Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 16 de Julho de 2018
13/07/2018

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Aviação Brasil
13/07/2018

Chegou o Boeing 737 Cargueiro da Azul

Pousou na manhã desta quinta, em Belo Horizonte, o primeiro avião cargueiro da Azul Cargo Express. O Boeing 737-48EF Cargo, prefiro, PR-AJZ, chega para atender a demanda crescente da unidade de cargas da Azul e será certificada pela Anac antes de entrar em operação. Com a aeronave, a empresa terá mais flexibilidade para definir as estratégias de malha, fortalecendo a capacidade de ofertar soluções customizadas para os Clientes e ampliando os negócios da Azul Cargo.

A segunda aeronave cargueira da Azul deve ser incorporada à frota até o mês de setembro. Os cargueiros 737 foram escolhidos por conta do baixo custo operacional e pelo histórico de confiabilidade de aeronaves desse modelo para o transporte de cargas. O Vice-Presidente Técnico Operacional da companhia, Flávio Costa, acompanhou a chegada do Boeing e ressalta que os aviões exclusivos para a Azul Cargo Express vão produzir novas oportunidades econômicas para a empresa.

“Hoje é dia de comemorarmos a chegada do nosso primeiro cargueiro. Estamos muito felizes em poder acompanhar esse momento histórico para a empresa, que poderá contar com essas aeronaves de forma exclusiva para o transporte de cargas. Esses aviões vão nos proporcionar mais flexibilidade para definir a malha de acordo com as necessidades dos nossos Clientes e contribuirão para oferecermos novos serviços, como o fretamento”, afirma Costa.

As aeronaves exclusivas para cargas poderão transportar até 20 toneladas de produtos, capacidade superior aos porões das demais aeronaves da companhia, que, por realizarem voos comerciais, também precisam acomodar as bagagens dos Clientes. Com mais espaço e versatilidade, a Azul Cargo Express espera crescer 40% neste ano, ampliando a oferta de serviços para regiões e rotas de maior volume. No primeiro trimestre deste ano, a unidade de transportes de cargas da Azul já registrou crescimento de 61% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

 

Delas.com.br
13/07/2018

"Donas do Ar": formatura só de pilotas de avião celebra empoderamento feminino
"Meu objetivo é evoluir cada vez mais. Lembro que a primeira vez que pilotei foi uma sensação maravilhosa, ainda não acredito que agora estou aqui e que eu consegui", afirma Tatiane Martins, que é umas das pilotas recém-formadas
William Amorim

Astronautas, mecânicas, motoristas, jogadoras de futebol e até pilotas de avião, com o intuito de mostrar que uma mulher pode ser aquilo que ela quiser, o projeto “Donas do Ar” foi criado pela companhia aérea Avianca Brasil e tem como principal propósito levar equidade de gênero para as alturas. Todo esse esforço está surtindo efeito, tanto que na quarta-feira (11) aconteceu um momento histórico para a aviação nacional: a primeira formatura de pilotos composta exclusivamente por mulheres.



O projeto, que ajuda mulheres que sonham em ser pilotas de avião , foi inspirado no projeto “Donas da Rua”, criado em 2016 pela Maurício de Sousa Produções. “O objetivo é mostrar para as meninas que elas podem e devem seguir o que elas querem na profissão , independentemente de estereótipos e do que a sociedade tenta impor para elas”, afirma a diretora executiva Mônica Sousa, inspiração do pai Maurício de Sousa para criar a protagonista da “Turma da Mônica”.
O “ Donas da Rua ” busca trazer à tona a história de mulheres que foram importantes na história da humanidade e evidencia o quanto as personagens de Maurício de Sousa são empoderadas. Para isso, além de um site lotado de informações, são feitas visitas em escolas para incentivar as meninas. O projeto se uniu com a Avianca para mostrar, no Dia Internacional da Mulher, que existem pilotas comandando aviões, e a parceira gerou um impacto tão positivo que cresceu, se fortaleceu e impulsionou a criação do “Donos do Ar”.


Sonho de pilotas de avião realizado

A recém-formada Tatiane Martins vê esse incentivo como fundamental, pois ela já foi a criança sonhadora que teve dúvidas se conseguiria ou não se tornar uma pilota de avião. Ela conta ao Delas que quando viu um avião pela primeira vez em Curitiba, aos 15 anos, já teve certeza de que era essa a profissão que queria seguir. “O problema é que eu era muito jovem e minha família muito simples, meu pai era professor e minha mãe não trabalhava fora. Falei empolgada com eles, mas mandaram esperar pelo menos meus 18 anos.”

Quando foi pesquisar sobre o curso, percebeu que era muito caro e, para ter condições de pagar sem deixar de ficar perto do seu sonho, resolveu fazer um curso de comissária de bordo. “Segui nessa carreira por dez anos e nesse período economizei para poder pagar todas as minhas horas de voo e todos os meus cursos. Muitas vezes escutei que mulher não é piloto, na verdade, escuto até hoje. Às vezes, eu estou no aeroporto e, principalmente as crianças, me olham e dizem: ‘nossa, é uma mulher’”, conta Tatiane.

Atualmente, a recém-formada atua como copiloto, mas está trabalhando para se tornar comandante. “Meu objetivo é evoluir cada vez mais. Lembro que a primeira vez que pilotei foi uma sensação maravilhosa, ainda não acredito que agora estou aqui e que eu consegui”, relata com entusiasmo.

