RIO DE JANEIRO - 17 DE MAIO DE 2008

O Estado de São Paulo
17/05/2008

Anac vai liberar preço de bilhete para o exterior
Limites para descontos em vôos para os Estados Unidos e Europa devem começar a cair no fim do ano
Mariana Barbosa

A liberdade tarifária nas rotas para Europa e Estados Unidos vai começar a ser implementada até o final deste ano, garantiu ao Estado o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ronaldo Serôa da Motta. “Até dezembro temos de ter uma resolução propondo as fases de liberação para o mercado internacional”, disse Motta. “A lei que criou a Anac me obriga a fazer a liberação tarifária, mas não determinou prazo.”

Ele acredita que, uma vez publicada a resolução, no prazo de um ano as tarifas estarão totalmente liberadas. “É tempo suficiente para as companhias se adaptarem.”

A proteção tarifária para Europa e Estados Unidos é o último resquício da época em que o preço das passagens era regulado pelo governo. Para essas rotas, o governo estabelece um teto mínimo e máximo para o preço que as empresas podem cobrar em cada rota. A medida protege as empresas ao garantir uma receita mínima. A proteção só existe nos vôos do Brasil para o exterior e explica porque quem compra passagem para o Brasil lá fora paga menos.

Para o diretor da Anac, o fim da proteção vai incrementar o turismo e gerar mais empregos. Pouco importa, diz ele, se o aumento do fluxo de passageiros se dará por empresas brasileiras ou estrangeiras. “Você gera muito mais emprego reduzindo a tarifa do que protegendo o lucro de uma companhia aérea”, disse Motta. “As atividades que dependem da operação aérea geram mais empregos que a operação aérea em si.”

O diretor da Anac tampouco se preocupa com o argumento, usado pelas companhias brasileiras, de que a passagem vendida por elas gera mais divisas, enquanto as estrangeiras tiram dinheiro do País. “Estamos criando um fundo soberano, não precisamos de divisa. Além do mais, o avião vem de fora, o tripulante tem de se hospedar em hotel lá fora. É preferível ter um turista a mais, que consome aqui no Brasil, do que vender mais passagem.”

Motta acredita que a TAM, praticamente a única a operar vôos de longo curso, tem plena condição de competir com as estrangeiras. “No mercado americano, a TAM compete sozinha com United, American, Delta e Continental. Quem leva mais passageiro das cinco? Primeiro a American, que é parceira da TAM, depois a TAM. Quando a empresa é eficiente, a concorrência não faz mal a ela.”

A Anac deu o primeiro sinal de sua disposição em concluir o processo de liberalização tarifária - que teve início nos anos 90, com o fim do controle de preços nas passagens domésticas - em fevereiro, com o início da abertura do mercado latino-americano. Como a TAM e a Gol têm porte para competir na América Latina, não houve maiores reclamações.

O mesmo não se pode dizer das rotas para Europa e Estados Unidos. “Não há a menor condição de concorrência entre companhias brasileiras e americanas ou européias, seja por razões econômicas - como tributação, custo de combustível e leasing -, seja pelo porte das companhias”, afirma o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), José Márcio Mollo. “O mercado latino-americano representa só 4% do faturamento das companhias americanas. Se houver liberdade tarifária, elas podem baixar preços e quebrar as brasileiras.”

O presidente do Snea reclama da falta de diálogo e diz que na agência “só tem neoliberal que acha que o mercado resolve tudo”. “As companhias não querem proteção eterna e têm consciência de que um dia isso (liberação tarifária) vai acontecer”, argumenta. “Mas elas querem condições para poder concorrer, como desoneração tributária.”

CÉUS ABERTOS

A agenda de liberalização da Anac não se limita às tarifas. A agência também estuda a implementação de acordos de céus abertos com outros continentes. Mas Motta explica que não há a intenção de permitir que empresas estrangeiras operem rotas domésticas (a chamada Sétima Liberdade), mas sim acabar com acordos bilaterais que limitam o número de vôos entre países. “As restrições não seriam mais de regulação, mas de capacidade de infra-estrutura”, diz Motta.

