RIO DE JANEIRO - 18 DE SETEMBRO DE 2008

O Estado de São Paulo
18/09/2008

Azul também disputará aeroportos
Companhias aéreas, construtoras e fundos de investimento já se preparam para disputar as concessões no País
Alberto Komatsu

Anunciada há menos de duas semanas, a futura concessão dos aeroportos brasileiros para a iniciativa privada só deve sair do papel no ano que vem, mas já desperta o interesse de companhias aéreas, construtoras e fundos de investimentos. A mais nova empresa a demonstrar apetite pelo setor é a Azul Linhas Aéreas, empresa que vem se preparando para começar a voar nos próximos meses.

Ontem, após o batismo do primeiro avião da Azul, executivos da empresa revelaram que há interesse em investir em terminais próprios, a exemplo do que a americana JetBlue, fundada por David Neeleman - presidente do conselho de administração da Azul -, fez na Flórida e em Nova York. “Nos Estados Unidos, a Jet Blue construiu terminais provisórios de passageiros para dar escoamento, já que a capacidade desses aeroportos estava estrangulada”, disse o vice-presidente de marketing, Gianfranco Betting.

Esta semana, a TAM também disse ter interesse em investir nessa área. “A TAM Participações, não a TAM Linhas Aéreas, tem interesse, sim, em estudar possíveis investimentos em aeroportos”, disse o vice-presidente de planejamento da TAM, Paulo Castello Branco. O executivo lembrou que, nos EUA, a autoridade aeroportuária administra os aeroportos, mas permite que as companhias construam seus próprios terminais de passageiros.

O consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio diz que faz todo o sentido para as companhias aéreas investirem em terminais próprios, pois assim elas ganham independência e mais agilidade na operação. Além disso, no caso americano, elas passam a ter um ativo físico. No Brasil, porém, ele lembra que teria de haver uma mudança no marco regulatório, porque os terrenos dos aeroportos pertencem à União e são administrados pela Infraero.

CONSTRUTORAS

Uma das empresas que já vinha apostando nesse segmento, e surge como candidata natural às concessões, é a Camargo Corrêa. O grupo criou no ano passado, em parceria com a suíça Unique e a chilena Gestión e Ingeniería IDC, a A-port, especializada na gestão de aeroportos. Já tem oito em carteira e está concluindo negociações para administrar o nono, em Curaçao, no Caribe.

“Temos experiência e estamos interessados em todos os projetos no Brasil, vamos olhar tudo”, disse o diretor de novos negócios da Camargo Corrêa Investimentos em Infra-estrutura, Ricardo Bisordi, também membro do conselho de administração da A-port.

Em junho, outra construtora admitiu interesse na gestão de aeroportos. Na época, o vice-presidente financeiro da Norberto Odebrecht, Alvaro Novis, contou que a empresa poderia atuar nesse setor no Brasil. A Odebrecht está formando um consórcio na Europa para concorrer no processo de privatização do aeroporto de Lisboa.

O fundo de investimentos americano Advent também deve ser um sério concorrente às concessões. O fundo comprou recentemente a Aeroportos Dominicanos Siglo S/A (Aerodom), operadora aeroportuária da República Dominicana com atuação na América Latina e no Caribe, e já anunciou seu interesse no mercado brasileiro.

 

 

O Estado de São Paulo
18/09/2008

Empresa recebe aporte adicional e tenta antecipar entrada em operação
Alberto Komatsu e Mariana Barbosa

A Azul Linhas Aéreas fará o maior investimento para o lançamento de uma companhia aérea na história da aviação mundial. Na semana passada, a empresa obteve um aporte adicional de seus investidores de US$ 50 milhões, elevando sua capitalização para US$ 200 milhões. O anúncio foi feito ontem pelo fundador da empresa, David Neeleman. Com os recursos a mais, a Azul tomou a primeira posição da Virgin America (US$ 170 milhões iniciais) do bilionário Richard Branson.

“Nenhuma empresa começou com tanto dinheiro como nós temos. E por que nós fizemos isso? Porque decidimos crescer um pouco mais rápido do que o plano original, que previa 10 aviões até o final de 2009. Agora vamos ter 16”, disse Neeleman, presidente do conselho de administração da Azul, após ter feito o batismo do primeiro jato da companhia, um modelo Embraer 190.

