RIO DE JANEIRO - 20 DE JUNHO DE 2008

O Estado de São Paulo
20/06/2008

Fundo pede US$ 400 milhões pela VarigLog
Consultor diz que empresa de logística foi procurada pelo Matlin
Mariana Barbosa

O fundo americano Matlin Patterson, dono da VarigLog, não está buscando apenas um sócio brasileiro para se adequar à legislação nacional, que limita em 20% a participação de estrangeiros em empresas aéreas. De acordo com um consultor que foi procurado por Lap Chan, representante do fundo no Brasil, o Matlin busca um comprador interessado em pagar US$ 400 milhões por toda a VarigLog. “O Lap pediu US$ 400 milhões e jogou muito duro. Aí a conversa não avançou”, afirmou Clésio Oliveira, que diz representar os interesses de uma empresa de logística. Oliveira é casado com Vandira Peixoto, assessora do ex-presidente José Sarney há mais de 20 anos.

Seus clientes, diz Oliveira, estariam dispostos a pagar cerca de US$ 150 milhões pela totalidade das ações da VarigLog, mas desistiram também por causa da briga judicial entre o fundo e os sócios brasileiros (Marco Audi, Luiz Gallo e Marcos Haftel). “Existe o interesse nosso em nacionalizar a empresa”, diz ele. “Mas essa é uma briga muito difícil.”

Oliveira conta que as negociações começaram no fim do ano passado, antes do acirramento da briga entre os sócios. “Analisamos todos os números da empresa e inclusive temos uma cópia do contrato de put and call”, afirma. O contrato, de gaveta, permite que o fundo compre a parte dos brasileiros, a qualquer momento.

Para retomar a negociação com Lap Chan, Oliveira está aguardando o desenrolar do caso VarigLog na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No dia 7 de julho, termina o prazo estabelecido pela agência para que o Matlin apresente uma nova estrutura societária que atenda ao limite de 20% estipulado pelo Código Brasileiro de Aeronáutica. Desde 1º de abril, por causa de uma decisão judicial que afastou os sócios brasileiros da sociedade sob acusação de má gestão e desvio de recursos, a VarigLog está sendo controlada e gerida pelo fundo americano, ainda que sob supervisão judicial. O juiz deu 60 dias para o fundo se adequar à lei, mas no início de junho a Anac concedeu mais 30 dias. Caso uma solução não seja apresentada, a empresa pode ter sua concessão caçada.

A assessoria do fundo Matlin foi procurada, mas não retornou a ligação.

BUSCA E APREENSÃO

O juiz José Paulo Magano, da 17 ª Vara Cível de São Paulo, determinou a busca e apreensão do livro de atas de assembléias da VarigLog, para aprovar denúncias de falsificação. Como revelou reportagem do Estado na semana passada, a Fundação Ruben Berta Participações (FRB Par), detentora de 0,5% das ações da VarigLog, não compareceu à reunião, embora na ata conste a presença de João Luis Bernes de Sousa, vice-presidente da fundação. A assembléia de acionistas foi realizada em 8 de abril deste ano, quando foi aprovada a destituição dos sócios brasileiros como conselheiros da companhia.

 

 

O Estado de São Paulo
20/06/2008

Gol não vai perder a Varig, diz Anac
Para a agência, negócio não será anulado caso a VarigLog
não adapte a sua composição acionária à lei do País

Alberto Komatsu, RIO

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou ontem que há um entendimento da sua diretoria de que uma eventual perda de concessão da VarigLog não vai afetar a venda da Varig para a Gol. De acordo com a Anac, ainda não há nenhuma decisão formal a respeito, pois o assunto foi discutido informalmente em recente reunião de seus diretores.

A VarigLog tem até o dia 7 de julho para se readequar à legislação do setor aéreo, que determina limite de 20% de participação estrangeira em companhia aérea nacional. Caso não obedeça esse prazo, corre o risco de perder sua concessão como transportadora de cargas aéreas.

O prazo foi determinado pela Anac porque a Justiça de São Paulo afastou os sócios brasileiros da sociedade da companhia, que temporariamente é controlada 100% pelo fundo americano de investimentos Matlin Patterson. As duas partes constituíram a Volo do Brasil para formalizar a negociação.

Na quarta-feira, o Estado publicou que a diretoria da Anac aprovou a transferência da VarigLog para a Volo do Brasil, “com evidente violação das regras estabelecidas na Lei 9.874/99”, conforme parecer redigido em dezembro de 2006. Segundo a Anac, esse mesmo documento confirma o mérito da decisão da diretoria da Anac.

Ontem, a Anac admitiu erro de procedimento porque aprovou a negociação da VarigLog sem analisar irregularidades que teriam sido apuradas pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Para a Anac, no entanto, isso não implicaria anulação do negócio.

A VarigLog vendeu a Varig para a Gol em março do ano passado, por US$ 320 milhões, depois de a tê-la adquirido, em leilão judicial realizado em julho de 2006, pelo preço mínimo de US$ 24 milhões mais a assunção de obrigações.

Uma briga entre o fundo Matlin Patterson e seus sócios brasileiros Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel, após a negociação da Varig, levou a VarigLog à situação atual: a de estar em conflito com a legislação do setor aéreo.

