::::: RIO DE JANEIRO - 17 DE MAIO DE 2007 :::::

 

Folha de São Paulo
17/05/2007

INFRAERO: ESTATAL AFASTA 4 SERVIDORES QUE RESPONDEM A SINDICÂNCIA NA CGU

Por iniciativa do ministro da Defesa, Waldir Pires, o Conselho de Administração da Infraero afastou mais quatro funcionários da estatal que respondem, há quase um mês, a sindicância na CGU. Dois processos anteriores haviam determinado o afastamento de cinco dirigentes, cujos negócios serão investigados na CPI do Apagão.

O motivo do afastamento foi a sindicância que apura a compra de um programa de computador para gerenciamento dos espaços de publicidade nos 65 aeroportos do país. O negócio foi fechado em 2003.

 

 

Site Panrotas
17/05/2007
Varig tem nova malha para Buenos Aires

A Varig apresenta uma nova malha de vôos para Buenos Aires, na Argentina. No total, a companhia oferece vôos diretos saídos de São Paulo (três de Guarulhos), Rio de Janeiro (três do Galeão), e Porto Alegre um). A Varig vai oferecer mais um vôo de Curitiba, do Aeroporto Afonso Pena (PR), com escala em Porto alegre. Todos os vôos têm como destino o aeroporto de Ezeiza, na capital argentina.

Com relação ao mercado doméstico a companhia informa o cancelamento temporário de três vôos com saídas de Congonhas, em São Paulo. Os destinos afetados são Vitória, Curitiba e Florianópolis. A paralisação ocorre do dia 15 deste mês a 30 junho – período em que ocorrem as obras na pista do aeroporto.

 

 

Folha de São Paulo
17/05/2007

Governistas ganham 1º embate da CPI do Apagão
Em sessão tumultuada, aliados impedem inclusão de pedido de informações ao TCU
Deputados da oposição ficaram irritados; para Gustavo Fruet (PSDB-PR), "a impressão que fica é a do rolo compressor mesmo"

SILVIO NAVARRO - LEILA SUWWAN - DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em sessão tumultuada, que marcou o primeiro embate entre governo e oposição na CPI do Apagão Aéreo, os partidos aliados barraram a inclusão na pauta de pedido ao Tribunal de Contas da União para ter acesso a auditorias em contratos da Infraero e da Aeronáutica.
O pedido de informações não citava nenhum órgão do governo, mas a estratégia da oposição era requisitar as investigações em curso do tribunal nos contratos assinados por Infraero, Anac e Aeronáutica.

Após discussão acirrada, o requerimento foi rejeitado por 15 votos a 9. O argumento para rechaçar o pedido foi que o requerimento "não tinha fato determinado" por não especificar o órgão nem o período.

A mobilização dos governistas, capitaneada pelo PT e pelo PMDB, irritou a oposição, que tem minoria na CPI. Das 24 cadeiras, 15 são governistas, oito da oposição e uma é neutra.

"Para votar um requerimento básico, cuja maioria das informações já foi até divulgada, tivemos tanta dificuldade, imagine quando for algo mais investigativo. A impressão que fica é a do rolo compressor mesmo", afirmou o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). "Amanhã [hoje] será instalada uma CPI no Senado, e o que esta comissão deixar de fazer a outra será pressionada a fazer."

O veto ao pedido de documentos do TCU foi a única votação nas duas horas de sessão.

O presidente da CPI, o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), negou interferência do governo. "Esta CPI tinha um roteiro consensual, que começaria pelo acidente do avião da Gol. Temos quatro meses ainda e o papel desta CPI não é incriminar ninguém", disse.

No fim da sessão, o relator da CPI, Marco Maia (PT-RS), leu ofício enviado pelo Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, negando suposta falha de comunicação entre o avião da Alitalia que transportava o papa Bento 16 e a torre de controle de vôo de Recife (Cindacta-3).

Hoje depõem na CPI o coronel Rufino Antônio da Silva Ferreira, presidente da comissão de investigação da Aeronáutica, e o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.

CPI do Senado

Pressionado por partidos da coalizão, o PT aceitou que a relatoria da CPI do Apagão Aéreo no Senado fique com a oposição, mas impôs condições -a CPI não poderá extrapolar o fato determinado para investigação e não terá sub-relatorias. "Vamos nos ater ao que está no requerimento de criação: tráfego aéreo, corrupção na Infraero e acidente da Gol", disse o relator, Demóstenes Torres (DEM-GO). O senador Tião Viana (PT-AC) será o presidente da CPI, que será instalada hoje.

