Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quinta-Feira, 21 de Fevereiro de 2019
06/08/2010

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Zero Hora
06/08/2010

Não quero mais voar neste país
Há dois anos, ele desistiu

Depois de 21 anos trabalhando como piloto em companhias aéreas brasileiras (primeiro Vasp, depois Varig e Gol), Norton Kripka parou de tentar conciliar trabalho e qualidade de vida no Brasil. Como não cogitava abandonar a profissão com a qual sempre sonhou, mudou-se para o Canadá para ser piloto dos mesmos aviões que comandava nos céus brasileiros.

Desde que seu visto de trabalho canadense foi expedido, Kripka pilota Boeings 737-800 na Sunwing Airlines, que opera voos charter. Diariamente, o porto-alegrense conduz turistas das terras geladas do Canadá para locais mais ensolarados como Flórida e Caribe. O salário, segundo Kripka, é equivalente ao que recebia no Brasil.

– Não deixei o meu país por dinheiro. Deixei por uma vida melhor, que nunca teria na aviação brasileira – diz.

A ameaça de greve dos funcionários da Gol e a recente polêmica sobre as condições de trabalho das tripulações fizeram Norton lembrar os motivos pelos quais foi embora:

– Imagine voar com várias escalas e chegar ao fim de sua jornada de 11 horas tendo que sobrevoar Guarulhos para esperar vaga para o pouso, porque o aeroporto mais movimentado do país não tem pistas suficientes.

Além das questões trabalhistas, os pilotos, conta, precisam lidar com outros impasses do sistema aéreo.

– Muitas vezes, presenciei colegas discutindo com controladores de voo no ar, por eles não estarem auxiliando a equipe. Nossa estrutura aeronáutica é muito deficiente e contribui para o estresse das tripulações – destaca.

Por ter conseguido qualidade de vida e de trabalho no Exterior, o piloto só volta ao Estado para rever a família.

– Não pretendo voltar para o Brasil para trabalhar – garante.

 

 

G1 - Globo
06/08/2010

Estopim de atrasos, escala da Gol ainda tem erros, dizem trabalhadores
Fabricante do software diz não ter encontrado problemas no sistema da Gol.

Estopim dos atrasos e cancelamentos dos voos da Gol desde o fim de semana passado, o sistema de escalas de trabalho implantado pela empresa continua apresentando erros e impondo uma carga excessiva aos trabalhadores, de acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e funcionários ouvidos pelo G1.

Na avaliação dos trabalhadores, caso não haja mudanças no sistema, uma nova onda de atrasos e cancelamentos pode ocorrer no fim deste mês, uma vez que muitos tripulantes podem voltar estourar o limite de horas mensais trabalhadas.

O SNA diz que já recebeu denúncias de que a situação não melhorou.

Desde o fim de semana, a Gol apresenta problemas com cancelamentos e atrasos. Na segunda, mais da metade dos voos atrasou. No decorrer da semana, a situação se normalizou. A empresa atribuiu a situação a um erro durante o "upgrade" no software que produz as escalas. Por conta do erro, tripulantes atingiram o limite de horas previsto em lei e foram impossibilitados de trabalhar, "gerando um efeito em cadeia". Na quarta (4), a Gol divulgou em nota que "já superou as dificuldades com os ajustes na escala".

Na terça-feira (5), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o Plano de Ação da Gol previa a ativação da escala de agosto nos mesmos de junho. Na quarta, a agência anunciou que multaria a empresa por conta dos atrasos e cancelamentos; o valor inicial apurado foi de R$ 2 milhões.

Apesar de a Gol afirmar que foi um "upgrade" no sistema que causou o desequilíbrio na escala, o Sindicato Nacional dos Aeronautas disse que, na verdade, a causa foi a implantação do novo sistema, o mesmo utilizado pela aérea alemã Lufthansa, em julho.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (5), a Lufthansa informou que a fabricante do software, NetLine/Crew, não encontrou nenhum problema técnico no sistema da Gol.

"A Lufthansa System está constantemente verificando o desempenho do sistema e não encontrou nenhuma indicação de avarias técnicas ou funcionais nos últimos dias e semanas, que poderiam conduzir a problemas operacionais, nem tão pouco qualquer dessas questões foram relatadas pela Gol", diz a nota. De acordo com a companhia alemã, mais de 40 companhias do mundo usam o sistema. A nota afirma ainda que o sistema foi configurado conforme as exigências da Gol.

De acordo com os trabalhadores, trata-se de um sistema digital, no qual cada tripulante obtém os dados de sua escala. Esse sistema permite que você veja a escala dos próximos 30 dias. Ou seja, não é possível ver datas passadas, o que dificulta o controle por parte do aeronauta de horas voadas. Por ser online, também não se não sabe o que foi alterado, a não ser que faça o acompanhamento constante.

