RIO DE JANEIRO - 23 DE AGOSTO DE 2008

O Estado de São Paulo
23/08/2008

TCU aponta 14 falhas no controle aéreo e vê riscos à segurança de vôo
Tribunal encontrou falhas e desconformidades de todos os tipos, incluindo alvos falsos na tela dos radares
Bruno Tavares

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 14 falhas no sistema X-4000, utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no gerenciamento do tráfego aéreo do País. O relatório de 83 páginas confirma grande parte dos supostos erros apontados por controladores após a colisão entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, que deixou 154 mortos em setembro de 2006.

Embora reconheçam que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) tem condições de avaliar eventuais panes no sistema, os auditores do TCU concluíram que “as falhas encontradas podem comprometer, de modo isolado ou em conjunto com outros fatores, a segurança dos vôos, o que torna necessária a adoção de medidas para corrigi-las”. O comando da Aeronáutica informou que não recebeu o relatório e, portanto, não teria como fazer comentários. O Ministério da Defesa também disse que não se pronunciaria.

O TCU encontrou falhas e desconformidades de todos os tipos. Desde erros operacionais, como alvos falsos, múltiplos ou duplicados na tela dos radares, até falta de padronização no treinamento dos controladores. Outro aspecto abordado pelos auditores diz respeito à falta de peças de reposição e descumprimento do contrato de manutenção do sistema, sob a responsabilidade da Fundação de Aplicações Críticas Atech. “O contrato prevê que o prazo máximo para correção de defeitos é de cinco dias úteis. No entanto, há casos de defeitos que levaram mais de 30 dias para serem corrigidos”, afirma o TCU. “Os fatos apurados caracterizam que houve descumprimento do contrato. Dessa forma, o Decea deve aplicar as sanções cabíveis.”

O diretor de Defesa da Atech, Cláudio José Rodrigues Carvas, rebateu as observações feitas pelo TCU. Segundo ele, as equipes de manutenção espalhadas pelo País oferecem suporte 24 horas à FAB. Sobre as falhas identificadas pelos auditores, afirmou que o sistema “foi elaborado de acordo com requisitos técnicos e operacionais estabelecidos pela Aeronáutica”. “É com base nisso que a FAB treina seus controladores. O sistema funciona bem e está em constante evolução.” O relatório do TCU tem caráter apenas propositivo.

 

 

O Estado de São Paulo
23/08/2008

PF apontou falhas em inquérito

Divulgado pelo Estado em maio do ano passado, o inquérito da Polícia Federal de Mato Grosso sobre a tragédia do vôo 1907 da Gol - que deixou 154 mortos em setembro de 2006 - afirmava que os controladores do centro de controle aéreo de Brasília (Cindacta-1) cometeram erros, como o de não tomar providências após receberem três avisos de que o jato voava fora da altitude planejada.

Na época, o vice-presidente da Federação Brasileira das Associações dos Controladores de Tráfego Aéreo, Moisés Almeida, afirmou que “havia uma zona cega naquela área, tanto de rádio quanto de radar”. O comando da Aeronáutica negou a existência de pontos descobertos no espaço aéreo e informou que nenhum equipamento falhou. O advogado Fábio Tomás de Souza, defensor dos sargentos controladores, alegou que falhas técnicas induziram os controladores a erro.

Em dezembro de 2006, o Estado publicou que a PF havia detectado vulnerabilidades no sistema de controle de vôo, entre elas um possível “ponto cego” na área da Serra do Cachimbo, divisa entre Pará e Mato Grosso, onde aconteceu o acidente.

 

 

O Estado de São Paulo
23/08/2008

Ponte Rio-SP tem falha de comunicação
Segundo relatório, controles das duas áreas não informam quando há mudança no plano de vôo após decolagem
Bruno Tavares

A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) no sistema informatizado de controle do tráfego aéreo encontrou problemas na troca de informações entre os centros de controle de aproximação (APPs) do Rio e São Paulo, encarregados pelo monitoramento da ponte aérea mais movimentada do mundo. Por meio de entrevistas com controladores, observações in loco e fotos, os técnicos verificaram que, quando há mudança no plano de vôo após a decolagem, um centro não comunica a alteração ao vizinho.

