RIO DE JANEIRO - 29 DE AGOSTO DE 2008

O Globo
29/08/2008

 

 

O Globo
29/08/2008

 

 

Site Portal do Comércio
29/08/2008

A crise no setor aéreo e a implantação da política de céus abertos no país são temas de debate no 6º Seminário Nacional de Aviação Civil

Após a abertura do 6º Seminário Nacional de Aviação Civil, realizada pelo presidente do Conselho de Turismo da CNC, Oswaldo Trigueiros, na sede da CNC, no Rio de Janeiro, o evento promoveu diversos debates sobre temas delicados para o setor de turismo brasileiro, como a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em extinguir as restrições para a entrada de vôos no país, a Lei Geral do Turismo e seus impactos sobre a aviação nacional e a crise no setor.

Ao abordar o tema “Céus abertos: a polêmica continua mais aberta”, o presidente do Instituto CEPTA, professor Respício do Espírito Santo Júnior, defendeu um período de transição pré-estabelecido antes de oficializar a política de céus abertos, que eliminará restrições para a entrada de vôos no país. Já o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, José Márcio Mollo afirmou que a política de céus abertos na América Latina deve ser feita com planejamento e eficiência, sob pena de virar uma luta de boxe com peso mosca de um lado e um peso pesado do outro - e a ausência de um juiz “. Segundo ele, as empresas não temem a concorrência, desde que as empresas concorrentes não sejam “desleais e predatórias”.

Em sua palestra, "Liberdade tarifária total, céus abertos e outras ações na ótica da Anac", o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Ronaldo Serôa da Motta, negou que haja crise na aviação, lembrando que o setor cresceu muito nos últimos três anos "A aviação brasileira cresceu mais de 20% ao ano, sendo a segunda que mais cresce no mundo, e os atrasos caíram para 10% nos últimos meses”. O Presidente da Câmara Empresarial de Turismo e da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Norton Lenhart, lembrou que a Anac deve defender os interesses dos passageiros e não do governo ou das empresas aéreas.”Quando vocês dizem que não há crise aérea, será que perguntaram aos passageiros como estão os serviços das empresas? Creio que não”, afirmou.

Para o vice-presidente da Associação dos Pilotos da Varig (APVAR), Marcelo Duarte, o descaso do Governo, a incompetência de gestores, os reflexos do fim da Varig e a falta de compromisso com o País são alguns dos fatores que contribuem para o caos na aviação aérea. Por representar uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento sócio-econômico, a aviação no Brasil deveria receber outro tratamento.

Nas discussões relacionadas à participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras, o diretor da Anac disse ser favorável a mudança na legislação, que hoje restringe a 20%. As empresas associadas ao Sindicato Nacional das Empresas Aéreas também são a favor da ampliação dos atuais 20% para até 49%, informou José Márcio Mollo. Para o deputado Otávio Leite, o aumento da participação de capital estrangeiro é positivo desde que esteja dentro dos parâmetros que garantam a soberania nacional. A questão a ser avaliada, frisou, é como formalizar este aporte de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras.

 

 

O Estado de São Paulo
29/08/2008

Aerolíneas pode ter jatos da Embraer
Empresa brasileira confirma conversas para venda de aviões na Argentina
Alberto Komatsu, RIO

Pela primeira vez desde que o governo argentino anunciou, no mês passado, que a Aerolíneas Argentinas quer reestruturar sua operação doméstica e na América do Sul com aviões da Embraer, a fabricante brasileira confirmou oficialmente as negociações. O vice-presidente de relações externas da Embraer, Henrique Rzezinski, disse ao Estado que as conversas foram oficialmente iniciadas em julho, mês em que o governo de Cristina Kirchner propôs a reestatização da Aerolíneas, controlada pelo grupo espanhol Marsans. A empresa, que era estatal até 1990, tem dívida estimada em US$ 900 milhões.

“Existe interesse da Aerolíneas e da Embraer, mas as negociações são ainda bastante preliminares. Esperamos que ela avance no futuro”, comentou o executivo. Ele não se mostrou receoso de que a situação macroeconômica argentina inviabilize o negócio. “Isso não é impeditivo. Estamos negociando com a Aerolíneas como negociamos com empresas do mundo inteiro”, disse. Rzezinski também afirmou que a negociação com a Aerolíneas Argentinas poderá contar com financiamento do BNDES.