O novo sistema de escala, na avaliação de trabalhadores e especialistas, proporciona o excesso de trabalho porque, sendo totalmente automatizado, tem como intuito o melhor aproveitamento da tripulação. O sistema não deixa margem, porém, para eventuais horas em excesso decorrentes de tráfego aéreo, por exemplo.

Até junho, a escala era feitas por pessoas e já tinha essa margem, dizem os trabalhadores. A reportagem procurou a Gol para saber se novas mudanças ainda serão implantadas e aguarda resposta.

Um piloto da Gol, que não quis se identificar, afirmou ao G1 que a nova escala tenta "otimizar ao máximo" o uso dos pilotos e que continua nos mesmos moldes que a de julho. Em julho, o problema estourou no fim do mês, conforme os trabalhadores, porque muitos atingiram o limite de 85 horas e precisaram parar de voar. A empresa disse que a força de trabalho foi reduzida no começo de agosto para regularizar a situação já neste mês.

"Em julho eu cheguei a 84 horas. Muitos estouraram e ninguém quis mais voar e a empresa não tinha o que fazer. A de agosto está do mesmo jeito e já está publicada, saiu do mês inteiro. (...) A gente nunca voou tanto. Achamos que vai dar problema de novo no fim do mês porque continua tudo igual e o que está faltando é pessoal. No final de setembro (fim do trimestre) vai ser um caos e todo mundo vai estourar [o limite de horas]."

A análise do piloto faz referência à Lei do Aeronauta, lei 7183/84, que prevê 85 horas mensais de voo por mês e 230 por semestre. Isso significa que, na prática, os tripulantes deveriam cumprir em média 76 horas por mês para não estourar no trimestre.

O piloto também ressaltou que há muitas reclamações sobre o fato de não se poder consultar as datas anteriores da escala. "Prejudica porque você não tem controle. Posso ter voado 88 horas e a companhia coloca 84. Se eu não imprimi o que passou, não tenho como contestar. Eu anoto todos os voos, mas é uma marcação informal. O sistema favorece a manipulação"

"A escala é eternamente conflitante. (...) É o ‘calcanhar de Aquiles’ dos pilotos. Todo mundo reclama. Mas dessa vez, foi mal implementada. Se não mudarem, vai afetar tudo de novo. E isso mostra que falta gente para trabalhar. E por isso eles querem tentar o máximo de cada piloto."

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Gelson Fochesato, que também é piloto da Gol, também afirma que o sistema continua igual e também aponta a impossibilidade do controle. "Hoje eu não sei o que fiz ontem. Se não imprimir a primeira escala, não tem como saber."

Um comissário de bordo que também preferiu não se identificar critica o mesmo ponto. "A gente trabalha com aviação, nem sempre tem uma impressora perto. Não tem como gravar. E a escala modifica sua vida. Não tem como comprovar que foi alterado, é tudo digital."

Ele também citou o excesso de trabalho por conta do novo sistema. "Além de o sistema estar descumprindo a regulamentação e a gente estar voando a mais do que o limite, a empresa desrespeita o funcionário, liga para ir trabalhar na folga. Está todo mundo muito desgastado", disse o comissário. "A empresa já falou que vai manter a escala como está, não mudou e nem melhorou nada. Só piorou porque os passageiros tratam a gente mal como se a culpa dos atrasos fosse nossa."

Problema histório
O brigadeiro Adyr da Silva, que presidiu a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) entre 1995 e 1998, afirmou ao G1 que as escalas são um problema histórico para as companhias aéreas. "A escala é o ponto mais complicado das empresas e onde mexe com mais gente com capacidade de reagir bem, que são os comandantes e co-pilotos", destaca.

Para ele, no entanto, as críticas dos trabalhadores das companhias aéreas em relação às escalas são "choro". "Não passa de choro. Foi um problema grave nas empresas que quebraram, Vasp, Transbrasil e Antiga Varig. Mas isso não tem relação com a má situação da aviação civil. O problema é a gestão. Falta experiência aos representantes da aviação civil", destacou.

Silva, que também preside a Sociedade Brasileira de Direito Aeroespacial (SBDA), destaca que todas as companhias ainda estão desatualizadas em relação à tecnologia.

"Essa crise na Gol escandalizou porque a aviação civil está fragilizada. Eles resolveram modernizar a escala e em uma migração sempre dá rolo. Mas é um problema pontual. Em alguns dias, estará tudo em ordem. (...) O sistema de aviação civil no Brasil precisa de renovação para se igualar ao que tiver de bom e eficiente no mundo."

