Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Terça-Feira, 19 de Junho de 2018
26/08/2010

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O Estado de São Paulo
26/08/2010

Embraer nega falha em queda de avião
Empresa desmente mídia chinesa, segundo a qual Pequim havia apontado problemas técnicos no avião que se acidentou
Cláudia Trevisan

A Embraer desmentiu ontem a informação da imprensa oficial chinesa de que a Administração da Aviação Civil da China apontou problemas técnicos no modelo de avião que caiu anteontem, o E-190, durante workshop com empresas aéreas em junho de 2009. Entre os problemas estariam a quebra de hastes da turbina e erros no sistema de controle de voo.

O jato que fazia o voo da Henan Airlines partiu-se e pegou fogo às 21h36 (horário local), no momento em que tentava pousar em meio à forte neblina no aeroporto de Lindu, matando 42 pessoas e deixando 54 feridos.

O representante da Embraer na China, Guan Dong Yuan, disse que a empresa nunca recebeu comunicado oficial sobre supostos defeitos no E-190. Guan ressaltou que as autoridades chinesas ainda estão investigando as causas do acidente e a Embraer colabora com os trabalhos. "O avião recebeu a certificação das autoridades chinesas para voar no país. Se houvesse qualquer dúvida sobre sua segurança, isso não teria ocorrido", disse Guan. Com capacidade para até 120 lugares, o E-190 é o modelo de maior sucesso da Embraer.

A caixa preta do jato foi encontrada ontem e uma equipe de técnicos da empresa brasileira era esperada na China para participar das investigações.

O aeroporto no nordeste da China onde um avião fabricado pela Embraer caiu anteontem foi considerado inseguro para pousos à noite pela maior empresa de aviação chinesa, que há quase um ano suspendeu as aterrissagens noturnas de suas aeronaves no local.

Inaugurado em agosto de 2009, o aeroporto de Lindu é de pequeno porte e está localizado no meio de uma floresta. Logo após o início de sua operação, a China Southern Airlines anunciou a suspensão do pouso noturno de seus aviões no local, medida que entrou em vigor em 1.º de setembro de 2009, por razões de segurança. A mesma empresa também vetou aterrissagens diurnas sob chuva.

Esse foi o primeiro grande acidente aéreo da China em quase seis anos e levou à demissão do gerente-geral da Henan Airlines, Li Qiang. Lindu é um dos inúmeros aeroportos construídos nos últimos anos para atender ao crescente tráfego aéreo do país, que passou de 87,6 milhões de passageiros em 2003 para 193 milhões em 2005.

Relatos. Sobreviventes do acidente disseram ontem que o avião passou por uma forte turbulência momentos antes de se chocar com o solo. "Depois que nós paramos, as pessoas que estavam atrás entraram em pânico e correram para frente. Nós estávamos tentando abrir as portas de emergência, mas não conseguimos. Aí a fumaça começou a se espalhar. Em minutos, nós não conseguíamos mais respirar", relatou um passageiro não identificado em entrevista à rede de televisão estatal CCTV.

Segundo ele, alguns dos passageiros conseguiram escapar por um buraco aberto na fuselagem perto das primeiras filas do avião. Outro sobrevivente relatou que via fogo e fumaça fora do avião e conseguiu sair por uma fenda aberta na parte de trás. Ainda não está claro se a aeronave se partiu antes ou depois de tocar o solo.

O garoto Ji Yifan, de 8 anos, contou que foi agarrado por outro passageiro e arrastado para a saída de emergência. Enquanto ele escorregava pela rampa, ela se incendiava. "Eu cai no chão e de novo alguém me tirou dali", contou de sua cama no hospital.

PARA LEMBRAR

Além do acidente na China, há apenas o registro de um Embraer 170 que saiu da pista no pouso sob a neve em Cleveland, nos EUA, em fevereiro de 2007, e de um Embraer 190 que saiu da pista após o pouso em Santa Maria, na Colômbia, em julho do mesmo ano. Nenhum deles deixou vítimas. A Flight Safety registra dez acidentes com aeronaves da família anterior de jatos da Embraer, ERJ-135/140/145, entre 1998 e 2010, todos episódios sem vítimas. Segundo a empresa brasileira, há 885 aviões dessa família em operação no mundo.

