:::::RIO DE JANEIRO - 23 DE AGOSTO DE 2006 :::::

 

O Globo
23/08/06

 

 

O Globo
23/08/06

 

 

Folha de São Paulo
23/08/06

No Rio, ex-comandante da Varig vira taxista após fim de pensão do Aerus
CRISTINA TARDÁGUILA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

Quando ficou sabendo que o fundo de pensão Aerus seria liquidado e que, a partir de dezembro, não receberia nem mais um tostão de lá, o ex-comandante da Varig José Panaro Filho, 60, aposentado desde 1998, decidiu voltar a trabalhar.

Primeiro, tentou uma vaga para voar pela VarigLog, mas, como não conseguiu nada, resolveu gastar R$ 140 mil e virar um dos 86 taxistas da empresa Transcootour, que faz ponto nos dois aeroportos do Rio e em shopping centers da cidade.

"Sou casado e tenho dois filhos para criar. Não posso viver com os R$ 1.500 que ganho do INSS. Até a crise da Varig, recebia R$ 8.000 por mês e era um aposentado feliz. Agora, tive que voltar a trabalhar duro", contou o ex-comandante em entrevista concedida à Folha.

Desde que virou taxista -há apenas cinco dias-, Panaro acorda às 3h e vai para o aeroporto Galeão, onde, por volta das 6h, pousam os primeiros aviões internacionais. Lá, costuma obter uma ou duas viagens longas até o centro ou a zona sul. Depois, quando o fluxo diminui, corre para o aeroporto Santos Dumont, onde faz ponto até as 13h. Dedica as tardes às viagens que têm origem no shopping Rio Sul (zona sul). A jornada de trabalho, que só acaba por volta das 19h, vem lhe rendendo cerca de R$ 300 por dia e chega a 15 horas, mais longa do que na aviação.

"Agora, no início, pretendo trabalhar sete dias por semana para poder tirar uns R$ 5.000 por mês. Assim, somando com o INSS, vou conseguir chegar perto do que ganhava como aposentado."

 

 

Folha de São Paulo
23/08/06
Varig pode perder 50 balcões de check-in
PATRICIA ZIMMERMANN DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA

A Infraero propôs ontem reduzir de 16 para 6 o número de balcões da Varig no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e de 54 para 14 no de Guarulhos.

A redistribuição temporária dos balcões -a validade da medida seria de um mês, a princípio- atende a uma determinação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil): como a participação de mercado da Varig encolheu muito, a empresa tem direito a uma quantidade de check-ins muito maior do que a que efetivamente utiliza hoje.

A proposta feita pela Infraero prevê a redistribuição dos espaços proporcionalmente à movimentação de cada companhia nos 67 aeroportos administrados pela estatal.
Segundo o diretor de Operações da estatal, Rogério Barzellay, o plano ainda será encaminhado oficialmente à Varig.

Entretanto, segundo ele, a aérea contestou ontem mesmo, durante reunião, a redução em Congonhas e Guarulhos e também a proposta de mudança em Manaus, onde não perderia espaço, mas teria que alterar sua infra-estrutura para check-in.
Ele afirmou que espera resolver até o fim deste mês a situação dos três aeroportos onde o plano foi questionado.

Em Congonhas, a proposta prevê ainda a devolução de três balcões pela TAM e outros três pela Gol em áreas que estavam separadas de seus balcões principais de atendimento.

Ontem, o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio, reiterou a decisão que suspende a redistribuição de rotas da aérea anunciada pela Anac. A agência quer redistribuir 148 vôos que não serão realizados pela Varig na primeira etapa do plano de linhas.

 

 

Folhapress
23/08/2006
Juiz e Anac trocam farpas sobre linhas da Varig
A Justiça do Rio e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) continuam a se desentender sobre a possibilidade de redistribuição das linhas ociosas da Varig e já trocam farpas por meio da imprensa.

Ontem, o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio Janeiro e responsável pelo leilão da Varig, afirmou que a decisão da Anac de redistribuir hotrans (autorizações de vôo), slots (espaços de pouso e decolagem) e freqüências não utilizadas causa danos à imagem da companhia aérea e pode "construir um cenário desfavorável" para seu reerguimento.

