontava dos salários dos funcionários as contribuições devidas à Previdência Social, mas não recolhia o dinheiro ao INSS. Em março de 2004, o controlador do grupo, Wagner Canhedo, chegou a ser preso, em Brasília, por ordem do juiz federal David Rocha Lima de Magalhães e Silva, da 8ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo, como depositário infiel. A Vasp tampouco quitava os tributos federais ou as taxas devidas à Infraero. Atrasada no pagamento de combustível à BR Distribuidora, do Grupo Petrobrás, pagou com cheques sem fundos e teve o fornecimento suspenso. Pouco antes de deixar de voar, só conseguia abastecer os aviões se pagasse em dinheiro.

Deixou de pagar dívidas com o governo federal avalizadas pelo Tesouro paulista. E usou artifícios contábeis para reduzir a participação acionária do governo de São Paulo de 40% para 4,6%.

Para continuar operando, buscou sempre o refinanciamento e a rolagem de dívidas. Tomou empréstimos em condições irregulares, usando documentos supostamente falsificados. E o dinheiro que entrava não era destinado a investimentos. A frota ainda existente, de 27 aviões, é constituída por modelos com mais de 30 anos de uso, canibalizados pela remoção de peças usadas para manter em operação um número cada vez menor de aviões. Sem manutenção e com riscos à segurança, o Departamento de Aviação Civil interrompeu os vôos em janeiro de 2005.

Em resumo, o Grupo Canhedo praticou toda a sorte de desmandos na gestão da Vasp, que em 1990 detinha 31% do mercado e era a segunda maior do ramo e, ao ser proibida de operar, tinha 0,75% do mercado.

Há bem mais tempo a Vasp teria sido impedida de atuar, não fosse a leniência de autoridades e credores. Com a mudança na Lei de Falências, a Vasp ganhou sobrevida e anunciou um plano de recuperação judicial - também descumprido. Por isso a falência foi decretada. Mas credores e empresa foram criticados. “A recuperação judicial se arrasta sem qualquer solução, sempre com expectativa de decisões judiciais milionárias ou investidores também milionários”, escreveu o juiz Lazzarini em julho, ao negar o pedido de adiamento da assembléia de credores em que a falência foi aprovada.

A Vasp só se mostrou competente em protelar sua falência. Seus advogados agarraram-se à hipótese de a empresa ser declarada vencedora em ações que move contra a União para ser ressarcida pela venda de bilhetes a preço tabelado, entre 1988 e 1992. Os recursos, segundo os defensores, dariam para pagar a dívida, estimada entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, e sobraria dinheiro.

Excluídas as ações, a Vasp tem poucos ativos, tais como imóveis avaliados, há três anos, em R$ 200 milhões e aviões sucateados, peças de reposição e ferramentas. A Infraero quer receber o que a Vasp lhe deve e retomar as áreas que a empresa ocupa nos aeroportos. Pior é a situação dos empregados da empresa, que perderam o trabalho e não sabem se e quando receberão suas indenizações.

O juiz quer saber por que o INSS não penhorou os aviões da empresa para a quitação das dívidas. Afirmou, ainda, que outro credor, o fundo de pensão Aeros, sob intervenção há 10 anos, “mostra desgovernança”. Tão absurda quanto a gestão da Vasp, durante os 15 anos que transcorreram entre a privatização e a interrupção dos vôos, é a omissão dos credores e dos responsáveis pelo transporte aéreo no Brasil.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br