RIO DE JANEIRO - 28 DE AGOSTO DE 2008

O Estado de São Paulo
28/08/2008

Justiça do Rio proíbe venda da Varig México
Subsidiária teria sido cedida à VarigLog irregularmente
Alberto Komatsu

O juiz Luiz Roberto Ayoub, coordenador do processo de recuperação judicial da Varig antiga (Flex), proibiu na semana passada a venda da Varig México. A filial pertencia à Varig antiga, mas foi cedida em maio de 2006 para a VarigLog pelo ex-presidente da companhia, Marcelo Bottini. A decisão do juiz, da 1ª Vara Empresarial do Rio, foi baseada em uma petição da Fundação Ruben Berta (FRB) para impedir a venda da Varig México pela VarigLog.

“É uma decisão para que a VarigLog se abstenha de vender a Varig do México. Segundo a peticionante (a FRB), é um ativo das empresas em recuperação”, diz Ayoub, autor da decisão que afastou a FRB do controle da Varig em dezembro de 2005. “De todos os absurdos, este foi o maior: ceder um ativo que vale US$ 25 milhões”, afirma o presidente do conselho de curadores da fundação, Cesar Curi.

No final de julho, o sócio afastado da VarigLog, Marco Antonio Audi, já havia obtido na Justiça de São Paulo uma decisão para responsabilizar o fundo americano Matlin Patterson, atual controlador da VarigLog, por uma eventual venda de ativos. Audi acusava o Matlin de “dilapidar” a VarigLog. O fundo informou que não se pronuncia sobre o assunto.

A Swissport, maior empresa global de serviços aeroportuários, confirmou no final de julho seu interesse em comprar a Varig México. O diretor de cargas da Swissport no Brasil, Reinaldo Góes, afirmou que as conversações foram iniciadas há dois anos, com conhecimento de Audi. No entanto, Góes disse que não houve nenhuma definição por causa do litígio judicial entre os ex-sócios da VarigLog.

O representante da Fundação Ruben Berta diz que a cessão da Varig México para a VarigLog foi feita sem a autorização dos credores da Varig antiga, já que o negócio não foi aprovado em assembléia, pois foi feito à revelia de todos. Apesar de Curi dizer que a Varig México vale US$ 25 milhões, Góes, da Swissport, avaliou que o ativo está em um patamar de cerca de US$ 8 milhões.

O negócio interessa à Swissport porque a Varig México é uma concessão no aeroporto da Cidade do México, com hangares que podem ser usados pela Swissport na área de cargas, como forma de ampliar sua operação no mercado mexicano.

Audi e seus sócios Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel brigam na Justiça com o Matlin, que era representado pelo investidor Lap Wai Chan, desde que a Varig foi vendida para a Gol por US$ 320 milhões, negócio anunciado em março do ano passado.

De lá para cá, acusações mútuas de desvio de dinheiro e gestão temerária, entre outras, levaram ao afastamento dos brasileiros e de Lap Chan da VarigLog, que passou a ser controlada temporariamente pelo Matlin. O fundo apresentou uma mudança acionária da empresa que controla a VarigLog, a Volo do Brasil, para se adequar à legislação aérea, que determina limite de 20% de capital estrangeiro em empresas de aviação.

A mudança colocou a irmã de Lap Chan, Chan Lup Wai Ohira, chinesa naturalizada brasileira, e o sócio do Matlin, Peter Miller, brasileiro, no controle da Volo do Brasil. Porém, essa troca ainda não pôde ser analisada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por causa de uma liminar obtida pelos ex-sócios brasileiros da VarigLog.

 

 

O Estado de São Paulo
28/08/2008

TAM investirá US$ 4,2 bi até 2020
Crescimento maior do que o esperado nas linhas internacionais faz empresa aumentar seu plano de frota
Beth Moreira

O presidente da TAM, David Barioni Neto, anunciou ontem que a companhia aérea pretende investir US$ 4,2 bilhões até 2020. Desse total, 90% será destinado ao aumento e à substituição de aviões em sua frota. O executivo lembra que a empresa possui uma encomenda firme de 22 aviões da Airbus, além de 10 opções de compra. A empresa possui ainda um pedido de quatro Boeings 777 - para vôos de longo curso, com previsão de entrega a partir de 2012 -, e acaba de firmar contratos de leasing para mais dois Boeings 767-300, também para rotas internacionais de longo curso.