'Dentro da lei'
O advogado Duque Estrada, especializado em Direito Aeronáutico, afirmou ao G1 que, embora objeto de reclamações, as escalas não causam processos trabalhistas. "Os aeronautas estão sobrecarregados, a escala é pesada, mas não é objeto de ação porque a companhia age dentro da lei. O que está desgastando todo mundo não é ilegal."

O também advogado da área, Ricardo Jubilut, que já foi piloto, afirmou que as escalas estão apertadas porque faltam profissionais no mercado. Para ele, "vai faltar piloto daqui uns dois anos". "Não há formação de novos pilotos. Já há guerra entre as empresas aéreas pelos profissionais. As companhias não acompanham o ritmo de crescimento e a formação de um piloto é muito cara. (...) Enquanto se discute a construção de aeroportos, eu acredito que vai haver um apagão de mão de obra na aviação se não forem feitos investimentos."

 

 

O Estado de São Paulo
06/08/2010

Multa para a Gol pode chegar a R$ 5,5 milhões
Nataly Costa

A multa a ser aplicada à Gol pelos atrasos dos últimos dias pode chegar a R$ 5,5 milhões, caso as 500 reclamações feitas por clientes à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sejam deferidas. As queixas são referentes à falta de assistência aos passageiros prejudicados entre sábado e quarta-feira. As punições podem custar à Gol mais R$ 3,5 milhões, além dos R$ 2 milhões em multas já aplicadas. A agência estuda tornar obrigatório o envio semanal, pelas empresas, do relatório de carga horária da tripulação, hoje mensal. "Precisamos criar meios de conhecer o dia a dia das empresas", diz Carlos Pellegrino, superintendente de Segurança Operacional da Anac.

 

 

O Estado de São Paulo
06/08/2010

Situação atual reflete descontrole vivido com o fim do DAC
Bruno Tavares

A falta de punição das companhias no caos aéreo é reflexo do descontrole vivido pela Anac nos anos seguintes à criação. Para se ter ideia do que ocorreu, durante a transição entre o Departamento de Aviação Civil (DAC) e a agência, o quadro de inspetores foi reduzido de 643 para cerca de 500, num período em que o setor aéreo crescia na casa de dois dígitos. Os gastos com a atividade também despencaram: em 2002, o DAC desembolsou R$ 28,3 milhões em fiscalização. Em 2006, primeiro ano de funcionamento da Anac, foram gastos R$ 7,4 milhões. Toda essa falta de estrutura veio à tona na crise aérea, quando de uma só vez a agência se viu obrigada a lidar com milhares de processos de passageiros prejudicados por atrasos e cancelamentos de voos, além da falta de assistência das companhias.

Em 2007, pressionado pela crise, o governo resolveu destituir todos os diretores da agência. A Anac tinha nas prateleiras cerca de 20 mil processos parados. A situação era tão crítica que a então nova presidente Solange Paiva Vieira criou uma força-tarefa para analisar os autos de infração. E determinou aos técnicos prioridade para as autuações aplicadas em 2003, para evitar que elas atingissem o prazo de cinco anos e prescrevessem. Preocupada com as consequências do acúmulo de processos parados, em 2008 Solange solicitou ainda à Presidência do Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria completa das autuações.

Para que conseguisse receber alguma quantia e aliviar a carga de trabalho dos técnicos, a agência chegou a oferecer desconto de 50% para o pagamento de multas ou o parcelamento da quantia em até 24 vezes, respeitando o valor mínimo de R$ 1 mil por parcela. Era uma tentativa de evitar que os processos se arrastassem por todas as instâncias de julgamento, uma vez que, com a multa paga, o caso é arquivado. O que se vê agora com as notícias de que a agência teve de cancelar uma série de autuações aplicadas na época da crise aérea é que as deficiências herdadas pela atual administração da Anac eram ainda mais sérias do que se imaginava.

 

 

Folha de São Paulo
06/08/2010

Anac autuou seis por tripulação sobrecarregada
Agência diz que tripulantes da Trip, Webjet e outras 4 empresas aéreas voavam mais horas que o permitido
VERENA FORNETTI

Legislação determina que a jornada dos tripulantes não ultrapasse 85 horas no mês e 230 no trimestre.

Ao menos seis companhias aéreas enfrentam problemas por extrapolar o limite de horas na jornada de trabalho de seus tripulantes.

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Trip, a Passaredo e a Webjet foram autuadas por permitirem que os funcionários voassem além do limite.

Apesar de denúncias de funcionários, a agência não constatou o mesmo problema na Gol, que foi multada em R$ 2 milhões devido à série de cancelamentos e atrasos que aconteceram, segundo a empresa, para que a jornada não fosse extrapolada.

A legislação brasileira determina que a jornada dos funcionários a bordo não ultrapasse 85 horas no mês e 230 em um trimestre.
Para evitar cancelamentos por falta de tripulação, a Webjet fretou há alguns dias voos da Avianca (ou seja, alugou aeronaves, com direito a pilotos e comissários).

