::::: RIO DE JANEIRO - 21 DE SETEMBRO DE 2007 :::::

 

Folha de São Paulo
21/09/2007
Varig pode voar novamente à Argentina
DA REDAÇÃO

A Secretaria de Transporte da Argentina autorizou ontem a Varig a retomar os vôos para o país, que estavam suspensos desde o início de agosto. A informação foi do secretário da pasta, Ricardo Jaime, segundo o jornal argentino "Infobae".
A autorização foi dada após a Varig ter chegado a um acordo com empregados remanescentes no país para o reaproveitamento da maior parte deles na empresa -cerca de cem funcionários haviam sido demitidos, sem receber indenizações.
Na ocasião da suspensão, no entanto, o governo argentino alegou problemas no registro da Varig para tomar a decisão.

 

 

Folha de São Paulo
21/09/2007
JOBIM INDICA ECONOMISTA PARA DIRETORIA DA ANAC


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, escolheu um terceiro nome, Marcelo Pacheco dos Guaranys, para a diretoria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), desfalcada pelas renúncias ligadas à crise aérea.

Os outros dois indicados são Solange Vieira, já aprovada pelo presidente Lula, e o brigadeiro Allemander Pereira, que foi sabatinado e aprovado em comissão do Senado ontem. Economista e advogado, Guaranys trabalha na Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda -sua indicação foi avalizada pelo ministro Guido Mantega. Ele preenche o perfil de especialização em concorrência que Jobim buscava, especialmente para focar no duopólio TAM-Gol.

 

 

O Estado de São Paulo
21/09/2007
Anac e ministério dão ordens opostas sobre Congonhas
Não se sabe na prática quando novas rotas entram em vigor nem se jatos e helicópteros poderão usar a pista
Bruno Tavares, Camilla Rigi e Luciana Nunes Leal

Os órgãos responsáveis pela administração do setor aéreo deram ontem mais uma amostra pública de desacerto. A poucos dias de implementarem a nova malha aérea do País, a Anac e o Ministério da Defesa ainda não sabem o que fazer com a aviação geral (jatos e helicópteros) em Congonhas. Também não chegaram a um consenso sobre quando as mudanças entrarão em vigor. Oficialmente, TAM e Gol informaram que o novo modelo de operações teria início em 1º de outubro. O ministério, por sua vez, afirmou que a malha só seria alterada no fim do próximo mês.

A justificativa, segundo a assessoria do Ministério da Defesa, foi de que a proposta de nova malha ainda depende de aprovação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), vinculado à Aeronáutica. Antes de dar o aval, os militares teriam de analisar a nova distribuição de vôos desenhada pelas seis companhias aéreas que operam em Congonhas. O Decea tem até o dia 10 de outubro para apresentar seu parecer. Depois disso, haverá um prazo de 15 dias para que os passageiros sejam informados das mudanças.

A segunda confusão do dia ocorreu quando a Anac divulgou que Congonhas ficaria limitado a um máximo de 33 movimentos (pousos e decolagens) por hora - todos da aviação regular. Sendo assim, a aviação geral deveria procurar outro aeroporto para operar na capital paulista ou na região metropolitana de são Paulo. O mesmo número de operações constava das notas oficiais emitidas pela TAM e pela Gol.

Procurado, o Ministério da Defesa informou que os vôos de jatos e helicópteros serão reduzidos, mas não proibidos. O número de pousos e decolagens ainda será definido, mas deverá ser de 3 da aviação geral por hora e 30 da aviação comercial. Hoje, especialistas do setor dizem que não há outro aeroporto capaz de absorver as operações do ramo nas proximidades da capital - Jundiaí não tem estrutura e o Campo de Marte, na zona norte da capital, não possui os instrumentos necessários.