Na nota, o juiz também afirmou que a Varig pode ter interesse em operar outras rotas além dos dez destinos nacionais e três internacionais que planeja trabalhar logo após obter autorização de vôo da Anac.

Para Ayoub, que determinou o congelamento das linhas por 30 dias após a concessão dessa autorização, a Anac não é "obrigada a aceitar qualquer projeto que ultrapasse o lapso temporal referido". No entanto, disse que até o momento a Varig ainda não manifestou à Anac desinteresse pelas demais rotas que não terá condições de operar inicialmente.

Em nota distribuída na semana passada e reenviada para a imprensa ontem, a Anac afirmou que não é da competência da Justiça e sim da agência regular atividades da aviação civil, como a concessão de serviços aéreos.

A Anac também ressaltou que o foro adequado para o debate de decisões da agência é a Justiça Federal, e não a Vara Empresarial, que teria competência para decidir sobre matérias referentes a créditos e débitos de processos de recuperação judicial.

A Anac disse ainda que não foi notificada pelo juiz Ayoub sobre sua decisão de impedir a redistribuição das linhas da Varig por um período de 30 dias após a concessão da autorização de vôos à companhia aérea - o que deve acontecer nos próximos dias.

 

 

Agencia Estado
22/08/2006 - 20:30 - Última Atualização: 22/08/2006 - 20:36
Varig recusa proposta da Infraero
A tarde on line


A Varig recusou hoje a proposta da Infraero, estatal que administra 67 aeroportos do País, de perder balcões de atendimento aos passageiros em três aeroportos: Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Manaus (AM). Os representantes da empresa aérea que participaram de nova rodada de negociações com a Infraero consideraram "muito drástica" a redução sugerida, principalmente nos dois aeroportos paulistas. Em Congonhas, a Varig tem hoje 16 balcões de "check-in", e a Infraero propôs uma redução para seis. Em Guarulhos, dos 54, a Varig ficaria com apenas 14.

Nos demais 64 terminais da rede administrada pela Infraero, a companhia não reclamou das possíveis reduções de espaços e, por isso, o diretor de Operações da Infraero, Rogério Barzellay, considerou que "já existe um acordo" em relação à proposta de redistribuição das instalações entre as empresas aéreas interessadas. Ele frisou, no entanto, que as modificações só serão concretizadas após a Infraero chegar a um acordo com a Varig nos três aeroportos ainda restantes.

"Não se trata de redistribuir apenas os espaços da Varig, mas de todas as companhias, e isso primeiro terá que ser acordado operacionalmente", afirmou Barzellay, acrescentando que os contratos assinados por todas as companhias aéreas com a estatal serão reavaliados juridicamente. Depois de implementadas as mudanças, elas valerão para os próximos 30 dias, quando passarão por nova avaliação. Da reunião de hoje participaram técnicos de doze companhias, entre as nacionais e as regionais.

O diretor utilizou como critérios para a elaboração da proposta a quantidade de passageiros transportados por cada empresa no mês de julho e a nova malha de vôos apresentada pela Varig à Justiça empresarial do Rio de Janeiro e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Por esse plano, a Varig deixará de operar 148 vôos de um total de 272 que ela tinha.

A Infraero pretende continuar negociando com a Varig em relação aos três aeroportos que faltam e, para isso, vai encaminhar oficialmente sua proposta e aguardar que, dentro dos próximos três dias, a companhia apresente sua contra proposta. No próximo dia 31 de agosto, será realizada nova reunião para discutir especificamente o caso de Manaus, onde a negociação esbarra não no número de balcões, mas na alteração de posicionamento físico das instalações. A reunião vai ocorrer na capital amazonense.

 

 

Folha Online
22/08/2006 - 20h30
Varig pode perder dez balcões de check-in em Congonhas e 40 em Guarulhos
PATRICIA ZIMMERMANN da Folha Online, em Brasília

A Infraero propôs reduzir de 16 para seis o número de balcões utilizados pela Varig no aeroporto de Congonhas, e de 54 para 14 em Garulhos.