Ainda assim, como teve funcionários trabalhando além do limite permitido, segundo a Anac, foi multada em R$ 600 mil. A empresa diz que não foi notificada.

As autuações da Trip -que diz desconhecer o fato- e da Passaredo -que não comentou o assunto- não foram especificadas.

TRANSPORTE DE CARGAS
Companhias de transporte de cargas enfrentaram os mesmos problemas.
A TAF e a Master Top chegaram a ser proibidas de voar porque, segundo a Anac, já previam no planejamento mensal o excesso de horas.
Autuada em junho, a Master Top ainda não voltou a operar. A empresa de cargas Air Brasil também foi autuada pelos mesmos problemas.
A TAF informa que a companhia ficou três dias sem voar após a proibição da Anac e que regularizou a operação.
A Air Brasil informa que a empresa teve problemas pontuais entre novembro de 2009 a janeiro deste ano e que hoje voa normalmente.
A Folha procurou a Master Top, mas ninguém atendeu aos telefonemas.

GREVE
Na segunda-feira, representantes da Gol e de seus funcionários participarão de reunião na Procuradoria Regional do Trabalho para discutir as demandas dos trabalhadores da Gol.
Os trabalhadores também marcaram para o dia 13 uma reunião na sede do Sindicato dos Aeronautas em São Paulo para discutir se entrarão ou não em greve.

 

 

Folha de São Paulo
06/08/2010

Para agência, caos da Gol foi
FERNANDA BASSETTE

Menos de dez minutos após sair do portão de desembarque e antes mesmo de vistoriar o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, Solange Vieira, presidente da Anac, afirmou que o caos aéreo envolvendo a Gol estava "normalizado".

A série de visitas a aeroportos aconteceu uma semana após a série de cancelamentos e atrasos em voos da empresa começar, afetando milhares de passageiros.

Vieira desembarcou de um voo da Gol vindo do Rio. Enfatizou que "o voo saiu rigorosamente no horário" e que o fim de semana será tranquilo nos aeroportos do país. Ontem, os atrasos da Gol estavam mais próximos da média das outras empresas.

"Verifiquei que a questão está realmente normalizada e o que eu estou encontrando em todos os aeroportos é uma Gol operando dentro dos padrões normais de atraso", afirmou, sem comentar o problema com excesso de jornada cumprida pelos tripulantes de outras empresas.

"[O fato de] esses aeroportos [Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont e Galeão, visitados por ela] estarem normais significa que o Brasil inteiro está normal", disse.

Vieira, que fez a última fiscalização acompanhada da imprensa em dezembro do ano passado, diz que a Anac não demorou a agir.
"A Anac não está demorando para tomar atitudes. Fui avisada no sábado à noite sobre os atrasos da Gol. No domingo, colocamos equipes nos aeroportos e na segunda colocamos equipes dentro da empresa para identificar o problema", afirmou.

De sábado até anteontem, a Anac recebeu mais de 500 reclamações de passageiros por conta dos atrasos e cancelamentos dos voos.

FISCALIZAÇÃO

Para evitar outros problemas, a Anac estuda mudar o sistema de fiscalização das companhias. Hoje, as empresas enviam um relatório mensal e a ideia é que o relatório seja diário.

frase

"Hoje verifiquei que a questão está realmente normalizada e o que eu estou encontrando em todos os aeroportos é uma Gol operando dentro dos padrões normais de atraso"
SOLANGE VIEIRA
presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil)

 

 

O Globo
06/08/2010

Com queixas de passageiros, multa da Anac à Gol pode atingir R$ 5,5 milhões
Segundo agência, entre sábado e quarta-feira, houve 500 reclamações
Wagner Gomes

A multa aplicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) à Gol pode chegar a R$ 5,5 milhões, afirmou em São Paulo a presidente da Junta de Recursos da agência, Ângela Rizzi. Somente por causa de atrasos e cancelamentos de voos, a companhia aérea já terá de pagar R$ 2 milhões. O restante se refere às reclamações de passageiros da Gol após o caos aéreo iniciado no último fim de semana. Segundo Ângela, entre sábado e quarta-feira, a Anac recebeu cerca de 500 reclamações de passageiros da Gol. Considerando uma média de R$ 7 mil, a multa extra (se confirmada) poderá somar mais R$ 3,5 milhões.

— A gente está fazendo uma triagem das reclamações para ver se procedem ou não. Para as queixas de passageiros que não receberam assistência, será emitida uma infração — afirmou Ângela Rizzi.

Solange Vieira, presidente da agência, admitiu que a multa pode ser superior a R$ 2 milhões e disse que a penalidade serve para mostrar à companhia que o órgão está atuando como fiscalizador.

