RIO DE JANEIRO - 29 DE MAIO DE 2008

Jornal do Brasil
29/05/2008

Improbidade administrativa na Anac
Sindicato das Empresas Aéreas entra na Justiça para ter acesso às atas da Agência
Cláudio Magnavita
Especial para o JB

Foi distribuído ontem para 14ª Vara Federal da Justiça Federal de Brasília o processo do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA), representado pelos advogados Geraldo Vieira e Flavio Ribeiro, contra a diretora presidente da Anac, Solange Vieira, acusada de improbidade administrativa.

Ela é denunciada por burlar o parágrafo IV, do artigo 11, da Secção III da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, que pune o gestor público que "negar publicidade aos atos oficiais".

O Sindicato tentou amigavelmente convencer a presidente da Anac em voltar com a publicação na íntegra das atas das decisões colegiadas do organismo público, que passaram a ser publicadas de forma resumida, tanto na internet como no Diário Oficial. O apelo tinha sido parcialmente atendido, com a publicação de uma síntese das decisões, sem deixar claro as posições dos diretores e todo o processo decisório.

Evita-se, dessa forma, que venha a público os embates na diretoria, que acabaram resultando na saída do brigadeiro Allemander Pereira, que discordava tecnicamente de várias decisões obtidas em maioria. As votações sempre eram de 4 a 1 ou 5 a 0 e as posições contrárias do brigadeiro acabaram sendo omitidas pela não divulgação na íntegra das atas das reuniões.

O SNEA pede que sejam tornadas públicas as atas, bem como atos normativos e decisões de interesse particular de agente econômico. Caberá ao juiz titular da 14ª Vara Federal, Roberto Luis Luchi Demo, decidir nas próximas 24 horas o pedido da entidade sindical. Não é o primeiro problema enfrentado pela presidente da Anac. A sua nomeação para a agência e a sabatina no Senado foi postergada pela existência de sindicância interna da Advocacia Geral da União (AGU), de número 00405.001545 /2007-65, por suas constantes viagens ao Rio custeadas pelo erário por estar lecionando na PUC carioca.

Comissão de Ética

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República já colocou na pauta da próxima reunião problemas éticos com a Feira da Anac, denunciados pela imprensa. Realizada em março, o evento teve o patrocínio das empresas aéreas que a própria Anac fiscaliza, inclusive da novata Azul Linhas Aéreas Brasileiras. A Azul, que antes mesmo de receber o certificado de operação, teve a chancela pública da agência nacional, sendo permitido a sua participação como expositora.

A Anac aceitou doação de R$ 50 mil da empresa, que foram usados para o pagamento de locações de tenda, seguranças, equipamentos de limpeza, oficinas infantis, locação de banheiro e gradil, além de camisetas para a organização, conforme prestação de contas colocada nna internet pela própria agência. Esta relação entre o fiscalizador e fiscalizado será analisado pela comissão presidida pelo ex-ministro José Paulo Sepúlveda Pertence.

Solange Vieira terá de explicar ainda na audiência pública do próximo dia 4 de junho, na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, convocada a pedido do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), os problemas da atual conjuntura da aviação civil brasileira, que inclui o caso da VarigLog. A empresa de carga aérea continua sob o comando de uma companhia estrangeira, dirigida pelo argentino Santiago Born, o que contraria o Código Brasileiro Aeronáutico.

VarigLog

No caso da VarigLog, a Anac informou ontem que esperar vencer o prazo dado pelo juiz paulista José Paulo Camargo Magano para se pronunciar. "Se for mantido o atual quadro, a agência enviará oficio ao juiz e à empresa comunicando que não foi apresentado nenhum novo sócio brasileiro e aguardará a decisão judicial", afirma o assessor de imprensa da Anac, Paulo Henrique Noronha Trindade.

Sobre a ação do SNEA, a assessoria de imprensa da agência informou que a Anac vem cumprindo as suas obrigações, com a publicação dos resumos das atas, que os fatos relevantes são publicados semanalmente no Diário Oficial da União, e que a assessoria jurídica não havia sido notificada oficialmente do processo aberto pelo sindicato.

