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Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017
15/04/2010

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Site Panrotas
15/04/2010

AERUS - GJP Hotéis arremata em leilão Hotel da Bahia

A GJP Hotéis, de Guilherme Paulus, é a nova dona do Hotel da Bahia. A empresa arrematou o hotel no leilão de hoje, pelo valor mínimo, que compreende duas parcelas, uma parcela fixa no valor de R$ 4.294.870 (quatro milhões duzentos e noventa e quatro mil, oitocentos e setenta reais), correspondente ao valor da dívida total do ex-locatário do imóvel, incluindo alugueis vencidos, impostos e encargos, objeto de cobrança na justiça e, uma parcela no valor mínimo de R$ 27,330 milhões correspondente ao valor do imóvel.

Antes do leilão, a justiça havia dado liminar via email e Oficial de Justiça para o Grupo Tropical/Instituto Aerus, dono do imóvel suspendendo a ação, a pedido do Conselho Baiano de Turismo (CBTur), que temia que o imóvel não fosse usado para fins hoteleiros pelo novo dono. Mas o leilão ocorreu mesmo assim.

Sabendo que a GJP foi a arrematante, o presidente do CBTur, Silvio Pessoa, junto com o Secretário de Turismo e o gabinete do governador da Bahia, já solicitaram que o Ministério Público cancele a ação que impedia o leilão.

“O próprio Guilherme Paulus me ligou garantindo que vai manter a atividade hoteleira do hotel e ainda preservará as características do imóvel”, disse Pessoa. “Mas agora que o Paulus passará de consumidor para fornecedor, ampliando a concorrência local, ele deverá direcionar mais verbas para a divulgação de Salvador e não vender apenas o hotel dele”, acrescentou.

 

 

Jornal do Brasil
15/04/2010

Cinza vulcânica provoca caos aéreo

 DA REDAÇÃO - Gigantescas colunas de fumaça e cinzas de até 10 quilômetros de altura provenientes de um vulcão em erupção na Islândia provocavam quinta-feira o maior caos aéreo na Europa desde os ataques do 11 de Setembro. O tráfego aéreo ficou paralisado em vários países, incluindo Grã-Bretanha, França, Holanda, Dinamarca, Noruega, Irlanda, Espanha, Escócia, Bélgica e o norte da Finlândia, impactando conexões em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Segundo o Eurocontrol, órgão encarregado da segurança aérea no bloco europeu, a paralisação dos aeroportos pode durar até dois dias, dependendo da evolução das colunas de cinzas, o que dependerá da velocidade e da direção dos ventos.

Especialistas estimavam que entre 4 mil e 5 mil voos seriam afetados até a meia-noite de quinta-feira, ou 15% dos voos que operam diariamente na Europa. Além do risco da falta de visibilidade, o perigo principal vem do fato de que as cinzas podem afetar os motores dos aviões.

As colunas de fumaça foram expelidas do vulcão Eyjafjallajokull, encravado em uma geleira no sul da Islândia e que estava adormecido desde 1821. A erupção pode prosseguir por várias semanas, meses ou anos, segundo o professor de geofísica islandês, Magnus Tumi Gudmunsson.

– Não é possível dizer quanto vai durar. É muito variável. – explicou Gudmunsson. – Pode ir de alguns dias a mais de um ano. Se considerarmos a intensidade desta erupção, deve durar muito tempo.

Os aeroportos britânicos, entre eles o de Heathrow, em Londres – o maior do mundo em volume de tráfego internacional, de onde decolam e aterrissam cerca de 1.300 aviões por dia – foram fechados às 8h de Brasília e não seriam reabertos pelo menos até a manhã de sexta-feira, anunciaram os serviços de controle aéreo do Reino Unido.

Na França, 24 aeroportos, entre eles dois de Paris – Roissy e Orly – também fecharam devido às nuvens de cinzas. Na Espanha, pelo menos 237 voos que ligavam os aeroportos espanhóis com o norte da Europa foram cancelados.

Curiosamente protegido por ventos dominantes do oeste, o aeroporto de Reykjavik, na capital da Islândia, permanecia aberto, sem registrar atrasos, segundo um porta-voz.

Os efeitos da erupção vulcânica também foram sentidos nos Estados Unidos, onde conexões aéreas entre Nova York e a Grã-Bretanha foram canceladas. O mesmo ocorreu em diversos outros aeroportos do país, com as companhias aéreas americanas – Delta, United e US Airways – sendo obrigadas a cancelar vários voos com destino ao norte europeu.

