Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017
08/08/2010

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Folha de São Paulo
08/08/2010

Petrópolis vira polo de aviação para GE
Com faturamento de US$ 1 bi e em expansão, GE-Celma ganha um novo centro para teste de turbinas
CAMILA FUSCO

Com cinco centros globais de manutenção de turbinas de aviação espalhados por Europa, EUA e Ásia, a General Electric (GE) escolheu a unidade do município de Petrópolis, no Rio, para ser o principal polo de seus serviços do gênero no mundo.
Em outubro, a planta, que leva o nome de GE-Celma, ganhará um novo centro de provas, capaz de dobrar a capacidade de turbinas testadas de 400 para 800 por ano.
A câmara de testes, que recebeu investimentos de US$ 6 milhões, ou R$ 10,5 milhões, simula integralmente as condições enfrentadas pelas aeronaves durante o voo, como tempestades, neves e até choques com pássaros.
A iniciativa faz parte de um plano de crescimento da GE-Celma que prevê investimentos de US$ 50 milhões -R$ 88 milhões- até 2014.
"Ao término da expansão, revisaremos 500 turbinas, a maior capacidade entre as subsidiárias", diz Júlio Talon, presidente da GE-Celma.

A ESCOLHIDA
Quem visita a GE-Celma não encontra nenhum prédio suntuoso característico das unidades fabris da GE no mundo -ao contrário, vê galpões modestos distribuídos num terreno em aclive.
De perto, porém, a Celma, não tem nada de tímida: foi a primeira unidade latina da GE a atingir US$ 1 bilhão (R$ 1,7 bilhão) em vendas.
A companhia ganhou destaque internacional pela velocidade de entrega: 50 a 60 dias frente a até 80 dias das outras subsidiárias.
Pelo modelo de negócios da GE, a Celma retira a turbina em qualquer lugar do mundo, leva a peça por terra a Petrópolis a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas, onde chega ao Brasil, e faz a manutenção.
"São 10 mil peças que compõem a turbina que exigem processos minuciosos para não haver atraso", diz.
A preocupação com a pontualidade foi crucial para a Celma atrair contratos importantes. No fim de 2008, auge da crise econômica, a GE procurou unidades capazes de fazer mais trabalhos em menos tempo para ganhar em escala. "A eficiência operacional da Celma pesou na escolha", diz Talon.

DNA LOCAL
Apesar de não lembrar em quase nada a época da fundação, quando fabricava ventiladores, a Celma preserva a informalidade do início.
Não é incomum ver um funcionário dirigir-se a Talon, 48, nas oficinas para dar ideias ou mesmo conversar sobre assuntos triviais.
Boa parte dessa cultura, segundo Talon, tem a ver com o fato de 95% dos 1.050 profissionais terem nascido em Petrópolis e se conhecerem fora da empresa. Para muitos, a Celma foi o primeiro e único emprego, como no caso do próprio presidente, há 24 anos na companhia e cinco meses no cargo.
É comum encontrar famílias inteiras, como aconteceu com o soldador Abel da Silva, 78, hoje aposentado, que tem seu filho, José Luiz, 55, e o neto, Bruno, 25, ambos engenheiros, empregados lá.
O ambiente "familiar" é um dos trunfos para reter talentos. Na avaliação da Celma, os profissionais ficam motivados a permanecer na companhia por muito tempo, algo importante para serviços com alto grau de especialização. Hoje a rotatividade de mão de obra é de 2% ao ano. "A Celma vive sua melhor fase", resume Talon.

