RIO DE JANEIRO - 23 DE MAIO DE 2008

Coluna Claúdio Humberto
23/05/2008

Denise Abreu, a mulher-bomba

Ex-fumadora de charutos na Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu esteve em Brasília, esta semana, com documentos que, segundo ela, provam que a antiga diretoria colegiada da Anac praticou os atos administrativos lesivos que o Ministério Público Federal atribui apenas a ela. A minuta da permissão para a venda da VarigLog a um chinês, por exemplo, que ofende a legislação brasileira, já chegou pronta à Anac.

Ela sabe tudo
A ex-diretora da Anac Denise Abreu é testemunha viva das malfeitorias governamentais e das canalhices privadas do setor aéreo.

Reintegração
Denise Abreu luta para limpar o nome e obter sua reintegração à Procuradoria Jurídica do governo de São Paulo.

 

 

Valor Econômico
23/05/2008

Conselheiros do Cade defendem repasse de "slots" da Varig
Juliano Basile, de Brasília

O julgamento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a compra da Varig pela Gol definirá os limites de atuação entre o órgão antitruste e as agências reguladoras.

O caso começou a ser julgado na quarta-feira e três dos sete conselheiros queriam impor à Varig o repasse de "slots" (faixas de horários para pousos e decolagens) que a empresa possui em Congonhas para outros concorrentes, como a TAM e a Ocean Air. Mas o Ministério Público Federal advertiu os conselheiros que os "slots" foram concedidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e, portanto, não caberia ao Cade alterar decisão tomada pela agência reguladora do setor. A decisão foi adiada por pedido de vista do conselheiro Luiz Carlos Delorme Prado que pretende fazer ofícios à Anac justamente para consultá-la sobre a cessão dos "slots".

Hoje, existem 30 "slots" por hora no aeroporto de Congonhas. O relator do processo, Luís Fernando Rigato Vasconcellos, sugeriu que a Anac reveja os mecanismos de concessão de "slots" para melhor distribui-los entre a concorrência. Já os conselheiros Paulo Furquim, Fernando Furlan e Delorme Prado foram além e concluíram que a Varig deve conceder parte de seus "slots" para ampliar a competição em Congonhas. Segundo eles, parte das faixas de horários para pousos e decolagens em poder da Varig seriam divididas igualmente entre todas as empresas. Os conselheiros só divergiram quanto ao percentual de faixas que seria repartido. A Varig possui 20% dos "slots" em Congonhas. Prado sugeriu inicialmente que fossem cedidos 2%. Furquim votou pela entrega de 5% das faixas e Furlan por 10%.

"Dado o tamanho da operação, me parece que a abertura de ´slots´ a concorrentes melhoraria a possibilidade de competição em Congonhas", afirmou Prado. Para Furquim, a Varig poderia escolher os "slots" de menor uso para si e cederia os de maior uso. "Seria a melhor solução com intervenção mínima no mercado", disse Furquim. "Talvez, o Cade esteja impondo um ônus excessivo à Anac", completou Furlan. "Mas, pelos argumentos de intervenção mínima, acompanharia o percentual de 10%.

O julgamento foi interrompido por causa de advertência do procurador da República, José Elaeres. Ele disse que não seria possível retirar os "slots" da Varig porque esse direito foi concedido à companhia pela Anac. "Não há dúvida que os ´slots´ constituem um elemento importante no estabelecimento de rivalidade entre concorrentes, mas eles são fornecidos por uma agência reguladora e se os critérios da Anac não são os melhores ou mais adequados, acredito que essa questão não deve ser revista pelo Cade", argumentou.

Furlan alegou que houve um fato novo após a concessão de "slots" à Varig: a compra da companhia pela Gol. "Acredito que dentro deste novo contexto, o Cade está analisando exatamente os aspectos concorrenciais", afirmou. Mas, Elaeres bateu na tecla de que só caberia à própria Anac rever as suas concessões. "Invadir a competência da Anac é algo um tanto quanto delicado", advertiu o procurador. "O caminho mais correto é fazer gestões junto à Anac para modificar as regras e não interferir diretamente num direito que é da empresa e foi adquirido num ato da agência reguladora", concluiu. O Cade deve retomar o julgamento nas próximas semanas.

