RIO DE JANEIRO - 28 DE OUTUBRO DE 2008

A Tarde Online
28/10/2008 às 12:15h

Presidente é recebido com protestos
Valmar Hupsel Filho, do A Tarde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue para o Museu da Misericórdia em companhia do Primeiro-Ministro de Portugal e Presidente em exercício do Conselho Europeu, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, e o Governador da Bahia Jaques Wagner.

Além do governador, o presidente foi recepcionado pelo prefeito João Henrique, pela prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, os deputados Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro, além do Ministro Geddel Vieira Lima.

Familiares de ex-empregados da Varig faziam protestos com faixas na hora da chegada do presidente, afirmando que os funcionários ainda não receberam os salários atrasados.

 

 

Coluna Claudio Humberto
28/10/2008

Exército aluga avião para tropas

O estado de sucateamento das Forças Armadas chegou ao fundo do poço: o Comando Militar da Amazônia teve que alugar avião para transportar tropas e garantir as eleições em Palmeira do Javari (AM). A FAB não tinha aviões em condições de voar, por avaria ou falta de peças, por isso o comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, foi obrigado a alugar um avião da Amazonaves Taxi Aéreo.

Perguntar não decola

Na hipótese de um conflito na Amazônia, será que o Brasil será obrigado a alugar aviões para transportar tropas?

 

 

O Estado de São Paulo
28/10/2008

Helicóptero faz pouso de emergência

Um helicóptero modelo Robinson 22, da Golden Fly Táxi Aéreo, fez ontem um pouso de emergência no Parque Ecológico do Tietê, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os dois tripulantes foram socorridos pelos bombeiros sem ferimentos graves. O 4.º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos vai investigar as causas do acidente.

Folha de São Paulo
28/10/2008

Avião da TAM arremete 2 vezes em Congonhas
Aeronave, que vinha de Brasília, pousou em Viracopos; passageiros entraram em pânico e houve tumulto
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DA REPORTAGEM LOCAL

Duas tentativas frustradas de pouso do vôo 3709 da TAM no aeroporto de Congonhas, seguidas de arremetidas, causaram pânico e tumulto entre passageiros, que, no ar, bateram à porta da cabine para pedir explicações ao comandante. Segundo relato de quem estava a bordo do Airbus A-320, até mesmo as comissárias "se apavoraram" e criou-se um clima de tensão e medo no avião.

O advogado Frederick Wassef, um dos passageiros, disse que o avião arremeteu duas vezes, num intervalo de 20 minutos, em posições opostas da pista. "As aeromoças entraram em pânico. A explicação era que o vento teria mudado de direção. O piloto tentou outro pouso pela cabeceira oposta e arremeteu de novo. Todos entraram em pânico na aeronave e não se explicava nada", disse Wassef.

Para conter o "alvoroço", nas palavras dos passageiros, o piloto conduziu o avião ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, onde a maioria desceu e voltou num ônibus fretado pela companhia aérea para SP.
"Algumas pessoas tentaram confrontar o comandante. O piloto se exaltou. Disse que quem quiser descer, descesse; ninguém era obrigado a ficar dentro do avião", disse o empresário Marcel Carone, um dos passageiros. Segundo ele, sua "ficha só caiu" sobre a gravidade do fato quando uma das aeromoças lhe disse: "minha vontade era descer da aeronave".
"Pensei que fôssemos morrer. Todo mundo ficou apavorado. Quando subiu de novo, ninguém entendeu nada. Estou até agora em estado de choque, sem rumo", afirmou a advogada Érica Azevedo.

Em nota, a TAM diz que o avião, que ia de Brasília a São Paulo, "arremeteu devido às condições desfavoráveis para o pouso". "O procedimento de arremetida é uma manobra comum na aviação comercial, realizada para garantir total segurança aos passageiros".

À noite, uma dúzia de passageiros se reuniu para registrar uma queixa no balcão da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em Congonhas.

Segundo a TAM, "após duas tentativas de pouso em São Paulo, a aeronave seguiu para o aeroporto de Viracopos para reabastecimento e, em seguida, retornou a Congonhas, onde pousou normalmente".

 

 

Valor Econômico
28/10/2008

Boeing 747-8 tem custo acima do estimado
José Sergio Osse, Valor Online, de São Paulo

A Boeing reconheceu ontem que os custos de desenvolvimento do programa do 747-8 estão crescendo acima do esperado. Ainda assim, porém, a companhia afirma que continua progredindo nos projetos do novo avião, apesar da greve de seus metalúrgicos, que ontem completou 52 dias.

Em teleconferência com jornalistas, o presidente do conselho, presidente e executivo-chefe da empresa Jim McNerney afirmou que seus executivos estão "frustrados" pelos aumentos de custo do programa do 747-8. No balanço da companhia sobre seu desempenho no terceiro trimestre, há apenas duas referências a esse aumento de custos no programa, mas sem oferecer detalhes ou explicações.

Segundo a companhia, foram gastos US$ 705 milhões em pesquisa e desenvolvimento no terceiro trimestre, 7% a mais que no mesmo período de 2007. Esse total, porém, foi gasto tanto no projeto do 747-8 como no do 787 Dreamliner.

A fabricante acredita que haja um mercado para 345 aeronaves desse modelo, 260 dos quais para o segmento de cargas. Até o momento, a companhia tem pedidos firmes para 106 aeronaves, sendo apenas 28 de passageiros.

Apesar da greve dos metalúrgicos, a Boeing afirma que seus engenheiros continuaram a trabalhar nos projetos do avião e, no momento, cerca de 95% dos desenhos já foram concluídos e enviados a fornecedores.