 

O Estado de São Paulo
29/05/2008

Anac irá passar por auditoria do TCU
Tribunal investiga como agência fiscaliza o transporte aéreo
Camilla Rigi

O Tribunal de Contas da União (TCU) fará uma auditoria na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para verificar como está a fiscalização dos serviços de transporte aéreo prestados no País. Blitze devem ocorrer entre os dias 21 de julho e 8 de agosto, segundo o cronograma estabelecido no pedido de abertura do processo.

O relatório do TCU deve ser entregue até setembro e será elaborado pela Secretaria de Fiscalização de Desestatização (Sefid). O relator será o ministro Benjamin Zymler. No ano passado, o TCU realizou uma auditoria nas áreas de planejamento da Anac. Segundo a Corte, a partir dessa primeira análise ficou constatado que era necessária uma avaliação do processo operacional da agência.

Entre os argumentos apresentados pelo TCU para abertura do processo está o fato de que a Anac é uma “entidade nova, com relevantes atribuições no setor aéreo, que passou por grave crise recentemente e ainda tem diversos problemas a enfrentar para funcionar de forma adequada”. O objetivo da auditoria é identificar pontos importantes para futuras atuações do controle externo.

A Anac informou que vai cooperar com a investigação. Os atuais diretores alegam que a auditoria será importante para rever os processos que eram realizados pela antiga direção e já passavam por revisão.

SEM BREVÊ

Neste ano, a Anac admitiu que precisava ampliar o quadro de funcionários. Em abril, o Estado mostrou que a falta de inspetores para fazer os testes de check de vôo, exigidos para renovação do brevê, prejudicou vários pilotos, principalmente de helicópteros. No fim de março, 323 funcionários autorizados a fazer o teste tiveram as licenças vencidas. Uma nova prova foi realizada em 9 de abril em todas as gerências regionais, mas só 199 servidores passaram.

A agência pediu ao Ministério do Planejamento autorização para nomear mais 250 especialistas em regulação de aviação civil - os candidatos foram aprovados no concurso de 2007. Originalmente, o edital previa abertura de 584 vagas para diversos cargos. A autorização foi publicada ontem no Diário Oficial da União e representa quase 75% do Banco de Reservas para esse cargo. O Ministério do Planejamento também permitiu a ampliação em 50% do número de vagas para os cargos de analistas administrativos e técnicos administrativos. O número de aprovados no concurso foi de 3.372.

 

 

O Estado de São Paulo
29/05/2008

Nevoeiro fecha aeroporto do Rio
Talita Figueiredo

O tráfego aéreo, marítimo e terrestre no Rio foi prejudicado na manhã de ontem por um forte nevoeiro que atingiu a cidade, resultado da inversão térmica típica de outono e inverno. O Aeroporto Santos Dumont, no centro, foi fechado para pousos das 7h25 às 8h40 e depois só operou por instrumentos. O trânsito na Ponte Rio-Niterói ficou lento.

Segundo a Marinha, duas embarcações das Barcas S/A, que fazem o trajeto Rio-Paquetá-Rio precisaram diminuir a velocidade da travessia, para garantir a segurança da navegação, causando atrasos na atracação.

Segundo Lúcio Ramos, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o nevoeiro é típico dos meses mais frios. “Há uma inibição da formação de nuvens e, por isso, temos noites de céu claro e pouco vento.” O Rio soma 18 dias de tempo bom, mas isso deve mudar amanhã, com a chegada de uma frente fria.

 

O Estado de São Paulo
29/05/2008

Companhia aérea Azul já estuda abertura de capital
Empresa também pretende iniciar vôos internacionais em dois ou três anos
Lorena Vieira

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a nova empresa aérea do País, deverá abrir capital no futuro, segundo seu presidente-executivo, David Neeleman. Na avaliação do executivo, porém, a companhia não tem a necessidade de realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no curto prazo. Segundo o executivo, a companhia, cujas operações devem ser iniciadas em meados de janeiro de 2009, está bastante capitalizada.

A empresa já conta com recursos no total de US$ 150 milhões, fornecidos por sete investidores, entre eles três brasileiros - incluindo Neeleman, filho de pais americanos, mas nascido no Brasil. “Temos investidores muito fortes, com bastante dinheiro”, disse, sem identificá-los. Segundo ele, a companhia está em negociação com cerca de 20 instituições financeiras para obtenção de financiamento necessário para compra das aeronaves - grupo que inclui o BNDES.