“Com base em informações imprecisas, o controlador pode emitir uma instrução incorreta e colocar em risco a segurança das aeronaves”, adverte o relatório do TCU. “Esse problema se agrava já que, por acordo operacional, a transferência de aeronaves entre o APP-RJ e o APP-SP é automática, ou seja, quando a aeronave atinge o limite entre as duas áreas de controle terminal, é transferida sem que haja contato verbal entre os controladores.”

No item “efeitos reais e potenciais”, os auditores dizem que a falha aumenta o nível de stress dos controladores e compromete a segurança dos serviços prestados. Por fim, recomenda que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) promova alterações nos sistemas do Rio e de São Paulo. Procurada, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que não se pronunciaria sobre os apontamentos dos auditores federais.

Um oficial envolvido no controle de tráfego aéreo ouvido pelo Estado disse que as afirmações feitas pelos auditores são equivocadas. O militar explicou que todas as alterações feitas por um dos centros de aproximação são automaticamente atualizadas pelo sistema. Assim que uma aeronave deixa uma área de monitoramento, o controlador que vai herdar aquele tráfego recebe uma tarjeta de papel com as informações básicas do plano de vôo, como altitude e velocidade. “Não há qualquer risco à segurança de vôo”, afirma o militar.

O relatório do TCU também reavivou um ponto controverso: a mudança automática do nível de vôo sem o consentimento do controlador. Embora exista há mais de uma década, o recurso foi colocado em xeque depois do acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol. Controladores de plantão no dia da tragédia alegaram que demoraram para tentar se comunicar com o jato, que seguia na “contramão”, porque haviam sido induzidos a erro pelo sistema.

Os auditores do TCU dizem ter ouvido queixas de todos os controladores entrevistados. “Disseram que o ideal seria o sistema indicar que existe alteração de nível prevista no plano do vôo, alertar o controlador que a aeronave está voando em um nível diferente do previsto para aquele trecho e, se houver perda de contato radar, manter a última informação sobre o nível real da aeronave”, afirmam.

Ao TCU, os representantes do Decea disseram não concordar com a remoção do recurso. Alegaram que o sistema funciona dessa forma há anos e só depois do acidente é que houve contestação. O X-4000, derivação de um sistema desenvolvido na década de 80 por engenheiros franceses e brasileiros, está instalado nos Cindactas 1 (Brasília), 2 (Curitiba) e 3 (Recife).

 

O Estado de São Paulo
23/08/2008

Aeronáutica reclama de participação de ex-controlador
Mariana Barbosa

A Aeronáutica afirmou ontem que só vai se posicionar sobre o relatório da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quando receber o documento oficialmente.

A reportagem apurou que o Comando da Aeronáutica foi informado do conteúdo do relatório da auditoria antes de sua apreciação em sessão plenária do TCU. O diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso, chegou a se reunir com um ministro do TCU para discutir alguns pontos do relatório. Segundo uma fonte em Brasília, dentre as queixas apresentadas pela Aeronáutica estava o fato de que um dos auditores do TCU responsáveis pelo relatório era um ex-controlador de vôo. A Aeronáutica acredita que o auditor, Harley Alves Ferreira, teria um “vínculo emocional” com sua antiga carreira e não teria condições de atuar de forma isenta e puramente técnica.

O chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Carlos Bermudez, divulgou uma nota contestando reportagens publicadas pela imprensa dizendo que as falhas apontadas pela auditoria do TCU poderiam comprometer a segurança de vôo. “Em notícia divulgada pelo próprio site do TCU consta claramente o seguinte: ‘As falhas ocorrem em equipamentos complementares ao sistema que, de forma isolada, não comprometem a segurança de vôo’”, afirmou Bermudez na nota.

Bermudez refere-se a interpretação feita pelo relator do TCU, Benjamin Zymler. A interpretação do relator, no entanto, contrasta com a conclusão do relatório feito pelos auditores, que é mais contundente: “A equipe de auditoria concluiu que as falhas encontradas podem comprometer, de modo isolado ou em conjunto com outros fatores, a segurança dos vôos, o que torna necessária a adoção de medidas do Decea para corrigi-las.” Apesar de elogiar o relatório, Zymler afirma que não foram apresentados “parâmetros objetivos” para concluir que as falhas poderiam comprometer a segurança de vôo.

