RIO DE JANEIRO - 28 DE JULHO DE 2008

O Estado de São Paulo
28/07/2008

Aerolíneas vende passagens a mais e prejudica centenas de brasileiros
Ministro culpa a empresa Marsans, que deixará de controlar a companhia, por praticar overbooking e pelos atrasos
Ariel Palacios, BUENOS AIRES

Milhares de turistas argentinos - que iniciavam no fim de semana suas férias de inverno -, brasileiros, chilenos, mexicanos e europeus foram vítimas do caos que tomou conta dos dois aeroportos de Buenos Aires, o de Ezeiza (internacional) e o Aeroparque (vôos internos). Dezenas de aeronaves decolaram com atrasos de, em média, duas horas. Mas diversos vôos, entre eles alguns que levavam turistas brasileiros de volta para o Rio, partiram com atraso superior a 24 horas.

Os maiores problemas foram apresentados pelos vôos das companhias Aerolíneas Argentinas e sua associada, a Austral, responsáveis por 83% dos vôos internos e por grande parte dos vôos internacionais - a Aerolíneas tem 52% da fatia do mercado de vôos internacionais da Argentina.

O caos teria sido provocado por overbooking, já que a empresa espanhola Marsans, que até a semana passada era a única administradora da Aerolíneas, teria vendido um excesso de passagens, muito além de suas possibilidades de transporte.

Ontem, 24 vôos da Aerolíneas e de outras companhias registravam atrasos para decolar de Ezeiza (incluindo cancelamentos), do quais 5 rumo ao Brasil. Por causa da confusão, 29 vôos estavam atrasados para aterrissar em Ezeiza, dos quais 10 vinham do Brasil. No Aeroparque, 14 vôos atrasaram para o pouso, enquanto outros 7 demoravam para decolar. Ao longo do dia de ontem, segundo diversas estimativas, entre 400 e 1 mil brasileiros esperaram por vôos atrasados.

OVERBOOKING

Na sexta-feira, um porta-voz da Aerolíneas alegou que os vôos estavam atrasados por problemas “radiotécnicos”. A empresa sustentou que uma estação de rádio FM clandestina havia provocado os inconvenientes por “interferências de radiofreqüência”, impedindo o tráfego aéreo. No sábado, o argumento continuava sendo o mesmo. Ontem, porém, a companhia aérea nem sequer forneceu explicações para as demoras.

Os sindicatos de funcionários aeronáuticos, desde a sexta-feira, contradiziam o argumento da empresa e sustentavam que a Marsans havia vendido passagens em excesso (overbooking). A denúncia foi reforçada pelo ministro do Planejamento e Obras, Julio De Vido, que acusou a Marsans de emitir passagens - em valor equivalente a por US$ 140 milhões - sem ter uma frota com capacidade para atender os passageiros. “A empresa queria fazer dinheiro, mas não contava com condições de dar o serviço”, disse De Vido.

Segundo os sindicatos, a Marsans emitiu passagens como se todos os 67 aviões da empresa estivessem em pleno funcionamento. O problema, explicam, é que apenas 24 estão atualmente aptos para voar. O restante está passando por manutenção.

Julio Alak, designado novo gerente-geral da Aerolíneas, anunciou que os vôos, especialmente os que partem dos aeroportos argentinos, serão normalizados “ao longo da semana”.

PROBLEMAS NA AVIAÇÃO

Em Buenos Aires, a irritação tomava conta dos passageiros que esperavam uma definição sobre seus vôos. No entanto, a companhia, além de não explicar os atrasos, não fornecia refeições nem hotéis para os turistas que aguardavam. Ontem de manhã, em Ezeiza, os brasileiros se aglomeravam nos corredores do aeroporto. Um grupo de turistas que esperava desde o sábado de manhã para voltar ao Rio estava com a paciência no fim. Uma passageira, que havia despachado seus remédios na mala, passou mal, teve um início de convulsão e precisou ser atendida por médicos.

Segundo relato de pessoas presentes, alguns turistas tentaram agredir funcionários da Aerolíneas, que se abrigaram atrás dos guichês. Ao longo de várias horas, os funcionários da empresa desapareceram.