A redução faz parte da proposta de adequação dos aeroportos de acordo com o movimento de cada companhia. O plano envolve os 67 aeroportos administrados pela Infraero, segundo determinação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Segundo o diretor de Operações da estatal, Rogério Barzellay, a proposta de redistribuição das áreas de check-in foi apresentada a representantes de cerca de 12 companhias aéreas em reunião hoje na sede da Infraero.

O plano será encaminhado oficialmente pela estatal à Varig, principal atingida pelo rearranjo dos balcões de atendimento nos aeroportos. Entretanto, Barzellay destacou que a Varig contestou hoje mesmo, durante a reunião, a grande redução da sua presença nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e também a proposta de mudança em Manaus, onde a empresa não perderia espaço, mas teria que alterar sua infra-estrutura para check-in.

No documento que será enviado à Varig, a Infraero vai solicitar que a empresa apresente os seus números operacionais, como número de aeronaves e capacidade, vôos, entre outras informações.

O plano da estatal foi elaborado com base nos dados apresentados pela Varig à Justiça e à Anac, e no movimento das empresas no mês de julho.

Negociação

Na avaliação do diretor da Infraero, a reunião de hoje levou a um "denominador comum" para 64 aeroportos. Ele espera resolver a situação dos três aeroportos onde o plano foi questionado pela Varig até o fim deste mês para implementar o plano em seguida.

Barzellay fez questão de destacar que a discussão com as empresas tem caráter operacional, e será revista a cada 30 dias após sua implementação para que se possa medir a efetividade das mudanças. A estatal promete intensificar a fiscalização para evitar que os espaços sejam mal utilizados pelas empresas, e deverá multar as companhias e retomar os espaços que não estiverem sendo ocupados com eficiência.

Ele também disse que as negociações em curso na Infraero não garantem que a Varig solicitará, por exemplo, uma liminar na Justiça para impedir a distribuição dos balcões.

Entretanto, o diretor considerou positiva a presença da empresa na reunião de hoje, já que a companhia, principal afetada pela medida, não vinha participando dessas negociações.

No caso de Congonhas, a proposta prevê ainda a devolução de três balcões pela TAM e três pela Gol localizados em áreas que estavam separadas de seus balcões principais de atendimento. A expectativa é a de que essas companhias recebam outros cinco balcões cada uma, provenientes da devolução de áreas hoje ocupadas pela Varig.

Segundo Barzellay, pelo plano da estatal, a BRA, que tem hoje três balcões no aeroporto ficará com cinco, a Pantanal e a Ocean Air passarão de dois para quatro balcões cada uma.

Já em Guarulhos, a redistribuição deverá levar em conta também as companhias internacionais. Mas a Infraero só deverá chamar essas empresas para apresentarem suas demandas no aeroporto após acertar a retomada dos balcões da Varig.

Barzellay explicou que, somente depois de fechado um acordo operacional, a área jurídica da Infraero irá modificar os contratos das empresas.

No caso do Rio de Janeiro, a Varig proposta prevê a redução de 26 balcões para 12 no aeroporto Tom Jobim (Galeão), e a manutenção dos espaços ocupados hoje no Santos Dumont.

 

 

Estadão
22 de agosto de 2006 - 20:08
Varig recusa proposta da Infraero para balcões de SP e Manaus
Em Congonhas, a empresa ficaria com apenas seis balcões de "check-in", de um total de 16 atuais; em Guarulhos, dos 54, restariam 14
Isabel Sobral


BRASÍLIA - A Varig recusou nesta terça-feira a proposta da Infraero, estatal que administra 67 aeroportos do País, de perder balcões de atendimento aos passageiros em três aeroportos: Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Manaus (AM). Os representantes da empresa aérea que participaram de nova rodada de negociações com a Infraero consideraram "muito drástica" a redução sugerida, principalmente nos dois aeroportos paulistas. Em Congonhas, a Varig tem hoje 16 balcões de "check-in", e a Infraero propôs uma redução para seis. Em Guarulhos, dos 54, a Varig ficaria com apenas 14.