Frase

"Ao término da expansão, revisaremos 500 turbinas, a maior capacidade entre as subsidiárias'
Júlio Talon
presidente da GE-Celma

 

 

Folha de São Paulo
08/08/2010

Petrópolis aposta em vocação tecnológica

Com 330 mil habitantes e uma economia desenvolvida a partir da vocação natural para o turismo e o setor têxtil, o município de Petrópolis, a 66 quilômetros do Rio, quer estruturar seu crescimento futuro apoiado em indústrias de base tecnológica.
Para isso, a prefeitura está ampliando os programas de formação de mão de obra qualificada e revisando as políticas de incentivos.
Uma das iniciativas prevê a parceria entre a prefeitura e o Senai para a criação de cursos profissionalizantes em tecnologia para 720 alunos com mais de 18 anos. Outra estratégia é a criação de 60 centros de inclusão digital para capacitação básica.
"Também está em estudo a expansão do Laboratório Nacional de Computação Científica e a chegada do Instituto de Matemática da Universidade Federal Fluminense nos próximos 12 meses, órgãos capazes de formar mão de obra altamente especializada", diz Nelson Sabrá, da Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Agricultura.
Na esfera fiscal, a prefeitura aposta em benefícios para as empresas. No próximo dia 15, será formalizada a criação do Distrito Industrial da Posse, área que terá redução na alíquota de ICMS de 19% para 2%, seguindo uma lei estadual já aplicada em outros municípios do Rio. Segundo Sabrá, o projeto permitirá a instalação de cinco empresas na região, que irão criar 3.000 empregos diretos até 2012, sobretudo na área de informática e tecnologia.

CONTRATAÇÕES
Os planos de qualificação e incentivos fiscais da prefeitura parecem estar convencendo também quem já está na cidade.
A GE-Celma, responsável hoje por cerca de 50% do PIB municipal, da ordem de R$ 4 bilhões, deverá contratar cerca de 300 pessoas com a expansão da fábrica para manutenção de turbinas.
Além dos motores aéreos, a Celma poderá, em breve, prestar serviços de reparos para turbinas termelétricas e hidrelétricas, um projeto estudado pela área de energia da GE, o que demandará também mais funcionários.
"Só as novas contratações deverão injetar cerca de R$ 1 milhão por ano na economia municipal", diz Sabrá.
Outra empresa que está investindo é a Allen Informática, do ramo de software e parceira global da Microsoft. A companhia, hoje com 200 desenvolvedores em Petrópolis, dobrará o número de funcionários em um ano.
A Central 24 Horas, do ramo de call center, abrirá uma operação em Petrópolis que pode chegar a 1.200 funcionários até o fim do ano.

 

 

Site BemParana
08/08/2010

Voos da TAM atrasam neste domingo no Galeão
Passageiros que seguiam para Natal esperaram cerca de quatro horas no saguão

Três voos da Tam apresentaram atrasos neste domingo (8) no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio. Os passageiros do voo 3189 da TAM esperaram cerca de quatro horas no saguão do Aeroporto até embarcarem com destino a Natal (RN). O voo que deveria ter decolado às 9h12 foi remarcado três vezes.

De acordo com a TAM, os passageiros foram informados que aeronave apresentou problema técnico durante a vistoria e teve que seguir para uma manutenção não programada. A Companhia informou que providenciou alimentação para todos os passageiros.

De acordo com a Infraero, mais dois voos da empresa apresentaram problemas nesta manhã. O voo 3378 com destino a Belo Horizonte, tinha embarque previsto para às 14h10, mas foi cancelado. Enquanto o voo 3889, com destino a São Paulo, tinha atraso de quase três horas às 14h40. O horário de embarque estava previsto para às 11h58.

Em nota à imprensa, a assessoria TAM informou que o atraso teve como causa problemas meteorológicos que fecharam temporariamente vários aeroportos do Brasil (São Paulo/Congonhas e Buenos Aires/Ezeiza, entre outros), prejudicando a normalidade da malha aérea e ocasionando remarcações e cancelamentos de voos. Segundo a companhia, a malha deve ser normalizada ao longo da tarde deste domingo.

 

 

Agencia Angola Press
08/08/2010

TAAG disponibiliza "checkin" via internet

Luanda - A transportadora aérea angolana, TAAG, tem disponível a partir de hoje, o serviço de "checkin" via internet para todos os destinos da referida companhia, disse hoje à Angop, um dos seus Administradores.
 
Rui Carreira adiantou que a transportadora coloca a partir de hoje a disposição de todos os passageiros o referido serviço para os voos domésticos, regionais e intercontinentais.
 