 

 

O Estado de São Paulo
23/05/2008

Balões entram na rota de aviões
Problemas aumentam nesta época com festas juninas; fumaça cobriu ontem parte da Chácara Santo Antônio
Fernanda Aranda

Susto para moradores da Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo. Perigo no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Tensão no Tom Jobim (Galeão), no Rio. Três ocorrências registradas ontem em locais diferentes têm um ponto em comum: foram provocadas por balões que, com a aproximação das festas juninas, ameaçam a população.

Às 9h25, vizinhos da Rua Fernandes Moreira ficaram assustados com a densa fumaça preta que cobria o bairro. Bombeiros descobriram que o motivo era um balão incendiado. Alguns minutos depois, às 10h15, a Polícia Ambiental atendeu chamado semelhante na Rodovia Hélio Schmidt, ao lado do Aeroporto de Guarulhos. Oito rapazes - dois menores de idade - foram levados à delegacia para que se verificasse se eram responsáveis pelo balão que pegou fogo. Garantiram que eram apenas curiosos e foram liberados.

Ainda na manhã de ontem, pelo menos dois balões entraram na rota de decolagem dos aviões do Aeroporto Tom Jobim, no Rio, o que motivou sinais de alerta aos pilotos pela torre de controle. Por sorte, nenhuma das três situações deixou vítimas.

A seqüência de ocorrências em um único dia confirma o aumento das estatísticas de acidentes provocados por balões. Entre 2004 e o ano passado, os incêndios desse tipo cresceram 83%, saindo de 84 para 154 registros. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros de São Paulo Marcos Palumbo, 70% das ocorrências acontecem nos meses de maio e junho, por causa das festas de São João. “Esta época é a preferida porque o tempo seco mantém o balão mais tempo no ar. E isso torna a prática mais perigosa.”

Apenas neste ano, 13 balões caíram nas imediações do Aeroporto de Cumbica. Um deles quase provocou uma tragédia na madrugada de domingo. Um balão explodiu no pátio onde as aeronaves são abastecidas, a uma distância de 30 metros de um avião da TAM que tinha acabado de ser abastecido com 4 mil litros de querosene. Ninguém ficou ferido.

Se os registros recentes não causaram prejuízos, a mesma sorte não teve Marcelo Bergamann, em 6 de junho do ano passado. A queda de um balão na Barra Funda, zona oeste paulistana, incendiou e destruiu seu Instituto de Arte, onde eram oferecidas aulas de dança, teatro e circo, de graça, para cegos. “Perdi R$ 250 mil e junto foi meu sonho. Nunca mais consegui abrir as portas”, lamenta ele. “Soltar balão é como dar um tiro no escuro. Você não sabe quem será a vítima. Espero que a minha desgraça sirva para conscientizar as pessoas.”

INCÊNDIO

No Rio, segundo o Corpo de Bombeiros, desde o início do ano, mais de 2 mil focos de incêndio foram registrados nas florestas do Estado. Um quarto deles provocado por balões. O comandante Wanius de Amorim, do Batalhão Florestal dos Bombeiros, lembrou que, apesar de ser uma prática cultural, soltar balões é crime previsto pela Lei 9.605/98. A pena é de 1 a 3 anos de prisão, mais multa de R$ 5.349,65.

“Dá cadeia não apenas pela aplicação da lei de crimes ambientais, mas pela formação de quadrilha e também pelo risco que se traz à segurança de vôo. A Polícia Federal também está trabalhando nessa área junto com a Polícia Militar”, disse o comandante Wanius, orientando a população a denunciar a prática de soltar balões. “Tem gente que acha que é uma arte bonita, mas ela é extremamente perigosa. Isso está comprovado estatisticamente. Denunciem!” COLABOROU FABIANA CIMIERI

HISTÓRICO DE ACIDENTES

16/5/2007
Zona sul

Um balão incendiou o Centro Cultural São Paulo, na zona sul. Documentos históricos foram perdidos

