:::::RIO DE JANEIRO - 29 DE SETEMBRO DE 2006 :::::

 

O Estado de São Paulo
29/09/2006
Crise da Varig dá prejuízo de US$ 500 milhões ao turismo
Oferta de vôos internacionais pela empresa caiu 84% em relação a 2005
Alberto Komatsu

A crise da Varig deve fazer com que o Brasil deixe de arrecadar US$ 500 milhões com o turismo este ano, segundo o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia. O Ministério revisou para baixo, de US$ 5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, a projeção de geração de recursos por turistas estrangeiros no País. A perda de receita, ressaltou o ministro, é conseqüência direta da menor oferta de passagens aéreas pelo encolhimento da operação da Varig no exterior.

“No começo do ano, partindo da premissa de que a crise não chegaria a esse ponto, chegamos a falar em US$ 5 bilhões ingressando no Banco Central”, disse o ministro. Segundo ele, de janeiro a agosto a Varig deixou de ofertar em torno de 400 mil assentos no mercado internacional. “É perda direta de turistas e de dólares.”

No Eco Resort Praia do Forte, um dos maiores resorts brasileiros, localizado no litoral da Bahia, houve cancelamento de grupos para o segundo semestre por causa da menor disponibilidade de vôos da Varig. “No mercado internacional, o problema foi muito mais sério. Grupos estrangeiros que nos ajudavam a compensar a sazonalidade cancelaram suas vindas por falta de vôos”, disse a diretora-comercial do resort, Maria Helena Santana.

Por enquanto, segundo ela, não houve queda na ocupação. Mas foi exigido um esforço maior na captação de turistas. A estratégia agora é buscar outras empresas, como TAP e TAM, que atuem na Bahia e lá fora. “Recebemos cerca de 14 mil pessoas anualmente, sendo metade estrangeiros, e estamos trabalhando para manter essa proporção.”

O presidente do conselho de administração da VarigLog, Marco Antonio Audi, não quis comentar a estimativa do ministro, preferindo lembrar que isso não é responsabilidade dele. “O que aconteceu com a Varig é passado. Não era nossa gestão. O que importa é daqui para a frente”, disse.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vem brigando na Justiça com a Varig pelo direito de redistribuir as rotas, inclusive as internacionais, que a empresa não incluiu em seu plano de vôos elaborado após a empresa ter sido vendida.

Para Mares Guia, a Anac tem o direito de redistribuir imediatamente esses vôos. Mas a agência está impedida de fazer isso por causa de uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF), do Rio. “A autoridade para isso é da Anac. Agora, como o processo da Varig está incompleto, aí eu não sei o detalhe jurídico que deu ao juiz essa motivação de esperar o Cheta (homologação) para depois distribuir as rotas”.
COLABOROU ANA PAULA LACERDA

 

 

O Globo
29/09/2006

 

 

O Globo Online
28/09/2006 às 21h04m
Presidente da Nova Varig poderá ser anunciado na próxima semana
Erica Ribeiro - O Globo

RIO - O presidente da VRG Linhas Aéreas, a Nova Varig, deverá ser anunciado a partir da próxima semana, disse nesta quinta-feira o vice-presidente do Conselho de Administração da VarigLog, Marco Antonio Audi. O executivo, que estava acompanhado de Maria Silvia Bastos Marques em um encontro no Palácio Guanabara, não quis dar detalhes sobre a escolha daquele que será o principal executivo da companhia.

Disse apenas que Maria Silvia, apesar de inicialmente ter sido convidada, não vai ocupar o cargo. Audi limitou-se a dizer que o novo presidente da VRG é um executivo de outro setor, que trabalha em uma empresa de grande porte e de capital aberto e o anúncio será feito em mais uma semana ou mais.

Maria Silvia, que atua como consultora da Varig, disse que tem acompanhado de perto todos os passos da companhia e afirmou que até mesmo para contratar a dietoria da empresa, será necessário antes receber as autorizações da Anac e dar prosseguimento ao plano de negócios da empresa.

Ela acrescentou que, mesmo depois de expirado o contrato de três meses que fez com a nova Varig, cujo prazo expira no fim de outubro, continuará perto da companhia.