De acordo com Neeleman - que apresentou ontem em São Paulo o logotipo da nova empresa -, a Azul receberá o primeiro avião, a ser fornecido pela Embraer, no dia 5 de dezembro. No mesmo mês, outros dois serão entregues. Em 2009, a companhia receberá mais 10 aviões, e em 2010, outros 12. Posteriormente, a entrega passará a ser de um avião por mês em média.

Inicialmente, a companhia possui encomendas firmes de 37 aviões, um a mais do que o divulgado originalmente. Nos meses de setembro e outubro, de acordo com a Azul, deverão ser iniciadas as avaliações da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) sobre a empresa. Depois do recebimento do primeiro avião, no início de dezembro, será feito o vôo-teste para obtenção do Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta).

A Azul avalia que tem oportunidade de operar vôos diretos entre 20 grandes cidades brasileiras, onde apenas 25% do mercado é atendido com operações sem escalas pelas empresas que já atuam no País. “A Azul entra no mercado para fazer o bolo crescer. Nossa intenção é ganhar dinheiro”, disse Gianfranco Beting, diretor de marketing da empresa. Segundo o executivo, a Azul trabalhará com uma faixa extensa de tarifas, que serão cobradas de acordo com horários, dias e destino de cada vôo. “A Azul vai conseguir trazer maior flexibilidade de preços. Sabemos que os concorrentes virão atrás de nós, mas não somos loucos de entrar em guerra suicida de preços.”

David Neeleman não informou as rotas que deverão ser operadas inicialmente nem a participação de mercado que o grupo pretende atingir. “Queremos ter lucro, o market share não importa”, afirmou. Segundo ele, a empresa pretende registrar uma ocupação média de 75% nas aeronaves, que contam com 118 lugares. O executivo acrescentou que em um prazo de 2 a 3 anos a empresa poderá lançar rotas para outros países da América do Sul.

COMBUSTÍVEL

Na avaliação de Beting, a alta do preço do petróleo não deverá impedir que a Azul possa ter tarifas competitivas ao entrar no mercado em janeiro. Para ele, o planejamento de negócios foi feito considerando que o preço do barril de petróleo chegue a US$ 200. “Acreditamos que o barril possa subir até os US$ 200 e depois caia. As nossas contas fecham de qualquer forma”, afirmou.

Para Beting, a Azul terá preços abaixo das concorrentes brasileiras. A empresa pretende atender usuários de ônibus com tarifas próximas às cobradas por empresas de transporte rodoviário. No entanto, diz que terá também a liberdade de praticar tarifas consideradas mais elevadas em relação à sua tabela de preços. Essas tarifas seriam voltadas para um público corporativo e em vôos diretos.

 

 

Folha de São Paulo
29/05/2008

Azul prevê passagem mais cara com alta do combustível
MARINA GAZZONI

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Antes mesmo de começar a operar, a Azul Linhas Aéreas já fala da necessidade do setor de elevar os preços das passagens para acompanhar a alta da cotação do barril de petróleo. O presidente da nova companhia aérea, David Neeleman, nega que as passagens da Azul serão mais caras que as dos concorrentes, ressaltando que a alta dos preços é uma tendência mundial e deve atingir todas as companhias aéreas.

Para ganhar espaço no mercado brasileiro de aviação, diz ele, a Azul aposta na qualidade dos serviços e no oferecimento de novas rotas de vôos. Sem especificar quais os destinos dos vôos, Neeleman disse que a Azul vai ampliar o número de ligações entre as cidades fora do eixo Rio-São Paulo. Ele calcula que 25 cidades podem ser atendidas pela empresa com vôos diretos entre elas, sem escalas ou conexões.

O consultor de aviação civil Paulo Bittencourt Sampaio diz que essa novidade deverá ser sufocada pelos concorrentes. "Tudo o que a Azul fizer será copiado pelas outras companhias aéreas."