 

 

O Estado de São Paulo
23/08/2008

Controladores de tráfego têm a ‘alma lavada’, diz presidente do sindicato

O relatório da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) “lavou a alma” dos controladores de vôo, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção aos Vôos, Jorge Botelho. “Agora ninguém mais vai poder dizer que nós estávamos mentindo e sabotando equipamentos”, afirmou Botelho. “Estamos de alma lavada.”

Ele disse que muitas das falhas - operacionais, de manutenção e de funcionalidade existentes no sistema de controle de tráfego aéreo e indicadas pelo TCU - já haviam sido apontadas pelo sindicato no passado. “Em 1994, apresentamos diversas falhas para o comando da Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Vôo, antecessor do Decea, e fico abismado de ver que muitas continuam até hoje.”

Ele refutou críticas de que o relatório teria sua credibilidade abalada pelo fato de alguns dos auditores do TCU serem ex-controladores de vôo. “Se querem desqualificar os auditores, então vamos desclassificar a eles (Decea), pois o Decea não tem idoneidade para dizer que o sistema é perfeito.”

Botelho destacou que a Atech, empresa contratada pela Aeronáutica para fazer a manutenção dos equipamentos, reconhece, no relatório, a existência de uma série de falhas. “A Atech diz no relatório que tem problemas. E fica patente que o comando do Decea não cobrava da empresa o cumprimento do contrato. Eles tinham prazos para reparar os equipamentos, não cumpriam e ninguém controlava.”

Na avaliação de Botelho, a recente liberação, pelo Congresso, de R$ 153 milhões para o Ministério da Defesa adequar o parque tecnológico e a capacidade de monitoramento do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Sisceab) é um indicador de que os problemas apontados pelo TCU são graves. “Se estivesse tudo ótimo, não precisaria desse investimento.”

 

 

O Estado de São Paulo
23/08/2008

Argentina negocia aviões da Embraer

O governo argentino poderá adquirir aviões da Embraer para a Aerolíneas Argentinas, empresa que estava em mãos de empresários espanhóis e deve ser estatizada. Principal companhia aérea do país, controlando 80% dos vôos domésticos, a Aerolíneas Argentinas possui uma enorme dívida e problemas com atrasos e cancelamentos de vôos. “Analisamos com a Embraer a possibilidade da aquisição de aviões', afirmou o ministro do Planejamento, Julio De Vido.

 

 

O Estado de São Paulo
23/08/2008

Dois morrem em queda de ultraleve em MS

Duas pessoas morreram ontem na queda de um ultraleve, em Ribas do Rio Pardo, a 120 km de Campo Grande (MS). O aparelho caiu na Fazenda Rancho Fundo, da dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó. Testemunhas disseram que o ultraleve desceu na fazenda para abastecimento e na decolagem perdeu força, caiu e explodiu. Segundo o portal Terra, morreram Gerson Garcia Leandro, dono e piloto do ultraleve, e Marco Aurélio Pimenta, ambos de 35 anos.

 

O Estado de São Paulo
23/08/2008

'Combinação de falhas' derrubou aeronave
Segundo Aviação Civil, só incêndio no motor não teria causado queda do avião da Spanair
AFP, AP E REUTERS

Uma combinação de falhas _ tanto técnicas quanto humanas, ou ambas - provocou o acidente com o avião da Spanair no Aeroporto de Barajas, em Madri, na quarta-feira, disse ontem o diretor-geral da Aviação Civil Espanhola (AENA), Manuel Bautista. O acidente matou 153 das 172 pessoas a bordo, entre elas o brasileiro Ronaldo Gomes Silva, de 27 anos e sua mulher, a espanhola Yanina Celisdibowsky. O casal ia para as Ilhas Canárias para que Ronaldo conhecesse os sogros.