Inundações

Na Islândia, a erupção do vulcão sob a geleira Eyjafjallajokull de começou no dia 20 de março, mas intensificou-se na quarta-feira, provocando grandes inundações causadas pelo abrupto derretimento das geleiras e obrigando a evacuação de cerca de 800 pessoas. Um vulcão na mesma região havia entrado em erupção no mês passado, o que criou um espetáculo luminoso com rios de lavas, mas, segundo especialistas, desta vez o perigo é muito maior.

– Esta erupção é muito mais poderosa. Já dura mais de 24 horas e é uma erupção explosiva – disse Gudmunsson.

Trata-se da primeira erupção desse vulcão em quase duzentos anos. De acordo com o site islandês de notícias Iceland Review, a última erupção na geleira de Eyjafjallajokull durou dois anos, de 1821 a 1823.

Mistura de gelo com lava liberou fumaça de silício

O vulcão da geleira de Eyjafjallajokull, na Islândia – o segundo lugar com maior atividade vulcânica do mundo, atrás apenas do Havaí – pode ser classificado como estratovulcão, um tipo muito comum formado por camadas. O vulcão tem 1.660 metros de altura e, a partir dos 900 metros, é coberto por gelo. A erupção ocorreu embaixo da geleira e a força combinada do fogo e do gelo liberou a fumaça, composta principalmente pelo elemento silício, abundante na areia, em uma coluna que subiu até 10 quilômetros.

Segundo autoridades da Eurocontrol, o encontro com uma nuvem de cinzas vulcânicas desliga os motores de um avião comercial e o transforma num planador, o que torna esta fumaça um grande risco para a aviação.

– Se partículas de cinzas vulcânicas entram em uma turbina, elas se acumulam e entopem o motor com material derretido – explicou à BBC David Rothery, especialista em vulcões britânica.

Em 1982, um voo da British Airways perdeu toda a potência de seus motores ao atravessar uma nuvem de cinzas sobre a Indonésia e perdeu milhares de metros de altitude até encontrar ar puro, que permitiu que seus motores voltassem a funcionar.

Autoridades de segurança aérea apontam que é muito difícil detectar este tipo de nuvem de silício durante um voo, portanto é essencial que as entidades meteorológicas monitorem estas nuvens e mantenham centros de controle aéreo bem informados sobre o seu surgimento.

Segundo José Cruz dos Santos, piloto português entrevistado pela agência Lusa, o radar meteorológico dos aviões é capaz de detectar a umidade que existe dentro das nuvens, mas como esta fumaça de silício é seca, ela não aparece nos radares, explicou.

Geografia

A Islândia, pequena ilha formada por atividade vulcânica, está localizada em uma zona onde duas placas tectônicas se afastam uma das outras constantemente, com rocha derretida subindo, debaixo da superfície da Terra, para preencher as falhas.

Incerteza e ansiedade entre passageiros no Galeão

Evelyn Soares

O fechamento do espaço aéreo no norte da Europa em virtude das cinzas expelidas por um vulcão na Islândia provocou o cancelamento de voos nos principais aeroportos do Brasil. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, a situação foi especialmente ruim para os passageiros do voo BA248 da British Airways, que sairia do Rio para Londres às 23h. Alguns aguardavam informações no balcão da empresa, onde havia apenas um recado para que esperassem por explicações às 19h.

O cineasta Marcus Tozini, de 35 anos, que estava no aeroporto desde a manhã de quinta-feira, estava indignado:

– Havia um funcionário aqui que pediu para que aguardássemos por mais informações. Ele mesmo disse que não poderia confirmar nada, já que a erupção era “um ato de Deus”.

Passageiros receberam um e-mail avisando que o voo havia sido cancelado, porém sem mais explicações. A professora Amaralis Santiago, de 56 anos, iria conhecer o primeiro neto em Londres. Ela teve que descobrir o motivo do cancelamento pela internet.

O problema foi ainda maior para o barman Terry Gallagher, de 23 anos. Ele estava de férias no Rio com uma amiga, e o fechamento do aeroporto o pegou de surpresa:

– Não tenho mais dinheiro, nem para onde ir. Espero não ter que dormir aqui – desabafou.

No horário previsto, a companhia aérea entregou uma carta aos passageiros e os enviou a hotéis. A empresa já tinha confirmado, mais cedo, o cancelamento de quatro voos entre a tarde de quinta e a manhã de sexta-feira. Ainda não há previsão para a normalização das operações nos aeroportos europeus. 

 

 


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