24/6/2007
Zona oeste

No Instituto Júlia Bergmann, na zona oeste, onde funcionava um espaço para deficientes visuais, houve queda de balão, mas ninguém se feriu

28/4/2008
São Caetano do Sul

Um balão causou incêndio na empresa Irigar: nenhum ferido

14/5/2008
Guarulhos

No pátio de abastecimento de Cumbica, um balão explodiu

 

 

O Estado de São Paulo
23/05/2008

Tempo ruim em Buenos Aires. E a Gol cancela vôos
Passageiros ficaram até 3 horas em aviões parados
Oswaldo Faustino e Bruno Tavares, SÃO PAULO

Passageiros que achavam que o caos aéreo havia ficado no passado e planejavam viajar com tranqüilidade no feriado enfrentaram transtornos no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Quatro vôos fretados da Gol que deveriam sair entre 23h20 e 23h30 de quarta-feira com destino a Buenos Aires foram cancelados. Segundo a Gol, o motivo foi o mau tempo na capital argentina - não havia teto para pousos. Somente ontem à tarde, mais de 12 horas após o horário previsto, os passageiros começaram a embarcar em outros vôos da companhia.

Durante a madrugada, houve revolta e tumulto entre os cerca de 600 passageiros dos vôos 9108, 9116, 9124 e 9126. Eles já haviam esperado três horas dentro dos aviões parados quando receberam a informação de que deveriam descer, por volta das 2h30. A maioria deles se recusou a ir para hotéis e preferiu permanecer no aeroporto.

Representantes dos passageiros registraram boletim de ocorrência de “preservação de direito” contra as agências de viagens que venderam os pacotes. Um grupo chegou a ameaçar bloquear os outros vôos da Gol que sairiam pela manhã. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que vai abrir processo administrativo para apurar os cancelamentos, confirmados pela Infraero.

No último feriado prolongado, no início do mês, cinco charters lotados da Gol, com cerca de 900 turistas brasileiros, tiveram seus vôos reprogramados no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires. Por causa da neblina, os passageiros passaram a madrugada de 5 de maio no terminal.

ATRASOS

Segundo balanço da Infraero divulgado às 19 horas, 24,1% (372) dos 1.545 vôos programados no País tinham atraso superior a meia hora. Haviam sido cancelados 8,3% dos vôos (129). Apesar dos problemas com a Gol, o índice de atrasos em Cumbica era de 17,9% no início da noite, com 2% de cancelamentos.

Congonhas, na zona sul da capital, tinha 18% dos vôos atrasados, no mesmo período, com outros 16% cancelados.

 

 

Folha de São Paulo
23/03/2008

Jejum durante viagem pode curar "jet lag"
Solução surgiu de experimento com roedores que desvendou novo mecanismo de relógio biológico
RICARDO BONALUME NETO
DA REPORTAGEM LOCAL


Um grupo de cientistas que publica hoje um estudo sobre um novo tipo de relógio biológico do organismo -ligado à hora das refeições- já sugere uma aplicação prática de sua descoberta. Ao mudar o horário de suas refeições, afirmam, um passageiro de avião pode evitar os desconfortos da mudança brusca de zonas horárias, o chamado "jet lag".

A solução sugerida pelo principal autor da pesquisa, porém, poderá não agradar a muitos: ficar sem comer nada durante um vôo de onze ou doze horas, para só comer na chegada.

O principal relógio biológico do corpo funciona à base de luz, em um ritmo chamado circadiano ou dia-noite. Seu mecanismo biológico consiste em um conjunto de células na região do cérebro chamada hipotálamo que recebe e interpreta sinais sobre o ciclo de luz-escuro por meio da visão.

Um grupo de células nervosas recebe os sinais e transmite a outro grupo próximo, que organiza as atividades básicas do organismo, como o ciclo vigília-sono, e a busca de comida.

O estudo, que sai na edição de hoje da revista "Science", é assinado por Clifford Saper, Patrick Fuller e Jun Lu, da Escola Médica da Universidade Harvard, de Cambridge (EUA).

O trabalho mostra experimentos com um gene vinculado ao relógio, o BMAL1, que foi "desligado". Os roedores perderam o ritmo circadiano.

