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19/04/2018

Acidente com Boeing em Filadélfia pressiona companhias a fazer inspeções
A análise preliminar ao acidente de terça-feira, que vitimou uma passageira, revela que o caso é em tudo similar ao ocorrido com outro avião da mesma companhia aérea, em 2016. Na altura, o construtor dos motores recomendou novas inspeções às pás de ventoi

O acidente com um Boeing 737 da Southwest Airlines está a pressionar companhias aéreas e entidades reguladoras a atuarem rapidamente na inspeção das pás de ventoinha dos motores, como as que se terão soltado do avião acidentado.

O acidente de terça-feira com a aeronave da companhia aérea norte-americana provocou a morte de uma mulher, que segundo os passageiros terá sido parcialmente sugada por uma janela danificada pelos destroços do motor que avariou e partiu em pleno voo.

A análise preliminar dos investigadores ao acidente, ainda na terça-feira, revelou que o acidente com o Boeing 737 foi em tudo similar ao ocorrido com outro avião da mesma companhia aérea em 2016, o qual levou na altura o construtor dos motores a recomendar novas inspeções às pás de ventoinha de muitos Boeing 737.

O presidente do organismo para a segurança dos transportes nacionais (NTSB, na sigla em inglês) disse à agência Associated Press (AP) que a análise preliminar mostrou sinais de desgaste do metal no sítio do qual as pás se separaram do motor.

A mulher em questão foi a primeira vítima fatal de um acidente de aviação nos EUA com uma companhia norte-americana desde 2009, lembrou a AP.

Um dos motores do Boeing 737, que fazia a ligação entre o aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque, e Dallas, Texas, e que transportava 149 pessoas, terá explodido quando a aeronave se encontrava a 32 mil pés de altitude e os destroços resultantes da explosão terão embatido na fuselagem do avião, danificando uma janela próxima do motor.

Para além da morte de uma mulher, o incidente provocou ainda sete feridos.

Segundo o presidente executivo da companhia aérea norte-americana Southwest Airlines, Gary Kelly, o avião não revelou qualquer problema na inspeção a que foi sujeito no passado domingo, e que já conta com mais de 40 mil descolagens desde que está ao serviço da companhia -- julho de 2000 - 10 mil das quais já depois da última revisão geral.

O construtor CFM International, uma joint venture entre a General Eletric Co. e a francesa Safran SA, recomendou no passado mês de junho que as companhias aéreas que estivessem a usar determinados tipos de motor levassem a cabo inspeções ultrassónicas para procurar por rachas no material.

No mês passado, os reguladores europeus requereram que as companhias aéreas a voar na Europa fizessem as inspeções recomendadas pelo construtor.

Nos EUA, a Administração para a Aviação Federal (FAA, na sigla inglesa) propôs uma diretiva semelhante em agosto, mas não exigiu as inspeções.

Na proposta da FAA seriam dados às companhias aéreas seis meses para inspecionar as pás de ventoinhas em motores com mais de 7.500 voos efetuados e 18 meses a motores com menos uso.

Não é claro, refere a AP, se isso teria obrigado a Southwest Airlines a realizar rapidamente uma inspeção ao motor que explodiu, que já tinha 10 mil voos realizados desde a última inspeção geral.

A FAA tem sido acusada pelos críticos de inação perante a ameaça à segurança aérea.

 

 

noticiasaominuto.com
19/04/2018

Motor de avião da Delta incendeia-se na pista

A tripulação apercebeu-se do problema no motor e regressou ao aeroporto de Atlanta. Incidente aconteceu um dia depois de um problema num motor de um avião da Southwest Airlines ter obrigado a uma aterragem de emergência e que provocou a morte de uma pessoa.

Um avião da Delta Airlines com destino a Londres foi forçado a regressar ao aeroporto de Atlanta esta terça-feira devido a um problema num motor, que acabou por incendiar-se, como revela a CBS46.

Paul Egas estava no aeroporto Hartsfield-Jackson quando o avião aterrou na pista e captou as imagens dos bombeiros, que já estavam na pista a aguardar o aparelho, a apagar as chamas provenientes do motor.



Os passageiros permaneceram no avião. De acordo com os bombeiros de Atlanta não se registaram feridos neste incidente.

A Delta adiantou que a aeronave transportava 274 passageiros e 14 membros da tripulação.


Este incidente aconteceu logo no dia depois de um avião da Southwest Airlines ter aterrado de emergência devido a um problema no motor. Neste caso, uma pessoa morreu.


No entanto, tratam-se de dois aparelhos diferentes. O da Delta é um Airbus 333, enquanto que o avião da Southwest é um Boeing 737.
 

 

 


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