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Sábado, 07 de Dezembro de 2019
29/11/2010

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Valor Econômico
29/11/2010

Venda de fazenda é cancelada
Adriana Aguiar

A tão esperada venda da Fazenda Piratininga, que pertenceu ao ex-controlador da Vasp Wagner Canhedo e teria seu valor revertido para pagar os trabalhadores da companhia, não foi concretizada. O diretor presidente da Conagro Participações, Francisco Garcia Vivoni, que arrematou a propriedade em um leilão realizado na quarta-feira, sustou o cheque dado como sinal para assegurar o negócio. O presidente do grupo deverá responder às sanções previstas em lei por conturbar o certame. Um novo leilão deve ser marcado para dezembro.

Vivoni foi o único a dar um lance no leilão, de R$ 430 milhões, para levar a fazenda de 135 mil hectares na fronteira entre Goiás e Tocantins. No ato, ele assinou um cheque de 15% do valor total, conforme as regras do leilão. Ele tentou negociar, afirmando que não teria o dinheiro à vista e que pagaria o total em 20 dias. A proposta, no entanto, não foi aceita pela juíza Elisa Maria Secco Andreoni, que atua no Juízo Auxiliar da execução trabalhista, responsável pelo leilão, ao afirmar que ele sairia preso do local se não cumprisse o combinado. Depois de quase uma hora, assinou o cheque, que sustou sob a justificativa para o banco de que a folha teria sido roubada ou extraviada.

A juíza Elisa Andreoni emitiu um despacho na sexta-feira para que o Ministério Público Federal e a Superintendência da Polícia Federal tomassem providências contra o diretor. Ele pode responder pelo crime de estelionato e por fraude ao leilão e ainda ter a prisão preventiva decretada.

O despacho também determina a quebra de sigilo bancário da Conagro Participações, do diretor-presidente e de seus sócios. A magistrada mandou prosseguir a execução contra a empresa e sócios no valor dado como sinal no leilão. Por último, impediu que a empresa e seus representantes participem de outros leilões no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, em São Paulo.

De acordo com Vivoni, o cheque foi sustado porque houve problema na posse, já que Canhedo ainda permanece na fazenda. Segundo ele, o gado estaria sendo desviado para a outra fazenda vizinha de Canhedo, conhecida como Rio Verde, e outros maquinários estariam sendo saqueados. Ele afirma que não desistiu da compra e ofereceu uma garantia de 500 milhões de euros, mas que queria ter sua posse em segurança.

A juíza Elisa, no entanto, rebateu as informações. Apesar da propriedade já estar em nome dos trabalhadores, o juízo estava apenas aguardando o leilão para garantir a posse definitiva do comprador. Na sexta de manhã, "assim que fosse compensado o cheque, seria dada a posse para ele. A Polícia Federal já estava aguardando para fazer isso". Segundo ela, o empresário estava cadastrado para participar do leilão desde março deste ano e teve todo o tempo e condições para verificar todos os detalhes da fazenda. Com relação à garantia oferecida, a Secretaria de Execuções informa que Vivoni chegou a mencionar isso, o que não foi aceito, pois as normas do leilão eram claras.

O advogado do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo, Francisco Gonçalves Martins, afirma que a situação causada pelo empresário "é no mínimo uma armação". Para ele, não haveria arrematante no leilão com a presença de Vivoni que sempre ofereceria mais do que o lance ofertado com a intenção de fraudar o certame.

O dinheiro arrecadado com a venda seria destinado aos cerca de oito mil ex-empregados da companhia aérea, cuja falência foi decretada em 2008. A Fazenda foi a leilão em razão de uma ação civil pública proposta em 2005 pelo Ministério Público do Trabalho, Sindicato Nacional dos Aeronautas e Sindicato Estadual dos Aeroviários. O processo pretendia assegurar aos empregados o pagamento dos salários atrasados e a solução de obrigações trabalhistas não cumpridas pela Vasp. Ao assinar um acordo perante a Justiça do Trabalho, Wagner Canhedo reconheceu a responsabilidade solidária de seu grupo econômico pelos débitos trabalhistas da Vasp, caso a aérea não os quitasse.