Além de prever uma ampliação da frota, a Azul também pretende antecipar a entrada em operação. O plano inicial previa a estréia em janeiro de 2009, mas a idéia agora é decolar já em dezembro, com cinco jatos da Embraer. Neeleman não anunciou as rotas nas quais a empresa vai operar, mas disse que, a princípio, o objetivo é atender pelo menos 25 cidades brasileiras que não têm vôos diretos para o Rio. Citou alguns exemplos de destinos possíveis, como Uberlândia (MG), Londrina (PR) e Ribeirão Preto (SP).

O jato batizado ontem foi arrendado da JetBlue. Essa operação teve de ser feita para a companhia poder apressar a obtenção do seu certificado como empresa de transporte aéreo (cheta), documento que deverá ser obtido nos próximos 30 dias, segundo o vice-presidente de operações da Azul, Miguel Dau.

SOCIEDADE

Neeleman terá uma participação de 20% na Azul. Outros 5% estão distribuídos entre a sua equipe de executivos. Entram como sócios brasileiros na empreitada o Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, e o grupo Bozano. Do lado americano, os sócios são os fundos Western Presidio, Pequot Capital e Westford Capital. Recentemente, Neeleman revelou que Richard Branson chegou a procurá-lo para montarem juntos uma companhia aérea no Brasil, mas as conversas não prosperaram.

 

 

O Estado de São Paulo
18/09/2008

Azul capta mais US$ 50 mi e quer operar aeroportos
DA SUCURSAL DO RIO

A Azul Linhas Aéreas captou mais US$ 50 milhões junto a investidores. Com isso, a empresa iniciará operações com capital da ordem de US$ 200 milhões. O presidente do Conselho de Administração da companhia, David Neeleman, afirma que a empresa está tentando começar as operações em dezembro com cinco aviões. Ontem, em solenidade no Rio, foi batizada a primeira aeronave, com o nome de "O Rio de Janeiro continua Azul".

Segundo Neeleman, os recursos a mais foram necessários em razão do ritmo de crescimento mais rápido da empresa e do preço do petróleo. A Azul pretende chegar a 16 aeronaves em 2009.

Segundo Gianfranco Beting, diretor de Marketing da Azul, a empresa tem interesse em investir em aeroportos. No próximo ano, deverá ser definido modelo de concessão do Tom Jobim, no Rio, e do aeroporto de Viracopos, em Campinas. (JANAINA LAGE)

 

 

Jornal do Brasil
18/09/2008

Azul de olho na privatização
Companhia novata no país quer administrar terminais
Eloisa Leandro

O presidente do conselho de administração da Azul Linhas Aé reas, David Neeleman, manifestou interesse da empresa em disputar a concessão dos aeroportos Tom Jobim, o Galeão, no Rio, e Viracopos, em Campinas, São Paulo, em caso de privatização. O anúncio ocorreu ontem durante a cerimônia de batismo da primeira aeronave da companhia, o lançamento Embraer 190, no Instituto Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica, no Rio. Na terça-feira, Neeleman esteve com o governador Sérgio Cabral discutindo melhorias no sistema aeroportuário do Estado.

A Azul pretende iniciar sua operação no Estado nos aeroportos Santos Dumond e Galeão em dezembro. A princípio, serão cinco aeronaves, mas o objetivo da empresa é estender o número para 16 até o fim de 2009. Toda a frota será comprada no Brasil, onde a companhia espera concretizar as negociações em real. O investimento de R$ 307 milhões é considerado o maior já feito por uma companhia aérea em fase inicial de operação no país.

– Acreditamos no potencial do mercado brasileiro. Nosso desafio será incentivar o transporte aéreo, inclusive com tarifas acessíveis, já que no país 20 milhões de brasileiros migraram da classe D para a C – revela Neeleman.

A companhia irá disponibilizar rotas para 25 cidades brasileiras e, a princípio, não irá operar com vôos internacionais, embora não descarte esta possibilidade.

– Não estamos interessados em saber que a TAM detém 54% do mercado. A nossa meta é conquistar os clientes oferecendo um serviço diferenciado, como assentos duplos e acesso à internet durante o vôo – diz o presidente da Azul.

Discussão

Sobre a conversa com Sérgio Cabral, Neeleman disse que o objetivo foi mostrar ao governador a importância dos aeroportos operarem juntos.

– Não adianta pensar só no Galeão, enquanto o Santos Dumond, um aeroporto central, continuar com várias deficiências – comenta. – Quanto a privatização dos aeroportos, a Azul se tiver oportunidade participará da concorrência e irá buscar parceiros internacionais.