 

 

Folha de São Paulo
17/05/2007
BRA e Ocean Air vão compartilhar vôos
Parceria será anunciada hoje, mas já foi aprovada pela Anac, pelo prazo de dois anos; acordo começa em 17 de junho
Empresas querem atender 55 cidades do país com frota de 24 aviões; objetivo da parceria é recuperar espaço perdido para a TAM e a Gol

A BRA e a Ocean Air, que possuem respectivamente 2,5% e 0,9% de participação nos vôos domésticos, anunciam hoje os detalhes de uma parceria operacional para compartilhar vôos no mercado doméstico a partir de junho.

As duas empresas devem propor à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que regula o setor, uma nova malha aérea a ser compartilhada. Com o acordo, elas devem atender juntas a 55 cidades brasileiras com uma frota de 24 aviões, segundo informou a Ocean Air.

A empresa distribuiu texto onde afirma que a parceria ocorrerá "através de uma malha integrada, competitiva, concentrada em mercados de média densidade e com alto grau de conectividade".

No comunicado, a Ocean Air afirmou ainda que haverá maior espaçamento entre as fileiras de poltronas e que um diferencial será o serviço de bordo. O compartilhamento de vôos foi aprovado ontem pela Anac, pelo prazo de dois anos.

"Quanto à proposta da nova malha aérea a ser compartilhada pelas duas empresas, a agência reguladora aguarda a solicitação das companhias. As propostas serão avaliadas e analisadas de acordo com as normas vigentes", diz nota da Anac.

Enfrentar as grandes

Segundo a agência, o acordo passa a valer a partir de 17 de junho. A BRA voa para 32 destinos nacionais e 8 internacionais. A Ocean Air atende a 25 rotas nacionais e pretende, ainda no primeiro semestre, iniciar os primeiros vôos internacionais -para África e México.
As duas companhias vêm perdendo participação de mercado nos últimos meses. Em janeiro, por exemplo, a BRA possuía 4,1% do mercado doméstico. A Ocean Air tinha 2,7%. A taxa de ocupação atual também é baixa: a Ocean Air decolou em abril com apenas 52% dos assentos ocupados.

A aliança, na avaliação de analistas, é uma forma de enfrentar a preponderância das grandes aéreas no mercado doméstico -a TAM tem 50,6% de participação, e a Gol, 39,1%.
Além disso, o cenário atual é de "guerra tarifária": em seus balanços do primeiro trimestre, TAM e Gol tiveram seus resultados impactados pela disputa de preços para atrair o consumidor.

Antes da venda da empresa para a Gol, as companhias aéreas de menor porte -BRA, Ocean Air, Webjet e TAF- estavam negociando com a Varig a formação de uma aliança operacional mais ampla para compartilhar vôos. Quando a Varig foi vendida para a Gol, o projeto perdeu força.

Frase
A parceria ocorrerá] por meio de uma malha integrada, competitiva, concentrada em mercados de média densidade e com alto grau de conectividade

OCEAN AIR - em nota sobre o acordo com a BRA para compartilhar vôos no mercado doméstico

 

 

Agencia Estado
16/05/2007 - 15:39
Para juíza, dívida da velha Varig depende de indenização


A indenização de R$ 3 bilhões que a velha Varig reivindica do governo federal bastaria para saldar grande parte da dívida que a companhia detém, calculada em R$ 8 bilhões. Essa informação é da juíza da 2º Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Márcia Cunha, que participou do seminário de Recuperação de Empresas, na Amcham de Porto Alegre.

Segundo a juíza, "queremos acelerar o máximo para fazer com que o recurso seja julgado logo e assim, se tudo der certo, poderemos aportar essa verba na companhia", segundo informação publicada no site da www.Amcham.com.br.

Márcia Cunha integra a equipe formada por dois outros juízes, responsável pela recuperação da "velha Varig", a qual possui dívidas trabalhistas e tributárias acumuladas nas últimas décadas.

O passivo que a empresa busca reaver na Justiça refere-se ao chamado "arrocho tarifário", uma regulamentação nos preços de venda de passagens promovida pelo governo entre 1985 e 1992.

No fim de abril último, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu à Varig antiga o direito a indenização. O governo, no entanto, recorreu da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Retorno das operações

A "velha Varig" deve voltar a voar ainda neste ano com até seis aeronaves, garantiu a juíza. A empresa não terá mais o nome Varig. Além disso, assumirá somente rotas alternativas.

"Não há condição de concorrer com as companhias maiores nas principais rotas", avaliou Márcia.

Atualmente, a Varig antiga conta com 200 funcionários e é o que "restou" da empresa original após a venda das operações comerciais da Varig à Varig Log, em julho do ano passado.