 

 

O Estado de São Paulo
26/08/2010

China detecta falha em avião E-190
Um dos 30 modelos da Embraer que operam no país apresentou defeitos; aeronave do tipo caiu na terça

A Aviação Civil da China detectou há alguns meses falhas técnicas em aviões Embraer E-190, mesmo modelo que aquele que se acidentou na última terça-feira, 24, no nordeste do país, causando a morte de 42 pessoas e deixando 54 feridos, informou nesta quinta-feira, 26, a agência oficial Xinhua.

De acordo com a fonte estatal, tinham sido detectados problemas técnicos em um dos 30 aparelhos deste modelo que operam na China (cinco da Henan Airlines, à qual pertencia o avião acidentado, e 25 da Tianjin Airlines). Ainda não se sabe, porém, se o acidente foi causado por falha técnica ou humana.

As investigações preliminares mostram que o avião aterrissou longe da pista, causando a destruição da cabine e uma pequena explosão que incendiou parte do aparelho.

De acordo com a Xinhua, a Aviação Civil chinesa realizou em junho uma reunião para discutir os problemas, entre eles fendas em placas das turbinas e informações erradas nos sistemas de controle de voo.

Horas depois de receber informações sobre o acidente, a Embraer enviou uma equipe de especialistas a Yichun, a localidade do nordeste da China onde o avião se acidentou, para ajudar a investigar o fato.

Enquanto isso, a Henan Airlines, que só conta com aviões do modelo da Embraer em sua frota, suspendeu temporariamente todos seus voos, entre eles o que faz a rota entre Harbin e Yichun (iniciado há apenas duas semanas).

O aeroporto de Lindu, nos arredores de Yichun e onde aconteceu o acidente, foi reaberto nesta quinta-feira, um dia antes de ser completado um ano de sua inauguração, segundo a Xinhua.

O diretor-geral da companhia aérea, Li Qiang, foi destituído e substituído pelo chefe de pilotos da Shenzhen Airlines, empresa proprietária da Henan.

A imprensa local chinesa mostrou dúvidas sobre a capacidade do aeroporto de Yichun, inaugurado em 2009, para realizar voos noturnos, assim como o local do aeroporto, aparentemente rodeado de massas florestais (o próprio nome da instalação, Lindu, significa "Capital da Floresta").

Os investigadores também destacaram, por outra parte, que por enquanto há sinais de uma possível sabotagem.

O acidente põe fim a uma sequência de quase seis anos sem acidentes na aviação civil chinesa. O último tinha acontecido em novembro de 2004, quando um Bombardier CRJ-200 da China Eastern Airlines caiu pouco depois de decolar na cidade de Baotou, da região autônoma da Mongólia Interior, causando 55 mortes.

Por conta do acidente desta semana, grandes companhias aéreas nacionais como a China Eastern e sua concorrente China Southern organizaram reuniões de emergência para revisar as medidas de segurança de seus aparelhos.

Muitos dos feridos no acidente continuam recebendo tratamento, e, segundo os médicos, cinco crianças que viajavam no avião se encontram em estado "crítico".

Quatro delas sofreram queimaduras em seu aparelho respiratório e estão em situação muito grave, segundo o médico Wang Yongchen, subdiretor do hospital onde estão sendo tratadas, em Harbim.

Outros 10 feridos estão em situação grave, entre eles um vice-ministro do Governo chinês que viajava no aparelho, cujo nome não foi revelado, por enquanto.

 

 

O Estado de São Paulo
26/08/2010

Avião pousa de barriga em aeroporto da Bahia

Um avião modelo ERJ-145 da Embraer, usado pela companhia Passaredo na linha Guarulhos-Vitória da Conquista (BA), fez um pouso forçado às 14h50 de ontem no aeroporto da cidade a 509 km de Salvador. Segundo a companhia, o voo, que partiu às 13h de Cumbica, levava 27 pessoas. Ao chegar a Vitória da Conquista, o trem de pouso não teria funcionado, forçando um pouso de barriga na pista. Duas pessoas foram atendidas por equipes do Samu, com escoriações. A pista vai ficar fechada até hoje.