Esse não foi um problema isolado neste ano na aviação argentina. Viajar para o país se transformou em uma epopéia, mais ainda se o destino for o sul do país, para lugares como Ushuaia, Bariloche ou El Calafate.

No início deste ano, o país foi assolado por uma seqüência de greves de pilotos e aeromoças e por forte neblina nos aeroportos de Buenos Aires, que acumulou milhares de turistas brasileiros nas salas de espera. Entre março e abril, os aeroportos foram atingidos pela fumaça das queimadas na área rural perto da capital. Em maio, foi a vez das cinzas do Vulcão Chaitén, que se espalharam pelo sul do país, interrompendo o trânsito aéreo.

TRANSIÇÃO

A Aerolíneas Argentinas, empresa estatal criada em 1950, foi privatizada em 1991 pelo governo do então presidente Carlos Menem. A companhia passou primeiro para as mãos da espanhola Iberia, uma estatal. Mas, em 2001, questões financeiras da Iberia levaram a empresa a repassar a Aerolíneas para o grupo privado espanhol Marsans. No entanto, sob essa administração, os problemas se agravaram. Nos últimos sete anos, a companhia viveu de greve em greve. Além disso, seu equipamento, envelhecido, não foi renovado. A Aerolíneas, no controle da Marsans, acumulou dívidas de US$ 890 milhões.

Na semana passada, a companhia aérea iniciou seu processo de reestatização, que estará completo em 55 dias. Nesse período, a Marsans transferirá gradualmente a Aerolíneas para o Estado argentino. Esse período também servirá para que a Argentina e a Marsans definam o valor que o governo da presidente Cristina Kirchner pagará pelas ações da companhia.

 

 

O Estado de São Paulo
28/07/2008

Cônsul adjunto do Brasil visita o aeroporto
Agência Brasil

Os brasileiros que enfrentam problemas para embarcar no Aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, receberam atendimento consular, segundo o Ministério das Relações Exteriores. O cônsul adjunto do Brasil na cidade, Alexandre Silveira, esteve no local e confirmou que os passageiros permaneciam no saguão de embarque, mas recebiam alimentação.

De acordo com o ministério, o aeroporto operava lentamente. O órgão também esclareceu que, como não se trata de um problema entre governos, mas relativos a uma empresa, não há possibilidade de intervenção diplomática para resguardar os brasileiros que permanecem no local. A orientação do Itamaraty é para os passageiros procurarem auxílio no Consulado do Brasil em Buenos Aires, pelo telefone de plantão: 15-4199-9668, para ligações feitas da Argentina, e 54-911-4199-9668, para chamadas a partir do Brasil.

 

 

O Estado de São Paulo
28/07/2008

'Que credibilidade tem um lugar como esse?'
Empresa é alvo de reclamações
Vitor Hugo Brandalise, SÃO PAULO

Entre os turistas que desembarcaram no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na manhã de ontem, a reclamação era geral: falavam de omissão de informações por parte dos funcionários da Aerolíneas Argentinas, de cancelamentos, remanejamentos e atrasos nos vôos, das estadas relâmpago em hotéis distantes, de crianças, idosos e deficientes esperando por horas no saguão do aeroporto. “Depois disso tudo, Argentina nas férias, nem pensar”, resumiu o engenheiro Norberto Schneider, passageiro que se considera “sortudo” - sofreu atraso de apenas três horas na conexão Buenos Aires-São Paulo.

Mesmo os mais prevenidos passaram por apuros. Na sexta-feira, o empresário Junior Vieira, de 33 anos, sabendo da situação, ligou para a Aerolíneas. Seu vôo, de Bariloche para Buenos Aires, estava marcado para anteontem de manhã - ouviu, porém, de um mal-humorado atendente, que deveria ir “imediatamente” para o aeroporto, pois o vôo, adiantado, sairia em duas horas. “Saímos correndo. Disseram que seria a única maneira de conseguir sair de Buenos Aires no horário marcado”, disse Vieira, que viajou com a mulher, a engenheira química Angelita Faustino, para passar 13 dias em Bariloche.