De acordo com ele, ainda está em estudos qual o melhor modelo de avião para atender às necessidades da Aerolíneas, assim como a quantidade. Mas já foi definido que as aeronaves serão utilizadas para rotas dentro da América do Sul. “Neste momento, ainda não existe nenhuma preferência. Também não se falou em quantidade, o que vai depender muito da análise de viabilidade financeira da própria Aerolíneas”, disse.

O mercado estima uma necessidade de até 65 jatos da Embraer para a Aerolíneas e para a sua subsidiária Austral nos vôos domésticos e no Cone Sul. Em abril, as duas empresas, juntas, tinham 57 aeronaves.

O secretário de Transportes da Argentina, Ricardo Jaime, disse no início de agosto que a idéia é operar com aviões que tenham capacidade para transportar “de 70 a 90 passageiros”. Pela declaração, os planos para a frota da Aerolíneas Argentinas indicariam a possibilidade de utilização dos jatos Embraer da família 170 (70 a 80 passageiros) e 175 (78 a 88 passageiros). O preço-base de cada avião, conforme tabela da Embraer de janeiro deste ano, é de US$ 31,5 milhões e de US$ 33,5 milhões, respectivamente.

O consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio, no entanto, avalia que a Aerolíneas deverá usar os aviões da família 190 (para 114 passageiros) e 195 (para 122 passageiros), que têm preços de tabela de US$ 37,5 milhões e US$ 39,5 milhões. “Com o jato da Embraer, a Aerolíneas Argentinas poderá fazer mais freqüências nas mesmas rotas”, afirma Sampaio.

 

 

Coluna Claudio Humberto
29/08/2008

Co-piloto

Diretor da Agencia Nacional de Aviação Civil, Ronaldo Serôa da Motta disse na abertura do Seminário Nacional de Aviação Civil, no Rio, que “não via crise na aviação” e “estava ali para defender o presidente Lula”.

 

 

Jornal do Brasil
29/08/2008

Delta aposta no Brasil para escapar da turbulência aérea
Afetada pela crise mundial, companhia vai operar em dois novos destinos no Brasil
Ludmilla Totinick

O preço do combustível e a crise americana prejudicaram muito o setor aéreo mundial, que tenta driblar a redução de passageiros nos mercados promissores. A companhia americana Delta Air Lines é um exemplo. Aposta no Brasil como alternativa para fugir da turbulência internacional.

Enquanto a companhia cancela vôos que não têm demanda, investe em novos destinos para o Brasil. Já são 35 vôos semanais para o país. De acordo com o vice-presidente para a América Latina, Christophe Didier, a economia brasileira aquecida é um chamariz para tentar recuperar os prejuízos.

Quem mora na região Norte, Nordeste e Centro-Oeste não vai precisar fazer escala ou conexão pelo Rio e São Paulo para chegar aos Estados Unidos. A partir de 20 de dezembro, a Delta vai oferecer o vôo nonstop para Manaus–Atlanta.

O executivo prevê que o vôo vai atender a demanda de pessoas que trabalham em 100 empresas da região que têm matriz no Japão. Poderão usar a conexão de Atlanta direto para aquele país.

– O ecoturismo também atrai muitos americanos, europeus, canadenses e asiáticos para a região. Há dois anos, a Delta insiste na licença para aumentar a freqüência de vôos, concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil e o Department of Transportation e a American Airlines (DOT) no fim de junho, num acordo bilateral entre os dois países. Tivemos o apoio dos governos locais – explicou Christophe Didier. – Estamos muito confiantes em relação ao Brasil, um país gigantesco. Além disso, será uma maneira de desafogar os vôos no país.

E dois dias depois, a partir do dia 22 de dezembro, a Delta também vai oferecer o vôo entre Recife- Fortaleza e Atlanta.

De acordo com o vice-presidente da Delta, o vôo vai atender o passageiro que vem de fora, principalmente da América do Norte, Canadá e um pouco da Ásia.

Demanda grande

– Também teremos um pouco do turismo de negócios. Com a extensão geográfica do Brasil, não podemos ficar restritos ao eixo Rio–São Paulo – justifica o executivo. – A economia brasileira está muito aquecida e de 11 anos para cá, quando iniciamos nossas operações no país, muita coisa mudou. Hoje a demanda é grande, qualquer cidade tem potencial de crescimento.