De 2006 a 2008, R$ 1 milhão em multas foi cancelado Ela afirmou que a agência cancelou entre 2006 e 2008 R$ 1 milhão em multas às empresas do setor, mas disse que o histórico de arrecadação tem crescido. Segundo ela, a Anac arrecadou R$ 7 milhões em multas no ano passado, e este ano a estimativa é de R$ 15 milhões. Solange explicou que alguns autos não viraram multas em razão da falta de documentos e erros no procedimento.

A prescrição de um processo é de cinco anos.

— Estamos tentando aprimorar e melhorar o processo de multas para que esse tipo de coisa não ocorra mais. O processo da Gol está bem montado para que os recursos sejam deferidos.

A gente já tem uma estimativa de aproximadamente R$ 2 milhões em multas à Gol.

Esse valor pode ser ainda maior e os autos estarão sendo expedidos nos próximos 15 dias — afirmou Solange.

Segundo Ângela, em 2008 foram mantidas 34% das multas, mas já em 2009 esse percentual subiu para 60% e em 2010 está em 70%. A tendência é de manutenção das multas aplicadas e cobrança efetiva dos valores, de acordo com ela.

Anac quer informações em tempo real sobre escala Ontem pela manhã, Solange Vieira vistoriou as operações da empresa nos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim. Segundo ela, os voos da Gol voltaram a padrões aceitáveis.

— Conforme estava previsto, a situação na Gol está dentro da normalidade.

No Tom Jobim, Solange embarcou para São Paulo. Depois de percorrer os aeroportos de Congonhas e Cumbica, a presidente da Anac reiterou não ter visto problemas e rechaçou uma nova crise aérea. Ela contou que foi avisada no sábado à noite sobre os atrasos da Gol e no domingo já colocou equipes nos aeroportos para acompanhar as operações.

— A Gol já está operando dentro dos padrões normais.

Meu voo do Galeão até Congonhas saiu rigorosamente no horário — afirmou Solange, acrescentando que não recebeu informação sobre uma possível greve de tripulantes da companhia.

Segundo a presidente da Anac, não havia indício de que os problemas com a Gol pudessem ocorrer. Ela disse que a empresa reduziu o número de voos fretados no último fim de semana e ainda trabalhou com mais funcionários no mês de julho. Para Solange, até agora tudo indica que o erro foi de um software de escala. Ela explicou que houve uma denúncia do sindicato no mês passado sobre a sobrecarga de trabalho de funcionários desde janeiro, mas afirmou que a reclamação foi genérica.

O diretor de Relações Institucionais da Gol, Alberto Fajerman, que acompanhou o trabalho de fiscalização nos aeroportos do Rio, disse que a companhia não vai recorrer da multa de R$ 2 milhões aplicada pela Anac: — Acho que a maioria de nós tem carro e ninguém gosta de ser multado, mas se cometeu uma infração paga. A empresa não vai recorrer da multa.

Ainda de acordo com Fajerman, os atrasos causados pela Gol no último fim de semana já foram sanados.

— Estamos dentro do padrão, com poucos voos atrasados.

Tivemos um problema de sistema, que não gostaríamos de ter tido. Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo transtorno causado — disse Fajerman.

O superintendente de Segurança Operacional da Anac, Carlos Pellegrino, disse ter marcado reunião com a Gol para discutir a implantação de um sistema que transmita, em tempo real, informações sobre a escala de funcionários da companhia aérea.

Atualmente, as empresas mandam relatórios mensais. Pellegrino disse que essa medida poderá ser levada às outras companhias aéreas.

— Mesmo sem regulamentação aprovada, estamos buscando junto à Gol uma alteração imediata do sistema. A ideia é que recebamos toda semana, por um serviço online, os relatórios. Isso vai facilitar a identificação de problemas antes que eles ocorram — disse Pellegrino.

A situação da Gol nos aeroportos do país vem melhorando a cada dia, mas a empresa ainda está com índices de atraso acima de sua rival TAM. Ontem, até as 20h, a Gol tinha 9,3% (65) de seus voos atrasados, enquanto a TAM tinha 4,2% (29). A Gol cancelou 4,63% de seus trechos; e a TAM, 1,2%.

 

 

O Globo
06/08/2010

Webjet sofre punição de R$ 600 mil
Jornada excessiva de tripulantes é constatada
Bruno Rosa

A Gol não foi a única empresa a sofrer punição da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) devido ao caos aéreo que tomou conta dos aeroportos desde o último fim de semana.

Assim como a Gol, a Webjet será multada em R$ 600 mil por carga excessiva de trabalho de sua tripulação.

A Anac frisou que os funcionários das empresas que trabalham acima do permitido por lei também são multados.