Com os dois novos 767-300, o plano de frota da companhia para 2008 passa de 123 para 125 aviões. De acordo com a empresa, o objetivo é ter capacidade para expandir seus vôos internacionais, já que o crescimento no exterior superou suas estimativas.

A TAM possui hoje 70,89% do mercado internacional entre as companhias brasileiras e, a partir setembro, com o fim do último vôo da Varig para Paris, reinará sozinha nas rotas de longo curso. Com a demanda em alta, sobretudo por causa do real forte, a empresa está expandindo sua malha e pretende lançar três novos vôos ainda este ano. Em setembro, será inaugurado o vôo Belo Horizonte-Miami, com escala no Rio.

A empresa aguarda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a vender bilhetes para os vôos diários Rio-Nova York e São Paulo-Orlando. O “vôo da Disney” foi um dos grandes sucessos da Transbrasil e foi interrompido com o fim da operações da companhia, em 2001.

A TAM também está expandindo a malha na América Latina, onde o grupo Gol/Varig é forte. Além do vôo Brasília-Buenos Aires, já em operação, a TAM pretende lançar ainda este ano um vôo diário entre São Paulo e Lima (Peru).

A empresa trabalha com uma previsão de crescimento de 9% a 10% ao ano para o mercado internacional nos próximos cinco anos. “E a TAM deverá crescer acima disso”, afirma o vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da TAM, Líbano Miranda Barroso. Para o mercado doméstico, a previsão é de um crescimento de 9% nos próximos 20 anos.

Segundo Barroso, a demanda doméstica apresenta crescimento acumulado de 20% no mês de agosto até ontem, o que eleva a expansão no acumulado do ano para 11%. De janeiro a julho, o tráfego havia aumentado 10%. Dado o desempenho até o momento, o executivo estima que a demanda doméstica deve fechar o ano com expansão de 12%, o que representaria o teto da previsão inicial da TAM para 2008, que ia de 8% a 12%.

TARIFAS

No acumulado do ano até agosto, a empresa já reajustou em aproximadamente 10% as passagens nacionais e em 5% as internacionais, em dólar. “A pressão de custos nos leva para essa direção, mas temos de avaliar como está a concorrência e também a demanda”, explica. Barroso lembra que os preços praticados atualmente ainda estão abaixo das tarifas de 2006, em termos nominais. Ele enxerga espaço para elevar tarifas tanto no mercado doméstico quanto no internacional.

Segundo o executivo, o preço do petróleo continua sendo a maior dúvida para a empresa daqui para a frente. Barroso explica que a TAM está preparada para enfrentar uma cotação de até US$ 120 por barril, mas que, com o preço acima disso, a estrutura de custos da empresa fica comprometida.

“Iniciamos o ano com uma projeção de preço para o petróleo de US$ 85. Por isso, não sabemos até onde isso pode chegar”, disse o executivo.

 

 

O Estado de São Paulo
28/08/2008

Ladrões levam holofotes de futuro memorial

O local da tragédia com o Airbus da TAM, na Avenida Washington Luís, na zona sul, está às escuras. Há 15 dias, foram furtados os dois holofotes que iluminavam o terreno, onde será construído um memorial. A Subprefeitura de Santo Amaro e a Associação dos Familiares das Vítimas da TAM (Afavitam) estudam a reposição dos equipamentos. Um deles iluminava a Bandeira do Brasil e o outro, uma árvore que não foi destruída pelo acidente. “Aquele local para nós é sagrado”, disse o presidente da Afavitam, Dário Scott. “O respeito pela dor está a zero.”

 

 

O Estado de São Paulo
28/08/2008

Avião tinha problema no reverso, diz jornal

O avião da Spanair que caiu que semana passada em Madri, matando 154 pessoas, pode ter decolado com um problema no reverso. De acordo com o jornal El País, investigadores que trabalham nos escombros no MD-82 encontraram um dos reversos separado do motor. Quando ativado, o reverso funciona como um freio e se apenas um é acionado, o avião tomba para um lado. Ontem, Beatriz Reyes Ojeda foi a primeira sobrevivente a deixar o hospital, com a perna quebrada.