O executivo disse ainda que outro fator que favorece a nova freqüência de vôo é que as cidades são geograficamente mais próximas dos Estados Unidos.

– Temos uma demanda reprimida nessa região – destaca Christophe Didier. – Queremos ser uma opção para quem quer ir aos EUA. A previsão é atender 30% do mercado asiático, 30% europeu e 40% americano.

A Delta fechou acordo com a Gol para possibilitar a chegada ao destino final. Outro ponto destacado pelo executivo é a oferta de vôos oferecidos no aeroporto de Atlanta, que disponibiliza mais de mil vôos diários. Segundo ele, de lá o passageiro segue viagem para qualquer país do mundo.

Ele confirmou ainda a fusão com a NorthWest Airlines até dezembro com objetivo de transformar a empresa na maior companhia global. E ressaltou que é uma maneira de se adequar à crise mundial ao destacar ainda que o movimento possibilita além da economia de gastos, ampliação da rede e melhoria na qualidade do serviço oferecido.

 

 

Valor Econômico
29/08/2008

Air France volta a ter interesse na Alitalia
Stacy Meichtry e Daniel Michaels, The Wall Street Journal

O esforço do governo italiano de revitalizar a Alitalia SpA renovou o interesse da Air France-KLM SA pela moribunda companhia aérea estatal.

Ontem, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi assinou decreto que autoriza a Alitalia a separar a maioria de suas dívidas e operações deficitárias e transferi-las para um empresa à parte, que seria liquidada. O governo ficaria responsável pelo pagamento de boa parte do débito, segundo pessoas a par do assunto. Depois do desmembramento, os aviões mais novos da Alitalia e seus espaços de pouso e decolagem em Roma e Milão seriam incorporados à Air One SpA, empresa aérea italiana de capital fechado. A Air-France KLM informou que está considerando a possibilidade de comprar uma participação minoritária da nova empresa.

O plano do governo para a Alitalia enfrenta vários obstáculos, como a possibilidade de oposição das autoridades antitruste da União Européia e sindicatos.

Nos últimos dias, o governo Berlusconi fez mudanças nas leis de concordata com o objetivo de proteger um grupo de empresários italianos interessado em investir na Alitalia dos credores desta. O grupo é liderado por Roberto Colaninno, presidente da Piaggio SpA, a fabricante da Vespa, e inclui também o banco Intesa Sanpaolo SpA, que elaborou o plano. O grupo planeja injetar 1 bilhão de euros (US$ 1,47 bilhão) na Alitalia.

Representantes da alemã Lufthansa AG se reuniram com executivos do Intesa Sanpaolo esta semana para discutir o plano de resgate.

Hoje, o conselho da Alitalia se reúne para aprovar o plano.

Juntas, Alitalia e Air One teriam mais de 60% do mercado italiano, o que pode suscitar preocupações sobre a concorrência. Mas o decreto de Berlusconi também inclui a suspensão da autoridade antitruste da Itália para fiscalizar a aérea.

 

 

Valor Econômico
29/08/2008

BRA apresenta hoje nova proposta aos credores
Roberta Campassi

O fundador e ex-presidente da BRA, Humberto Folegatti, deixará de ser acionista da companhia aérea, que está em recuperação judicial e não voa desde novembro de 2007. Seu irmão, Walter Folegatti, que já era sócio da empresa, vai se manter como acionista majoritário, com cerca de 58% das ações. A Brazilian Air Partners (BAP), união de sete fundos de investimentos, permanecerá com 42% da BRA.

Com essa mudança societária, a BRA apresenta hoje uma nova proposta aos seus credores, na tentativa de que ela seja aprovada. Os planos apresentados anteriormente no processo de recuperação não foram aceitos e, há pouco mais de um mês, a companhia aérea cogitava pedir falência. A dívida da BRA soma cerca de R$ 220 milhões.

Pela nova proposta, a BRA voltará a operar como companhia de vôos fretados, especialmente para pacotes turísticos. Duas aeronaves Boeing 737, alugadas, seriam usadas no início das operações. Segundo Thomaz Felsberg, advogado da BRA, a empresa pode voltar a operar em um ano e meio. O plano prevê investimentos iniciais de R$ 7,5 milhões, sendo 1,5 milhão decorrentes da venda de ativos da empresa e R$ 6 milhões da obtenção de crédito. Para conseguir esse recurso, Walter Folegatti daria três hotéis em garantia.