 

 

O Dia
28/10/2008 11:59h

Avião presidencial faz pouso forçado em Cumbica

São Paulo - O avião presidencial que leva o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira pela manhã, de São Paulo a Salvador, precisou fazer um pouso forçado na Base Militar do Aeroporto de Cumbica, às 8h46.

Após a decolagem da Base Militar de Congonhas, às 8h30, uma luz no painel do avião indicava que o compartimento de carga não estava devidamente travado. Por precaução, o piloto achou melhor pousar na base Militar de Cumbica para averiguar se havia falha técnica.

Não foi constatada nenhuma irregularidade no compartimento de carga que estava fechado, conforme protocolo de segurança da aviação. A falha estava na luz do painel de controle da aeronave.

Constatado o problema e como não havia risco para os passageiros, o avião seguiu viagem às 9h31 para Salvador.

 

 

Mercado e Eventos
28/10/2008

Vem comemora aniversário de sete anos com novas certificações

Embora fundada somente há sete anos, a Vem possui mais de 80 anos de experiência, herdados de sua antiga parent company (empresa-mãe), e que são reconhecidos pela indústria aeronáutica mundial, pela qualidade que sempre ofereceu ao mercado. Atualmente o controle da Vem pertence ao grupo Tap Portugal e só neste último ano, entre outros feitos, a empresa obteve cinco certificações das principais autoridades aeronáuticas mundiais, fruto da sinergia entre essas duas empresas.

O core business da Vem é a realização de heavy maintenance em aviões comerciais de grande e médio porte e o reparo e revisão geral de seus componentes, o que a empresa realiza desde sua criação. Após as cinco homologações adquiridas no último ano (FAA: B777, EASA: A300-600 e A310 e Anac F100 e Top Case CFM56), hoje a empresa está certificada para os seguintes modelos:

FAA – Estados Unidos, com os modelos Boeing 727, 737, 737NG, 747, 757, 767, 777, DC-10 e MD-11. Modelos Airbus A300-600 e A310 e finalizando com o Embraer ERJ-145.

Easa – União Européia, com os modelos Boeing 727, 737, 737NG, 747, 767, DC-10 e MD-11. Modelos Airbus A300-600 e A310.

Anac – Brasil, com os modelos Boeing 727, 737, 737NG, 747, 757, 767, 777, DC-10 e MD-11. Modelos Airbus A300-600 e A310. Modelos Embraer 120, ERJ-135 e ERJ-145. Modelos Fokker F-27, F-50 e F-100.

A Vem lidera o ranking das empresas de MRO (Maintenance, Repair & Overhaul), da América Latina e permanecerá investindo em treinamento e em novas tecnologias visando consolidar ainda mais essa posição. Outra realização para a Vem foi a conquista de novas áreas geográficas de atuação. No último ano a empresa entregou aviões que foram operar nos mais variados países, como Alemanha, Angola, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Islândia, Portugal, Reino Unido, Rússia, Suíça e Uruguai. A reestruturação interna, promovida a partir de 2007, que incluiu a criação de novas vice-presidências também trouxe bons frutos. A dinâmica entre as Áreas proporcionou melhoria operacional e hoje a Vem pode aceitar prazos (TAT – Turn-Around Time) cada vez mais exíguos, solicitados pelos clientes, até mesmo se comparados com a média de mercado.

 

 

Coluna Claudio Humberto
27/10/2008

Toda a diretoria da Infraero deve cair

Terminadas as eleições municipais, toda a diretoria da Infraero, inclusive a presidência, deve ser trocada. Os acertos estão sendo feitos entre a Casa Civil e o Ministério da Defesa. Esta coluna havia informado que o clima ruim entre o ministro Nelson Jobim e o presidente da estatal, Sérgio Gaudenzi, preocupava a ministra Dilma Rousseff. A Infraero será privatizada no momento em que empresas privadas são estatizadas.

Quem indica

O novo presidente da Infraero vai ser indicado pelo PMDB. A escolha deve ser feita pelo senador José Sarney (AP).

Quem pressiona

Para ganhar a indicação do presidente da Infraero, o PMDB pode ser pressionado a apoiar Tião Viana (PT-AC) para a presidência do Senado.

 

 

Jornal Extra
26/10/2008

Pagamento do Aerus ameaçado pela crise

Se para os ex-funcionários há luz no fim do túnel, os aposentados do fundo de pensão Aerus podem continuar a ver navios. E o motivo não poderia ser outro: a crise financeira internacional.

Uma liminar expedida pela Justiça obriga a União a pagar as aposentadorias dos beneficiários do Aerus até o Supremo Tribunal Federal (STF) se decidir sobre a ação de defasagem tarifária.

No início do mês, nota técnica da Advocacia Geral da União (AGU) deu sinal verde para que o dinheiro fosse liberado pelo governo. Mas co o agravamento da crise, a Medida provisória (MP) que liberaria os pagamentos corre o risco de ser adiada.

A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, concorda que a turbulência nos mercados pode ser um complicador. Ela e outros representantes da categoria desembarcam amanhã em Brasília em busca de apoio para a MP.

No caso da VASP, que foi muito parecido com o que acontece no fundo de pensão Aerus, a MP demorou três meses para sair. Coma crise, as expectativas mais otimistas devem se afastadas.

O ex-mecânico de aviões da Varig Roberto Castanheira, de 79 anos, já enterrou seu otimismo. Sócio fundador do Aerus, ele recebeu com ceticismo a nota técnica dos advogados da União.

- Quando soubemos da decisão da AGU, uns ficaram até animadinhos. Mas eu não levei muita fé – disse.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br