RIO DE JANEIRO - 19 DE SETEMBRO DE 2008

Site da AMVVAR
19/09/2008

A respeito das reportagens veiculadas em jornais nos últimos dias sobre o pagamento aos trabalhadores da VARIG, temos a esclarecer:

Muito CUIDADO. Mais um golpe ameaça os seus direitos.

Isto porque, como de hábito, não informaram que para receber qualquer valor os ex-empregados têm que “renunciar” ao direito de propor ações trabalhistas e são obrigados a “concordar” de forma incondicional, com o plano de recuperação judicial da empresa, inclusive e, em especial, na parte em que reduz ou suprime direitos e créditos acumulados há décadas.

A mesma tentativa foi feita quando da votação do plano de recuperação judicial na Assembléia Geral de Credores e na tentativa de votação plesbicitária do “acordo coletivo”.

O pior é que agora a proposta é reforçada com a “oferta” de um pagamento imediato. Só não dizem é que este pagamento corresponderá, apenas, a 1% (hum por cento) do que cada ex-empregado tem a receber. Como foi divulgado, são cerca de R$44 milhões para 14 mil credores, o que dá em média R$ 3.142,85 para cada empregado, enquanto nas ações judiciais os valores que vem sendo reconhecidos são, em média, da ordem de R$300 mil para os Comissários e R$ 600 mil para os Comandantes.

O Grupo Gol certamente está lutando muito para que esta “generosa oferta” seja aceita por vários ex-empregados, principalmente agora, quando se aproxima a data em que o Supremo Tribunal Federal irá julgar a possibilidade de atuação da Justiça do Trabalho e a eficácia de suas decisões contra a Varig (no Recurso Extraordinário n. 583.955 da nossa colega Maria Tereza Richa Felga).

O receio de uma derrota é tão grande que além de contar com o renomado advogado Roberto Teixeira, recentemente recontrataram o professor Sergio Bermudes (o mesmo que requereu a recuperação judicial da empresa...) para atuar neste recurso.

Lembrem-se todos que a Justiça do Trabalho, em inúmeras ações judiciais já declarou a responsabilidade da VRG (leia-se GOL) como sucessora da VARIG pelas obrigações trabalhistas; já mandou fazer bloqueios judiciais das ações das empresas do grupo; já julgou várias ações favoravelmente aos empregados e, tudo indica que o Supremo Tribunal Federal, seguindo a Constituição Brasileira, haverá de referendar essas decisões.

Aliás, se a intenção da Gol, da Varig ou do administrador judicial fosse apenas a de pagar bastaria que fizessem um depósito nas contas dos ex-empregados, tal qual ocorria quando ainda eram pagos os salários.... Se não estão fazendo dessa forma é porque querem vender o “ouro dos tolos”.....

Não aceitem renunciar seus direitos. Exijam, no mínimo, que o pagamento de qualquer valor (que já deveria ter sido feito há muito tempo) aconteça SEM QUALQUER CONDIÇÃO OU TERMO.

Att.

SEBASTIÃO JOSÉ DA MOTTA E
OTÁVIO BEZERRA NEVES
Advogados

 

 

Valor Econômico
19/09/2008

Embraer muda estrutura de sua diretoria
De São Paulo

Um ano e meio depois de assumir a presidência da Embraer, o engenheiro Frederico Curado decidiu fazer uma alteração na estrutura de cargos e áreas na direção da fabricante de aeronaves brasileira. Além de substituir executivos que vão se aposentar, haverá um remanejamento de comando em várias áreas.

A responsabilidade do planejamento estratégico, até agora sob o mesmo comando da área de desenvolvimento tecnológico, passará a ser da vice-presidência financeira e de relações com investidores. A empresa decidiu ainda integrar em uma única operação as áreas de desenvolvimento tecnológico e engenharia.

As mudanças, que entram em vigor em janeiro, foram aprovadas na última reunião do conselho de administração. Dois executivos de áreas estratégicas vão se aposentar até o final deste ano: Antonio Luiz Pizarro Manso, vice-presidente financeiro e de relações com investidores, e Satoshi Yokota, que hoje atua como vice-presidente de planejamento estratégico e desenvolvimento tecnológico. Manso será substituído por Luiz Carlos Siqueira Aguiar. Já o cargo de Yokota será ocupado por Emilio Kazunoli Matsuo. Os dois pertencem ao quadro de executivos da companhia.

