::::: RIO DE JANEIRO - 19 DE OUTUBRO DE 2007 :::::

 

Folha de São Paulo
19/10/2007
Ocean Air e Digex querem parte da Vasp
DA REPORTAGEM LOCAL

A Vasp, em recuperação judicial, recebeu propostas da Ocean Air e da Digex, especializada em manutenção de aviões, para aquisição de parte de seus ativos. Os documentos foram entregues quarta, como fixado na Justiça.

Um dos interventores, Roberto de Castro, disse que o interesse da Digex, associada ao chinês Lap Chan, seria nas áreas de manutenção de aeroportos. As propostas estão sob sigilo judicial até o dia 30.

 

 

Valor Econômico
19/10/2007
Aeroméxico prepara-se para a competição
Roberta Campassi

Até pouco tempo atrás, a Aeroméxico era a única companhia aérea a fazer vôos entre Brasil e México e, por isso, a rota se transformou numa das mais rentáveis para a empresa. Até o fim do ano, porém, a Varig deve voltar a operar vôos entre os dois países e abocanhar parte da demanda.

A Aeroméxico, que na quarta-feira foi vendida para o Citigroup por US$ 249 milhões, enfrentava a concorrência da Varig até meados de 2006, quando a companhia brasileira abandonou os vôos entre São Paulo e Cidade do México, no auge de sua crise. O impacto do fim da concorrência é claro. Em 2006, a Aeroméxico transportou 110 mil passageiros. Neste ano, somente até setembro, ela já havia transportado 106 mil. A Varig pretendia retomar os vôos diários ao México em 27 de outubro, mas a data não está confirmada.

"A volta da Varig não deve impactar tanto", diz o administrador da Aeroméxico no Brasil, Lucio Yamashitafuji. "A demanda está crescendo, principalmente entre os passageiros que viajam a negócios." A aérea registra média de 75% de ocupação na rota São Paulo-Cidade do México.

"Temos planos de inaugurar dois vôos semanas para o Rio, mas ainda não temos autorização da Agência Nacional de Aviação Civil e nem avião disponível", diz Yamashitafuji. A brasileira OceanAir também começou a voar diariamente para a Cidade do México, no fim de agosto, mas tem registrado apenas 3% de ocupação.

O Citigroup, por meio de sua divisão Banamex e junto com um grupo de investidores, saiu vencedor de um leilão acirrado pela companhia aérea, cujo controlador era o governo, com 62% das ações. O banco americano disputava com o empresário mexicano Moisés Saba, pertencente a uma família tradicional do país. Saba chegou a dobrar sua oferta inicial pela companhia mas, por fim, acabou reconhecendo a derrota. O Citi também assumirá dívida de US$ 1 bilhão. Nos últimos anos, a estatal mexicana vinha perdendo mercado por conta de altos custos com trabalhadores e da competição com seis companhias de baixo custo. No segundo trimestre deste ano, a Aeroméxico registrou prejuízo de US$ 63 milhões.

O novo presidente do conselho da empresa, José Luís Barraza, disse que serão investidos mais US$ 240 milhões na companhia para a expansão das rotas e aquisição de mais aviões. Segundo Yamashitafuji, ainda não está claro o que mudará para a empresa no Brasil.

 

 

O Estado de São Paulo
19/10/2007
Apreensão em vôos soma R$ 1,47 milhão no primeiro dia
Adriana Carranca

A Receita Federal deflagrou ontem a operação Carga Aérea, de repressão ao contrabando de produtos vendidos pela internet e distribuídos em vôos comerciais domésticos. Somente no primeiro dia, foram apreendidas mercadorias no valor de R$ 1,47 milhão, entre eletroeletrônicos e equipamentos de informática. Foram encontrados notebooks, celulares, projetores, câmeras fotográficas e de vídeo, entre outros.

Comercializados na rede mundial de computadores, esses produtos entram irregularmente no País, em geral, por via terrestre ou marítima e, depois, são distribuídos como mercadoria comum em vôos domésticos para os Estados, onde empresas receptoras fazem a entrega ao consumidor final. Os contrabandistas utilizam os vôos domésticos para distribuir a mercadoria, justamente porque, ao contrário dos internacionais, estes não passam por fiscalização regular da Receita.

Com a ação, as mercadorias são interceptadas nos aeroportos de destino, antes de chegar ao distribuidor. Somente no Aeroporto Internacional de Guarulhos, ontem, cerca de 20 homens da divisão de repressão ao contrabando interceptaram mercadorias - entre elas, cerca de 50 notebooks das marcas Acer, HP e Toshiba, câmeras Sony e palmtops - no valor de R$ 200 mil - vindas do Paraná.

