:::::RIO DE JANEIRO - 19 DE JANEIRO DE 2007 :::::

 

Folha de São Paulo
19/01/2007
"Lâmina de água" volta a fechar a pista principal de Congonhas
Pelo 2º dia consecutivo, técnicos optaram por interromper parte do tráfego no mais movimentado aeroporto do país
Vôos precisaram ser desviados para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos; apenas as pistas menores estavam liberadas.

DA REPORTAGEM LOCAL

A pista principal do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, foi fechada duas vezes ontem por causa da chuva, o que causou atrasos em pelo menos 55 vôos, entre pousos e decolagens, ao longo da tarde e o início da noite.

A primeira interdição começou às 14h44 e durou apenas até as 15h28. A segunda foi mais extensa. Começou às 16h08 e, segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária), deveria durar uma hora. Como a chuva que atingiu São Paulo não parou no prazo previsto e a pista continuou escorregadia, por medida de segurança, a interdição foi estendida até as 19h43.

No fim da tarde de quarta-feira, a mesma pista de Congonhas (o maior aeroporto do país em número de vôos e passageiros) precisou ser interditada, por mais de uma hora, porque um Boeing-737 da Varig deu uma freada brusca, por volta das 17h48.

A aeronave vinha do Rio de Janeiro para São Paulo e tinha 130 passageiros a bordo. De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), esse foi o terceiro incidente com o mesmo avião, num período de pouco mais de um mês, e, por isso, a Varig foi orientada a fazer uma revisão nele.

Por conta da interdição, vários vôos que tinham aterrissagem prevista para Congonhas precisaram ser remanejados para o aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo).

Com os dois períodos de interdições ontem, vôos cujas aeronaves não podiam utilizar as pistas auxiliares de Congonhas também foram redirecionados para pousar em Cumbica.

Lâmina

Pilotos de aeronaves ouvidos pela Folha disseram que, sempre que São Paulo é atingida por chuvas fortes, a pista principal de Congonhas é invadida por uma "lâmina de água".

Em nota sobre o incidente com Boeing-737 da Varig, a Anac informou, anteontem, "que os índices de atrito da pista principal [de Congonhas] estão dentro dos parâmetros internacionais. Além disso, não chovia em São Paulo naquele horário [da derrapagem]".

A Anac informou que o balanço com o número total de vôos atrasados nas duas interdições, "causadas por questões meteorológicas", na pista principal de Congonhas será divulgado hoje. (ANDRÉ CARAMANTE)

 

 

Revista Consultor Jurídico
19 de janeiro de 2007
Sucessão empresarial
Ex-funcionário da Varig pede recondução ao cargo

Ricardo Carvalho Vasconcellos, aeronauta ex-empregado da Varig, entrou com pedido de Mandado de Segurança no Supremo Tribunal Federal para pedir que seja recontratado pela VRG Linhas Aéreas, que comprou a Varig. Vasconcellos contesta decisão do Superior Tribunal de Justiça, que suspendeu os efeitos tutela antecipada concedida pelo juiz de primeira instância para que fosse reconduzido ao cargo.

O aeronauta entrou com reclamação trabalhista na 54ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro contra a VRG Linhas Aéreas, Varig Logística e Volo do Brasil. O juiz concedeu tutela antecipada para garantir o seu retorno ao trabalho, “com o reconhecimento de que as demandadas, ao adquirir empresa em leilão judicial, sucederam o anterior empregador – Varig”.

O STJ suspendeu a decisão, que determinou recondução imediata do empregado aos vôos, com o pagamento da contraprestação pelos serviços. Também foi permitida a movimentação do saldo existente na conta do FGTS para que o empregado pudesse suprir necessidades emergenciais decorrentes da ausência de pagamento de salários desde agosto de 2006. “Mas sequer este FGTS pode ser movimentado em razão da decisão do STJ”, sustenta a defesa do areonauta.