Emilio Kazunoli Matsuo, hoje no cargo de vice-presidente de engenharia, ocupará a nova função de vice-presidente de tecnologia, que surge com a integração da área de desenvolvimento tecnológico e de engenharia.

No início de agosto, a Embraer fez um enxugamento no quadro de áreas gerenciais e administrativas. Segundo a empresa informou, naquela ocasião foram demitidos 250 funcionários.

Em processo de expansão de vendas na América Latina, Ásia e Oriente Médio, a Embraer também busca aumentar a escala, eficiência e, assim, elevar a margem operacional. A empresa fechou o balanço do ano passado com margem operacional de 4,5%. Mas planeja chegar a 8% ou 9% este ano. Para 2009, a expectativa da companhia é mais ousada, ficar entre 10% a 12%.

Se o cronograma de expansão de Curado der resultado, essa expansão virá com ganho de escala, programas de aumento de eficiência e uma elevação de faturamento, previsto para sair de US$ 5,3 bilhões em 2007 para US$ 6,5 bilhões, este ano. (MO)

 

 

O Estado de São Paulo
19/09/2008

Embraer diz ter caixa para investimentos

O temor em relação aos reflexos da crise financeira internacional não altera, pelo menos por enquanto, os planos da Embraer de investir US$ 620 milhões em 2009. Segundo o diretor de mercado e relações com investidores, Carlos Eduardo Camargo, o caixa da empresa é suficiente para fazer frente ao plano de investimentos.

 

 

O Estado de São Paulo
19/09/2008

Sem oferta, Alitalia fica perto da quebra

O grupo italiano de investimentos Compagnia Aerea Italiana (CAI) informou ontem ter retirado sua oferta pela Alitalia, uma decisão que pode levar à liquidação da empresa aérea. O grupo desistiu do negócio depois que sindicatos rejeitaram o plano de corte nos salários. A Alitalia já não tem dinheiro sequer para pagar o combustível dos aviões.

 

 

Folha de São Paulo
19/09/2008

Desistência de consórcio deixa Alitalia à beira da falência
DA REDAÇÃO

A companhia aérea italiana Alitalia está à beira da falência após a retirada oficial, da oferta de 1 bilhão feita por um consórcio de empresários do país, após duas semanas de negociação.

O consórcio decidiu cancelar a proposta depois que 6 dos 9 noves sindicatos de trabalhadores não aceitaram a oferta, que incluía demissão de funcionários e corte de salários. "A situação é dramática, estamos diante de um abismo", afirmou o premiê Silvio Berlusconi.

Ministros do governo italiano já dizem que a empresa caminha para a falência, e a expectativa é que nos próximos dias ela comece a cancelar vôos, salvo um resgate do governo, o que o premiê sinalizou ser improvável.

A companhia aérea, que não registra lucro desde 1999, vem perdendo cerca de US$ 3 milhões por dia -prejudicada pela competição com empresas de aviação de baixo custo, pelos altos preços do combustível e por greves dos trabalhadores.

 

 

Site da ALERJ
18/09/2008

DEPUTADO VAI INTERMEDIAR ENCONTRO DE FUNCIONÁRIOS DA INFRAERO COM LULA

O presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembléia Legislativa do Rio, deputado Paulo Ramos (PDT), comprometeu-se a intermediar um encontro para que os funcionários da Infraero, que se uniram contra a privatização do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, levem suas reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O poder decisório para a execução de qualquer ato que se encaminhe para a privatização do aeroporto está concentrado nas mãos de Lula e é dele que deveremos buscar esclarecimentos Ele já acenou ser favorável a algumas privatizações e devemos ser firmes na busca por forças políticas que ajudem a frear esse modelo de Estado que vem se estabelecendo”, frisou o parlamentar, durante audiência pública ocorrida nesta quinta-feira (18/09), no Plenário Barbosa Lima Sobrinho.

