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Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019
09/07/2010

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Revista Veja
09/07/2010

Piloto causou acidente com avião da Embraer, conclui China
Aeronave saiu da pista ao tentar aterrissar e se incendiou; mais de 40 morreram

O acidente com o avião da Embraer na China - que deixou mais de 40 mortos no último dia 24 - foi causado pelo piloto, afirmou a Administração de Aviação Civil da China (CAAC, na sigla em inglês). O relatório oficial sobre o caso ainda não foi divulgado, mas de acordo com o site Sohu.com, falhas do capitão Qi Quanjun, que sobreviveu, teriam provocado a queda da aeronave.

"O avião fez menção de aterrissar quando ainda não tinha chegado ao início da pista do aeroporto. Ele não fez uma avaliação sobre o processo de aterrissagem", declarou o diretor da CAAC, Li Jiaxiang, que define este como um "erro básico".

Qi Quanjun tem 40 anos e somava mais de 4.200 horas de voos comerciais. Ele chegou a fazer parte do Exército de Libertação Popular chinês, mas saiu aos 33 anos para ingressar na aviação civil. Chegou a fazer testes para pilotar aviões boeing mas, por falta de qualificação, obteve permissão para aeronaves menores, como o Embraer E-190, da Henan Airlines. A companhia já teve seu quadro profissional questionado após ficar comprovado que muitos pilotos mentiram a respeito das horas de voo acumuladas.

O acidente - O avião da Embraer estava com 96 pessoas a bordo quando caiu perto da pista de aterrissagem do aeroporto de Yichun, nordeste do país. No início, autoridades locais haviam relacionado o acidente ao nevoeiro que atingia a região. Ao tentar aterrissar, a aeronave saiu da pista e se incendiou.

 

 

O Globo Online
09/07/2010

British Airways quer retomar negociação para fusão com Qantas
Reuters/Brasil Online LONDRES/MELBOURNE

A British Airways está interessada em reabrir negociações para uma fusão com a Qantas se a maior empresa de aviação da Austrália quiser retomar um acordo que entrou em colapso em 2008, de acordo com o presidente-executivo da empresa aérea britânica.

"Nós temos trabalhado em nossas discussões com eles (Qantas) há dois anos e sabemos que há um caso forte ali. Isso é algo que definitivamente pode ser interessante no futuro se a Qantas tiver a mesma opinião", afirmou Willie Walsh em entrevista ao Australian Financial Review.

O comentário de Walsh ocorre dois dias após a BA e a Iberia afirmarem ter identificado 12 possibilidades de aquisição para serem perseguidas após a própria fusão entre ambas, tendo a Ásia como alvo de crescimento.

"Eu ficaria surpreso se a Qantas não fosse uma das 12 porque as duas juntas poderiam gerar grandes sinergias e a Ásia é o lugar onde ocorre o crescimento", disse o analista Stephen Furlong, da Davy Stockbrokers.

"Mas a Qantas está fazendo a sua própria reestruturação, então eu não veria o comentário de Walsh como algo que aconteceria no curto prazo."

Walsh, da BA, disse que não espera que o presidente da Qantas, Alan Joyce, esteja em busca de uma fusão no momento, mas adicionou que "isso pode mudar."

A BA e a Qantas, na época dirigida por Geoff Dixon, negociaram uma fusão em 2008, mas a Qantas cancelou as negociações por conta de uma diferença nas avaliações relativas às companhias aéreas.

 

 

Diario de Pernambuco
09/07/2010

Lula quer parceria com África do Sul para construção de aviões militares
Da Agência Brasil

O governo brasileiro firmou hoje (9) dois termos de cooperação com a África do Sul. Os acordos de troca de informações governamentais compõem, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os termos de colaboração mais profundos já assinados pelos dois países.

O presidente disse, entretanto, que espera estreitar ainda mais as relações com a África do Sul. Em entrevista coletiva concedida hoje (9), depois de encontro com o presidente sul-africano, Jacob Zuma, Lula informou que pretende transferir para a África do Sul tecnologia brasileira em agricultura e a da TV digital. Há também interesse em firmar parceira com o governo sul-africano para construção de aviões militares.

“Nós queremos que o presidente Zuma junte-se ao Brasil na construção do avião KC 139, que é o novo Hércules”, disse o presidente, sobre o projeto de um novo avião militar desenvolvido pelo Exército brasileiro. Segundo ele, o primeiro dos novos aviões deve estar pronto em 2015.

Lula disse ainda que a tecnologia de aviões capazes de voar sem tripulação interessa ao Brasil. De  acordo com o presidente, a descoberta de poços de petróleo na camada pré-sal torna a proteção das fronteiras brasileiras ainda mais importante.

“Estamos de olho nos aviões e veículos não tripulados que a África do Sul produz”, disse ele.  “Nós temos muita fronteira marítima, fronteira seca, temos o pré-sal a 300 quilômetros da nossa costa. Se a gente não tomar cuidado, é capaz de alguém querer ir lá.”

Na véspera de encerrar uma viagem de oito dias por seis países do Continente Africano, Lula reiterou o interesse em aproximar mais o Brasil da África. Ele ressaltou que é o presidente brasileiros que mais visitou países africanos – 27 no total.

As trocas comerciais também aumentaram durante seu governo. Passaram de US$ 5 bilhões para US$ 26 bilhões de 2003 para 2009. E, segundo o presidente, ainda podem aumentar mais.