 

 

O Estado de São Paulo
28/08/2008
Seqüestro de avião sudanês termina em rendição
AP E REUTERS

Os seqüestradores que tomaram na véspera um avião sudanês se renderam ontem na Líbia, quase 24 horas após fazerem um pouso forçado no país. O Boeing 737, com 95 pessoas a bordo, foi seqüestrado após decolar da região de Darfur, no Sudão, e desviado para Kufra, um oásis no meio do deserto líbio.

Todos os passageiros e tripulantes foram libertados, ilesos, durante as negociações entre os seqüestradores e a polícia. A identidade dos criminosos não foi revelada, mas autoridades da Líbia disseram que eles são sudaneses e apenas dois - e não um grupo de dez, como havia sido informado anteriormente. Eles estão presos no aeroporto de Kufra e podem ser extraditados para o Sudão.

“A primeira demanda era reabastecer e ir para Paris. Em seguida, queriam asilo político na Líbia. Depois, perceberam que não tinham como escapar e se entregaram”, disse Mohammed Al-Balla Othman, cônsul sudanês na Líbia.

O piloto do avião havia dito que os seqüestradores eram de uma facção do grupo rebelde Movimento de Libertação do Sudão (MLS) e queriam ir para França para encontrar o líder da milícia, Abdel Wahed Mohammed al-Nur. Na véspera, um porta-voz de Nur havia negado que os seus rebeldes estivessem envolvidos no seqüestro.

Integrantes de outra facção do MLS também estavam a bordo e, inicialmente, acreditava-se que eram o alvo dos rebeldes.

 

 

Folha de São Paulo
28/08/2008

JUSTIÇA PROÍBE VARIGLOG DE VENDER VARIG MÉXICO

A decisão foi baseada em petição da Fundação Ruben Berta, que alega haver rumores sobre a venda dessa empresa por US$ 25 milhões. A Varig México pertencia à "velha Varig", que foi rebatizada de Flex.

 

 

Folha de São Paulo
28/08/2008

TAM DECIDE AMPLIAR FROTA PARA 125 AVIÕES

A TAM informou ontem que o seu plano de crescimento no mercado internacional superou as expectativas divulgadas no final do ano passado e que, para sustentar essa expansão, fará um aumento maior do que o previsto da frota. A companhia decidiu adicionar dois Boeings-767/300 e, com isso, fechará o ano com 125 aviões. Do total, 117 são da Airbus. A empresa também anunciou que começará um vôo entre São Paulo e Lima, no Peru, ainda neste ano.

 

 

Folha de São Paulo
28/08/2008

EMPRESA AÉREA PODE TER SUBSÍDIO NO QUEROSENE

O diretor da Anac Ronaldo Seroa da Motta afirmou que o Ministério da Defesa, o Snea (que reúne as empresas aeroviárias) e a Petrobras estão discutindo a hipótese de oferta de subsídio para as empresas aéreas em relação ao querosene de aviação. Segundo ele, as empresas querem uma política similar à que é adotada pela estatal para o GLP (gás liquefeito de petróleo). Pelos cálculos do Snea, o querosene de aviação acumula alta de 36,38% até o início deste mês.

 

 

Folha de São Paulo
28/08/2008

Anac abre consulta sobre tarifa para Europa e EUA
Sindicato diz que setor irá quebrar com liberdade tarifária
JANAINA LAGE DA SUCURSAL DO RIO

A diretoria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou o início da consulta pública para a liberalização de tarifas para a Europa e os Estados Unidos. A partir de 1º de setembro, as empresas já terão liberdade total na fixação dos preços dos bilhetes de vôos para a América do Sul.

Segundo Ronaldo Seroa da Motta, diretor da agência, dentro de 12 a 18 meses as tarifas para qualquer destino internacional serão livres. O impacto para o consumidor, no entanto, dependerá também do cenário externo, especialmente do preço do petróleo. O combustível representa de 30% a 40% dos custos das companhias aéreas.

