RIO DE JANEIRO - 18 DE MAIO DE 2008

O Estado de São Paulo
18/05/2008

'Aviação é um desastre', diz Lula
Presidente quer conversa séria com empresas aéreas e reclama da falta de vôos entre países da América do Sul
Leonêncio Nossa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a aviação comercial na América do Sul é 'um desastre'. Em encontro com empresários brasileiros e peruanos, durante a reunião da 5ª Cúpula América Latina e Caribe-União Européia, em Lima, Lula disse que terá 'uma conversa séria' com o setor aéreo brasileiro quando voltar ao Brasil.

'Tudo o que eu não quero é que eles sejam tão inoperantes nessa área que comecem a fomentar na minha cabeça a idéia de que o Estado vai ter de criar uma nova empresa. Eu não quero fazer', disse.

Em discurso, Lula disse, em um trecho de improviso, que a falta de linha áreas entre as principais cidades do subcontinente impedem o maior intercâmbio e mais investimentos entre os países sul-americanos.

Ele lembrou que para um brasileiro chegar a Angola, na África, precisa antes passar por Londres e, para ir ao Equador, às vezes, é necessário realizar conexão em Miami, nos Estados Unidos. 'A questão da aviação na América do Sul é um desastre. É um desastre', disse. 'Não é possível a dificuldade que temos para voar (do Brasil) para a América do Sul. E para a África, então, é quase impossível', reforçou.

Diante da situação, Lula disse que, quando retornar ao Brasil, pretende reunir o setor aéreo brasileiro para tratar do tema. 'Temos de chegar ao Brasil, juntar os empresários da aviação e ter uma conversa séria', disse. O relato foi feito ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Lula defendeu 'mais ousadia' dos empresários do setor aéreo e afirmou que é preciso investir, especialmente em linhas para novos mercados.

INVESTIMENTOS

O encontro de Lula com o presidente do Peru, Alan García, foi marcado pela cobrança de investimentos brasileiros naquele país. García reclamou que o Brasil não estava olhando para o Peru e que, atualmente, os investimentos brasileiros estão indo principalmente para os vizinhos Venezuela e Colômbia.

'A Petrobrás caminha lentamente aqui, presidente. Onde estão os investimentos em campos profundos', questionou García. 'Temos de fazer uma (linha) interoceânica aérea e aumentar os investimentos do Brasil no Peru. Ou será que não somos hospitaleiros. Será que somos feios.'

Lula respondeu à reclamação ao defender investimentos das empresas brasileiras na América do Sul. Ele afirmou ainda que a Petrobrás sofria da 'síndrome do medo do ser grande', o que limitava investimentos no exterior. O presidente também lembrou que as primeiras pontes ligando o Brasil ao Peru e à Bolívia foram construídas em seu governo.

Ainda sobre a reclamação de García sobre a falta de atenção com o Peru, Lula disse que o Brasil agiu nos últimos anos como um pai que precisa dar atenção para o filho que está com problemas na escola ou com a namorada. Segundo Lula, o Brasil deu mais atenção para países que estavam com mais conflitos e problemas.

 

 

Jornal Nacional
17/05/2008

Reportagem sobre o Fundo de Pensão AERUS VARIG no Jornal Nacional ( REDE GLOBO ) ontem dia 17 de Maio de 2008

 

 

 

O Estado de São Paulo
18/05/2008

Delegado diz a familiares que manete causou acidente
Elder Ogliari

O delegado Antônio Barbosa, do 27º Distrito Policial de São Paulo, confirmou aos familiares das vítimas do vôo 3054 da TAM que o acidente que matou 199 pessoas em 17 de julho do ano passado foi provocado, entre outras causas, pela posição de um dos manetes, que manteve a turbina direita do avião em aceleração durante a aterrissagem no Aeroporto de Congonhas. “Foi o fator principal, mas não sabemos se ocorreu por erro do piloto ou falha do equipamento”, descreveu durante encontro com 160 pessoas ontem, em Porto Alegre (RS). Os parentes, no entanto, pressionaram o delegado em busca de novas informações sobre a investigação da tragédia.

A informação dos manetes não provocou impacto entre os participantes da reunião porque já era conhecida desde a época do acidente e foi apenas reafirmada pela investigação. Os familiares preferiram manter a mobilização para esclarecer as outras causas da tragédia pressionando a Aeronáutica, a Infraero, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a TAM a encaminharem explicações a respeito das regras vigentes à época e precauções que deveriam ter sido adotadas para evitar o desastre.

Na reunião, os familiares também ouviram o perito em segurança de vôo Antônio Nogueira dizer que a pista estava em boas condições e que provavelmente o problema tenha ocorrido na aeronave. “Mas falta a análise das condições no dia do acidente, feita pela Aeronáutica, que já pedimos ao governo federal em dezembro e fevereiro e ainda não temos”, indicou o presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo TAM JJ 3054 (Afavitam), Dario Scott.

Os participantes da reunião também reclamam da TAM. Com base em informações repassadas pelo delegado em encontros anteriores, eles estão convictos de que a empresa assumiu os riscos de causar o acidente por não seguir uma norma já existente de não pousar em Congonhas com um reverso travado, como foi o caso. “Essa tragédia não tem nada de acidente e o Brasil quer as respostas”, disse o secretário da Afavitam Christophe Haddad. A empresa informou, por sua Assessoria de Imprensa, que cumpre todas as normas de aviação vigentes e que não comentará a questão dos manetes até a conclusão das investigações.

O delegado Antônio Barbosa admitiu que o encerramento do inquérito, previsto para julho, poderá ser retardado se as informações técnicas que espera da Aeronáutica não chegarem às suas mãos nos próximos dias.

 

 

Jornal do Brasil
18/05/2008

Manete provocou acidente da TAM

A Polícia Civil de São Paulo chegou à conclusão de que a posição errada do manete (alavanca que controla a velocidade do avião) provocou o acidente com o Airbus da TAM em 17 de julho do ano passado. Parentes e amigos das vítimas estão reunidos em Porto Alegre desde ontem para o 9º Encontro das Famílias das Vítimas do Vôo JJ 3054. O objetivo é manter todos informados sobre o andamento das investigações realizadas pelo 27º Distrito Policial de São Paulo.

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