'Estes produtos, provavelmente, entraram no País por terra, pela fronteira com o Paraguai, para depois serem espalhados pelo País', disse o inspetor da alfândega em Guarulhos, José Antônio Gaeta. Os receptores seriam quatro empresas paulistas de distribuição, entre as quais um depósito em Guarulhos. Segundo o inspetor, o proprietário do depósito, cujo nome não foi revelado, tentou impedir a entrada dos agentes da Receita, que tiveram de acionar a Polícia Federal. Confirmada a irregularidade, o receptador perde a mercadoria e pode ter de responder criminalmente.

Os auditores da Receita identificam a irregularidade na nota fiscal, que normalmente traz especificados produtos diferentes - e muito mais baratos - daqueles que estão sendo, de fato, transportados ou a mesma mercadoria, porém com o preço subfaturado. 'Os notebooks que apreendemos em Guarulhos, por exemplo, além de entrar irregularmente, sem nenhum registro de importação por parte das empresas que os receberiam, também constavam nas notas com preços médios de R$ 1.500, enquanto o valor médio de mercado é de R$ 5 mil', diz Gaeta.

'A internet introduziu uma nova modalidade de crimes de contrabando e sonegação fiscal e propicia a agilidade desse tipo de comércio', diz o inspetor. Segundo ele, é quase impossível para a Receita identificar na rede mundial de computadores quem são os comerciantes. 'Investigar via internet é improdutivo, já que a maioria dos sites está hospedada em provedores no exterior. Por isso, o foco dessa ação é rastrear a carga e identificar os receptores. Os contrabandistas podem vender online, mas ainda têm de usar os meios convencionais de transporte para entregá-los aos distribuidor.' Segundo Gaeta, as companhias aéreas não podem ser responsabilizadas. As mercadorias apreendidas, segundo ele, serão leiloadas ou doadas a instituições de caridade.

Outras operações foram deflagradas este ano pela Receita para impedir a circulação de mercadorias estrangeiras irregulares, atacando a logística de distribuição. Entre elas, a 'Leão Expresso', para reprimir o uso dos Correios na distribuição dos produtos.

No total, as autuações da Receita decorrentes da fiscalização das operações de comércio exterior chegaram a R$ 1,285 bilhão no primeiro semestre, 69,7% a mais do que no mesmo período de 2006. Cerca de 95% das autuações foram feitas em importações.

 

 

O Estado de São Paulo
19/10/2007
Presidente diz que tem medo de voar
Ele defende um plano de dez anos para substituir parte da frota da FAB
Luanda

Depois da pane no motor do avião que levava parte da comitiva na viagem pela África, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que tem medo de voar e defendeu um plano de dez anos para substituir parte da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) que serve a Presidência. “Ou renova a frota ou vai receber notícia de que caiu avião”, disse.

A troca de aviões da FAB foi discutida por Lula num balanço que fez da viagem de quatro dias pelo continente africano. Ele acabou contando que dormiu pouco nos hotéis e mesmo nos deslocamentos de avião. “Passo muito tempo acordado nessas viagens, não consigo dormir no avião, medo de morrer dormindo”, disse. “Quero morrer acordado.”

Não foi desta vez, no entanto, que o presidente se comprometeu com uma renovação completa, como desejam os militares. “Obviamente, não se pode comprar tudo de uma vez”, ponderou. “Você pode fazer um plano para em dez anos renovar parte da nossa frota, e isso vale para os tanques do Exército, para os jipes e navios.”

Lula comparou aviões com gravadores e até com o corpo humano. “Um ser humano, quanto tem 20 anos, faz o que quiser. Mas quando tem 40 não tem jeito”, disse aos jornalistas. “Uma máquina é a mesma coisa. Chega um tempo em que você tem de trocar o gravador, para não perder matéria.”

A FAB poderia adquirir aviões da brasileira Embraer, disse Lula. Mas ele deixou claro que não quer saber de polêmica - como a da substituição, em janeiro de 2005, do antigo Boeing 707, usado desde 1986 pela Presidência, pelo moderno Airbus, que custou US$ 56,7 milhões.

O Aerolula, como a mídia e a oposição apelidaram o Airbus, conta com 55 lugares, 35 a menos que o antigo Sucatão. Lula deu o troco nos adversários da campanha presidencial de 2006, quando pesquisas indicaram que parcela significativa dos eleitores não gostou das críticas à compra do Airbus. “Não adianta ter coisas velhas que não funcionam”, disse.

 

 

O Estado de São Paulo
19/10/2007
Anac veta vôo da BRA no exterior
Venda de passagens é suspensa; problema é manutenção de jatos
Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu ontem, por tempo indeterminado, as vendas de passagens internacionais da empresa BRA. Segundo a agência, foram os problemas que a companhia teve com os dois Boeings 767 que fazem rotas para o exterior que motivaram a decisão.

