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Domingo, 15 de Setembro de 2019
13/09/2019

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Revista Época
13/09/2019

NOVELA ‘AVIANCA BRASIL’ ESTÁ LONGE, MUITO LONGE DO FIM
Decisão da Justiça no início da semana abre nova etapa no já conturbado processo de recuperação da empresa, que se arrasta desde dezembro do ano passado
RENATO ANDRADE

A Avianca Brasil não coloca no ar um avião desde o final de maio. Mas a empresa ainda não fechou , oficialmente, as portas. A decisão desta segunda-feira dos desembargadores da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo acabou abrindo, na prática, uma nova etapa no conturbado processo de recuperação da companhia, que já ostentou o título de quarta maior aérea do país. A novela, pelo que se percebe, está muito longe do fim.

No encerramento de um julgamento que se arrastava desde julho, os desembargadores concordaram que não caberia a eles definir a falência da Avianca e decidiram, por três votos a dois, que o plano de recuperação da empresa, aprovado pela maioria dos credores em abril, ainda está valendo.

Quem entende e acompanha processos de recuperação alega que a decisão dos desembargadores foi acertada. Não caberia ao grupo decretar a falência de uma empresa que está com um processo de recuperação em curso sob proteção da própria Justiça.

O problema é que a conclusão do julgamento aconteceu meses depois que a Avianca foi obrigada a interromper suas operações e num momento em que boa parte dos ativos que a empresa esperava vender – como previsto em seu plano de recuperação – já não estão sob seu controle.

DESCOMPASSO
O descompasso entre o tempo jurídico e o tempo dos negócios pode carregar empresa, credores e até órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para um longo processo de discussões na Justiça, como já ocorreu com outras companhias no país.

Fábio Astrauskas, economista especializado em recuperação de empresas e sócio da consultoria Siegen, em São Paulo, avalia que por mais complexo que seja, a melhor saída para a Avianca ainda é a mesa de negociações.

 

 

Terra.com.br
13/09/2019

CEO da Boeing diz que 737 Max pode voltar a voar em 2019
De acordo CEO, retomada deve acontecer de forma gradual; operações do mega avião foram interrompidas após acidentes fatais
Ana Luiza de Carvalho

O executivo-chefe da Boeing, Dennis Muilenberg, afirmou nesta quarta-feira, 11, que o Boeing 737 MAX pode voltar a voar no quarto trimestre deste ano. A afirmação foi dada durante uma conferência de investidores na Califórnia, nos Estados Unidos.

De acordo com Muilenberg, a retomada das operações deve ser feita gradualmente, analisando cada País de forma individual. "Uma possibilidade é a liberação em fases", explicou. Todos os modelos do Boeing 737 MAX estão em solo desde março, após dois acidentes fatais ocorrerem com a aeronave em um intervalo de cinco meses.

O CEO da Boeing que a companhia continua atuando junto à Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) e a reguladores pelo mundo para conseguir permissão para que o 737 MAX volte a voar. A Boeing diz que mantém o plano de retomar a produção mensal de 57 aviões até o fim de 2020 —hoje, o número está em 42 aeronaves.

A companhia está trabalhando em questionamentos da Agência de Segurança na Aviação da União Europeia, como os requisitos de treinamentos de pilotos e o mau funcionamento do "ângulo de ataque", que levou ao defeito no sistema anti-stoll —ligado à queda dos aviões da Lion Air e da Ethiopian Airlines. "Não veria esses questionamentos como divisivos", disse Muilenburg. "Eu acho apenas que são questões que precisamos responder como parte do processo", completou.

"Nós continuamos a fazer progresso sólido para retomar o serviço", afirmou o executivo. Mesmo com as negociações, Dennis Muilenberg admitiu que o processo é complicado. "Eu diria que o principal risco ao cronograma continua a ser o alinhamento de reguladores pelo mundo e as aprovações dos reguladores", disse.

Relembre a polêmica do Boeing 737 MAX

O mega modelo da Boeing foi proibido de voar em abril de 2019 por agências de todo o mundo após se envolve em dois acidentes fatais em um período de cinco meses.

Em outubro de 2018, um avião da companhia Lion Air com 189 pessoas a bordo caiu no mar poucos minutos após decolar do Aeroporto de Jacarta, capital da Indonésia. Em março de 2019, um avião da Ethiopan Airlines que ia caiu seis minutos após a decolagem, entre a Etiópia e o Quênia, deixando 157 mortos. O piloto reportou problemas à torre de comando e pediu permissão para retornar ao aeroporto, mas logo perdeu o contato com os controladores.

Em abril, agências de aviação de nove país, incluindo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), se reuniram para discutir a questão do Boeing 737 MAX. O grupo contou com especialistas da Austrália, Canadá, China, União Europeia, Japão, Indonésia, Cingapura e Emirados Árabes Unidos.

A Boeing admitiu que o problema da aeronave estava concentrada no software anti-stall, que empurrou o nariz do avião para baixo com base em uma leitura errônea de dados dos sensores.

Em junho, Dennis Muilenberg afirmou que a empresa cometeu um erro ao não revelar o sistema de alerta defeituoso do cockpit de seu 737 MAX para reguladores e clientes, e disse que essa falha tem sido objeto de análise de agências reguladoras em todo o mundo.

Sob duras críticas a respeito do projeto do 737 MAX e da forma com que a Boeing lidou com a crise, o presidente-executivo disse estar "vendo ao longo do tempo cada vez mais convergência entre os reguladores" sobre quando a aeronave deve retornar ao serviço.

 

 

Jornal Extra
13/09/2019

Piloto derruba café na cabine de avião e voo que iria para Cancún é desviado

Um airbus da companhia aérea Condor teve seu trajeto desviado por causa de um derramamento de café na cabine do piloto, no dia 6 de fevereiro deste ano. O avião, que levava 326 passageiros e 11 pessoas da tripulação a bordo, saiu de Frankfurt, na Alemanha, com destino à Cancún, no México. No entanto, devido a uma fumaça no painel provocada pelo café derramado, a aeronave teve que mudar o percurso e pousou no aeroporto de Shannon, na Irlanda. A informação foi publicada pelo jornal "The Guardian".

Segundo a Agência de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB, na sigla em inglês), o relatório do incidente mostrou que o líquido quente danificou um painel do controle de áudio da aeronave, o que causou um cheiro de queimadura elétrica e a fumaça. Isso gerou uma dificuldade de comunicação para os tripulantes que pilotavam o Airbus A330.

 

 


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