CONGONHAS

A Anac também pretende realizar uma consulta pública para poder fazer uma redistribuição dos intervalos de pouso e decolagem (slots) no Aeroporto de Congonhas entre todas as companhias que operam vôos regulares. Uma das idéias, segundo a Anac, é utilizar o critério de regularidade e pontualidade.

Atualmente são usados 498 slots por dia em Congonhas, sendo 212 da TAM (43% do total), 136 da Gol (27%), 96 da Varig (20%), 32 da Pantanal (6%) e 22 da OceanAir (4%). Em média, são 30 slots por hora para a aviação regular e quatro para a aviação geral, que inclui serviços de táxi aéreo. Os slots são concessões cedidas pela Anac.

 

 

O Estado de São Paulo
20/06/2008

Senado quer ouvir Teixeira no dia 3 de julho
Rosa Costa

O presidente da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura, no Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), marcou para 3 de julho audiência pública em que deverá ser ouvido o advogado e empresário Roberto Teixeira, acusado de ter intermediado de forma irregular a venda da Varig e da VarigLog.

Para a mesma audiência estão convidados os empresários Marco Antônio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel, que, na época da venda das empresas, eram sócios do Fundo Matlin Patterson, dos Estados Unidos, comprador da VarigLog. Os quatro deveriam ter sido ouvidos na quarta-feira, mas a audiência foi cancelada por que os empresários não foram ao Senado. Teixeira compareceu, mas não foi ouvido. Ele distribuiu um documento e concedeu entrevista negando as acusações.

 

 

O Estado de São Paulo
20/06/2008

Trip anuncia aquisição de jatos da Embraer
Empresa vai pagar US$ 167 milhões por cinco aviões 175, de 86 lugares
Beth Moreira

A Trip Linhas Aéreas, controlada pelos grupos Caprioli e Águia Branca, anunciou ontem a compra de cinco jatos Embraer 175, por US$ 167,5 milhões. Segundo a empresa, o negócio faz parte do seu plano de expansão e prevê a opção de aquisição de outros 10 aviões. Os jatos terão 86 assentos, em classe única. A entrega da primeira aeronave está prevista para o início de 2009. Atualmente, a Trip conta com uma frota de 18 aeronaves dos modelos ATR-42 e ATR-72.

A Trip programa chegar a 2011 com uma frota de 41 aeronaves. De acordo com o presidente da companhia, José Mario Caprioli dos Santos, os modelos ATR continuarão sendo usados em rotas mais curtas, enquanto os modelos da Embraer serão utilizados em vôos de longa distância. Caprioli informou que buscará financiamento no mercado internacional para a compra dos jatos da Embraer. “Vamos utilizar os mecanismos clássicos, como leasing financeiro ou leasing operacional.”

Apesar dos planos “ousados” de crescimento, como classificou Caprioli, a empresa não pretende deixar de ser regional. Segundo o executivo, os planos são de manter o foco em cidades com baixa e média densidade de tráfego. “Vocês nunca vão ver a Trip voando na ponte aérea porque somos uma empresa disciplinada e focada”, disse.

O presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, afirmou que a venda de jatos para a Trip pode representar o início do desenvolvimento do mercado de aviação regional no País, o que abre boas oportunidades de vendas para a empresa. O executivo lembrou que os Estados Unidos têm hoje uma frota de 6,2 mil aviões, ante 320 do Brasil. Segundo ele, há 2,3 mil aeronaves atuando só em linhas regionais nos Estados Unidos, ante 60 no Brasil.

Caprioli disse também que tem planos de abrir o capital da empresa entre 2010 e 2011. Ele ressaltou que, para quem atua em uma indústria de capital intensivo, como o setor aéreo, a melhor ferramenta para captar recursos é uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). O executivo ressaltou, no entanto, que, antes do IPO, a empresa precisar “crescer e ganhar musculatura”.

A previsão da empresa é alcançar um faturamento bruto de R$ 290 milhões neste ano, ante R$ 117 milhões registrado no ano passado e um lucro líquido de R$ 20 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 8,9 milhões obtido em 2007.

 

 

Zero Hora
20 de junho de 2008

Varig e Detran: um paralelo necessário
por * Darcy Francisco Carvalho dos Santos

A imprensa, sob suas mais diversas modalidades, tem noticiado diariamente os desfalques ocorridos no Detran, cumprindo sua obrigação de informar. O que é salutar e que só é possível numa sociedade democrática.

Toda corrupção deve ser denunciada e seus responsáveis devem ser processados e julgados na forma da lei. Os recursos de que o governo se utiliza são do povo e só em seu benefício podem ser utilizados. Dito isso, passemos ao paralelo pretendido.

As manifestações políticas têm sido no sentido de atribuir ao atual governo a responsabilidade pelo desfalque estimado em R$ 44 milhões no órgão referido, quando se sabe que começou no governo anterior, que, diga-se de passagem, não o evitou, por desconhecer sua ocorrência, a exemplo do governo atual.

Contraditoriamente, enquanto se faz uma carga tão grande contra a governadora, inclusive com solicitação de seu impedimento, por um caso que não foi originado em seu governo, há um enorme silêncio no caso da venda da Varig, um dos casos mais escabrosos dos últimos tempos.