Segundo Bautista, é “improvável” que apenas uma falha no motor tenha derrubado o MD-82, pois os aviões modernos estão preparados para voar com apenas uma das duas turbinas se necessário. “Provavelmente, um conjunto de causas produziu o acidente”, disse. As redes de TV espanholas disseram que um vídeo com cenas do acidente mostra que não houve um incêndio na aeronave quando ela estava no ar, mas apenas após ela se chocar contra o solo.

Segundo o jornal espanhol El País, as imagens também revelam que o avião perdeu potência após decolar e antes de cair para direita. O piloto abortou a primeira decolagem, de acordo com Bautista, por um problema num aparelho de medição de temperatura. Depois de 40 minutos de revisões mecânicas foi dada nova permissão para o vôo - e foi nessa segunda tentativa que o acidente ocorreu.

“Um problema com o sensor de temperatura pode não ter importância, ou ser muito importante, segundo as circunstâncias”, disse o diretor da AENA. Especialistas em aviação descreveram o problema com o sensor como relativamente pequeno para provocar a queda.

Uma equipe de investigações está colhendo depoimentos dos 19 sobreviventes, testemunhas e funcionários do aeroporto. Também está sendo feita uma análise das duas caixas-pretas da aeronave, apesar de, segundo o governo, uma delas ter sido danificada por causa do incêndio.

Os corpos das vítimas começaram a chegar ontem às Ilhas Canárias, onde vivia metade dos passageiros. Até a tarde, os legistas haviam conseguido identificar 50 corpos.

BRASILEIRO

Silva foi identificado por impressão digital e deve ser cremado. Seu irmão, Rodinaldo, foi desaconselhado a ver o corpo. Ele disse ao Estado que seus pais estavam sendo auxiliados pelo Itamaraty para conseguir os documentos necessários para viajar à Espanha e velar o corpo do filho. Yanina seria identificada pela análise da arcada dentária.

Nos outros 103 corpos será necessária a realização de análises de DNA. A previsão é que todos serão identificados em até 72 horas.

 

 

Folha de São Paulo
23/08/2008

Argentina poderá ter fábrica da Embraer
País vizinho também cogita comprar aviões da empresa para a recém-estatizada Aerolíneas Argentinas
ADRIANA KÜCHLER DE BUENOS AIRES

O ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, participou de reuniões ontem em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e com o presidente da Embraer, Frederico Curado, para discutir a compra de aviões da Embraer para a recém-reestatizada Aerolíneas Argentinas e a possibilidade de instalação da companhia no país vizinho.

"Analisamos, entre outros temas, a possibilidade de instalação da Embraer na Argentina, para a fabricação de partes de aviões", disse De Vido à agência de notícias oficial de seu país, após a reunião com Lula, marcada de última hora.

O ministro viajou acompanhado do secretário de Transporte, Ricardo Jaime, que estaria negociando a compra de aeronaves da Embraer, ainda não confirmada.

Energia

Lula e De Vido confirmaram também a continuidade e o aprofundamento do sistema de intercâmbio de energia assinado em maio. Pelo acordo, o governo brasileiro se comprometeu a fornecer energia elétrica para o país vizinho até agosto. A Argentina devolveria a mesma quantidade de energia entre setembro e novembro, mas já começou a antecipar a devolução.

Além disso, discutiram a possibilidade de aumentar a quantidade de passagens de fronteira entre os dois países, para intensificar o comércio entre os Estados do Sul brasileiro e do norte argentino.

 

 

Folha Online
23/08/2008 - 08h35

Governo pede ajuda da Fiesp para aliviar gargalos do setor aéreo
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

A pedido do Ministério da Defesa, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estados de São Paulo) formou um grupo para discutir os gargalos e as propostas para melhoria do setor aéreo no Brasil. A deficiente infra-estrutura, a falta de pilotos, de aeroportos, de helipontos e os procedimentos desatualizados já estão na lista. O relatório final será entregue em 16 de setembro.

O governo participa da discussão --na última reunião foi representado por Carlos Eduardo Duarte, da Secretaria de Aviação Comercial--, com Infraero (estatal que administra os aeroportos) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A Fiesp também escalou entidades como Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral) e Sneta (Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo), além de empresas, consultores e engenheiros.