 

 

Folha de São Paulo
29/05/2008

TAM: 10 MESES APÓS ACIDENTE, OBRA DE PRAÇA AINDA ESTÁ INDEFINIDA

Dez meses após o acidente com o Airbus da TAM que matou 199 pessoas em São Paulo, a praça dos Ipês Amarelos, em homenagem às vítimas, ainda não saiu do papel. A doação para a prefeitura do terreno de 7.900 m2, onde ficava a TAM Express, um posto de gasolina e duas residências, já foi oficializada. Mas a desapropriação dos imóveis ainda não ocorreu. A prefeitura não tem prazo para a conclusão do processo.

 

 

Valor Econômico
29/05/2008

UBS vê piora no cenário e risco de perda para Embraer
Por Ana Paula Ragazzi, de São Paulo

Os estragos que a alta dos preços do petróleo continuam a provocar na saúde das companhias aéreas internacionais levaram o UBS Pactual a mostrar preocupação com possíveis prejuízos inesperados da brasileira Embraer. Em relatório assinado pelo analista Rodrigo Goes, o banco alertou para o risco de perdas da empresa com garantias de valor residual e financeiras, que se aplicam principalmente à família original de jatos comerciais (ERJ-135/140/145).

As ações ordinárias da Embraer caíram 2,15% ontem, a segunda maior baixa do Ibovespa, que subiu forte, 3,04%.

As garantias de valor residual (RVGs, na sigla em inglês) asseguram que no 15º ano após a entrega, a aeronave terá um valor residual de mercado do preço original de venda. Em média, a exposição da empresa é limitada a 21% do preço original. Se houver exercício do RVG, por parte do comprador, a Embraer arcará com a diferença entre o valor residual garantido e o de mercado da aeronave. Da mesma forma, são dadas garantias financeiras aos agentes financiadores para apoiar parte das obrigações de pagamento dos compradores, com a intenção de reduzir prejuízos ligados à inadimplência.

Pelos últimos dados divulgados pela Embraer, de dezembro de 2007, a exposição da companhia a essas garantias era de US$ 2,2 bilhões, no pior cenário possível. Ela seria mais do que coberta pelas receitas esperadas das garantias de desempenho dos ativos subjacentes, de US$ 2,35 bilhões. Portanto, a Embraer possuía um colchão de US$ 150 milhões antes de provisões serem necessárias.

O analista afirma, entretanto, que apesar de aparentemente a situação parecer confortável, as condições de mercado para as aéreas pioraram bastante desde o fim do ano passado, aumentando o risco referente às garantias.

Semana passada, a Standard & Poor's rebaixou a nota para o crédito de nove companhias aéreas americanas -muitas delas clientes da Embraer, como JetBlue, Delta e US Airways. A redução ocorreu por conta da queda na demanda e alta do preço de combustíveis (86% em 12meses). O UBS aponta que diversas aéreas americanas vão racionalizar as frotas para se adaptar ao cenário turbulento atual .

A Express Jet, a maior operadora mundial de jatos ERJ, diminuirá sua programação de vôos em 30%. A American Airlines, segunda maior, deverá eliminar de 280-300 vôos regionais diários.

Da mesma maneira, a Mesa Air (operadora regional de Delta, US Airways e United) deverá entrar com pedido de concordata se a Justiça der parecer favorável à tentativa da Delta de quebrar o contrato de serviços com a Mesa devido a problemas de desempenho. Por enquanto, os aviões de 50 lugares fora de operação (incluindo ERJs e CRJs, da Bombardier) representam apenas 2% da frota mundial. Mas os EUA representam 73% da base instalada desses jatos, diz o UBS. A única saída, aponta o banco, seria os mercados em desenvolvimento absorverem por completo um possível remanejamento de aviões por parte das aéreas americanas. A China tem mostrado sinais promissores e a boa parte da frota desses aviões da Rússia precisará ser substituída no curto prazo, diz o documento.

O analista lembra que este tema foi objeto de discussões intensas há alguns anos e as preocupações se mostraram exageradas , uma vez que o número de jatos retirados do mercado permaneceu baixo. Mas, diante do cenário difícil, achou apropriado trazer o assunto de volta, diante dos riscos de uma surpresa negativa.