Os órgãos de imprensa do centro do país têm noticiado que a Varig foi comprada por US$ 24 milhões e vendida em menos de um ano depois por US$ 320 milhões. Até hoje, não se sabe por que não houve a opção pela proposta de maior preço, de US$ 718 milhões.

A ex-diretora da Anac informou no Senado que recebeu pressões do governo federal e do famoso compadre do presidente, então advogado da parte interessada, para mudar o parecer da agência, com vistas a viabilizar a operação. Com sua influência foi possível vendê-la ao comprador estrangeiro e tornar a empresa livre de dívidas, que só com a União Federal atingiam R$ 2 bilhões! Isso representou mais de 27 vezes o desfalque do Detran, com apenas um canetaço!

Pela mesma influência, foi possível livrar a Varig do pagamento das obrigações trabalhistas, num total R$ 2,3 bilhões para o fundo de pensão dos servidores! O resultado disso tudo foi o aviltamento total dos benefícios previdenciários, no momento em que deles os funcionários mais necessitavam, porque mais de 9 mil perderam seus empregos.

Embora um erro não justifique outro, serve de medida para nossa indignação, por ver tamanha grita contra um fato grave, sim, mas imensamente menor do que outro sobre o qual, conforme referido, há um silêncio sepulcral.

*Contador e economista

 

 

O Globo Online
Crise da Varig

20/06/2008 às 00h24m

Dois novos grupos querem entrar na VarigLog

RIO, BRASÍLIA e SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) - Pelo menos dois investidores estão de olho na VariLog, mesmo com todos os problemas societários e judiciais, da empresa de cargas. Um grupo liderado por Clésio Oliveira, ligado ao setor de portos, estaria interessado na empresa e já teria declarado isso a algumas fontes. Além disso, um ex-executivo da Varig reuniu instituições financeiras e aguarda o desfecho da briga entre os ex-sócios brasileiros da VarigLog e o fundo Matlin Patterson para se apresentar, mostra reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal "O Globo".

Segundo fontes do mercado, o grupo de Clésio teria como principais participantes o ex-senador Gilberto Miranda e o ex-presidente da VarigLog José Carlos Rocha Lima. O filho do senador José Sarney, Fernando Sarney, negou que ele também estaria interessado. Rumores do mercado dão conta que que junto com Clésio, ele teria se reunido com Lap Chan, dono do fundo americano Matlin Patterson, que está no comando da VarigLog.

" Tivemos boas referências dele no setor da aviação
e de reestruturação de empresas. Não sabia que
era compadre do presidente e isso era irrelevante para nós "

O fundo Matlin tem sua origem de recursos em boa parte de fundos de pensão americanos. Os valores ultrapassam US$ 4 bilhões, para compra de empresas à beira da falência que são recuperadas e revendidas, objetivando o lucro.

Entre os sócios do fundo está o empresário Lap Chan. A criação da Volo do Brasil, que comprou a VarigLog em janeiro de 2006, começou com a aproximação do empresário Lap Chan à Varig, em 2005.

Em entrevista por e-mail ao "Globo" Chan afirmou que os empréstimos tomados (no banco JP Morgan) por seus sócios brasileiros foram garantidos com ações da empresa - a Volo do Brasil, dona da VarigLog. Ele também contou como conheceu o advogado Roberto Teixeira, que representou o fundo americando, e disse que não sabia que ele era compadre do presidente Lula.

- Tivemos boas referências dele no setor da aviação e de reestruturação de empresas. Não sabia que era compadre do presidente e isso era irrelevante para nós - afirmou.

 

 

O Globo
20/06/2008

 

 

O Globo
20/06/2008

 

 

Folha de São Paulo
20/06/2008

Teixeira quer VarigLog nas mãos de fundo
Advogado recorre à Anac, sob a tese de que a Constituição não impõe limites a estrangeiros no comando de empresas no país
Diretoria da Anac se reúne na terça e pode analisar o pedido; Snea diz que a lei impõe limites tanto para o capital votante como o total

FERNANDA ODILLA
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Sergio Lima - 18.jun.08/Folha Imagem

Roberto Teixeira, que entrou com recurso para manter fundo dos EUA no comando da VarigLog

O escritório de advocacia de Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenta manter o comando da VarigLog nas mãos do fundo norte-americano Matlin Patterson. Recurso apresentado à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pelo escritório Teixeira, Martins e Advogados pede que a diretoria da agência analise a tese de que a Constituição não impõe limites a estrangeiros no comando de empresas com sede no país.

Não importa a origem do capital, basta ter sede em território nacional para a empresa atuar, argumenta Teixeira. A diretoria da Anac se reúne na próxima terça-feira e pode analisar o pedido, que hoje está nas mãos do diretor Marcelo Guaranys, responsável por apresentar um parecer.

Se o recurso for acatado, a VarigLog não vai precisar entregar à Anac a nova composição societária da companhia. A agência determinou que até o dia 7 de julho a VarigLog precisa atender a exigência do CBAer (Código Brasileiro de Aeronáutica), passando para brasileiros o controle de 80% das ações com direito a voto.

Por decisão da Justiça, foram excluídos da empresa os três sócios brasileiros, acusados de gestão temerária. Hoje, é o fundo norte-americano Matlin Patterson, controlado por Lap Chan, que comanda a VarigLog.