"Você está dando liberdade tarifária, mas a gente não pode obrigar ninguém a mexer em tarifas. Com essa crise do petróleo, os preços tendem a subir. Queremos que a empresa mais competente, que consegue oferecer um preço menor, tenha um espaço no mercado."

O presidente do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), José Márcio Mol- lo, disse que a liberdade total de tarifas em vôos internacionais vai resultar em uma "quebradeira de empresas brasileiras". Segundo ele, as principais companhias nacionais, TAM e Gol, não têm condições de competir com empresas do porte da American Airlines, que tem mais de 900 aviões. "É óbvio que as grandes companhias estrangeiras têm estrutura suficiente para jogar para baixo os preços e, com isso, as empresas brasileiras vão quebrar."

Segundo Motta, até o fim do ano entrará em vigor a política de céus abertos para a América do Sul, embora ainda existam resistências pontuais de alguns países. Nesse caso, o sindicato das empresas não critica. "Isso já estava previsto desde a década de 1990. Temos condições de competir com as companhias da região", disse Mollo.

 

 

Valor Econômico
28/08/2008

TAM terá mais duas rotas para os EUA
José Sergio Osse

A TAM anunciou hoje que abrirá mais rotas internacionais do que o previsto neste ano. Além disso, para sustentar essa expansão, vai incorporar mais duas aeronaves Boeing 767 a sua frota, duas a mais que o estimado inicialmente, e encerrar o ano com 125 aeronaves em operação.

A meta da companhia no início do ano era abrir três novas freqüências ou destinos internacionais em 2008. Com as duas novas rotas anunciadas hoje, entre São Paulo e Orlando (EUA) e entre Rio de Janeiro e Nova York (EUA), a empresa já abriu cinco novas rotas no ano, a última delas o vôo Brasília-Buenos Aires, no fim de julho.

A incorporação dos dois novos aviões para operar essas rotas será feita por leasing operacional. Por isso, não haverá alteração no total de investimentos alocados para o ano - parte de um total de US$ 4,2 bilhões a serem gastos até 2020.

Segundo o vice-presidente Financeiro da TAM, Líbano Barroso, o plano de frota da companhia - privilegiando a padronização, a baixa idade média dos aparelhos e a economia operacional - sustenta a expansão das rotas internacionais acima do previsto. Hoje, a TAM obtém 31% de sua receita em dólar e, até o primeiro trimestre de 2009, pretende chegar a 50% do faturamento em moeda estrangeira.

Barroso afirma que há muitas oportunidades para expansão no mercado internacional para companhias brasileiras. Com a saída da Varig desse segmento, e com o aumento no acordo bilateral entre Brasil e EUA, as empresas estrangeiras têm dominado esse setor. Hoje elas realizam 69,8% das operações internacionais. Em 2005, antes da crise da Varig e do setor aéreo, essa fatia era de 57,7%.

Como única empresa brasileira operando no mercado internacional de longo curso, a TAM tem se posicionado para capturar o máximo possível de oportunidades, explica Barroso. "Mas deve demorar alguns anos para retornarmos a uma divisão de 50-50 com as estrangeiras nesse mercado."

Em até dois meses, a empresa deve anunciar sua entrada em uma uma das três grandes alianças globais de empresas aéreas. A escolha mais provável é a Star Alliance, da qual fazem parte três das principais parceiras estrangeiras da companhia: a alemã Lufthansa, a americana United e a portuguesa TAP.

Apesar do aumento no número de rotas, a meta da TAM para 2008 continua ser elevar em 40% a oferta de assentos por quilômetro percorrido (ASK, na sigla em inglês) no mercado internacional. "Nossa expectativa é de que o mercado internacional, pelo lado brasileiro, cresça entre 9% e 10% ao ano nos próximos cinco anos", diz Barroso. "E nosso crescimento deve sempre ser acima da média do mercado."

O executivo avalia que essa expansão será alimentada pelo bom desempenho da economia brasileira, embora afirme que o Brasil não é "uma ilha", mas tem um cenário econômico "diferenciado".