Informou que a mesma facilidade está disponível a partir de todos os aeroportos onde a TAAG já opera um sistema automático compatível de controlo de partidas.
 
"Nós temos já este tipo de serviços nas nossas delegações de Cabinda, Lubango, Ondjiva, em Angola, para a África do Sul, nas cidades de Capetown e Joanesburgo, assim como para Pequim, Rio de Janeiro e São Paulo", revelou.
 
 
Informou que os passageiros que viajam sem bagagem, podem após o check-in on line, dirigir-se directamente para os serviços de emigração, no aeroporto, mas "quem tiver bagagem, é só depositá-la no balcão apropriado e seguir igualmente para os serviços de emigração", concluiu.
 
De acordo com o administrador, para recorrer aos serviços da companhia os passageiros devem aceder ao site www.taag.com na janela "Voe com a TAAG", escolher "check-in online" e seguir as instruções.

 

 

Estadão.com.br
08/08/2010

Águia entra em motor de avião no Alasca

Uma águia foi sugada para dentro do motor esquerdo de um avião da Alaska Airlines quando a aeronave decolava na cidade de Sitka, no Alasca, rumo a Seattle. Nenhum dos 134 passageiros e cinco tripulantes ficou ferido. O motor desligou-se automaticamente e o avião parou a 915 metros do fim da pista de decolagem, que possui 1.980 metros e termina na água.

O avião taxiou de volta para o terminal com o outro motor que ainda funcionava. A companhia enviou um avião substituto para que o voo pudesse ocorrer ainda hoje. Enquanto isso, mecânicos inspecionavam o Boeing 737-400 para verificar os estragos.

 

 

Zero Hora
08/08/2010

Aeroportos precisam de investimentos para atender demanda da Copa
Novo terminal de Florianópolis deve ficar pronto em 2014, pouco antes do Mundial
Alícia Alão

O Brasil foi definido há três anos como sede da Copa do Mundo de 2014. Mas a porta de entrada para os visitantes estrangeiros ainda é estreita. Os aeroportos são o grande gargalo de infraestrutura para o maior evento internacional de futebol, o esporte mais praticado no mundo. Num território de dimensões continentais, o transporte aéreo ágil e eficiente é fundamental.

Florianópolis não está entre as cidades-sedes do campeonato, mas está definida como cidade-base (Base Camp, no termo oficial em inglês), ou seja, hospedará uma seleção e servirá como um campo de treinamento.

Esta é uma das razões que garantem a atenção do governo federal e da Infraero — estatal que administra os principais aeroportos brasileiros — para o Hercílio Luz, na Capital.

Tanto que, em vez de ampliado, será construído um novo terminal, como explica a superintendente do Aeroporto da Capital, Maria Edwirges Madeira. Ela garante que, em maio de 2014, o novo terminal terá o dobro da capacidade atual e estará funcionando.

Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Infraero terá R$ 295 milhões para a construção de um novo terminal, que ficará do lado oposto ao atual. Em maio, foi assinado um acordo de cooperação entre Infraero, Estado e prefeitura.

O governo estadual é responsável pela duplicação da via de acesso e aquisição de área da UFSC (R$ 107 milhões), e a prefeitura ficou com a transferência de imóveis já desapropriados pelo Estado (R$ 13 milhões).

— Florianópolis é a alternativa para quatro outros aeroportos, inclusive os de Curitiba e Porto Alegre, então não podemos correr o risco de ter uma defasagem muito grande. E a Infraero entende que estamos com movimento crescente, independentemente da Copa. Temos acompanhamento, temos recursos e temos acordo — argumenta.

Nenhuma obra física começou, mas há quatro contratos em andamento. Dois estão previstos para conclusão em dezembro de 2010: de elaboração e de fiscalização dos projetos de terraplanagem, pavimentação, drenagem e iluminação.

Outros dois terminam em junho de 2011 e tratam de adequação e de fiscalização dos projetos referentes ao novo terminal de passageiros. Os quatro contratos somam R$ 6,74 milhões. Esta semana, uma equipe de técnicos da sede da Infraero, em Brasília, esteve na Capital para verificar o andamento dos projetos.

