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    12/08/2020

    Os aviões Boeing 747 ainda usam disquetes para atualizações críticas de software

    Já se passaram aproximadamente 12 milhões de anos desde a última vez que a maioria de nós usou um disquete, mas, aparentemente, a tecnologia antiquada ainda desempenha um papel crítico no fornecimento de atualizações de software para aviões 747-400, da Boeing.

    A descoberta foi cortesia da empresa de segurança cibernética Pen Test Partners e foi inicialmente relatada pelo site The Register.

    Como parte da conferência virtual de hackers Def Con deste ano, a Pen Test Partners exibiu um vídeo passo a passo de um 747 da British Airways depois que a companhia aérea decidiu aposentar toda a sua frota no mês passado devido à pandemia global. O vídeo de 10 minutos é um vislumbre de detalhes da cabine do avião — onde a Pen Test Partners descobriu uma unidade de disquete de 3,5 polegadas.

    Aparentemente, o drive de disquete é o carregador de banco de dados de navegação do 747 e precisa ser atualizado a cada 28 dias. Por exemplo, algum pobre engenheiro precisaria visitar cada 747-400 e colocar uma atualização manualmente… Ou os aviões não seriam capazes de voar. E não são apenas os 747s.

    De acordo com o Verge, a maioria dos Boeing 737s também são atualizados por meio de disquetes. Os operadores desses aviões, de acordo com uma reportagem do Aviation Today de 2014, têm pastas cheias de disquetes “para todos os aviões que precisam”. Isso inclui informações importantes como aeroportos, pistas, rotas de voo e pontos de referência usados pelos pilotos para fazer planos de voo. Também parece terrivelmente ineficiente, pois enquanto alguns sistemas podem exigir apenas um disquete de atualizações, outros podem exigir até oito disquetes.

    Você pensaria que nos seis anos desde 2014, alguém teria descoberto uma maneira de trazer a indústria da aviação para o século 21. Surpreendentemente, uma reportagem do Aviation Today observa que mesmo em 2020, um “número significativo de companhias aéreas ainda está usando disquetes para carregar software”.

    Para ser justo, o 747-400 é um avião antigo que voou pela primeira vez há 32 anos, em 1988, quando os disquetes reinavam. Hoje em dia, no entanto, os disquetes são principalmente são usados em manutenção de sistemas legados comerciais e industriais — coisas que foram construídas para durar, mas não foram preparadas para o futuro ou não são facilmente substituídas.

    Por exemplo, foi só no ano passado que os militares dos EUA pararam de usar disquetes de 8 polegadas para ajudar a gerenciar seu sistema de armas nucleares. Em 2018, as vendas de disquetes realmente aumentaram quando pequenas gravadoras independentes mudaram para o disquete de 3,5 polegadas no auge da tendência vaporwave.

    Mas voltando aos aviões, moderno nem sempre é melhor. O Boeing 737 Max, por exemplo, apresentava sistemas de software avançados, mas falhas resultaram em dois acidentes horríveis que mataram 346 passageiros, levando a Boeing a interromper a produção da linha no final do ano passado. Mais um problema de software com o 737 Max foi descoberto em fevereiro e, depois de mais de um ano dos aviões sem poderem voar, a Boeing reiniciou a produção em maio.

    Por outro lado, enquanto o Boeing 737-400 não está mais em produção, apenas dois já estiveram envolvidos na morte de passageiros em 8,42 milhões de voos, de acordo com o site Airsafe.com.

     

     

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    12/08/2020

    Azul lança nova empresa de aviação regional e quer chegar a 200 cidades
    Com atuação em 36 destinos no país, a Azul Conecta é composta por 17 aeronaves com capacidade para até nove assentos
    Por Agência Estado

    A Azul lançou, nesta terça-feira, 11, sua nova subsidiária para o mercado de voos regionais: a Azul Conecta. A cerimônia de lançamento, presencial, foi em Jundiaí e contou com a presença de profissionais e executivos da empresa e representantes do governo. Com o passo, a empresa mira elevar sua cobertura no País e quer atingir 200 cidades nos próximos anos.

    A empresa é fruto da aquisição da TwoFlex, anunciada no início deste ano. Com atuação em 36 destinos no país, a Azul Conecta é composta por 17 aeronaves modelo Cesna Gran Caravan, um turboélice regional monomotor com capacidade para até nove assentos. Dos 17 aviões, três são exclusivamente cargueiros.

    “Com essas aeronaves vamos transformar o Brasil mais uma vez. Vamos chegar a 200 destinos. Todo mundo está triste com o que esta acontecendo no mundo, mas isso vai acabar. Temos de olhar para frente e ajudar o Brasil a crescer”, disse o presidente da Azul, John Rodgerson.

    O executivo parabenizou ainda o governo por sua atuação para abrir o setor aéreo, trazendo oportunidades para as empresas.

    O secretário Nacional de Aviação Civil (SAC) do Ministério da Infraestrutura, Ronei Saggioro Glanzmann, que também esteve em Jundiaí para o lançamento, destacou a importância de elevar a cobertura aérea no Brasil. “Chegar com esse tipo de aeronave é fundamental. Não temos aeroportos como Congonhas em todos os lugares do Brasil”, disse, defendendo a demanda de passageiros por voos em municípios mais afastados.

    “Nos acreditamos muito na aviação sub-regional. No atendimento das cidades que hoje a gente não conseguiria fazer com a frota que a gente tem. Caravan é um avião versátil. Essa versatilidade de frota ajuda muito a atender esses mercados menores”, disse o vice-presidente Técnico-Operacional da Azul e diretor presidente da Azul Conecta, Flavio Costa.

    Com a Conecta, o grupo cobre hoje 152 municípios. Entre as regiões que ele vê mais oportunidades estão a Norte e Centro-Oeste. “São regiões muito desabastecidas. Mas também há oportunidades em cidades pequenas no Sudeste e Sul”, disse.

    A compra da TwoFlex foi anunciado em janeiro de 2020 pela companhia. Em maio, a empresa concluiu a aquisição pelo preço total de R$ 123 milhões. O negócio teve aprovação sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, decisão proferida em 27 de março.

    A antiga TwoFlex, de Jundiaí (SP), oferecia serviço regular de passageiros e cargas para 39 destinos, três deles já então atendidos pela Azul. A empresa operava 14 slots na pista auxiliar de Congonhas.

    O negócio, apesar de pequeno, foi muito bem recebido pelo mercado à época por elevar a presença da Azul em Congonhas, terminal mais disputado no país pelas companhias.

    Com os slots na pista auxiliar, a Azul está praticamente operando sozinha em Congonhas durante a reforma da pista principal do terminal. Gol e Latam, que trabalham apenas com aviões maiores, tiveram de deslocar suas rotas para Guarulhos durante as intervenções na pista, que vão do dia 5 de agosto até 5 de setembro.

     

     


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