Chegando a Buenos Aires, por volta de 1 hora de anteontem, nova surpresa: seu vôo, remarcado para as 4 horas, só sairia às 15 horas. “Fomos para o hotel, fazer o quê? Mas o pior veio depois”, contou Angelita. Quando retornaram a Ezeiza, seu vôo havia sido remarcado de novo, para as 6h50 de domingo. “Perdemos um dia de férias. Que credibilidade tem um lugar como esse?”, revolta-se Angelita. O casal veio no vôo 1242 da Aerolíneas, que, enfim, deixou a capital argentina - não sem sofrer um último atraso, de 2 horas e 45 minutos - às 9h35.

Pior mesmo, segundo os turistas, era a situação de quem seguia esperando em Buenos Aires. “Vi crianças dormindo no chão, uma senhora em cadeira de rodas chorando, esperando por horas, gente revoltada chutando o guichê da companhia”, contou o engenheiro civil Bruno Zanchet, de 26 anos, que chegou no vôo 1242. Quando foi perguntar a um funcionário da Aerolíneas o motivo dos atrasos, ouviu que “não havia tripulação suficiente”. Em relação aos vôos que partiram de São Paulo para Buenos Aires, ao menos dois sofreram atrasos - ambos, de uma hora.

 

 

O Estado de São Paulo
28/07/2008

Passageiros acusam companhia de descaso
Clientes reclamam do atendimento precário e da falta de informações
Alessandra Saraiva, RIO

Pessoas frustradas e falta de informação. Esse era o cenário ontem no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Nas áreas de embarque e de desembarque, histórias de argentinos e de brasileiros prejudicados com atrasos e cancelamentos de vôos da Aerolíneas Argentinas se multiplicavam. Mas todas concordavam em um ponto: o descaso da companhia aérea com o bem-estar dos passageiros.

Era o caso da banda argentina Guizlo Español Cuarteto. Os músicos Alejandro Ginsbrug e Oscar Albieu esperaram durante todo o dia de ontem para embarcar em vôo da Aerolíneas com destino a Buenos Aires, previsto para as 9 horas. Até as 16 horas de ontem, não conseguiram sair do aeroporto. “Esperamos embarcar agora, às 17 horas”, disse Alejandro. Oscar comentou que os músicos sempre viajaram pela empresa, mas foi a primeira vez que tal atraso ocorreu. “Não houve nenhuma explicação por parte da empresa”, disse Oscar.

A família do empresário Roberto Nunes, de seis pessoas, aguardava na fila do check-in para embarcar para Buenos Aires. De lá, pegariam um vôo para Bariloche, onde planejavam esquiar. “A viagem estava planejada há um mês”, disse Nunes. “Só Deus sabe quando vamos chegar a Bariloche.”

O ambiente também era de preocupação no setor de chegadas de vôos internacionais. Na área de desembarque, famílias esperavam notícias de parentes, brasileiros que ficaram horas em aeroportos e até dentro da aeronave, aguardando o retorno ao Brasil. Foi o caso do cantor Zeca Pagodinho, que só chegou ao Brasil anteontem à noite, de Bariloche, após sofrer com um atraso de cinco horas. O músico estava de férias com os filhos e ficou revoltado com a situação. “O avião lotado, com uma porção de crianças, um banheiro imundo e gente mal-educada e desatenciosa com a gente. Uma coisa de doido, nunca vi isso”, disse. “Aerolíneas Argentinas: maior ‘muquiranagem’ que você pode conhecer no mundo”, reclamou.

O estudante Lucas Araújo Moreira, de 16 anos, que foi esquiar em Bariloche, teve sua primeira viagem internacional estragada ao ter de dormir no chão do aeroporto de Buenos Aires, à espera de algum vôo para o Brasil. “Nunca mais eu vou por essa companhia. Prefiro ir a pé!”, disse, enquanto se reencontrava com parentes na área de desembarque.

À espera dos filhos Clarissa, de 14 anos, e Gabriel, de 12, o operador de sistema elétrico Alexandre da Silva Vicenti passou por momentos de tensão durante todo o sábado e início de domingo. Pela primeira vez, deixara os filhos viajarem sozinhos, para uma excursão de uma semana em Bariloche. Mas os filhos não chegaram ao Brasil no sábado, como previsto, por causa do atraso no vôo da Aerolíneas.

