<< Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>
  • Folha de São Paulo
    28/11/2010

    Terceiro aeroporto de SP une aéreas e construtoras
    Andrade e Camargo negociam com TAM e Gol empreendimento em Caieiras
    JULIO WIZIACK - MARIANA BARBOSA

    As construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa ganharam apoio das companhias aéreas TAM e Gol para o projeto de construção de um terceiro aeroporto na região metropolitana de São Paulo, em Caieiras, a 35 quilômetros da capital.
    A Folha apurou que TAM e Gol negociam entrar como sócias no negócio, que depende ainda de mudança regulatória para sair do papel.
    A reportagem apurou também que o projeto conta com a simpatia do Palácio do Planalto, embora o governo queira manter certa distância do empreendimento.
    O governo não quer se responsabilizar pelo custo político da obra, que deve enfrentar resistências por parte da prefeitura de Caieiras e também do Ibama.
    As construtoras garantem que não precisam de recursos públicos. Dizem que vão levantar todo o capital (R$ 2 bilhões) na Bovespa, e prometem inaugurar o aeroporto antes da Olimpíada (2016).
    "Vamos criar uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) e abrir capital para captar os recursos necessários", disse à Folha Otávio Marques de Azevedo, presidente do grupo Andrade Gutierrez.
    Se sair do papel, o novo aeroporto deve ter voos internacionais e terá capacidade para 22 milhões de passageiros ao ano. Isso equivale ao movimento de Guarulhos de janeiro a outubro deste ano.

    MODELO DE EXPLORAÇÃO
    Construtoras e governo ainda precisam chegar a um acordo sobre o modelo de exploração. Por lei, aeroporto é patrimônio da União, que delega a gestão à Infraero.
    Mas a lei permite que a gestão seja repassada à iniciativa privada, em contratos de concessão, por prazo determinado. As construtoras, no entanto, defendem o regime de "autorização vinculante", com mais garantias e sem prazo para acabar.
    Quando assumiu o Ministério da Defesa, em 2007, Nelson Jobim declarou a intenção do governo de construir, via Infraero, um terceiro aeroporto em São Paulo.
    Mas o projeto foi engavetado e o governo passou a priorizar a ampliação de Viracopos (Campinas), juntamente com o trem-bala, como alternativa para desafogar Guarulhos e Congonhas. Com a decisão de adiar a concorrência do trem-bala, na sexta-feira, o projeto de Caieiras tende a ganhar força.
    Para TAM e Gol, ter uma fatia do negócio significa poder para influenciar na gestão, impedindo aumentos abusivos de tarifa.
    Se for seguido o modelo do edital de São Gonçalo do Amarante (Rio Grande do Norte), lançado em agosto, as aéreas poderão entrar com até 10% do capital.
    A Folha apurou que a preocupação da presidente eleita, Dilma Rousseff, é a de que o aeroporto de Caieiras retire passageiros potenciais do trem-bala, que deve ligar Campinas, São Paulo e Rio.
    Para as construtoras, potenciais participantes da licitação do trem-bala, há riscos maiores neste projeto.
    "O projeto do governo diz que a obra custará R$ 33 bilhões", disse Azevedo. "Pelos nossos cálculos, não sairá por menos de R$ 45 bilhões. Como o vencedor da licitação vai cobrir essa diferença?".

     

     

    Folha de São Paulo
    28/11/2010

    Infraestrutura afeta eficiência, diz TAM
    Presidente do grupo afirma que falta de investimento em aeroportos gera atrasos e desconforto aos clientes
    MARIANA BARBOSA

    A falta de investimento nos aeroportos deixa as empresas mais criativas -mas menos eficientes.
    "Sem ter para onde crescer em São Paulo, estamos desenvolvendo novos centros de conexão, como no Rio e em Brasília, diz, em entrevista à Folha, Marco Antonio Bologna, presidente da TAM S.A, empresa que controla a TAM Linhas Aéreas, a Pantanal e o Multiplus.
    "Mas as filas no passaporte ou no raio-x provocam atrasos em voos de conexão e também afetam o humor de funcionários e clientes."

