Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
04/10/2010

<< Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>

Valor Econômico
04/10/2010

Continental cresce 22%

A Continental Airlines, uma unidade da nova companhia United Continental Holdings, informou que sua receita cresceu 22% em setembro, em relação a igual período do ano passado. A companhia é usualmente a primeira entre as grandes aéreas americanas a divulgar o desempenho mensal e alguns analistas veem seus resultados como sinalizador da tendência do setor.

 

 

Valor Econômico
04/10/2010

Southwest planeja atrair quem viaja a trabalho e gasta mais
Diante de retração nos Estados Unidos e fusão de rivais, companhia vai às compras e revê seu modelo
Justin Bachman, Mary Schlangenstein e John Hughes

Ao longo de sua história, a Southwest Airlines prosperou a partir do crescimento orgânico, apostando que seus custos de mão-de-obra competitivos, tarifas baratas e uma cultura corporativa única formavam o melhor arsenal contra os concorrentes. Mas com o mercado americano de viagens aéreas estagnado e companhias aéreas maiores fundindo-se a concorrentes mais poderosos, a Southwest foi forçada a repensar seu modelo de negócios nos últimos anos.

O mais recente desafio surgiu em 27 de setembro, quando a companhia sediada em Dallas acertou, por US$ 1,4 bilhão, a compra da AirTran Airways, uma unidade da AirTran Holdings. A aquisição, apenas a terceira na história da Southwest, dará à companhia seu primeiro serviço em Atlanta, há décadas uma fortaleza da Delta Air Lines, e mais voos partindo de Nova York e Washington. "A Southwest está dizendo que não é mais a companhia aérea da mamãe e do papai - 'vamos nos transformar na companhia aérea das pessoas de negócios'", afirma Alan Bender, professor da Embry-Riddle Aeronautical University.

A aquisição fará da Southwest uma companhia aérea de descontos verdadeiramente nacional e a distanciará ainda mais de seus três aviões iniciais, que faziam voos entre três cidades do Texas. Ao atender novos mercados secundários como Wichita, Bloomington (Illinois) e Huntsville (Alabama) - além de outras opções pelo país -, a Southwest estará melhor posicionada para atrair passageiros em viagens de negócios dispostos a pagar mais pelas passagens. "Os 'furos' que existiam na rede estão agora oficialmente eliminados e é impressionante o que eles construíram", comenta William S. Swelbar, um pesquisador do Centro Internacional de Transporte Aéreo do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Analistas afirmam que a Southwest tinha pouca escolha a não ser perseguir novos negócios por meio da compra de um concorrente. Tendo ampliado sua atuação para 69 aeroportos em 35 estados americanos, o crescimento orgânico em uma economia fraca não era mais uma opção. A Southwest não tinha como crescer em um aeroporto importante como o de La Guardia, em Nova York, ou nos aeroportos Washington-Reagan e de Atlanta, por causa de restrições nas instalações.

E pior: as viagens aéreas domésticas - a única fonte de negócios da Southwest - tiveram uma contração nos últimos anos por causa da fraqueza persistente da economia americana. Um resultado disso foi que a companhia teve um prejuízo de US$ 120 milhões no terceiro trimestre de 2008 (o primeiro em 17 anos), e perdeu dinheiro em quatro dos últimos oito trimestres. "Não queremos fazer uma aposta na economia ou na queda dos custos operacionais", diz o executivo-chefe Gary C. Kelly. "E isso naturalmente nos leva a ter um foco maior no seguinte pensamento: 'Bem, então como vamos crescer?' Felizmente para nós, nos deparamos com uma situação que nos permitirá fazer isso."

O acordo Southwest-AirTran foi anunciado menos de uma semana antes de a Continental Airlines e a United Airlines concluírem uma fusão para criar a maior companhia aérea do mundo. Como parte das concessões necessárias para obter a aprovação das autoridades reguladoras, a Continental cedeu direitos de pousos e decolagens para a Southwest em Newark, proporcionando à Southwest seus primeiros voos no congestionado aeroporto de Nova Jersey.

A combinação Continental-United ficará à frente da Delta, que reivindicou o título de maior companhia aérea do mundo há apenas dois anos, quando adquiriu a Northwest. Kelly nega que o movimento de consolidação tenha influenciado sua decisão de chamar o presidente do conselho de administração da AirTran, Robert L. Fornaro no segundo trimestre, para tratar de um negócio. Ele reconhece que "dois de nossos competidores mais antigos ficaram mais fortes recentemente e teremos que refletir sobre isso". No entanto, acrescenta Kelly, "dizer que estamos fazendo esse negócio apenas porque quatro companhias aéreas se transformaram em duas não procede. Mas admito que a aquisição nos tornará mais competitivos".

Ela também colocará a companhia ainda mais na mira da Delta, que transformou o aeroporto de Atlanta em um dos mais movimentados do mundo, com o sistema "hud-and-spoke" de distribuição de passageiros para os seus destinos. Em julho, a Delta e suas subsidiárias regionais controlaram 76% do tráfego de passageiros do Hartsfield-Jackson Atlanta, segundo dados do próprio aeroporto. A participação de mercado da AirTran foi de 17% no mesmo mês.

Para Kelly, isso significa um ambiente de tarifas mais caras perfeito para o serviço da Southwest. "Precisamos de mais voos numa base combinada [em Atlanta] do que a AirTran tem hoje", diz ele. "E com isso quero dizer um número significativo de voos a mais - mais do que dois". Tal ocorrência poderá desencadear uma resposta dura da Delta, segundo escreveu em uma nota a clientes em 28 de setembro o analista Daniel McKenzie da Hudson Securities.

A Southwest já tomou algumas decisões em relação à integração das duas companhias: vai eliminar a tarifa de US$ 20 de checagem de bagagem da AirTran, a determinação de assentos e as cabines de duas classes, mas manterá os 86 Boeings 717 da companhia. A inclusão dos jatos menores vai exigir uma nova programação das tripulações e dos protocolos de manutenção, tornando mais complexas suas operações.

A companhia também vai adquirir seus primeiros voos internacionais através do serviço existente da AirTran para Aruba, Cancún, República Dominicana e Jamaica. "Queremos ser uma alternativa para um número maior de clientes no país", diz Kelly. "Estamos no ponto em que podemos pensar desse jeito depois de 40 anos."

 

 


<< Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>

Página Principal