Para os advogados, “seja pela presença da teratologia da decisão, seja pela peculiaridade da sua concessão no período de férias forenses, deve ser superado o óbice do enunciado da Súmula 691 deste excelso pretório, admitindo-se e acolhendo não só a presente impetração, mas especialmente a liminar requerida, tudo para que sejam garantidos e preservados direitos fundamentais do impetrante”.

A Súmula 691 diz que salvo excepcional hipótese de ilegalidade manifesta ou abuso de poder, não cabe Habeas Corpus contra decisão que denega a liminar em outro Habeas Corpus, sob pena de indevida supressão de instância.

Em relação aos requisitos para a concessão da medida liminar, a defesa de Vasconcellos argumentou a presença do fumus boni iuris e do periculum in mora. “Quanto ao periculum in mora, reside o mesmo no iminente risco de que continue o impetrante sem condições de acessar seu emprego e de auferir a renda para sua subsistência pessoal, mesmo diante da ilegalidade da decisão que suspendeu o provimento jurisdicional garantidor”, alegam os advogados.

O aeronauta pediu que seja concedida medida liminar para suspender a decisão do STJ de modo que se possa prosseguir o processo trabalhista contra as empresas apontadas. No mérito, pede a confirmação da liminar.

 

 

Estadão
18 de janeiro de 2007 - 20:27
População se esforça para ver chefe de estado no Rio
Cerca de 100 pessoas se aglomeraram na porta do hotel Copacabana Palace
Alexandre Rodrigues

RIO - O esquema de segurança montado pelas Forças Armadas e Polícia Federal em torno do Copacabana Palace não impediu que curiosos e manifestantes se aglomerassem na porta do hotel para observar a chegada dos chefes de estado participantes da reunião da Cúpula do Mercosul. Pouco antes das 15 horas, quando estava marcada a primeira reunião dos presidentes, cerca de 100 pessoas esperavam na porta do hotel para ver os líderes sul-americanos, alguns saudados como celebridades.

A maior parte das pessoas adotou o bom humor para receber os mandatários. Entre os curiosos estavam cidadãos de países vizinhos, como um homem argentino que dava gritos exibindo uma bandeira de seu país a cada passagem de delegação. Ele saudou os presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Michele Bachelet (Chile), mas não teve a oportunidade de ver o argentino Néstor Kirchner, que já estava hospedado no Copa desde a noite anterior. Bachelet hospedou-se no Sofitel e Chávez no Othon, ambos também na Avenida Atlântica, onde eram vistos ontem agentes da Polícia Federal na porta.

Em frente ao Copacabana Palace, fuzileiros navais reforçavam a segurança a cargo de agentes federais, policiais militares e guardas municipais, que fechavam o trânsito para a chegada das comitivas. Na Praia de Copacabana, uma fragata e uma lancha da Marinha completavam o esquema de vigilância. Helicópteros do Exército sobrevoavam a região, que teve o espaço aéreo restrito. Longe dali, nas vias expressas da cidade, como a Linha Vermelha e Avenida Brasil, o Exército manteve a ocupação de pontos estratégicos, principalmente próximos a favelas.

Apesar do forte esquema de segurança, curiosos conseguiram se aproximar bastante de chefes de estado quando eles desembarcavam na porta do Copacabana Palace. O calçadão que dá acesso ao hotel não foi isolado. Aeronautas aposentados contribuintes dos fundos de pensão da Transbrasil, Varig e Vasp aproveitaram para fazer uma manifestação na porta do hotel. Alguns vestiam fantasias e empunhavam faixas com mensagens pedindo que o presidente Lula apóie a liberação de recursos complementares para as aposentadorias dos aeronautas.