Para justificar a proibição, a Anac tomou por base a Resolução 16/2007 do Conac, órgão máximo do setor aéreo, datada de 30 de julho de 2007 e ainda em vigor. O documento determina que a Anac deve “estabelecer medidas e procedimentos para a transferência da aviação geral do Aeroporto de Congonhas para o Aeroporto de Jundiaí até 31 de dezembro”. Para liberar slots eventuais, o Ministério da Defesa considera que a interpretação da resolução do Conac estava equivocada. No item seguinte da resolução, se fala em “estabelecer medidas e procedimentos para a transferência da maior parte da aviação geral”.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Adalberto Febeliano, disse desconhecer a impossibilidade de operar em Congonhas. “O que nos foi passado é que o aeroporto voltaria a funcionar de forma monitorada, sem slots previamente marcados”, afirmou. “Na prática fica mais flexível, porque se faz o plano de vôo e se pede autorização pouco tempo antes para a torre, que tenta encaixar a decolagem na grade do aeroporto.”

 

 

O Estado de São Paulo
21/09/2007
Em 30 dias, Jobim define área da terceira pista de Cumbica

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, prometeu anunciar, em 30 dias, uma decisão definitiva sobre a localização da terceira pista do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. Segundo Jobim, a pista será construída, mas ainda há uma dúvida sobre a localização. O ministro recebeu um grupo de moradores do entorno do aeroporto e ouviu um apelo para que a pista seja construída em terreno da Aeronáutica, na Base Aérea de Guarulhos. Os moradores querem evitar a remoção e desapropriação de 5,3 mil famílias que vivem no local.

Jobim criará uma comissão formada por representantes da Defesa, da Infraero (que administra os aeroportos) e por dois técnicos indicados pelos moradores que vão estudar, segundo o ministro, todas as possibilidades. “A decisão será tomada quando tivermos todos os elementos. O que não pode é ficar sem decisão.” Serão gastos R$ 800 milhões nas obras da terceira pista.

 

 

Jornal do Brasil
21/09/2007
Programa não decola em aeroportos

BRASÍLIA. O PAC prevê construção e ampliação da capacidade de 20 aeroportos do país até 2010, com investimentos de R$ 3 bilhões, para atender ao aumento previsto de 40 milhões de passageiros por ano. Mas não decolou.

Só os aeroportos de Congonhas, Guarulhos (SP) e Santos Dumont (RJ) tiveram ações positivas nos últimos quatro meses. O Aeroporto de Macapá está em situação preocupante. Os terminais de Brasília e Vitória, "em alerta". E os 14 restantes não tiveram obras importantes desde abril. Problemas jurídicos em Macapá e Vitória, e de projeto em Brasília, dão o tom do pouco que foi realizado.

O aeroporto de Macapá tem previsão de aumentar a sua capacidade de 170 mil para 700 mil passageiros por ano, mas o escândalo envolvendo o Consórcio Gautama, responsável pela obra, parou a construção do terminal. O investimento previsto é de R$ 87 milhões, mas só 7% das obras foram realizadas este ano.

O governo ainda não decidiu o que vai fazer para destravar a obra. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que será feita uma nova licitação para o empreendimento ou a titularidade da obra passará para o segundo colocado no leilão de concessão. A Infraero e a Gautama estão numa disputa jurídica sobre a dissolução do consórcio. Com isso, o governo pretende retomar as obras no próximo mês.

Em Vitória será construído um novo terminal e uma pista para ampliar a capacidade de 560 mil para 2,1 milhão de passageiros por ano. O empreendimento tem 37% de suas obras realizadas, mas este ano não andou. Segundo o TCU, o preço das obras foi superfaturado. Houve uma retenção cautelar de componentes da obra.

Na mesma situação está o aeroporto de Brasília, com obras orçadas em R$ 149 milhões a fim de ampliar a capacidade dos atuais 7,4 milhões para 11 milhões de passageiros por ano. Neste ano, porém, apenas R$ 7,5 milhões estão previstos e o projeto básico está em revisão. (R.S.)