Nesta tarde, durante encontro com empresários brasileiros e sul-africanos, em Joanesburgo, Lula disse que tem dois compromissos pessoais para cumprir até o fim do mandato: o primeiro, organizar mais duas reuniões entre representantes de companhias dos dois países; e o segundo, fazer com que companhias aéreas brasileiras ofereçam voos para África.

“É uma vergonha um país com 190 milhões de habitantes não ter uma empresa de aviação comprometida em ter voos para a África do Sul e outros países da África”, disse Lula. "Se não garantirmos o direito dos empresários de ver coisas novas, não teremos novidades no país."

No mesmo evento, Zuma agradeceu o esforço do governo brasileiro para estreitar relações com o Continente Africano. Ele destacou que a cooperação na aviação é estratégica para a África do Sul, assim como nas áreas de educação, saúde e energia. “As parcerias são pontos-chave para que alcancemos nossos objetivos”, disse o presidente sul-africano, em discurso parao empresários.

 

 

O Globo
09/07/2010

Postos da Anac não funcionam nos horários de pico em São Paulo
Wagner Gomes

SÃO PAULO - A maior parte dos voos no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, decola a partir do início da noite. Na última quarta-feira, por exemplo, foram 46 voos (nacionais e internacionais) entre 22h e meia-noite, horário de pico. Mas o escritório local da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) funciona apenas até as 22h. Em Congonhas, o aeroporto mais movimentado do país, a situação não é melhor. O posto fica aberto só até as 20h (enquanto os voos vão até as 23h) e, segundo informações de funcionários do próprio posto, o local deve ser fechado ainda este mês.

Na quarta-feira, a reportagem do GLOBO não encontrou fiscais da Anac em nenhum dos dois aeroportos. Uma funcionária da agência em Guarulhos disse que eles não trabalham todos os dias e que estavam de folga naquela quarta. A economista Bruna Lourenço, de 22 anos, chegou ao posto da Anac em Cumbica pouco depois das 21h30m. Ela, os pais e as duas irmãs tentaram registrar uma reclamação contra a TAM, que vendeu passagens a mais para o voo 8006, que partiria às 22h45m com destino a Buenos Aires, na Argentina.

- Chegamos pouco depois das 21h no aeroporto e fomos informados que o voo estava completo. Venderam passagens a mais e nós ficamos de fora. Fui até a Anac, que por pouco estaria fechada, e tive a informação de que a reclamação teria de ser feita pela internet ou pelo 0800 - disse Bruna.

Voo lota e família só é avisada na hora do check-inComo não havia mais voos nesse horário em outras companhias para Buenos Aires, a TAM ofereceu acomodação em um hotel próximo ao aeroporto até a manhã de quinta, quando partiria o próximo voo para Buenos Aires, às 6h45m.

- Isso é uma falta de respeito ao consumidor. A empresa não deveria vender mais passagens do que poderia. Agora não quero mais viajar - disse Paulo Antônio Lourenço, de 56 anos, pai de Bruna.

Quatro das cinco passagens foram adquiridas pelo sistema de milhagem. Os bilhetes foram comprados pela internet. A família Lourenço programava passar quatro dias em Buenos Aires e a viagem foi marcada há dois meses. Lourenço reclamou de ter sido informado pela TAM sobre a lotação na hora do check-in.

- Foi uma ducha de água fria. A intenção era aproveitar o fim de semana de feriado para conhecer a Argentina. Ofereceram acomodação em São Paulo, mas não falaram nada sobre os custos que vou ter por chegar mais tarde do que o previsto em Buenos Aires - disse o bancário.

Uma funcionária da TAM explicou que não há como garantir reembolso de despesas fora de São Paulo. Ela disse que a companhia ofereceu tudo o que podia para o passageiro, "que negou todas as possibilidades de acomodação no dia seguinte em um outro voo".

- Oferecemos um táxi para a família voltar para casa ou a estadia em um hotel, com direito a jantar e café da manhã - disse a funcionária, que se identificou apenas como Marina.

Poucos dias antes de a medida da Anac entrar em vigor, o administrador Carlos Rudinei Laurindo, de 46 anos, teve problema quando voltava de São Paulo para Florianópolis com a mulher em um voo da Gol. Segundo ele, como o tempo estava muito fechado em Florianópolis, por causa da chuva, a aeronave acabou pousando em Curitiba, Paraná.

- O resto da viagem teria de ser feita de ônibus. Eu não aceitei com medo de descer a serra naquele chuva. Acabou que todo mundo foi de avião mesmo, mas a viagem não pôde ser concluída e tivemos que voltar para Curitiba - disse o administrador. - Fiquei nervoso e fui acusado de agredir verbalmente uma aeromoça, mas eu só estava querendo uma explicação. Quando pousamos em Curitiba novamente recebi voz de prisão e fui parar na Polícia Federal.

Passageiro aluga carro para finalizar viagemCarlos Laurindo pediu desculpas e acabou se acertando com os funcionários da TAM, mas teve de arcar com as despesas de acomodação em um hotel e o aluguel de um carro para seguir no dia seguinte com a mulher para Florianópolis.

- Até hoje ninguém da Gol ligou perguntando como fiz o resto da viagem - disse ele, que entrou com um processo contra a empresa.

A Gol informou que não se pronuncia sobre ações em andamento.

 

 


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