O novo terminal já tem a licença ambiental de prévia (LAP), mas falta a licença de instalação (LAI) para o início das obras, que deve ocorrer a partir do segundo semestre de 2011. O presidente da Fatma, Murilo Flores, explicou que as licenças estão em andamento, tanto para o novo terminal quanto para a duplicação do acesso, de responsabilidade do Deinfra.

A Infraero entregou à Fatma o Plano Básico Ambiental (PBA) em dezembro de 2008 mas, segundo Flores, está incompleto. A LAI só poderá ser emitida com todos os dados necessários do PBA. A anuência do ICMBio também será necessária, porque a Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé fica a menos de 10 quilômetros de distância do novo aeroporto.

A estimativa para o Aeroporto Hercílio Luz durante a Copa é de trânsito de 50 mil pessoas, segundo a assessoria da Infraero. O volume é considerado baixo porque durante o inverno, nos meses de junho de julho, o movimento é bem mais fraco que na temporada de verão.

Mesmo com a obra concluída, em março de 2014, ficará pendente para 2015 a conclusão da instalação da automação predial. A superintendente Maria Edwirges explica que o equipamento vai automatizar operações, que podem ser feitas manualmente, e por isso a falta dele não impede o funcionamento do novo terminal.

O uso da estrutura do terminal atual, que passou por reforma em 2009, ainda não está definida. Será discutida por um grupo de técnicos formado por dois titulares e dois suplentes de cada uma das partes do acordo de cooperação: Infraero, prefeitura e governo do Estado. Esse grupo deve fazer sua primeira reunião este mês, segundo Edwirges.

Outros gargalos pelo país

A urgência para a ampliação dos aeroportos não está relacionada apenas com a Copa, mas também ao avanço do mercado de aviação. As viagens aéreas cresceram no ritmo de 10% ao ano entre 2003 e 2008. No início de 2010, chegou a 20%. Para atender à demanda crescente, as companhias aéreas lançam novas rotas — mas esbarram na falta de infraestrutura.

A realização da Copa do Mundo deve acrescentar 10,3% de passageiros no movimento projetado de 158 milhões de pessoas para 2014.

Copa em um país tão extenso em território só houve há 16 anos, nos Estados Unidos. Para 2014, a Fifa pretende concentrar os grupos de seleções em quatro regiões do Brasil para evitar voos acima de duas horas de duração.

Especialistas em transporte aéreo projetam dificuldades para a estrutura aeroportuária atender ao aumento de demanda do país, quanto mais um evento de escala mundial.

— A Infraero anunciou investimento na parte física, mas não prevê nada em tecnologia — alerta Respicio Espirito Santo Júnior, professor de transporte aéreo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), referindo-se a softwares que controlam bagagem ou que definem em que ponte de desembarque cada avião deve estacionar.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José Márcio Mollo, diz que "não compartilha do otimismo das autoridades" em relação ao andamento de ampliações de terminais e melhorias nos sistemas de pista:

— Não dá tempo de reformar os aeroportos.

A Infraero e o governo federal já reservaram R$ 6,48 bilhões para investimentos nas 12 cidades-sedes. O problema é o prazo. Conforme Mollo, a construção de um terminal consome pelo menos cinco anos.

Os principais problemas estão no Aeroporto de Guarulhos (São Paulo), o Juscelino Kubitschek (Brasília), Confins (Belo Horizonte) e o Afonso Pena (próximo a Curitiba). Entre as cidades-sede da Copa de 2014, apenas Natal terá um novo aeroporto. O primeiro módulo do terminal de São Gonçalo do Amarante deverá ficar pronto em 2013.

Uma das soluções apontadas pela Infraero para aliviar as operações em horários de pico seria a redistribuição de voos.

— Não adianta distribuir voos para horários menos movimentados, porque a maior parte das viagens são a negócio no país — diz Elton Fernandes, professor de produção e transporte da UFRJ.

— O movimento cresceu e a capacidade do aeroporto ficou para trás. O maior gargalo é o fluxo de tratamento de passageiros — alerta Adir Silva, professor do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes da Universidade de Brasília.

 

 


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