“A empresa não prestava nenhuma informação que prestasse”, disse, contando que seus filhos ficaram sete horas esperando no aeroporto de Buenos Aires. “Às 23 horas, consegui falar com meus filhos, e eles me informaram que iam chegar hoje (ontem)”, disse, acrescentando que pelo menos 20 pais estavam na mesma situação que ele, no saguão de desembarque internacional do aeroporto. “Liguei para o 0800 da Aerolíneas, o tempo todo, mas o número só funciona de segunda a sexta! Uma piada! Foi um pesadelo”, disse.

Vicenti também reclamou da falta de informações por parte da Infraero que, na avaliação do operador, “lavou as mãos” na situação. “Eles me mandavam procurar a Aerolíneas o tempo todo”, disse.

Ontem, mais de 200 passageiros que estavam hospedados desde anteontem no Hotel Guanabara Palace, no centro do Rio, por causa dos vôos adiados da Aerolíneas, deixaram o estabelecimento para o aeroporto, na esperança de conseguir embarcar. Até as 16h30 de ontem, três aviões de Buenos Aires chegaram, com uma média de 24 horas de atraso. A Infraero informou que, ontem, houve dois cancelamentos de vôos da Aerolíneas.


FRASES

Zeca Pagodinho

Músico

“O avião lotado, com uma porção de crianças, um banheiro imundo e gente mal-educada e desatenciosa com a gente. Uma coisa de doido, nunca vi isso”

Lucas Araújo Moreira
Estudante

“Nunca mais eu vou por essa companhia. Prefiro ir a pé!”

 

 

Folha de São Paulo
28/07/2008

Brasileiros ficam até 6 h em aviões parados na Argentina
Ao menos 500 brasileiros que viajavam pelas Aerolíneas Argentinas foram afetados
Empresa diz que overbooking e falta de aeronaves, herdados da administração do grupo espanhol Marsans, motivaram atrasos dos vôos

ADRIANA KÜCHLER
DE BUENOS AIRES
DENISE MENCHEN
DA SUCURSAL DO RIO

Ao menos 500 brasileiros enfrentaram no fim de semana horas de espera em aeroportos para ir à Argentina e voltar por problemas na maior companhia aérea do país, a Aerolíneas Argentinas, recém-reestatizada. Os atrasos também afetaram milhares de argentinos e passageiros de outros países.

Devido ao atraso e cancelamento de vôos nos aeroportos de Ezeiza (internacional) e Aeroparque (domésticos), passageiros protestavam pela falta de informações e faziam longas filas para pedir à Aerolíneas, e à sua subsidiária Austral, o pagamento de refeições e hospedagem. Alguns vôos chegaram a ter atrasos de até 24 horas.

Segundo o cônsul-adjunto do Brasil em Buenos Aires Alexandre Silveira, na madrugada e na manhã de ontem, o plantão do consulado recebeu dezenas de chamadas de familiares que ligavam do Brasil para saber informações sobre seus parentes.

Dois brasileiros apresentaram problemas de saúde (pressão alta e problemas intestinais), mas receberam atendimento médico imediato.

No sábado, 33 vôos da empresa atrasaram e quatro foram cancelados. Ontem, um vôo para o Brasil foi cancelado e ao menos cinco atrasaram.

O novo gerente-geral da empresa, designado pelo governo, Julio Alak, disse que os problemas foram causados por overbooking e pela falta de aeronaves, problemas herdados da administração do grupo espanhol Marsans. "Recebemos a gerência da empresa há quatro dias. Houve uma gigantesca sobrevenda de passagens diante da escassez de aviões que se tem para a temporada de inverno."

Recém-reestatizada, a empresa tem dívida de US$ 890 milhões e metade da frota está parada por falta de reparação e de combustíveis. Segundo o gerente, os vôos devem se normalizar ao longo da semana.

Sem comida

"O nosso vôo era para ter saído de Bariloche às 11h de ontem, mas acabamos entrando no avião quase à meia-noite", contou a estudante Ana Carolina Rodrigues, 16, ao desembarcar no aeroporto Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.

"Paramos em Buenos Aires para o que seria só uma escala, mas ficamos seis horas trancados dentro do avião, sem receber explicação e sem comida."

Segundo ela, apenas na manhã de ontem os passageiros deixaram a aeronave. "Ficamos esperando umas quatro horas no aeroporto, que estava lotado." Às 16h, abatido e exausto, o grupo desembarcou no Rio. Alguns adolescentes choravam.