A dona-de-casa Nélia Machado, de 42 anos, por pouco não conseguiu ver de perto o presidente venezuelano Hugo Chávez. A brasileira vive há 22 anos na Venezuela, na Ilha Margarita, e está de férias no Rio, hospedada na casa da irmã gêmea, Neuza. Como não teve ainda a oportunidade de ver Chávez em Caracas, foi com Neuza ao Copacabana Palace, mas chegou após a entrada dele. Com a ajuda de uma escada de alumínio, ela prometia esperar a saída do venezuelano apenas para gritar "Viva Chávez!". A brasileira demonstrou ter mais admiração por Chávez do que pelo presidente Lula.

"Gosto dele porque Chávez é o único presidente que enfrenta os Estados Unidos, os americanos. Ele é forte, não tem medo. Por isso tenho essa admiração", contou. Indagada se a vida dos venezuelanos melhorou sob a liderança de Chávez, ela emendou um silêncio com um tímido "hum ... está melhorando". No entanto, a empolgação de Nélia volta quando recusa interpretações de que o presidente Venezuelano esteja flertando com o autoritarismo.

A maior parte dos curiosos não sabia muito bem o motivo da reunião de chefes de estado. Muitos brasileiros queriam ver Lula, mas se frustraram com a entrada do presidente pelos fundos do hotel.

 

 

Ultimo Segundo
18/01 - 15:24h
"Todo gás de que vocês necessitam está na Venezuela”, diz Chávez aos brasileiros"
Nara Alves, repórter iG no Rio

RIO DE JANEIRO – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mandou um recado aos brasileiros nesta quinta-feira, ao chegar ao Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, para a 32ª Reunião de Cúpula do Mercosul: “Não se preocupe, Brasil, porque todo gás de que vocês necessitam está na Venezuela”.

Cercado por jornalistas de todas as partes da América Latina e por funcionários da Varig que protestavam em frente ao hotel, Chávez falou brevemente sobre sua expectativa quanto à reunião de hoje com líderes da América Latina.

“Espero conversar sobre todos os temas, sobretudo sobre o Gasoduto do Sul”, adiantou o presidente venezuelano. Chávez citou as negociações entre a Petrobras e a Petróleos da Venezuela AS (PDVSA) e ressaltou que o processo está caminhando bem. “Temos avançado bastante no tema de trazer o gás desde a costa venezuelana até aqui, passando por Pernambuco”, afirmou.

Novo socialismo e Mercosul

Quando perguntado se o socialismo que pretende implementar na Venezuela poderia de alguma forma prejudicar o Mercosul, Chávez foi enfático. “Não. Vamos fazer o socialismo do século 21”, repetiu.

De acordo com o presidente, a Venezuela sairá mais forte com o novo socialismo e poderá beneficiar, inclusive, o Mercosul e a união sul-americana. “Quando se fortalece a parte, se fortalece o todo”, justificou Chávez.

 

 

Mercado e Eventos
18/01/2007 - 11:14h
Nova Varig faz apresentação em Londrina

A Diretoria de Turismo do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e a Associação Brasileira das Agências de Viagens do Paraná - Delegacia Regional de Londrina (Abav-PR) promovem amanhã (19/01) um encontro entre agentes de viagens e representantes da Nova Varig.

Durante o encontro, a diretoria da companhia aérea falará sobre as metas da empresa para os próximos anos e sobre sua nova malha aérea que tem vôos para Londrina. A apresentação acontece no auditório do Aeroporto de Londrina, às 17h. Informações pelo telefone: (43)3324-7776.

 

 

Coluna do Claúdio Humberto
18/01/2007 - 09:21
Lula enfrenta turbulência

Funcionários e aposentados da Varig ‘caloteados’ com a venda da empresa, protestam com faixas e cartazes contra Lula hoje, no encontro do Mercosul.

 

 

JB 18/01/2007
Coisas do Rio - Ana Ramalho
Do Barulho

O presidente Lula terá uma surpresa desagradável nos dois encontros da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, hoje e amanhã, no Copacabana Palace. Ex_ funcionários da Varig reunem-se em frente ao hotel para reivindicações.