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Segunda-Feira, 16 de Julho de 2018
09/07/2018

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Revista Cargo
09/07/2018

Embraer e Boeing definem termos de ‘joint-venture’ para aumento da competitividade

A as construtoras aeronáuticas Embraer e Boeing anunciaram a obtenção de um «acordo não vinculativo» que «propõe a formação de uma joint-venture» incidindo sobre os serviços de aviação comercial da Embraer, em sintonia com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing. 

Boeing controlará 80% da nova empresa

Os termos definidos dão à Boeing 80% do capital da nova empresa e os restantes 20% à Embraer. A transacção avalia 100% das operações e serviços de aviação da Embraer em 4,75 mil milhões de dólares e estipula o pagamento de 3,8 mil milhões de dólares por banda da construtora americana pelos 80% de propriedade na parceria.

A nova empresa irá assim, de acordo com o conteúdo plasmado no acordo, fabricar e comercializar uma linha de aeronaves de passageiros e também apostará nos modelos virados para o transporte de mercadorias. A joint-venture será liderada por uma equipa de administração com sede no Brasil; a Boeing ficará a cargo do controlo operacional e da gestão da nova companhia.

Acordo aumentará a competitividade da Embraer e da Boeing

No comunicado que anuncia este passo estratégico, explica Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, que «os investimentos conjuntos» serão passíveis de ampliar « os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade» das duas companhias. Revela ainda o documento que o acordo definitivo para a criação da nova empresa deverá ser assinado até ao término no próximo ano.

 

 

 

O Tempo
09/07/2018

Brasileiro muda o destino e escolhe viagens mais baratas
Vendas nas agências estão abaixo das registradas no mesmo período do ano passado
JULIANA GONTIJO

Para não deixar de viajar neste mês de julho, o consumidor vem buscando alternativas mais em conta, promoções, viagens mais curtas e hospedagem em casas de parentes e amigos, por exemplo. O mês das férias, para muita gente, já chegou, mas as vendas no setor ainda não deslancharam. “Os negócios estão lentos neste ano”, diz a gerente da Decálogo Turismo, Iris Helena Braga.

Motivos para isso não faltam. A economia caminha devagar, o pagamento do funcionalismo em Minas está atrasado e a Copa do Mundo interferiu nos planos de muita gente. “Os preços cobrados na nossa agência são os de baixa temporada, as viagens estão baratas. Mesmo assim, as vendas estão abaixo das verificadas em igual período de 2017”, acrescenta Iris.

E entre os poucos clientes que compram, a preferência é pelos pacotes mais baratos. Na Decálogo, cerca de 60% das vendas são de viagens rodoviárias, com destaque para Porto Seguro (BA) e Caldas Novas (GO). A empresa também comercializa pacotes aéreos nacionais e internacionais.

O responsável pelo setor de operações da São José Viagens, Sinval Marcos Moreira, conta que a demanda de julho está menor do que a verificada em 2017. “A crise atingiu todos os setores da, indiscriminadamente. E, claro, o turismo também”, observa Moreira.

Ele lembra que há uma mudança de hábito por parte do público, que buscava destinos aéreos mais distantes e caros, e que agora migrou para destinos mais próximos e acessíveis, ou ainda roteiros rodoviários. “Quem quer viajar planeja, busca alternativas, muda o destino, encurta o tempo, mas não deixa de viajar”, diz.

Empate.

Na Ytur Turismo, as vendas para este mês ficaram no mesmo patamar de 2017, conforme a proprietária Regina Casale. “Ainda tem algumas opções para quem deixou para a última hora”, frisa. Na agência, o forte são as viagens internacionais, responsáveis por cerca de 70% dos negócios.

A empresária concorda que o comportamento do consumidor mudou neste ano. “Ele está trocando a categoria do hotel, buscando opções mais em conta”, explica. Apesar de julho ainda não ter superado o resultado de 2017, ela diz que as vendas no primeiro semestre foram 10% maiores.

Rodoviária de BH tem queda no movimento

Nas férias deste mês, cerca torno de 488 mil pessoas devem passar pelo Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), em Belo Horizonte, o número é 3% menor que o verificado em 2017. A administradora da rodoviária da capital, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) considera 18 dias de férias escolares – que compreende o intervalo de 13 a 30 deste mês. A estimativa é feita com base na quantidade de pedidos de ônibus feitos pelas empresas.