A Folha Online teve acesso ao ultimo encontro, que lançou os principais desafios do setor e criou uma agenda de debates. Embora o principal ponto seja a aviação geral, que exclui a regular, a discussão de infra-estrutura e recursos humanos abrange todo o setor.

Segundo Fernando Botelho, vice-presidente da Fiesp e coordenador do grupo, o objetivo é "ajudar o governo a encontrar saídas para melhorar o sistema aéreo brasileiro". "A aviação está em uma situação muito complicada, e não precisava estar."

Ele defende a entrada de capital privado na construção de aeroportos e ampliação de pistas nos principais terminais, além da melhoria dos espaços regionais pelo interior do país.

Mão-de-obra

Na questão da falta de mão-de-obra, a Fiesp quer apresentar uma proposta de financiamento para formação de pilotos e mecânicos. Segundo estimativa da Anac, o custo para a formação de pilotos em avião monomotor é de cerca de R$ 7.000 para piloto privado e de R$ 26 mil para piloto comercial.

Uma das alternativas discutidas no grupo é que parte dos custos seja financiada com recursos da Caixa Econômica Federal, mas ainda sem definição.

O professor de engenharia aeronáutica da USP James Waterhouse defende que os candidatos a piloto e mecânico contem com crédito educacional.

Ele afirmou, ainda, que a formação de mecânicos é comprometida pela falta de material. Segundo Waterhouse, apenas 1% da bibliografia da área é traduzida para o português, o que dificulta no processo de aprendizagem.

De acordo com o apresentado pela Abag, outro problema é a frota velha: 72,3% das aeronaves de aviação geral têm mais de 20 anos, o que aumenta os custos com manutenção e segurança. Já na aviação executiva, segundo os dados da Abag, 70% dos jatos têm menos de 20 anos e, entre os helicópteros, 73% têm até dez anos de fabricação.

Demanda

A Abag apontou ainda que apenas 3,3% das cidades brasileiras são atendidas pelas companhias aéreas regulares. Ou seja, os moradores de 96,7% dos municípios têm de se locomover para utilizar o sistema aéreo. Segundo a Anac, 183 cidades foram atendidas em 2007 pelas companhias aéreas brasileiras.

Há cerca de um mês, a Abag divulgou que o Brasil pode viver, em 2014, o maior colapso do setor aéreo com a realização da Copa do Mundo. A previsão é que os embarques dobrem no país durante o evento.

Segundo estimativas da entidade, cerca de 500 mil turistas estrangeiros devem vir ao Brasil assistir aos jogos em 2014. Se, em média, esse torcedores assistirem a jogos em quatro cidades diferentes, os embarques devem chegar a 4 milhões --número atual registrado no país, sem eventos extraordinários.

À época, a Infraero rebateu o dado, informando que está investindo R$ 3,8 bilhões nos aeroportos que administra.

O Brasil tem atualmente 739 aeródromos, sendo 63 administrados pela estatal Infraero, 320 pelo Comar (Comando Aéreo Regional), da Aeronáutica, 190 por governos estaduais, 155 por prefeituras e os demais por aeroclubes ou empresas.

 

 

G1- O Globo
23/08/2008

Cabine enche de fumaça e avião faz pouso de emergência na França
O piloto e o co-piloto da aeronave foram hospitalizados.
Bombeiros dizem que 'problema elétrico' pode ter causado incidente.

Um avião da companhia de vôos de baixo custo Easyjet que seguia de Londres para a Sardenha teve que aterrissar em Nice, no leste da França, depois que a cabine de comando ficou cheia de fumaça.

O piloto e o co-piloto da aeronave foram hospitalizados por causa da exposição à fumaça. Já os 130 passageiros que estavam a bordo do avião não sofreram danos.

Segundo a companhia, todos foram evacuados do aparelho e levados ao terminal do aeroporto local, onde ficariam à espera de um outro vôo. As causas do incidente não foram divulgadas.

É provável que um "problema elétrico" tenha provocado o incidente, informaram os bombeiros. "Quando os socorros chegaram, já não havia mais fumaça", destacaram.

O porta-voz do aeroporto, Philippe Bellissent, afirmou à AFP que o avião não voltará a decolar antes que a causa do incidente seja determinada.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br