"Quantificar possíveis prejuízos potenciais para a Embraer é problemático, já que não temos informações mais detalhadas da empresa", diz o texto. A recomendação do UBS para os papéis da Embraer é neutra.

 

 

Valor Econômico
29/05/2008

Azul negocia financiamento com BNDES
Roberta Campassi

A Azul Linhas Aéreas está em negociações "avançadas" para obter uma linha de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra de aeronaves Embraer, segundo o fundador e presidente do conselho da empresa, o empresário David Neeleman. "Queremos financiar o máximo possível com eles (BNDES), porque seria em reais e nossa receita será em reais", disse Neeleman, após uma coletiva ontem à tarde, para apresentação do logotipo da empresa.

A companhia tem, junto à fabricante brasileira, 38 pedidos firmes do jato do modelo 195 com capacidade para 118 passageiros e mais 38 opções de compra. Neeleman não disse qual montante está sendo negociado. Pelo valor de tabela, a aquisição custará US$ 1,6 bilhão, mas grandes clientes sempre obtêm descontos sobre o preço oficial.

Contudo, segundo o Valor apurou, a definição sobre o negócio ainda deve levar alguns meses. A Azul tem feito reuniões com a equipe técnica da instituição, mas ainda não apresentou uma carta consulta pedindo a linha de crédito. Além disso, o empréstimo só poderá ser concedido quando a Agência Nacional de Aviação Civil conceder-lhe o certificado de homologação. A previsão da Azul é que o documento seja outorgado em dezembro deste ano, quando a companhia recebe também as primeiras três aeronaves. O início dos vôos está previsto para janeiro.

Embora ainda não venda passagens, a empresa já fala em aumento das tarifas previstas caso a cotação do petróleo permaneça elevada - ontem, o barril do tipo Brent para julho fechou a US$ 130,93. "São tempos difíceis com o atual preço do petróleo. Estamos orando muito", brincou Neeleman. "As companhias aéreas são obrigadas a aumentar os preços para cobrir o custo." A TAM anunciou há cerca de duas semanas que aumentaria o valor que cada passageiro paga por quilômetro voado (chamado de "yield") em 7%, no mercado doméstico, e em 5%, no mercado internacional, neste ano. A Gol, por sua vez, não comunicou aumentos e em abril fez previsão de ligeira queda no "yield" para o segundo trimestre do ano. Sem elevar os preços, porém, as companhias aéreas têm pouca margem para absorver a forte elevação do combustível de aviação - no Brasil, o preço do insumo subiu 20% entre janeiro e maio deste ano, na comparação com igual período de 2007.

O temor da indústria é que tarifas mais altas constrinjam o crescimento da demanda de passageiros, num momento em que as companhias, ainda que num ritmo mais lento do que no passado, continuam incorporando mais aviões. "Com a economia aquecida como está, acreditamos que a demanda vai continuar aumentando", rebateu Neeleman. Segundo o vice-presidente de marketing da empresa, Gianfranco Beting, a Azul refez seus planos levando em conta um preço de até US$ 200 pelo barril de petróleo e "as contas continuam fechando."

Com apenas uma parte da equipe de vice-presidentes e diretores ocupada por executivos brasileiros e americanos que trabalharam na JetBlue, falta à Azul definir os nomes que ocuparão cargos importantes, como a própria presidência, a diretoria comercial e a financeira. Na área técnica, a maior parte da equipe está montada com executivos que foram da Varig, OceanAir, Embraer, VarigLog e Flex. (Colaborou Vera Saavedra Durão, do Rio)

 

 

O Globo
29/05/2008

Ancelmo Góis

 

 

Zero Hora
29/05/2008

Depois de fechamento de cinco horas, Salgado Filho opera por instrumentos
Pelo menos dois vôos foram cancelados e três atrasaram mais de uma hora

Desde a 1h17min, o Aeroporto Internacional Salgado Filho opera por instrumentos para pousos e decolagens. Pelo menos duas partidas foram canceladas e outras duas estão atrasadas em mais de uma hora. Também há uma chegada fora do horário.

Ha bastante gente no saguão, principalmente nos balcões de check in de TAM e Gol. Segundo a Infraero, devido aos 41 cancelamentos de ontem, muitos passageiros precisaram ser realocados em outros vôos. Seis ônibus precisaram transportar passageiros de Florianópolis para Porto Alegre.