Comandante experiente é inspiração

Uma mulher determinada, que foi inspiração para Tatiane, é a comandante Jaqueline Guglielmi Ramos, que já trabalha na aviação há 22 anos e, desde 2007, atua como pilota comandando voos comerciais. “É emocionante estar aqui como uma referência e espero que elas [as recém-formadas] continuem fazendo a mesma coisa, inspirando, levando conhecimento para as meninas que estão começando e não sabem como ter informação sobre essa carreira”, fala ao Delas .

Jaqueline afirma que a aviação ainda é um meio muito masculino e, para a maioria da população, ter uma mulher no comando de uma aeronave ainda é uma novidade. “É difícil para uma mulher, mas não é impossível, e o segredo é não desistir na primeira dificuldade. Claro que você vai ser questionada sobre a sua capacidade, postura, experiência, você é o tempo todo testada. Quando os passageiros estão voando e percebem que é uma mulher pilotando, eles querem ir até a cabine ver”, explica.

Para a comandante, a sociedade precisa estar aberta ao que está acontecendo. “Os homens têm esposas, filhas, irmãs e o desejo deve ser o de querer bem essas pessoas, incentivando para que elas possam ser o que quiser. Acredito que um pai, por exemplo, deve  mostrar para a filha que existem possibilidades de ser o que se deseja porque todos trabalhamos juntos. E, para as meninas, digo que é possível, sim, ser uma pilota de avião, acreditem, sempre é possível”, garante Jaqueline.

A ideia é aumentar cada vez mais o número de pilotas de avião



Diante de todos os obstáculos encontrados, um evento como esse é um importante passo para as futuras gerações. Em 2016, quando assumiu a presidência da Avianca Brasil, Frederico Pedreira notou que o percentual de mulheres como pilotas de avião era muito pequeno, menos de 2%, e que dentre os inúmeros currículos que recebem, apenas 5% são de mulheres.

“Ainda é um meio dominado por homens, então são poucas as mulheres que sabem que é possível fazer uma carreira como pilota. Por isso, eventos como esse são importantes, para que mais mulheres saibam que isso é possível. Nós acreditamos que a diversidade cria valor e enriquece a empresa como um todo e sei que essas mulheres vão tornar a Avianca mais forte”, diz Pedreira, que espera que formaturas como essa deixem de ser notícia e passem a ser rotina.

A princípio, a ideia da companhia aérea era aumentar o percentual de pilotas do sexo feminino em 10%, mas perceberam que havia uma escassez de candidatas. O índice passou 2% para 5%, mas, a partir de agora, a intenção é aumentar em 10% ao ano a quantidade de mulheres como pilotas de avião da empresa. “Sinto orgulho profissional e pessoal por ser, em parte, responsável por um projeto que, para mim, tem um impacto positivo na empresa e para essas mulheres que são extraordinariamente capazes”, afirma o presidente.

Apoio para as mulheres é fundamental



Para tornar a formatura das pilotas de avião ainda mais especial, ocorreu no evento um painel que  discutiu a equidade de gênero no mercado de trabalho que contou com a participação da jornalista e apresentadora, Glória Maria, da diretora Executiva da Maurício de Sousa Produções, Mônica Sousa, da comandante da Avianca Brasil, Jaqueline Guglielmi e da diretora de RH da empresa, Patrícia Nicieza. Quem intermediou o bate-papo foi a jornalista Mônica Salgado.

O projeto “Donas do Ar” conta a assinatura do “Women’s Empowerment Principles”, da ONU Mulheres, que ajuda na promoção de treinamentos sobre o tema para colaboradores e organiza atividades e palestras com as pilotas de avião em escolas públicas quinzenalmente. Já a Avianca Brasil atua na contratação de profissionais mulheres, na disseminação do conceito e ainda arca com os custos de parte das horas de voos necessárias para a formação das pilotas em simuladores.

 

 

RTP Noticias
13/07/2018

Copiloto da Air China suspeito de fumar no avião causou queda de mais de 7.500 metros
A queda a pique do avião num voo da Air China, durante dez minutos, esta semana, deveu-se a um erro do copiloto, que estava a fumar um cigarro eletrónico, divulgaram hoje as autoridades.

Investigações preliminares revelam que o copiloto tentou, sem avisar o piloto, desligar o ventilador de circulação do ar, para evitar que o fumo chegasse à cabine.

"No entanto, terá por engano desligado o aparelho de ar condicionado que estava ao lado, resultando em oxigénio insuficiente na cabine e um alerta de altitude", afirmou um responsável da Administração Civil da China, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

"Estamos a investigar as causas em pormenor. Caso se confirmem as suspeitas, vamos atuar de acordo com a lei e as regulações e lidar com esta questão de forma rigorosa", acrescentou.

Fumar é expressamente proibido em voos comerciais, incluindo cigarros eletrónicos.

Na terça-feira, meia hora depois do voo CA106 ter partido de Hong Kong, com 153 passageiros a bordo, as máscaras de oxigénio caíram do teto do avião, que imediatamente desceu mais de 7.500 metros em dez minutos.

O avião, um Boeing 737, recuperou depois a altitude e voou em segurança até ao destino final, a cidade de Dalian, no nordeste da China.

Não foram reportados feridos entre os passageiros ou danos no avião.

 

 


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