A Anac defenderá essa proposta para toda a América Latina em setembro, durante uma reunião do Acordo de Fortaleza, que trata de acordos bilaterais do setor aéreo no Mercosul.

Um eventual acordo de céus abertos para os EUA ou Europa levará mais tempo, mas a agência já está se preparando. “Já começamos a fazer estudos e estamos uniformizando os padrões de segurança para podermos iniciar as discussões para a implementação.”

 

 

O Estado de São Paulo
17/05/2008

Embraer estuda fabricar novo avião turboélice
Dow Jones Newswires

A fabricante brasileira de aviões Embraer estuda a possibilidade de desenvolver um novo avião turboélice comercial para o mercado de pequenos aviões regionais. A informação foi dada pelo vice-presidente para aviação comercial da empresa, Mauro Kern. Segundo ele, a companhia tem estado atenta ao aumento da demanda por aviões turboélice comerciais de 50 assentos. “Estamos analisando o mercado, mas nenhuma decisão foi tomada até agora.”

A Embraer, quarta maior fabricante de aviões do mundo, atualmente oferece o jato ERJ-145 para empresas aéreas comerciais que procuram aviões de 50 assentos. No entanto, o aumento dos custos do combustível tem gerado crescimento do interesse em aviões turboélices, que são mais econômicos.

O executivo destacou que a economia ocorre em vôos de curta distância, mas não em rotas mais longas, onde velocidade e altitude são mais importantes. “O mercado para jatos regionais pequenos está maduro na América do Norte e na Europa, mas sempre haverá demanda. Além disso, a demanda por jatos menores provavelmente vai aumentar em outros mercados em crescimento, como China, Rússia e África”, afirmou o executivo.

O foco da Embraer em aviação comercial continua sendo o desenvolvimento de aviões de 90 a 120 assentos, como os E-170 e E-190. Atualmente a Embraer produz o avião turboélice EMB-120, de 30 assentos.

Os registros de pedidos da companhia ficaram no nível recorde de US$ 20,3 bilhões no fim do primeiro trimestre. Esse grande volume significa que a Embraer tem tempo de sobra para avaliar com calma se deve ou não começar um projeto de avião turboélice.

 

 

Folha de São Paulo
17/05/2008

Para Polícia Civil, manete causou o acidente da TAM
Investigação, porém, não aponta se foi erro humano, falha do equipamento ou do computador
Delegado e membro do IC paulista se reúnem hoje em Porto Alegre com os familiares dos 199 mortos em explosão em Congonhas

KLEBER TOMAZ
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

Pela primeira vez, a Polícia Civil de São Paulo pretende informar hoje aos familiares das vítimas da maior tragédia aérea do país que um manete causou o acidente com o avião da TAM em 17 de julho passado. Na época, o Airbus-A320 pousou em Congonhas, não conseguiu frear, saiu da pista, colidiu com um prédio da companhia, do lado de fora do aeroporto, e explodiu, matando 199 pessoas.

"A causa principal do acidente a gente sabe: foi a história do manete. Isso está indiscutível, está comprovado. Nós já estivemos no simulador de vôo, nós já tivemos os gráficos recebidos do Cenipa [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos] do desempenho da aeronave diante do acidente, pouco antes da batida e de se chocar contra o terminal [de cargas da TAM]", diz o delegado Antonio Barbosa, do 27º Distrito Policial, de São Paulo.

Um membro do IC (Instituto de Criminalística) paulista também participará em Porto Alegre do encontro mensal com parentes das vítimas do vôo 3054, que saíra da capital gaúcha para São Paulo.

Na reunião, Barbosa falará aos familiares sobre a investigação policial. Ele diz, porém, que ela ainda não permite concluir se a alavanca de controle da potência da turbina direita foi posta na posição de aceleração ao invés de desaceleração por erro humano dos pilotos, falha do sistema dos computadores de bordo ou quebra do equipamento. O manete esquerdo estava desacelerado.