Na terça-feira, uma aeronave com destino a Milão teve de fazer um pouso forçado no Aeroporto Internacional de Natal. O vôo 1557 partiu de São Paulo com 193 passageiros e faria escala em Lisboa e Madri. De acordo com a companhia, o avião teve problemas técnicos no compressor do motor e a manutenção só foi concluída na noite de quarta. Alguns passageiros tiveram de esperar cerca de 60 horas para conseguir embarcar para a Europa.

Os aviões da BRA estão agora sob inspeção da Anac - um no Rio de Janeiro e o outro em Natal. A companhia só poderá voltar a vender passagens quando os Boeings estiverem em condições de segurança operacional atestada pela agência - ou se a empresa conseguir outros aviões compatíveis com rotas internacionais. Os passageiros da BRA que adquiriram bilhetes para o exterior devem ser realocados em vôos de outras companhias, segundo a Anac.

A BRA informou que ainda não havia sido notificada da decisão e se recusou a comentá-la. A Assessoria de Imprensa da empresa informou ainda que um de seus Boeings 767 estava em manutenção e, por isso, ficou retido em Natal.

Há duas semanas, a empresa foi alvo de uma minuciosa auditoria da Anac. As suspeitas eram de que a empresa havia relaxado na manutenção de jatos e submetia as tripulações a jornadas excessivas de trabalho.

O presidente da agência, Milton Zuanazzi, chegou a dar um ultimato à direção da companhia para que a frota se adequasse num prazo de 48 horas às exigências feitas pelos inspetores. Não foi a primeira vez que a BRA entrou na mira da Anac. Em maio de 2006, a companhia foi enquadrada no artigo 299 do Código Brasileiro de Aeronáutica, ficando sujeita até a perder a concessão.

 

 

Jornal do Brasil
19/10/2007
Juiz condena Gol a pagar por atraso

Brasília. O operador de caixa de supermercado Abrahão Chaves Fernandes, que ganha R$ 600 por mês, fez uma poupança por dois anos para poder visitar a família em João Pessoa, na Paraíba, em março. Na volta a Brasília, tornou-se mais uma vítima da crise aérea e passou um dia inteiro num hotel no Recife sem dinheiro e tendo que pedir ajuda para se alimentar. Seis meses e meio depois do sofrimento, ele vai ganhar R$ 2.844 de indenização da Gol por força da Justiça do Distrito Federal.

O juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Ceilândia, condenou a empresa a pagamento de danos morais por abandono ao consumidor.

A odisséia de Abrahão começou antes das 16h do dia 30 de março, no Aeroporto de João Pessoa. O vôo que o levou para a escala em Recife atrasou, e o operador de caixa perdeu a conexão para Brasília. Abrahão só foi conseguir a primeira informação da Gol às 4h do dia 31.

Na decisão, o juiz ressaltou: "O simples fato de só ter sido alojado às 4h já é suficiente para demonstrar o abandono, a falta de informação e a ofensa moral ao consumidor".

Como se não bastasse, a companhia só custeou uma refeição - o café da manhã - de Abrahão até o novo embarque, às 15h30 do dia 1º de abril.

- Ele teve de beber água da torneira e pedir ao vendedor de coco na praia que desse cocos vazios, depois que bebessem a água, para ele comer - contou o advogado José Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), que orientou o passageiro na ação. Tardin disse que Abrahão, ao se reapresentar no supermercado, quase foi demitido, o que agravou mais ainda o dano.

- A justificativa da Gol de que o sistema aéreo brasileiro estava em pânico não a isenta de indenizar o consumidor por falta de informações e abandono - explicou o advogado. - O valor de R$ 2 mil é compatível com o prejuízo que ele sofreu.

 

 

Mercado e Eventos
19/10/2007 - 10:58h
Varig lança nova identidade no Rio de Janeiro

A Varig promove no próximo dia 23, às 10h30, no Salão Nobre do Edifício Administrativo - UAC do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), uma cerimônia para o lançamento da sua nova identidade. O evento contará com a presença do presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior; do diretor comercial da Varig, Lincol Amano; e o diretor de Marketing da Varig, Murilo Barbosa.

 

Coluna Claudio Humberto
19/10/2007 - 09:57 h
Zzzzzzzmiles...


 

Coluna Claudio Humberto
19/10/2007 -00:00 h
Caos aéreo?


Um leitor, que voltava de Milão pela TAM dia 30, passou 17 horas no avião: após 40 minutos sobrevoando Guarulhos, o piloto achou melhor reabastecer no Rio e não ficar voando "como barata tonta". Foram cinco horas de atraso.