Depois, os cientistas reinseriram o gene faltante em diferentes regiões do cérebro, usando vírus alterados, e "consertaram" pedaços do relógio.

O objetivo foi testar o papel da busca de comida na regulagem do relógio, pois, na ausência de comida nos horários tradicionais de refeição, o animal precisa se adaptar à alimentação em horários em que normalmente estaria dormindo.

"Nós descobrimos que um único ciclo de falta de comida seguido por realimentação liga o relógio", declarou Saper, líder da pesquisa. Segundo ele, esse processo "seqüestra todos os ritmos circadianos em um novo fuso horário que corresponde à disponibilidade de comida".

Transferindo o resultado para o avião, ele sugere que ficar sem comer por até 16 horas é o melhor remédio para o "jet lag". Saper diz que o relógio biológico tradicional só consegue se ajustar um pouco por dia. O brasileiro que vai ao Japão, por exemplo, pode levar até uma semana para se ajustar.

Segundo o pesquisador, ao "ligar" o segundo relógio, relacionado à comida, a adaptação ao novo fuso é bem mais rápida.

 

 

Folha de São Paulo
23/03/2008

Cancelamento de vôos tumultua Cumbica
Pelo menos 200 passageiros que embarcariam para Buenos Aires bloquearam a entrada da alfândega na madrugada de ontem
Quatro vôos fretados da Gol foram suspensos na madrugada; companhia alegou que causa foi o mau tempo em Buenos Aires

MARTHA ALVES
RACHEL AÑÓN
DA AGÊNCIA FOLHA
INGRID AGUIAR
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O cancelamento de quatro vôos fretados da Gol com destino a Buenos Aires provocou um tumulto no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), na madrugada de ontem.

Segundo a companhia aérea e a Infraero, os vôos foram cancelados devido ao mau tempo em Buenos Aires. Queixando-se de falta de informações, ao menos 200 passageiros, em protesto, bloquearam a entrada da alfândega por volta das 3h.

Um grupo chegou a registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil e na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

As principais reclamações foram por falta de informações por parte da Gol e das operadoras de turismo. "Eles não falam nada sobre o dia perdido", disse o fisioterapeuta Luís Henrique Vieira, 32, que foi à polícia.

Ele afirmou ter comprado pacote da Fênix Operadora Turística. Passageiro de um dos vôos fretados também pela Fênix, o médico Francisco Raucci, 54, completou: "Ninguém dava informações. Mandaram a gente para o hotel esperar", diz.

A assessoria dos Aeroportos da Argentina afirmou que foi a névoa que fez com que o aeroporto de Ezeiza tivesse que operar em categoria 1 (com restrições) das 23h25 de quarta até as 4h de ontem. Nessas condições, de pouca visibilidade, certos aviões, que não têm os instrumentos necessários, não podem pousar no aeroporto.

De madrugada, após duas horas de espera no interior das aeronaves, que tinham partidas marcadas entre 23h20 e 24h, os 616 passageiros foram instruídos a voltar para a sala de embarque. Avisados de que os pilotos das aeronaves não estavam autorizados a pousar, foram encaminhados a hotéis.

Os passageiros embarcaram ontem, em vôos que partiram às 12h e às 15h30. No check-in, muitos temiam novos cancelamentos. Outros reclamavam do cansaço e da perda de um dia: "Só cheguei ao quarto do hotel às 5h e não consegui dormir porque não sabia quando ia viajar. A Gol só nos informou do novo horário às 7h", disse a comerciante Mirtes Watanabe.

A Anac irá investigar se os cancelamentos foram provocados pelo mau tempo, como diz a Gol. Mas, em caso de negligência, a Gol poderá ser multada. Mas isso não impede que os passageiros entrem na justiça. Pela lei, se o vôo for cancelado ou atrasar quatro horas ou mais, o passageiro tem direito a assistência e reembolso.

 

 

Jornal do Brasil
23/05/2008

Tudo Azul Por quê?

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recebeu instruções para acelerar o processo de registro da Azul Linhas Aéreas, de David Neeleman, criador da americana Jet Blue. A Azul nasce como a terceira do setor no Brasil. A sede ficará em São Paulo.