    Folha - Depois de anos à deriva, o setor aéreo é um dos maiores desafios do próximo governo. Que modelo de gestão o sr. gostaria de ver nos aeroportos?
    Marco Antonio Bologna -
    O atraso não começa no governo Lula. Quando Guarulhos foi criado, no tempo em que havia Ministério da Aeronáutica, o plano era inaugurar o terceiro terminal de passageiros e a segunda pista em 2005. Porém, desde o início dos anos 90, a atenção ficou voltada para os problemas de TransBrasil, Vasp e Varig e não para as potencialidades do setor.

    A falta de investimento compromete o crescimento?
    Ainda há espaço para crescer. Com a saturação dos aeroportos de São Paulo, o mercado usou da criatividade. Descentralizou "hubs" (centros de conexão) e também horários. Nós hoje temos voos do Rio direto para Miami, NY, Frankfurt, Londres e Paris. Estamos saindo de Brasília e Belo Horizonte pra Miami. Isso nos últimos dois anos e meio. E no mercado doméstico, com 100% de ocupação no horário de pico, começa a haver migração para outros horários de menor demanda.

    Mas uma hora o espaço para a criatividade vai acabar. O setor não poderia estar crescendo ainda mais?
    A limitação aeroportuária em São Paulo é uma barreira forte para novos entrantes. Mas o nosso plano de crescimento de frota não foi afetado. O estado da infraestrutura hoje prejudica a eficiência e o conforto. Muitas vezes temos que atrasar um voo para o exterior porque estamos esperando um passageiro que já fez check-in, mas que está parado na fila do passaporte.
    Também temos poucas posições de raio-x. Basta viajar para fora que você nota a diferença. Isso também interfere no humor de nossos funcionários e clientes.

    E qual é o melhor modelo de gestão de aeroportos?
    Apoiamos qualquer modelo, desde que melhore a eficiência. Sabemos que, inexoravelmente, o capital privado vai ter que participar.
    Uma coisa é certa, debaixo da Lei 8.666 (das licitações) a gente não chega lá. Para pintar uma faixa amarela na pista, atendendo todo o ritual, leva dez meses.
     

    A TAM pretende investir em aeroportos?
    Entraríamos até 10% para participar da governança do aeroporto. Mas esse não é o nosso negócio. Existe uma série de fundos de investimento com apetite grande para entrar nesse negócio, que implica altos volumes de investimento. É o caso do aeroporto de Caieiras, que acho que vai sair. Mas não adianta imaginar que vamos construir um monte de aeroportos privados. O governo vai ter de investir em mercados onde a iniciativa privada não vai entrar.
     

    Como tornar a Infraero mais eficiente?
    Uma das ideias, defendidas em um estudo encomendado pelo BNDES, é transformá-la em uma empresa de economia mista, de capital aberto. Mas para atrair capital ela vai precisar passar por uma reestruturação.
     

    Os aeroportos estarão equipados em tempo para a Copa?
    Vão ter de estar. Temos essa capacidade, e vamos dar um jeito, nem que seja de forma emergencial, com os MOP (Módulo Operacional Provisório). A Fórmula 1 é assim, durante o campeonato fica maravilhoso. Você vai lá hoje e não tem nada.

    A Anac declarou que proibiu overbooking para este fim de ano para evitar o caos. Como está o overbooking na TAM?
    O overbooking é permitido, mas, nessa época do ano, ainda mais com o mercado tão aquecido, não é praticado. Não estamos antevendo nenhum problema.

    O setor cresce a um ritmo de quase 30% neste ano. Qual é a sua previsão para 2011?
    O ano de 2010 foi surpreendente, com um movimento muito forte que tem a ver com crédito e renda. Estamos imaginando um crescimento de 12% para 2011.

     

     

    Folha de São Paulo
    28/11/2010

    RAIO-X BOLOGNA

    CARGO
    Preside a holding TAM S.A.

    FORMAÇÃO
    Engenharia de produção pela USP e extensão em serviços financeiros pela Manchester Business School (Reino Unido)

    OUTROS CARGOS Conselheiro da Suzano Papel e Celulose, da WTorre e da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo)

     

     

    Folha de São Paulo
    28/11/2010

    Latam estreia no mercado em 1º de julho

    "Consolidação no setor é inevitável"
    Quando a Latam, fusão da TAM com a chilena LAN, virar realidade, a partir de 1º de julho de 2011, Marco Antonio Bologna será um dos três principais executivos. Dividirá o poder com os irmãos Henrique e Ignacio Cueto, donos da LAN. Homem forte da família Amaro, Bologna conversou com a Folha sobre concorrência e Latam.