"Está demonstrado que o manete do lado direito ficou na posição de aceleração máxima. O que não sabemos é porque aconteceu isso. Talvez nós nunca saibamos. O que não sabemos é se é erro humano, se é um erro do equipamento, se é erro da interpretação dos computadores de bordo, embora pouco provável", disse.

De acordo com Barbosa, a polícia tem dificuldades em apontar quem acionou o manete direito porque, de acordo com a Aeronáutica, os peritos acharam só um bloco retorcido onde estavam as alavancas.

"O que a gente está falando é tudo comunicação do computador de bordo. Não temos o manete mais para tentar mostrar que ele estava na posição de aceleração. Mas, de acordo com o simulador e o diálogo do piloto e co-piloto: "desacelera", foi problema no manete", disse.

Em agosto do ano passado, a Folha mostrou que dados da caixa-preta do Airbus sugerem falha humana no pouso. O relatório do Cenipa e o laudo do IC sobre as causas do acidente ainda não estão prontos.

O delegado também citou como fatores contribuintes para o acidente a pista molhada e o descumprimento da norma da Anac (Agência Nacional de Aviação) divulgada às companhias aéreas proibindo pousos e decolagens em Congonhas com o reverso travado, o que prejudica a frenagem -a TAM descumpriu essa norma.

Ele quer entregar em julho o relatório final sobre o inquérito policial que busca responsabilizar os culpados por homicídio culposo e lesão corporal.

 

 

Folha de São Paulo
17/05/2008

LUCRO: PARENTES PEDEM QUE EMPRESA ALTERE MANDAMENTO

Parentes das vítimas do acidente criticam a TAM por adotar em seu site a frase "nada substitui o lucro" como primeiro mandamento. Pedem que ela troque por "nada substitui a vida". Para o presidente da AfavTAM (Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo JJ-3054 da TAM), Dario Scott, que perdeu a filha Thaís, 14, é inadmissível que uma empresa aérea pense no lucro acima de tudo.

A TAM informou que os mandamentos foram criados em 1994 pelo fundador, Rolim Amaro. "É importante destacar que eles não seguem uma ordem hierárquica e têm de ser lidos em seu conjunto." Rolim morreu num acidente aéreo em 2001.

 

 

Revista IstoÉ Dinheiro
17/05/2008

Cinco vezes TAP
A companhia lança cinco categorias de serviço em um mesmo vôo. Vai dar certo?
ADRIANA MATTOS

O PASSAGEIRO CHEGA AO aeroporto e, no balcão da empresa aérea, ele pode ser atendido imediatamente por uma das oito sorridentes atendentes à sua espera. Segundos depois, antes de se encaminhar à sala vip, ele dá uma passadinha no Premium Customer Center, uma espécie de lounge com atendimento personalizado que resolve questões ligadas a milhas, eventuais reclamações e tira dúvidas. Ao se dirigiu ao embarque, esse passageiro não enfrenta a desgastante fila do raio X das malas. Ele tem um esteira (quase) só para ele. E, calmamente, poderá desfrutar, então, das regalias da sala vip até o momento de embarque. Em tempos de crise aérea, acha isso inacreditável? Pois a TAP Portugal decidiu reestruturar a sua linha de produtos à venda, com mudanças tanto para a ala mais abonada como para quem só viaja com tarifas promocionais. A partir de 1º de junho, começam a ser vendidas passagens dentro de cinco modalidades: executive, plus, classic, basic e discount. As diferenças não se limitam às tarifas. Cada uma delas possui um pacote de serviços específicos, no qual o preço é um dos ingredientes. As mudanças, porém, só valem para os vôos na Europa. A operação brasileira não seguirá esse modelo, pelo menos por enquanto. No País, onde a TAP é a principal porta dos estrangeiros que vêm ao Nordeste, a concorrência das companhias aéreas de baixo preço é pequena.