A Azul encomendou aviões à fabricante brasileira Embraer. Os jatos começam a ser entregues em quatro anos. A nova empresa aérea começa a operar já no próximo ano. Explica-se: Neeleman, o gestor-sócio, tem 140 Boeing da Jet Blue e deve trazer alguns para cá.

Pequena gigante

Só para efeito de comparação: a Gol tem 78 Boeing. A Azul vai dar preferência a linhas domésticas, inclusive roteiros ainda não explorados pela Gol e pela TAM.

Turbulência

A Comissão de Ética da Presidência analisa na terça-feira o caso da 1ª Feira de Aviação da Anac, realizada no início do mês. Custou R$ 300 mil, dinheiro pago pelas... empresas aéreas, que são fiscalizadas pela... Anac.

Segurança ao vento

O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) constatou que a Aeronáutica só investiu 5,39%, até ontem, do Fundo Aeronáutico, destinado à segurança dos sistemas e controle do espaço aéreo. O fundo tem R$ 1,4 bilhão para este ano, mas, lembrou Leite, nem sequer 20% foram empenhados.

Controlados

A Aeronáutica informou à coluna, em outra ocasião, que recicla os controladores de vôo, e que concluiu a modernização dos sistemas dos Cindactas.

 

 

Jornal do Brasil
23/05/2008

Glide Slope - Incidente na Micronésia
marceloambrosio


Recebi na terca-feira essa foto. O 727 cargueiro da Asia Pacific Airlines passou do fim da pista de 1.800 metros no aeroporto de Pohnpei, na Micronésia. O bico da aeronave está a apenas alguns centímetros da água. Não houve feridos.

 

Folha de São Paulo
22/03/2008

JULGAMENTO DA VENDA DA VARIG É ADIADO

Um pedido de vista adiou ontem o julgamento do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a compra da Varig pela Gol. Dos quatro pareceres sobre a operação, realizada em 2007, dois são favoráveis à venda da Varig sem restrições.

 

 

Folha de São Paulo
22/03/2008

American Airlines passará a cobrar US$ 15 por bagagem
Nova taxa entra em vigor em 15 de junho e vale para classe econômica com desconto nos EUA; medida faz parte de plano para compensar alta de combustíveis
MICHELINE MAYNARD
DO "NEW YORK TIMES"

A American Airlines, maior companhia aérea dos Estados Unidos, anunciou ontem que passará a cobrar US$ 15 de passageiros pelo transporte de bagagens, serviço que antes era gratuito. O anúncio foi feito durante a assembléia anual dos acionistas de sua controladora, a AMR Corporation.

Ao mesmo tempo, a empresa anunciou que reduziria sua frota em até 85 aviões até o final do ano, o que representa um dos maiores cortes anunciados no setor desde a grande redução nas frotas depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. A American Airlines opera cerca de 960 aparelhos sob sua principal bandeira e na subsidiária American Eagle.

As reduções se traduzirão em um corte de 11% a 12% nos serviços oferecidos no quarto trimestre, disseram representantes da empresa. Eles informaram que haveria alguns cortes de funcionários, mas não ofereceram detalhes.

Empresas de aviação de todo o mundo vêm sendo fortemente prejudicadas pela disparada nos preços do combustível de aviação, que subiram 80% no ano passado. A alta nos preços as levou a promover diversos aumentos nas passagens, impor sobretaxas e acrescentar tarifas por serviços que anteriormente eram fornecidos de graça. Outras companhias aéreas, como a Delta e a United, também anunciaram planos de redução de suas frotas.

"Nossa empresa e nosso setor não podem simplesmente esperar que as condições de mercado melhorem", disse Gerald Arpey, presidente-executivo da American.

A companhia anunciou que começaria a aplicar a taxa de bagagem a partir de 15 de junho. A tarifa se aplica aos passageiros que comprem passagens de classe econômica com descontos, para vôos no território dos EUA. Carrinhos de bebês não serão taxados.

Os passageiros que já tenham adquirido passagens para vôos posteriores a 15 de junho ficarão isentos da tarifa.