"A VarigLog entende inexistirem quaisquer óbices jurídicos a que seja reconhecida e mantida a atual estrutura societária da VarigLog, prescindindo-se de qualquer recomposição ou ajuste", escreveram os advogados no dia 12 de maio.

A tese do escritório de Teixeira é a de que a Constituição, que não diferencia empresa nacional de capital nacional e de capital estrangeiro, sobrepõe-se ao CBAer. Por isso, os advogados pedem a revogação do artigo do CBAer que impõe os limites à participação de estrangeiros nas empresas. Defendem ainda que, caso a Anac considere todos os artigos do código, a limitação se aplicaria apenas à VarigLog e não às controladoras diretas e indiretas.

A presidência da Anac rejeitou, no dia 30 de maio, essa tese. Os advogados Cristiano Martins e Valeska Teixeira Martins, genro e filha de Teixeira, apresentaram um recurso para levar o caso à diretoria. Apesar de a diretoria da Anac defender a abertura do capital das companhias para estrangeiros, a Folha apurou que a equipe técnica da agência tem seguido à risca o CBAer. A Anac dificilmente se posicionaria a favor da liberação do controle da VarigLog para o fundo.

Outra tese

Enquanto o escritório de Teixeira tenta manter a concessão de serviço público da VarigLog com a gestão de estrangeiros na companhia, o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) defende outra tese.

Nos ofícios encaminhados à Anac pedindo investigação da origem do capital dos compradores da VarigLog, o Snea argumenta que a legislação impõe não apenas o limite de 20% para o capital votante como também para o capital total.
Com MARINA GAZZONI , Colaboração para a Folha

 

 

Folha de São Paulo
20/06/2008

Agência ignorou documento de ministério
ALAN GRIPP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) descartou a análise de um documento do Ministério do Desenvolvimento solicitado pela própria agência para apurar a denúncia de que a venda da Varig teria sido ilegal.

O documento, de 37 páginas, trazia a relação de empresas registradas na Junta Comercial do Rio de Janeiro em nome dos quatro sócios da empresa Volo do Brasil, que, em 2006, comprou a VarigLog e, depois, a Varig.

A Anac pediu as informações ao ministério no dia 29 de janeiro de 2007 para investigar denúncia do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) de que a composição da Volo desrespeitava a lei que limita em 20% o capital estrangeiro em companhias aéreas.

A empresa é uma sociedade entre o fundo americano Matlin Patterson e três empresários brasileiros, suspeitos de serem laranjas.

O documento nunca foi submetido à análise da diretoria da Anac, a exemplo de informações prestadas pelo Banco Central e pela Receita Federal com o mesmo objetivo. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, ele foi enviado no dia 9 de março de 2007. A pasta não quis fornecer cópia do documento, alegando sigilo entre órgãos.

A agência informou ontem que não conseguiu localizar o documento em seus arquivos. Disse ainda que ele não consta do processo que analisou os aspectos legais da venda da Varig.

O ex-presidente da Anac Milton Zuanazzi e a ex-diretora Denise Abreu disseram à Folha que, em razão das denúncias, foram feitos três pedidos de informações ao BC e à Receita, entre agosto de 2006 e fevereiro de 2007. O BC e a Receita só confirmam terem recebido, e respondido, um pedido.

As respostas foram enviadas à Anac em 15 e 21 de fevereiro, respectivamente. Não há pareceres técnicos sobre o seu conteúdo. O último documento que consta do processo do caso Varig na Anac é de 7 de fevereiro. Na prática, portanto, a agência encerrou o caso antes de chegarem respostas oficiais.

A venda da VarigLog para a Volo foi chancelada pela Anac oito meses antes, em 23 de junho de 2006. Segundo reconheceu Zuanazzi, a agência baseou-se apenas nas informações prestadas pela própria pretendente, que apresentou documentos para tentar comprovar que o fundo americano tinha só 20% das ações com direito à voto, como manda a lei.

 

 

Folha de São Paulo
20/06/2008

VarigLog pode perder sua licença para voar, diz ministro da Defesa
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
(FÁBIO AMATO)

O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse ontem que a VarigLog vai deixar de operar caso a sua composição acionária não respeite o limite previsto em lei para a participação estrangeira em empresas aéreas nacionais, que é de 20%.

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) manteve a decisão de excluir os sócios brasileiros Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Luiz Eduardo Gallo da sociedade da Volo do Brasil, controladora da VarigLog. A Volo, dessa forma, tem como único sócio o fundo norte-americano Matlin Patterson.

Segundo Jobim, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) deu prazo de 30 dias para que a Volo apresente sua nova composição acionária. Se a sociedade não estiver estruturada segundo a lei, a VarigLog perderá a autorização para voar.

"No momento em que isso [participação estrangeira na VarigLog maior do que a permitida pela lei] ficar definido, a empresa deixa de operar", disse Jobim ontem, em São José dos Campos (91 km de São Paulo), onde esteve para participar da abertura da feira aeronáutica Expo Aero Brasil.

Questionado sobre o parecer do ex-procurador-geral da Anac João Ilídio de Lima Filho, que apontou indícios de irregularidade na aprovação, pela agência, da venda da VarigLog para a Volo, Jobim defendeu a legalidade do negócio.

"No momento em que a VarigLog foi adquirida pela Volo, a composição acionária era tipicamente brasileira", disse.