 

 

Valor Econômico
26/08/2010

Fusões de aéreas

A Lufthansa , companhia aérea alemã que fez três aquisições no setor em 2009, prevê que a busca por margens de lucro maiores levará a um aumento nas fusões entre empresas operando em diferentes partes do mundo. "A tendência em direção à consolidação se tornará mais intercontinental nos próximos anos do que atualmente", afirmou Stefan Lauer, chefe de empresas aéreas subsidiárias da Lufthansa, entre as quais estão nomes como a Austrian Airlines e British Midland, segundo a Bloomberg.

 

 

Valor Econômico
26/08/2010

TST julga posse da fazenda de Canhedo
Adriana Aguiar

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) começou a analisar ontem um recurso do ex-controlador da Vasp, Wagner Canhedo, por meio do qual ele tenta anular a posse definitiva da Fazenda Piratininga pelos ex-trabalhadores da companhia aérea. A propriedade, localizada no norte de Goiás, está avaliada em R$ 615 milhões e foi transferida para os trabalhadores em novembro de 2009 para pagar parte da dívida da empresa. A Vasp, que teve a falência decretada em setembro de 2008, deve cerca de R$ 1 bilhão aos antigos funcionários.

Por enquanto, há apenas o voto do relator do caso na 5ª Turma, ministro Emmanoel Pereira, que negou provimento no recurso proposto pelos advogados do empresário e da Agropecuária Vale do Araguaia, proprietária da Fazenda Piratininga. O magistrado entendeu que houve problemas na juntada de documentos para formar o recurso. Após o voto, o ministro João Batista Brito Pereira pediu vista. Ainda falta votar a ministra Kátia Magalhães Arruda.

A defesa tenta anular a adjudicação (propriedade definitiva) da fazenda ao alegar que a propriedade seria essencial para a recuperação judicial da Agropecuária Vale do Araguaia, que teria entrado em recuperação judicial antes da adjudicação. E que os advogados não teriam sido intimados dessa decisão. Os advogados do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo, Carlos Duque Estrada e Francisco Gonçalves Martins, negam essas alegações e tentam derrubar o recurso com a argumentação central de falta de documentação. Segundo Duque Estrada, não havia procuração de um dos advogados para atuar no caso e documentação da parte contrária, necessária na entrada do recurso. Para ele, não há chances desse recurso ser considerado válido, já que isso contraria até a Súmula nº 164 do TST, que trata da juntada de procurações.

A fazenda já foi levada a leilão em abril deste ano por um lance mínimo de de R$ 370 milhões. No entanto, o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, Carlos Alberto Reis de Paula, determinou o prosseguimento do leilão, desde que seus efeitos fossem sustados, até que esse recurso, que teve seu julgamento iniciado ontem no TST fosse analisado. Em razão do impasse, a propriedade não chegou a receber lances, apesar da presença de interessados. Se a venda vier a se concretizar, esta será a primeira vez no país que um grupo de trabalhadores de uma empresa em falência receberá seus créditos fora do rateio de ativos no processo de falência.

Procurados pelo Valor, os advogados de Canhedo e da fazenda, Claudio Alberto Feitosa Penna Fernandes e Eduardo Safe Carneiro, não retornaram até o fechamento da edição. Se a decisão for favorável aos trabalhadores, os advogados ainda podem recorrer à instância máxima do TST, a Seção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), e até mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

 

O Globo
26/08/2010

Trip compra aviões maiores para crescer no Rio
Aérea investe US$ 250 milhões por ano para dobrar frota até 2011. Previsão de receita é de R$ 1,2 bi ano que vem
Danielle Nogueira

Enquanto avalia a aquisição de estações de rádio usadas pela antiga Varig (atual Flex), cuja falência foi decretada pela Justiça sexta-feira passada, a Trip Linhas Aéreas aposta na compra de aviões maiores para crescer em aeroportos saturados, como o Santos Dumont, um de seus cinco principais destinos. Neste e no próximo ano, a empresa planeja investir de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões para elevar sua frota de 27 aeronaves em 2009 para 50 em 2011. Com essa estratégia, prevê mais que dobrar seu faturamento, dos R$ 450 milhões registrados em 2009 para R$ 1,2 bilhão em 2011 e, assim, manter a posição de maior companhia aérea regional da América Latina.