As taxas não se aplicarão a passageiros que comprem passagens sem desconto ou de classe executiva, aos viajantes internacionais e aos passageiros que façam parte do programa premium de milhagem da American.

As reações dos passageiros à decisão da American foram contraditórias.

"Eles deixaram de oferecer comida gratuita, e os custos não param de subir", disse Carol McLain, de Detroit. Mas Rick Mattingly, de Rockford, Illinois, disse que a taxa não o incomodaria, nem mesmo em viagens de férias. "Continua mais barato que a gasolina", disse Mattingly, que não embarcou malas ao fazer o check-in em uma viagem a Chicago. "Pensando assim, US$ 15 é bem barato", acrescentou.

A American não é a primeira companhia de aviação a cobrar pelo embarque de bagagens. A Spirit Airlines, que opera primordialmente no leste dos EUA, cobra dos passageiros uma taxa pelo embarque de bagagens.

Já a Ryanair, uma companhia de aviação de baixas tarifas que opera na Europa, também instituiu taxas pelo embarque de bagagens em seus vôos em 2006. As ações da AMR caíram 24%, fechando a US$ 6,22 em Wall Street. A queda foi também sentida por outra companhias. As ações da Delta retrocederam 16%, e as da United, 29,5%.

 

 

Folha de São Paulo
22/03/2008

ANAC: NORMA NO BRASIL IMPEDE EMPRESA AÉREA DE COBRAR PELA PRIMEIRA MALA

Pelas normas brasileiras, a American Airlines ficaria impedida de aplicar no país a cobrança pela primeira bagagem, informou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Em vôos internacionais, o passageiro tem direito a embarcar, sem taxa extra, duas malas que não excedam o peso de 32 kg, cada uma. A agência explica que a regulamentação se aplica apenas aos vôos que partem do Brasil.

 

 

Jornal Nortão Online
22/05/2008

LEMBRANÇAS DA VARIG
Lúcio Albuquerque

De Brasília ao Rio de Janeiro, via Varig. Ao meu lado, uma senhora já idosa fez uma observação que mexeu com a minha cabeça: "Olha - ela disse - aqui as aeromoças sorriem". E não é que era verdade?

Aí comecei a viajar no tempo. Apesar dos meus 62 anos, e de ter começado a viajar de avião antes dos 16, ainda ao tempo da Cruzeiro, da Panair (que chamam "paner", mas que em Manaus é "panair" mesmo), da Real Aerovias, etc, a empresa aérea que mais lembro é justamente da Varig.

Na "viagem", enquanto, sempre com sorrisos nos rostos as aeromoças do vôo ao Rio de Janeiro ofereciam sucos, um lanche mesmo e cafezinho, lembrei quantas vezes a Varig entrou na minha vida.

Eu não sou de sentir saudade, mas, talvez por constatar o diferencial mostrado pela mulher ao meu lado, e do qual eu não havia atentado, me retornaram coisas que eu pensava nem estivessem mais na minha memória.

Do meu irmão mais velho, que dizia que a sigla Varig representava "Vários alemães reunidos iludindo gaúchos", uma paródia em cima da sigla da Viação Aérea Riograndense.

Tinha aquela mídia televisiva que vinha uma estrela circulando pelos céus, dizendo que estava "iluminando, de Norte a Sul".

Em Manaus tinha o programa "Varig, a Dona da Noite", feito, se não estou enganado, pelo radialista, hoje empresário, dono da Oana Publicidade, programa que era apresentado na Rádio Difusora do Amazonas, a partir da meia-noite.

Ainda em Manaus o primeiro clube de handebol que dirigi, depois de parar de jogar, foi um formado por funcionários da Varig, no Sesc. E foi meu primeiro título como técnico de handebol.

Foi na Varig que, uma vez, tendo viajado para apitar um campoenato brasileiro de voleibol, levei um susto, quando minha mala desapareceu. Mas eles mandaram que eu fosse a uma loja e lá comprasse o material todo. (Ao contrário da TAM, que quando sumiu com a mala numa viagem ao Rio de Janeiro, levou três dias para aceitar indenizar, e queria me dar apenas 100 reais).