 

 

Folha de São Paulo
20/06/2008

Boeing aposta em avanço do biocombustível na aviação
Fabricante dos EUA avalia que combustível pode responder por 10% do consumo em até sete anos; Brasil terá papel de destaque
JANAINA LAGE
ENVIADA ESPECIAL A SEATTLE

Os biocombustíveis têm potencial para deter 10% do consumo na aviação no horizonte de 5 a 7 anos. Essa é a avaliação do diretor de Estratégia Ambiental da Boeing, Per Norén.

Segundo ele, a indústria ainda não vislumbra a substituição total do querosene de aviação, derivado de petróleo que acompanha de perto a flutuação na cotação do barril. "Não estamos convencidos de que essa substituição possa ocorrer", disse.

Apesar disso, a escalada do preço do petróleo acelerou o interesse de fabricantes de aeronaves e companhias aéreas pelas pesquisas com biocombustíveis. Em fevereiro deste ano, a Virgin Atlantic fez um vôo de demonstração com uso de babaçu e de óleo de coco em 10% de uma das turbinas.

Atualmente, a Boeing conduz uma série de pesquisas com outras fontes de energia, como algas e plantas produzidas em diversos países. Segundo Norén, desenvolver um novo mercado mundial, no entanto, requer esforços de certificação de produtos para que eles ganhem confiabilidade.

"Estamos fazendo testes com diferentes companhias e produtos ao redor do mundo. Há uma necessidade de cooperação entre países e esforços para melhoria de infra-estrutura. A distribuição do produto é, de fato, o aspecto crítico", disse.

Recursos naturais

Segundo o executivo, o Brasil poderá representar um papel de destaque nesse novo segmento, por contar com grande variedade de recursos naturais.

Norén diz que a Boeing tem interesse em pesquisar os mais diversos tipos de produtos, desde que eles não afetem a oferta de alimentos nem estejam relacionados a desmatamento ou consumo excessivo de água.

Dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) indicam que o setor de aviação contribui com 2% das emissões de gás carbônico. O percentual é pequeno quando comparado a setores como transporte rodoviário e geração de energia e aquecimento, mas o crescimento da indústria tende a impulsionar o número de emissões. Normalmente, o setor de aviação cresce em média duas vezes mais do que o PIB.

Companhias e fabricantes de aviões se comprometeram com a Atag (Air Transport Action Group) a focar em melhorias da ordem de 25% na eficiência do consumo de combustível e na redução das emissões até 2020.

A Boeing trabalha com a estimativa de crescimento da economia mundial de 3,1% ao ano até 2026. O número de passageiros deve aumentar a um ritmo de 4,5% ao ano no período. Atualmente, o querosene representa cerca de 40% dos custos de uma companhia aérea.

Os esforços na busca de eficiência e cortes de custos são visíveis nas companhias de aviação, que sofreram ainda os efeitos da crise americana. As principais companhias cobram US$ 25 para despachar a segunda mala. E até o mais simples serviço de bordo pode se transformar em fonte de receita, com cobrança à parte.

 

 

Folha de São Paulo
20/06/2008

TAM investe em aeronaves econômicas
DA ENVIADA ESPECIAL A SEATTLE

A TAM receberá no final de julho o primeiro dos oito Boeings-777/300ER encomendados nos últimos dois anos. A companhia pretende usar as aeronaves para vôos intercontinentais, especialmente nas rotas para a Europa. Outros três chegam até o fim do ano.

Com a crise da Varig, a TAM representa atualmente quase 75% do mercado de vôos internacionais, segundo os mais recentes dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Com dólar barato e demanda aquecida, a companhia optou por operar com três MD-11 até a chegada das novas aeronaves nas rotas para Paris e Milão.

Segundo cálculos da Boeing, o consumo de combustível dos Boeings-777 é até 20% menor do que o do MD-11, um fator que tende a ganhar peso com a alta do petróleo no mercado internacional. A própria TAM anunciou este ano a perspectiva de aumentos na tarifa em razão da alta no preço do barril. Segundo a Boeing, o 777 conta com 1.080 pedidos firmes e 56 clientes no mundo todo. Além do consumo menor, o número de passageiros sobe de 267 para 365 com a mudança de aeronave.

A TAM deve fechar o ano com um total de 123 aviões em operação, que incluem quatro Boeings-777-300ER, dois 767 e 117 Airbus.

A partir de 2013 a companhia começa a receber 22 aviões A350 XWB, aeronaves de grande porte da Airbus para rotas internacionais.

A renda maior e o crescimento da economia fizeram com que a América Latina ganhasse espaço na Boeing. Há hoje 628 aviões da empresa em operação na região.