No novo plano, os credores receberão os pagamentos devidos a partir do terceiro ano de operação da empresa aérea, em dinheiro ou ações, mas com desconto de 70% sobre os valores da dívida. "O desconto pode ser reduzido para 50% se os credores aceitarem receber debêntures da empresa", diz Danilo Amaral, administrador da BRA.

A BRA foi fundada para fazer vôos fretados, mas, em 2005, passou a ter vôos regulares. No fim de 2006, recebeu aporte de R$ 180 milhões da BAP. Após menos de um ano, no fim de 2007, deixou de voar em meio a uma crise financeira. A BAP reúne, entre outros, o fundo Gávea e o Darby. Pelo novo plano de recuperação, ela não investirá mais recursos na BRA.

 

 

Valor Econômico
29/08/2008

Gol e Varig

A Gol e a Varig elevaram a remuneração aos agentes de viagens para o período que vai de 28 de agosto a 30 de setembro. Continuam pagando comissão de 7% e 6%, para vôos nacionais e internacionais, mas elevaram a taxa de incentivo de 3% para 5%. A partir de novembro, porém, as duas empresas vão implantar um novo sistema para eliminar as comissões aos agentes de viagem, assim como a TAM fez em 2007. O passageiro é quem pagará comissão de 10% diretamente às agências.

 

 

Valor Econômico
29/08/2008

Agrenco engorda uso da recuperação judicial
Por Graziella Valenti, de São Paulo

A Agrenco não é a primeira companhia aberta a entrar com pedido de recuperação judicial. Mas estréia a iniciativa dentre as novatas da Bovespa. A empresa ainda nem completou um ano de listagem na bolsa. Chegou ao pregão paulista em outubro do ano passado, após captar R$ 666 milhões. Além dela, já adotaram esse procedimento nomes conhecidos como Parmalat Brasil, Varig e Bombril, esta última em função de uma disputa societária.

A Agrenco listada na Bovespa é uma companhia estrangeira. Os papéis negociados no pregão são da holding sediada no paraíso fiscal de Bermudas. Assim, os papéis transacionados aqui são, na verdade, certificados de ações (BDRs). A recuperação judicial foi pedida pelas quatro subsidiárias operacionais da companhia: Agrenco Brasil, Agrenco Serviços de Armazenamento, Agrenco Administração de Bens e Agrenco Bioenergia.

Essa foi a saída encontrada pela empresa, que definha desde 20 de junho, quando os sócios controladores foram presos pela Polícia Federal na Operação Influenza, por suspeita de fraude. Eles estão soltos desde julho. A medida também atende ao pedido de potenciais interessados em assumir o negócio.

A Bovespa suspendeu a negociação com papéis no aguardo de esclarecimentos da empresa, mas não especificou quais dados adicionais espera. Na quarta-feira, quando anunciou o pedido de recuperação, os BDRs encerraram o dia valendo R$ 0,44 - foram vendidos aos investidores por R$ 10,40 para a estréia na bolsa.

Pelo fato de a companhia listada ser a holding estrangeira e as empresas em recuperação serem as subsidiárias, a Agrenco provavelmente não será identificada no pregão como concordatária ou em recuperação judicial, como ocorre com outras companhias em situações análogas, segundo informou a assessoria de imprensa da bolsa. Atualmente, Ferragens Haga e Lojas Hering negociam como concordatárias e outras sete constam como em recuperação judicial - entre as quais Eucatex, Recrusul, Parmalat, Sansuy e Varig.

A figura da recuperação judicial é nova no Brasil. A nova lei de falência do país foi homologada em 2005. Antes dela, as chances de sobrevivência de uma companhia em falta com seus credores era substancialmente mais difícil. Anteriormente, a liquidação do negócio era praticamente certa. Vendia-se tudo o possível para pagaras dívidas com o Fisco, os credores financeiros e os trabalhadores.

"Ainda é cedo para dizer que a implantação da lei é um sucesso, mas melhorou muito o cenário", acredita Julio Mandel, do escritório especializado Mandel Advogados Associados. Com a Lei 11.101, que estabeleceu a figura da recuperação, na prática, a companhia renegocia seus débitos com os credores, que concedem esse aval após a apresentação de um plano para restabelecer o negócio. O acerto entre as partes é conduzido e validado por um juiz.