Pois é, lembrei da Varig. Dos bons tempos da Varig, e não tanto por saudosismo, mas apra fazer um comparativo do que acontece atualmente, quando o passageiro é tratado como se eles (das empresas) estivessem fazendo favor em nos conduzir. Num tempo que não tinha ANAC, uma entidade que parece orelha de freira, dos meus tempos de garoto, que sabíamos (as orelhas) existir, mas ninguém as via.

Torço muito para a Varig voltat a atender Rondônia, mas com o sorriso e a cortezia que fomos tratados de Brasília ao Rio.

Inté outro dia, se Deus quiser!

 

 

O Estado de São Paulo
22/05/2008

American Airlines vai cobrar por toda bagagem
Em crise, as companhias aéreas americanas já cobravam para carregar mais de uma bagagem e agora pretendem taxar todas as malas
John Crawley, Reuters, Washington

A companhia aérea American Airlines causou polêmica ao anunciar, ontem, que começará a cobrar taxas dos passageiros por cada bagagem a ser despachada. Segundo especialistas, tudo indica que a decisão será, em breve, adotada por companhias rivais, em uma reação à escalada dos preços dos combustíveis.

A American Airlines, uma unidade de negócios do grupo AMR Corp, é a primeira a impor uma taxa de US$ 15 pela primeira bagagem e a aumentar as taxas que já cobrava sobre malas sobressalentes. Assim, um passageiro que despachar duas malas a partir de junho deverá desembolsar aproximadamente US$ 80 pela viagem. Esse número está na média das taxas promocionais que a companhia oferece.

“Coloque-se a si mesmo na bagagem”, recomenda o guru Terry Trippler, fazendo piada sobre a nova taxa, sugerindo um novo jeito de economizar na passagem. A nova taxa da American Airlines sobre malas despachadas não se aplica a vôos internacionais, a alguns membros de seu clube de fidelidade ou a pessoas que tenham comprado passagens fora de promoções.

Trippler avalia que a mudança é inevitável, à medida que as companhias aéreas tentam impulsionar potenciais perdas financeiras de grande monta com o preço dos combustíveis e outros custos operacionais que subiram sem parar este ano.

Anualmente, em torno de 600 milhões de pessoas fazem vôos domésticos pelas companhias aéreas nos Estados Unidos. Isso significa que mais de 1,2 bilhão de bagagens são despachadas por ano, segundo números do governo americano.

A American Airlines não divulga sua participação nesse total, mas afirmou que espera aumentar sua receita em “várias centenas de milhões de dólares” a partir da cobrança de taxas pela bagagem e novas taxas por outros serviços.

Bob Mann, um consultor industrial, concorda com outros especialistas que empresas concorrentes devem seguir a estratégia da American Airlines. Quando a companhia passou a cobrar taxa de US$ 25 pela segunda bagagem despachada, no começo do ano, outras empresas passaram a fazer o mesmo.

Exceções são a Delta Air Lines e a Northwest Airlines, que estão no centro de uma proposta de fusão, e a Southwest Airlines Co., que começou a cobrar US$ 25 pela terceira bagagem. O consultor Mann disse que também a Continental Airlines estaria relutante em fazer o mesmo.

Uma porta-voz da Delta Air Lines afirmou que a companhia está “buscando em todas as áreas do nosso negócio” balancear os custos altos com o combustível, mas no momento não tem planos de começar a cobrar pela primeira bagagem. As companhias Northwest, United e US Airways disseram que estudariam o assunto. A Continental não quis comentar.

Mark Cooper, da Federação dos Consumidores da América, sugeriu que os passageiros de viagens a lazer devem passar a fazer malas maiores para evitar ter de pagar a taxa extra. “No meu ponto de vista, o que as pessoas querem é um serviço decente. Eles querem companhias aéreas que cumpram seus horários e que não extraviem as bagagens.”