     

    Folha - Por que a TAM decidiu se unir à LAN?
    Marco Antonio Bologna
    - A união com a LAN é fruto de uma visão de que a consolidação no transporte aéreo mundial é inevitável. Essa é a única maneira de concorrer em um cenário de céus abertos. A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) prevê que, dentro de quatro décadas, existirão de 10 a 12 grupos de companhias aéreas apenas. Entre escolher e ser escolhido, o melhor é escolher.

    A liberdade de voos entre países é inevitável?
    Neste momento, a Anac está discutindo céus abertos com as autoridades europeia e americana. Não dá mais para controlar preços e limitar voos em acordos bilaterais.

    Vocês falaram em concluir o acordo em seis a nove meses. O prazo será cumprido?
    Esperamos realizar a operação de deslistagem da TAM e inicio de listagem da BDR de Latam na Bovespa no dia 1º de julho. Já submetemos à aprovação da Anac e estamos aguardando a decisão para dar os próximos passos.

    Especula-se que vocês já estariam tendo conversas com British Airways.
    Fazer a fusão com a LAN é tão grande que não podemos perder o foco. Acabamos de definir uma estrutura societária. Como é que você junta mais acordos, faz mais uma diluição de capital? Enquanto não houver a real captura de sinergias entre LAN e TAM é difícil fazer qualquer movimento maior.

    A concorrência está acirrada. Tem meses em que a Gol encosta na TAM.
    Não abrimos mão da liderança. O desafio é liderar com rentabilidade, o que temos conseguido. Precisamos demonstrar três coisas para o concorrente: 1. Temos crédito e contratos firmes para trazer aviões e aumentar a oferta quando precisar. 2. Temos caixa para entrar em disputas de mercado. 3. Que somos capazes de melhorar a margem operacional por meio da redução de custos. (MB)

     

     

    O Dia
    28/11/2010

    Bioquerosene já está no ar
    Pela primeira vez, um avião da América Latina voa abastecido por biocombustível
    POR LUCIENE BRAGA

    Rio - Em tempos de esforços para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e do aquecimento global — tema da Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima, a CoP-16, em Cancun, no México, de 29 de novembro a 10 dezembro —, é do Rio que sai uma contribuição muito especial. A primeira aeronave comercial em operação no Brasil e na América Latina a voar com bioquerosene decolou nesta semana, com 50% do biocombustível misturado ao querosene de aviação em uma das turbinas. O Airbus A320 partiu do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, sem passageiros, voou 45 minutos e retornou ao ponto de partida.

    O bioquerosene foi produzido com óleo de pinhão manso fornecido pala Associação Brasileira de Produtores de Pinhão Manso (Abppm). É um bom começo. Pelos dados mundiais, o transporte aéreo é responsável por 2% dos gases de efeito estufa liberados na atmosfera. A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) define o pinhão manso como uma das três matérias-primas mais promissoras do mundo para a aviação. A previsão é de seja incorporado ao cotidiano das companhias aéreas dentro de cinco anos.

    VÁRIAS EMPRESAS NO PROJETO

    O coordenador-geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Denilson Ferreira, explica que o pinhão manso é prioridade entre as espécies com potencial para a agroenergia. e citou os investimentos recentes do governo federal em pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), como a aplicação de R$ 6,8 milhões em projetos de formação do Banco Ativo de Germoplasma, coordenado pela Embrapa Agroenergia, para abastecer o mercado. Em maio, foi formada a Aliança Brasileira para Biocombustíveis de Aviação (Abraba), composta por empresas aéreas e de pesquisa de biocombustíveis, produtores de biomassa e fabricantes aeronáuticos, para desenvolver e certificar biocombustíveis sustentáveis para a aviação.

    O vice-presidente de Suprimentos e Contratos Internacionais da TAM, José Maluf, ressalta que o sucesso do projeto é resultado do trabalho conjunto de diversas empresas: Airbus, GE/CFM International, Curcas Brasil, Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso e Air BP Brasil, que importou o biocombustível,armazenou, realizou os testes e abasteceu a aeronave. “Realizamos este voo com a colaboração desses parceiros. Acreditamos que buscar soluções sustentáveis deve ser um esforço conjunto de toda a cadeia produtiva do setor”, avaliou.