 

 

Valor Econômico
18/09/2008

Azul tem mais US$ 50 milhões para operar no Brasil
Rafael Rosas, Valor Online, de São Paulo

A Azul Linhas Aéreas conseguiu levantar com investidores mais US$ 50 milhões para capitalizar a companhia e a expectativa é de que as operações comecem em dezembro deste ano, um mês antes do previsto. A empresa espera que o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (cheta) seja obtido em até 35 dias.

"O processo de obtenção do cheta corre de maneira tranqüila. A aeronave que estava prevista para chegar em dezembro já está no pátio, o que também vai contribuir para a obtenção do certificado", disse o vice-presidente de Operações da Azul, Miguel Dau. Ele acrescentou que uma das condições para obtenção do Cheta é a chegada de uma aeronave dentro das especificações.

O presidente da aérea, David Neeleman, observou que a previsão inicial era de que as operações começassem em janeiro, mas o cronograma pôde ser antecipado e a empresa já deverá contar com cinco aeronaves no fim do ano e 16 no ano que vem.

O executivo comemorou também o aporte adicional, por parte dos investidores, de US$ 50 milhões, que se somam aos US$ 150 milhões captados anteriormente.

A Azul não descarta a possibilidade de participar das licitações para a concessão dos aeroportos Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, e Viracopos, em Campinas. De acordo com Neeleman, a companhia pode buscar sócios para a iniciativa, desde que a modelagem permita a participação de aéreas. Ele participou do batismo do primeiro avião da Azul no Rio.

Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o início de estudos para a concessão dos aeroportos à iniciativa privada. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que espera realizar o leilão das concessões já no próximo ano.

Neeleman não acredita que a crise dos mercados financeiros vá afetar o setor aéreo. Segundo ele, com a queda no preço do barril de petróleo, as ações de empresas aéreas começaram a subir, uma vez que o combustível é o principal custo das companhias. "Acho que foi um caso único de ações com bom desempenho neste momento", avaliou.

Para ele, o mercado de aviação no Brasil seguirá aquecido, puxado principalmente pela expansão da classe C. "O que temos que fazer é mostrar a essas pessoas que elas também podem viajar de avião", afirmou.

 

 

Valor Econômico
18/09/2008

Internacional

A Alitalia ficou à beira da ruína financeira ontem quando uma greve de funcionários forçou o cancelamento de 40 vôos e a Compagnia Aerea Italiana - um grupo de investidores recém-criado que pretende comprar a Alitalia e fundi-la com a rival Air One - ameaçou desistir de uma oferta que tinha o objetivo de salvar a companhia aérea estatal italiana.

 

 

O Globo
18/09/2008

 

 

Invertia
17/09/2008 - 13:16h

Azul mostra 1º avião para estrear em dezembro
Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro


Em cerimônia, 1º avião da empresa foi batizado de "O Rio de Janeiro continua Azul"

A empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras apresentou nesta quarta-feira sua primeira aeronave Embraer 190, que fará vôos nacionais a partir de dezembro, segundo expectativa da empresa. O avião foi batizado de "O Rio de Janeiro continua Azul", em cerimônia no Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica, no centro do Rio de Janeiro.

De acordo com o CEO da companhia, David Neeleman, o segundo avião da companhia deve ficar pronto ainda outubro e mais três em dezembro. "As operações iriam começar em janeiro, mas devemos iniciar mais cedo. Esperamos que em dezembro tudo fique pronto", disse.

A aeronave possui aproximadamente 106 lugares. Inicialmente, a Azul vai operar no aeroporto Santos Dumont, mas o objetivo da empresa é levar os vôos também para o aeroporto internacional Tom Jobim.

Neeleman afirmou que outras quatro aeronaves ficarão prontas até o final de 2008 e a meta é alcançar 16 aviões até o fim de 2009, sendo dez delas modelo Embraer 190 e o restante Embraer 195.

Sobre a crise financeira americana, que tem tumultuado o mercado financeiro nos últimos dias, Neeleman acredita que os planos da empresa não serão afetados.

"O que está acontecendo é uma pressão muito grande para nós, mas temos R$ 360 milhões prontos para competir. Nenhuma empresa na história começou com tanto dinheiro como nós. Dos 16 aviões já conseguimos financiar mais da metade", afirmou.

Os planos de rotas da Azul já estão prontos, mas falta a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As principais sedes da aérea serão localizadas em São Paulo e Rio de Janeiro, mas a empresa mira um mercado maior. "Acreditamos que vamos ter vôos também para o nordeste e para outras cidades do País. Isso será muito bom para o Brasil", aposta Neeleman.