O superintendente do Galeão, Wilson Massa, afirmou que “a empresa trabalha em um País onde as regiões são marcadas por grandes desigualdades e isso traz dificuldades”. “Como somos uma empresa pública, conseguimos equilibrar a estrutura aeroportoviária das regiões fazendo um subsídio cruzado. Aqueles aeroportos que são superavitários sustentam os deficitários, até porque nessas regiões também precisam chegar alimentos e medicamentos, dentre outros produtos”, explicou Massa. Ele questionou como ficariam os aeroportos deficitários com a privatização do Galeão, que tem a terceira maior arrecadação da rede (são 67 aeroportos em todo o Brasil). A necessidade de reformas, para o superintendente Regional da Infraero, Wilson Estrela, não justifica uma privatização. “Não vendemos nossa casa quando observamos uma goteira, nós reformamos”, salientou Estrela, ressaltando que o Tom Jobim conta com uma verba de R$ 600 milhões, provenientes de recursos próprios e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Cerca de 400 funcionários participaram da audiência. Eles fizeram questão de lembrar que, no último dia 12, houve uma reunião com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o Ministério do Esporte, a Secretaria de Estado de Transportes e com órgãos lotados dentro do aeroporto, tais como a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde foi apresentado um cronograma de obras que deixariam o Galeão pronto para as Olimíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014 alguns anos antes, em 2010. “Se o Rio de Janeiro não sediar as Olimpíadas de 2016, ao contrário do que tem dito o governador Sérgio Cabral, não será por culpa do Galeão. Dados do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o metrô, por exemplo, mostram que Tóquio, com a melhor nota, tem um sistema com 329 mil quilômetros de extensão, enquanto o Rio possui duas linhas, totalizando 42 quilômetros”, adiantou o funcionário Alex Fabiano.

Outra funcionária da Infraero, Hilza de Sá contou que pretende organizar caravanas até Brasília para pleitear uma audiência com o presidente Lula. “Temos uma história de luta dentro da empresa, que se mistura com a nossa própria história. Lutaremos pela manutenção da Infraero e, enquanto não ouvirmos do presidente que ele não vai privatizar o aeroporto, não sairemos do pé dele”, afirmou Sá. Durante a audiência desta quinta, também estiveram presentes funcionários da Infraero de Brasília, de Guarulhos (São Paulo) e do Aeroporto Santos Dumont, também no Rio; o líder nacional do PDT, deputado federal Vieira Cunha (PDT-RS), e representantes do Ministério do Trabalho, da Secretaria de Estado de Trabalho, da Polícia Federal,do 3º Comando Militar do Leste e dos sindicatos nacionais dos Aeronautas e dos Aeroviários.

 

 

JB Online
18/09/2008 - 20:18h

Paulo Ramos preside audiência contra privatização do Galeão

RIO - A Comissão de Trabalho da Alerj, presidida pelo deputado Paulo Ramos, candidato do PDT è Prefeitura do Rio, realizou, nesta quinta-feira, audiência pública, no plenário Barbosa Lima Sobrinha, para discutir a proposta do governador Sérgio Cabral de privatizar o Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Mais de 200 funcionários e autoridades da Infraero e do Aeroporto compareceram para discutir o tema e protestar contra a proposta.

De acordo com Paulo Ramos já existe um compromisso de ampliação do terminal dois e de recuperação do terminal um do aeroporto, o que tornaria as operações melhores:

- O governador Sérgio Cabral está completamente desinformado sobre o que vem sendo realizado pela Infraero. A proposta de privatização é um erro, contraria os interesses do Estado e do município. Na verdade, as instalções do aeroporto estão muito melhores do que as instalações das escolas e hospitais estaduais e municipais, afirmou o pedetista.

 

 

Mercado e Eventos
18/09/2008 - 14:55h

Gol amplia Centro de Manutenção de Aeronaves em Minas Gerais

A companhia aérea Gol está ampliando seu Centro de Manutenção de Aeronaves em Confins, em Minas Gerais. A empresa construirá um novo hangar, além de escritórios, almoxarifado, depósitos, áreas de apoio adicionais e ampliação do pátio de aeronaves.

"A primeira fase da construção do nosso Centro de Manutenção começou em 2005 e, atualmente, ele atende até 60 aviões. Com o término dessa segunda fase, em abril de 2009, poderemos atender até 110 aeronaves," afirma Fernando Rockert de Magalhães, vice-presidente Técnico do Grupo.

Com as obras, o Centro de Manutenção terá uma área de 45.600 metros quadrados para trabalhos de manutenção e apoio, e 47.000 metros quadrados de pátio, totalizando 107.220 metros quadrados de área.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br