— Vamos permanecer perto da companhia, mas não na presidência. Não sei se como executiva ou como consultora. Estamos ajudando na interlocução com o governo, o BNDES, a Anac. Tudo é difícil porque tudo é novo.É um trabalho complicado mas, por outro lado, interessante. A Varig está sendo azeitada dia a dia e esperamos que no ano que vem, ano dos 80 anos da Varig, em maio, estar voando em céu azul — afirmou.

 

 

O Globo Online
28/09/2006 às 21h01m
Vice-presidente do conselho da VarigLog evita comentar opiniões de ministro do Turismo sobre Varig
Erica Ribeiro - O Globo

RIO - O vice-presidente do Conselho de Administração da VarigLog, Marco Antonio Audi, preferiu não fazer comentários a respeito das afirmações do ministro do Turismo, Wlafrido dos Mares Guia, de que a geração de divisas para o país por meio do setor de turismo pode ficar comprometida por conta da crise da Varig.

Segundo o ministro, a previsão inicial era de US$ 5 bilhões em divisas mas a crise da companhia aérea poderá reduzir a projeção em US$ 500 milhões.

— Não adianta entrar em conflito com a declaração de um ministro. O que aconteceu com a Varig é passado. Não temos nada a ver com esse suposto prejuízo que a Varig tenha causado nas divisas. Nosso trabalho é conseguir as autorizações da Anac. Sobre as distribuição das rotas, é uma opinião dele. Nós confiamos na lei — afirmou Audi.

Segundo ele, o registro da empresa na Junta Comercial depende agora da entrega, pela Anac, do contrato social carimbado, o que estava previsto para esta quinta-feira.

A Varig iniciou nesta sexta-feira a primeira grande campanha publicitária depois da compra da companhia pela VarigLog, em julho. Audi chegou a dizer, semanas após a compra, que abriria uma concorrência para escolher a agência responsável pela conta da empresa. Por enquanto, segundo ele, a agência carioca NBS, que já atende a Varig, continua como responsável, pelo menos até dezembro.

 

 

O Globo Online
28/09/2006 às 20h58m
Executivo da VarigLog reforça interesse em manter sede da Varig no Rio
Erica Ribeiro - O Globo

RIO - O vice-presidente do Conselho de Administração da VarigLog, Marco Antonio Audi, reforçou nesta quinta-feira a decisão da nova Varig de manter a sede da empresa no Rio.

Audi participou de um encontro no Palácio Guanabara com o chefe de gabinete do governo do estado, Fernando Peregrino e os secretários de Desenvolvimento Econômico, Maurício Chacur, e de Turismo, Sérgio Ricardo, além do Procurador Geral do Estado, Francesco Conte.

A reunião foi para discutir um acordo firmado em 2004 entre a Varig e o governo do estado, que visava ampliar a malha de vôos nacionais e internacionais partindo dos aeroportos do Rio, aumentar as áreas de operações e manutenção e garantir os empregos dos funcionários da companhia que trabalhavam no estado. Em contrapartida, o estado liberoi R$ 103 milhões em créditos de ICMS que eram devidos à Varig.

Segundo Fernando Peregrino, a reunião foi produtiva, apesar de ainda não ter sido fechado um acordo entre as partes.

— A reunião vai se desdobrar e na próxima sexta-feira será apresentado um memorando de entendimentos pela VarigLog, que será encaminhado à governadora — disse Peregrino.

Audi destacou que qualquer movimento da empresa depende ainda das autorizações que ainda faltam ser liberadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Mas ele garantiu que a sede da empresa e o empenho para recuperar os empregos no Rio - que chegavam a 4.500 postos de trabalho - são compromissos.

Os representantes do governo do estado informaram que vão pedir um encontro com o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, com o objetivo de ajudar a Varig a conseguir mais rapidamente os certificados e concessões que ainda faltam ser liberados pela agência. Audi ressaltou que, tão logo o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta) saia e, em seguida, as concessões, os 1700 trabalhadores que hoje ainda trabalham pela Varig antiga, em regime de transição, serão imediatamente contratados pela VRG.