Nos demais 64 terminais da rede administrada pela Infraero, a companhia não reclamou das possíveis reduções de espaços e, por isso, o diretor de Operações da Infraero, Rogério Barzellay, considerou que "já existe um acordo" em relação à proposta de redistribuição das instalações entre as empresas aéreas interessadas. Ele frisou, no entanto, que as modificações só serão concretizadas após a Infraero chegar a um acordo com a Varig nos três aeroportos ainda restantes.

"Não se trata de redistribuir apenas os espaços da Varig, mas de todas as companhias, e isso primeiro terá que ser acordado operacionalmente", afirmou Barzellay, acrescentando que os contratos assinados por todas as companhias aéreas com a estatal serão reavaliados juridicamente. Depois de implementadas as mudanças, elas valerão para os próximos 30 dias, quando passarão por nova avaliação. Participaram da reunião desta terça técnicos de doze companhias, entre as nacionais e as regionais.

O diretor utilizou como critérios para a elaboração da proposta a quantidade de passageiros transportados por cada empresa no mês de julho e a nova malha de vôos apresentada pela Varig à Justiça empresarial do Rio de Janeiro e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Por esse plano, a Varig deixará de operar 148 vôos de um total de 272 que possuía.

A Infraero pretende continuar negociando com a Varig em relação aos três aeroportos que faltam e, para isso, vai encaminhar oficialmente sua proposta e aguardar que, dentro dos próximos três dias, a companhia apresente sua contra proposta. No próximo dia 31 de agosto, será realizada nova reunião para discutir especificamente o caso de Manaus, onde a negociação esbarra não no número de balcões, mas na alteração de posicionamento físico das instalações. A reunião vai ocorrer na capital amazonense.

 

 

O Dia - Economia
22/8/2006 - 19:41h
MPF recomenda Anac a licitar rotas da Varig

Rio - O Ministério Público Federal recomendou nesta terça-feira a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que retome imediatamente as 132 rotas que foram outorgadas à Varig e que sequer constam da primeira etapa de proposta de operação da empresa, conforme seu plano básico de linhas entregue à Anac neste mês.

A recomendação determina ainda que, caso permaneça a ausência de prestação do serviço relativamente a todas ou algumas das 140 outorgas restantes, que também estas sejam retomadas, conforme previsão legal. Em seguida, a agência deve licitar as rotas retomadas e estabelecer como condição, nos certames posteriores, para a outorga das linhas às empresas a contratação, prioritariamente, dos funcionários dispensados pela Varig, em caso de ampliação do quadro de pessoal.

A Anac tem prazo de 15 dias para prestar informações ao MPF sobre as providências adotadas para o cumprimento da recomendação.

Assinam a recomendação os membros do Ministério Público Federal quem fazem parte do Grupo de Trabalho de Transporte da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (órgão colegiado com a função de coordenação e integração do exercício funcional na instituição no tocante à defesa do consumidor e da ordem econômica): procurador da República em São João do Meriti Carlos Bruno Ferreira da Silva, o procurador da República em Resende Guilherme Guedes Raposo, a procuradora da República em Colatina Nadja Machado Botelho e o procurador-regional da República Uairandyr Tenório de Oliveira.

A recomendação do MPF se deu em virtude da competência dada ao órgão pela Constituição Federal de defender os interesses sociais e individuais indisponíveis, atuando na defesa dos direitos difusos e coletivos, incluindo o dos consumidores. A atuação na defesa da ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os princípios da defesa do consumidor, da livre concorrência e a busca do pleno emprego.

 

 

O Dia - Economia
22/8/2006 17:49h
Juiz reitera decisão que proíbe redistribuição de rotas da Varig

Rio - O juiz da 8ª Vara Empresarial do Rio, Luiz Roberto Ayoub, reiterou nesta terça-feira decisão judicial que concedeu 30 dias de prazo para a Varilog, a contar da data da assinatura do contrato de concessão, para operar plenamente toda a malha aérea nacional da Varig ofertada no leilão judicial. Somente depois desse prazo, é que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) poderá redistribuir as rotas não utilizadas.

Um ofício será encaminhado ainda hoje à Anac, em sua sede no Rio, onde possui representação.