Desde o ano passado, já foram 235 autuações aos trabalhadores do setor, gerando uma arrecadação de R$ 470 mil ao órgão regulador.

Como a Anac constatou excesso na jornada dos tripulantes da Webjet no último fim de semana, a empresa reacomodou passageiros em voos da Avianca para não sofrer com a falta de voos. Segundo Solange Vieira, presidente da Anac, a Gol não foi a única a sofrer, mas por ser maior que a Webjet os efeitos foram mais sentidos pelos consumidores.

Porém, a multa à Webjet, poderá ficar acima dos R$ 600 mil caso haja abertura de processos por passageiros que tenham sido lesados. No caso, a multa tem um valor médio de R$ 7 mil.

Segundo Solange, será aberto um processo administrativo no qual a companhia aérea poderá recorrer, em um prazo que poderá levar um ano.

 

 

O Globo
06/08/2010

TAM permitirá falar ao celular em voo de Airbus
TAM permitirá falar ao celular em voo de Airbus
Bruno Rosa

Até o fim deste ano será possível fazer ligações de aparelhos celulares em pleno voo dentro dos aviões da TAM, no Brasil. Além disso, será possível acessar e-mails e mandar mensagens de texto através dos telefones. Mas a novidade vai custar caro. Por minuto, a ligação terá o mesmo custo do de uma chamada feito no exterior, em roaming internacional.

Por isso, cada minuto custará em média US$ 8,99, de acordo com as operadoras.

Além disso, apenas 12 passageiros — entre 220 — poderão falar ao mesmo tempo.

O sistema foi certificado pela European Aviation Safety Agency (Easa) e sua utilização foi regulamentada recentemente pela União Europeia. O mecanismo garante total segurança aos passageiros, pois a rede GSM, integrada aos aviões, se conecta aos satélites, por isso o preço é mais elevado. E não há interferência no espaço aéreo dentro e ao redor da aeronave.

Falar ao celular é proibido em todo o mundo, pois ao tentar achar o sinal das antenas das operadoras centenas de metros abaixo, os celulares acabam emitindo fortes sinais, podendo causar uma pane no avião.

Segundo a TAM, o serviço de telefonia móvel a bordo — o primeiro no país — já recebeu a aprovação técnica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Agora, a companhia depende da certificação operacional, que deverá ser obtida após certificação do equipamento por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Mas como o serviço ainda é novo no país, o mecanismo só permite que 12 passageiros utilizem celulares para ligações telefônicas ao mesmo tempo. O serviço será testado inicialmente nas rotas domésticas operadas por aeronaves Airbus A-321, que são configuradas com 220 assentos, conforme informou ontem o colunista Ancelmo Gois.

Mas a empresa aérea esclarece que, para tráfego de dados e envio de SMS, não há restrições.

Aparelhos smartphones, como iPhones, e iPads também funcionarão a bordo, permitindo que os passageiros acessem emails e naveguem na internet.

TIM já oferece serviço em empresas aéreas do exterior Para oferecer o serviço, a TAM selou parceria com a a OnAir, uma joint venture entre a Airbus e a Sita, organização que desenvolve tecnologia de ponta para aviação. O equipamento da TAM também vai incluir voos internacionais, exceto os dos EUA.

Hoje, a TIM, através de parceria com a OnAir, já oferece aos clientes a possibilidade de falar ao celular em 25 voos de companhias mundo afora, como Emirates, Royal Jordanian Airways e TAP. De olho na TAM, a TIM está avaliando a melhor forma de oferecer comercialmente o serviço a seus clientes no Brasil.

Ontem, a TAM anunciou parceria com as Casas Bahia para vender passagens aéreas usando, inicialmente, a estrutura da varejista em três lojas na cidade de São Paulo. Em cinco anos, a empresa acredita que as classes C e D respondam por cerca de 17% do público atendido no país. Hoje, eles respondem por 6% do público consumidor.

Segundo Líbano Barroso, presidente da TAM, a empresa terá um público potencial de 1 milhão de pessoas. Com a parceria, o consumidor poderá dividir o valor das passagens em até 12 vezes no cartão de crédito das Casas Bahia, com parcela mínima de R$ 20.

 

 

Valor Econômico
06/08/2010

Mexicana para de vender passagens, inclusive no Brasil
Alberto Komatsu

A Mexicana de Aviación, maior empresa aérea do México em volume de passageiros, anunciou ontem a suspensão da venda de passagens, inclusive no Brasil. A medida foi tomada após a companhia ter entrado em recuperação judicial e iniciar negociações com sindicatos de trabalhadores.