Por definição, as aéreas regionais são aquelas que voam com aeronaves de até cem assentos e atendem a municípios com demanda de até 80 mil passageiros por ano, entre embarques e desembarques. Hoje, a Trip tem em sua frota aviões modelo ATR, com entre 45 e 68 assentos, e jatos 175 fabricados pela Embraer, com 86 assentos. No próximo ano serão incorporados à frota jatos 190, também da Embraer, que dispõem de 106 lugares.

No momento em que o setor de aviação passa por um processo de consolidação — com a recente união entre a TAM e a chilena LAM — as encomendas de aviões maiores suscitaram dúvidas quanto à estratégia da empresa. Seria uma investida para concorrer com as grandes do setor? — Não — responde o presidente da Trip, José Mario Caprioli. — Nossa atuação tem foco diferenciado, voltado para a ligação de pequenos e médios centros aos grandes polos urbanos. As aeronaves de maior capacidade têm o simples objetivo de consolidar rotas já existentes. Em aeroportos onde não é possível fazer novos pedidos de rotas, como o Santos Dumont, que já está saturado, o único jeito de crescer é aumentar o número de passageiros transportados por viagem.

Atualmente, o fluxo de passageiros da Trip no Santos Dumont é de 12,1 mil pessoas por mês, seis vezes mais que os 2,2 mil de 2008 e volume suficiente para fazer do Rio um dos cinco principais destinos da companhia, ao lado de Belo Horizonte, São Paulo, Cuiabá e Manaus. Considerando as cerca de 80 cidades atendidas pela aérea, são 160 mil passageiros por mês ou 1,9 milhão por ano. Os números garantem à Trip liderança incontestável na aviação regional, com 73% de participação de mercado. No setor com um todo, porém, a aérea tem modestos 2,5%.

Parcerias com bancos para atrair classe C A meta da empresa é elevar para 3,7 milhões o número de passageiros em 2010. Uma das apostas para atingir a marca é atrair a classe C. Em janeiro deste ano, a empresa fechou parceria com o Banco do Brasil pela qual os correntistas podem pagar passagens em até 60 meses a juros de 1,99% mensais. Este ano, a parceria será estendida a Bradesco, Itaú e Santander.

A transferência de estações de rádio da antiga Varig para a Trip também deve favorecer suas operações. A aérea foi a única interessada nas unidades, hoje usadas em pousos e decolagens de várias companhias. A Trip não fala em valores. Limita-se a dizer que o negócio será apreciado pelo conselho de administração da companhia esta semana.

Criada em 1998 pelo grupo Caprioli, com tradição no transporte rodoviário, a Trip tem 2.100 funcionários. Em 2006, o grupo Águia Branca comprou 50% do negócio. Dois anos depois, uma fatia de 20% foi adquirida pela americana Sky West, maior aérea regional do mundo.

Bilhete poderá ser comprado por iPhone

A Trip está investindo US$ 1,5 milhão no desenvolvimento de uma nova plataforma tecnológica que permitirá que os clientes comprem passagens com iPhone ou qualquer outro smartphone, a partir de janeiro do ano que vem.

Dessa forma, a aérea pretende acompanhar a mudança no comportamento dos empresários brasileiros que, segundo o próprio presidente da empresa, José Mario Caprioli, vem se tornando mais independente de suas secretárias, comprando seus próprios bilhetes aéreos: — O novo executivo é cada vez mais autossuficiente.

Temos que acompanhar essa tendência.

O mercado corporativo responde por 75% do público atendido hoje pela Trip.