NÚMEROS

US$ 15 é quanto

a American Airlines começará a cobrar por bagagem despachada em vôos
domésticos. Outras companhias já estudam adotar a taxa

600 milhões
de pessoas fazem vôos domésticos por ano nos Estados Unidos

 

 

O Globo
22/05/208 - 19:53h

 

 

Jornal Pernambuco.com
22/05/2008 - 15:12h

Viagem
Varig e Gol fazem promoção de passagens

A Varig e a Gol estão com promoções de passagens aéreas a partir da meia-noite desta quinta-feira, dia 22, até as 23h59m de domingo, 25. As tarifas especiais são válidas para bilhetes de ida e volta com estadia mínima de duas noites e realizadas até o dia 26 de junho. As promoções marcam o feriado de Corpus Christi com estimativa de aumento de 8% de passageiros nos aeroportos brasileiros.

As passagens da Varig custam a partir de R$ 99 para qualquer estado brasileiro, exceto Fernando de Noronha. O valor varia de acordo com a origem e o destino escolhidos. As tarifas promocionais estão disponíveis em todos os canais de venda da companhia e podem ser combinadas com todas as outras classes tarifárias, inclusive com ela própria. Já a promoção da Gol “Tarifas imperdíveis” oferece passagens a partir de R$ 1 para todos os destinos do país desde que combinada com tarifa disponível no momento da compra.
Da Agência O Globo

 

 

Invertia
22/05/2008 - 14:01h

Embraer destaca o luxo em novo jato de US$ 18,4 mi

A brasileira Embraer aproveitou a European Business Aviation Convention & Exhibition (Ebace), realizada em Genebra, na Suíça, que termina nesta quinta-feira, para anunciar o nome oficial dos seus novos aviões executivos de pequeno e médio porte. A empresa decidiu que eles vão se chamar Legacy 450 e Legacy 500. Para convencer clientes a comprar os jatos de US$ 15,25 milhões e US$ 18,4 milhões, respectivamente, a fabricante apostou na sofisticação para decorar o interior das aeronaves.

Para cuidar dos interiores do avião, a Embraer contratou a BMW Group DesignworksUSA. Em busca de mais conforto, a companhia informou que, ambos os modelos, terão altura de 1,82 m no interior em toda a extensão da cabine. Além disso, os aviões virão equipados com um lavatório traseiro, que ocupa toda a largura da cabine.

Outro diferencial dos modelos, segundo a empresa, é o tamanho dos compartimentos de bagagem, além de cozinhas equipadas somente com pia, no caso do Legacy 450, e copa completa, no caso do Legacy 500.

Na cabine, a Embraer destacou que os dois modelos contam, de série, com quatro monitores de 15,1 polegadas de alta resolução.

Segundo a companhia, além do conforto, desempenho e baixo custo operacional são os principais destaques dos novos jatos.

A empresa informou ainda que o Legacy 450 será projetado para ter autonomia de 4.260 km, com quatro passageiros, ou 4.070 km, com oito pessoas, incluindo reservas. Já o Legacy 500 deve ter autonomia de 5.560 km, com quatro passageiros, ou 5.190 km, com oito, incluídas também as reservas.

 

 

Panrotas
Publicada em 20/05/2008 - 11:39
h
Defesa lança hot site para discutir aviação civil
PANROTAS Brasília

BRASÍLIA - A Secretaria de Aviação Civil lançou ontem um hot site com informações sobre a proposta de Política Nacional de Aviação Civil (PNAC). O texto definitivo da política não está concluído e a previsão é que seja aprovado pelo presidente da República no final de junho. O hot site ficará hospedado no site do Ministério da Defesa - www.defesa.gov.br

A formulação da Política Nacional de Aviação Civil foi uma determinação do Conselho de Aviação Civil, órgão de assessoramento do presidente da República a quem cabe estabelecer diretrizes para a aviação civil brasileira.

A Política Nacional de Aviação Civil tem como principal propósito assegurar para a sociedade brasileira a disponibilidade de um serviço amplo, com a melhor qualidade possível, de transporte aéreo seguro e que seja também eficiente, econômico, moderno, adequado e integrado às demais modalidades de transporte.

No hot site os interessados encontrarão um cronograma com as atividades que orientarão as discussões da Política Nacional e uma breve apresentação sobre o texto.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br -www.apvar.org.br