O diretor comercial da Mexicana no Brasil, Luís Augusto dos Santos, diz que a suspensão atinge voos internacionais. No Brasil, a empresa vinha operando cinco voos por semana entre São Paulo e Cidade do México desde dezembro de 2009, com um Boeing 767, para 160 passageiros. "Os brasileiros que têm passagens da empresa continuarão a ser transportados pela Mexicana. Temos bilhetes vendidos até junho de 2011", diz.

A empresa, uma unidade do Grupo Mexicana de Aviación, continuará operando seus voos normalmente. As unidades de baixas tarifas do grupo, Click e Link, continuarão vendendo passagens, pois são subsidiárias independentes, segundo a companhia.

"A decisão trará segurança e confiança aos consumidores", informou a Mexicana, segundo as agências internacionais. A empresa destacou que o objetivo é proteger os passageiros e "criar mais espaço para que as negociações tenham bons resultados".

A Mexicana interrompeu a venda de bilhetes depois de a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) ter suspendido sua participação na câmara de compensação de passagens, por não ter pago um depósito requerido das empresas que entram em concordata. Na prática, isso impede que as passagens da companhia sejam vendidas por terceiros e que ela emita bilhetes de parceiros. O executivo-chefe da Mexicana, Manuel Borja Chico, disse que espera que a venda seja retomada nos próximos dias.

Em comunicado, a IATA destacou que a decisão de suspender todas as vendas de passagens é da própria Mexicana, uma vez que a restrição não atinge a comercialização de bilhetes nos escritórios da empresa ou em seu site.

A Mexicana listou US$ 500 milhões em ativos e US$ 1 bilhão em dívidas na petição de recuperação judicial feita em 3 de agosto, em Nova York, pela lei americana de falências para empresas estrangeiras. O processo também corre no México desde terça-feira.

A aérea pretende reduzir salários de pilotos e comissários. Desde 29 de julho, a Mexicana teve três aviões confiscados por credores. Ela é dona de 9 dos 61 aviões que opera e viaja a mais de 65 destinos, incluindo EUA, Canadá, Europa e América Latina. Em 2009, transportou 6,86 milhões de pessoas, enquanto a Click e a Link transportaram 4,25 milhões. Como membro da aliança Oneworld, ela compartilha reservas e destinos com companhias como American Airlines e British Airways.

 

 

Valor Econômico
06/08/2010

Gol e Webjet podem recorrer das multas, diz Anac

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) multou a Webjet em R$ 600 mil por excesso de jornada de trabalho dos tripulantes. A penalidade foi anunciada menos de 24 horas após a Anac ter informado que a Gol seria multada em, no mínimo, R$ 2 milhões, por causa de cancelamentos de voos no fim de semana até terça-feira.

Os valores das duas multas ainda podem aumentar. No caso da Webjet, a agência tem 15 dias para saber se haverá acréscimo por causa da quantidade de reclamações protocoladas na Anac. Na Gol, ainda falta calcular o valor dos voos atrasados e o excesso de jornada dos tripulantes.

A Webjet informou ontem que "vem seguindo todas as determinações da Anac e que eventuais questões operacionais foram solucionadas com a reacomodação dos passageiros em voos da própria empresa ou em voos em aeronaves de empresa congênere".

O excesso de jornada de trabalho na Webjet foi detectado em fiscalização entre os dias 30 e 31 de julho. Os atrasos ocorreram em menor escala que os da Gol. Além disso, nenhum voo da Webjet foi cancelado. A empresa fez um acordo com a companhia Avianca para realocar os clientes da Webjet e, assim, diminuir o número de passageiros afetados.

Segundo a Anac, os atrasos observados em voos da Webjet ocorreram devido a falhas na organização da carga horária da tripulação. "As multas serão encaminhadas às duas empresas e elas terão oportunidade de recorrer", disse a presidente da Anac, Solange Vieira.

Alguns funcionários da Webjet e da Gol excederam a jornada de trabalho permitida por lei, de 85 horas por mês, no último fim de semana. Isso culminou na falta de funcionários e, portanto, nos atrasos dos voos. Apesar disso, Solange afirmou que, no caso da Webjet, a contratação de outra empresa, a Avianca, evitou o cancelamento de voos e maiores atrasos.

Na Gol, o excesso de jornada foi gerado por uma falha no software que elabora as escalas de tripulantes. Esse programa foi implementado na companhia no dia 1º de julho, início da temporada de férias escolares.

A Anac informou que recebe regularmente denúncias do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) sobre descumprimento do limite de jornada de comandantes e comissários de bordo.

Na segunda-feira, a Gol chegou a registrar 54% de voos com atrasos superiores a meia hora, diante do total de voos previstos. Um dia depois, esse índice recuou para 36%. Na quarta-feira, a taxa ficou em 17,9%. Ontem da meia-noite às 19 horas, a Gol tinha 64 atrasos de 662 voos programados para o período, ou 9,7% do total.