 

 

O Globo
19/06/2008

Como mataram a Varig
Relato de especialista revela a causa mortis: Brasil
Córa Ronai

Na semana passada, recebi dezenas de emails de funcionários, ex-funcionários, familiares de funcionários e até simples passageiros da Varig, que, como eu, não se conformam com o que aconteceu à empresa. Respondi a quantos pude, continuo em falta com tantos outros, mas saibam que agradeço, de coração, a todos que me escreveram. Hoje publico um desses emails, que recebi de fonte confiável, e que me pareceu particularmente importante. Ele é o resumo de alguns fatos que muitos de nós já conhecíamos, mas que, apresentados em conjunto, ganham uma dimensão deveras sinistra. Ninguém precisa ser um Hercule Poirot para descobrir que, independentemente de outros fatores, o que acabou com a Varig foi o simples fato de ser brasileira. Ou, como se diz em economês, o tal 'custo Brasil'. Leiam:

'Podemos começar a enumerar as nossas desgraças a partir da reserva de mercado de informática, que proibia às empresas brasileiras a importação de hardware e software, mas permitiu às estrangeiras a instalação de equipamentos e programas de última geração, desenvolvidos a custos milionários em suas nações. Isso obrigou a Varig a criar uma fábrica de computadores, já que não havia fornecedores nacionais, dando origem ao que chamamos de Tevar (Terminal Varig) e, paralelamente, a desenvolver o programa Iris para reservas, com estrutura muito inferior à dos estrangeiros, pela falta de investimentos e de experiência no ramo.

Outro fator que ninguém parece conhecer (ou querer abordar) foi a abertura dos nossos céus para as empresas americanas, durante o Governo Collor, com concessões até hoje não preenchidas no acordo bilateral. Isso permitiu que empresas gigantescas competissem com a Varig com uma série de vantagens: não pagavam Pis/Cofins de 6,7% sobre o combustível (que representa 30% dos custos de uma companhia de aviação); o capital de giro custava, para as estrangeiras, 8% a.a., ao passo que, para a Varig, saia a mais de 100% a.a.; os bilhetes eram taxados em 7,5% nos EUA, em 14% na Europa e, aqui, em 34,7%; os componentes para a manutenção precisavam ser importados com até seis meses de antecedência, tamanha a burocracia, enquanto as estrangeiras compravam no seu próprio mercado, on demand, já que a maioria dos fabricantes ficava em seus países, ou seja, gastavam apenas quando precisavam, livres da incidência de impostos com que arcávamos.

E ainda havia quem acusasse as empresas nacionais de falta de competitividade!

Pouca gente se lembra, também, da criação do EMB 145 Jet Class, jato de pequeno porte (50 assentos), fabricado pela Embraer. Como a Embraer não tinha experiência com o delineamento destes aviões, pediu à Varig que, através da participação de seus engenheiros, técnicos, pilotos e outros funcionários ajudasse no detalhamento da aeronave, o que foi feito. Finalmente, para que o produto pudesse ser lançado, era necessário um 'launching customer'. Para incentivar isso, o antigo DAC editou uma portaria que limitava o mercado do Santos Dumont para vôos VDC (vôos diretos aos centros: Brasília, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, com exceção de Congonhas), apenas para aviões de 50 assentos.

A Varig, através de sua subsidiária Rio-Sul, lastreada nesta portaria, encomendou os primeiros 16 aviões, participando do início do sucesso desta aeronave pelo mundo. Cada avião custava em média U$ 140 mil por mês, e o contrato tinha vigência de seis anos. Acontece que, por pressão da Tam e da recém-criada Gol, a portaria foi cancelada depois de dois anos, permitindo o acesso de B-737-300 e Airbus ao Santos Dumont, para VDC. Ambos têm mais de 130 assentos, e custavam em torno de U$ 100 mil por mês. À Rio Sul não foi permitido o cancelamento do contrato, honrado até o final.

Parece maldade demais com uma única companhia, e é mesmo -– mas tem mais. Entre as misérias que afligiram a Varig, concessionária de serviços públicos com obrigações de empresa estatal, mas funcionando em regime privado, estava o ICMS indevido cobrado pelos estados sobre os bilhetes, já transitado em julgado em vários estados. Até agora, o Rio de Janeiro foi o único a pagar o que devia, num montante superior a R$ 1 bilhão.

E o Aerus? Muita gente pensa que este instituto de pensão privada é da Varig, mas ele foi criado pelo governo sobre três pilares: as patrocinadoras (empresas), os participantes (empregados) e uma taxa de 3%, cobrada sobre as tarifas nacionais, com vigência de 30 anos, para dar sustentabilidade ao plano. Após cerca de dez anos, o terceiro pilar (a taxa) foi extinto pelo governo, o que motivou a saída da Tam do plano. Como a Varig já tinha aproximadamente quatro mil aposentados assistidos, continuou a fazer parte do instituto, com todas as dificuldades conhecidas. Este assunto, aliás, é objeto de ação contra a União. Caso sejam vencedoras as companhias aéreas, estarão resolvidos quase todos os problemas do Aerus.

Há outras frentes de luta judicial. A mais notória é a da defasagem tarifária, que se resume ao seguinte: durante o governo Sarney, as tarifas foram congeladas, sem o correspondente congelamento dos insumos, o que causou enormes prejuízos às empresas brasileiras. A Transbrasil, com causa semelhante, embora com valores menores, já ganhou (e recebeu) mais de R$ 700 milhões. O montante da causa da Varig, se recebido, a tornaria a empresa mais saudável da América Latina.