Ele disse, ainda, que os certificados permitirão concluir a negociação com empresas de leasing para compra de 14 aviões Boeing 737, o que significará a contratação de mais 1500 funcionários. A prioridade da companhia em um primeiro momento, segundo Audi, será na malha doméstica, mas os vôos internacionais também interessam à VRG.

 

 

Estadão
28 de setembro de 2006 - 20:14h
Crise da Varig afeta turismo no Brasil
A perda de receita é conseqüência direta da menor oferta de passagens aéreas, devido ao encolhimento da operação da Varig no exterior

Alberto Komatsu

Rio de Janeiro - A crise da Varig vai pesar negativamente na criação de divisas por meio do turismo. A estimativa do ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, é que o Brasil deixe de arrecadar cerca de US$ 500 milhões. O Ministério revisou para baixo, de US$ 5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, a projeção de geração de recursos por turistas estrangeiros no País este ano. A perda de receita, ressaltou o ministro, é conseqüência direta da menor oferta de passagens aéreas, devido ao encolhimento da operação da Varig no exterior.

"No começo do ano, partindo da premissa de que a crise não chegaria a esse ponto, pois teria solução antes, chegamos a falar em US$ 5 bilhões ingressando no Banco Central", afirmou o ministro. De acordo com ele, de janeiro a agosto a Varig deixou de ofertar em torno de 400 mil assentos no mercado internacional. "É perda direta de número turistas e de dólares. Isso não é nem conclusão, é uma constatação", acrescentou.

O presidente do conselho de administração da VarigLog, Marco Antonio Audi, não quis comentar a estimativa do ministro, preferindo lembrar que isso não é responsabilidade dele. "O que aconteceu com a Varig é passado. Não era nossa gestão. O que importa é daqui para a frente", afirmou Audi, que ontem reuniu-se com representantes do governo estadual para garantir que a sede da empresa permanecerá no Rio. Assegurou também a geração de empregos e o aumento da operação da companhia no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão). Mares Guia sustentou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem direito de redistribuir imediatamente vôos da Varig. Isso porque a autarquia está impedida de partilhar os vôos entre a concorrência por causa de uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF), do Rio. "A autoridade para distribuir, redistribuir e conceder é da Anac. Agora, como o processo da Varig está incompleto, aí eu não sei o detalhe jurídico que deu ao juiz essa motivação de esperar a Cheta (homologação) para depois distribuir".

Segundo a Justiça do Rio, responsável pela recuperação judicial da Varig, a companhia tem 30 dias para provar que pode operar vôos nacionais, após receber a concessão de transporte aéreo. Para o exterior, a proteção é de 180 dias, conforme portaria da própria Anac. A agência está impedida, por decisão judicial, de distribuir 148 vôos que a Varig não incluiu em seu plano básico de linhas.

A sentença é de desembargadores do TRF, que derrubaram liminar concedida por um juiz do próprio TRF autorizando a redistribuição. O caso chegou a ir para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que adiou um julgamento de colegiado de ministros para conhecer melhor o teor da decisão do TRF. Turismo - O setor de turismo espera registrar aumento de faturamento de 8,3% no segundo semestre deste ano ante igual período do ano passado, segundo mostra o 11º Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, elaborado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo o levantamento, 81% dos empresários do setor acreditam no crescimento de suas receitas no segundo semestre.

Novo presidente

A nova Varig deverá anunciar na próxima semana o nome no seu novo presidente, revelou o presidente do conselho de Administração da controladora VarigLog, Marco Antonio Audi.

Segundo o executivo, trata-se de "um profissional do mercado, que trabalha numa empresa de capital aberto". A ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Maria Silvia Bastos Marques, que foi convidada para o cargo, mas recusou e agora trabalha como consultora para a nova Varig, disse que permanecerá ao lado da empresa, mas não comentou se continuaria a ser consultora ou se poderia se tornar executiva. Segundo Audi, Maria Silvia não ocupará a presidência da nova Varig.

 

 

O Dia
28/9/2006 17:45h
Brasil perdeu ao menos US$ 350 mi com crise da Varig


Brasília - O Brasil perdeu de US$ 350 milhões a US$ 400 milhões em arrecadação com o turismo por causa da crise da Varig. A informação foi dada pelo ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, durante a apresentação do 11º Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, relativo ao segundo trimestre de 2006.