As autoridades culpam a neblina pelo fechamento de quase cinco horas da pista na quarta-feira, mas despertaram desconfianças de que os problemas teriam se agravado em razão da troca de equipamentos antineblina no local.

Passageiros precisaram esperar por horas no terminal porto-alegrense ou em outros aeroportos do país. Por falta de teto, às 16h24min, as chegadas à capital gaúcha foram suspensas. As aeronaves que já estavam no ar foram desviadas para aeroportos próximos, como capital catarinense. O Salgado Filho voltou a operar às 19h30min. Não durou muito tempo. Uma hora depois, a pista foi novamente fechada, reabrindo só pouco antes das 22h.

Obras

A Infraero negou que a paralisação enfrentada ontem pelos usuários tenha ocorrido em virtude das obras em vigor no aeroporto, como passageiros chegaram a cogitar diante da demora. Desde o início do mês, o terminal funciona com restrição em razão da troca de equipamentos da aparelhagem antineblina. A substituição da antena Glide Sloper, que transmite ao piloto a correta posição da pista em condições de pouca visibilidade, deverá ser concluída até o fim desta semana. Com isso, os aviões têm condições de pousar se o teto de vôo — camada de nuvens — não estiver abaixo de 150 metros. Com o transmissor funcionando normalmente, esse limite é de 60 metros.

Por conta dos fechamentos inesperados, Porto Alegre registrou ontem o maior número de vôos cancelados no país entre os principais aeroportos. Conforme o balanço das 22h da estatal, uma em cada cinco viagens acabou suspensa pelas operadoras.

Segundo a Infraero, no ano passado inteiro, o Salgado Filho registrou 139 fechamentos em razão de neblina. Entraves do tipo poderão diminuir consideravelmente no futuro com a instalação de um novo sistema de pouso por instrumentos. Só que a implantação está a passos lentos. A promessa de finalização é para 2010.

 

 

Coluna Claudio Humberto
28/05/2008

TCU fará devassa na Anac

O Tribunal de Contas da União prepara um exército de auditores e fiscais para desembarcar na Agência Nacional de Aviação Civil nos próximos dias. O problema será encontrar em Brasília a presidente da Anac, Solange Vieira: ela passa grande parte do tempo no Rio de Janeiro, onde reside. Mas o TCU seguirá seus passos, devassando os gastos da Anac com passagens aéreas cujo destino preferencial é... Rio de Janeiro.

Parece deputada

A cada mês, Solange Vieira passa dois ou três fins de semana no Rio, com o maridão. É o que aponta planilha oficial, em poder desta coluna.

A grana é nossa

O TCU pode obrigar Solange Vieira e o assessor Paulo Henrique de Noronha a devolverem o que foi gasto nas constantes viagens ao Rio.

Feriado prolongado

Solange Vieira e seu assessor carioca sempre vão ao Rio em véspera de feriadão; até enforcam a semana inteira, como a de 16 a 23 de março.

Forte concentração

Paulo Henrique, assessor de Solange Vieira, diz que viagens ao Rio são provocadas pela "forte concentração" de funcionários da Anac na cidade.

Invertia
28/05/2008 - 15:12h

Nova aérea brasileira mostra pintura de seus jatos
Fabiano Klostermann
Direto de São Paulo


A apresentação dos jatos foi feita pelo chairman da aérea, David Neeleman

A Azul, nova companhia aérea brasileira, apresentou nesta quarta-feira, em São Paulo, a pintura de seus aviões, que devem estar em operação no início de 2009. O nome da empresa esta escrito em azul escuro e, ao lado, há uma imagem simbolizando o mapa do Brasil. As aeronaves utilizadas pela nova aérea serão o modelo 195 da Embraer.

O anúncio foi feito pelo chairman da empresa, David Neeleman. O executivo foi fundador da companhia americana JetBlue, uma das aéreas de baixo custo mais bem sucedidas dos Estados Unidos.