Jorge Queiroz, presidente do Instituto Brasileiro de Gestão e Turnaround (IBGT), destaca que o sucesso da recuperação depende de dois fatores importantes: profundo estudo de viabilidade do negócio e dinheiro novo para permitir a manutenção das atividades. Sem isso, as chances de a companhia só retardar a falência são maiores.

Mandel explica que, na prática, há três riscos de o processo ir para a falência - liquidação dos ativos e passivos: se o plano não for apresentado em dois meses, se não for viável e não receber aval dos credores ou ainda se não for executado corretamente. Aos acionista da empresa, seja o processo de recuperação judicial ou falência, não há qualquer direito garantido.

Mesmo para os novo recursos que entram na companhia há riscos. Segundo Mandel, se o dinheiro chegar como aporte de capital, a proteção dependerá do plano que for aprovado pelos credores. Mas, se vier no formato de dívida, as proteções são maiores: caso a falência seja inevitável, o pagamento tem prioridade até mesmo sobre o Fisco.

Fora do Brasil, há uma indústria de fundos de investimentos dedicados a buscar oportunidades em companhias nessa situação. Aqui, porém, esse mercado ainda é incipiente. Carlos Asciutti, sócio da Ernst & Young, especializado em fundos de participações, explica que ainda não há um histórico de aplicação da lei que garanta segurança para os investidores. Ele lembrou das discussões em torno do caso Varig e Gol, por exemplo.

A Gol é alvo de ações trabalhistas de ex-funcionários da Varig, apesar de a nova lei de falência não prever a sucessão das obrigações para a empresa compradora. O caso gera muito debate e a solução deve ajudar a tornar mais clara a recuperação judicial. A decisão sobre a sucessão dos passivos será do Supremo Tribunal Federal (STF).

Já o processo de recuperação da Parmalat, iniciado de 2005, é citado como um dos mais bem-sucedidos. Em maio de 2006, os credores no país aprovaram a transferência do controle da empresa para o Fundo de Investimento em Participações (FIP) Latin America Equity Partners (Laep), que fez aumento de capital de R$ 20 milhões. Como a Parmalat era controladora da Batávia, os credores também aprovaram a venda desta para a Perdigão por R$ 101 milhões. No fim de outubro de 2007, a Laep , controladora da Parmalat, abriu capital na Bovespa e captou R$ 507 milhões.

 

 

Valor Econômico
29/08/2008

Ayoub nega troca de gestão na Varig de México
De São Paulo

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, negou ontem pedido da "velha Varig", em recuperação judicial, para que a atual administração da Varig de México S.A fosse substituída.

A companhia em recuperação tenta retomar a gestão e a posse dessa empresa no México, com o argumento de que o controle acionário dela teria sido cedido, de forma irregular, para a VarigLog, em 2006.

A VarigLog pertence ao fundo americano Matlin Patterson, que nos últimos meses tenta negociar a venda da companhia mexicana. Na quarta-feira, o juiz Ayoub proibiu a venda da filial, mas ainda deverá julgar de quem é o controle da companhia - se da Varig em recuperação ou da VarigLog.

A velha Varig, que opera com o nome fantasia de Flex, havia pedido ao juiz que Joaquim Vespasiano Ramos Filho assumisse a empresa no México em substituição aos administradores indicados pela VarigLog. Segundo o advogado da Flex, José Alexandre Meyer, calcula-se que a filial mexicana fature entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões ao ano. A Flex tem interesse nessa receita para melhorar seu quadro financeiro. Em julho, ela tinha um caixa de R$ 5,6 milhões. Foi de cerca de R$ 24 milhões no mesmo período do ano passado. (RC)

 

 

Mercado e Eventos
28/08/2008 - 14:33h

Gol faz parceria com a Hipercard

A Gol lança uma nova ação em parceria com a operadora de cartões de crédito Hipercard. Até o dia 19 de setembro, passagens aéreas adquiridas com o cartão Hipercard podem ser parceladas em até 10 vezes sem juros. As compras devem ser feitas somente pela Internet, com parcelas mínimas de R$ 45.

"Além de oferecer passagens a preços acessíveis, a companhia também se preocupa em oferecer as melhores condições de pagamento a seus clientes. Por meio desta parceria, criamos mais facilidades e aumentamos nossa competitividade no mercado", afirma Tarcisio Gargioni, vice-presidente de Marketing e Serviços da Gol.

