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  • Diário de Petrópolis - RJ
    24/04/2010

    ANAC homologa primeiro curso de piloto a distância do Brasil

    Conforme o diretor da Aerocurso, Wagner Garbelini, o primeiro contato com as autoridades da aviação civil aconteceu há mais de 15 anos. “Porém, faltava uma ferramenta que pudesse viabilizar a implantação de um curso para atender alunos de todo território nacional. A expansão da internet e a facilidade criada pela comunicação online nos motivou a desenvolver uma estrutura capaz de oferecer o curso teórico a distância de Piloto Privado de Avião”, explica.

    Como nenhuma escola havia obtido homologação, também para a ANAC esse era um processo novo. Por isso, todas as etapas de desenvolvimento desse projeto foram acompanhadas muito de perto por autoridades da aviação civil. “Até a conquista da homologação foram cumpridas todas as etapas relativas a documentação para atender os pedidos da ANAC, além de viagens regulares ao Rio de Janeiro e Brasília para avaliação dos procedimentos adotados”, diz Garbelini.

    Todas as aulas foram gravadas e editadas, sob a supervisão do controlador de tráfego aéreo Carlos Aberto Souza e Silva, o qual também monitora o trabalho dos tutores. Cada tutor poderá atender no máximo 30 alunos. Além das provas online os estudantes também serão avaliados em uma única prova presencial.

    A plataforma original de todo esse sistema operacional do curso foi desenvolvida pela Aerocurso.com, coordenada pelo Gerente de Suporte Tecnológico, Victor Hugo Garcia. Ele explica que, além do conteúdo das 11 disciplinas exigidas pela ANAC, para melhor aprendizado foram desenvolvidos recursos com computação gráfica, plena interatividade com o tutor e outros alunos, bibloteca virtual para consulta e outras metodologias e ferramentas exclusivas desse ambiente virtual oferecido pela Aerocurso.

    Rede de franquia

    Esse programa inédito desenvolvido pela equipe do Aerocurso.com foi criteriosamente avaliado e aprovado pela diretoria da Microlins, em São Paulo, a maior franquia de ensino profissionalizante do País, a qual divulgará em toda sua rede o curso de Piloto Privado Teórico a distância. A Microlins também servirá como um suporte para os alunos, inclusive para a aplicação da prova presencial.

    Na avaliação de Wagner Garbelini, o aluno terá todas as condições para, num período inferior a seis meses, estar bem preparado realizar com êxito o exame da banca da ANAC. Após aprovado, ele será instruído para procurar um aeroclube e assim realizar as aulas práticas de voos. “A habilitação de Piloto Privado de Avião é o primeiro degrau desta promissora carreira”, finaliza Garbelini.

    Maiores informações: www.aerocurso.com

     

     

    G7 - Record
    24/04/2010

    Falta de manutenção pode ter causado acidente da Air France, diz relatório
    Para especialistas, falta de limpeza de sensores de velocidade pode ter levado a queda
    EFE

    Os especialistas que analisam o acidente com o avião da Air France em 1º de junho, entre Rio de Janeiro e Paris, no oceano Atlântico, que causou a morte de todos os 228 ocupantes, consideram que falhas na manutenção da aeronave podem ter levado à tragédia, informou neste sábado (24) o jornal francês Libération.

    A publicação de novos elementos do relatório judicial, no entanto, não determina de forma conclusiva o que levou o Airbus A330 da companhia francesa a cair no oceano Atlântico. A versão definitiva será apresentada apenas dezembro.

     

    De acordo com o jornal, a novidade do relatório é a hipótese de que a falha nas sondas de medição de velocidade da aeronave possa estar "vinculada ao passado" de manutenção do avião. Isso significa que as sondas pitot do fabricante Thales poderiam ter sido cobertas rapidamente por uma camada de gelo, o que "teria gerado uma série de panes que levaram à deterioração das condições de condução da aeronave" simplesmente pela falta de limpeza periódica.

    A tese, se confirmada, pode abrir uma discussão para questionar as regras fixadas pela fabricantes Airbus, que estabelece que os medidores de velocidade devem receber manutenção a cada 21 meses.

    Ao mesmo tempo, os peritos judiciais dizem não acreditar que apenas as sondas ou as condições meteorológicas desfavoráveis expliquem de forma unilateral as causas do acidente. Por isso, concluem que "é necessária a busca de outras provas", o que sugere que os juízes não vão apontar culpados para os fatos.

    A Air France, que disse não ter conhecimento do relatório apresentado pelo Libération, ressaltou em comunicado que a investigação realizada pelo Escritório de Investigações e Análises (BEA), órgão francês responsável pelo caso, mostra que a companhia aérea "respeitou todos os procedimentos ditados pelos fabricantes e as autoridades".

    As revelações chegam um dia depois de o BEA dar por encerrada a terceira fase de buscas pelas caixas-pretas do Airbus A330, que desde o começo do mês estavam sendo feitas por dois navios, o Seabed Worker e o Anne Candies. Os navios, que realizaram varrições no fundo do mar com sonares e submarinos em uma área de 3.000 quilômetros quadrados, devem voltar ao porto de Recife para uma escala técnica.

    O secretário de Transportes francês, Dominique Bussereau, pediu ao BEA que faça uma quarta operação de buscas pelas caixas-pretas, assegurando que tanto a Airbus quanto a Air France estão dispostos a financiar os esforços.

     

     


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