 

 

Folha de São Paulo
26/08/2010

Acidente pode travar venda de 45 jatos ao país

A Embraer negocia desde 2007 a venda de 45 jatos EB para o governo chinês. A transação estava perto de ser fechada quando ocorreu o acidente no aeroporto de Yichun, o que, avaliam analistas, pode travar ou até cancelar as negociações.
Ontem, as ações da companhia subiram 1,54%, após caírem 3,87% no dia em que foi divulgado o acidente.
A recuperação ocorreu mais cedo do que a analista Rosângela Ribeiro, da corretora SLW, previa.
"Achei que o efeito do acidente fosse durar um pouco mais, ao menos até que se descobrisse o que aconteceu, se o problema foi efetivamente técnico. Mas, pelo jeito, o mercado já se antecipou e achou que, com esse preço, valia a pena voltar".
Os papéis da companhia acumulam queda de 8,27% neste mês. (GM)

 

 

Folha de São Paulo
26/08/2010

China afirma que avião da Embraer estava sob suspeita
Colisão de jato ocorrida anteontem deixou 42 mortos e 54 feridos, na maior tragédia aérea do país desde 2004
GABRIELA MANZINI

O órgão que regula a aviação civil na China já teria se queixado à Embraer de problemas no jato E190. Anteontem, um avião deste modelo sofreu acidente no aeroporto da cidade de Yichun, deixando 42 mortos e 54 feridos.
De acordo com a Xinhua, a agência de notícias oficial da China, a autoridade chinesa de aviação civil promoveu uma reunião com representantes de empresas aéreas do país e da Embraer, em junho, para debater supostas falhas estruturais do aparelho.
Entre as queixas estavam rachaduras em turbinas e erros nas informações do sistema de controle de voo.
Desde os anos 90, quando amargou uma série de acidentes aéreos, a China investe pesado no setor. O acidente de terça-feira foi o mais grave desde 2004 e pôs fim a uma marca de 2.100 dias -69 meses- sem mortes em voos.
A Embraer não confirma. Por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que "promove reuniões periódicas com as autoridades chinesas para discutir assuntos referentes às operações das aeronaves". Declarou ainda que a reunião de 2010 não ocorreu: está agendada, desde julho, para a próxima semana.
O especialista em segurança aérea Ronaldo Jenkins de Lemos, oficial de reserva da FAB e diretor-técnico do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), confirmou que reuniões de avaliação das aeronaves são comuns, inclusive no Brasil.
"Quem entende mais do avião é o fabricante. A autoridade de aviação civil de qualquer país costuma conversar com o fabricante para discutir problemas eventuais. [As falhas no E190] tanto não foram consideradas de importância que o avião continua voando", afirmou.
O engenheiro aeronáutico Jorge Eduardo Leal de Medeiros, professor da Escola Politécnica da USP, diz achar "muito pouco provável" que o acidente tenha sido provocado por uma falha do equipamento. "Esse avião está voando no mundo inteiro sem registro de falhas."
Segundo o chefe do departamento de comunicação do comitê municipal do Partido Comunista chinês, Hua Jingwei, o jato se dividiu em dois ao se aproximar da pista, e passageiros foram jogados para fora da cabine antes de ele tocar o solo e explodir.
Testemunhas afirmaram que as chamas envolveram toda a fuselagem, atingido a vegetação ao redor.
"O avião, para quebrar, deve ter tido uma batida forte. Não parece razoável que um avião que esteja se aproximando do chão de repente se arrebente", diz Medeiros.
Havia 96 pessoas a bordo, incluindo cinco tripulantes e cinco crianças, diz a Xinhua.
 

AEROPORTO
Uma companhia aérea questionou a segurança do aeroporto de Yichun, que opera há cerca de um ano.
A China Southern Airlines disse, em comunicado on-line, que "não deveria haver voos noturnos" no local. Há relatos também de problemas com iluminação e condições climáticas do aeroporto.
O acidente deve atrapalhar o plano de Yichun de virar um polo turístico chinês.

 

 


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