A Gol também vende passagens, com parcelamento em até seis vezes sem juros (parcelas mínimas de R$ 45) ou em até 12 vezes com juros de 2,99% (parcelas mínimas de R$ 10), nos cartões American Express, Diners, Hipercard, Mastercard e Visa. A companhia também dispõe de sistema próprio de parcelamento, com os cartões Gol Negócios e Voe Fácil Gol.

Informações no site www.voegol.com.br ou pelo telefone 0300 115 2121.

 

 

Mercado e Eventos
27/08/2008 - 11:44h
Norton Lenhart critica Anac em defesa dos interesses dos passageiros
Luiz Marcos Fernandes


Norton Lenhart (CNC), Osvaldo Trigueiros (CNC), deputado federal Otávio Leite e Respício do Espírito Santo (Cepta)

Presidente da Câmara Empresarial de Tursimo, Norton Lenhart fez duras críticas ao diretor da Anac, Ronaldo Seroa, ao lembrar que a Anac deve defender os interesses dos passageiros e não do governo ou das empresas aéreas. "Discordo quando o senhor diz que a Anac deve defender os interesses do governo do presidente Lula. Vocês são pagos para defender o interesse dos passageiros e não do governo ou das empresas aéreas. Quando vocês dizem que não há crise, será que perguntaram aos passageiros como estão os serviços das empresas aéreas? Creio que não".

Lenhart pediu ainda em seu discurso que seja dado maior apoio ao setor legislativo e destacou os benefícios que a Lei Geral do Turismo trará ao setor. Ele participa, na manhã de hoje (27/08), do Seminário Nacional de Aviação Civil, realizado na sede da CNC.

 



Site Duque Estrada - Direito Aeronáutico
28/09/2008

FAZENDA DO GRUPO CANHEDO É ADJUDICADA PARA PAGAR CREDORES TRABALHISTAS

São Paulo, 27 de agosto de 2008.

Prezados Amigos e Clientes,

No final da tarde de hoje foi emitido o auto de adjudicação da principal fazenda do Grupo Canhedo, avaliada em R$ 392.000.000,00 (trezentos e noventa e dos milhões de Reais).

O Ministério Público do Trabalho de São Paulo adjudicou a Fazenda Piratininga (descrição anexa), visando exclusivamente o pagamento das ações trabalhistas.

A partir de hoje esta fazenda não pertence mais ao Grupo Canhedo !

Segue abaixo o andamento do referido processo de adjudicação
.
Assim que tivermos maiores dados da adjudicação realizada, avisaremos a todos.

Atenciosamente,

Carlos Duque Estrada


Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
TRT On-Line: TRT-MAIL
Acompanhamento Processual em 1ª Instância

Comarca: São Paulo - Capital - 14ª Vara do Trabalho
Processo: 00507200501402008-OUTRAS AÇÕES

Autor:MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO +
Réu..:VIAÇÃO AEREA DE SÃO PAULO SA VASP +

DATA TRÂMITE
20/08/08 Protocolo de Manifestação
Número do Protocolo: 43539
Nome: ALEXANDRE CORREA PERES E OUTROS
22/08/08 Protocolo de Recebimento de ofício
Número do Protocolo: 491742
Nome: OF BB
26/08/08 Protocolo de Recebimento de ofício
Nome: 18ª VT DO RIO DE JANEIRO
26/08/08 Protocolo de Manifestação
Número do Protocolo: 621604
Nome: SINDICATO NACIONAL DOS AERONAUTAS
27/08/08 Carga de OUTRAS AÇÕES
CARLOS CAMPANHA-OAB 217472/D-SP-Réu
Fone (0011 )50527014, SÃO PAULO-SP
27/08/08 Retorno de OUTRAS AÇÕES
Data prevista 27/08/2008
CARLOS CAMPANHA

27/08/08 Emissão de Ofício Texto Livre
Doc : 01269/2008 Rel:00038/2008 Envio: CARTA SIMPLES
Nome: 5ª VARA FEDERAL CRIMINAL DE SÃO PAULO

27/08/08 Emissão de Auto de Adjudicação
Doc. : 19/2008 Envio: Em mãos
Adjudicante: MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO

Link para materia da Revista Veja sobre a Fazenda Piratininga. Clique Aqui.

ACESSE OS SITES DAS ASSOCIAÇÕES E FIQUE BEM INFORMADO
www.amvvar.org.br - www.acvar.com.br - www.apvar.org.br