 

 

Coluna Claudio Humberto
21/09/2007
CPI: é forte o lobby por Denise


O relator da CPI do Apagão Aéreo, deputado Marcos Maia (PT-RS), ainda não apresentou seu relatório porque tem sido pressionado pelo deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) a não indiciar Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil. Vacarezza é poderoso por sua ligação a Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara. Ele alega "razões afetivas" e até já sugeriu a Maia indiciar o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, no lugar dela.

Sob pressão
Pressionado por Cândido Vacarezza e pelos familiares das vítimas da TAM, na maioria gaúchos como ele, o relator Marco Maia já não dorme há dias.

Indiciamentos
Marco Maia estuda indiciar toda a diretoria da Anac, pelo "conjunto da obra", e Gilberto Schettini, responsável na agência pela avaliação de aeronaves .

 

 

Mercado e Eventos
20/09/2007 - 22:07h
Varig inicia rota Paris/Roma e anuncia mais cinco destinos para este ano
Mario Brizon

Neste momento está acontecendo na sala Vip da Varig, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, um coquetel de lançamento da rota Paris/Roma. Esse é o primeiro vôo retomado pela Varig depois que a empresa foi adquirida pela Gol. O vice-presidente de Marketing e Serviços da Gol, Tarcísio Gargioni, confirmou que a empresa vai voar para mais cinco destinos esse ano: Cidade do México, em outubro, Londres, em novembro, e Madri, em dezembro. Ele confirmou também que até o fim do ano, as cidades de Montevidéu, no Uruguai, e Santiago, no Chile, também serão atendidas pela companhia.

O diretor comercial da Varig, Lincon Amano, informou ainda que em fevereiro a Varig deve iniciar vôos para Miami e Nova York. Para isso, a empresa irá expandir sua frota com novos aviões 767 e 747.

Gargioni disse que os problemas verificados em Buenos Aires, que impediram a Varig de voar para este destino, estão solucionados. "A Varig vai voltar a voar sem qualquer problema", disse. De acordo com Amano, para quem estava pessimista e duvidando que era impossível, o dia de hoje mostra que a Varig é uma grande empresa.

Além de diretores e gerentes da companhia, estão presentes no lançamento do vôo o presidente da Fenactur, Michel Tuma Ness, e o diretor da Nascimento Turismo, Plínio Nascimento.

 

Site Panrotas
20/09/2007
Varig apresenta nova sala vip em Guarulhos

Está sendo oficialmente apresentada agora à noite a nova sala vip da Varig no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, que volta a receber os passageiros da companhia aérea com o vôo inaugural da primeira rota internacional da companhia, que parte logo mais, às 23h59, de São Paulo com destino a Paris e Roma. Mesmo com a paralisação das operações internacionais da companhia aérea, a sala continuou funcionando, mantendo áreas separadas, uma para os clientes do cartão Diamante do Smiles e passageiros da primeira classe, e outra para os da classe executiva. Na nova configuração, as áreas foram unificadas e podem ser compartilhadas também por passageiros de empresas aéreas com as quais a Varig mantém acordo, como Lufthansa, Air Canada, Tap SAA, Swiss e Copa, como explica a coordenadora da sala, Sílvia Donatini.

Entre os serviços oferecidos, destaque para sala de TV, internet wi-fi e também com serviço cabeado, além de uma ducha, bastante requisitada, como informa Sílvia, lembrando, ainda, que, em breve, novos serviços serão acrescidos. A oferta de alimentos e bebidas é bem variada e administrada pela Gate Gourmet, a mesma empresa que responde pelo catering das aeronaves.

Os convidados da inauguração estão sendo recepcionados pelo diretor Comercial da Varig, Lincoln Amano, e pelo vice-presidente de Marketing da Gol, Tarcício Gargioni, que acompanharão o grupo que viaja no vôo inaugural.

 

 

COLUNA CLAUDIO HUMBERTO
20-09-2007
Não me comprometa


A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, surpreendeu em audiência no Tribunal Regional do Trabalho do Rio, segunda. Testemunha patronal da Varig em ação contra trabalhadores que denunciaram fraude na empresa em 2002. pediu dispensa quando viu os acusados.