A agência confirmou que algumas multas anunciadas na época do apagão aéreo, em 2006 e 2007, foram canceladas, conforme reportagem publicada ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Segundo a Anac, a anulação deu-se por "falhas processuais". Até abril de 2008, as multas eram geridas pela resolução 13 da Anac. Depois daquele mês, foi aprovada a resolução 25, que tornou o processo mais rígido e evitou que as empresas recorressem e deixassem de pagar as multas. Durante a vigência da resolução 13, uma mesma multa era emitida várias vezes. A empresa alegava erro processual e em 66% dos casos não era obrigada a pagar. Atualmente, em 30% dos casos as empresas deixam de pagar a multa após recurso. A resolução 25 só se aplica às novas multas.

 

 

Valor Econômico
06/08/2010

Classes C e D serão maioria dos novos passageiros de avião
Francine de Lorenzo e Vanessa Dezem

Nos próximos 12 meses, cerca de 11 milhões de brasileiros deverão realizar sua primeira viagem de avião, segundo levantamento do instituto de pesquisa Data Popular. E em torno de 82% dos novos passageiros serão das classes C e D, que deverão responder por 48% dos gastos de R$ 23 bilhões com turismo e lazer em 2011.

"Nos últimos anos, a chegada de novas companhias ao setor, a queda no valor das passagens e principalmente as opções de parcelamento na hora de pagar os bilhetes aéreos ajudaram a democratizar as viagens de avião", diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular.

A pesquisa mostra que o transporte aéreo está se tornando mais popular, com 26,4 milhões de brasileiros planejando fazer ao menos uma viagem de avião em 2011. Desse total, 67% são pessoas das classes C e D.

A Azul Linhas Aéreas planeja aumentar sua presença nesse público com a venda de passagens no varejo. O diretor comercial da empresa, Paulo Nascimento, diz que em até quatro semanas a novidade deverá ser lançada. Três grandes redes, incluindo supermercados, estão negociando com a Azul.

Em mais um esforço para atingir as classes emergentes, a TAM anunciou a venda de passagens em estandes nas Casas Bahia, onde os clientes terão facilidades no pagamento. Inicialmente, a novidade estará nas lojas da Praça Ramos, Vila Nova Cachoeirinha e em São Mateus. Foram investidos R$ 10 milhões nesse plano em dois anos.

 

 

ZERO HORA
06/08/2010

Sindicato afasta greve do dia 13
Audiência, convocada pela Procuradoria do Trabalho de SP, abre negociações entre trabalhadores e a Gol na segunda-feira

A possibilidade de paralisação dos tripulantes da Gol, prometida para 13 de agosto, foi afastada ontem pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Os sindicalistas assumiram as reivindicações da manifestação anônima que se espalhou pela internet e pelos corredores da companhia e, na segunda-feira, iniciam negociações com a empresa, em audiência convocada pela Procuradoria do Trabalho.

Informada sobre a possível greve, a procuradora regional do trabalho da 2ª Região (SP), Laura Martins Maia de Andrade, convocou os sindicatos dos aeronautas (tripulantes) e dos aeroviários (trabalhadores que atuam em terra) e a Gol para audiência de mediação, às 13h, segunda-feira. Para sexta-feira, dia 13, foi agendada a primeira assembleia dos sindicalistas para discutir as reivindicações e as propostas que podem ser apresentadas pela companhia aérea.

Horas em excesso e problemas nas escalas são as principais reclamações dos trabalhadores. O esquema de escala das tripulações já estava no limite devido ao movimento das férias de julho. Quando a Gol colocou em funcionamento a última etapa do sistema no final de semana passado, muitos pilotos e comissários extrapolaram o limite de horas de voo e tiveram de parar, o que ocasionou os atrasos e fortaleceu o protesto.

Para evitar abusos na jornada de trabalho, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, solicitou às superintendências regionais do trabalho que reforcem a fiscalização nos aeroportos.

Final de semana será tranquilo, diz diretora-presidente da Anac

Menos de 10 minutos após sair do portão de desembarque e antes de vistoriar o aeroporto de Congonhas (SP), Solange Vieira, diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), afirmou ontem que o caos aéreo estava “normalizado’’. Solange desembarcou às 13h15min de um voo da Gol vindo do Rio. Declarou que a empresa aérea não sabia de sua presença e que o voo saiu no horário. Projetou que o final de semana seria tranquilo.

Mesmo assim, a multa à Gol pelos atrasos dos últimos dias pode chegar a R$ 5,5 milhões, caso as 500 reclamações feitas por clientes à Anac sejam deferidas. Em nota, a Gol pediu desculpas aos passageiros. A Anac informou ainda que vai multar a Webjet por atrasos em voos, em aproximadamente R$ 600 mil.

 

 


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