"Ficamos sem saber o que estava acontecendo, acompanhando as notícias pela internet", conta a bancária Mônica Sppezapria, mãe de um deles.

O desembarque, porém, não significou o fim dos problemas. Alguns passageiros, como Carolina Balboa, 15, tiveram a mala extraviada. "A mala não veio. Disseram que ela pode estar no vôo seguinte, e já estou esperando há uma hora e meia."

No setor de embarque, a tensão também era grande. Irritados, passageiros com rumo a Bariloche reclamavam da falta de informações sobre o atraso, que já chegava a 24 horas.

"Deveríamos ter embarcado ontem [sábado], mas até agora nada", reclamava o médico Antônio Carlos Pereira de Souza Júnior por volta das 16h30 de ontem. Ele, a mulher e os três filhos, de 10, 11 e 22 anos, tiveram que passar a noite em um hotel, sem as malas, que tinham sido despachadas.

Em São Paulo, passageiros também reclamaram ter passado sede, fome e frio. O empresário Arnaldo Nannetti Dias Jr., 28, saiu anteontem de Miami para São Paulo, com conexão para Buenos Aires. Ele filmou quando os passageiros no setor de embarque bateram palmas em protesto pela falta de informação. Segundo ele, no avião, quando alguém pedia água, o "comissário dizia que não podia dar por causa da condição financeira da empresa".

 

 

Folha de São Paulo
28/07/2008

Zeca Pagodinho enfrenta vôo sem água e banheiro
DA SUCURSAL DO RIO

O que era para ser uma viagem de férias com a família para mostrar a neve aos filhos e sobrinhos virou um transtorno na vida do cantor e compositor Zeca Pagodinho.

Depois de amargar quatro horas de atraso na saída da estação de esqui de Bariloche (na Patagônia argentina), os passageiros do vôo da Aerolíneas Argentinas, o cantor entre eles, ficaram ainda retidos por mais duas horas dentro do avião na pista do aeroporto de Buenos Aires.

Segundo Zeca, o pior foi ficar "preso" sem as mínimas condições de conforto. O sambista disse que não era servida nem água aos passageiros, e os banheiros não tinham a menor condição de uso.

"Os vasos sanitários começaram a transbordar. Quem precisava usar o banheiro não podia. Quando os banheiros entupiram, o avião entrou em pânico. Daí, começou um coro lá no fundo: "Desce, Desce!'"

O músico reclamou ainda do descaso da tripulação e afirmou também que os brasileiros, numerosos no vôo, eram ainda mais ignorados pelos comissários, que só falavam inglês e espanhol. "Eles simplesmente não respondiam."

O cantor, que viajava com a mulher, três filhos e duas sobrinhas, desembarcou sábado à noite no Rio. "Se depender de mim, nunca mais volto para lá."

A companhia aérea não havia se manifestado sobre esse vôo até a conclusão desta edição.

Itamaraty

O Itamaraty informou que o cônsul-adjunto do Brasil em Buenos Aires, Alexandre Silveira, esteve ontem com os brasileiros que esperavam vôos para deixar a cidade.

Segundo relato do conselheiro, eles estavam sendo bem tratados e receberam alimentação.

Ao menos 300 brasileiros, de acordo com estimativa de Silvério, seguiram ainda ontem em dois vôos, para o Rio e Bariloche.

 

 

Coluna Claudio Humberto
28/07/2008

Piada de brasileiro

A TAM é caso perdido de ineficiência. Seu check-in online, supostamente para livrar os clientes de filas, não os poupa de outra fila nos aeroportos, para “autenticar” com um carimbo o papel que eles imprimiram em casa.

 

 

Invertia
28/07/2008

Emirates Airline recebe seu primeiro avião gigante

A Airbus entregou na manhã desta segunda-feira o primeiro A380, maior avião comercial do mundo, da companhia Emirates Airline, em uma cerimônia que reuniu cerca de 500 pessoas em Hamburgo, na Alemanha. O chefe-executivo da aérea, Sheikh Ahmed Bin Saeed Al-Maktoum, e o presidente da empresa, Tim Clark, receberam a aeronave do presidente da construtora de aviões européia, Tom Enders.

