Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Domingo, 15 de Setembro de 2019
11/09/2019

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Jornal Extra
11/09/2019

Boeing tem queda de 72% nas entregas de aviões em agosto
(Por Sanjana Shivdas em Bengaluru)

(Reuters) - A Boeing entregou em agosto cerca de um quarto do número de aviões que havia entregado um ano atrás, derrubando o total de entregas deste ano em mais de 40%, conforme a suspensão mundial de sua aeronave mais vendida, o 737 MAX, entra no sétimo mês.

Números mensais regulares da fabricante de aviões norte-americana mostraram que ela entregou 18 aeronaves em agosto, ante 64 no mesmo período de um ano atrás.

Nos oito meses até agosto, as entregas totalizaram 276 aeronaves, contra 481 no ano passado.

A Boeing, sediada em Chicago, não entregou nenhuma aeronave 737 MAX desde que o avião foi suspenso em todo o mundo em março, depois de dois acidentes na Indonésia e na Etiópia.

As companhias aéreas dos EUA removeram o jato de seus voos até dezembro ou o início do próximo ano.

A fabricante de aviões disse que espera receber a certificação da Administração Federal de Aviação dos EUA até outubro para colocar os jatos de volta ao ar.

A Boeing ainda está tentando acompanhar a rival europeia Airbus, que continua à frente com entregas combinadas de 500 aeronaves nos primeiros oito meses de 2019. A Airbus entregou 207 de seus jatos A320neo, que competem com o 737 MAX.

 

 

O Globo
11/09/2019

Orçamento previsto para aviação civil só daria para recapear duas pistas
POR GABRIEL MASCARENHAS

O secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann, está apavorado com o arrocho que se anuncia.

Numa audiência com o deputado Jerônimo Goergen, ontem, Glanzmann deixou claro que, com o orçamento previsto para 2020, ele não terá como administrar os 44 aeroportos que ainda estão sob seu guarda-chuva.

A Secretaria Nacional de Aviação Civil pleiteava ter em caixa de R$ 680 milhões para o ano que vem. Por ora, tem garantidos 4,1% disso, ou seja, R$ 28 milhões.

Glanzmann foi objetivo na reunião com Goergen: com essa grana, a secretaria conseguirá recapear duas pistas em 2020, e só.

 

 

Revista Época
11/09/2019

Dona de avião do acidente com a Chapecoense barganhou por seguro mais barato
Troca de mensagens entre seguradora e proprietária da companhia La Mia é classificada como 'conduta irresponsável' por advogados de familiares das vítimas
Daniel Salgado

Três anos após o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, que matou 71 pessoas, os familiares das vítimas seguem em uma disputa judicial para receber as indenizações devidas pela corretora de seguros inglesa AON.

"Para nós está óbvio que existiu má prática da corretora. Nossos advogados estão trabalhando, inclusive com auxílio dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores em busca de soluções jurídicas para que as famílias possam receber a indenização", disse Fabienne Belle, presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense. Ela é viúva do fisiologista Luiz César Martins Cunha, que fazia parte da delegação da Chapecoense.

A percepção de Belle se confirma em reportagem publicada pelo portal UOL nesta terça-feira, que apresenta uma trocas de e-mails entre um representante da seguradora e a dona da companhia aérea LaMia, Loredana Albacete, proprietária do avião que caiu em Medelín, na Colômbia. As mensagens tratam justamente da negociação do valor do seguro, que acabou estipulado em US$ 25 milhões.

A responsável pela LaMia chegou a barganhar pelo valor mais baixo possível para a apólice, inicialmente estipulada em US$ 300 milhões. Na troca de mensagens, a seguradora ofereceu a Loredana Albacete a opção de estabelecer uma indenização entre U$ 25 milhões e US$ 50 milhões. De acordo com o documento obtido pelo UOL, ela respondeu por escrito: "Eu acho US$ 50 milhões muito. Amigos da aviação que fazem América do Sul trabalham bem com US$ 25 milhões de limite".

“Foi uma conduta irresponsável”, diz Fernando Lottenberg, advogado da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense.

Belle afirma que a seguradora se recusa a buscar qualquer tipo de negociação: "Não existe diálogo. A AON está fechada para qualquer tipo de conversa. A postura deles é a mesma desde o começo. Mas nós temos os e-mails trocados dias após do acidente em que eles diziam ter a intenção de pagar a indenização".

Ela ressaltou que a seguradora sinalizou que negociaria uma indenização se as ações na Justiça fossem abandonadas. A oferta da AON foi pagar US$ 225 mil dólares por família. Entre as famílias das 71 vítimas, 23 aceitaram a proposta e os outras 45 recusaram o acordo. Quem aceitou, abriu mão de qualquer outra indenização por parte da LaMia ou de qualquer seguradora envolvida no processo. Os demais familiares seguem na batalha judicial.

 

 


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