O mais cruel é perceber que ninguém se importa com o que se gastou na formação dos mais de quatrocentos pilotos que fornecemos, graciosamente, para as empresas estrangeiras, que agora os aproveitam sem ter tido o trabalho de formá-los. Sabe quanto custa a formação de um piloto deste nível? Cerca de meio milhão de dólares. Ninguém se importa com as divisas que deixamos de receber, da ordem de um bilhão e duzentos milhões de dólares anuais, assim como ninguém se importa com os milhares de aposentados e funcionários que ficaram em dificuldades. Isso sem falar no caos aéreo que se instalou no país, para o qual hoje procuram bodes expiatórios, mas cuja causa real foi a crise da Varig.'

 

 

Jornal do Brasil
20/06/2008

Fundação vê fraude em ata da assembléia-geral
Prejudicados pretendem anular documento na Justiça
Claudio Magnavita
Especial para o JB

A Fundação Ruben Berta entrou como parte no processo na 17a Vara Cível de São Paulo, na condição de sócio minoritária da VarigLog e questiona a assembléia que elegeu a atual diretoria e membros do conselho de administração, que foi realizada sem a participação real de todos os acionistas.

Ele solicita ao juiz que sejam apreendidos os livros de ata da VarigLog, como forma de instruir o processo criminal que a Fundação, através da FRBPar Partições, pretende mover contra o fundo Matlin Patterson e o escritório Teixeira Martins, já que as assinaturas de uma provável ata fraudada foram de Larissa Martins (filha de Roberto Teixeira) e Santiago Born, como secretário da Assembleia.

O presidente da Fundação Ruben Berta, César Curi, é incisivo:

– Temos obrigação legal de exigir estas providencias, pois dirigimos uma fundação e se formos omissos, poderemos ser penalizados pelo Procurador Geral de Fundações, ao qual nos reportamos – disse. Durante todo esse processo, a Varig foi tratada como se fosse uma empresa sem dono, enquanto os verdadeiros acionistas foram alijados de todo o processo e assistiram o patrimonio ser passado a terceiros por uma ínfima parte do seu valor e tudo isso operado pela justiça.

Na Justiça

A FRBPar estuda também questionar juridicamente a venda da VarigLog e da VEM, além de até mover uma ação contra o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cobrando a "negociata", segundo Curi, realizada dentro da instituição financeira que mudou as regras do jogo, eliminando a due dilligence que iria realizar uma avaliaçáo real do valor das duas companhias.

– A VarigLog será a pivô de um novo escândalo no governo – assegurou. – Só que agora envolve o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os acionistas da Varig, acreditaram na boa vontade do governo e no que foi dito em uma assembléia de credores da recuperação judicial.

E acrescentou:

– Tudo que o BNDES afirmou em público e até em nota oficial ele não cumpriu. A fraude que fizeram em nossa ata, em São Paulo, e a fraude que fizeram na operação de vendas da VarigLog são igualmente criminosas e vamos lutar pelos nossos direitos de acionistas plenos.

O presidente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, senador Marconi Pirillo (PSDB-GO), marcou para o próximo dia 3 de julho, uma quinta feira, o depoimento dos sócios brasileiros Marco Antonio Audio, Marcos Haftel e Eduardo Gallo na comissão de infraestrutura do senado. A mesma data foi reservada também para o advogado Roberto Teixeira.

 

 

Jornal do Brasil
20/06/2008

Trip usará jatos Embraer em rotas regionais longas
De São Paulo

A Trip Linhas Aéreas confirmou ontem a compra de aviões da Embraer, num movimento que deverá permitir à companhia de vôos regionais alcançar novos mercados. São cinco pedidos firmes do modelo EMB 175, no valor de US$ 167,5 milhões segundo o preço de tabela, conforme o Valor antecipou. A Trip tem ainda dez opções e outros 25 direitos de compra (sem data de vencimento), que se exercidos elevam o montante do negócio a pouco mais de US$ 1 bilhão.

Os cinco aviões confirmados devem ser entregues ao longo de 2009. Configurados com 86 assentos, eles serão usados pela Trip nas rotas mais longas, onde o uso de jatos faz mais sentido porque proporciona tempo menor de viagem. Hoje, a empresa só opera aviões turboélice da fabricante franco-italiana ATR. O foco da companhia são as cidades de médio e baixo tráfego, que muitas vezes não contam com nenhum tipo de serviço aéreo regular.

José Mário Caprioli, presidente da Trip, citou a rota Londrina-Manaus, de forma hipotética, para exemplificar o tipo de mercado que a empresa poderá explorar. Os turboélices serão usados nas rotas mais curtas. "Em uso de combustível, o turboélice é mais eficiente. Mas a partir de uma certa distância, o jato traz vantagens, compensando o gasto com combustível em outros itens", disse Caprioli. Embora não concorra diretamente com a TAM e a Gol, hoje dominantes no setor com a operação de aviões com mais de 140 assentos, a Trip pode vir a enfrentar a Azul, do empresário David Neeleman, que começa a voar em 2009 com aviões da Embraer com 118 assentos, em rotas de média densidade.

A Trip planeja exercer todas ou boa parte das opções de compra em 2009 e os direitos de compra em 2010. Até 2011, a empresa quer ter 41 aeronaves, sendo que 16 delas serão EMB 175. Se o plano for cumprido, a Trip conseguirá multiplicar seu tamanho por cinco em cinco anos. Em 2006, a companhia operava oito aeronaves. Até o fim deste ano, deverá ter 20.