Segundo o ministro, a maior perda aconteceu no fluxo de turistas internacionais. De janeiro a agosto deste ano a Varig deixou de oferecer 587 mil assentos. Cerca de 203 mil deles foram compensados por outras companhias aéreas nacionais, mas ainda assim quase 400 mil pessoas, principalmente da Europa, deixaram de vir ao Brasil. "Na hora que tira isso do mercado é um desastre", afirmou Mares Guia.

De acordo com ele, a demora na resolução do problema da Varig e as suas conseqüências reduziram a expectativa de arrecadação de divisas geradas pelo turismo em 2006 passar dos US$ 5 bilhões. A previsão agora é de cerca de US$ 4,5 bilhões. "Isso é uma constatação. Houve uma perda direta tanto no número de turistas como no de dólares".

Os resultados do Desempenho Econômico do Turismo para o segundo trimestre deste ano indicaram expansão geral em relação ao trimestre anterior, e expectativas otimistas dos empresários para o segundo semestre de 2006.

Segundo o levantamento, em comparação ao primeiro trimestre deste ano 82% dos empresários que participaram da pesquisa tiveram expansão em seus negócios, 70% registraram aumento no faturamento e 58% contrataram novos funcionários.

Grande parte dos empresários (75%) projeta um desempenho no segundo semestre melhor do que alcançado no mesmo período do ano passado. A expectativa média é que o faturamento possa ter um aumento de cerca de 8,3% em relação ao segundo semestre de 2005.

Quanto ao quadro de pessoal, 56% prevêem aumento das contratações.

Os mais otimistas, tanto a respeito do crescimento do faturamento, como sobre a possibilidade de aumentar as contratações, são as empresas de transporte aéreo e as de parques temáticos e atrações turísticas.

O relatório apresentado pelo Ministério do Turismo ressalta, no entanto, que a Varig "não respondeu as perguntas do Boletim e, portanto, a percepção verificada nesse segmento limita-se às demais empresas aéreas".

O Boletim de Desempenho Econômico do Turismo é elaborado a cada três meses pela Fundação Getúlio Vargas (FVG) com base na opinião de empresários das oito principais segmentos do setor: agências de viagens, transporte aéreo, meios de hospedagem, operadoras de receptivo, parques temáticos e atrações turísticas, operadoras de turismo, organizadores de eventos e restaurantes.

Foram pesquisadas 762 empresas das 27 unidades da federação. Juntas as empresas venderam R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre deste ano e esperam faturar em 2006 cerca de R$ 15,2 bilhões. O peso da opinião de cada empresário na pesquisa corresponde ao volume de faturamento da empresa.

As informações são da Agência Brasil

 

 

Estadão
28 de setembro de 2006 - 13:32
Crise da Varig reduz meta do setor de turismo para US$ 4,5 bi
A crise na companhia aérea levou a uma menor oferta de assentos no mercado internacional, causando a redução da meta, que inicialmente era de US$ 5 bilhões
Alberto Komatsu

RIO - A crise da Varig, que levou a uma menor oferta de assentos no mercado internacional, vai fazer com que o setor de turismo deixe de gerar quase US$ 500 milhões em divisas para o País este ano. Com isso, o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, reduziu a meta inicial do setor de turismo, de obter US$ 5 bilhões em divisas geradas pelo setor em 2006 para US$ 4,5 bilhões.

O ministro, com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), enfatizou que de janeiro a agosto deste ano a Varig deixou de transportar 383 mil passageiros no mercado internacional.

Faturamento

O setor de turismo espera registrar um aumento de faturamento de 8,3% no segundo semestre deste ano ante igual período do ano passado, segundo mostra o 11º Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo o levantamento, 81% dos empresários do setor acreditam no crescimento de suas receitas no segundo semestre. O segmento mais otimista é o das empresas de transporte aéreo, com 98% dos empresários mostrando expectativa de crescimento, seguido pelas operadoras de turismo (91%) e parques temáticos e atrações turísticas (83%).

Em relação à contratação de mão-de-obra, 56% das empresas do setor prevêem aumento de vagas. As expectativas mais positivas, neste caso, foram verificadas entre as companhias aéreas e os parques temáticos.