"A Emirates foi rápida para reconhecer o potencial do novo A380, da Airbus, com grande capacidade e economia excelente. Será um dos pilares da companhia aérea no futuro", disse Al-Maktoum.

Na cerimônia, a Emirates mostrou seu avião exclusivo, com cabines espaçosas e de luxo. A configuração da aeronave gigante será de 489 assentos, sendo 14 suítes de primeira classe, 76 poltronas da classe executiva e 399 da econômica. O teto o A380 terá uma configuração de luzes para criar diversos efeitos, como uma noite estrelada.

A companhia aérea é a principal cliente da Airbus para o A380, com pedidos de 58 aeronaves.

O avião gigante da Emirates Airline aterrissará em Dubai na próxima terça-feira. O primeiro vôo comercial ocorrerá no dia 1º de agosto, entre Dubai e Nova York, nos Estados Unidos.


A configuração da aeronave gigante será de 489 assentos,
sendo 14 suítes de primeira classe

 

 

Site Aviation.com.br
28/07/2008

EMBRAER criará dois centros de excelência em Portugal
Assessoria de Imprensa (press-release

São José dos Campos, 26 de julho de 2008 – Em cerimônia realizada hoje em Lisboa, a Embraer anunciou o projeto de implantação de duas novas unidades industriais – uma dedicada à fabricação de estruturas metálicas usinadas e outra à fabricação de conjuntos em materiais compósitos, ambas localizadas na cidade de Évora, em Portugal.

A cerimônia contou com a participação do Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates Carvalho Pinto de Souza, do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e do Diretor-Presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, além de autoridades governamentais dos dois países, profissionais de imprensa e convidados ligados ao meio empresarial.

“É com muita satisfação que anunciamos novos investimentos da Embraer em Portugal, que representam mais uma importante etapa estratégica de nosso processo de crescimento, internacionalização e aumento de produtividade e competitividade”, disse Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer. “Temos certeza que tanto a região de Évora, quanto Portugal e a União Européia - um de nossos maiores e mais importantes mercados, tanto para a compra de equipamentos e insumos quanto para a venda de aeronaves - serão beneficiados com essas novas operações, no estado da arte de tecnologia industrial.”

A localização dos centros de excelência na cidade de Évora resultou de criteriosa avaliação que incluiu diversos fatores, como o potencial acesso à mão-de-obra qualificada, infraestrutura logística e a existência de um parque tecnológico dedicado à indústria aeronáutica, como previsto no Plano Diretor Municipal.

Essas novas unidades apresentarão um alto grau de automação industrial e processos de vanguarda, coerentemente com as iniciativas de lean manufacturing que a Embraer vem adotando. Elas representarão investimentos estimados em € 100 milhões (metálicos) e € 48 milhões (compósitos) nos próximos seis anos, de acordo com os respectivos cronogramas de
implantação. Esse volume de investimentos já integrava o planejamento de longo prazo da empresa e não altera nenhuma das previsões econômico-financeiras divulgadas anteriormente.

 

 

O Globo Online
Publicada em 27/07/2008 às 15h04m

Lula quer sede de nova empresa aérea no Rio
Gilson Monteiro - O Globo

RIO - A Azul Linhas Aéreas Brasileiras vai ter sua sede no Rio por determinação do presidente Lula, que atendeu pedido do governador Sérgio Cabral, com o argumento de que, com o fechamento da Varig, todas as outras empresas aéreas têm sua administração em São Paulo, causando esvaziamento para o turismo fluminense.

A mais nova empresa de aviação brasileira vai ocupar as instalações da antiga Varig ou da Vasp no Aeroporto Santos Dumond, dependendo de estudos que estão sendo feitos pela Agência Nacional de Avião Civil (Anac) e pela Infraero.

A Azul vai começar a operar em janeiro de 2009 e, para isso, já encomendou uma frota de 76 jatos à Embraer. A proposta, segundo a empresa, é oferecer um serviço diferenciado de hubs ligando cidades não servidas pelas atuais linhas aéreas. As aeronaves Embraer 195 da Azul serão equipadas com bancos de couro e as fileiras terão apenas duas poltronas, ao contrário de outras aeronaves que têm três.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br