O diretor de marketing da Azul, Gianfranco Beting, afirmou que espera levar as linhas da companhia para países da América Latina. "Primeiro queremos desenvolver o mercado brasileiro, depois tentaremos no Mercosul", disse Beting, que também garantiu um programa de milhagens implantado no inicio das operações.

 

 

O Estado de São Paulo
17/09/2008

TAM define entrada em aliança global

A TAM anuncia, no início de outubro, sua adesão a uma aliança global de companhias aéreas, segundo o vice-presidente de Planejamento da companhia, Paulo Castello Branco. Embora o mercado dê como certa a entrada na Star Alliance, o executivo preferiu manter o suspense. Desde a saída da Varig da Star Alliance, em 2006, nenhuma empresa brasileira integra uma aliança global.

 

 

O Estado de São Paulo
17/09/2008

Flanelinha de aeroporto
Tutty Vasques escreve todos os dias no portal Estadao.com.br, de terça a sábado neste
caderno e aos domingos no caderno Aliás
Tutty Vasques

O espelho retrovisor e o pisca-alerta obrigatórios podem ser as primeiras medidas preventivas de acidentes aéreos implantadas depois que o País tomou conhecimento de que o tráfego lá em cima anda tão perigoso quanto aqui embaixo. Fica sempre no ar a desvantagem de que, sem precisar dar ordens em inglês, os guardas de trânsito têm mais autoridade que os controladores de vôo para coibir a bandalha.

Aviões tirando finos uns dos outros como mostrou o Fantástico poderiam ter suas rotas corrigidas se os passageiros também fossem orientados a ficar de olho na janelinha, atentos à aproximação de aeronaves. Viu alguma? Pede logo à aeromoça pra dar um toque na cabine, e pronto. Em vôos longos, haveria um rodízio de assentos para assegurar vigilância contínua. Não é o ideal, mas, se nada mudou desde o choque entre aquele Legacy e o Boeing da Gol, já é alguma coisa.

Outra: vai ter piloto chiando, mas todo comandante embarcado deveria ser submetido ao bafômetro da Infraero. Não é possível que a culpa seja sempre do flanelinha do aeroporto.

 

 

Coluna Claudio Humberto
17/09/2008

Volare, ô, ô

A TAM não prima pelo bom atendimento ao passageiro, mas é boa de festa: organizou a da independência do Brasil na magnífica embaixada em Roma, dia 9. O embaixador Adhemar Bahadian forneceu o coquetel.

 

 

Site Opção Turismo
17/09/2008

TAM pode vir a integrar a Star Alliance

Paulo Castello Branco, vice-presidente da companhia aérea brasileira TAM confirmou a entrada da companhia numa nova aliança internacional, que deve ser a Star Alliance, a partir de 1 de Outubro.

Recorde-se que a Star Alliance, aliança onde também se encontra a TAP e a SAA, mostrou o seu interesse para que a TAM fizesse parte da aliança global de empresas aéreas, substituindo a Varig, que deixou o grupo em Abril.

Entretanto, o grupo TAM já iniciou conversações para participar em consórcios com vista à privatização dos aeroportos de Viracopos e Galeão. Para além do interesse na construções de terminais de passageiros nesses aeroportos, a TAM confirmou a realização de estudos para iniciar operações de voos para a África do Sul, a partir do próximo ano, aproveitando a ampliação do acordo bilateral entre Brasil e África do Sul.

 

 

Folha Online
16/09/2008 - 16h59

Grupo Gol recebe cinco aeronaves até o final de setembro

A Gol e a Varig, companhias aéreas controladas pela Gol Linhas Aéreas, receberão até o final deste mês cinco novos Boeing 737-700 e 737-800 Next Generation. As aeronaves fazem parte do plano de renovação da frota consolidada da companhia, que prevê a substituição dos modelos 737-300 e 767-300 por jatos de última geração.

Segundo Fernando Rockert de Magalhães, vice-presidente Técnico do Grupo, são quatro Boeing 737-800 para a Gol e mais um Boeing 737-700 para a Varig.

"Um desses 737-800, que vem direto da linha de montagem da Boeing, está equipado com o pacote Short Field Performance, que propicia melhor desempenho em pistas curtas, como as dos aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro)", afirmou.

As aeronaves somam-se a outras sete incorporadas pela Varig em agosto. O grupo informou que o objetivo com esse processo de renovação da frota é aumentar o conforto e a eficiência das operações. "Um dos jatos que chegarão possui winglets, uma tecnologia que ajuda a reduzir o ruído durante a decolagem e permite uma economia de combustível de até 3% ao ano", afirmou Rockert.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br