De acordo com a pesquisa , no segundo trimestre deste ano 70% dos empresários do setor relataram expansão no faturamento dos seus negócios e 58% realizaram novas contratações.

 

 

Agência Estado
28/09 - 13:13h
Crise da Varig reduz meta do setor de turismo

A crise da Varig, que levou a uma menor oferta de assentos no mercado internacional, vai fazer com que o setor de turismo deixe de gerar quase US$ 500 milhões em divisas para o País este ano.

Com isso, o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, diz que a meta inicial do setor de turismo, de obter US$ 5 bilhões em divisas geradas pelo setor em 2006 não será alcançada e as divisas somarão, na verdade, US$ 4,5 bilhões. O ministro, com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), informou que de janeiro a agosto deste ano a Varig deixou de transportar 383 mil passageiros no mercado internacional.

Faturamento

O setor de turismo espera registrar um aumento de faturamento de 8,3% no segundo semestre deste ano ante igual período do ano passado, segundo mostra o 11º Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, pesquisa divulgada hoje pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo o levantamento, 81% dos empresários do setor acreditam no crescimento de suas receitas no segundo semestre. O segmento mais otimista é o das empresas de transporte aéreo, com 98% dos empresários mostrando expectativa de crescimento, seguido pelas operadoras de turismo (91%) e parques temáticos e atrações turísticas (83%).

Em relação à contratação de mão-de-obra, 56% das empresas do setor prevêem aumento de vagas. As expectativas mais positivas, neste caso, foram verificadas entre as companhias aéreas e os parques temáticos.

De acordo com a pesquisa , no segundo trimestre deste ano 70% dos empresários do setor relataram expansão no faturamento dos seus negócios e 58% realizaram novas contratações.

 

 

O Globo Online
28/09/2006 às 12h59m
Crise da Varig afetará geraçao de divisas para o turismo
Mirelle de França - O Globo

RIO - O ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, disse nesta quinta-feira que a crise da Varig, que reduziu o número de vôos internacionais, vai afetar a geração de divisas geradas pelo turismo neste ano. Segundo ele, a expectativa para esse ano, que era de US$ 5 bilhões, deverá ficar em torno de US$ 4,5 bilhões. O ministro apresentou, no Rio, o 11º Boletim de Desenvolvimento Econômico do Turismo, que mostrou, no entanto, perpesctivas positivas para o segundo semestre.

Segundo o boletim, 81% das empresas entrevistadas esperam aumento do faturamento nos últimos seis meses de 2006 em relação a igual períodode 2005. Esse aumento, diz o relatório, seria de 8,3%. Os setores mais otimistas são as empresas de transporte aéreo, operadoras de turismo e parques temáticos e atrações turísticas.

O estudo também avaliou o desempenho do setor no segundo trimestre. Os números mostram que 82% do empresariado estão em expansão, 70% registraram aumento no faturamento e 58% contrataram novos funcionários.

 

 

Do G1, no Rio
28/09/2006 - 04h24m
NOVA DIREÇÃO DA VARIG SE REÚNE COM REPRESENTANTES DO GOVERNO

O Conselho Administrativo da Nova Varig, presidido por Marco Antônio Audi, vai se encontrar com o secretário-chefe de gabinete do governo do estado, Fernando Peregrino, juntamente com os secretários de Desenvolvimento Econômico, Maurício Chacur, e de Turismo, Sérgio Ricardo, além do Procurador Geral do Estado, Francesco Conte, para discutir o acordo firmado em 2004. O encontro vai ocorrer às 15h, desta quinta-feira (28), no Palácio Guanabara, Laranjeiras, na Zona Sul.

Na ocasião a direção da empresa tinha se comprometido a manter a sede da companhia no Rio de Janeiro, ampliar o setor de controladoria, operações e manutenção, criar novos vôos nacionais e internacionais saindo do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim e manter os cerca de 4.500 funcionários baseados no Rio.

Por outro lado, o governo do estado liberou R$ 103 milhões de crédito de ICMS recolhidos irregularmente. O Rio de Janeiro foi o único estado da federação a devolver a verba à empresa.