Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
22/10/2018

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exameinformatica.sapo
22/10/2018

Investigadores mostram o que acontece quando um drone bate num avião

Kevin Poormon está a coordenar o estudo onde se pretende verificar o que acontece exatamente quando um drone bate num avião em pleno voo. A equipa usou um canhão de 1300 quilos e um tubo de 12 metros. Os investigadores colocaram um drone Phantom no canhão e dispararam-no, com recurso a ar comprimido, a uma velocidade de cerca de 380 km/h. Aproximadamente três centésimos de segundo depois registou-se a colisão mostrada num vídeo neste artigo da Wired.

A equipa captou o vídeo com uma câmara capaz de registar 10000 frames por segundo e o resultado é impressionante, com o drone a entrar rapidamente pela asa adentro e afetando o seu normal funcionamento.



Os cientistas experimentaram lançar um corpo gelatinoso contra a mesma asa para replicar o que acontece quando um pássaro embate numa asa em pleno voo e o resultado foi menos catastrófico.

Poormon lembrou-se de captar e divulgar estas imagens para mostrar o que um amador piloto de drones pode causar num avião em voo, especialmente em espaços aéreos densamente povoados, como em Nova Iorque, onde passam diariamente mais de 40 mil aviões. O investigador aliou-se ao Sinclair College National UAS Training and Certification Center para obter alguns drones DJI Phantom 2 e um pequeno avião Mooney M20.

Assista: media.wired.com/clips/5bbcf8c40bba6f2d70ffcc83/master/pass/inline-clip.mp4

 

 

midianews.com.br
22/10/2018

Bombardier processa Mitsubishi por suposto repasse de segredos comerciais

A fabricante canadense de aviões Bombardier processou a unidade de aeronaves da japonesa Mitsubishi, dizendo que ex-funcionários da Bombardier repassaram segredos comerciais para ajudar o projeto de jatos regionais da Mitsubishi.

A Bombardier entrou com a ação na sexta-feira em um tribunal federal em Seattle contra a Mitsubishi Aircraft Corporation, a AeroTEC (Aerospace Testing Engineering & Certification Inc), que fica em Seattle, e vários ex-funcionários da Bombardier.

A AeroTEC está trabalhando com a Mitsubishi Aircraft para ajudá-la a fazer um jato com capacidade para 90 passageiros ser certificado por reguladores.

Representantes da Mitsubishi Aircraft ou na AeroTEC não puderam ser imediatamente contatados para comentar o assunto neste domingo.

O processo de 92 páginas alega que funcionários da Bombardier que foram recrutados pela Mitsubishi ou pela AeroTEC trouxeram consigo documentos e dados confidenciais relacionados à certificação de aviões no Canadá e nos Estados Unidos.

A certificação é uma parte fundamental do processo de regulamentação que determina a aeronavegabilidade de uma aeronave com base em seu design.

A Bombardier está buscando uma liminar para evitar que a Mitsubishi Aircraft e a AeroTEC usem as informações que afirma terem sido roubadas. A alegação é de que os funcionários enviaram documentos importantes para suas contas de email pessoais antes de deixarem a Bombardier e se juntarem ao projeto da Mitsubishi.

A Mitsubishi citou no passado a dificuldade de obter a certificação como um dos fatores que seguraram o lançamento de sua aeronave regional planejada, que deve competir com o jato C-Series da Bombardier, segundo o processo.



O programa de jatos regionais da Mitsubishi, primeiros aviões comerciais de passageiros criados no Japão desde a década de 1960, foi adiado por vários anos, com a ANA Holdings, primeiro cliente, prevendo para 2020 o lançamento do avião para 90 lugares, em vez de 2013 como inicialmente previsto.

No processo, a Bombardier acusou a Mitsubishi Aircraft de violar a legislação Defend Trade Secrets de 2016, tentando usar os dados confidenciais e documentos obtidos de ex-funcionários para acelerar o processo "extremamente complexo e caro" de obter certificação para seus aviões.

A Bombardier disse que levou quase uma década para tirar do papel o C-Series e levá-lo o voo comercial. Segundo ela, apenas quatro empresas desde 2000 conseguiram desenvolver um programa de aeronaves do zero aprovado por reguladores em Canadá, Europa e Estados Unidos.

"Isso porque, compreensivelmente, essas diversas agências regulatórias exigem que os fabricantes de aeronaves cumpram inúmeros padrões de precisão para garantir a aeronavegabilidade e a segurança pública", disse a Bombardier no processo.

 

 


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