Segundo o juiz, no site oficial da Anac e em notícias veiculadas pela imprensa, a agência teria dado início ao processo de licitação de determinadas rotas entregues ao leilão judicial, sob o argumento de desinteresse por parte da Varilog - licitante vencedora.

"A conduta da Anac está em desconformidade com a decisão judicial que, ao contrário, não reconheceu o desinteresse afirmado”, alertou o juiz. Ele disse também que boatos sobre o processo de licitação podem causar danos à imagem da empresa que inicia um processo de reorganização.

O plano de negócios apresentado pela Varilog está dividido em três etapas, sendo que a primeira prevê a operação de dez destinos nacionais e três internacionais, correspondentes a 30% de toda a malha, e uma frota de 18 aviões. Porém, ao receber a documentação, a Anac, entendeu que a VarigLog não se interessaria pelos 70% restantes e comunicou a intenção de fazer, imediatamente, a redistribuição das demais rotas.

Na decisão do dia 14 de agosto, Ayoub ressaltou que o detalhamento apresentado à agência reguladora na semana passada refere-se apenas à primeira fase do plano operacional da VarigLog.

 

 

Folha Online
22/08/2006 - 17h18
Justiça do Rio e agência de aviação trocam farpas sobre Varig

A Justiça do Rio de Janeiro e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) continuam a se desentender sobre a possibilidade de redistribuição das linhas ociosas da Varig e já trocam farpas pela imprensa.

Hoje o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio Janeiro e responsável pelo leilão da Varig, afirmou que a decisão da Anac de redistribuir hotrans (autorizações de vôo), slots (espaços de pouso e decolagem) e freqüências não utilizadas causam danos à imagem da companhia aérea e podem "construir um cenário desfavorável" para seu reerguimento.

Na nota, o juiz também afirma que a Varig pode ter interesse em operar outras rotas além dos dez destinos nacionais e três internacionais que planeja trabalhar logo após obter autorização de vôo da Anac.

Para o magistrado, que determinou o congelamento das linhas por 30 dias após a concessão dessa autorização, a Anac não é "obrigada a aceitar qualquer projeto que ultrapasse o lapso temporal referido", mas afirma que até o momento a Varig ainda não manifestou à Anac desinteresse pelas demais rotas que não terá condições de operar inicialmente.

Em nota distribuída na semana passada e reenviada para a imprensa hoje, a Anac afirma que não é da competência da Vara Empresarial, e sim da Anac, regular atividades da aviação civil, como a concessão de serviços aéreos.

A agência também considera que o foro adequado para o debate de decisões da agência é a Justiça Federal, e não a Vara Empresarial, que teria competência para decidir sobre matérias referentes a créditos e débitos de processos de recuperação judicial.

A Anac afirma ainda que não foi notificada pelo juiz Ayoub sobre sua decisão de impedir a redistribuição das linhas da Varig por um período de 30 dias após a concessão da autorização de vôos à companhia aérea --o que deve acontecer nos próximos dias.

Na nota de hoje, o juiz informou que um ofício será encaminhado ainda hoje à sede da Anac no Rio de Janeiro comunicando essa decisão.

 

 

Reuters
22-08-2006 10:00h
Linha aérea chinesa já entrevistou 18 ex-pilotos da Varig

Macau, China, 22 Ago (Lusa) - O presidente da Air Macau, David Fei, anunciou que a empresa entrevistou 18 pilotos brasileiros da Varig para trabalharem na companhia aérea da Região Administrativa Especial chinesa.

Fei disse ao matutino Tribuna de Macau que ainda espera contratar mais pilotos brasileiros para a Air Macau, mas não quis revelar números.

Segundo o jornal, o brasileiro Rodrigo Passos acaba de ser nomeado piloto-chefe da companhia. O ex-comandante da Korean Airlines - que já trabalhou na Varig - substitui Do Guo Fu, que passa a ser vice-presidente para as operações de vôo da Air Macau.

"A ida de Rodrigo Passos como piloto-chefe da Air Macau pode estar também relacionada com a recente investida da empresa junto de pilotos da Varig", afirma a Tribuna.