Operando em 60 cidades e com meta de elevar esse número para 100 até 2010, a Trip tem como estratégia firmar alianças com companhias aéreas que operam em rotas de maior fluxo, num sistema em que a empresa regional alimenta os vôos das linhas chamadas de "troncais". Por enquanto, existe acordo firmado com a TAM.

"A aviação regional tem um enorme espaço para se desenvolver no Brasil", afirmou Caprioli. Segundo ele, em países como os EUA o segmento responde por 25% da capacidade da indústria aérea. No Brasil, a fatia é de 2%. A Trip tinha 0,95% de participação em oferta doméstica no mês de maio. (RC e José Sérgio Osse, do Valor Online)

 

 

Agencia Estado
19/06/2008 - 13:17h

Anac: ainda não há decisão formal sobre VarigLog

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que há um entendimento da sua diretoria de que uma eventual perda de concessão da VarigLog não vai afetar a venda da Varig para a Gol. De acordo com a Anac, ainda não há nenhuma decisão formal a respeito, pois o assunto foi discutido informalmente em recente reunião de seus diretores.

A VarigLog tem até o dia 7 de julho para se readequar à legislação do setor aéreo, que determina limite de 20% de participação estrangeira em companhia aérea nacional. Caso não obedeça esse prazo, corre o risco de perder sua concessão como transportadora de cargas aéreas. O prazo foi determinado pela Anac porque a Justiça de São Paulo afastou os sócios brasileiros da sociedade da companhia, que temporariamente é controlada 100% pelo fundo americano de investimentos Matlin Patterson.

A VarigLog vendeu a Varig para a Gol em março do ano passado por US$ 320 milhões, depois de a ter adquirido em leilão judicial pelo preço mínimo de US$ 24 milhões mais a assunção de obrigações. Uma briga entre o Matlin Patterson e seus sócios brasileiros (Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel) após a negociação da Varig levou a VarigLog à situação atual: a de estar em conflito com a legislação do setor aéreo.

A Anac também pretende realizar uma consulta pública para poder fazer uma redistribuição dos intervalos de pouso e decolagem (slots)no Aeroporto de Congonhas entre todas as companhias que operam vôos regulares. Uma das idéias, segundo a Anac, é utilizar o critério de regularidade e pontualidade, . Atualmente são usados 517 slots por dia em Congonhas.

 

 

Site Aviação Brasil
18/06/2008 21:37h

VRG recebe novo Boeing 737-700NG

A VRG Linhas Aéreas S.A., que opera a marca VARIG, recebeu mais um Boeing 737-700 Next Generation. A aeronave é a quarta do modelo na frota e realizará vôos entre os destinos domésticos da Empresa.

A VRG Linhas Aéreas S.A., que opera a marca VARIG, recebeu mais um Boeing 737-700 Next Generation. A aeronave é a quarta do modelo na frota e realizará vôos entre os destinos domésticos da Empresa.

“Prosseguimos com a modernização da frota, para oferecer ao cliente que viaja a negócios ou a lazer o melhor serviço disponível no mercado”, diz Murilo Barbosa, diretor de Marketing da VARIG. Além de proporcionar conforto aos clientes, a aeronave apresenta baixos custos operacionais e de manutenção, economizando 7,1% a mais de combustível no consumo litros/hora.

 

 

Senado.gov.br
18/06/2008 - 17h02

Mário Couto acusa governo de má vontade com aposentados do INSS

O senador Mário Couto (PSDB-PA) lamentou, nesta quarta-feira (18), a situação dos aposentados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Segundo afirmou, 'eles estão sendo propositalmente prejudicados pela falta de vontade política do governo em aprovar a proposta de reajuste de suas aposentadorias pelo índice concedido para o salário mínimo em 2009, que é de 5,4%'.

O parlamentar chamou a atenção para o movimento que os aposentados estão fazendo na Câmara dos Deputados, 'mendigando' aos parlamentares a inclusão na pauta da emenda do Senado do projeto de lei da Câmara (PLC 42/07) que estabelece diretrizes para a política de valorização do salário mínimo de 2008 a 2023. De iniciativa do senador Paulo Paim (PT-RS), a emenda estende o mesmo percentual de reajuste e a mesma política de valorização do salário mínimo aos benefícios da Previdência Social.

Varig

Referindo-se também aos protestos de aposentados e funcionários demitidos da Varig por conta da falência e posterior venda da empresa aérea em 2006, Mário Couto acusou o governo de não ter 'movido uma palha' para reduzir os efeitos negativos dessas medidas sobre o quadro de servidores ativos e inativos da empresa, amparados pelo fundo de aposentadoria Aerus, cujos recursos estão sub judice.

- O governo promoveu a venda da Varig baratinho, por R$ 22 milhões, a um grupo que depois a vendeu por R$ 250 milhões. Alguém lucrou bastante, mas quem está pagando a conta são funcionários demitidos e aposentados, que hoje vivem situação de penúria, quando um comandante de aeronave que ganhava R$ 6,5 mil teve seus vencimentos reduzidos a R$ 870 - protestou.

Mário Couto conclamou os senadores a fazerem da tribuna do Senado uma trincheira em favor dos aposentados.

- Não dá para suportar ver velhinhos de 85 anos ou mais, de pires na mão na Câmara dos Deputados, depois de uma vida inteira dedicada ao trabalho - declarou.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br