Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 24 de Fevereiro de 2020
21/02/2020

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https://www.jornaldocomercio.com
21/02/2020

Os altos e baixos da aviação comercial no Brasil
João Vitor Machado

Os avanços no transporte aéreo brasileiro num passado recente são inegáveis. Nos últimos 10 anos em nosso país, nunca se voou tanto e a preços tão baixos. Apesar de certos obstáculos enfrentados, principalmente desde a derrocada econômica de 2014, pode-se afirmar tranquilamente que nunca foi tão fácil voar no país. Mas ainda há muita margem para mudanças, que parecem estar avançando positivamente por meio de medidas de desregulamentação.

Se hoje estamos em um patamar tão superior ao de décadas atrás no setor, muito se deve às medidas de desregulamentação levadas a cabo nos anos 1990. Empresas mal geridas e/ou muito próximas a governos, as principais sendo Varig, Vasp e Transbrasil, não conseguiram se adaptar à maleabilidade de tarifas e rotas, quebraram e deram lugar a outras - as principais sendo Gol e TAM (atual Latam) e, a partir de 2008, a Azul.

Entretanto, a consolidação de um duopólio imediatamente após a falência da Varig comprovou que eventualmente pode haver imperfeições nesse sistema. Para corrigir as imperfeições que causam aumento de tarifas e, portanto, menor mobilidade principalmente a quem tem menos condições financeiras, torna-se necessário atrair mais investidores. Mais do que simplesmente atrair capital, numa das indústrias com as menores margens do planeta, garantir as condições necessárias para a rentabilidade das companhias é imprescindível. Ou seja: não apenas liberar a sua entrada, mas também permitir que apliquem livremente o seu modelo de negócios.

Por isso, a liberação ao capital estrangeiro no setor da aviação comercial é tão importante e, junto a ela, a liberação de cobranças adicionais, como as bagagens despachadas. Fundamentalmente, a atração de companhias low-cost/low-fare é o principal efeito positivo de tais medidas. Estas têm a capacidade de cobrar menos por meio de uma estrutura de custos muito mais enxuta, junto a uma gama relativamente complexa de cobranças adicionais.

Bons exemplos à nossa volta não nos faltam. Na América Latina, diversos países vêm se adaptando à realidade low-cost/low-fare. O exemplo mais interessante é a Argentina. Mesmo que uma crise cambial tenha embaralhado ainda mais o cenário macroeconômico do país vizinho, o governo atual praticamente quebrou limitações tarifárias e deixou de impedir politicamente a entrada de competidoras, colocando a superprotegida Aerolíneas Argentinas, patrimônio favorito dos peronistas, para competir com novas entrantes.

Três delas são low-cost/low-fare. O efeito não surpreende. Lá, nunca se voou tanto e a preços tão baixos, para o pavor dos sindicatos e da imprensa de oposição, que a todo custo tentam macular essa mudança no modo de viajar dos argentinos. Evidentemente há algumas falhas de percurso, mas o que se pode tirar como resultado - e a Argentina não é o único exemplo disso - é como a desregulamentação e a liberação de capital externo pode ser positiva no contexto da aviação comercial de um país.

E não há nada de ideológico nisso. Quem se beneficiará principalmente com a abertura do setor no país não serão os burocratas, não serão os muito ricos; serão, aí sim, os que têm menos condições de pagar por uma passagem aérea, os que hoje andam de ônibus e que poderiam economizar tempo indo de avião. A popularização do setor nos últimos 10 anos precisa prosseguir.

 

 

https://zap.aeiou.pt/
21/02/2020

Maior avião comercial do mundo vai ser reciclado (mas vende lembranças)

O MSN003 começou a ser fabricado em 2004 e tornou-se o primeiro avião super jumbo a entrar ao serviço comercial. Estreou-se ao serviço da Singapore Airlines para Sydney, em outubro de 2007. O avião só foi removido da frota de Singapura no ano passado, tendo sido transferido imediatamente para o sul de França, onde está a ser desmantelado para componentes.

Desde que estas aeronaves começaram a ser desativadas que os aficionados de aviação começaram a colecionar o seu interior e exterior – como carrinhos de bebidas, mesas de café ou mini-bares completos.

Porém, de acordo com a agência Bloomberg, o avião vai ser reciclado, mas vai continuar a voar através de etiquetas de bagagem. As etiquetas para colocar nas bagagens tratam-se de coleções de edição limitada de sete mil peças, uma vez que são fabricados a partir do alumínio exterior do maior avião comercial do mundo.

Estas etiquetas estão à venda no Aviationtag por 27,95 euros, sendo esta uma recordação do avião que deixará de ser produzido em 2021.

A opção de reciclar as aeronaves tornou-se num negócio lucrativo, uma vez que muitos componentes valem mais como peças únicas do que enquanto um todo. A criação de sete mil etiquetas é um exemplo desse negócio, uma vez que cada um vai ser gravado individualmente, com uma silhueta parcial da aeronave e alguns dados, entre os quais o número de emissão.

No ano passado, a Airbus anunciou a interrupção da produção do modelo jumbo, devido à aposta das companhias aéreas em modelos mais recentes e económicos. Este modelo, que vai ser descontinuado, conta com chuveiros e bar nas zonas de primeira classe, como possibilidade para os passageiros da classe executiva possam conviver.

 

 

https://pleno.news/
21/02/2020

Avião faz pouso não previsto após morte de passageira
Causa da morte ainda não foi revelada

Nesta quinta-feira (20), uma passageira morreu no voo da LA705, da LATAM Airlines Brasil. Por conta do caso, a aeronave, que saiu de Madrid, na Espanha, com destino a Santiago, no Chile, teve que fazer um pouso não programado no Aeroporto Internacional de Fortaleza.

A mulher, que era espanhola, chegou a receber atendimento a bordo, mas não resistiu e faleceu durante o voo.

A Polícia Federal informou que os agentes do Núcleo de Polícia Aeroportuária (NPAER) e o setor médico do aeródromo foram acionados. Eles constataram o óbito e chamara a Polícia Forense do Ceará (Pefoce).

A causa da morte ainda não foi revelada. Em nota a Latam disse que se sensibiliza com o ocorrido e que prestou a assistência necessária aos familiares da passageira.

Os demais passageiros do voo tiveram que ser reacomodados em outro voos da companhia para Santiago.

 

 


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