Em 2003, Passos fundou uma empresa de agenciamento de pilotos, a Vega Aviation, com sede em Macau. Só em 2004, a empresa recrutou 60 pilotos e co-pilotos para a Shenzhen Airlines.

David Fei confirmou também que a Air Macau deve oferecer dois vôos diários para Seul a partir de novembro - atualmente só tem um vôo diário. Também em novembro, a linha aérea macaense deve incluir Osaka, a primeira rota para o Japão, com três vôos por semana.

 

 

Jornal O Liberal
22/08/2006 - 08h05m
Crise na Varig reduz viagens e afeta o Círio em Belém


O Círio de Nazaré pode ser menos atrativo este ano para os turistas de outros Estados. É que com a suspensão dos quatro vôos da Varig para Belém, são menos 500 assentos, que poderiam estar ocupados, rumo à capital paraense. Como as leis de mercado - oferta e procura - costumam imperar, a probabilidade é que as empresas que mantêm essa rota elevem os preços. Uma combinação nada convidativa.

Carlos Acatauassú Freire, vice-presidente da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens/Pa) e presidente da Abih (Associação Brasileira de Indústria Hoteleira/Pa), diz que ainda não dá para fazer essa projeção de forma tão precisa, porque a partir do final de agosto é que o setor de hotelaria começa a fazer a confirmação das solicitações de resevas. Mas diz que a apreensão é grande.

'Ainda não termos uma previsão de queda do interesse em função da queda no acesso a vôos, mas estamos apreensivos. São quase 500 assentos a menos por dia e isso já está trazendo um reflexo negativo para a rotina da ocupação hoteleira, que normalmente é 90%, composta por pessoas que vêm para negócios e eventos. Se levarmos em consideração que são 15 mil pessoas a menos por mês vindo a Belém, e mesmo se pensarmos que metade dela pode ser absorvida pela concorrência, são 7,5 mil que ficam de fora', calcula o empresário, que já viu de perto outras crises semelhantes, como a da Transbrasil e da Vasp.

'Quem está acompanhando o dia-a-dia da crise sabe que demora um tempo para que a empresa se estabeleça. Tivemos baixas como essas outras vezes. Agora estamos preocupados e temos procurado motivar outras entidades de classe para se mobilizarem, porque isso está atingindo não só o setor de turismo, mas a economia do Estado como um todo', afirma.

Carlos Freire revela que, nos meses de junho e julho, os hotéis paraenses viram uma redução na ocupação, com muitos cancelamentos causados pela falta de vôos para cá. 'Algumas pessoas tinham reserva e disseram que não vinham, porque mesmo com o endosso da Varig não estavam conseguindo transferência para os concorrentes. Muitas vezes o turista quer vir mas não consegue chegar'.

Adenauer Góes, presidente da Paratur (Companhia Paraense de Turismo), também observa atentamente como o fluxo de turistas se comportará. 'Essa diminuição significa efetivamente uma preocupação agora e entendo que seja possível um reflexo negativo durante o Círio. Mas vamos ver como o mercado se comporta', pondera.

Alternativas - O presidente da Paratur acredita que existam outras alternativas para que o fluxo durante o Círio não caia. Uma delas é o turista prolongar sua estadia, chegando antes ou saindo depois do dia da procissão. Isso diminuiria o gargalo pela busca de vôos mais próximos ao segundo domingo de outubro.

'Com certeza haverá entrada de vôos extras fornecidos por outras empresas e o turista vai se adeqüar', analisa o presidente da Paratur. Carlos Freire acredita que esta também seja uma boa alternativa, mas diz que muitos turistas não sabem quantas possibilidades turísticas podem ter em Belém.

'O passageiro que vem para o Círio chega no sábado e volta no domingo. Às vezes até paga para ficar mais tempo, mas não fica, porque não está chegando a ele todas as atrações para que possa se programar e usufruir, ampliando a permanência. Ele não sabe que tem o círio rodoviário, o fluvial, o Auto do Círio, as festas, as exposições, as programações especiais que os espaços públicos oferecem, as festas... Quando ele chega aqui e descobre tudo isso, não dá conta de fazer tudo em pouco espaço de tempo. O grande deasafio é tornar esse produto religioso em um produto turístico', avalia.