 

 

Folha de São Paulo
29/11/2010

TAM tem problemas em 30% dos voos
Maioria dos atrasos e cancelamentos de partidas ocorreu porque faltaram funcionários para compor a tripulação

Quase 30% dos voos operados pela TAM tiveram problemas de atraso ou cancelamento, a maior parte em razão da falta de funcionários para compor a tripulação. Segundo a Infraero, até o início da noite, 72 dos 624 voos programados para ontem em 63 aeroportos do país (11,5% do total) foram cancelados. Outros 114 (18,3%) partiram com algum atraso.
Em São Paulo, Congonhas ficou lotado e houve muita reclamação, principalmente de passageiros que fariam conexões no aeroporto.

Núbia Queiroz, 48, partiu de Teresina (PI) para Florianópolis (SC), mas, ao fazer a conexão em Congonhas, foi informada que o voo havia sido cancelado. Após espera, ela e o marido tiveram dois anúncios de novo voo -para ontem e hoje de manhã-, cancelados. "Estamos aguardando nossa bagagem para irmos para o hotel", disse.

Em nota, a companhia alegou que a falta de funcionários ocorreu devido a chuvas na quinta e na sexta-feira, que provocaram alterações nos voos e nas escalas.
As chuvas teriam afetado operações em Congonhas, Guarulhos, Viracopos, Santos Dumont e Galeão, "o que prejudicou a malha aérea e a escala da tripulação".

A empresa diz que a escala tem de ser alterada porque é preciso respeitar a Lei do Aeronauta, que regula as jornadas de trabalho, os limites de horas mensais e as folgas.
Além disso, o Salgado Filho (Porto Alegre) ficou fechado por causa de neblina. Em Congonhas, todos os voos da TAM para Porto Alegre foram suspensos ontem.

 

 

O Estado de São Paulo
29/11/2010

Voos da TAM atrasam e empresa culpa o tempo
A dois dias da temporada de férias, cancelamentos e atrasos atingiram 34% das decolagens da companhia, número três vezes maior que o normal
Bruno Tavares e Pedro Antunes

A dois dias do início da temporada de férias, passageiros da TAM enfrentaram ontem atrasos e cancelamentos. Os problemas começaram no sábado e continuaram durante todo o dia de ontem. Às 22 horas, segundo balanço da Infraero, 156 dos 745 voos (20,9 %) programados pela companhia partiram com atrasos superiores a 30 minutos. Outros 99 (13%) foram cancelados.

Em um dia normal, a média de atrasos fica em 10%. Os cancelamentos não ultrapassam 5%.

Em nota, a TAM atribuiu os transtornos às chuvas que atingiram a Região Sudeste entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, "o que prejudicou a malha aérea e a escala da tripulação". Segundo a empresa, o fechamento do Aeroporto Salgado Filho (Porto Alegre), na manhã de domingo, também teria prejudicado as operações.

Fontes do setor, no entanto, afirmam que os transtornos foram causados pela recusa de tripulantes em assumir voos. Na quinta-feira, a TAM teria distribuído a funcionários escalas para o restante de novembro que suprimiriam folgas. Na tentativa de contornar a situação, a empresa teria decidido atrasar ou cancelar voos de "baixa densidade" - em que a taxa de ocupação dos aviões é pequena.

O voo do estudante João Batista, de 27 anos, deveria partir do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, rumo a Natal, às 20h10 de domingo. Quando ele chegou ao check-in da TAM, foi informado que seu voo havia sido cancelado, sem explicação. Foi obrigado a esperar duas horas até descobrir como voltaria para casa. Batista e outros 71 passageiros foram realocados em dois voos da Gol, das 21h45 e 22h45.

A moçambicana Engracia Bangalane, de 33 anos, iria para Florianópolis no voo das 3 horas de hoje, também cancelado. Sua viagem foi remarcada para as 13h45. "É a terceira vez que venho para o Brasil. Nunca passei por isso antes. Irrita bastante", disse.

O comandante Gelson Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, descartou que os problemas da TAM tenham relação com a campanha salarial da categoria.

 

 


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