A empresa acredita que, apesar da recuperação nos preços nos últimos trimestres, ainda há espaço para novos reajustes no valor das passagens. Eventuais aumentos, porém, devem vir apenas a partir de "testes", para não afetar os níveis de ocupação. A TAM já reajustou em média 10% suas tarifas no mercado doméstico. No segmento internacional, o aumento médio é de cerca de 5%.

 

 

O Globo
28/08/2008

 

 

Site Decision Report
27/08/2008

Gol consolida e virtualiza servidores da VRG Linhas Aéreas
Felipe Dreher

A Gol Transportes Aéreos acaba de concluir a consolidação e virtualização dos servidores da VRG Linhas Aéreas, que opera a marca Varig. O projeto consumiu sete meses e permitiu colocar cerca de 100 máquinas físicas em três equipamentos virtuais. A companhia calcula que a ação trará retorno sobre investimento da ordem de R$ 6 milhões por ano.

De acordo com a Gol, o maior desafio do projeto foi compreender como funcionava a área de TI da antiga Varig e realizar a migração sem que ocorresse descontinuidade na prestação dos serviços.

O projeto foi conduzido pela Service IT Solutions que, em parceria com a IBM, mapeou e dimensionou as demandas dos equipamentos. O negócio foi apoiado, também, pela Tivit, que ficou responsável pelo processo de virtualização, implementação da infra-estrutura e consolidação dos servidores da VRG.

Resultados

A Gol destaca que a consolidação resultou em maior segurança, aumento na qualidade de serviço e ganhos de produtividade. O novo equipamento possui isolamento lógico e alta disponibilidade e é capaz de executar aplicações de 32 e 64 bits, simultaneamente.

Além disso, a adoção de servidores virtuais permitiu à companhia reorganizar os diversos ambientes de processamento de informações em um em um único datacenter.

“Estamos trabalhando, agora, para virtualizar desktops”, projeta Wilson Maciel Ramos, vice-presidente de planejamento e TI da Gol. O executivo antecipa, também, que a empresa avalia a adoção de thin clients sobre plataforma VMware.

Investimentos

Os investimentos anuais da Gol em Tecnologia da Informação representam cerca de 1,8% de sua receita líquida. “Em termos de arquitetura de sistema, o que buscamos são soluções baseadas SOA (arquitetura orientada a serviços). Essa é uma questão de racionalização para novas implementações”, comenta Ramos.

Segundo o executivo, desde a compra da Varig, a área de TI da Gol trabalha na revisão de seu ambiente tecnológico com objetivo de suportar a operação de uma companhia que cresce rápido nos últimos tempos. “2007 foi um ano de grandes alterações, muito pelo porte que tomou a empresa”, define o vice-presidente.

Nesse sentido, o ERP da Varig e da Gol estão sendo consolidados na plataforma Oracle. Além disso, uma série de customizações instaladas no software estão sendo retiradas, enquanto produtos nativos à tecnologia são agregados. Uma camada de Business Intelligence deve ser inserida sobre o sistema, pois, recentemente, a empresa adquiriu licenças da Hyperion.

Passagem inteligente

Desde o dia 9 de agosto, a Gol opera com uma versão mais atual do sistema de venda de passagens que maximiza os canais de distribuição via internet. A companhia aérea investiu R$ 4 milhões na solução New Skies, da fabricante norte-americana Navitaire.

“Devido à complexidade da mudança, praticamente não tivemos impacto nos negócios”, avalia Ramos, dizendo que não houve descontinuidade dos processos.

A versão anterior utilizada, o Open Skies, da mesma Navitaire, ficou obsoleta com a evolução das operações das companhias aéreas. “O mercado de low-cost foi se sofisticando com o tempo”, sentencia o vice-presidente.

A evolução do sistema da Navitaire trouxe uma plataforma bem mais sinérgica e adequada aos negócios da companhia. “Tem uma questão conceitual do sistema, que não exige bilhete”, explica Ramos, apontando que o novo software melhora a agilidade de contabilização da receita.

O sistema viabiliza, ainda, operações de code-share e interline com companhias aéreas que utilizam e-ticket. Baseado no conceito de ticketless, a plataforma simplifica os controles da empresa.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br