Durante a apresentação da logomarca e da pintura dos aviões, Neeleman afirmou a Azul é a primeira empresa aérea de capital nacional a contratar uma equipe de executivos "multinacional". Segundo ele, a intenção é ter o "melhor time" e proporcionar o melhor serviço. "Nosso desejo é que quando alguém voe conosco a experiência seja tão boa que ela não queira mais voar com outra companhia aérea", afirmou.

Também segundo o chairman, o primeiro avião da companhia, que vai operar inicialmente apenas com modelos Embraer 195, deve chegar em 5 de dezembro. Já o primeiro vôo, informou o executivo, deve ocorrer apenas em janeiro. "Vamos ter muito trabalho quando o primeiro avião chegar", disse se referindo a obtenção do Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta), que é concedido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Para escolher o nome da empresa, a companhia fez uma votação por meio de um site, em que os internautas sugeriam seus preferidos. "Samba" foi o vencedor, mas, alegando problemas jurídicos, "Azul", que ficou em segundo lugar, ficou como nome escolhido.

Segundo o diretor de marketing da Azul, Gianfranco Beting, a empresa aérea fez 76 encomendas do jato Embraer 195, sendo 38 pedidos firmes. O cronograma de entrega das aeronaves, segundo ele, é de 3 jatos, em dezembro; 10, até o final de 2009 e 22, até o fim de 2010. A partir daí, disse Beting, a tendência é que a companhia receba uma nova entrega a cada 4 semanas. "A tendência é que a gente exerça a opção de compra de todas as 76 encomendas", afirmou.

Dentre as novidades da nova companhia, foram prometidos maior espaço para as pernas nos jatos e monitores de TV via satélite para que o passageiro possa acompanhar a programação normal em qualquer vôo. Além de uma estrutura de rotas ponto-a-ponto que transportará os clientes de uma cidade à outra sem escalas.

A nova companhia, que receberá investimentos de US$ 150 milhões, enfrentará concorrência da TAM e do grupo Gol. Juntas, as duas empresas comandam cerca de 90% do mercado doméstico de aviação brasileiro.

Prêmio

Também nesta quarta, a empresa premiou os dois participantes do concurso que elegeu o nome da aérea. João Garcia, que escolheu o nome Azul, e Vitor Varejão, que apontou Samba, levaram um bilhete vitalício da companhia, com direito a acompanhante.

JB online
28/05/2008 - 23:52h

Apagão no avião atrasa viagem da Seleção para os EUA
Bernardo Ramos, Portal Terra

GUARULHOS - O vôo que conta com a delegação da Seleção Brasileira, que estava previsto para sair do Aeroporto Internacional de Guarulhos às 22h45, sofreu um apagão antes da decolagem para os Estados Unidos e deve atrasar por cerca de uma hora.

O piloto já havia iniciado os procedimentos de decolagem, quando o avião sofreu uma pane elétrica, desligando até as turbinas e o ar condicionado. Após cerca de 15 minutos, a luz voltou e foi motivo de brincadeira de um passageiro, que pediu "para os jogadores empurrarem o avião".

O atraso deve prejudicar a conexão que o Brasil fará na cidade de Miami. A delegação segue para Seattle em dois grupos. Um vai direto para a cidade do jogo contra o Canadá e outro viaja com escala em Dallas.

Nos Estados Unidos, a Seleção disputará amistosos contra Canadá e Venezuela. O jogo contra o Canadá acontecerá no Estádio Qwest Field, em Seattle às 19h30 (23h30 de Brasília) de sábado.

Já o duelo contra a Venezuela será realizado no Gillette Stadium, em Boston, às 21h10 (22h10 de Brasília) do dia 6 de junho

O vôo que sai de Guarulhos e segue para Miami conta com os goleiros Doni, Diego Alves e Julio César; os laterais Daniel Alves, Gilberto e Marcelo; os zagueiros Juan, Luisão e Henrique; os meio-campistas Gilberto Silva, Josué, Anderson, Diego, Elano e Julio Baptista; os atacantes Adriano, Alexandre Pato, Luís Fabiano e Robinho; além do técnico Dunga e sua comissão técnica.

O zagueiro Lúcio, o volante Mineiro e o atacante Rafael Sobis se apresentarão direto em Seattle.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br -www.apvar.org.br