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  • O Globo
    24/05/2022

    Câmara pode votar hoje volta do despacho gratuito de bagagem. Veja o que está em jogo
    Deputados disputam destinação de R$ 62,8 milhões do Fundo Aeroviário. Medida pode perder validade no dia 1o.
    Por Geralda Doca — Brasília

    A Câmara dos Deputados pode concluir nesta terça-feira a votação da medida provisória (MP) 1.089, batizada de Voo Simples por simplificar as regras do setor da aviação, mas que se destacou por trazer de volta o despacho gratuito de bagagens no mercado doméstico e internacional. O benefício não constava no texto original do governo, mas foi incorporado durante a tramitação da proposta na Câmara e no Senado.

    Editada no fim do ano passado, a MP perde a validade em 1o. de junho caso não seja apreciada a tempo pela Câmara. Duas questões estão em jogo e são determinantes na aprovação da proposta: o fim da cobrança de tarifas diferenciadas pelo transporte da mala e o repasse de pelo menos R$ 62,8 milhões do fundo aeroviário para a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Esse trecho também não constava no texto original e foi acrescentado no Senado, o que fez a MP voltar à análise dos deputados.

    Há pressão de parlamentares para que a Câmara mantenha essa emenda, que destina à CNT 40% dos recursos do fundo, sob o argumento de que o sistema Sest/Senat oferece cursos para a formação de trabalhadores do setor da aviação. Além disso, o fundo aeroviário passaria a receber uma verba extra de 3% do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), abastecido por verba dos concessionários dos aeroportos.

    Em 2021, o fundo aeroviário tinha em caixa R$ 157 milhões, mas apenas R$ 2 milhões foram empenhados. Parte da verba é destinada ao custeio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e parte é contingenciada pelo governo federal. Já o Fnac tinha um saldo de R$ 4 bilhões em 2021, segundo parecer do Senado.

    Contudo, o relator, deputado general Pertenelli (União-SP) apontou erro técnico no repasse dos recursos para a CNT porque a emenda aprovada no Senado mexe na lei do Sistema S e retira a palavra empresa privada. Hoje, elas recolhem 2,5% da folha para o setor de transporte.

    Com isso, todas as empresas públicas teriam que passar a contribuir para o sistema, o que na visão do relator seria ilegal porque o transporte aéreo é privado.

    - Já as empresas privadas deixariam de recolher. Imagina o Banco do Brasil passar a recolher 2,5% da folha para o Sistema?- indagou o relator.

    Ele afirmou que manterá a gratuidade do despacho da bagagem. Os técnicos dos Ministério da Infraestrutura e da Economia vão recomendar o veto ao presidente Jair Bolsonaro. Mas já sabem que ele não vetará a medida no ano eleitoral. Por isso, parte dos técnicos defendem que o governo poderia atuar para deixar a MP perder validade, tirando o constrangimento de Bolsonaro ter que vetar esta medida a pouco mais de quatro meses da eleição.

     

     

    https://observatorio3setor.org.br
    24/05/2022

    Boeing 707 brasileiro desaparecido é um dos maiores mistérios da aviação mundial
    O voo Varig 967, do avião cargueiro Boeing 707, ficou famoso por ter desaparecido sem deixar qualquer vestígio em 1979
    MARIA FERNANDA GARCIA MUNDO, NOTÍCIAS

    O Voo Varig 967, operado pela companhia aérea brasileira Varig, foi um voo comercial de carga conhecido por seu desaparecimento inexplicável em 1979, tornando-se um dos maiores mistérios da aviação mundial.

    O avião cargueiro Boeing 707-323C decolou do Aeroporto Internacional de Narita, em Tóquio, no Japão, às 20h23 do dia 30 de janeiro de 1979. O destino final era o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão, com uma escala nos Estados Unidos.

    Vinte e dois minutos depois de decolar, o comandante Gilberto Araújo da Silva fez o primeiro contato com o controle de tráfego aéreo. Não havia qualquer problema a bordo. O segundo contato, previsto para as 21 horas 23 minutos, não chegou a ser feito.

    O avião desapareceu sobre o Oceano Pacífico cerca de trinta minutos após sua decolagem em Tóquio. Nenhum sinal da queda, como destroços ou corpos, jamais foi encontrado. O voo de carga transportava, entre outros itens, 53 quadros do pintor Manabu Mabe, que voltavam de uma exposição no Japão. As pinturas foram avaliadas na época em mais de US$ 1,24 milhão.

    O caso ficou conhecido por ser um dos maiores mistérios da história da aviação e um dos raríssimos voos civis comerciais que desapareceram sem deixar vestígios.

    Uma curiosidade é sobre o comandante do voo. A tripulação do voo 967 era formada por seis homens: o comandante Gilberto Araújo da Silva – mesmo comandante sobrevivente do Voo Varig RG-820, que foi obrigado a fazer um pouso de emergência nas proximidades do Aeroporto de Orly, na França, em 1973, por um incêndio a bordo que matou 123 pessoas -; o comandante Erni Peixoto Mylius, atuando como 1º oficial; o 2º oficial Antonio Brasileiro da Silva Neto; o 2.º oficial Evan Braga Saunders (ambos atuando como co-pilotos); José Severino Gusmão de Araújo e Nícola Exposito (mecânicos de voo).

    Este foi também um dos raríssimos casos da aviação comercial mundial em que um piloto (o comandante Gilberto) se envolve em dois desastres aéreos com vítimas fatais.

    A investigação interna da Varig também não conseguiu resolver o enigma. No relatório final sobre o acidente, consta o seguinte: “Não foi possível encontrar nenhum indício que lançasse qualquer luz sobre as causas do desaparecimento da aeronave”.

    Muitas hipóteses e teorias foram formadas a partir de então para tentar entender o que ocorreu com o Boeing 707 da Varig. De sequestro por causa do valor das obras de arte até abdução alienígena. Como nenhuma das teorias conseguiu ser provada, segue o mistério sem solução mesmo 43 anos depois do seu desaparecimento.

    Em 2014, o voo MH370, da Malaysia Airlines, com 227 passageiros e 12 tripulantes, também desapareceu sem deixar vestígios de sua localização, como também nenhum passageiro encontrado, juntando-se aos misteriosos desaparecimentos aéreos.

    Esse caso nunca teve uma causa específica, pois nunca foi encontrado nenhum sinal do PP-VLU (Aeronave envolvida). Até hoje, nunca foi encontrado nenhum sinal de vestígios plásticos, peças e/ou corpo dos tripulantes.

     

     


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