Economia ajuda a garantir a viagem

Para economizar nas férias de julho, a gerente de hotel Ana Cláudia de Oliveira Ribeiro não irá acompanhar os dois filhos e mãe ao interior da Bahia. E a opção escolhida para eles foi o ônibus, num total de 20 horas de viagem.

Já a estudante Itaricely Istole vai passar as férias com a família, em Bom Jesus do Galho, no Vale do Aço. Serão cerca de seis horas de viagem da capital até seu destino. “Tem a opção do avião, via Ipatinga, e mais um ônibus. É mais rápido, metade do tempo, mas também mais caro. A diferença de preço é grande, inviável”, diz la.

Ela conta que somente a ida para Ipatinga custa por volta de R$ 600, enquanto o valor da passagem de ônibus é R$ 88. Para Itaricely, as viagens de avião só são possíveis quando adquiridas com antecedência. “Fui para Salvador de ônibus, pois de avião estava mais caro”, conta.

O gerente de vendas da CVC para o Estado de Minas Gerais, Rafael Ulbanejo, diz que o consumidor vem adotando estratégias para não deixar de viajar, adaptando a viagem ao orçamento.

“Ele está alterando o destino dos sonhos para o destino que cabe no bolso e, neste quesito, os destinos nacionais vêm se fortalecendo”, diz. Hoje, 65% das vendas para as férias de julho são para destinos nacionais.

Pesquisa.

A analista de negócios Namuetcha Silva Ricardo diz que já comprou passagem aérea mais em conta que a de ônibus. “Comprei para Cascavel, no Paraná, por R$ 150 a menos na comparação com o ônibus. Nem sempre o ônibus é mais barato”, alerta. “No caso do aéreo, se você pesquisar bastante pode conseguir bons preços”, aconselha Namuetcha.

 

 

Poder Aereo
09/07/2018

MPF cobra explicações sobre negociação entre Embraer e Boeing e pede ao TCU que apure acordo
Por Matheus Leitão

O Ministério Público Federal em São Paulo cobrou informações sobre a negociação para transferência do controle acionário da Embraer para a Boeing e pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) instaure processo de controle externo para analisar a operação.

As providências foram tomadas em um procedimento preparatório aberto no dia 6 de março deste ano pelo MPF-SP. O caso teve início após representações formuladas pelos deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Nelson Pelegrino (PT-BA).

Segundo os petistas, a venda da Embraer seria ilegal e lesiva aos interesses nacionais. Nesta quinta-feira (5), as empresas divulgaram um memorando de entendimento para um acordo que cria uma terceira empresa para a qual vão os ativos mais lucrativos para Embraer, os da aviação comercial. Nesta terceira empresa, a atual Embraer terá 20% e receberá US$ 3,8 bilhões.

O negócio terá que ser aprovado pelo governo. Segundo o Ministério Público Federal, contudo, a Embraer forneceu informações incompletas, por exemplo, dentro do procedimento preparatório. Com isso, o MPF reforçou, em requerimento datado desta quinta-feira (5), um pedido para que a empresa apresente o termo de acordo e um relatório circunstanciado da operação em curso com a Boeing.

No curso da tramitação do procedimento, o procurador da República Luiz Costa, responsável pelo caso, requereu informações à Embraer, Presidência da República, Ministério da Defesa e ao Tribunal de Contas da União (TCU).

O Ministério da Defesa alegou, em resposta enviada no mês passado, que não era possível afirmar que o negócio seria lesivo à soberania nacional, uma vez que a venda não estava fechada. Já o TCU respondeu, primeiramente, que não possui procedimento de acompanhamento do caso ou de controle externo. Diante da notícia de que o TCU foi consultado pelo Ministério da Fazenda sobre se o Executivo poderia abrir mão do Golden Share (ação que dá ao governo poder de veto em algumas decisões) sem consultar o Legislativo, o MPF também já requereu nesta sexta-feira (6) acesso à decisão proferida no mencionado questionamento realizado pela União.

No mesmo ofício, o MPF pediu a cooperação entre os dois órgãos para que o TCU instaure o processo de controle externo para analisar a operação de venda e transferência do controle acionário da Embraer para a Boeing.

 

 


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