    Para especialistas do governo federal, o Brasil chega em posição confortável de liderança a Cancun, com o compromisso de cobrar engajamento maior dos demais países, principalmente os desenvolvidos. O embaixador extraordinário do Brasil para a Mudança do Clima, do Ministério das Relações Exteriores (MRA), Sérgio Barbosa Serra, lembrou que o País é respeitado internacionalmente por ter se comprometido com meta de redução de emissões de gases de efeito estufa acima dos 30% recomendados para os países em desenvolvimento. Apesar de a meta para os países desenvolvidos ter sido entre 25% a 40%, com relação a 1990, dificilmente será fechado um acordo nesse sentido no encontro em Cancun. Isso porque os Estados Unidos não conseguiram aprovar no Congresso americano projeto sobre a redução dos gases.

     

     

    Portugal Digital
    28/11/2010

    No novo governo, Brasil terá pasta para aviação civil
    A presidente eleita, Dilma Rousseff, quer remodelar o setor aéreo do país.

    Brasília - A presidente eleita, Dilma Rousseff, quer remodelar o setor aéreo do país. Ela decidiu criar uma pasta específica para a área, provavelmente com status de ministério.  O objetivo é abrir o capital do setor à iniciativa privada e acelerar a construção de aeroportos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

    A Secretaria Especial de Aviação Civil cuidará de assuntos e órgãos que hoje estão sob a responsabilidade do Ministério da Defesa.

    Responderão à nova pasta a Infraero, estatal que administra aeroportos, e a Anac, agência reguladora do setor.

    Não está no desenho montado pela petista a junção dessa nova pasta com a Secretaria de Portos --ao contrário das especulações da semana passada. Os portos podem, inclusive, voltar a ser um departamento do Ministério dos Transportes.

    A decisão final, contudo, passará pela negociação partidária. Dilma tenta acomodar 12 legendas aliadas em cargos do primeiro escalão.

    Para comandar a nova pasta, a presidente eleita tem dito que não abre mão de um profissional com capacidade técnica. Isso não significa, porém, que não haverá negociação com alguma sigla de sua base de apoio. Ainda não há nomes em discussão.

    O PMDB está de olho não só na vaga, mas também no controle da Infraero. O deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) já disse a peemedebistas que tem interesse em ser o titular da empresa.

    Segundo a Folha Online, a presidente eleita vai trocar o comando de diversas diretorias da Infraero, senão todas. Ela considera que a companhia foi sucateada nos últimos anos em benefício de combinações políticas.

    O empenho em remodelar o setor vem de um diagnóstico do governo desde os tempos do caos aéreo, em 2006.

     

     

    Estadão
    28/11/2010

    Queda de avião de carga mata 12 no Paquistão
    NALU FERNANDES - Agência Estado

    Pelo menos 12 pessoas foram mortas quando um avião de carga, de fabricação russa, caiu segundos depois de decolar de Karachi, neste domingo, disse uma autoridade para aviação civil do Paquistão. O resgate recuperou 12 corpos do local, incluindo quarto pessoas identificadas como trabalhadores locais. A expectativa é de aumento do número de mortos.

    As autoridades dizem que o Ilyushin IL-76, operado pelas linhas aéreas Sun Way, da Geórgia, bateu em prédios depois do reabastecimento e decolagem do aeroporto na capital do Paquistão.

    O avião carregava oito tripulantes e 31 toneladas de suprimentos para a capital do Sudão, Khartoum, e o choque foi tão severo que as chamas engoliram dois prédios, bem como outras construções adjacentes, disse o porta-voz.

    "O resgate recuperou 12 corpos, que incluem oito membros da tripulação e quatro trabalhadores no solo", afirmou o porta-voz da Autoridade para Aviação Civil, Pervez George, disse à AFP, citada pela agência Dow Jones. "Os trabalhadores do resgate ainda estão no local. Pode haver mais corpos", disse, ao acrescentar que não se conhece o número exato de trabalhadores que estavam no solo.

    Este foi o terceiro acidente aéreo em quatro meses no Paquistão.

    Um oficial disse, em condição de anonimato, que o avião caiu próximo dos apartamentos residenciais da Marinha. As informações são da Dow Jones.

     

     


    << Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>