Esse é o primeiro grande movimento na busca da maior segmentação do setor aéreo no mundo. Se der certo, o grupo estará inaugurando um novo modelo de negócios na aviação comercial, unindo, numa mesma empresa, um sistema de atendimento personalizado e a política low cost, low fair. É um avanço num mercado bombardeado de todos os lados. O projeto da TAP é uma reação a uma crise que se arrasta no setor há quase sete anos. Desde o ataque às torres gêmeas, em Nova York, as companhias não conseguem equilibrar suas contas. Só nos últimos seis meses, o valor do combustível para aviação dobrou. Atualmente, a aérea portuguesa está numa situação financeira mais confortável que as concorrentes. O lucro cresceu 350% em 2007. Mas ela teme que a pressão nos custos coma seus resultados. Por isso, em janeiro, a linha de frente da TAP começou a pensar numa forma de trazer mais dinheiro para o caixa. “Estávamos com esse plano de segmentação há algum tempo na gaveta. Agora começa para valer”, diz Luiz Gama Mór, vice-presidente da TAP.


CLASSE EXECUTIVE Na categoria mais luxuosa, o passageiro ganha 200% das milhas e recebe um atendimento personalizado

Segundo ele, a criação do modelo discount é a grande tacada da empresa para combater as aéreas européias de custo baixo. Essa tarifa estará disponível apenas em alguns vôos e em determinados horários. Deverá ser inferior à cobrada na classe econômica hoje.

Nessa categoria, o passageiro tem direito a apenas 10% das milhas no trecho. Se quiser alterar o horário do vôo, paga multa. Nada de fila exclusiva ou raio X particular. Mas há exceções. O cliente corporativo da TAP pode comprar uma passagem econômica e usufruir dos mimos da executiva.

A empresa vai distribuir cartões corporativos para esses clientes, que lhes darão passe livre nas áreas restritas ao passageiro vip. O raciocínio é simples: a estrutura já está montada, então, se mais pessoas a usarem, a possibilidade de fidelização cresce. Nada disso sai de graça. Só em campanha publicitária para anunciar as mudanças, a companhia vai desembolsar um milhão de euros. O gasto médio dessas ações na TAP não supera 300 mil euros. Além disso, manter vários modelos de negócio dentro de uma mesma empresa custa dinheiro e exige um gerenciamento contínuo de cada produto. “Acreditamos que em seis meses pagamos todos os gastos”, diz Mór. “O preço do combustível disparou. Precisávamos encontrar formas de aumentar a receita da empresa”, diz.

"O plano estava na gaveta há meses. Agora é para valer"
LUIZ MÓR VICE-PRESIDENTE DA TAP

 

 

Jornal O Dia
16/5/2008 13:20h

Varig lança promoção com bilhete a R$ 99

São Paulo - A Varig anunciou nesta sexta-feira que vai retomar sua promoção de trechos de passagens aéreas por R$ 99. Segundo a empresa, a promoção é válida para viagens realizadas até o dia 26 de junho, com a compra obrigatória de bilhetes ida e volta e estadia mínima de dois dias no destino.

De acordo com a aérea, a promoção é válida para todos os trechos operados pela empresa, exceto Fernando de Noronha (PE). Os bilhetes podem ser adquiridos pelo site www.varig.com.br, central de vendas da empresa (4003-7000) ou agências de viagem.

A Varig informou ainda que as tarifas promocionais podem ser combinadas com outras classes tarifárias e que a promoção não permite o acúmulo de milhas no programa de relacionamento da empresa, o Smiles.

Entre os trechos com preços promocionais estão a ponte aérea Rio-SP (Santos Dumont-Congonhas), por R$ 99, Rio de Janeiro a Salvador (saindo do Galeão), por R$ 99, e Congonhas ou Galeão para Brasília, por R$ 149.

As informações são do Terra

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www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br -www.apvar.org.br